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hermeneutica N.2
hermeneutica N.2

                               Resumos: Introdução à hermenêutica Bíblica.

                        Introdução à hermenêutica Bíblica.

                              Algumas definições básicas.

Diz-se que a palavra hermenêutica deve sua origem a Hermes, deus grego que servia de mensageiro dos deuses. Muitas vezes de define a hermenêutica  como a ciência e arte de interpretação bíblica. Considera-se como ciência porque ela tem normas, e essas podem ser classificadas num sistema ordenado. É considerada como arte porque a comunicação é flexível.

Relação da hermenêutica com outros campos de estudo bíblicos.

Dentre esses vários campos de estudo bíblicos, a área que conceptualmente precede a todas as demais é o estudo da canonicidade, isto é, a diferenciação e entre os livros que trazem  o selo da inspiração divina e os que não o trazem. O campo de estudo bíblico que conceptualmente segue o desenvolvimento do cânon é a crítica textual, às vezes referida como baixa crítica. A crítica textual é a tentativa de averiguar o fraseado primitivo de um texto. O terceiro campo de estudo bíblico é conhecido como história, ou a alta crítica. Os eruditos neste campo estudam a autoria  de um livro, a data de sua composição,  as circunstâncias históricas que cercam sua composição, a autenticidade de seu conteúdo,  e sua unidade literária. Exegese é a aplicação dos princípios da hermenêutica para chegar- se a um entendimento correto do texto. Seguindo a exegese estão os campos gêmeos da teologia bíblica e da teologia sistemática. Teologia bíblica é um estudo da revelação divina no Antigo e no Novo testamento. Contrastando com a teologia bíblica, a teologia sistemática organiza os dados bíblicos de uma maneira lógica e antes que histórica.

A necessidade da hermenêutica. Quando interpretamos as escrituras, ha diversos bloqueios a uma compreensão espontânea do significado o primitivo da mensagem. Há  um abismo histórico no fato de nos encontrarmos largamente separados no tempo, tanto dos escritores quanto dos primitivos leitores. Em segundo lugar, existe um abismo cultural, de significativas diferenças entre a cultura dos antigos hebreus e a nossa. Um terceiro bloqueio à compreensão  espontânea da mensagem bíblica é a diferença linguística. Um quarto bloqueio significativo e a lacuna filosófica. Portanto, a hermenêutica é necessária por causa das lacunas históricas, culturais, linguísticas e filosóficas que obstruem a compreensão espontânea e exata da Palavra de Deus.  

Opiniões alternativas de interpretação. A posição liberal típica sobre a inspiração  é que os escritos bíblicos foram inspirados mais ou menos no mesmo sentido em que o foram Shakespeare e outros grandes escritores. Dentro da escola neo-ortodoxa há tanta variação sobre o tópico da inspiração que nenhuma generalização pode incluir exatamente todos os pontos de vista. Contudo, a maioria crê que Deus se revelou somente em atos poderosos, e não em palavras. As palavras das escrituras atribuídas a Deus são a forma como os homens entenderam o significado das ações divina. A perspectiva ortodoxa da inspiração é que Deus operou por intermédio das personalidades dos escritores bíblicos de tal modo que, sem suspender os estilos pessoais de expressão ou liberdade, o que eles produziram foi literalmente “soprada por Deus”. II Tim. 3.16, Deus guiou os autores bíblicos de tal modo que seus escritos trazem o selo da “inspiração” divina.

Validez na interpretação.

No estudo da bíblia, a tarefa do exegeta é determinada tão intimamente quanto possível o que Deus queria dizer em determinada passagem, e não o que ela significa para mim. A segunda controvérsia no campo da hermenêutica é a questão do duplo autor. Este problema suscita estas perguntas importantes: “que significado tinha em mente o outono humano”, “que significado tencionava dar o autor divino”, “o significado pretendido pelo autor divino excedia o do autor humana?”.  A questão de saber se a bíblia tem ou não um sentido mais pleno do que o pretendido pelo autor humano tem sido alvo de debates durante séculos.

Interpretações das escrituras, literal, figurativa, e simbólica.

O terceiro problema controvérsia na hermenêutica contemporânea e a liberdade com a qual interpretando palavras da bíblia. Os teólogos e conservadores concordam em que as palavras podem ser usadas em sentidos literal, figurativos, ou simbólico. As expressões literais e figurativas, de modo geral se referem a acontecimentos históricos reais. Os problemas surgem quando os leitores interpretam as declarações de modo diverso daquele que o autor tinha em mente.

Fatores espirituais do processo perceptivo.

O quarto problema controverso na hermenêutica contemporânea é a que visa saber se os fatores espirituais afetam ou não a capacidade de perceber com precisão as verdades contidas nas  escrituras. Uma escola de pensamento sustenta que se duas pessoas de igual preparo intelectual fazem hermenêutica, ambas serão de igual modo bons intérpretes. A posição da segunda escola de pensamento é que a própria bíblia ensina que o compromisso espiritual, ou sua ausência, influencia capacidade de perceber verdade espiritual.

A questão da Inerrância. E todos os problemas controversos com implicações para a hermenêutica, provavelmente um dos mais importantes debatidos e pelos evangélicos hoje é o da Inerrância bíblica. E evangélicos conservadores são os que crêem que a bíblia é totalmente sem erro; os evangélicos liberais crêem que a bíblia é sem erro toda vez que ela fala sobre questões da salvação e da fé cristã, mas pode possuir erros nos fatos históricos e noutros e pormenores. Há vários motivos pelos quais o problema da Inerrância é importante para os evangélicos. Primeiro, se a bíblia erra quando trata de questões não essenciais à salvação, então ela pode incidir em erro toda vez que fala da natureza do homem. Segundo, conforme a história da igreja tem repetidamente demonstrado, os grupos que começam por questionar a validade de pequenos detalhes bíblicos, finalmente questionam também doutrinas maiores. Se partirmos do pressuposto de que a bíblia contém erros, nossa motivação será no sentido de encontrar um modo  exegeticamente justificável de resolver qualquer aparente discrepância. Os resultados diferentes a que chegamos em virtude das pressuposições tomadas por base tornam-se sobremaneira e evidentes na parte da hermenêutica chamada “análise teológica” que consiste em comparar um texto dado com outros que tratam do mesmo assunto.

Jesus e a Bíblia.  Se Jesus Cristo é, como cremos o Filho de Deus, então sua atitude para com a bíblia nos proporcionará a melhor resposta à questão da Inerrância. Primeiro o Jesus foi uniforme no trato das narrativas históricas do antigo testamento como registros fiéis dos fatos. Segundo, muitas vezes Jesus escolheu como base de Seu ensino as mesmas histórias que a maioria dos críticos modernos considera inaceitável. Terceiro, o Jesus usou com regularidade as escrituras do Antigo Testamento. Quarto Jesus ensinou que nada passaria da lei até que tudo se cumprisse e que as escrituras não podem falhar. Finalmente Jesus as escrituras ao refutar cada uma das tentações de Satanás.

