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teologia pentecostal(a grande tribulação N.3)
teologia pentecostal(a grande tribulação N.3)

 

           O Evangelho do Reino no Império do Mal 

Apocalipse 14.1-7. 

1 - E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai.

2 - E ouvi uma voz do céu como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão; e uma voz de harpistas, que tocavam com a sua harpa.

3 - E cantavam um como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.

4 - Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro.

5 - E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus.

6 - E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,

7 - dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. 

Uma das características dos habitantes do mundo atual é o estilo de vida baseado na incredulidade do juízo final. Paradoxalmente, na Grande Tribulação essa característica será mais aflorada. Todavia, os moradores da terra, através de um anjo, serão alertados para a realidade da iminência do juízo vindouro de Deus (Ap 14.7). Nações, tribos, línguas e todos os povos do mundo terão de se confessar perante o Rei dos reis e Senhor dos senhores, Cristo Jesus: Ricos e pobres; poderosos e fracos; intelectuais e ignorantes; todos os homens, sem exceção, se prostrarão diante do Eterno e confessarão que só Ele é Deus; seja para a vida ou perdição eterna (14.6; Mt 25.31-46). 

144 mil selados

“Tem havido muita controvérsia acerca desses santos. Dizem alguns serem os mesmos 144.000 saídos das 12 tribos de Israel, conforme nos mostra o capítulo sete. Outros dizem ser [...] crentes fiéis [...] de diferentes lugares e épocas. [...] Veem-no como um número de plenitude de maneira a incluir todos os crentes que tem andado com o Senhor [...]. Seja como for, podemos ter certeza de que Jesus conhece os que lhe pertencem” (Horton, p.198). 

As duas Testemunhas

“Tem havido muita especulação a respeito de quem são estas duas testemunhas. Alguns interpretam como duas comunidades, ou dois grupos de pessoas. Contudo, a descrição é específica. Tratam-se realmente de duas pessoas. [...] As duas testemunhas de Apocalipse 11.3 são descritas como castiçais que estão diante do Deus da terra; isto é, diante do Deus verdadeiro. Estão constantemente em sua presença. Quando profetizam espargem a luz que vem de Deus [...]” (Horton, p.154). 

O Evangelho eterno

“O evangelho eterno é o mesmo proclamado pelos apóstolos e registrado no Novo Testamento. Não há outro evangelho, como bem acentuou Paulo: ‘Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que temos pregado, seja anátema’ (Gl 1.18). Mesmo em meio a Grande Tribulação, Deus tudo faz para trazer os pecadores ao arrependimento. A mensagem do evangelho é sempre redentora; convida o povo a reconhecer o amor, a soberania e a santidade de Deus” (Horton, p.202).  

Evangelho: Boas Novas de Jesus Cristo, o Messias. 

Apesar de sua truculência e soberba, o Anticristo não conseguirá emudecer a voz do Evangelho nem calar a voz dos mártires. Durante a Grande Tribulação, Deus levantará muitas vozes eloquentes e poderosas que não temerão proclamar-lhe a Palavra. É o que nos mostra claramente o Apocalipse. O que disso concluímos? A Bíblia Sagrada continuará a ser a inspirada, inerrante e soberana Palavra de Deus. E a sua pregação e ensino não serão interrompidos. Logo, haverá também salvação de almas após o arrebatamento.

Nesse tempo, a Igreja de Cristo já não estará na terra. Todavia, Deus continuará no controle de tudo. Até o próprio Diabo, que dará a impressão de reinar absoluto, estará sob o seu comando. A voz divina não pode ser calada. 

I. A PALAVRA DE DEUS APÓS O ARREBATAMENTO 

Muita gente ainda supõe que, após o rapto da Igreja, a Bíblia Sagrada perderá a sua inspiração. Tal crença origina-se de teologias e narrativas extravagantes e anti-bíblicas. A Palavra de Deus, porém, subsiste eternamente (Is 40.8).

