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lições CPAD o Deus do livro 4 trim-2008
lições CPAD o Deus do livro 4 trim-2008

                                                             Lições Bíblicas CPAD

                                                 Jovens e Adultos 

                                             4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

Lição 1: O Deus da Bíblia

Data: 05 de Outubro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém!” (1 Tm 1.17).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Há muitos falsos deuses inventados pelo homem ou pelo Maligno, mas o Deus da Bíblia é único, verdadeiro e soberano.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Jd v.25

Ao único Deus, toda glória e majestade

 

 

 

Terça - Mc 12.29

O único Senhor

 

 

 

Quarta - Gn 2.4

Deus, o Criador dos céus e da terra

 

 

 

Quinta - Sl 103.3

O Senhor que sara

 

 

 

Sexta - Gn 17.1

O Deus Todo-Poderoso

 

 

 

Sábado - Pv 15.3

O Deus que vê a todos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Salmos 136.1-9,26.

 

1 - Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre.

2 - Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade é para sempre.

3 - Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade é para sempre.

4 - Àquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade é para sempre.

5 - Àquele que com entendimento fez os céus; porque a sua benignidade é para sempre.

6 - Àquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade é para sempre.

7 - Àquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade é para sempre.

8 - O sol para governar de dia; porque a sua benignidade é para sempre.

9 - A lua e as estrelas para presidirem a noite; porque a sua benignidade é para sempre.

26 - Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade é para sempre.

 

INTERAÇÃO

 

Caro professor, pela graça de Deus iniciamos mais um trimestre. Os assuntos tratados nestas lições são de extrema relevância para aqueles que desejam crescer na "graça e no conhecimento do nosso Deus". São treze lições que tratam do "Deus do Livro e o Livro de Deus". O comentarista, Pr. Elivaldo Renovato e autor de diversos livros, líder da Assembléia de Deus em Parnamirim, RN, e professor universitário. O enriquecimento espiritual que lhe advirá do estudo de cada lição será sentido em todas as áreas de sua vida. Que Deus o abençoe.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar que a Bíblia não se preocupa em provar a existência de Deus.
  • Compreender que Deus existe, e revelou-se ao homem.
  • Descrever cinco argumentos a favor da existência de Deus.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, tenha cuidado para não fazer desta aula um amontoado de ensinamentos teóricos sobre Deus. É importante que os alunos sejam estimulados a experimentarem mais do Todo-Poderoso. Inicie sua aula fazendo as seguintes perguntas: "Você conhece a Deus?" "Até que ponto você o conhece?" "Quanto você já experimentou do poder, amor e da sabedoria de Deus?" Dê um tempo para que seus alunos respondam. Depois, explique que nenhum ser humano jamais poderá conhecer totalmente a Deus, por que Ele é infinito e seu poder é ilimitado. Mas o Pai deseja que o conheçamos pessoalmente, e tenhamos com Ele um relacionamento íntimo e pessoal.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Deus: 'Ēl (no hebraico, “Deus”). Ser Supremo Criador do Universo, do homem, e de todas as coisas.

 

Sempre houve e sempre haverá os que costumam questionar: Quem é Deus? Alguns o fazem com sinceridade, buscando compreender a existência e a natureza do Eterno. Todavia, outros perguntam com a intenção de alimentarem sua soberba e descrença. Por esta razão, não conseguem entender a natureza transcendente do Altíssimo. Para os que aceitam a Bíblia como a sagrada fonte de inspiração e de respostas às inquietações do homem, Deus é o Ser Supremo, Criador do Universo, do Homem, e de todas as coisas.

 

I. A EXISTÊNCIA DE DEUS

 

1. A existência de Deus questionada. O Deus da Bíblia existe? Se Ele existe, inquirem os críticos da Palavra: por que há tantas tragédias causando sofrimento a milhares de pessoas, inclusive inocentes e piedosos? Por que há tanta injustiça no mundo? Com essas e outras questões, a mente humana procura entender quem é Deus e, de maneira presunçosa, negar sua existência, ou culpá-Lo por todas as mazelas desta vida.

2. A existência de Deus é um postulado. Deus é real e não precisa ser demonstrado com base na lógica humana. A Bíblia denomina a descrença em Deus como insensatez, estupidez e absurdo: "Disse o néscio no seu coração: Não há Deus" (Sl 53.1); "Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus" (Sl 10.4).

3. A existência de Deus não precisa ser provada. Deus é a garantia da lógica do Universo. Sem Ele, o universo não poderia existir. Se o cosmo é uma realidade, e somos testemunhas disso, Deus existe! A ordem e a harmonia que permeiam toda a criação pressupõem a existência de um Criador. A mente humana, limitada e falível, jamais conseguirá provar a existência de Deus à parte da fé (Hb 11.3). O Todo-Poderoso é Espírito infinito (Jo 4.24). Todavia, há na criação inumeráveis evidências da existência de Deus. Ele, por sua infinita bondade, tem se revelado às suas criaturas de diversas formas. Pode ser que as provas sejam necessárias à mente do homem natural, mas o homem espiritual (1 Co 2.14,15), através da fé, tem total convicção até mesmo daquilo que não vê (Hb 11.1).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A existência de Deus não pode ser explicada somente pela lógica humana, pois a sabedoria do homem é limitada e falível.

 

II. A LIMITAÇÃO HUMANA DIANTE DE DEUS

 

1. O homem natural não alcança a mente divina. Deus, em sua infinitude, é incompreensível à mente humana. Por isso Zofar inquiriu ao patriarca Jó: "Porventura, alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso?" (Jó 11.7). Isaías também indagou ao povo: "A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis?" (Is 40.18). O ser humano pode até conhecer a Deus através da revelação natural (Sl 19.1; Rm 1.19-21), mas de modo limitado, pois o finito não pode abarcar o Infinito (Is 40.28). Entretanto, o Eterno, em sua bondade, revelou-se ao homem através de Cristo (Jo 1.18; 17.3).

2. O homem natural não compreende as coisas de Deus. O ser humano, em razão do pecado, tem dificuldade de crer em Deus. A Bíblia nos esclarece: "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2.14; Sl 10.4). Contudo, a existência de Deus independe da incredulidade dos homens. O néscio, em sua ignorância ou orgulho, diz: "Não há Deus", mas, "os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos" (Sl 19.1).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A humanidade, em razão do pecado, não tem como compreender e aceitar que existe um único Deus, por isso, O Eterno em sua bondade, revelou-se ao homem através de Cristo.

 

III. A DIFERENÇA ENTRE O DEUS DA BÍBLIA E OS FALSOS DEUSES

 

1. O Deus da Bíblia é o Criador. De acordo com as Escrituras, Deus criou todas as coisas (Gn 1.1). Já os falsos deuses, foram inventados pela imaginação humana. O Antigo Testamento apresenta-nos uma variedade de falsos deuses. Alguns deles, inclusive, de caráter demoníaco, tais como Baal, Moloque e Aserá. Na Babilônia, o deus Marduk era considerado "deus dos deuses". Segundo a mitologia, Marduk matou a Tiamat, deusa das águas profundas, e dividiu-a em duas partes, criando o céu e a terra. Todavia, a Palavra de Deus nos ensina: "Só tu és Senhor; tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há; e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora" (Ne 9.6).

2. O Deus da Bíblia é Eterno. Nas Escrituras, temos várias referências à eternidade de Deus. "O Deus eterno te seja por habitação, e por baixo de ti estejam os braços eternos..." (Dt 33.27; Is 40.28) "Mas o Senhor Deus é a verdade ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno" (Jr 10.10). Os deuses falsos são mortais. Segundo a mitologia grega, a deusa Perséfone morria a cada ano. As folhas secas do outono representavam o seu fim. No inverno, os deuses morriam, e ressurgiam na primavera.

3. O Deus da Bíblia é Santo. Os deuses mitológicos nivelam-se às baixezas morais dos seus seguidores. Muitos rituais dedicados a esses falsos deuses são cultos aos demônios, movidos por orgias sexuais, alucinógenos e sacrifícios humanos (1 Co 10.14-21). A santidade do Senhor, nosso Deus, é um atributo inerente à sua majestade, pureza e perfeição (Hc 1.13). "Porque eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo" (Lv 11.44; Jó 34.10; Sl 99.9; Ap 4.8).

4. O Deus da Bíblia é o Supremo Juiz do Universo. Ele tem suas leis, mandamentos, estatutos e juízos. "Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará" (Is 33.22). Ele é o "Juiz de toda a terra" (Gn 18.25; Sl 75.7). Juízo e justiça são a base do trono do Eterno (Sl 89.14). Ninguém escapará ao juízo de Deus: "porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos" (At 17.31).

5. O Deus da Bíblia é o Deus Salvador (Gn 32.30; Sl 7.10). No Salmo 115, versículos de 1 a 8, o salmista demonstra claramente a diferença entre o Deus da Bíblia e os falsos deuses, obras "das mãos dos homens". Na Índia, são catalogados muitos milhões de deuses! O rio, a vaca, e até o rato, são considerados divinos (Rm 1.23). São falsos deuses que não têm poder para salvar o homem de seus pecados, garantindo-lhe vida eterna. No Brasil, o sincretismo religioso vem transformando o país em um santuário de falsos deuses. Todas essas manifestações fazem parte de um elaborado programa do Maligno para afastar as pessoas do Verdadeiro Deus, o Deus da Bíblia (2 Co 4.4).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Através das Escrituras Sagradas podemos conhecer a diferença entre o Deus da Bíblia e os falsos deuses.

 

IV. DEUSES QUE NÃO SÃO DA BÍBLIA

 

1. O deus do Teísmo Aberto. Trata-se de uma doutrina herética e capciosa que, a despeito de considerar-se teológica, é uma violação à verdadeira interpretação da Bíblia. Os adeptos do teísmo aberto afirmam as seguintes heresias: "Deus não é soberano"; "Deus não é onisciente"; "Deus se arrisca"; "Deus é falho"; "Deus é mutável", e outros inomináveis absurdos. Refutações: Ler Dt 18.13; Sl 139.1-18; Is 43.13; 46.9,10; Mt 5.48; Hb 4.13; Tg 1.17.

2. O deus da Nova Era. A Nova Era é uma mistura de idéias extraídas de seitas orientais, judaísmo, cristianismo e ocultismo. Uma de suas principais finalidades é confundir a mente das pessoas para que não se aproximem do Deus da Bíblia. Através de elementos místicos, tais como tarôs, pirâmides, cartas, búzios, e da crença em bruxas, duendes, fadas, e outros seres inventados pela mente humana, procuram confundir os homens quanto ao conhecimento do Verdadeiro Deus.

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

O Maligno usa seus ardis através do Teísmo Aberto e da Nova Era para que o homem não reconheça que o Deus da Bíblia é o Verdadeiro.

 

CONCLUSÃO

 

O Deus da Bíblia é o Criador eterno, imutável, onipotente, onisciente, onipresente, infalível, absoluto e soberano. É o Senhor do Universo que "amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele" (Jo 3.16,17).

 

VOCABULÁRIO

 

Postulado: Fato ou preceito reconhecido sem prévia demonstração.
Néscio: Insensato, ignorante.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

SOARES. E. Manual de Apologética Cristã. RJ: CPAD, 2006.
MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas: o Fundamento da Nossa Fé. RJ: CPAD, 2005.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Como a Bíblia denomina a descrença em Deus?

R. A Bíblia denomina a descrença em Deus como insensatez, estupidez e absurdo.

 

2. Quais as duas revelações pelas quais o homem pode conhecer Deus?

R. As duas revelações pela qual o homem pode conhecer a Deus são: através da revelação natural (Sl 19.1) e através de Cristo.

 

3. Descreva três características do Deus da Bíblia.

R. O Deus da Bíblia é o Criador, Eterno e Santo.

 

4. Cite duas afirmações do Teísmo Aberto.

R. Os adeptos do Teísmo Aberto afirmam duas heresias: "Deus não é soberano e Deus não é onisciente".

 

5. Explique a principal finalidade da Nova Era.

R. Confundir a mente das pessoas para que não se aproximem do Deus da Bíblia.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

"A Existência de Deus

Embora a Bíblia não apresente argumentos em favor da existência de Deus, (...) argumentos clássicos vem sendo apresentados desde a Era Medieval. Apesar de limitados em si mesmos, provêem eles, em seu conjunto, o apoio intelectual suficiente para corroborar a verdade da Bíblia. O primeiro desses argumentos é oontológico. Defende este que um Ser Perfeito implica numa existência real. Por conseguinte, para se conceber um Ser Perfeito, é necessário se acreditar que este Ser Perfeito realmente exista. O segundo argumento clássico é o cosmológico. Segue-se de maneira coerente ao ontológico. O universo, como todos o admitimos, não existe por si mesmo. Todos os eventos que presenciamos dependem de alguma causa além deles mesmos. O terceiro argumento clássico em prol da existência de Deus é o teleológico, ou argumento do desígnio. O mundo maravilhoso descoberto pela inquirição científica desvenda uma notável e espantosa ordem em toda a natureza. As improbabilidades matemáticas de todas estas maravilhas terem ocorrido por mero acaso, leva-nos a enaltecer aquEle que é o autor de tudo quanto vemos e admiramos. O quarto argumento clássico é o moral. Ele apresenta-se como o senso inato do que é certo e do que é errado. Que ser humano não o possui? Similar ao anterior é o quinto argumento. Acha-se ele alicerçado sobre aestética ou beleza".

(MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas: os Fundamentos da Nossa Fé. RJ: CPAD, 2005, pp.36-37.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

"Deus quer ser a sua habitação. Ele não está interessado em ser uma fuga de fim de semana, ou um bangalô para os domingos, ou um chalé para o verão. Não considere usar Deus como uma cabana de férias, ou uma eventual casa de retiro. Ele quer você sob o seu teto agora e sempre. Ele quer ser o seu endereço, seu ponto de referência; Ele quer ser o seu lar...

Para muitos este é um conceito novo. Pensamos em Deus como uma divindade para ser discutida, não um lugar para viver. Pensamos em Deus como um misterioso fazedor de milagres, não uma casa para se morar. Pensamos em Deus como um criador a quem recorrer, não um lar onde habitar. Contudo, nosso Pai quer ser muito mais. Ele deseja ser aquEle em quem 'vivemos, e nos movemos e existimos' (At 17.28)".

(LUCADO, M. Promessas Inspiradoras de Deus. RJ: CPAD, 2005.)

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 2: O Deus que se comunica com o homem

Data: 12 de Outubro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim" (Gn 3.8).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O Deus da Bíblia relaciona-se com o homem a fim de comunicar-lhe seu amor, cuidado, e salvação eterna.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Gn 3.9

Deus falou com Adão

 

 

 

Terça - Gn 8.15

Deus falou com Noé

 

 

 

Quarta - Gn 17.3

Deus falou com Abraão

 

 

 

Quinta - Gn 46.2

Deus falou com Jacó

 

 

 

Sexta – Êx 6.2

Deus falou com Moisés

 

 

 

Sábado - 1 Rs 3.5

Deus falou com Salomão

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Salmos 29.1-10.