 Objeções e respostas. Ainda que os evangelhos retratem em Jesus como tendo fé indiscutível na validade e autoridades da Escritura, há escritores e teólogos que sustentam que os cristãos já não tem necessidade de aceitar essa postura.  A literatura sobre este assunto cita nove objeções principais apresentadas pelos que sustenta um ponto de vista da errância das Escrituras.

Objeção nº 1: é possível que Jesus entendesse e usasse as histórias do Antigo Testamento de uma forma não literal.

Objeção nº 2: é possível que Jesus soubesse que havia erro na escritura, mas adaptou seu ensino às opiniões que pré-científicas de seu tempo.

Objeção n° 3: como parte do esvaziamento de si  é possível que Jesus também se esvaziasse do conhecimento de que as Escritura contêm erros, e tornou-se produto de seu condicionamento.

Objeção nº 4: as opiniões que Jesus expressou, incluindo seu ponto de vista sobre a Escritura, realmente pertencem aos autores dos evangelhos mais do que ao próprio Jesus.

Objeção nº 5: visto que a Inerrância é reivindicada apenas para os autógrafos e nenhum destes existe, a Inerrância é uma discussão acadêmica.

Objeção nº 6: a Inerrância deveria ser reivindicada para os Evangelhos, mas não para toda a Bíblia.  A bíblia é infalível com vistas a questões de fé e prática, a despeito de os incidentais de fatos históricos e outros.

Objeção nº 7: a questão importante é ter um Cristo que salva, e não apegar-se a uma Escritura inerrante. 

Objeção nº 8: algumas passagens bíblicas parecem contradizer-se ou  ser contraditada  pela ciência moderna.

Objeção nº 9: prova-se a Inerrância mediante um argumento circular.

Conclusão do assunto. Quando afirmamos que a Palavra de Deus não contém erro, devemos entender esta declaração do mesmo modo que entenderíamos a declaração de que um relatório ou uma análise especial é exato sem erro. Que é importante distinguir níveis de precisão intencional. Por exemplo, quase todos nós aceitamos que a população dos EUA é de 220 milhões, muito embora esta cifra possa estar incorreta por alguns milhões de pessoas. Contudo, tanto o orador como o ouvinte reconhecem que este número é uma aproximação, e quando entendido dentro de seu nível intencional de precisão, não deixa de ser uma declaração verdadeira. Com mesmo princípio se aplica ao entendimento de afirmações bíblicas: devem ser entendidas dentro dos parâmetros de precisão de seus autores tinham em mente. Princípios específicos de interpretação incluem os seguintes: muitas vezes os números são dados aproximadamente, praxe frequente em comunicação popular. Os discursos e citações podem parafraseados em vez de reproduzidos textualmente. O mundo pode ser descrita em termos fenomenológicos. Os discursos feitos por homens ou por Satanás estão registrados com exatidão sem que isso signifique que era correto o que eles afirmavam. Às vezes um escritor usou fontes para  alcançar seu objetivo sem implicar afirmação divina de tudo o mais que essa fonte haja dito. Um artigo científico, técnico, pode ser muito mais pormenorizado e preciso do que um artigo escrito para o público em geral, mas ambos são exatos quando entendidos dentro do contexto do propósito que tinham em mira. Assim, a afirmação de que Deus é exato e fiel em tudo o que ele diz na escritura a deve ser entendida dentro do contexto do nível de precisão que ele tencionava comunicar.

História da interpretação Bíblica.

Que porque uma visão panorâmica da história? No transcurso dos séculos, desde que Deus revelou as Escrituras, tem havido diversos métodos de estudar a palavra de Deus. Os intérpretes mais ortodoxos têm encarecido a importância de uma interpretação literal, pretendendo com isso interpretar a Palavra de Deus da maneira como se interpreta a comunicação humana normal. Outros têm pregado um método alegórico, que e ainda outros têm examinado letras e palavras tomadas individualmente como possuindo significado secreto que precisa ser decifrado. Uma visão geral histórica dessas práticas capacitar-nos-á a vencer a tentação de crer que nosso sistema de interpretação e é o único que já o existia.

Exegese judaica antiga.

 Um estudo da história da interpretação bíblica começa, em geral, com a obra de Esdras. Visto que, durante o período do exílio,  os israelitas provavelmente tenham pedido sua compreensão do hebraico, a maioria dos eruditos bíblicos supõe que Esdras  e seus ajudantes traduziram o texto hebraico e o liam em voz alta em aramaico, acrescentando explicações para esclarecer o significado. Assim, pois, começou a ciência e arte da interpretação bíblica. No tempo de Cristo, a exegese judaica podia classificar-se em quatro tipos principais: literal, midráshica, pesher, e alegoria.

A interpretação midráshica incluía uma variedade de dispositivos hermenêuticos que se haviam desenvolvido a de maneira considerável no tempo de Cristo e continuaram a desenvolver-se ainda por diversos séculos.

A interpretação pesher existia  particularmente entre as comunidades de Qumran. A comunidade acreditava que tudo quanto os antigos profetas  escreveram tinha significado profético velado que devia ser imediatamente cumprida por intermédio de sua comunidade do pacto. Era comum a interpretação apocalíptica.

A exegese alegórica  baseava-se na idéia de que o verdadeiro sentido jaz sob o significado literal da Escritura. Historicamente, o alegorismo foi desenvolvido pelos gregos para reduzir a tensão entre sua tradição de mito religioso e sua herança filosófica. No tempo de Cristo, os judeus que desejavam permanecer fiéis à tradição mosaica, mas adotavam a filosofia grega, defrontavam-se com uma tensão semelhante. Durante o primeiro século da era cristã os intérpretes judaicos concordaram em que a Escritura representava as palavras de Deus, e que essas palavras estão cheios de significado para os crentes. Empregou-se a interpretação literal nas áreas de interesses judaicos e práticos. Em sua maioria, os intérpretes empregaram práticas midráshica, especialmente as regras desenvolvidas por Hillel, e a maior parte deles usou suavemente a exegese alegórica. Dentro da comunidade judaica, porém, alguns grupos tomaram rumos diferentes. Os fariseus continuaram a desenvolver a exegese midráshica a fim de vincular sua tradição oral mais intimamente com a Escritura.

O uso do Antigo Testamento pelo novo. Aproximadamente 10% do Novo testamento constitui-se de citações diretas de paráfrase do antigo testamento o de alusões a ele. Dos trinta e nove livros do Antigo Testamento, apenas nove não são expressamente mencionados no Novo.

O uso que a Jesus faz do Antigo Testamento. Podemos extrair diversas conclusões gerais do exame do uso que Jesus faz do antigo testamento.

Primeiro, conforme observamos Ele foi  uniforme no tratar as narrativas históricas como registros fiéis do fato.

Segundo, quando Jesus fazia aplicação do registro histórico, Ele o extraía do significado normal do texto, contrária ao sentido alegórico.

 Terceiro, Jesus denunciou o modo como os dirigentes religiosos haviam desenvolvido métodos casuísticos que punham à parte a própria palavra de Deus que eles alegavam está interpretando, e no lugar dela colocavam suas próprias tradições.

Quarto os escribas e fariseus, por mais que quisessem acusar a Jesus de erro, nunca o acusaram de usar qualquer Escritura de modo antinatural ou ilegítimo.