1. A Palavra de Deus é eterna. A própria Escritura testifica de sua perenidade: “A palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pe 1.25). Ora, se a Bíblia viesse a perder a sua inspiração após o arrebatamento, como ficariam os últimos atos do plano divino? A propósito, será com base nas Escrituras, que o Israel do Milênio será reorganizado. Leia com atenção os últimos oito capítulos de Ezequiel.

2. A Palavra de Deus é o fundamento do Juízo Final. Além do livro da vida, outros livros serão abertos no dia do Juízo Final. Conclui-se, pois, que as Escrituras Sagradas lá estarão; nelas se encontram tanto as promessas quanto os juízos divinos (Ap 20.12). E cada um dos juízos de Deus é para sempre (Sl 119.160).

Posto que a Bíblia Sagrada não perderá a sua divina inspiração, quem a proclamará após o arrebatamento da Igreja? O Apocalipse mostra que esse trabalho ficará a cargo dos mártires, dos cento e quarenta e quatro mil, das duas testemunhas e do anjo que percorrerá os céus com o evangelho eterno.

3. O Espírito Santo após o arrebatamento da Igreja. Se o Apocalipse mostra que haverá salvação nesse período e que nesse período a Palavra de Deus continuará a ser proclamada, perguntamos: Estará o Espírito Santo na terra durante a Grande Tribulação? Sim! Ele aqui estará. Mas, como conciliar essa assertiva com 2 Tessalonicenses 2.7?

Deixo a resposta com o pastor Donald Stamps, comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal: “No começo dos sete anos de tribulação, o Espírito Santo será ‘afastado’. Isso não significa ser Ele tirado do mundo, mas que cessará sua influência restritiva à iniquidade e ao surgimento do Anticristo. Todas as restrições contra o pecado serão removidas, e começará a rebelião inspirada por Satanás. O Espírito Santo, todavia, agirá na terra durante a tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a Cristo e dando-lhes poder (Ap 7.9,14; 11.1-11; 14.6,7)”. 

A Palavra de Deus subsiste eternamente, mesmo após o arrebatamento da Igreja 

 

II. A PROCLAMAÇÃO DOS MÁRTIRES 

Tanto no Império Romano como em nossos dias, muitos são os torturados e mortos por amor a Cristo. Todavia, os martírios durante o governo do Anticristo superarão a todas as cifras já registradas. Será o Holocausto dos holocaustos.

1. A identidade dos mártires. Chamaremos de mártires aqueles que, na Grande Tribulação, arrepender-se-ão de seus pecados e se recusarão a adorar a imagem da besta e a receber o seu código. Eles são mostrados no Apocalipse como “uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas” (Ap 7.9).

2. A fé sob o martírio. Por causa de sua postura confessante e testemunhal, serão degolados pelo governo do Anticristo (Ap 20.4). Eles, porém, não temerão perturbar o império do mal com o Evangelho do Reino. 

No Império Romano e na modernidade, os números de mártires cristãos foram muitos. Mas nada será comparado aos números de mártires no período do Anticristo. 

III. A PROCLAMAÇÃO DOS 144 MIL 

Além dos mártires oriundos de todos os povos e nações, haverá um grupo de 144 mil judeus, que também estará confessando a Cristo durante o governo do Anticristo.

1. A identidade dos 144 mil. São israelitas que se converterão a Cristo logo após o arrebatamento da igreja (Ap 7.1-8). E precederão a conversão nacional de Israel, que se dará no final da Grande Tribulação (Zc 12.10). Por isso são tratados por Deus como as suas primícias (Ap 14.3).

2. A elevada posição dos 144 mil. Inferimos do texto sagrado, que Deus os tomará para si após os terem assinalado. Isto porque, mais adiante, João os vê no monte Sião acompanhando o Cordeiro (Jo 14.1). Em sua testa, o nome do Pai e do Filho. 

Haverá um grupo de 144 mil testemunhas que confessarão o Cristo de Deus durante o governo do Anticristo. 

IV. A PROCLAMAÇÃO DAS DUAS TESTEMUNHAS

Se bastou Moisés para perturbar o Egito e Elias para conturbar o reino apóstata de Israel, o que não farão dois profetas semelhantes a eles atuando conjuntamente? É o que se dará durante o governo do Anticristo.