 

1 - Dai ao SENHOR, ó filhos dos poderosos, dai ao SENHOR glória e força.

2 - Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor na beleza da sua santidade.

3 - A voz do SENHOR ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; o SENHOR está sobre as muitas águas.

4 - A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade.

5 - A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR quebra os cedros do Líbano.

6 - Ele os faz saltar como a um bezerro; ao Líbano e Siriom, como novos unicórnios.

7 - A voz do SENHOR separa as labaredas do fogo.

8 - A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.

9 - A voz do SENHOR faz parir as cervas e desnuda as brenhas. E no seu templo cada um diz: Glória!

10 - O SENHOR se assentou sobre o dilúvio; o SENHOR se assenta como Rei perpetuamente.

 

INTERAÇÃO

 

Embora Deus seja o Todo-Poderoso, Ele sempre procurou comunicar-se de modo pessoal com o homem. Isso não é maravilhoso?! Você tem ouvido a voz do Pai? Como está a sua comunicação com o Altíssimo? Estamos vivendo na era da informática e da comunicação, todavia, devido ao corre-corre da vida diária, e diante das muitas vozes, muitos já não conseguem mais ouvir ou reconhecer a voz do Pai. Por isso, queremos desafiá-lo a não se limitar, somente a buscar a ajuda de Deus, a ter somente um diálogo unilateral, mas desejamos que você almeje estabelecer canais autênticos de comunicação com o Pai. Ele deseja falar com você diariamente. Ouça-O.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Compreender que o Deus Todo-Poderoso se comunica com o homem por diferentes meios.
  • Explicar que a Queda fez com que o homem perdesse a comunhão com Deus.
  • Buscar uma comunicação mais íntima com Deus.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, mostre aos seus alunos, através do quadro abaixo, a variedade incrível de métodos e modos utilizados por Deus para comunicar sua Palavra. Reproduza o gráfico no quadro-de-giz. Enfatize a criatividade do Senhor e leia o texto de Hebreus 1.1.

 

Ele falou do Céu, direta e audivelmente.

Lc 3.21,22

 

Ele escreveu em tábuas de pedra.

Êx 31.18

 

Ele se tornou carne.

Jo 1.14

 

Ele deu vívidos sonhos e visões.

Gn 28.12; Mt 1.20; 2.19,29

 

Ele utilizou paredes de palácios.

Dn 5.5

 

Ele fez animais falarem.

Nm 22.28

 

Ele expressou a verdade dos profetas.

Ez 51.1; Am 2.1; Ag 1.7; Zc 8.3

 

Ele utilizou os anjos.

Lc 1.11,28; At 10.3,4

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Comunicar: Do latim comunicare, significa “pôr em comum”, “ligar”, “fazer saber”, “estabelecer comunicação”.

 

Os deuses, criados pela imaginação humana, eram inacessíveis aos seus adoradores. Os doze do Olimpo, por exemplo, não desciam para ouvir ou falar com os gregos. O mesmo tem acontecido com os adoradores dos deuses falsos das muitas religiões não-cristãs dos nossos dias. Eles não podem dirigir-se aos seus deuses diretamente. Somente o fazem através de intermediários, também falsos. Todavia, o Deus da Bíblia, desde o princípio se comunica com suas criaturas. Por intermédio de Jesus Cristo, o ser humano tem livre acesso a Deus, seu soberano Senhor, e criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis (Cl 1.16).

 

I. A COMUNICAÇÃO DIRETA

 

1. Na criação. A Bíblia nos mostra com clareza que desde o princípio Deus se comunicava com o homem de forma direta. Ao criá-lo, imediatamente infundiu-lhe o fôlego da vida, transformando-o em alma vivente. "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente" (Gn 2.7).

2. Evitando a solidão. Antes da Queda, o homem se comunicava com Deus livremente. Todavia, o Eterno percebera que sua criatura necessitava de algo mais. Ela precisava relacionar-se com alguém da mesma natureza. Foi aí que o Senhor decidiu criar a mulher a fim livrar o homem da solidão (Gn 2.18,22,23).

3. A comunicação com o primeiro casal. Não se sabe quanto tempo nossos primeiros pais viveram em perfeita harmonia, antes de pecarem. O fato é que antes da entrada do mal no mundo, Deus costumava conversar com o casal pela "viração do dia" (Gn 3.8a). Certamente, o Senhor propiciava a Adão e Eva momentos agradabilíssimos de conversa e aprendizado, enchendo-os de muita paz e indizível alegria.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Deus, o Criador, comunicava-se com o homem de forma direta.

 

II. EFEITOS DA QUEDA

 

1. A comunicação prejudicada. Com a Queda, o homem perdeu a comunhão e a comunicação com o Criador. Antes, Adão e Eva deleitavam-se em ouvir a suave e melódica voz do Altíssimo. Agora, com o advento do pecado, o medo apoderou-se deles dificultando-lhes o pleno relacionamento com Deus (Gn 3.8-10).

2. O conhecimento da discórdia. Inquirido sobre seu pecado, o homem pôs-se a culpar sua companheira que, por sua vez, culpou a serpente (Gn 3.9-13). Eis aí a primeira desavença entre os seres humanos e suas funestas consequências. Na maioria das vezes, os homens não se entendem em função da incapacidade de assumirem os próprios erros. Satanás continua enganando aos que se descuidam do relacionamento com Deus (2 Co 11.3). Para lograr êxito nesse intuito, transfigura-se até mesmo em anjo de luz (2 Co 11.14).

3. A maldição da serpente e a redenção prenunciada. Quase ninguém se sente bem ao lado de uma serpente. Ela nos causa sentimento de pavor e asco, talvez por ser símbolo da maldição e do Diabo (Ap 12.9; 20.2). Após a Queda, Deus pôs inimizade entre a serpente e a mulher. Esta foi condenada a sentir fortes dores no parto, passando a ser dominada pelo marido (Gn 3.16; Ef 5.24). Naquele ambiente tenso, Deus também condenou a serpente, e anunciou a redenção da humanidade através da "semente da mulher", que é Cristo Jesus, nosso Salvador (Gn 3.14,15).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Com a Queda, o homem perdeu a comunhão e a comunicação direta com Deus.

 

III. DEUS COMUNICA SE COM O HOMEM

 

Deus é transcendente e imanente. Ou seja, a despeito de habitar nas alturas mais insondáveis, e apesar de infinito e imenso, não permanece alheio às suas criaturas. Assim, ao longo dos séculos, o Eterno vem se comunicando com o homem; direta ou indiretamente.

1. Por meio dos patriarcas. Deus falou com Noé, anunciando-lhe a destruição do gênero humano (Gn 6.1-7). Também se comunicou com Abraão, ordenando-lhe que saísse do meio de sua parentela a fim de torná-lo uma bênção para todas as famílias da terra (Gn 12.1-3). O Senhor ouviu as orações de Isaque, falou com Jacó, e fez-lhes grandiosas promessas (Gn 25.21-23; 28.13-15). O Todo-Poderoso sempre se comunicou com homens, transmitindo-Ihes sua vontade.

2. Por meio dos profetas. No Antigo Testamento, Deus usou diversos profetas para transmitir sua poderosa mensagem. Por intermédio desses valorosos arautos, falou o Senhor ao povo, aos reis, aos juízes e tantos quanto quis revelar sua vontade (Hb 1.1,2). Ao profeta Moisés, falou diretamente (Êx 3.1-22; At 3.22). Em o Novo Testamento, usou de modo especial a boca de João Batista, Ágabo, entre outros. Todos esses homens foram porta-vozes dos oráculos divinos à humanidade.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Deus se utilizou de diferentes métodos para se comunicar com o homem.

 

IV. A COMUNICAÇÃO PELA REVELAÇÃO

 

Deus também se comunica através de suas várias maneiras de se revelar aos homens.

1. Revelação geral ou natural. É aquela em que o Senhor se revela por meio da natureza e da consciência humana. No que concerne à natureza, a Bíblia nos é clara: "Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos" (Sl 19.1; Rm 1.19,20). Quanto à consciência, Deus se utiliza da comunicação não-verbal para revelar aos homens toda sua vontade, como vemos em sua Palavra"... os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os" (Rm 2.15). A revelação geral ou natural é dirigida a todos os homens, e pode ser absorvida pela razão.

2. Revelação especial. É aquela em que Deus emprega duas formas especiais para se comunicar com o homem: a Palavra escrita e Cristo.

a) Por meio da Palavra. Deus ordenou a Moisés que escrevesse sua mensagem revelada "num livro" (Êx 17.14). A revelação escrita substituiu a tradição oral, como testemunho da existência e comunicação de Deus (Êx 34.27; Jr 30.2; Ap 1.19). Essa revelação escrita é chamada de Escritura (2 Tm 3.16), ou Escrituras (Mt 22.29; 26.56).

b) Por meio de Cristo. Essa revelação é sublime (Jo 1.14,18). Não se trata de uma comunicação através das palavras de um profeta, mas da revelação de Deus por meio de uma Pessoa santíssima e co-eterna com o Pai (Jo 1.1; 14.9; Hb 1.1-3). O propósito da revelação especial é conduzir o homem a Deus (Jo 14.6-11). Nela, encontramos o plano divino para a salvação de todo ser humano.

A revelação especial de Deus foi dada aos homens tanto pelas Escrituras quanto pelo Verbo de Deus. Estes são os mais completos meios pelos quais Deus se revelou à humanidade (Mt 22.29; Jo 5.39).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

A revelação especial de Deus foi dada aos homens tanto pelas Escrituras quanto pelo Verbo de Deus.

 

CONCLUSÃO

 

Deus sempre quis comunicar-se com o homem. Nas Sagradas Escrituras, vemos isso com muita clareza. No Éden, de forma direta, Deus falava com Adão. Depois da Queda, afastou-se dele. Mas, através da revelação escrita, a Bíblia, e de sua revelação pessoal, Cristo, o Senhor demonstra o seu amor para com a humanidade. Na verdade, Deus se comunica com o homem, porque Ele "quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.4).

 

VOCABULÁRIO

 

Funesto: Fatal, danoso, prejudicial.
Indizível: Que não se pode dizer; inefável.
Insondável: Inexplicável, incompreensível.
Lograr: Conseguir, alcançar.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas: o Fundamento da Nossa Fé. RJ: CPAD, 2005.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Como Deus se comunicava com o homem?

R. De forma direta (Gn 3.8a).

 

2. Cite duas consequências da Queda.

R. Perda da comunhão e da comunicação com o Criador.

 

3. Cite três provas da comunicação de Deus com o homem.

R. Por meio da criação, por meio da Palavra e por meio de Cristo.

 

4. Descreva a revelação geral.

R. É aquela em que o Senhor se revela por meio da natureza e da consciência humana.

 

5. O que é revelação especial?

R. É aquela em que Deus emprega duas formas especiais para se comunicar com o homem: a palavra escrita e Cristo.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Devocional

 

“A revelação de Deus à humanidade

Se admitimos que Deus de fato fala, é a Bíblia o único meio de Ele se comunicar conosco? Deus também torna-se conhecido, até certo ponto, a todas as pessoas mediante a criação e através da consciência. Tal maneira de Deus falar é usualmente chamada de revelação geral ou natural. Os capítulos 1 e 2 da epístola aos Romanos esboça a forma pela qual Ele fala conosco. Romanos 1.20 refere-se ao conhecimento divino disponível a todas as pessoas, em todos os lugares; é o conhecimento colhido junto à natureza: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis [...].

A Bíblia afiança que Deus fala através da consciência do indivíduo (Rm 2.14,15). O próprio fato de que as pessoas, em todos os lugares, possuem uma consciência, uma idéia de certo e errado que se coaduna com a Bíblia, mostra-nos que há uma autoridade acima de cada indivíduo e das circunstâncias. Até aqueles que rejeitaram a Bíblia retêm a consciência, embora esta opere à base daquilo em quem se acredita ser o certo e o errado".

(MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas: os Fundamentos da Nossa Fé. RJ: CPAD, 2005, pp.17,18.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A pós-modernidade é conhecida como a era da informação, do conhecimento, dos meios de comunicação, isso se deve ao grande avanço tecnológico. Podemos nos comunicar, com uma pessoa que está do outro lado do mundo em fração de segundos. O avanço da informação e da tecnologia é algo salutar, todavia, parece existir um grande paradoxo quando o assunto é comunicação. Isso porque, diante de tantos recursos tecnológicos que facilitam a comunicação (celulares com tecnologia 3G, internet, computadores de bolso, etc), podemos ver e perceber que existem tantas pessoas solitárias e deprimidas. Isso se deve ao fato de os relacionamentos, a cada dia, se tornarem mais "frios", superficiais, instantâneos e distantes. As pessoas estão se isolando. Muitos não querem mais "perder" tempo com o outro. Alguns relacionamentos se tornaram descartáveis. Precisamos voltar ao primeiro amor e estabelecer canais autênticos e verdadeiros de comunicação com nossos irmãos. Somos a Igreja do Senhor, temos comunicação direta com o Pai e podemos também ter relacionamentos saudáveis com nossos irmãos em Cristo. Que entre nós não haja pessoas solitárias.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 3: O Deus que intervém na História

Data: 19 de Outubro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante mim; que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam" (Is 46.9,10).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Ainda que os acontecimentos terrenos pareçam fora do controle divino, a Bíblia mostra que Deus interveio, intervém, e sempre intervirá na História.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Sl 24.1

Deus é dono de tudo

 

 

 

Terça - Is 45.18

Deus fez a terra

 

 

 

Quarta - Rm 3.23

Todos pecaram

 

 

 

Quinta - Rm 5.12

O pecado passou a todos os homens

 

 

 

Sexta - Gl 4.4

Jesus veio na plenitude dos tempos

 

 

 

Sábado - 2 Pe 3.10

Deus intervirá no Universo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 6.1-7.

 

1 - E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,

2 - viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.

3 - Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.

4 - Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama.

5 - E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.

6 - Então, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração.

7 - E disse o SENHOR: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até o animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, um dos maiores questionamentos do indivíduo de nosso tempo, envolve a maneira que o Senhor intervém na vida do homem e na História da humanidade. “Somos produtos do acaso? Existe algum ser que controla os acontecimentos da vida e história humana?”.