Quinta quando Jesus  usou um texto de um modo que nos parece antinatural, geralmente se tratava de legítima  expressão idiomática  hebraica ou aramaica.

O uso que os apóstolos fizeram do Antigo Testamento.

Os apóstolos acompanharam a seu Senhor e  consideraram o antigo testamento como a palavra de Deus inspirada. II Tim. 3.16. Em cinquenta e seis casos, pelo menos, a referência explícita a Deus como um todo texto Bíblico. Três considerações são aqui pertinentes. Primeiro, diversas versões em hebraico, aramaico e grego do texto bíblico circulavam na Palestina no tempo de Cristo, algumas das quais tinha fraseado diferente das outras. Segunda, conforme observa Wenham, não era necessário que os escritores citassem passagens do antigo testamento, Palavra por palavra.   Terceira, na vida comum, não estar preso a citação é, geralmente, sinal de que o autor tem domínio da matéria.

 Exegese patrística. (100-600 d.c)

A despeito da prática dos apóstolos, uma escola de interpretação alegórica dominou a igreja nos séculos que se sucederam.

Clemente de Alexandria (150-215). Clemente acreditava que as escrituras ocultavam o seu verdadeiro significado a fim de que fôssemos inquiridores, ele desenvolveu a teoria de que cinco sentidos estão ligados à escritura ( histórico, doutrinal, proféticos, filosófico e místico).

Orígenes (185-254?). Ele queria ser a escritura uma vasta alegoria natural cada detalhe é simbólico, e dava grande importância a I Cor. 2:6-7.

Agostinho (354-430). Em termos de originalidade e gênio, Agostinho foi de longe o maior homem de sua época. Em seu livro sobre a doutrina cristã ele estabeleceu diversas regras para exposição da Escritura. Entre suas regras encontramos as seguintes: 1. O intérprete deve possuir fé cristã autêntica. 2. Deve-se ter em alta conta o significado literal e histórico da escritura. 3. A escritora tem mais que um significado e, portanto o método alegórico é adequado. 4. Há significado nos números bíblicos. 5. O antigo testamento é documento cristão porque Cristo está retratado nele do princípio ao fim. 6. Compete ao expositor entenderam que o autor pretendia dizer, e não introduzir no texto o significado que ele, quer lhe dar. 7. O intérprete deve consultar o verdadeiro credo ortodoxo. 8. O versículo deve ser estudado em seu contexto, e não isolado dos versículos que o cercam. 9. Se o significado de um texto é obscuro, nada na passagem pode constituir-se matéria de fé ortodoxa. 10. O Espírito Santo não tomam o lugar do aprendizado necessário para se entender a escritura. O intérprete deve conhecer hebraico, gregos, geografia e outros assuntos. 11. A passagem obscura deve dar preferência à passagem clara. 12. O expositor deve levar em consideração que a revelação é progressiva. Na prática, Agostinho a renunciou a maioria de seus princípios e inclinou-se para ou alegorização excessiva.

A escola de Antioquía da Síria. Criam que o significado espiritual de um acontecimento histórico estava implícito no próprio acontecimento. Os princípios exegéticos da escola de Antioquía lançaram a base da hermenêutica evangélica moderna.

Exegese medieval. A fonte da teologia dogmática não era só bíblia, mas a bíblia conforme a tradição da igreja a interpretava.

Lutero 1483-1546). Lutero sustentava que a igreja não deveria determinar o que as escrituras ensinam; pelo contrário, as escrituras é que deveriam determinar o que a igreja ensina. Um dos grandes princípios hermenêuticos de Lutero  dizia que se deve fazer cuidadosa distinção entre a lei e o evangelho.

(Calvino 1509-1564). Calvino concordava em geral com os princípios e articulados por Lutero. “ a escritura interpreta a escritura” era uma sentença predileta de Calvino. Ele não compartilhava da opinião de Lutero de que Cristo deve ser encontrado em toda parte nas escrituras.

Exegese de pós-reforma (1550-1800).

Confessionalismo. O concílio de Trento reunião hoje em várias ocasiões de 1545 a 1563 e elaborou uma lista de decretos expondo os dogmas da igreja católica romana e criticando o protestantismo.

Pietismo. O pietismo surgiu como reação à exegese dogmática e muitas vezes amarga do período confessional.

Racionalista. O racionalismo, posição filosófica que aceita razão como a única autoridade e que determina as posições ou curso de ação de alguém,  surgiu como importante modo de pensar durante este período e cedo devia causará profundo efeito sobre a teologia e a hermenêutica. Durante o período que seguiu à reforma, o uso magisterial  da razão começou a emergir mais plenamente como nunca antes. Surgiu o empirismo, crença de que o único conhecimento valido que podemos possuía é pouco obtido através dos cinco sentidos.

Hermenêutica moderna (1800 até ao presente).

Liberalismo. O racionalismo filosófico lançou a base do liberalismo teológico. No  final do século XIX a razão determinava que partes da revelação e deveriam ser aceitas como verdadeiras. Alguns autores diziam que várias partes da Escritura possuíam diversos graus de inspiração, e podia ser que os graus inferiores contivessem erros. A Bíblia chegou a ser visto como registro do desenvolvimento evolucionista da consciência religiosa de Israel.

Neo-ortodoxia. A neo-ortodoxia é um fenômeno do século XX. Sustentam que Deus não se revela em palavras, mas apenas por Sua presença. A infalibilidade ou Inerrância não tem lugar no vocabulário neo-ortodoxo. A Escritura é vista como um compêndio de sistemas teológicos às vezes conflitantes acompanhados por diversos fatuais. As histórias bíblicas da interação entre o sobrenatural e o natural são vistas como mitos.

A “nova hermenêutica”. A “nova hermenêutica” tem sido, antes de tudo, uma criação europeias a partir da segunda guerra mundial. A linguagem, dizem eles, não é realidade, mas apenas uma interpretação pessoal da realidade. 

A hermenêutica no cristianismo ortodoxo. Durante os  últimos 200 anos continua  a haver  intérpretes que criam que a Escritura representa revelação que Deus faz de si próprio, de suas palavras e de suas ações,  à humanidade.