1. A identidade das duas testemunhas. Quem serão as duas testemunhas do Apocalipse? Moisés e Elias? A Bíblia não o diz. Por isso, não quero especular sobre as suas identidades. Aprendi que não preciso ter voz quando a Palavra de Deus se cala.

São eles as duas oliveiras e os dois castiçais, que se encontram diante de Deus (Ap 11.4).

Os dois profetas agitarão o reino do Anticristo, desmascarando-o como emissário de Satanás e proclamando sobre toda a terra os juízos divinos. O seu ministério durará 1260 dias (Ap 11.1-3). Eles “têm poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem” (Ap 11.6).

2. A morte das duas testemunhas. Terminado o seu ministério de quarenta e dois meses, a besta os matará. E expor-lhes-á os corpos na praça da cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito (Ap 11.8). E todos se alegrão com a sua morte.

3. A ressurreição das duas testemunhas. Depois de três dias e meio, Deus enviar-lhes-á o espírito de vida, pondo-os de pé à vista de todos. Em seguida, serão levados para o céu. Logo após o seu arrebatamento, a cidade será abalada por um grande terremoto (Ap 11.11-13).

 As duas testemunhas proclamarão os juízos de Deus sobre a terra. No entanto, através de perseguição, serão mortas. Mas, após três dias e meio, Deus as ressuscitará. 

V. A PROCLAMAÇÃO DO ANJO 

Agora, entra em cena um anjo solitário, que proclama o Evangelho Eterno (Ap 14.6). Toda a terra o ouve. Sua mensagem é de arrependimento.

1. O anjo evangelista. Os anjos são criaturas divinas, cuja função é adorar a Deus e zelar pelos que hão de herdar a vida eterna (Is 6.1-3; Hb 1.14). No Apocalipse, são encarregados de ministrar os juízos divinos.

2. O Evangelho Eterno. O que é o Evangelho Eterno? É o evangelho que pregamos e, que às vezes, é chamado de Evangelho do Reino (Mt 24.14). É o evangelho que vem sendo proclamado desde o Gênesis. Sim, é o evangelho que, um dia, Abraão ouviu do próprio Deus (Gl 3.8). Será este também o evangelho a ser anunciado por ocasião do governo do Anticristo.

3. A mensagem de arrependimento. Não obstante a Igreja já ter sido arrebatada, Deus, em seu inexplicável amor, continuará a estender a sua graça a um mundo perverso e impenitente. Através de seu anjo, insta a todos ao arrependimento: “Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14.7). Mesmo na pior apostasia da humanidade, Deus insistirá com os filhos de Adão, buscando levá-los ao arrependimento. 

O Evangelho Eterno é aquele que vem sendo proclamado desde o Gênesis, por Jesus Cristo e, em o Novo Testamento, através dos apóstolos e por toda Igreja.

Conforme vimos, a Palavra de Deus será amplamente proclamada durante a Grande Tribulação. E muitas serão as conversões nesse período. Deus não ficará sem testemunho.

Os crentes desta geração, porém, porfiaremos por tomar parte no arrebatamento da Igreja. Se hoje já enfrentamos dificuldades para professar a santíssima fé, quanto mais naqueles dias. Este é o momento da oportunidade. Por que desperdiçar um momento como este? Maranata! Ora vem, Senhor Jesus. 

HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed. RJ: CPAD, 2001.
HORTON, S. M. (Ed). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed., RJ: CPAD, 2007.
LAHAYE, T.; HINDSON, E. (Eds.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed., RJ: CPAD, 2008. 

 “O Ministério [Das Duas Testemunhas]

O ministério destas duas testemunhas incluirá pregação, profecias e realização de milagres. Elas chamarão as pessoas ao arrependimento, predirão eventos futuros e anunciarão que é chegado o reino. Como Zorobabel e Josué, que procuraram restaurar Israel à sua terra, as duas testemunhas encorajarão a fidelidade a Deus, independentemente das circunstâncias individuais.