Essas e outras perguntas acompanham milhões de pessoas no mundo todo. Portanto, nesta aula, você possui a oportunidade ímpar de esclarecer as dúvidas de seus alunos, fundamentando suas explicações nas referências bíblicas mencionadas na lição.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Citar as referências bíblicas que evidenciam a intervenção de Deus na História.
  • Descrever as maneiras utilizadas por Deus para intervir na História.
  • Explicar cada um dos quatro aspectos da salvação em Cristo.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Com o intuito de facilitar a compreensão de seus alunos a respeito do assunto desta aula, utilize o diagrama abaixo. À esquerda, encontram-se os fatos e à direita, a maneira como Deus interveio em cada situação. Seria interessante, utilizar o diagrama na introdução da aula, a fim de que você possa apresentar um panorama geral da lição de hoje.

 

DEUS E A HISTÓRIA

FATO

INTERVENÇÃO DIVINA

 

Terra sem forma e vazia

Criação do homem e da natureza

 

Queda do homem

Promessa da redenção

 

Corrupção geral da humanidade

Dilúvio

 

Escravidão do povo de Israel no Egito

Libertação de Israel

 

Corrupção da geração pós-diluviana

Cumprimento da promessa de redenção

 

Fim dos tempos

Redenção final

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

História: Constituição dos fatos ocorridos na humanidade ao longo do tempo.

 

Há muitas teorias acerca de como a História é constituída. Muitos indagam: O que movimenta a História? Tem ela um fim pré-determinado? Segundo Agostinho (350-430), a História está subordinada à vontade soberana de Deus. Todavia, por causa do livre-arbítrio, ela também se desenvolve pela vontade e ação humana. A Bíblia nos ensina que tudo começou com a criação do homem (Gn 1.26,27). Deus está e sempre esteve no controle de todas as coisas e, por fim, na "consumação dos séculos" (Mt 13.49), o Todo-Poderoso estabelecerá "novos céus e nova terra, em que habitará a justiça" (2 Pe 3.13; cf. Is 65.17).

 

I. A INTERVENÇÃO DIVINA NA CRIAÇÃO

 

1. A formação da terra. A Terra não surgiu do acaso, como diz a falsa teoria da evolução. Ao contrário, ela foi criada por Deus. Segundo a revelação do Eterno ao profeta Isaías, Ele a formara com a intenção de ser habitada: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro" (Is 45.18).

2. A criação do homem. O homem, diferentemente dos demais seres criados pelo poder da palavra divina (Gn 1.3,6,9,11,14; Sl 148.1-5), foi formado, singularmente, consoante à imagem do próprio Deus (Gn 1.27). De forma solene, e em nome da Trindade, exclamou o Todo-Poderoso: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gn 1.26). Feito "pouco menor" que os anjos, Deus o constituiu sobre todas as demais criaturas (Sl 8.5-8), tornando-o a coroa de sua criação. A despeito disso, a corrupção do pecado transtornou toda a humanidade (Gn 3; Rm 8.18-23), fazendo com que o Senhor interviesse mais uma vez (Gn 3.15).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Deus intervém desde o princípio na História, tanto na formação da Terra e de seus elementos quanto na criação do homem.

 

II. A INTERVENÇÃO DIVINA NA QUEDA

 

1. A intervenção divina na Queda. Deus criou o homem à sua semelhança e colocou-o no Éden a fim de que sua mais elevada criatura o glorificasse (Is 43.7). Todavia, ao contrário disso, o homem rejeitou-o dando ouvido à voz do Diabo. A Bíblia, a Palavra de Deus, e a mais fidedigna fonte da História humana, afirma que, com a entrada do pecado no mundo, a plena harmonia do Paraíso foi radicalmente transtornada. Entretanto, para impedir que o pecado triunfasse eternamente, Deus interveio, anunciando à humanidade uma poderosa promessa de redenção: "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3.15; Rm 16.20; 1 Pe 1.18-20).

2. A intervenção divina na corrupção geral da humanidade. Deus não apenas interveio na Queda, mas também na corrupção geral do ser humano.

a) O crescimento e a propagação do pecado no mundo. Após a Queda, o pecado expandiu-se grandemente. O primeiro homicídio, cometido por Caim, originou uma onda crescente de violência e corrupção em toda a terra (Gn 4.8-16; 6.1,5-7). Contudo, Deus nunca fica alheio ao que se passa com a humanidade. Ele está sempre acompanhando a evolução da maldade humana, e intervém no momento certo, segundo sua soberana vontade. "O Senhor está no seu santo templo; o trono do Senhor está nos céus; os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras provam os filhos dos homens" (Sl 11.4).

b) Deus sempre intervém. Em meio a tanta miséria e corrupção, Deus ainda pôde encontrar um justo sobre a terra, Noé (Gn 6.8,9). Através desse piedoso servo, o Senhor executou um plano que preservou a vida humana e das diversas espécies de animais existentes naquela ocasião (Gn 6.13-22). No momento certo, Deus derramou o dilúvio sobre a terra, e somente Noé, sua família, e aqueles animais puderam escapar da tragédia (Gn 7.7). Deus não se deixa escarnecer. Em tempo apropriado fará cessar toda a maldade deste mundo (Gl 6.7; 2 Pe 3.6,7).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Apesar da Queda do homem, Deus continua intervindo na história da humanidade.

 

III. A INTERVENÇÃO DIVINA NA REDENÇÃO

 

1. Na redenção de Israel. O povo de Israel fora escravizado no Egito por cerca de quatrocentos anos. Passado tanto tempo, muitos imaginaram que Deus não mais se importava com seu povo. Todavia, no tempo oportuno, o Todo-Poderoso interveio, levantando Moisés para conduzir o povo à terra prometida (Êx 12.37-51). Somente pela intervenção sobrenatural de Deus, Israel pôde ser redimido do Egito, a fim de servir a Deus em Canaã.

2. Na redenção do ser humano. Logo após a Queda, Deus providenciou um modo de redimir o homem de seus pecados: imolou um animal para cobrir a nudez de Adão e Eva, prefigurando a cobertura provisória de seus pecados. O Senhor propiciou ao casal, vestes por meio das quais pudessem estar diante do Criador. A lição aqui é muito simples: Ninguém é salvo através das obras (Ef 2.8,9). É necessário receber da parte de Deus as "vestes de salvação" (Is 61.10). A partir de então, não haveria remissão de pecados sem o sacrifício de uma vida inocente. A morte de animais tipificaria o futuro e definitivo sacrifício substitutivo de Cristo (Jo 1.29; Hb 7.26,27).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Deus não apenas redimiu Israel, mas também o homem ao instituir o sacrifício provisório pelos pecados.

 

IV. A INTERVENÇÃO DIVINA E O PLANO SALVÍFICO

 

1. Quatro aspectos da salvação. O propósito de Deus é que todos, indistintamente, sejam alcançados por sua graça (1 Tm 2.2,3). Em consequência do pecado, a humanidade fora destituída da glória divina, sendo condenada à perdição eterna (Rm 3.23). Todavia, o Altíssimo, por sua infinita misericórdia, interveio estabelecendo um sublime plano de salvação por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Esse plano envolve quatro aspectos essenciais:

a) Regeneração. É o ato pelo qual o homem é gerado por Deus, tornando-se uma nova criatura (1 Jo 5.18 cf. Jo 3.5-7), e partícipe da natureza divina (2 Pe 1.4).

b) Justificação. É o ato da graça de Deus, mediante o qual a justiça de Cristo é atribuída ao homem pela fé (Rm 3.22-28; 4.3,16; 5.1).

c) Santificação. É o processo pelo qual o homem se separa do mundo e do mal, e se dedica integralmente a Deus. Sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). O crente salvo deve ser santo em toda a maneira de viver (1 Pe 1.15).

d) Glorificação. A glorificação é o estágio final da redenção em Cristo (Rm 8.29,30). Ela ocorrerá por ocasião da ressurreição do salvo, em corpo glorioso, à semelhança do corpo de Jesus (Fp 3.21).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

A regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação são os quatro aspectos da salvação do homem.

 

V. A INTERVENÇÃO DIVINA NOS ÚLTIMOS DIAS

 

A segunda vinda de Cristo a este mundo é mais uma intervenção divina na história da humanidade. Ela acontecerá em duas fases distintas. Na primeira, o Senhor virá para ressuscitar os mortos redimidos por seu sangue, e arrebatar os crentes vivos, a fim e estarem sempre em sua presença (1 Ts 4.15-17). Na segunda, se manifestará com sua igreja. Isto primeiro Jesus virá "para" os salvos, e depois, "com" os salvos. Após os eventos que acontecerão nos céus (o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro), o Senhor, juntamente com sua Igreja, voltará com grande poder e glória para derrotar o Anticristo, julgar as nações e implantar seu Reino Milenial na terra. No final do Milênio, após sua última insurgência contra os desígnios de Deus, Satanás será definitivamente derrotado; haverá, no céu, o julgamento dos ímpios diante do Grande Trono Branco e, por fim, a implantação do Perfeito Estado Eterno do homem. Deus, a partir de então, inaugurará novos céus e nova terra, onde habitarão a justiça e a paz (2 Pe 3.13).

 

SINOPSE DO TÓPICO (V)

 

A segunda vinda de Cristo será mais uma demonstração da intervenção divina na História da humanidade.

 

CONCLUSÃO

 

O Deus da Bíblia é o Deus que intervém na História. Da criação ao Perfeito Estado Eterno, o homem e todas as coisas criadas têm passado por muitas etapas em sua trajetória terrena. Todavia, Deus é eterno. Ele não passa. Ele interveio, intervém, e intervirá, nos acontecimentos, no tempo e no espaço, conforme seu plano.

 

VOCABULÁRIO

 

Insurgência: Ato de insurgir, revolta; rebelião.
Intervenção: Ato de intervir; interferência.
Partícipe: participante.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

COLSON, C.; PEARCEY, N. E agora, Como Viveremos? RJ: CPAD, 2000. 
MUNCASTER, R. O. Examine as Evidências. RJ: CPAD, 2007.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Como o homem foi criado?

R. À imagem e semelhança de Deus.

 

2. Explique com suas palavras a intervenção divina após o pecado do homem.

R. Deus prometeu a redenção do homem.

 

3. Descreva a intervenção divina na redenção de Israel no Egito.

R. Deus providenciou um libertador para levar o povo à Terra Prometida.

 

4. Cite os quatro aspectos da salvação do homem.

R. Regeneração, justificação, santificação e glorificação.

 

5. Descreva com suas palavras a intervenção divina dos últimos dias.

R. Jesus voltará à Terra pela segunda vez, a fim de destruir o mal, resgatar seus filhos, implantar o Perfeito Estado Eterno do homem e restaurar completamente a natureza.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Devocional

 

"A Ciência como Apologética

Ouvimos de todos os lados que a ciência refutou o Cristianismo, mas, hoje, a evidência histórica dá-nos uma resposta clara: pelo contrário, o Cristianismo fez a ciência possível. Ao invés de nos intimidarmos com os ataques feitos em nome da ciência, podemos mostrar que a própria existência do método científico, e tudo que ele tem realizado, é um grande argumento apologético em favor da veracidade do Cristianismo.

A história mostra que muitos cristãos têm feito exatamente isso, Isaac Newton, frequentemente considerado o maior dos cientistas antigos, era cristão devoto cuja busca científica era motivada por seu desejo de defender a fé! Newton cria com firmeza que o estudo científico do mundo levaria diretamente ao Deus que o criou. A ciência nos mostra 'quem é a causa primeira, que poder Ele tem sobre nós e que benefícios recebemos Dele', escreveu Newton, de modo que 'nosso dever para com Ele, assim como de uns para com os outros, se manifestará a nós por meio da luz da natureza.' E por que a ciência nos mostra tudo isso? Porque a tarefa da ciência é deduzir as causas a partir dos efeitos, até que cheguemos à causa primordial, que certamente, deduzimos que a causa primeira deve ser um Ser racional e inteligente".

(COLSON, C.; PEARCEY, N. E agora, como viveremos? RJ: CPAD, 2000, p.500.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Embora Deus crie, Ele nunca foi criado. Embora faça, Ele nunca foi feito. Embora cause, Ele nunca foi causado. Daí a proclamação do salmista: "Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus" (Sl 90.2).

Deus é Yahweh — um Deus imutável, um Deus incausado, e um Deus ingovernado.

Você e eu somos governados. O clima decreta o que vestimos. O terreno diz-nos como viajar. A gravidade dita a nossa velocidade, e a saúde determina o nosso vigor. Podemos desafiar estas forças e alterá-las levemente, mas nunca podemos removê-las.

Deus — nosso Pastor — não verifica o clima; Ele o faz. Não desafia a gravidade; Ele a criou. Não é afetado por problemas de saúde; Ele não tem corpo. Jesus afirmou, "Deus é espírito" (Jo 4.24). Uma vez que Ele não possui corpo, não tem limitações — do mesmo modo que Ele está no Camboja, está em Connecticut. "Para onde me irei do teu Espírito?", Indagou Davi. [...].

Imutável. Incausado. Ingovernado.

(LUCADO, M. Aliviando a Bagagem. RJ: CPAD, 2006, pp.17-19.)

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 4: O Deus da redenção

Data: 26 de Outubro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação" (2 Co 5.19).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O Pai projetou a salvação, o Filho a executou, e o Espírito Santo aplica esta gloriosa obra na vida de todos os que crêem.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Sl 111.9

Deus enviou a redenção ao seu povo

 

 

 

Terça - Sl 49.8

A redenção de uma alma é caríssima

 

 

 

Quarta - Ef 1.7

A redenção pelo sangue de Jesus

 

 

 

Quinta - Hb 9.12

Cristo efetuou uma eterna redenção

 

 

 

Sexta - Hb 9.28

Cristo veio para tirar os pecados

 

 

 

Sábado - Rm 8.2

Cristo livra do pecado e da morte

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Coríntios 5.14,15,17-21.

 

14 - Porque, o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram.

15 - E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

17 - Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

18 - E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,

19 - isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.

20 - De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus.

21 - Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, o tema da lição de hoje revela-nos o quanto o nosso Deus é misericordioso e bondoso. Já no Éden Ele prometeu que enviaria um Salvador para nos redimir dos nossos pecados (Gn 3.15). A redenção de nossas almas, embora tenha sido pela graça, custou um preço muito alto para o Pai - a vida de seu Filho Unigênito. Ore a Deus e peça que seus alunos sejam profundamente sensibilizados e gratos ao Senhor por nossa redenção. Que o nome do Redentor seja exaltado na vida de cada aluno. Boa aula!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o termo expiação.
  • Compreender o valor da expiação no Antigo Testamento.
  • Mostrar que Cristo efetuou uma eterna redenção.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, escreva no quadro-de-giz palavra redenção. Pergunte aos alunos o que vem à mente deles quando ouvem este termo. À medida que forem falando, vá relacionando as palavras no quadro. Depois de ouvi-los, explique que a expiação, baseada na morte de Jesus Cristo, também dá a idéia de pagamento de um resgate; um preço exigido para que um escravo fosse posto em liberdade. Peça aos alunos que leiam Mateus 20.28 e Marcos 10.45. Explique que estes textos retratam a Cristo como o que veio “dar a sua vida em resgate de muitos”. Se achar oportuno, solicite que também leiam: Lc 1.68; 2.38 e Hb 9.12.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Expiação: É a tradução da palavra hebraica kippur, que significa “cobrir com um preço”.