Análise  histórico-cultural e contextual. 1. A análise histórico-cultural considera o ambiente histórico-cultural do autor, considera a relação de uma passagem com o corpo todo do escrito de um autor. 2. A análise léxico-sintática revela a compreensão das definições de palavras e sua relação umas com os outros. 3. A análise teológica estuda o nível de compreensão teológica na época da revelação a fim de averiguar o significado do texto para seus primitivos destinatários. 4. A análise literária identifica forma ou método literário usado em determinada passagem com vistas às várias formas como historia, narrativa, cartas, exposição doutrinal, poesia e apocalipse. 5. A comparação com outros intérpretes coteja a tentativa de interpretação derivada dos quatro passos acima com o trabalho de outros intérpretes. 6. A aplicação é o importante passo que traduz o significado de um texto bíblico para seus primeiros ouvintes o mesmo significado que ele tem para os crentes em época e cultura diferentes. Neste processo de seis passos, os de um a três pertencem à hermenêutica geral. O quarto passo constitui hermenêutica especial. O sexto transmissão e aplicação da mensagem bíblica de determinada época e cultura a outra. Não se pode interpretar o significado de um texto com certa precisão sem as análises histórico-cultural e contextual. Fazem-se as análises mediante três perguntas básicas: 1. Qual o ambiente histórico geral em que o escritor fala? 2. Qual o contexto histórico-cultural específico e a finalidade de seu livro? 3. Qual o contexto imediato da passagem em consideração? Três perguntas secundárias são importantes para se determinar o contexto histórico-cultural. Primeira, qual é a situação histórica geral com a qual se der defrontam que o autor e seus leitores? Segunda, quais os costumes cujo conhecimento e esclarecerá o significado de determinadas das ações? Terceiro, qual é o nível de comprometimento espiritual da audiência? O segundo passo mais específico é determinar a finalidade explícita de um livro. Algumas perguntas secundárias são guias úteis: 1. Quem foi o autor? Qual era seu ambiente e sua experiência espiritual? 2. Para quem estava ele escrevendo. 3.  Qual foi a intenção do autor ao escrever este livro especial? Depois que o estudo nos revelar o contexto específico histórico-cultural em que o livro foi escrito, devemos determina a finalidade dele. São três as formas fundamentais de fazê-lo: em primeiro lugar, observar a declaração explícita do autor ou a repetição de certas frases. Em segundo lugar observar a parte parenética de seu escrito. Em terceiro lugar observar os pontos omitidos ou os problemas enfocados.

Desenvolver uma contenção do contexto imediato. Como método de estudo bíblico, toma textos para efeito de prova é relegado a plano secundário porque erra neste passo importante: interpretar os versículos em dar a devida atenção ao seu contexto. Algumas perguntas secundárias ajudam a entender um texto com seu  contexto imediato. Primeiras, quais os principais blocos de material de que forma se encaixam no todo. Segunda, como a passagem que estamos considerando contribui para a corrente de argumentação do autor? Terceira, qual era a perspectiva do autor? Quarta, e está a passagem declarando verdade descritiva ou prescritiva? Quinta, o que constitui o núcleo de ensino da passagem e o que representa apenas detalhes incidental? Finalmente, a quem se destina a passagem?

Análise léxico-sintática.

Definições e pressuposições.  Análise do léxico-sintática é o estudo do significado de palavras tomadas isoladamente e o modo como essas palavras se combinam, a fim de determinar com maior precisão o  significado que o autor pretendia lhes dar. A análise léxico-sintática fundamenta-se na premissa de que embora as palavras possam assumir uma variedade de significados em contextos diferentes, elas têm apenas um significado intencional em qualquer contexto dado. A fim de tornar este processo complexo um tanto mais fácil de entender, ele foi subdividido num procedimento de sete passos: 1. Apontar a forma literária geral. 2. Investigar o desenvolvimento do tema do autor e mostrar como a passagem consideração se encaixa no contexto. 3. Apontar as divisões naturais do texto. 4. Identificar os conectivos dentro dos parágrafos e sentenças. 5. Determinar o significado isolado das palavras. 6. Analisar a sintaxe. 7. Colocar os resultados de sua análise léxico-sintática em palavras que não tenham conteúdo técnico, fáceis de serem entendidas, que transmitam claramente o significado que o autor tinha em mente.

Forma literária geral. A forma literária de um escrito influencia  o modo como o autor tencionava que fosse interpretado. Para fins de análise é suficiente falar de três formas literárias gerais, prosa, poesia e literatura apocalíptica. Os escritos apocalípticos amiúde contêm palavras empregadas com o sentido simbólico. A prosa e a poesia empregam palavras com sentidos literal e figurativo; na prosa predomina o uso literal; na poesia, Usa-se com maior frequência a linguagem figurativa.

Desenvolvimento do tema. Este passo é importante por dois motivos. Primeiro, o contexto é a melhor fonte de dados para a determinação de qual dos diversos possíveis significados de uma palavra é o que o autor tinha em mente. Segundo, a não ser que uma passagem que seja colocada na perspectiva de seu contexto, há sempre o perigo de ela se desenvolver tanto nas tecnicidades de uma análise da gramatical que o intérprete perca a visão da idéia básica que as palavras realmente comunicam.

Conectivos dentro de parágrafos e sentenças. Os conectivos, incluindo conjunções, preposições, pronomes relativos etc, muitas vezes auxiliam no acompanhar a progressão do pensamento.

Significados da palavra. Em sua maioria, as palavras que sobrevivem por longo tempo numa língua adquirem muitas denotações (significados específicos) e conotações ( implicações complementares).  Ao lado de seus significados muito vezes as palavras tem uma variedade de denotações vulgares, isto é,  usos encontradiços  na versão comum. As palavras ou frases podem ter denotações suas vulgares e também técnicas. As denotações literais podem, facilmente, conduzir a denotações metafóricas.

Método para descobrir as denotações de palavras antigas. O primeiro é estudar os modos como ela foi empregada em outra literatura antiga, o segundo método é estudar os sinônimos, procurando pontos de comparação bem como de contrastes, o terceiro método para a determinação dos significados de uma palavra é a etimologia. O mais vale do método para a determinação do significado de uma palavra é descobrir as várias denotações que ela possuía no tempo em que o autor a empregou.

Concordâncias. Uma concordância, ou  chave bíblica, contém uma lista de todas as vezes que determinada palavra é usada na Escritura.

Léxicos. Léxico é um dicionário de vocabulários hebraicos ou gregos.

Métodos para descobrir-se a denotação intencional num contexto específico. Descoberta a variedade de significados que uma palavra possui na cultura de sua época, a próxima e importante tarefa é averiguar qual dessas denotações o autor tinha em mente quando empregou a palavra na passagem que estamos estudando. Há diversos métodos de para se discernir as denotações específicas  tencionadas por um autor e indeterminado contexto. Primeiro veja as definições ou frases explicativas o que os próprios autores dão. Segundo, o outro sujeito e o predicado de uma sentença podem explicar-se mutuamente. Terceiro, Observe se ocorrem paralelismos dentro da e passagem. O paralelismo hebraico pode classificar-se em três tipos básicos: sinonímico, antitético e sintético. No paralelismo sinonímico a segunda linha de uma estrofe repete o conteúdo da primeira; no paralelismo antitético a idéia da segunda linha contrasta agudamente com a da primeira; no paralelismo sintético a segunda linha vai mais longe ou complementa a idéia da primeira.  Quarto, determinar se a palavra está sendo usada como parte de uma figura de linguagem. Quinta, estudar passagens paralelas.

Sintaxe. A sintaxe trata do modo como os pensamentos são expressos por meio de formas gramaticais. Picanha com os resultados de sua análise em palavras não técnicas, de fácil compreensão, que comunique com clareza o significado que o autor tinha em mente.

A análise teológica. Duas perguntas básicas.  A pergunta fundamental feita na análise teológica é: “como esta passagem se enquadra no padrão total da revelação de Deus?”. De imediato se evidencia em primeiro devemos responder a outra pergunta, a saber: “o que é o padrão da revelação de Deus?”. Há pelo menos dois grandes perigos em aceitar certos sistema ou hipótese acerca da natureza da revelação divina. Primeiro, o perigo de alguém importe seu próprio sistema sobre os dados bíblicos, em vez de derivar o sistema por via dos dados. O segundo é, talvez, até maior perigo é o de aceitar uma teoria acerca do padrão da revelação divina  sem mesmo reconhecer que se trata de uma teoria, ou sem examinar outras teorias para ver qual delas se ajusta melhor aos dados.