Apocalipse 11.4 descreve as testemunhas como ‘as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra’. Este versículo é uma alusão a Zacarias 4.3,11,14, em que Zorobabel e Josué, o sumo sacerdote, líderes de Israel na época de Zacarias, são retratados como um castiçal, ou luz para Israel. O seu combustível é o azeite de oliva, que representa o poder do Espírito Santo. Assim também, nos últimos dias, as duas testemunhas se levantarão pelo poder de Deus e trabalharão em seu cargo profético.

Deus protegerá as duas testemunhas daqueles que tentarem causar-lhes mal antes que a sua missão esteja concluída. Apocalipse 11.5-6 registra os poderes milagrosos dados a estas testemunhas e declara que se alguém lhes quiser fazer mal, será destruído pelo fogo. [...] De maneira similar, os idólatras e inimigos de Moisés foram destruídos pelo fogo (Nm 16.35)” (LAHAYE, T.; HINDSON, E. (Eds.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. l.ed., RJ: CPAD, 2008, p.l57).

 

O governo do Anticristo 

Apocalipse 13.1-9. 

1 - E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia.

2 - E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.

3 - E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.

4 - E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?

5 - E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.

6 - E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.

7 - E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação.

8 - E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

9 - Se alguém tem ouvidos, ouça. 

Em Apocalipse 13, a Palavra de Deus apresenta-nos uma tríade do mal: O Dragão (o Diabo), a Besta que emerge do mar (o Anticristo) e a que emerge da terra (o Falso Profeta). O Apocalipse nos mostra que o Anticristo e o Falso Profeta são agentes utilizados pelo Diabo para estabelecer um falso governo de paz e, desde o início da era mundial, executar seu plano para destruir a humanidade. As Escrituras descrevem algumas características singulares para a realidade desse tempo, os últimos dias: Apostasia (2 Ts 2.3,7); Grande Tribulação (Mt 24.29,30); e Revelação do Homem do Pecado (Dn 7.24,25; 2 Ts 2.3,8,9).

 A TRÍADE MALIGNA 

O Dragão

“Um gigantesco dragão de muitas cabeças e muitos chifres. Este dragão é identificado, no versículo 10 [Cap. 12], como Satanás. Assim como o cavalo vermelho, em 6.3, significa sangue e morte, também o vermelho deste dragão é uma referência ao fato de Satanás ser um assassino desde o princípio (Jo 8.44)” (Horton, pp.160,61). 

O Anticristo

“Apesar de João não usar o nome ‘Anticristo’, o grego anti primariamente significa ‘em vez de’. Ele buscará ser o substituto daquele que foi Deus ungido. Noutras palavras o Anticristo não admitirá ser o Anticristo. Clamará ser o Cristo real, o fidedigno cumprimento das profecias que apontam para o rei que está vindo para implantar o seu reino” (Horton, p.172). 

O Falso Profeta

“[...] O Falso profeta estará a frente da igreja apóstata durante a primeira parte da Grande Tribulação (os verdadeiros crentes já terão sido arrebatados para o encontro com o Senhor Jesus nos ares). Assim, o Falso Profeta tornar-se-á o líder do sistema religioso mundial que o Anticristo estabelecerá na última parte da Grande tribulação [...]” (Horton, p.181).

Governo: Capacidade ou possibilidade de exercer controle sobre um povo. 

Se lermos atentamente os jornais, concluiremos que o cenário já está montado para a ascensão de um governo único no mundo. O que era apenas ensaio há três décadas, já começa a ser encenado no Ocidente com os aplausos do Oriente.

As nações, fustigadas pela globalização, suspiram por um líder com poderes ilimitados, a fim de reordená-las econômica e politicamente. É o que se depreende dos discursos proferidos nos organismos internacionais. O caos parece iminente.

Abramos, agora, a Bíblia. As profecias mostram-nos como fato o que parecia ficção: o guia mundial, a quem a Palavra de Deus denomina de Anticristo, está mais próximo do que supomos. Ele aguarda apenas o momento apropriado, para assumir o controle absoluto da terra sob a proteção de Satanás.