 

As Sagradas Escrituras revelam vários atributos de Deus que o enaltecem como o Redentor da raça humana (Jó 19.25; Is 41.14; Is 47.4; 63.16): Deus é amor (1 Jo 4.8,16), é bom (Sl 34.8; 106.1), e sua misericórdia dura para sempre (Dt 4.31; Sl 111.4). O plano divino para a salvação da humanidade foi plenamente cumprido no sacrifício inocente, amoroso e vicário de nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 1.29; Gl 4.4,5). Nesta oportunidade, estudaremos a doutrina da expiação, um valioso aspecto da redenção da humanidade operada por Jesus.

 

I. A EXPIAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

 

O termo expiação está relacionado a outras duas palavras teológicas: sacrifício e propiciação. Estas palavras, tanto no Antigo quanto em o Novo Testamento, apontam para a obra redentora de nosso Senhor Jesus (ver Rm 3.25; Hb 2.17; 10.1-14; 1 Jo 2.2; 4.10).

1. A expiação tipificada. Os sacrifícios no Antigo Testamento eram rituais de caráter profético, que apontavam para o perfeito sacrifício de Cristo, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29; Hb 10.1-18).

2. A natureza dos sacrifícios no Antigo Testamento. De acordo com a Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal, havia cinco tipos de sacrifícios:

a) Holocaustos (Lv 1). Tinha o propósito de expiar os pecados em geral;

b) Oferta de manjares (Lv 2). Demonstrava honra e respeito a Deus em adoração;

c) Sacrifício pacífico (Lv 3). Expressava gratidão a Deus, pela paz e comunhão com Ele;

d) Oferta pelo pecado (Lv 4). Visava expurgar o pecado cometido, involuntariamente, ou por ignorância e;

e) Oferta pela culpa (Lv 5). Tinha o propósito expurgar os pecados cometidos contra Deus e as outras pessoas.

Os sacrifícios do Antigo Testamento cumpriram-se plenamente em Jesus. Ele foi a oferta pelas nossas culpas (Is 53.10; 2 Co 5.21); a oblação pelos nossos pecados (Hb 9.11-15), e o sacrifício pela nossa paz (Ef 5.2; Jo 6.53,56; ver Lv 7.15).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Os sacrifícios do Antigo Testamento cumpriram-se plenamente em Jesus.

 

II. O ALCANCE DA EXPIAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

 

1. Os sacrifícios da Antiga Aliança “cobriam” o pecado. Os sacrifícios praticados no Antigo Pacto, embora aproximassem o adorador de Deus pela mediação de um sacerdote, somente cobriam o pecado. A justiça divina, que reclamava a reparação imediata do pecado cometido, era satisfeita apenas temporariamente. Porque, segundo a Bíblia, “é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire pecados” (Hb 10.4), uma vez que "o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos", os santificavam, apenas “quanto à purificação da carne”. Somente o sangue de Cristo, purifica a "consciência das obras mortas" do pecado (Hb 9.13,14).

2. Os sacrifícios da Antiga Aliança eram imperfeitos. Essa imperfeição se justifica pelos seguintes motivos: a) eram sacrifícios contínuos e repetitivos (Hb 10.1-3,11); b) eram ineficazes, ineficientes (Hb 10.4-10); c) purificavam apenas o exterior (Hb 9.13); d) os mediadores, ou seja, os sacerdotes também eram imperfeitos (Hb 7.27,28); e por fim, e) tais sacrifícios caducaram com o advento da Nova Aliança (Hb 8.13; 9.15).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Os sacrifícios da Antiga Aliança eram imperfeitos, ineficazes e ineficientes (Hb 10.4-10).

 

III. O SENTIDO DA EXPIAÇÃO EM O NOVO TESTAMENTO

 

1. A necessidade da expiação. A expiação foi necessária por dois grandes motivos:

a) A santidade de Deus. Deus é tão puro e santo, que não pode olhar diretamente para o pecador, sob pena de fazer recair sobre ele sua ira e seu juízo (Hc 1.13).

b) A pecaminosidade do homem. O pecado interrompeu de tal modo o relacionamento do homem com Deus, que sua santa ira exigiu a condenação imediata do pecador. Assim, para evitar a iminente e definitiva morte espiritual do ser humano, um sacrifício animal e cruento fora requerido. "Sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22).

2. O significado da expiação pela morte de Cristo. A expiação pela morte de Cristo tem alcance infinitamente maior e mais profundo que os sacrifícios de animais no Antigo Pacto. O sangue daqueles animais cobria provisoriamente o pecado (Sl 51.9; Is 38.17; Mq 7.19). Mas, em o Novo Testamento, mediante o derramamento do sangue de Cristo, o pecado foi quitado, perdoado, tirado (Hb 9.26,28). A morte do Senhor foi:

a) Propiciatória. Propiciar significa "tornar propício, favorável", também tem o sentido de "juntar", "reconciliar", conforme lemos em 1 João 2.2: "E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo" (Rm 3.23-26; Hb 2.17).

b) Substitutiva. Significa que Jesus morreu no lugar de toda a humanidade. Ele foi o substituto perfeito para todos os que buscam o perdão de Deus (Is 53.4-6; 1 Pe 2.24).

c) Redentora. Jesus satisfez todas as condições exigidas pela justiça divina a fim de nos redimir. Sua morte vicária foi o preço da nossa redenção (Jo 1.14; 1 Co 1.30; Hb 10.5; 1 Pe 1.18,19; Cl 2.14); razão pela qual somos sua propriedade particular (1 Co 6.19,20; Ef 1.13).

d) Reconciliadora. Reconciliar é reatar uma amizade, ou conciliá-la outra vez. Em razão do pecado, o homem tornou-se inimigo de Deus. Não há outra maneira de reconciliar-se com Ele, ao não ser através da morte expiatória de Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 5.10; 2 Co 5.18,19; Cl 1.21).

e) Triunfante. A morte de Cristo foi um triunfo contra o Diabo, o pecado, e a própria morte (1 Co 15.55-57; Cl 2.15; 1 Jo 3.8). Glória a Jesus!

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A necessidade da expiação se deve a dois fatos: Deus é santo e não poder contemplar o pecado; o pecado interrompeu de tal modo o relacionamento do homem com Deus, que sua santa ira exigiu a condenação.

 

IV. O ALCANCE DA EXPIAÇÃO EM O NOVO TESTAMENTO

 

1. A morte de Cristo tem efeito retroativo. Como vimos, no Antigo Testamento os sacrifícios eram imperfeitos. Segundo alguns renomados teólogos, a morte de Cristo é retroativa em seus efeitos, sendo desta maneira válida para todo aquele que confiou em Deus para o perdão dos pecados sob a primeira aliança. Isto quer dizer que os crentes do Antigo Pacto foram salvos por antecipação do sacrifício de Cristo, conforme Hebreus 9.15: "E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna". Ver Rm 3.25. Esse aspecto da expiação não tem sido bem entendido por muitos que estudam esse tema, entretanto, é profundamente esclarecedor quanto ao alcance da salvação efetuada por Jesus.

2. A expiação no presente. A salvação em Cristo contempla o passado, o presente e o futuro: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24; 2 Co 6.2; Hb 3.15). Aqui vemos a perfeita segurança da redenção de Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo. Se uma pessoa "ouve" (no presente) a palavra, e "crê" (no presente) em Deus, que enviou Jesus, "tem a vida eterna" (no presente); e mais: "não entrará em condenação" (no futuro); mas "passou" (tempo passado) "da morte para a vida".

3. O aspecto futuro da expiação. O crente em Jesus já foi regenerado, justificado e santificado. Mas ainda lhe falta o último estágio da plena salvação em Cristo, que é a glorificação. A Bíblia afirma que esperamos a adoção, isto é, a redenção do nosso corpo (Rm 8.23).

Quando ocorrer a glorificação, atingiremos, em fim, a estatura de "varão perfeito" (Ef 4.13).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

A morte de Cristo é retroativa em seus efeitos, sendo válida para todos aqueles que confiaram, confiam e confiarão no sacrifício salvífico de Jesus.

 

CONCLUSÃO

 

A redenção da humanidade decorre da graça, misericórdia, e amor de Deus. A mente humana, limitada e falível, jamais poderá aquilatar o valor da salvação em Cristo. Jesus, por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, e efetuou uma eterna redenção (Hb 9.12). "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" (Mc 16.16).

 

VOCABULÁRIO

 

Redenção: Livramento proporcionado por Cristo ao oferecer-se para morrer em nosso lugar.
Retroativo: Que modifica o que está feito.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

HORTON, S. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 1996.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que eram os sacrifícios do Antigo Testamento?

R. Os sacrifícios no Antigo Testamento eram rituais de caráter profético, que apontavam para o perfeito sacrifício de Cristo, "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".

 

2. Cite os cinco tipos de sacrifícios no Antigo Testamento.

R. Holocaustos; oferta de manjares; sacrifício pacífico; oferta pelo pecado; oferta pela culpa.

 

3. Descreva duas razões pelas quais os sacrifícios do Antigo Testamento eram imperfeitos.

R. Eram sacrifícios contínuos e repetitivos; purificavam apenas o exterior.

 

4. Cite três aspectos da morte de Cristo.

R. A morte de Cristo foi propiciatória, substitutiva, redentora e conciliadora.

 

5. Comente sobre os efeitos retroativos da morte de Cristo.

R. A morte de Cristo é retroativa em seus efeitos, sendo desta maneira válida para todo aquele que confiou em Deus para o perdão dos pecados sob a primeira aliança.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

"O sacrifício

Ninguém que leia as Escrituras de modo perceptivo pode fugir à realidade de que o sacrifício está no âmago da redenção, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. A figura de um cordeiro ou cabrito sacrificado como parte do drama da salvação e da redenção remonta à Páscoa (Êx 12.1-13). Deus veria o sangue aspergido e 'passaria por cima' daqueles que eram protegidos por sua marca. Quando o crente do Antigo Testamento colocava as mãos no sacrifício, o significado era muito mais que identificação (isto é: 'Meu sacrifício'). Era um substituto sacrificial (isto é: 'Sacrifico isto em meu lugar').

[...] Os termos 'propiciação' e 'expiação' relacionam-se estreitamente com o conceito de sacrifício e procuram informar o efeito do sacrifício de Cristo. No Antigo Testamento, refletem kipper e seus derivados; no Novo, hilaskomai e seus derivados. Os dois grupos de palavras significam 'aplacar', 'pacificar' ou 'conciliar' (isto é, propiciar) e 'encobrir com um preço' ou 'fazer expiação por' (a fim de remover pecado ou ofensa da presença de alguém: expiar). Às vezes a decisão de escolher um significado em preferência a outro tem mais a ver com a posição teológica que com o significado básico da palavra. [...]".

(HORTON, S. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 1996, pp. 352-3.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Pela graça de Deus fomos libertos dos nossos pecados. Através do sacrifício de Jesus, nosso Redentor, podemos nos achegar com confiança a presença do Pai. Antes que Cristo viesse estávamos muito longe de Deus, mas agora pelo sangue do Cordeiro, chegamos perto dEle (Ef 2.13). Não somos mais escravos do pecado. Fomos libertos (1 Co 9.18,19; 2 Co 5.14,15). Você pode glorificar a Deus por isso? Exalte o Deus da redenção! A redenção da nossa alma é fruto da graça, bondade e misericórdia de Deus. Não éramos merecedores. Não podemos nunca nos esquecer disso. Hoje estamos sob a autoridade de Cristo. O Mestre dos mestres controla a nossa vida e nada pode separar-nos do amor que Cristo tem por nós.

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 5: A soberania de Deus e o livre-arbítrio humano

Data: 02 de Novembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas" (Dt 10.17).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A despeito de seu imenso poder e soberania, Deus concedeu aos homens o direito de agirem como seres livres.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Dn 2.21

Deus muda tempos e homens

 

 

 

Terça - Rm 9.19

Ninguém pode resistir a Deus

 

 

 

Quarta - Jo 3.16

Deus salva a todo o que crê

 

 

 

Quinta - Dt 10.17

Deus não faz acepção de pessoas

 

 

 

Sexta - Hb 6.4-6

O crente pode cair da graça

 

 

 

Sábado - Is 43.13

Ninguém impede a vontade diretiva Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Is 43.11-13; Ef 1.4,5; Jo 3.16.

 

Isaías 43

11 - Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador.

12 - Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor; eu sou Deus.

13 - Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?

 

Efésios 1

4 - Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade,

5 - e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.

 

João 3

16 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

 

INTERAÇÃO

 

O tema que o prezado mestre ministrará neste domingo tem suscitado muitos debates teológicos. Porém, o propósito da Escola Dominical não é polemizar, mas esclarecer as principais verdades doutrinárias das Escrituras. Para complementar suas leituras a respeito do assunto em pauta, recomendamos as páginas 358-368 da obra Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal (CPAD). Leia com atenção o assunto da expiação limitada e ilimitada, pois fornece a base de toda e qualquer discussão a respeito da predestinação e do livre-arbítrio.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar a salvação divina e a responsabilidade humana.
  • Definir a predestinação bíblica e o livre-arbítrio.
  • Contestar a predestinação fatalista.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, pergunte à classe o significado bíblico da palavra "eleição". A seguir, explique que "eleição", do grego eklegomai, significa "selecionar para si; escolher". Este termo não quer dizer que Deus escolheu uns para a salvação e outros para a perdição. Mas, que a salvação do homem não depende do que este é ou faz, porém da vontade e amor de Deus (Ef 1.4,5). Deus ama e convida a todos para a salvação; logo, não elege uns para a salvação e outros para a perdição (2 Pe 3.9; 1 Tm 2.3,4). Por fim, ensine aos alunos que a eleição, em conjunto com a predestinação, é a ação divina por meio da qual, o homem, em Cristo, é eleito à salvação em razão de sua aceitação a Cristo.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Eleição: Do grego "eklegomai"; selecionar para si; escolher.

 

Há diferentes formas de interpretação quanto ao assunto "soberania de Deus e livre-arbítrio humano"; todas envolvidas em intermináveis polêmicas e acirradas discussões. Todavia, o que a Bíblia realmente ensina sobre o assunto? Nesta lição, estudaremos, à luz das Escrituras, a relação entre a soberania divina, o livre-arbítrio do homem e a salvação em Cristo. Oremos, pois, a fim de que, através do estudo do Livro de Deus, possamos conhecer cada vez mais, o Deus do Livro.