A pertinência da questão continuidade-descontinuidade. Que se entendem a história da salvação como antes de tudo contínua, geralmente consideram a Escritura como aplicável ao crente hodierno, uma vez que vêem a unidade básica entre si próprios e os crentes  através da história do antigo e do Novo testamento. Os que vêem a história da salvação antes de tudo como descontínua, tendem a considerar que somente o livro de atos e as epístolas possuem aplicabilidade fundamental para a igreja a atual, visto que o restante da Escritura foi dirigido a pessoas que viviam sob uma economia bíblica diferente.

Sistemas teóricos representativos.  O modelo “teologias, mas nenhuma teologia”. Os teólogos liberais, crêem  que as escrituras são pensamentos do homem acerca de Deus.

Teoria dispensacional. Os  dispensacionais são quase sempre ortodoxos em seu ponto de vista da inspiração. Identificam entre  quatro e nove dispensações, com o número costumeiro é sete. A seguinte descrição das sete dispensações, resumidas de um livro de Charles C. Ryrie é típica, mas há muitas variações dentro desta escola. Dispensação da inocência ou liberdade. Dispensação da consciência. Dispensação do governo civil. Dispensação da promessa. Dispensação da lei Mosaica. Dispensação da graça. Dispensação do milênio.

Teoria luterana. Lutero acreditava que para uma adequada compreensão da bíblia devemos distribuir com cuidado e entre duas verdades bíblicas paralelas e  sempre presentes: a lei e o evangelho. Conforme foi mencionado no capítulo 2, a lei refere-se a Deus em seu ódio ao pecado, seu juízo e sua ira. O evangelho refere-se a Deus em Sua graça, Seu amor e Sua salvação. A posição luterana acentua com vigor a continuidade. Deus continua a responder ao homem com lei e com a graça como tem feito o desde o começo da história humana.  E lei e graça não são duas épocas diferentes no trato de Deus com os homens, mas partes integrantes de todo o seu relacionamento.

Teoria das alianças. O osso teólogos das alianças vêem toda a história bíblica coberta por duas alianças, uma de obras até à queda e com uma de graça desde a queda até ao presente. A aliança das obras é descrita como o acordo entre Deus e Adão, que prometia a este a vida mediante a obediência perfeita, e a morte como castigo pela desobediência. A aliança da graça é o acordo entre Deus e o pecador, na qual Deus promete salvação mediante a fé, e o pecador promete uma vida de fé e obediência. Os teólogos dispensacionais dão mais ênfase a descontinuidade. Conquanto a maioria concorde em que a salvação sempre foi pela graça, creem, também, que há mudanças significativas concernentes as ordens de Deus para uma vida de obediência que ocorre através das dispensações.

Modelo Epigenético. A teoria epigenética diz que a revelação divina é análoga ao crescimento de uma árvore oriunda de uma semente. Em certos aspectos, o modelo Epigenético pode ser visto como uma estrada intermediária entre a teologia da dispensação e a da aliança.

Uma metodologia para decidir-se entre os modelos. Um modelo alternativo de avaliar os vários modelos é, primeiro organizar os dados bíblicos em torno de diversos conceitos-chaves ( conceitos que independem dos modelos comparados) e a seguir analisar cada modelo em termos de quão bem se ajusta aos dados e responde por eles. Alguns dos mais importantes conceitos encontrados através das escrituras incluem: (1) princípios de Deus, manifestos por meio de suas leis; (2) graça de Deus, manifesta em resposta de uma a humanidade que repetidamente quebra os princípios divinos; (3) salvação de Deus, manifesta em Sua provisão de um meio de reconciliação entre a raça humana e o próprio Deus; e (4) obra de Deus nos indivíduos, manifesta mediante o ministério do Espírito Santo.

Métodos literários e especiais.

Símiles, metáforas, provérbios, parábolas e alegorias. Os bons comunicadores empregam uma variedade de dispositivos para ilustração, esclarecimento, ênfase e manutenção do interesse do auditório. Os escritores e oradores bíblicos também usam esses esquemas. Alguns de seus métodos comuns incluem símiles, metáforas, provérbios, parábolas e alegorias. Dois dos mais simples artifícios literários são o símile e a metáfora. Símile é uma comparação expressa: é típico o emprego das palavras semelhante ou como a ênfase cai sobre algum ponto de similaridade entre duas idéias grupos, ações etc. o sujeito e a coisa com a qual ele está sendo comparado são mantidos separados. Metáfora é uma comparação não expressa: ela não usa as palavras semelhante ou como. O sujeito é a coisa com a qual ele é comparado estão entrelaçados. Tanto nos símiles  como nas metáforas, por causa de sua natureza Compacta, o autor geralmente tem em mira acentuar um único ponto. Podemos entender a parábola como um símile que ampliado. A comparação vem expressa, e o sujeito é a coisa comparada, explicados mais plenamente, mantêm-se separados. Por semelhante modo pode-se entender a alegoria como uma metáfora ampliada: a comparação não vem expressa, e o jeito e a coisa comparada acham-se entrelaçados. Resumindo: que nos similares e nas parábolas as comparações se acham e expressas e separadas, enquanto nas metáforas e nas alegorias não se acham expressas, mas entrelaçadas.

Provérbios. Um dos maiores problemas da religião é a falta de integração prática entre nossas crenças teológicas e nosso viver diário. É possível divorciar a vida religiosa das decisões práticas do dia-a-dia. Os provérbios devem proporcionar um importante antídoto, pois demonstram a verdadeira religião em termos específicos práticos e significativos. O foco geral do livro de provérbios é o aspecto moral da lei. Muitos dos provérbios se relacionam com a sabedoria, um conceito que proporciona o contexto para todos eles. De um ponto de vista interpretativo é bom reconhecer que devido a sua forma altamente condensada, os provérbios têm em geral, um único ponto de comparação com o princípio de verdade para comunicar. Por exemplo, quando o rei Lemuel diz que a mulher virtuosa é “ como um navio mercante” ( provérbios 31.14), ele não tencionava que fosse esta  uma declaração acerca da circunferência de sua cintura; ela é como o navio mercante porque vai a vários lugares em busca de alimento para as necessidades da família.

Parábolas. A palavra parábola significa “lançar ou colocar ao lado de e”. Assim, parábola é algo que se coloca ao lado de outra coisa para efeito de comparação. A parábola típica utiliza-se de um evento comum da vida natural para acentuar o que esclarecer uma importante verdade espiritual. Jesus, o Mestre dos mestres, usou parábolas regularmente enquanto ensinava. A palavra grega “ parábola” ocorre perto de cinquenta vezes nos evangelhos sinópticos em conexão com seu ministério, dando a entender que as parábolas eram o um de seus prediletos esquemas de ensino.