Igreja do Senhor, preparemo-nos para a volta de Jesus! 

I. QUEM É O ANTICRISTO 

A Bíblia apresenta o Anticristo como um personagem real. Não é lenda nem ficção literária.

1. Definição etimológica. De origem grega, a palavra Anticristo significa, etimologicamente, aquele que se levanta contra Cristo, colocando-se em seu lugar (1 Jo 2.22).

2. Definição teológica. O Anticristo é o representante máximo de Satanás. É a sua mais perfeita representação (1 Jo 2.18). Trata-se de um homem que, aliciado pelo Diabo, colocar-se-á à sua inteira disposição, com o intuito de governar o planeta em seu nome.

Ele é conhecido também como a “besta que sobe do mar” e o “homem da iniquidade” (Ap 13.1; 2 Ts 2.3). Daniel no-lo mostra como o “assolador” (Dn 9.27). 

O Anticristo, segundo as Escrituras, é um personagem real e não uma ficção.

 

II. O APARECIMENTO DO ANTICRISTO 

1. Tempo. O Anticristo manifestar-se-á logo após o arrebatamento da Igreja. A sua chegada coincidirá com a Septuagésima Semana de Daniel (Dn 9.27). E o seu governo terá a duração de três anos e meio (Ap 13.5). Após esse período, enfrentará a ira do Cordeiro: a Grande Tribulação.

2. Lugar. A sede política de seu governo será a cidade que, no Apocalipse, chama-se Babilônia (Ap 14.8). A hermenêutica profética permite-nos identificá-la com a metrópole que, no passado, sediou o Império Romano. Quando este reedificar-se, o Anticristo haverá de tomar a cidade de Roma como sede administrativa.

Sua capital religiosa será Jerusalém que, espiritualmente, recebe do Evangelista os cognomes de Sodoma e Egito (Ap 11.8). Por ocasião da Septuagésima Semana de Daniel, o Santo Templo já estará reconstruído. E nele assentar-se-á o Anticristo como se fora Deus, reivindicando uma adoração que cabe apenas a Deus (Dn 9.27; Mt 24.15; 2 Ts 2.4).

De Roma e de Jerusalém, a Besta que sobe do mar governará o mundo todo por quarenta e dois meses (Ap 13.5). Nessa empreitada, será sustentado pelo Dragão e pelo Falso Profeta. 

Após o arrebatamento da Igreja, o Anticristo haverá de se manifestar ao mundo. Suas sedes política e religiosa serão a Babilônia (Roma) e Jerusalém, respectivamente.

III. O SUSTENTO DO GOVERNO DO ANTICRISTO 

O Anticristo contará com o suporte de dois tenebrosos personagens: um espiritual: o Dragão; e o outro humano: o Falso Profeta.

1. O Dragão. O Dragão é identificado no Apocalipse como a Antiga Serpente (Ap 12.9). Conhecido também como Diabo e Satanás, foi o responsável pela primeira apostasia da humanidade, ao induzir Adão e Eva ao pecado (Gn 3.1-7). Nos últimos dias, seduzirá a raça humana a cometer a segunda grande apostasia da história: adorá-lo como deus na pessoa do Anticristo.

Os historiadores futuros certamente verão essa última rebelião da família adâmica como a Queda das quedas e a Apostasia das apostasias.

2. O Falso Profeta. Embora não passe de um embuste, o Falso Profeta será convincente e irresistível. Seus milagres e prodígios serão de tal forma grandiosos que até fogo fará descer do céu (2 Ts 2.9; Ap 13.13). O apóstolo Paulo chama seus milagres de mentirosos. Ele realizará dois grandes sinais. O primeiro será uma falsa ressurreição: fará com que o Anticristo, dado como morto num possível atentado, volte à vida (Ap 13.3). Diante do acontecido, a humanidade exclamará: “Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?” (Ap 13.4).