 

I. A ONIPOTÊNCIA DE DEUS

 

1. Deus é Onipotente. Ele tudo pode:"... operando eu, quem impedirá?" (Is 43.13). Em Gênesis, o Senhor afirma de si mesmo: "Eu sou o Deus Todo-Poderoso" (Gn 17.1). O verdadeiro poder pertence ao Altíssimo (Sl 62.11; 1 Pe 4.11). Ele é o Criador (Gn 1.1; Jo 1.1-4) e, pela sua força, todas as coisas são preservadas (At 17.25,26; Hb 1.2,3; Sl 104.24). Deus é o Senhor, Todo-Poderoso, que sustenta sua criação através das leis por Ele estabelecidas (At 17.25; Sl 119.90,91).

2. A Onipotência e a vontade de Deus. Os atributos de Deus revelam o seu maravilhoso e irrepreensível caráter. Eles operam a vontade divina em perfeita harmonia e equilíbrio. O amor de Deus, por exemplo, não anula sua justiça e vice-versa. O Eterno jamais se contradiz e nunca entra em desacordo com sua revelação aos homens. O mesmo se pode afirmar da onipotência de Deus e sua vontade. O Senhor é poderoso para fazer tudo o que lhe apraz, todavia, só fará de fato o que está de acordo com sua santa vontade.

Certo teólogo afirmou que Deus "pode fazer tudo o que quer, mas não quer fazer tudo que pode". Isso significa que o poder de Deus está sob o controle de sua sábia vontade. Isto é, não há qualquer incoerência entre sua natureza santa e seu poder ilimitado. O Senhor que tudo pode (Jó 42.2), só faz o que lhe agrada (Sl 115.3).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O Senhor é poderoso para fazer tudo o que lhe apraz, todavia, só fará de fato o que está de acordo com sua vontade.

 

II. A SOBERANIA DE DEUS E O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO

 

Deus, ao criar o homem, proveu-o de livre-arbítrio. Mas... O que é "livre-arbítrio"? É a faculdade mediante a qual o homem é dotado de poder para agir sem coações externas, e de acordo com sua própria vontade ou escolha. Uma vez que o homem fora criado livre, com capacidade de fazer suas próprias escolhas, como conciliar esse direito com a vontade divina? Para responder a esta pergunta, precisamos entender a vontade de Deus sob dois aspectos: ela é permissiva e diretiva.

1. Vontade permissiva e livre arbítrio. Deus fez o homem à sua imagem e semelhança. O que faz dele um ser moralmente semelhante ao Criador, é justamente a capacidade de fazer suas próprias escolhas; inclusive, aquelas que não estão de acordo com a vontade divina. Isto é o que se entende por vontade permissiva. O Eterno tem poder para impedir que o homem faça o mal ou bem, entretanto, lhe dá o direito de escolha (Gn 2.15-17; 3; 4.7; Dt 30.15-20; Gl 6.7-10). Na vontade permissiva, a soberania e a onipotência de Deus não violam o livre-arbítrio humano. No âmbito da salvação, Deus sabe perfeitamente quem o rejeitará, embora jamais interfira nesta decisão. A vontade de Deus é que todos os homens "se é salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.11). Todavia, como está patente em Is 1.19,20; Dt 30.19; Js 24.15; 1 Tm 1.19; 1 Co 10.12, o homem pode rejeitar a salvação.

2. Vontade diretiva e predestinação. A vontade diretiva de Deus opera em conformidade com sua sabedoria e soberania. Ele rege o curso da história, e controla o universo de acordo com seus eternos propósitos (Sl 33.11; At 2.23; Ef 1.4-9). Tudo o que planejou certamente será executado: "Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?" (Is 43.13). Ler Is 14.26,27.

Absolutamente nada escapa à vontade diretiva de Deus. É nesse ponto que nos deparamos com a doutrina da predestinação. O Eterno, em seu profundo e inigualável amor, predestinou todos os seres humanos à vida eterna. Ninguém foi predestinado ao lago de fogo que, conforme bem acentuou Jesus, fora preparado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41). Mas o fato de o homem ser predestinado à vida eterna não lhe garante essa bem-aventurança. É necessário que creia no Evangelho. Somente assim poderá ser considerado eleito. Tudo depende de como recebemos o chamamento do Evangelho: quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crê será condenado. Deus predestinou a Igreja para ser "conforme à imagem de seu Filho" (Rm 8.29); para "filhos de adoção em Cristo" (Ef 1.5).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A vontade divina é permissiva e diretiva. As duas vontades operam em conformidade com os atributos divinos e com o livre-arbítrio humano.

 

III. PREDESTINAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO

 

1. A predestinação e o livre-arbítrio. A Bíblia enfatiza tanto a doutrina da predestinação divina, quanto o ensinamento do livre-arbítrio humano. Todavia, não encontramos nas Escrituras uma predestinação fatalista, em que uns são destinados à vida eterna e outros, à perdição. Da mesma forma, ela também não ensina uma livre-escolha absoluta, como se a salvação dependesse de obras, esforços ou méritos humanos. Os extremos nesse assunto são muito perigosos e acabam afirmando o que a Palavra de Deus não ensina. Portanto, devemos evitar dois graves erros: enfatizar a soberania divina em detrimento da livre-escolha humana; e enfatizar o livre-arbítrio humano em prejuízo da soberania divina.

A ênfase inconsequente à soberania de Deus leva o indivíduo a crer que sua conduta nada tem a ver com a sua salvação. Enquanto que a ênfase exagerada à livre-vontade do homem conduz a pessoa ao engano de que a salvação é dependente de boa conduta e obras humanas.

2. A obra redentora e a presciência de Deus. Uma interpretação bíblica livre de qualquer preconceito mostrará claramente que Deus predestinou todos os homens à salvação, mediante a obra redentora de Jesus (1 Tm 2.4; Is 55.1; Mt 11.28,29; 2 Co 6.2). A despeito de Deus conhecer, antecipadamente, os que rejeitarão seu plano salvífico, sua presciência não interfere nem viola o livre-direito de escolha do homem. A predestinação é para os que desejam a salvação em Cristo, conforme lemos em 2 Ts 2.13: "elegidos desde o princípio para a salvação". Isso concorda com o que Paulo escreveu a Timóteo: "Tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação" (2 Tm 2.10).

Portanto, a predestinação fatalista contradiz dois atributos divinos: a justiça e o amor. Primeiro, porque torce a justiça divina, pois, nesse caso, Deus destinaria as pessoas antes mesmo de seu nascimento à perdição eterna. E segundo, porque põe em dúvida o ilimitado amor de Deus, por ensinar que o Senhor destinou os pecadores ao inferno sem lhes dar o direito e a oportunidade de arrependerem-se.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Devemos evitar dois erros: enfatizar a soberania divina em detrimento da livre-escolha; e o livre-arbítrio em prejuízo à soberania divina.

 

IV. OBSERVAÇÕES DOUTRINÁRIAS

 

O assunto que estamos estudando tem sido alvo de muitas interpretações. Porém, a Palavra de Deus nunca se contradiz, especialmente a respeito da salvação do homem. Essas doutrinas devem ser analisadas à luz da Bíblia e de forma equilibrada. Vejamos:

1. A segurança salvífica. O crente está seguro quanto a sua salvação enquanto ele permanece em Cristo (Jo 15.1-6). Não há segurança salvífica fora de Jesus e de seu aprisco, como também não há segurança espiritual para alguém que vive em pecado. Jesus guarda o crente do pecado, não no pecado. Lembremos que "mediante a fé" estamos guardados na "virtude de Deus, para a salvação já prestes a se revelar no último tempo" (1 Pe 1.5; Rm 1.17). Portanto, o crente deve obedecer a Deus, não para que a sua obediência o salve ou o mantenha salvo, mas como uma expressão da sua salvação, do seu amor e da sua gratidão para com Aquele que o salvou.

2. A predestinação fatalista. Este ensino só considera a soberania de Deus, e não sua graça e justiça (Rm 11.5; 3.21; Tt 2.11). Em Ez 18.23; 33.11 Deus assevera o seu desejo de que o ímpio se converta, e não apenas os "eleitos" e "predestinados" (ver 1 Tm 2.4; Jo 3.16). Deus jamais predestinará alguém para o inferno, sem lhe dar oportunidade de salvação. Isso aviltaria a natureza de Deus. Se todos já estão predestinados quanto ao seu destino eterno, então não há lugar para escolha, decisão, ou livre-arbítrio por parte do homem, o que contradiz os textos de Dt 30.16-19; Js 24.15; 1 Rs 18.21; Sl 119.30,173; Lc 13.34; Ap 22.17.

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Deus predestinou todos os homens à salvação, mediante a redenção em Jesus. Porém, não viola o livre-arbítrio do homem.

 

CONCLUSÃO

 

As doutrinas da predestinação divina e do livre-arbítrio humano não estão na Bíblia para motivar controvérsias, especulações ou coisas semelhantes, mas para encorajar o crente. Através desses ensinamentos, o Senhor demonstra-nos todo o seu amor, justiça e graça, pois antes que o mundo existisse e o homem fosse criado, Ele já havia previsto todas as dificuldades que encontraríamos em nosso caminho. Seu propósito é mostrar-nos que Ele é poderoso para conduzir-nos a salvo para seu reino celestial (Fp 1.6; 2 Tm 4.18; Jd v.24).

 

VOCABULÁRIO

 

Aviltar: Tornar vil, abjeto, desprezível; envilecer.
Controvérsia: Debate acerca de um assunto.
Oxímoro: Figura que consiste em reunir palavras contraditórias.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

HORTON, S. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 1996.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Explique a relação entre a onipotência e a vontade de Deus.

R. O Senhor é poderoso para fazer tudo o que lhe apraz, todavia, só fará de fato o que está de acordo com sua santa vontade.

 

2. Descreva a correspondência entre vontade permissiva e livre-arbítrio humano.

R. Na vontade permissiva, a soberania e a onipotência de Deus não violam o livre-arbítrio humano.

 

3. Com que finalidade Deus predestinou a Igreja?

R. Para ser "conforme à imagem de seu Filho" (Rm 8.29); para "filhos de adoção em Cristo" (Ef 1.5).

 

4. Defina com suas palavras o livre-arbítrio.

R. Resposta pessoal (professor confira).

 

5. O que ensina a predestinação fatalista?

R. Ensina que uns são destinados à vida eterna e outros à perdição.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

"Graça Irresistível

Poder-se-ia afirmar, então, que a expressão 'graça irresistível' é tecnicamente imprópria? Parece ser um oximoro, como 'bondade cruel', porque a própria natureza da graça subentende que um dom gratuito é oferecido, e tal presente pode ser aceito ou rejeitado. E assim acontece, mesmo sendo o presente oferecido por um Soberano gracioso, amoroso e pessoal. E sua soberania não será ameaçada ou diminuída se recusarmos o dom gratuito. Este fato é evidente no Antigo Testamento. O Senhor diz: 'Estendi as mãos todo o dia a um povo rebelde' (Is 65.2). E: 'chamei, e não respondestes; falei, e não ouvistes' (Is 65.12). Os profetas deixam claro que quando o povo não acolhia bem as expressões da graça de Deus, nem por isso ficava ameaçada a sua soberania. Estevão fustiga os seus ouvintes: 'Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como vossos pais' (At 7.51). Parece claro que Estevão tinha em vista a resistência à obra do Espírito Santo, que desejava levá-los a Deus. O fato de alguns deles (inclusive Saulo de Tarso) terem crido posteriormente não serve como evidência em favor da doutrina da graça irresistível".

(PECOTA, D. A Obra Salvífica de Cristo. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva Pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.366.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Deus tem todas as coisas submissas à sua vontade. Ele controla tudo e nada acontece sem o seu conhecimento e vontade. Das aves dos céus ao lodo incrustado às margens do riacho, tudo Ele conhece e preserva. Embora tenha poder para fazer tudo o que deseja, não fará nada que esteja em desacordo com sua sábia e santa natureza. Apesar de o Senhor Deus ser Absoluto e Soberano, estabeleceu certos limites em seu relacionamento com o homem pecador. Ele jamais invade o coração do homem! O Senhor não obriga nenhum ímpio a servi-lo, amá-lo, ou adorá-lo: "Dá-me, filho meu, o teu coração" (Pv 23.26); é o convite salvífico do Senhor. Ele espera uma entrega voluntária, ou um convite gracioso para habitar no coração do homem. Não queres ainda hoje anuir ao convite célico? Não desejas convidá-Lo a fazer morada em tua vida? Lembre-se, Ele pode todas as coisas, mas para entrar em tua casa, você precisa convidá-Lo: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo" (Ap 3.20).

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 6: O Deus que comanda o futuro

Data: 09 de Novembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais" (Jr 29.11).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O Deus da Bíblia tem o tempo nas suas mãos. Ele conhece o passado, controla o presente, e anuncia o futuro.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 24

Jesus predisse o fim dos tempos

 

 

 

Terça - Mt 25.32

As nações serão julgadas

 

 

 

Quarta - Ap 20.10

Satanás será preso para sempre

 

 

 

Quinta - Is 2.3

O mundo terá a lei do Senhor

 

 

 

Sexta - Is 11.9

O mal desaparecerá

 

 

 

Sábado - Rm 14.11

O mundo se converterá

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Isaías 44.6,7; 46.9-13.

 

Isaías 44

6 - Assim diz o SENHOR, Rei ide Israel e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.

7 - E quem chamará como eu, e anunciará isso, e o porá em ordem perante mim, desde que ordenei um povo eterno? Este que anuncie as coisas futuras e as que ainda hão de vir.

 

Isaías 46

9 - Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim;

10 - que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade;

11 - que chamo a ave de rapina desde o Oriente e o homem do meu conselho, desde terras remotas; porque assim o disse, e assim acontecerá; eu o determinei e também o farei.

12 - Ouvi-me, ó duros de coração, vós que estais longe da justiça.

13 - Faço chegar a minha justiça, e não estará ao longe, e a minha salvação não tardará; mas estabelecerei em Sião a salvação e em Israel, a minha glória.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, esta lição trata de um assunto extremamente atual, uma vez que o tempo é valiosíssimo para nossa sociedade. Quem nunca ouviu a expressão “tempo é dinheiro”? Portanto, reflita com seus alunos a respeito do significado dessa expressão para a nossa geração e como eia tem influenciado os cristãos.