Finalidade das parábolas. Na revelação de verdades, as parábolas são também utilizadas com eficácia nas escrituras para confrontar com os crentes com o erro de suas vidas. II Samuel 12.1-7. Além de esclarecer e acentuar verdades espirituais para os crentes, as parábolas têm um segundo objetivo, que parece diametralmente oposto ao primeiro. A parábola ocupa a verdade daqueles que endurece o coração contra ela. ( Mateus 13.10-25; Marcos 4.11,12; Lucas 8.9-10).

Princípio para a interpretação de parábolas. O mesmo tipo de análise usado para interpretar passagens narrativas e expositivas deve usar-se na interpretação de parábolas. Além das pistas históricas e contextuais, o conhecimento de detalhes culturais jorra  importante luz sobre o significado  de uma parábola. Por exemplo, colheitas, casamentos e vinho eram símbolos judaicos do fim dos tempos.

Análise léxico-sintática. As mesmas regras de análise léxico- sintática que se aplicam a outras formas de prosa devem, também, aplicar-se as parábolas.

Análise teológica. São três as principais questões teológicas às quais um expositor deve responder antes de está apto a interpretar a maioria das parábolas de Jesus. Em primeiro lugar, com base na evidência disponível, definir as expressões “reino dos céus” e “reino de Deus”, e então decidir o se essas explosões são sinônimas ou não. Visto que grande porcentagem dos ensinos de Jesus, incluindo suas parábolas, refere-se a esses reinos, é muito importante identifica-los adequadamente. As parábolas podem servir ao importante propósito de fixar doutrina em nossa memória de um modo particularmente admirável. Contudo, os expositores ortodoxos unanimemente concordam em que nenhuma doutrina  deve basear-se numa parábola como sua primária ou única fonte.  A base lógica deste princípio é que passagens mais claras das escrituras são sempre usadas para esclarecer passagens mais obscuras, e nunca vice-versa.

Análise literária. Não se deve dar aos detalhes significado independente do ensino central da parábola.

Alegorias. Assim como uma parábola é um símile ampliado, de igual modo a alegoria é uma metáfora ampliada. A parábola possui um foco, um núcleo, e os detalhes são significativos apenas enquanto se relacionam com esse núcleo; a alegoria geralmente tem diversos pontos de comparação, não necessariamente concentrados ao redor de um núcleo.

 Princípios para a interpretação de alegorias1. Usar as análises histórico-cultural, contextual, léxico- sintática e teológica, como se faz com outros tipos de prosa. 2. Determinar as mensagens múltiplas de comparação que o autor tinha em mente, mediante o estudo do contexto e dos pontos que ele acentuou.

Métodos literários específicos.

 Tipos, profecia, e literatura apocalíptica.

Tipos. A palavra grega tupos, da qual se deriva a palavra tipo, tem uma variedade de denotações no Novo testamento. As idéias básicas expressas por tupos e seus sinônimos são os conceitos de parecença, semelhança e similaridade. Um exemplo notório de um tipo bíblico encontra-se em João 3.14,15. A tipologia baseia-se na suposição de que há um padrão na obra de Deus através da história da salvação. A figura é chamada tipo; o cumprimento chama-se antítipo. Os tipos assemelham-se aos símbolos e podem até ser considerados uma espécie particular de símbolo. Contudo, existem duas características que os diferenciam. Primeira, os símbolos servem de sinais de algo que representam, sem necessariamente  ser semelhantes em qualquer respeito, ao passo que os tipos se assemelham a de uma ou mais formas as coisas que prefiguram. Segundo, os tipos  apontam para o futuro, ao passo que os símbolos podem não fazê-lo. A tipologia é a busca de vínculos entre os eventos históricos, pessoas, ou coisas dentro da história da salvação; o alegorismo é a busca de significados secundários e ocultos que sublinham o significado primário e  óbvio da narrativa histórica. No alegorismo  o intérprete atribui significado a um relato que, comumente, nele não se deduziria uma compreensão direta.

Característica do tipo. Há três características básicas de tipos que podemos identificar. A primeira é que “ deve haver algum ponto notável de semelhança ou analogia” entre o tipo e seu antítipo. Segunda, “deve haver evidência de que a coisa tipificada representa o tipo que Deus indicou”. A terceira característica de um tipo é que ele “deve prefigurar alguma coisa futuro”. A tipologia é, por conseguinte, uma forma especial de profecia.

Classificações dos tipos. Embora haja algumas variações de menor importância com referência ao número e nomes das várias classes de tipos, as cinco classes estudadas a seguir representam, em geral, as categorias mencionadas.

Pessoas típicas são aquelas cujas vidas demonstram algum importante princípio ou verdade da redenção. Adão é mencionado como tipo de Cristo (Romanos 5.14). Figura representativa refere-se à oscilação de pensamento entre um grupo e um indivíduo que representa esse grupo, e era uma forma hebraica de pensamento comum e aceita. Por exemplo, a figura de Mateus 2.15 (“do Egito chamei o meu Filho”) refere-se a Oséias 11.1, na qual o filho se identifica com a nação de Israel.

Os eventos típicos possuem uma relação analógica com algum evento posterior. Paulo usa o juízo sobre o Israel incrédulo como advertência tipológica aos cristãos a que não se engajassem na imoralidade. I Coríntios 10.1-10.

Instituições típicas são práticas que prefiguram eventos posteriores de salvação. Disto temos exemplo na expiação mediante o derramamento de sangue de Cordeiro e mais tarde pelo de Cristo. Levítico 17.11; I Ped. 1.19.

Cargos ou ofícios típicos  incluem Moisés, que em seu ofício de profeta ( Deuteronômio 18.15), foi um tipo de Cristo.

Ações típicas são exemplificadas por Isaías andando nu de descalço durante três anos como sinal ao Egito e à Etiópia de que em breve a Assíria os levaria nus e descalços ( Isaías 20.2-4).

Princípios de interpretação de tipos. Análise histórico-cultural de contextual. O lugar mais importante para se começar a investigação de dois eventos quaisquer na história da salvação e a situação histórico-cultural e em que concorreram. Análise léxico-sintática. Há palavras empregadas literalmente, figurativamente, ou simbolicamente? Análise teológica. Não pode haver separação entre a interpretação e os pressupostos que introduzimos no texto. A análise literária. Passos na análise: (1) pesquisar o texto para encontrar o ponto ou pontos de correspondência (2) observar os pontos importantes de diferença entre o tipo e seu antítipo.

Profecias. A interpretação de profecia é um assunto sumamente complexo, não tanto em virtude da discordância concernente aos princípios interpretativos corretos, mas por causa das diferenças de opiniões sobre como aplicar esses princípios. Em ambos os testamentos, “profeta é um porta-voz de Deus que declara a vontade de Deus ao povo”. A profecia refere-se a três coisas: (1) predizer eventos futuros; (2) revelar fatos ocultos quanto ao presente; (3) ministrar instrução, consolo e exortação em linguagem poderosamente arrebatada.