Se o primeiro sinal causou admiração e espanto, o que não diremos do segundo? Ele ordenará aos que habitam na terra que ergam uma imagem à besta que sobrevivera à ferida mortal. Em seguida, dará vida à estátua, que se porá a falar (Ap 13.14,15). Com esses prodígios, convencerá todos a aceitarem a plataforma de governo do Anticristo.

 

O Dragão e o Falso Profeta sustentarão o governo do Anticristo. 

IV. A PLATAFORMA DE GOVERNO DO ANTICRISTO 

O Anticristo usará de todos os artifícios, quer naturais quer sobrenaturais, visando:

1. A promoção da mentira. Representante do pai da mentira, o Anticristo terá por objetivo apagar toda a verdade que Deus imprimiu na Bíblia, na consciência humana e na história. Somente assim, conseguirá aprisionar a humanidade (2 Ts 2.11). Ele já começou o seu trabalho relativizando a verdade, inclusive a teológica.

2. A promoção do pecado. O Anticristo é conhecido também como o “homem do pecado” (2 Ts 2.3). Hoje ele promove o homossexualismo, o aborto e a eutanásia, como se tais pecados e iniquidades fossem virtudes teológicas. Amanhã, quando assumir o governo do mundo, promoverá o genocídio dos que não lhe aceitarem o sinal, e não haverá ninguém para levantar a voz contra esse crime (Ap 20.4).

3. A promoção do culto a Satanás. Durante o seu governo, constrangerá a humanidade a adorar o Dragão e seus demônios (Ap 9.20). A fim de que a idolatria, em seu mais alto grau, espalhe-se por toda a terra, o Anticristo levantar-se-á contra Deus e contra os que o adoram (2 Ts 2.4).

4. A promoção de uma economia única. O Anticristo sabe que, somente controlando a economia do mundo, conseguirá subjugar a política internacional. Por isso, instituirá um código, conhecido como a marca da besta, para que sem o seu número ninguém possa comprar ou vender (Ap 13.16-18). Com a globalização da economia, os governos caminham nesse sentido, não pressentindo o que os espera num futuro bem próximo. 

As características do governo do Anticristo serão: a mentira, o pecado, a idolatria e a economia única. 

Quando o Anticristo proclamar já ter alcançado todos os seus objetivos, o Dia do Senhor virá e ele sofrerá repentina destruição (1 Ts 5.3). Isso acontecerá após o seu quadragésimo segundo mês de governo (Ap 13.5).

O que a Bíblia chama de Grande Tribulação abater-se-á sobre o reinado do Anticristo, levando-o à completa ruína. É a ira do Cordeiro sobre o império do mal (Ap 6.16).

Jesus Cristo destruirá o império do Anticristo, para implantar o Reino de Deus em sua plenitude: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15). 

HORTON, S. M. Apocalipse: As caisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.
HORTON, S. M. (Ed). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed., RJ: CPAD, 2007. 

 

“A Marca da Besta

Através da história, vem-se tentando identificar o Anticristo nos ditadores e tiranos. Quando me encontrava em Israel em 1962, um judeu convertido disse-me para prestar atenção no nome de Richard Nixon, pois vertido em hebraico soma exatamente 666. Mais tarde, um irmão da Itália contou-me que a inscrição dedicada ao papa, e que pode ser vista no interior da basílica de São Pedro, em Roma, em algarismos latinos, também soma 666. É digno de nota que alguns escribas antigos substituíssem o número 666, por 616, para que se encaixasse com o nome de calígula. A igreja primitiva, unanimemente, rejeitou o artifício.

O Apocalipse, contudo, nada fala sobre a soma de números do nome da besta. A única chave é esta: ‘é o número de um homem’. Expositores da Bíblia interpretam o seis para simbolizar a raça humana. O três para designar a Trindade. A tripla repetição — 666 — pode simplesmente significar que o Anticristo é um homem que crê ser um deus, membro de uma trindade composta pelo Anticristo, Falso Profeta e Satanás (2 Ts 2.4; Ap 13.8)” (HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001, p.185).

VEJA MAIS FONTE www.estudarescatologiabiblica.blogspot.com.br