Observe que este adágio é de caráter capitalista e terrenal. Todavia, o cristão não vive apenas a realidade material, mas também a dimensão espiritual. Solicite aos alunos que criem uma frase com a palavra "tempo", porém, frisando as verdades da lição, como por exemplo: "O tempo é uma oportunidade divina"; "Deus controla o mundo e o tempo", e assim sucessivamente.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar as verdades relacionadas a Deus, o tempo e a eternidade.
  • Apresentar o futuro da Igreja, a Noiva do Cordeiro.
  • Descrever o futuro tenebroso dos ímpios.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, inicie esta aula realizando uma reflexão com seus alunos a respeito de como eles têm utilizado o tempo. Peça-lhes para relacionarem numa folha de papel suas atividades diárias. Em seguida, solicite que analisem quanto tempo do seu dia costumam reservar a Deus. Finalize explicando que a mordomia do tempo é bíblica, e imprescindível à vida cristã.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Tempo: Sucessão de dias, meses e anos; uma dimensão puramente humana.

 

Desde a Antiguidade o homem se preocupa com o futuro. E ainda hoje, a fim de conhecê-lo, recorre às mais diversas religiões e suas práticas ocultas condenadas por Deus. Mas, enfim, o que é o futuro? Podemos realmente conhecê-lo? O que a Bíblia revela do amanhã? Deus de fato tem controle sobre o que há de vir? Nesta lição, estudaremos o que a Bíblia fala acerca do futuro da Igreja e da humanidade.

 

I. DEUS, O TEMPO E O FUTURO IMEDIATO

 

1. Deus é eterno. A Bíblia afirma que o Senhor "é o Deus vivo e o Rei eterno" (Jr 10.10). Para os homens, o tempo está subordinado à duração da vida (Gn 6.3; Gn 47.29; Sl 90.10), aos fatos históricos (Êx 12.40; Jr 25.11), às comemorações (Êx 23.5; Lv 23.4), à sequência e designação dos dias (Js 10.27; Sl 104.19; Mt 16.2), à sucessão das coisas e da vida humana (Ec 3.1-8; 12.1-7); ao passado (1 Sm 11.20; 1 Rs 20.26), ao presente (Rm 8.18,38), e ao futuro (Êx 13.14; Rm 8.38; 1 Co 3.22). Porém, Deus não está e nunca esteve subordinado ou limitado ao tempo. Ele é eterno (Gn 21.33; Dt 33.27; Sl 10.16; Rm 16.26; 1 Tm 1.17). Três verdades acerca da eternidade de Deus podem ser afirmadas: a) Ele existe por si mesmo (Êx 3.14; Is 44.6); b) É autor do tempo e não está condicionado a ele (Sl 90.2; 93.2; Is 43.13); e, c) É imutável (Ml 3.6; Tg 1.17). Portanto, embora o Todo-Poderoso tenha criado o tempo, este não o restringe. Ele é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente (Hb 13.8; 1 Tm 1.17). A Bíblia nos ensina que Deus é a origem do tempo, da história, das coisas visíveis e invisíveis (Cl 1.16. Ver Is 43.15; 45.9; Jo 1.1). Ele não teve princípio e nem terá fim (1 Tm 1.17; Ap 1.8; 21.6).

2. O tempo e a eternidade. Assim como o tempo está na dimensão humana, as coisas eternas fazem parte da realidade divina. Embora saibamos que o tempo teve um início, não podemos dizer com certeza que ele terá um fim, pois este conhecimento está além do finito saber humano. A vida humana está situada no tempo, logo, compreendemos que ela tem início e fim (Gn 6.3; Sl 90.10). Mas Deus não está limitado à ordem cronológica natural do tempo. Ele não teve início e nem terá fim, mas é o Início e o Fim de todas as coisas (Ef 1.10; 1 Tm 1.17; Hb 13.8; Ap 1.8; 21.6; 22.13). Deus não está condicionado ao tempo, razão pela qual conhece perfeitamente o passado, o presente e o futuro, e não é afetado por eles (Is 40.28; 57.15; 1 Tm 1.17; 2 Pe 3.8). É por isso que a Bíblia se refere à eternidade em dois aspectos: eternidade passada e eternidade futura (Pv 8.23; Mq 5.2; At 15.18; 2 Pe 3.18 ver Sl 103.17; 106.48; Ap 22.5).

3. O futuro. O futuro sempre trouxe inquietações ao homem (Mt 6.25,31,34; Tg 4.14), tanto o imediato, o dia de amanhã (Mt 6.34; Tg 4.13; Êx 13.14; Js 4.6) quanto o longínquo, escatológico, profético (Mt 24.3; At 1.6,7). Por meio da experiência até se consegue administrar o futuro próximo; apesar de a Bíblia nos advertir acerca da falibilidade dos propósitos humanos (Mt 16.1-3; Tg 4.13-15). Todavia, quanto ao futuro longínquo, somente o Senhor pode prevê-lo, designá-lo e anunciá-lo (Jr 33.3; Mt 24.36; At 1.7; 1 Tm 4.1). Estejamos alerta! Deus proíbe todas as práticas de adivinhação tais como astrologia, hidromancia, quiromancia, tarô, mapa astral, etc. (Lv 19.31; 20.6; Dt 18.10). O trágico fim do rei Saul é um exemplo clássico da maldição que acompanha os adeptos dessas práticas (1 Sm 28;31).

4. Deus conhece o nosso futuro. O Senhor não apenas conhece perfeitamente o futuro de cada um de seus filhos, mas amorosamente o planejou. "Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro" (Jr 29.11 - NVI). Deus conhece plenamente o dia de amanhã e, em Cristo, todos nós vislumbramos um futuro próspero e feliz: "... seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo de Deus" (1 Co 3.22).

Nós tópicos seguintes estudaremos o glorioso futuro da Igreja de Cristo.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Três verdades acerca de Deus e o tempo: Deus existe por si mesmo, é autor do tempo e não está condicionado a ele, pois é imutável.

 

II. O GLORIOSO FUTURO DA IGREJA

 

Deus é presciente e onisciente. A onisciência divina abrange o presente (2 Sm 7.20; 1 Cr 28.9; Sl 44.21) e o futuro (At 2.23; Rm 8.29; Ef 1.4,5; 1 Pe 1.18-20). Sua presciência revela o conhecimento que Ele possui de todas as coisas, tanto finitas quanto eternas; de modo que nada acontece sem que o Todo-Poderoso tenha plena ciência.

1. Salvação eterna e gloriosa. Segundo o que Paulo escreveu aos Romanos 8.18, Deus estabeleceu um futuro glorioso para a Igreja: "Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Rm 8.18). A tribulação, a angústia, a escassez, a perseguição, a nudez, a morte (Rm 8.35-37), o presente, o porvir, os anjos, as potestades, "nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!" (Rm 8.38,39). De modo inverso, as tribulações, a riqueza, a fama, o sucesso, os prazeres terrestres, o bem-estar material e social, nada, absolutamente nada, se compara "com a glória que em nós há de ser revelada". "Consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4.18).

2. Galardão e júbilo. A Igreja gloriosa de Cristo não será apenas salva, mas ricamente galardoada no Tribunal de Cristo. Este evento dar-se-á nas nuvens, tão logo tenha lugar o arrebatamento da Igreja. Seremos recompensados por Cristo segundo as nossas obras. É a outorga de galardões, por aquilo que tivermos feito por meio do corpo, bem ou mal. A Bíblia nos assevera que o "fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo" (1 Co 3.12-15). Esse julgamento, contudo, será sucedido por um júbilo indizível, "as Bodas do Cordeiro" (Ap 19.7). Nessa gloriosa celebração a Igreja estará vestida de justiça (Ap 19.8). "Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro" (Ap 19.9).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O futuro glorioso da Igreja compreende a sua salvação eterna e gloriosa, galardão e júbilo.

 

III. O TENEBROSO FUTURO DOS ÍMPIOS

 

Enquanto os santos desfrutarão das inauditas bênçãos celestiais, os ímpios sofrerão as consequências de sua rebeldia e rejeição contra Deus. O propósito de Deus, segundo a Bíblia, é que "todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.4). Porém, todos os que rejeitam o Filho de Deus sofrerão, inicialmente, na Grande Tribulação (Mt 24.21; 1 Ts 1.10; Ap 7.14) e, depois, por toda a eternidade (Ap 20.11-15; 21.8). Assim como o Senhor sabe perfeitamente o destino do seu povo, também conhece o futuro inglório dos ímpios, pois o planejou e o executará com justiça. O plano sempiterno de Deus também inclui a plena restauração dos céus e da terra (Ap 21; 22). O Senhor que criou todas as coisas é o mesmo que as restaurará perfeitamente. Seus atos confirmam sua natureza: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro" (Ap 22.13).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Ao contrário da Igreja, os ímpios experimentarão como castigo pela sua rebelião e rebeldia, o sofrimento eterno.

 

CONCLUSÃO

 

Deus conhece, controla e comanda o porvir. Uma vez que o futuro da Igreja será glorioso, todo crente deve regozijar-se; mesmo quando as circunstâncias o impedem de vislumbrar a glória que "em nós há de ser revelada" (Rm 8.18).

 

VOCABULÁRIO

 

Antiguidade: O tempo, a era remota.
Indizível: Que não se pode dizer; inefável.
NVI: Nova Versão Internacional.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

SILVA, A. G. O Calendário da profecia. 16ª ed., RJ: CPAD, 2003.
DANIEL, S. Reflexões sobre a alma e o tempo. RJ: CPAD, 2001.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Cite três verdades acerca da eternidade de Deus.

R. Deus existe por si mesmo, é autor do tempo e não está condicionado a ele, pois é imutável.

 

2. Explique com suas palavras a relação entre Deus, o tempo e a eternidade.

R. Deus não está limitado à ordem cronológica do tempo; não tem início nem fim, pelo contrário, é o início e o fim de todas as coisas.

 

3. Descreva o futuro glorioso da Igreja.

R. O futuro glorioso da igreja compreende o seu arrebatamento, sua recompensa pelas obras realizadas e a participação nas Bodas do Cordeiro.

 

4. Faça uma síntese a respeito do futuro tenebroso dos ímpios.

R. Os ímpios experimentarão, como castigo pela sua rebelião e rebeldia, o sofrimento eterno.

 

5. Qual o plano sempiterno de Deus?

R. O plano sempiterno de Deus concentra-se na restauração plena dos céus e da terra.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Devocional

 

"O Tempo

A palavra tempo aparece na Bíblia 446 vezes. O termo mais usado no grego para tempo é cronos, daí as palavras cronômetro, cronologia, crônica, etc. No entanto, quando a Bíblia se refere a Deus, costuma usar no grego, para sua dimensão, o termo aiónios, que é similar aos vocábulos hebraicos 'adh e 'ôãm. De acordo com os dicionários bíblicos, esses dois termos falam de eternidade. Eles surgem no Antigo Testamento para descrever a longevidade dos montes e, quando isso acontece, muitas vezes estão em um sentido poético, para referir-se à eternidade; surgem para se falar de um tempo de duração desconhecida e, na maioria das vezes, para serem relacionados à pessoa de Deus, que é eterno e não está sujeito ao tempo, ou às coisas relacionadas a este.

O termo grego aiónios surge no Novo Testamento e significa, geralmente, tempo indefinido no passado ou no futuro. Justamente por isso, além de seu significado temporal, que é eterno, significa também divino ou imortal. Portanto, aiónios é o tempo de Deus, é a dimensão imensurável, é o ambiente Dele. O nosso é cronos".

(Daniel, S. Reflexões sobre a alma e o tempo. RJ: CPAD, 2001, pp.123-4)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Muitas pessoas sofrem e se frustram quando não vêem as coisas acontecerem no seu tempo, porque estão vivendo no ritmo frenético deste mundo. Vivemos numa sociedade imediatista, isto é, que deseja tudo para ontem, no entanto, a Bíblia nos ensina trilhar um caminho oposto, "correndo com paciência", pois "há tempo para todas as coisas".

Quando se trata do nosso futuro, a situação é assustadora. Preocupamo-nos com família, profissão, projetos. Todavia, Jesus nos disse que não devemos estar ansiosos por "coisa alguma", uma vez que toda a nossa vida está nas mãos Daquele que cuida carinhosamente de toda a criação e tem o passado, presente e futuro em suas mãos.

Deus não apenas sabe o que faz, mas precisamente quando deve realizá-lo. Foi assim com o nascimento de Jesus, "na plenitude dos tempos", e o será também no "fim dos tempos".

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 7: A rebelião contra o Deus da Bíblia

Data: 16 de Novembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele" (Jd v.15).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Deus julgará e condenará toda rebelião contra seu Filho, e toda desobediência contra a sua Palavra.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Sm 15.23

A rebelião é como o pecado de feitiçaria

 

 

 

Terça - Mq 7.18

Deus perdoa a rebelião dos homens

 

 

 

Quarta - Gn 3.1-6

A rebelião no Éden

 

 

 

Quinta - Sl 9.17

Vaticinado o fim dos rebeldes

 

 

 

Sexta - 1 Jo 2.18-23

Os anticristos no mundo

 

 

 

Sábado - Is 30.1

Ai dos rebeldes, diz o Senhor

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Coríntios 10.1-9,11.

 

1 - Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar,

2 - e todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,

3 - e todos comeram de um mesmo manjar espiritual,

4 - e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.

5 - Mas Deus não se agradou da maior parte deles, pelo que foram prostrados no deserto.

6 - E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.

7 - Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar.

8 - E não nos prostituamos, como alguns deles fizeram e caíram num dia vinte e três mil.

9 - E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram e pereceram pelas serpentes.

11 - Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, o ateísmo é uma das maiores expressões da rebelião contra Deus. Portanto, é necessário que você procure estar bastante esclarecido em relação a este assunto. Existem os ateus práticos e teóricos. Os primeiros não reconhecem Deus em sua vida prática, isto é, vivem como se Deus não existisse. Já o segundo grupo pertence a uma classe mais intelectual e baseiam sua negação da existência divina em argumentos racionais e puramente humanos. Dentro desta classe, ainda há a seguinte divisão: ateus dogmáticos, céticos e capciosos.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar a origem da rebelião contra Deus.
  • Apresentar as principais causas de o homem rejeitar o Deus da Bíblia.
  • Conceituar o fundamentalismo ateísta de acordo com as teorias de Richard Dawkins e Michel Onfray.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Aproveite o tema desta aula para apresentar para sua turma o fim daqueles que se rebelaram contra Deus ao longo da História da humanidade. Pesquise em jornais, revistas e na internet e, depois, leve os dados recolhidos para a sala de aula. Se possível, confeccione com os alunos um painel ou mural a respeito do tema. Alguns dos nomes que você pode pesquisar são: Nietzsche, Jean Paul Sartre, John Lennon etc.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Rebelião: Ato de voltar-se contra algo ou alguém.

 

Na eternidade passada, certo "querubim ungido", valendo-se do livre-arbítrio, decidiu rebelar-se contra seu Criador, intentando usurpar-lhe o trono. Todavia, esse maléfico plano foi radicalmente frustrado. Expulso do céu, Satanás, a falsa "estrela da manhã", investiu pesado contra o primeiro casal no Jardim do Éden, induzindo-o também à rebelião.