 Profecia e literatura apocalíptica. No século vinte, os estudiosos da profecia bíblica têm passado considerável tempo investigando um gênero particular chamado “apocalíptico”. O foco primário da literatura apocalíptica é a revelação do que esteve oculto, particularmente com relação aos tempos do fim. O material apocalíptico na bíblia tem muitos elementos em comum com o apocalíptico encontrado nos livros não canônicos; também se têm observado diferenças. A superposição de características afeta o problema da inspiração. A escolha de uma variedade de artifícios literários para transmitir informação não destrói a validade dessa informação. Nossa falta de familiaridade com um gênero especial como o apocalíptico não atinge a fidedignidade da informação contida e em passagens apocalípticas, mas apenas nossa capacidade de interpretá-las com segurança.

Problemas na interpretação da profecia e da literatura apocalíptica.

Princípios hermenêuticos. Um problema fundamental na interpretação da profecia e da literatura  apocalíptica é saber se esta literatura pode ser interpretada usando-se os mesmos princípios hermenêuticos que se aplicam a outros gêneros ou se há necessidade de algum método hermenêutico especial. A maioria dos eruditos e evangélicos concorda em que a interpretação da profecia começa com os procedimentos que temos um rotulado de análises contextual, histórico-cultural, léxico-gramatical e teológica.

Sentido mais profundo. O segundo grande problema é saber se existe ou não na profecia um sensus plenior. Há um significado mais profundo num texto profético, significado que Deus tinha em mente, mas não claramente intencionado pelo autor humano? Os escritores bíblicos entendiam o que profetizavam, mas provavelmente não compreendiam todas as aplicações de suas profecias.

Literal versus simbólico. O terceiro problema, é muito prático, na interpretação da profecia relaciona-se com determinar quanto deve ser interpretado literalmente, e quanto simbolicamente ou analogicamente. O problema de saber se uma palavra ou frase deve ser interpretada literal, simbólica ou analogicamente não é de resposta fácil. O contexto e os usos históricos das palavras são os melhores guias gerais na tomada de decisões concernentes ao seu uso dentro de determinada passagem.

Universalidade. O quarto problema, concernente à universalidade de certos símbolos apocalípticos, é saber se um símbolo significa ou não a mesma coisa todas as vezes que é empregado.

Condicionalidade. O quinto problema é se todas as declarações proféticas são condicionais ou não, mesmo quando o condicional se não vem expresso. Provavelmente seja sábio reconhecer que as profecias podem trazer consigo uma condicionalidade implícita mesmo que a condição não esteja explicitamente declarada.

Significado único versus múltipla. A afirmativa de que textos bíblicos tenham um único significado não nega, de forma alguma, o fato de que o significado possa ter uma variedade de aplicações em situações diferentes. Em lugar do conceito de significados múltiplos, Payne usa os conceitos de predição progressiva, cumprimento evolutivo, e contração profética. A predição progressiva refere-se ao fato de que embora cada passagem profética tenha um único cumprimento intencional, muitas vezes uma série de passagens exibe um padrão de progresso cronológico na decretação profética. O segundo conceito de significado profético, cumprimento evolutivo, refere-se à concretização de uma profecia generalizada, abrangente em diversas fases progressivas. O terceiro conceito de cumprimento profético chama-se contração profética, e se refere à bem conhecida característica de que a “profecia bíblica pode saltar de um pico proeminente preditivo para outro, sem reparar no vale que há entre um e outro o que pode envolver lapso nada desprezível da cronologia”.

Variedades de teorias escatológicas. Visto serem muitos os problemas não solucionados com vistas a interpretação das profecias, não é de surpreender que haja uma variedade de teorias escatológica. Esta seção apresentará em forma breve algumas dessas teorias.

Pré-milenismo é a teoria de que Cristo voltará antes do milênio. Pós-milenismo é o ponto de vista de que através da evangelização, o mundo finalmente será alcançado para Cristo. Amilenismo é um conceitualmente uma forma de pós-milenismo.

Princípios para a interpretação da profecia.

Análise histórico-cultural. Quase todos os comentaristas concordam em que uma cuidadosa análise histórico-cultural constitui um requisito indispensável para a compreensão e exata de uma profecia.

Análise léxico-sintática. Um cuidadoso estudo do contexto às vezes revela seu o autor tencionava que suas palavras fossem entendidas literalmente, simbolicamente ou analogicamente.

Análise teológica. Para o estudante interessado em profecia, geralmente há muitas passagens paralelas que devem ser consultados. 

Análise literária. Uma vez determinado que a passagem é profética ou apocalíptica, aumenta a probabilidade de alusões simbólicas e analogias. Os conceitos de predição progressiva, de cumprimento evolutivo, e de contração podem ser aplicados a compreensão do texto quando conveniente.

Aplicação da mensagem bíblica. Uma proposta para o problema transcultural. Nos sete capítulos anteriores estudamos as práticas da hermenêutica tradicional com o fim de responder a pergunta básica: “qual o significado que o autor tinha e mente ao escrever determinado texto?”. Este capítulo formulará outra pergunta: “quais as aplicações desse significado para nós em épocas e cultura diferentes?”. São duas as principais categorias de passagens bíblicas as quais a pergunta acima deve se e endereçada. A primeira é constituída de porções narrativas. Como podemos tornar essas porções bíblicas úteis para o ensino, para a repreensão, para a correção, e para a educação na justiça de um modo hermeneuticamente valido? Segundo, como podemos aplicar os mandamentos normativos da escritura?

 

Dedução de princípios: uma alternativa para a  alegalização de narrativas bíblicas.

Conforme vimos no capítulo 2, o alegorismo desenvolve-se de um motivo correto: o desejo de tornar as passagens do antigo testamento aplicáveis ao crente do novo. O alegorismo foi rejeitado, porém, porque leva para o texto significado que o autor nunca tencionou. Há necessidade, pois, de um método de expositivo que torne as porções narrativas da escritura aplicáveis aos crentes de nossos dias sem fazer o texto dizer algo que o primitivo autor não tinha em mente. Que na falta de uma palavra que descreva o método que realize isto, damos-lhes o nome de dedução de princípios. Este método é uma tentativa para descobrir em uma narrativa os princípios espirituais, morais ou teológicos que dizem respeito ao crente de hoje. Baseia-se na suposição de que o Espírito Santo escolheu esses incidentes históricos registrados na escritura com uma finalidade: informar, transmitir uma mensagem, esclarecer uma importante verdade etc.

Metodologicamente, o sistema é o mesmo da exegese de qualquer passagem bíblicas. Observam-se cuidadosamente as circunstâncias históricas e os costumes culturais que iluminam o significado de várias ações e mandamentos. Estuda-se a finalidade do livro em que a narrativa ocorre bem como o contexto mais estreito das passagens imediatamente precedentes e seguintes à seção em exame. Também se examinam o estado do conhecimento teológico e o compromisso. Depois de realizado tudo isso, o intérprete está, pois, em posição de entender o significado da narrativa em seu ambiente de origem. Por fim, com base neste entendimento e usando um processo de dedução, o intérprete procura articular o princípio ou princípios exemplificados na história, princípios que continuam a possuir aplicabilidade ao crente hodierno.

A história de Nadabe e Abiú é interessante não só por causa de sua brevidade, mas também pela severidade e singularidade do juízo que trouxe sobre eles.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ela desperta curiosidade porque não se vê de imediato o que era o “fogo estranha”, nem por que trouxe reação tão rápida e poderosa da parte de Deus. O Senhor deu a Arão três ordens (Lev. 10.8-10): (1) nem ele nem outro qualquer de seus descendentes sacerdotais deveriam tomar bebidas fermentadas antes de entrar para o exercício de seus deveres sagrados; (2) deviam diferenciar entre o santo e o profano, entre imundo e o limpos; e (3) deviam ensinar ao povo todos os estatutos do Senhor.