Nos dias atuais, a rebeldia contra Deus está mais forte que nunca. Há uma orquestração diabólica nesse sentido, que envolve a ciência, a cultura, a educação, a tecnologia, as religiões, e todas as demais áreas da vida. Contudo, brevemente, Deus eliminará todos os agentes do mal, que se amotinam contra seu Eterno Governo.

 

I. A REBELIÃO CONTRA DEUS

 

1. A origem da rebelião. Segundo a Bíblia, Deus criou todas as coisas; visíveis e invisíveis. Ele criou seres espirituais para estarem ao seu lado: anjos, arcanjos, querubins, serafins, e outros. Ao que tudo indica, o Eterno os criou com livre-arbítrio, para atuarem junto a Ele nas esferas de suas ações. Entretanto, em determinado momento na eternidade, um desses seres (Ez 28.14), chamado "estrela da manhã" (Is 14.12) ou Lúcifer, encheu-se de orgulho e, com a clara intenção de suplantar a Deus, preceituou: "Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo" (Is 14.14).

Foi aí que o Senhor, Deus Todo-Poderoso, decretou sua queda e definitiva condenação (Is 14.15-20). A Bíblia afirma que Jesus viu o seu fim (Lc 10.18), e a João, o Eterno revelou o destino final do "anjo rebelde"- o "lago de fogo e enxofre" (Ap 20.10). Esta também será a sorte dos materialistas, ateus, agnósticos, e de "todas as nações que se esquecem de Deus" (Sl 9.17; 50.22).

2. A rebelião do homem. Fora da esfera angelical, Deus também criou o universo, com bilhões de corpos celestes, planetas e estrelas. Em meio a tantas coisas grandiosas o Senhor escolheu justamente a minúscula Terra para nela estabelecer um ser inigualável, feito à sua imagem e semelhança (Gn 1.1,26,27). Deus criou o homem e a mulher para adorá-lo e servi-lo, não como autômatos ou irresponsáveis por suas ações, mas com plena consciência do que estavam fazendo. Todavia, infelizmente, ao invés de obedecerem ao Senhor preferiram ouvir a rebelde voz de Lúcifer. Assim, pelo primeiro casal de seres humanos entrou o pecado no mundo, e o pecado passou a todos os homens (Rm 5.12). A rebelião do Ser humano é contínua.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A Bíblia nos mostra que o pecado da rebelião originou-se em Lúcifer, quando desejou assumir o lugar de Deus.

 

II. POR QUE O HOMEM REJEITA O DEUS DA BÍBLIA?

 

1. Em razão de sua natureza pecaminosa. O Senhor não apenas criou o homem, mas se relaciona com ele particularmente, exigindo obediência e santidade (1 Pe 1.14,15). Porém, a carne, isto é, a natureza humana corrompida pelo pecado, faz de tudo para contrariar e combater contra Deus (Gl 5.16,17; Rm 7.7-25). A Bíblia diz que "a imaginação do coração do homem é má" (Gn 8.21), e o Diabo, nosso adversário, cegou "os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo" (2 Co 4.4). Ele sempre usou a pecaminosa natureza humana, as religiões, as seitas, a cultura, o entretenimento, a tecnologia, a falsa ciência, e as estruturas econômica, social, e política, para afastar o homem do verdadeiro Deus.

2. Em razão das funestas atividades do "espírito do Anticristo". O Anticristo ainda não está no mundo, mas muitos de seus seguidores já se encontram em plena atividade, inclusive realizando sua obra satânica de oposição a Cristo. Assevera-nos a Bíblia: "Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora" (1 Jo 2.18).

Eis alguns dos instrumentos de rebelião utilizados por Satanás nesses últimos dias:

a) O relativismo. O relativismo moral domina o pensamento pós-moderno. Em nome de um falso pluralismo, e do "respeito às diferenças", o Diabo vem convencendo os incrédulos de que nada é errado, tudo é relativo, e que o pecado não existe.

b) Leis infames. Na Europa, há leis que prevêem a prisão daqueles que usam os textos da Bíblia contra o homossexualismo (Lv 18.22; 20.13; Rm 1.27; 1 Tm 1.10). Pior ainda: há países em que não se pode sequer ler os textos bíblicos que condenam a homossexualidade. No Brasil, tramita um "Projeto de Lei" - Lei contra a homofobia - com a mesma finalidade. Pastores poderão ser presos, se esse projeto, de origem satânica, for aprovado. A Constituição garante o livre direito à crença e à religião, mas o Diabo quer silenciar a pregação contra o pecado, instituindo o crime de opinião, a exemplo do que fizeram os piores ditadores, como Stalin, Mao Tsé Tung, e outros. É a rebelião contra Deus que assume aspectos mais insidiosos.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O relativismo e as leis infames são dois instrumentos utilizados pelo Diabo para provocar a rebelião do homem contra Deus.

 

III. O FUNDAMENTALISMO ATEÍSTA

 

O fundamentalismo ateu é a expressão intelectual de diversos filósofos desses tempos pós-modernos. Todos se uniram, em suas idéias e seus escritos, para destruir os postulados da fé em Deus. A Filosofia tornou-se o martelo, usado pelo Diabo, para tentar esmigalhar as religiões, principalmente o cristianismo.

Vejamos algumas teorias de dois ateus modernos: Richard Dawkins e Michel Onfray.

1. Richard Dawkins. Os ateus estão desesperados com o avanço da pregação do evangelho. O biólogo Richard Dawkins, discípulo de Darwin, em seu livro Deus, Um Delírio, trata a Bíblia como um livro espúrio e perigoso, e procura, em vão, demonstrar que Deus é um mito. Ele propõe o fim da idéia de Deus, e de todas as religiões. Dawkins tornou-se um terrorista contra a fé, no Século XXI.

2. Michel Onfray. Discípulo de Darwin e filósofo francês, Michel Onfray é admirador de Friederich Nietzsche, que se considerava um anticristo e morreu louco. Ele diz que "só o homem ateu pode ser livre, porque Deus é incompatível com a liberdade humana... se Deus existe, eu não sou livre; por outro lado, se Deus não existe, posso me libertar..." (sic). Sua influência na França e na Europa tem aumentado. Na França, quase ninguém mais vai às igrejas. Apenas 7% dos ingleses frequentam algum tipo de culto. A Inglaterra, berço de avivamentos cristãos, é considerada, hoje, uma "nação pós-cristã". "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? (1 Jo 2.22).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

O relativismo e as leis infames são dois instrumentos utilizados pelo Diabo para provocar a rebelião do homem contra Deus.

 

IV. O FIM DA REBELIÃO CONTRA DEUS

 

1. A vitória de Cristo na cruz. A rebelião contra Deus tem dia e hora marcados para terminar. Satanás é um inimigo vencido. Sua derrota foi prevista no Éden (Gn 3.15), cumprida na Cruz (Jo 19.30), e ratificada com a gloriosa ressurreição de Cristo (Hb 2.14; ler Cl 2.15; Ef 6.12).

2. A vitória da Igreja. A Igreja se opõe a toda rebelião contra Deus. Somos exortados pela Bíblia "a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd v.3). Essa batalha, de caráter espiritual, exige a participação de todos os cristãos (Ef 6.12). A Igreja tem vitória garantida sobre os inimigos de Cristo. Ele disse: "Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).

3. A vitória final. A vitória do Senhor Jesus é certa e avassaladora. Deus intervirá definitivamente na História. A Bíblia nos mostra a vitória do Senhor de modo claríssimo e incontestável. "E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele" (Jd v.14,15; Rm 16.20; Ap 19.17-21; 20.10).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

A rebelião contra Deus tem dia e hora marcados para terminar. Satanás é um inimigo vencido.

 

CONCLUSÃO

 

Não há uma rebelião anunciada contra os deuses das falsas religiões. Mas há uma guerra declarada contra o verdadeiro Deus, Jesus, seu precioso Filho, e sua Igreja. A razão é evidente: Os falsos deuses não pelejam contra o pecado, o Diabo, o mundo e a carne. Porém, o Deus da Bíblia e sua Igreja combatem tenazmente contra todos esses terríveis inimigos dos autênticos filhos de Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Autômato: No texto, que age sem refletir, mecanicamente.
Ratificado: Que se confirma; confirmado.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

MUNCASTER, R. O. Examine as evidências. RJ: CPAD, 2007.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Faça uma síntese da criação e queda do homem.

R. Deus criou o homem e a mulher para adorá-lo e servi-lo, mas com plena consciência do que estavam fazendo. Todavia, o homem optou por desobedecer-Lhe, ouvindo a voz de Satanás.

 

2. Por que o homem rejeita o Deus da Bíblia?

R. Por causa de sua natureza pecaminosa e das funestas atividades do "espírito do Anticristo".

 

3. Cite dois instrumentos de rebelião usados pelo Diabo nos últimos tempos.

R. O relativismo e as leis infames.

 

4. Descreva, em poucas palavras, a influência do ateísmo de Michael Onfray na Europa.

R. Na França, quase ninguém vai mais à igreja; apenas 7% dos ingleses frequentam algum tipo de culto, levando a Inglaterra a ser considerada atualmente um país pós-cristão.

 

5. Cite dois textos bíblicos que confirmam a vitória final de Cristo.

R. Apocalipse 19.17-21 e 20.10.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Devocional

 

“A Rebelião contra o Deus do Livro

Nesta lição, tratamos em geral da rebelião daqueles que estão fora da comunidade dos santos. Todavia, a Bíblia discorre sobre a apostasia, que é um tipo de rebelião, como veremos na explicação abaixo.

'Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé Nele. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (cf. Lc 8.1 3; Hb 6.4,5); não é a simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si: (a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de Cristo e dos apóstolos ou dalguns deles (1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3); e (b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em Cristo e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.1 3; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13)'".

(Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. p.1903)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Atribui-se a Tomás de Aquino um pensamento extremamente simples e profundo: "Se todo ser humano sente sede, pressupõe-se que exista água. Se todo ser humano carece de Deus, pressupõe-se que exista um Deus".

A despeito de muitos filósofos buscarem argumentos racionais para negarem a existência divina, ao longo da história, muitos outros estudiosos também formularam argumentos comprovando que Deus existe. Dentre esses, podemos citar: o ontológico, que admite haver na mente do próprio homem o conhecimento básico da existência de Deus, posto lá pelo próprio Criador; e o histórico, que se baseia na evidência de que o homem é um ser religioso em potencial, e se a natureza do homem tende à prática religiosa, isto só encontra explicação na existência de um Ser Superior que originou tal natureza.

Contudo, o crente não necessita de tais argumentos, porquanto sua fé e convicção não estão fundamentadas em explicações racionais, mas na inerrante, infalível e completa Palavra de Deus.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 8: A Bíblia é a Palavra de Deus

Data: 23 de Novembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente" (Is 40.8).

 

VERDADE PRÁTICA

 

É através da Bíblia que o Todo-Poderoso comunica ao homem sua vontade e seu amor em Cristo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Hc 3.2

O temor pela Palavra de Deus

 

 

 

Terça - Rm 10.17

A Palavra de Deus produz fé

 

 

 

Quarta - Ef 6.17

A Palavra de Deus é a espada do Espírito

 

 

 

Quinta - Pv 30.5

A Palavra de Deus é escudo

 

 

 

Sexta - Mt 4.4

A Palavra de Deus é alimento

 

 

 

Sábado - 1 Co 1.18

A Palavra de Deus é poder

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Salmos 119.1-12.

 

1 - Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR.

2 - Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração.

3 - E não praticam iniquidade, mas andam em seus caminhos.

4 - Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos.

5 - Tomara que os meus caminhos sejam dirigidos de maneira a poder eu observar os teus estatutos.

6 - Então, não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos.

7 - Louvar-te-ei com retidão de coração, quando tiver aprendido os teus justos juízos.

8 - Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente.

9 - Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.

10 - De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.

11 - Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

12 - Bendito és tu, ó SENHOR! Ensina-me os teus estatutos.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, você está preparado para a ministração de mais uma aula? O tema de hoje, como todos do trimestre, é muito relevante, pois vamos estudar de modo enfático e direto, a respeito da Bíblia Sagrada, o maior best-seller do mundo. Poderíamos afirmar várias coisas sobre a Bíblia, mas que fique gravado na mente e no coração de seus alunos que Ela é a inerrante e eterna Palavra de Deus.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar como se deu a inspiração da Bíblia.
  • Fazer distinção entre inspiração e revelação bíblica.
  • Sentir o desejo de conhecer mais de Deus através da leitura bíblica.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, que tal ensinar aos jovens e adultos de forma lúdica? Primeiro discuta com os alunos o que teria acontecido se a Bíblia houvesse sido transmitida apenas oralmente, de geração em geração. Sem perder muito tempo, faça a dinâmica do "telefone sem fio". Comece cochichando no ouvido do primeiro aluno a seguinte frase: "A Bíblia é a inspirada, infalível e inerrante Palavra de Deus". A distorção que, com certeza, a frase sofrerá, até que o último aluno a repita, vai dar à classe a idéia do que teria acontecido, caso a Palavra de Deus não fosse escrita, mas apenas transmitida oralmente.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Bíblia: É a inspirada e inerrante Palavra de Deus.

 

O Diabo tem feito de tudo para difamar a Bíblia; e uma de suas principais estratégias tem sido a disseminação do falso ensino de que as Escrituras não é a Palavra de Deus, mas apenas a contêm. Nesta lição, estudaremos alguns assuntos relacionados à transmissão, formação e inspiração divinas da Bíblia.

 

I. A TRANSMISSÃO DA BÍBLIA

 

Como a Bíblia chegou até nós, na forma em que a conhecemos? Essa é a pergunta que não se cala entre crentes e descrentes. Em qualquer lugar do mundo é possível acessar a Bíblia na forma de livro. Ela á foi traduzida para mais de 1.600 idiomas e dialetos. Porém, há mais de 4.000 povos que ainda não podem ler as Escrituras em sua própria íngua. Eis aí um enorme desafio Dara a igreja do Senhor Jesus.