Análise contextual. Este era o dia de investidura de Arão e de seus filhos como iniciadores do sacerdócio levítico. Suas ações seriam consideradas como precedentes para os que viessem depois. A aceitação ou rejeição dessas ações por parte de Deus influencia sobre os futuros desenvolvimentos do próprio sacerdócio e das atividades sacerdotais.

Análise léxico-sintática e teológica. Quase todas as religiões antigas, incluindo o judaísmo, consideravam o fogo como símbolo divino. Explica-se o fogo profano ou “estranho” que não Nadabe e Abiú ofereceram como fogo que Deus não lhes havia ordenado oferecer. Alguns comentaristas têm inferido que Nadabe e Abiú estavam sob a influência de bebidas embriagantes quando ofereceram o fogo estranho. O texto não nos permite afirmar tal coisa, com absoluta certeza, embora seja provável que Deus estivesse dando mandamentos relacionados com a infração que trouxe juízo de morte sobre Nadabe e Abiú. A principal lição das três ordens é claro: Deus fora cuidadoso em mostrar o modo pelo qual os israelitas podiam receber expiação por seus pecados e manter com ele um relacionamento correto. Nadabe e Abiú, num gesto de obstinação, haviam adotado sua própria forma de adoração. Esses gestos, se não fossem prontamente reprovados podiam facilmente conduzir à assimilação de todos os tipos de práticas pagãs pessoais no culto a Deus. A segunda lição reside no fato de que a reconciliação com Deus depende da graça divina, e não de práticas obstinadas e do homem e de sua própria iniciativa. Deus havia dado os meios de reconciliação e de expiação. Nadabe e Abiú tentaram acrescentar algo aos meios divinos de reconciliação. Aplicação. Deus é o iniciador de sua misericórdia e graça na relação divino-humana; Cabe-nos a responsabilidade de aceitar essa graça.

Diretrizes para a dedução de princípios. 1. Essa dedução focaliza os princípios implícitos num relato, aplicáveis através dos tempos e das culturas. 2. Ao derivar o significado de uma narrativa como base para deduzir princípios, o significado deve sempre desenvolver-se a partir de uma cuidadosa análise histórica e léxica: o significado deve ser aquele que o autor tinha em mente. 3. De uma perspectiva teológica, o significado e os princípios derivados do relato devem estar em concordância com todos os demais ensinos da escritura. 4. Os princípios derivados por este método podem ser normativos ou não normativos. 5. Os textos têm somente um significado, mas podem ter muitas aplicações.

Tradução de mandamentos bíblicos de uma cultura para outro. Até que ponto os mandamentos bíblicos devem ser entendidos como condicionados culturalmente e, portanto, não normativos para o crente hodierno? E que tipo de metodologia deve aplicar-se para traduzir mandamentos bíblicos dessa cultura para nossa? Se adotarmos, como o tem feito a maioria dos cristãos evangélicos, a opinião de que alguns mandamentos bíblicos são limitados culturalmente enquanto outros não, então se faz necessário elaborar critérios para diferenciar entre os que se aplicam literalmente e as que não se aplicam. Devemos desenvolver critérios cuja lógica posso ser demonstrada, que possam ser uniformemente aplicados a uma variedade de problemas e questões, e cuja natureza é extraída da escritura ou, pelo menos seja consoante com ela.

Estabelecer uma estrutura teorética para analisar o comportamento e os mandamentos comportamentais.

Primeiro postulado: um comportamento único geralmente tem significado ambíguo para o observador. Por exemplo, se da janela de meu gabinete veja lá fora um homem subindo a rua, não sei se ele está caminhando como exercício, se está a caminho de um ponto de ônibus, ou se está saindo de casa depois de uma briga com a esposa.Segundo postulado. O comportamento assume maior significado para o observador à medida que investiga o seu contexto. À medida que observo mais intimamente o homem do exemplo acima, devido a sua idade, roupa, pasta e livros, formulo a hipótese se de que é um estudante que vai para escola.

Terceiro postulado. O comportamento que tem certo significado numa cultura pode ter significado totalmente diverso em outro. A fazer aplicações transculturais de mandamentos bíblicos, há três alternativas há considerar. 1. Reter tanto o princípio como sua expressão comportamental. 2. Reter o princípio, mas propor uma mudança na forma como esse princípio é expresso comportamentalmente nossa cultura. 3. Mudar tanto o princípio como sua expressão comportamental, supondo que ambos estavam presos a cultura e, portanto já não são aplicáveis.

Diretrizes para discernir se os princípios são transculturais ou culturais.

Primeiro, Determinar o motivo dado para o princípio. Segundo, se o motivo de um princípio for limitado pela cultura, então o princípio também poderá sê-lo.

Diretrizes para discernir seus mandamentos (aplicações dos princípios) são transculturais ou culturais. Primeiro, quando um princípio transcultural está corporificado numa forma que fazia parte dos hábitos culturais comuns da época, a forma pode ser modificada, muito embora o princípio permaneça inalterado. Segundo quando uma prática aceita fazia parte de uma cultura pagã e a escritura proibia tal prática, com toda probabilidade será proibida também em nossa cultura. Terceiro é importante definir quais os benefícios que o mandamento tinha em mira, e aplicado discriminadamente a outros grupos.

Alguns passos propostos na tradução de mandamentos bíblicos de uma cultura e tempo para a outra cultura de tempo. 1. Discernir tão precisamente quanto possível o princípio por trás do mandamento comportamental dado. 2. Discernir se o princípio é permanente ou limitado a uma época (transcultural ou cultural). 3. Se um princípio é transcultural, estude a natureza da aplicação comportamental em nossa cultura. 4. Se a expressão comportamental de um princípio deve ser mudada, proponha um equivalente cultural que expresse adequadamente o princípio de origem divina que está por trás do mandamento primitivo. 5. Se depois de cuidadoso estudo a natureza do princípio bíblico e o mandamento que o acompanha continuam se tem dúvida, aplique o preceito bíblico da humildade.

EpílogoA tarefa do ministro. A tarefa do ministro, no que se relaciona com o conteúdo desse texto, é dupla:  ele tem de ser ministro da palavra de Deus, e deve ministrar a palavra de Deus com exatidão. A pregação expositiva começa com determinada passagem e investiga-a. O sermonar começa com uma idéia na mente do pregador- um problema social ou político, mais pertinente, ou uma introspecção teológica ou psicológica. Ambos os métodos empregados por homens que exprimem bem às suas idéias, são eloquentes, e pregam com convicção e dignidade. E ambos parecem ser usados por Deus para nutrir seu rebanho. Para falar com a autoridade de um, “assim diz o Senhor”, o ministro deve expor a palavra de Deus. Não há promessa alguma da escritura de que Deus abençoará o sermonar humano. Deus promete isto sim, abençoar a proclamação de sua palavra.

fonte www.solascriptura-tt.org