1. A transmissão oral. Nos tempos mais remotos, conforme registros do Antigo Testamento, o Senhor comunicava-se com o homem verbalmente. Tanto é que lá no Éden, ele fora advertido pessoalmente pelo Eterno que não comesse do fruto da "árvore da ciência do bem e do mal" (Gn 2.17). Todavia, ordem divina não foi cumprida, acarretando o drástico fim da comunhão entre Deus e sua principal criatura.

a) No período antediluviano. Antes do Dilúvio, a Palavra de Deus fora transmitida oralmente por 1.656 anos, aproximadamente. Esse período envolve os capítulos 1 a 5 de Gênesis, isto é, de Adão ao dilúvio. Época em que Deus criou os céus e a terra, o homem e os demais seres vivos; nesse período, deu-se o crescimento e o desenvolvimento do ser humano, e a corrupção geral do gênero humano, que culminou com o juízo divino sobre a humanidade.

b) Do dilúvio a Abraão. Esse período compreende 1.427 anos, e envolve os capítulos 6 a 11 de Gênesis. Nesta época, Deus alertara Noé acerca do dilúvio, salvando a vida de oito pessoas: o patriarca, sua esposa, os três filhos (Sem, Cão e Jafé), e suas três noras. Se fizermos uma leitura cuidadosa das Escrituras verificaremos que Abraão transmitiu a Palavra de Deus oralmente a Isaque, e que essa mesma tradição perdurou até os dias de Moisés. Este, bem informado sobre os fatos transmitidos por seus pais, teve plena condição de ser o primeiro escritor humano da Bíblia Sagrada. "Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué..." (Êx 17.14).

c) A Palavra de Deus transmitida por nove homens. Desde o dia em que Deus falara a Adão (Gn 1.28), até a época em que ordenara a Moisés escrever sua Mensagem (Êx 17.14), nove homens receberam o encargo da transmissão oral: Adão (930 anos) falou a Lameque (777 anos); este, a Noé (950 anos); este, a Abraão (175 anos); este, a Isaque (180 anos); este a Jacó (147 anos); este a Coate (133 anos); este a Anrão (137 anos); e este a Moisés (120 anos). A despeito da longevidade desses patriarcas, foi o próprio Deus que, milagrosamente, assegurou a fidelidade da transmissão de sua Palavra.

2. A transmissão escrita da Bíblia. Os chamados "livros canônicos" da Bíblia foram reunidos ao longo de 1600 anos; e isso se deu de forma especial e impressionantemente harmônica. Só a predominância da vontade de Deus sobre a mente humana pode explicar como cerca de 40 escritores puderam escrever os livros da Bíblia a partir de condições e circunstâncias tão diversas.

a) Deus, o único autor da Bíblia. A despeito de Deus ser o único autor da Bíblia e de ter inspirado a todos os demais escritores, Ele mesmo se incumbiu dos primeiros registros das Escrituras: "E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus" (Êx 31.18; 32.16; Dt 4.13; 10.4). Trata-se, aqui, do Decálogo, um resumo eloquente e poderoso de toda ética bíblica.

b) Moisés, o primeiro escritor. Deus ordenou a Moisés que escrevesse num livro as orientações a seu sucessor, Josué: "Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué..." (Êx 17.14). Moisés tornou-se, desta forma, o primeiro escritor humano das Sagradas Escrituras. A Bíblia afirma que ele "escreveu todas as palavras do Senhor" (Êx 24.4); e que também, por ordem divina, guardou o livro da Lei "ao lado da arca do concerto do Senhor" (Dt 31.26).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Deus, o autor da Bíblia, inspirou os escritores sagrados.

 

II. A COMPOSIÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA

 

1. A biblioteca divina. A Bíblia é constituída de 66 livros, e foi escrita em um período de 1600 anos. Durante esse tempo, Deus usou cerca de 40 homens para escrever, reunir e preservar o Sagrado Livro. Nela encontramos histórias, poesias, biografias, normas, orações, profecias e outros relevantes temas e diversos gêneros literários. Em todos os livros, Cristo é o tema central da Bíblia.

2. O cânon bíblico. A palavra "cânon", antigamente, referia-se a uma haste usada para medir (Ez 40.3). Mais tarde, passou a significar regra, norma, ou padrão de medida (Gl 6.16; Fp 3.16). Aplicada à Bíblia, "cânon" é o conjunto de livros inspirados por Deus que transmitem a vontade do Eterno para sua Igreja, regulamentando a vida e a conduta de fé dos cristãos. O cânon do Antigo Testamento foi plenamente concluído em 1.046 anos, aproximadamente; e o do Novo, por volta do ano 100 d.C.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A Bíblia é constituída de 66 livros, e foi escrita em um período de 1600 anos. Deus usou cerca de 40 homens para compô-la.

 

III. INSPIRAÇÃO E REVELAÇÃO DA BÍBLIA

 

1. A inspiração da Bíblia. Compreende-se por "inspiração" a influência e a ação divina exercidas sobre os escritores da Bíblia (2 Tm 3.16; 1 Pe 1.19-21). Os homens santos escreveram a Palavra de Deus valendo-se do próprio estilo, vocabulário e cultura, sem prescindirem da direção sobrenatural do Espírito Santo.

2. A inspiração verbal e plenária. Por inspiração verbal entende-se que os escritores sagrados atuaram sob a direção incondicional do Espírito Santo. Eles escreveram exatamente o que o Senhor desejava que fosse escrito. Portanto, a inspiração verbal das Escrituras não é uma mera teoria, mas a natureza própria da Bíblia (2 Sm 23.2; 1 Co 2.13; Hb 3.7).

A inspiração plenária indica que o conteúdo, o ensino, e a doutrina das Escrituras, foram completamente inspirados por Deus. Não há na Bíblia qualquer parte que não seja inspirada e autorizada por Deus: "Toda a Escritura é divinamente inspirada" (2 Tm 3.16 - ARA).

3. Traduções Bíblicas. As fontes originais dos escritos bíblicos, os chamados autógrafos ou manuscritos foram inspirados por Deus. Porém, as inúmeras cópias deles extraídas, bem como as traduções ou versões, muitas vezes modificadas pelos copistas ou tradutores, nem sempre são consideradas escritos inspirados. Somente as traduções ou versões comprovadamente fiéis aos originais, acham-se dignas dessa reputação.

4. A revelação bíblica. Por "revelação", entende-se o agir de Deus pelo qual Ele dá a conhecer ao escritor sagrado coisas ignoradas, isto é, o que este, por si só, não poderia saber. Ver Dn 12.8; 1 Pe 1.10,11. A inspiração nem sempre implica revelação. Toda a Bíblia foi inspirada por Deus, mas nem toda ela foi dada por revelação. Lucas, por exemplo, foi inspirado a examinar trabalhos já conhecidos e escrever o Evangelho que traz o seu nome (Lc 1.1-14). O mesmo se deu com Moisés, que foi inspirado a registrar o que presenciara, como relata o Pentateuco.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Os homens santos escreveram a Palavra de Deus valendo-se do próprio estilo, vocabulário, cultura e da direção do Espírito Santo.

 

CONCLUSÃO

 

A Bíblia é a fonte mais fidedigna sobre a origem da vida e do homem; bem como do desenvolvimento da humanidade a partir da criação, passando pela Queda e Redenção, até o final de todas as coisas, na consumação dos séculos.

Conforme o estudo em apreço, a Bíblia é a Palavra de Deus. Ainda que os ateístas ou materialistas, invistam de forma grosseira contra o Santo Livro, este permanece inabalável em seu conteúdo, revelado e inspirado por Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

ARA: Almeida Revista e Atualizada.
Decálogo: Os dez mandamentos bíblicos da lei de Deus.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

GILBERTO, A. A Bíblia Através dos Séculos. RJ: CPAD, 1987. 
HORTON, S. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 1996.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Faça uma síntese da transmissão oral da Bíblia.

R. Desde o dia em que falara a Adão, até a época em que ordenara a Moisés escrever sua mensagem (Êx 17.14), nove homens receberam o encargo da transmissão oral: Adão (930 anos) falou a Lameque (777 anos); este, a Noé (950 anos). Este, a Abraão (175 anos); este, a Isaque (180 anos); este a Jacó (147 anos); este a Coate (133 anos); este a Anrão (137 anos); e este a Moisés (120 anos).

 

2. Faça uma síntese da transmissão escrita da Bíblia.

R. Os chamados livros canônicos da Bíblia foram reunidos ao longo de 1.600 anos; quarenta escritores puderam escrever os livros da Bíblia a partir de condições e circunstâncias diversas.

 

3. O que é o cânon bíblico?

R. É o conjunto de livros inspirados por Deus que transmitem a vontade do Eterno para sua Igreja, regulamentando a vida e a conduta de fé dos cristãos.

 

4. O que se entende por "inspiração plenária" da Bíblia?

R. Entende-se que os escritores sagrados atuaram sob a direção incondicional do Espírito Santo.

 

5. Cite duas traduções bíblicas.

R. ARC e ARA.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Doutrinário

 

“O vocábulo ‘Bíblia’

Este vocábulo não se acha no texto das Sagradas Escrituras. Consta apenas na capa. Donde, pois, nos vem? Vem do grego, a língua original do Novo Testamento. É derivado do nome que os gregos davam à folha de papiro preparada para a escrita - biblos. Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado biblion e vários destes eram uma bíblia. Portanto, literalmente, a palavra bíblia quer dizer 'coleção de livros pequenos'. Com a invenção do papel, desapareceram os rolos, e a palavra biblos deu origem a livro, como se vê em biblioteca, bibliografia, bibliófio, etc. É consenso geral entre os doutos no assunto que o nome Bíblia foi primeiramente aplicado às Sagradas Escrituras por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla, no Século IV.

E porque as Escrituras formam uma unidade perfeita, a palavra Bíblia, sendo um plural, como acabamos de ver, passou a ser singular, significando o LIVRO, isto é, o Livro dos livros; Livro por excelência. Como Livro divino, a definição canônica da Bíblia é 'A revelação de Deus à humanidade'".

(GILBERTO, A. A Bíblia Através dos Séculos. RJ: CPAD, 1987, p.18)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A Bíblia tem sido banida, queimada, escarnecida e ridicularizada. Eruditos têm zombado dela como se fosse uma tolice. Reis tem estigmatizado as Escrituras como algo ilegal. Milhares de vezes a cova tem sido aberta e a canção fúnebre começa, mas, de alguma forma, a Bíblia nunca fica enterrada. Ela não só tem sobrevivido, mas também florescido. Trata-se do livro mais popular de toda a história. É o best-seller mundial há anos!

Não há explicação para isso na terra. O que talvez seja a única explicação. A resposta?

A durabilidade da Bíblia não se encontra na terra; ela vem do céu. Para os milhões de pessoas que têm praticado seus ensinamentos e confiado em suas promessas existe apenas uma resposta - a Bíblia é o livro divino, a voz de Deus.

O propósito da Bíblia é proclamar o plano de Deus para a salvação dos seus filhos.

Essa é razão por que esse Livro tem permanecido durante séculos. Ele é o mapa que nos leva ao maior tesouro de Deus, a vida eterna.

(LUCADO, M. Promessas Inspiradoras de Deus. RJ: CPAD, 2005, p. 53.)

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 9: A inerrância da Bíblia

Data: 30 de Novembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir" (Jr 1.12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A Bíblia é a fiel e inconteste Palavra de Deus. Sua inerrância e infalibilidade decorrem da plena inspiração e supervisão do Espírito Santo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Jo 6.63

A Palavra de Cristo é espírito e vida

 

 

 

Terça - Sl 119.105

A Palavra é lâmpada e luz

 

 

 

Quarta - Jr 23.29

A Palavra é como fogo e martelo

 

 

 

Quinta - Is 55.10,11

A Palavra cumpre os propósitos divinos

 

 

 

Sexta - Jr 1.12

Deus vela pelo cumprimento de sua Palavra

 

 

 

Sábado - Nm 23.19

Deus não falha em suas Palavras

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Salmos 119.89-99.

 

89 - Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu.

90 - A tua fidelidade estende-se de geração a geração; tu firmaste a terra, e firme permanece.

91 - Conforme o que ordenaste, tudo se mantém até hoje; porque todas as coisas te obedecem.

92 - Se a tua lei não fora toda a minha alegria, há muito que teria perecido na minha angústia.

93 - Nunca me esquecerei dos teus preceitos, pois por eles me tens vivificado.

94 - Sou teu, salva-me; pois tenho buscado os teus preceitos.

95 - Os ímpios me esperam para me destruírem, mas eu atentarei para os teus testemunhos.

96 - A toda perfeição vi limite, mas o teu mandamento é amplíssimo.

97 - Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!

98 - Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio que meus inimigos, pois estão sempre comigo.

99 - Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, esta lição trata de um dos mais importantes pilares da doutrina cristã: a inerrância das Sagradas Escrituras. Através desta doutrina, aprendemos que a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, fala com autoridade divina ao homem moderno. Foi este o pensamento dos reformadores quando substituíram a tradição pelo lema: Sola Scriptura (Somente a Escritura). Deus o abençoe!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar o sentido de inerrância bíblica.
  • Descrever o significado teológico de infalibilidade.
  • Justificar as falhas de transmissão dos manuscritos.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, a inerrância da Sagrada Escritura deriva-se da natureza própria da Bíblia. Em inúmeras ocasiões a Bíblia descreve a si mesma como a inerrante Palavra de Deus. Solicite que um dos alunos leia Is 34.16 e, a seguir, faça um breve comentário da inerrância e infalibilidade das Escrituras. Depois, apresente aos alunos alguns nomes canônicos da Bíblia: a) Livro do Senhor (Is 34.16); b) Escritura da Verdade (Dn 10.21); c) Escritura de Deus (Êx 32.16); d) Lei do Senhor (Sl 1.1,2); e) Lei de Deus (Js 24.26); f) Palavra do Senhor (Jr 22.29); g) Oráculo de Deus (1 Pe 4.11); h) Palavra de Deus (Mt 15.6; At 6.7); i) Palavra de Cristo (Cl 3.16). A Bíblia procede do próprio Deus, portanto, é inerrante e infalível.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Inerrância: Qualidade do que é isento de erro.

 

A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus. Os ímpios e incrédulos têm feito de tudo para encontrarem erros nos textos bíblicos. Pode ser que haja falhas nas traduções, interpretações ou na gramática das cópias manuscritas, pois a Bíblia foi escrita originalmente em linguagem antiga: hebraico, grego, e aramaico. Todavia, essas possíveis incorreções, ou dificuldades, jamais podem ser consideradas "erros" quanto à mensagem bíblica. Menos de um por cento dessas inexatidões dos manuscritos, encontram-se na transmissão da mensagem, portanto, não afetam a integridade da Palavra de Deus.

 

I. CONCEITUAÇÃO TEOLÓGICA DE INERRÂNCIA

 

1. O que é "inerrância bíblica"? Significa que a Bíblia é totalmente isenta de erros; quer no campo lógico ou no histórico. Ela é inerrante nos fatos que apresenta e nas doutrinas que declara. Afirmar que a Bíblia não contém erros é também reconhecer sua inspiração, autoridade e infalibilidade divinas. Jesus afirmou categoricamente: "A Escritura não pode falhar" (Jo 10.35).

2. Inerrância e infalibilidade. O conceito de inerrância da Bíblia está intimamente associado ao de infalibilidade. Pelo fato de não conter erros, ela é infalível. Tudo o que a Bíblia diz cumpre-se cabalmente: "Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre" (1 Pe 1.24,25). Essa infalibilidade é consequência de a Palavra de Deus nunca ter sido "produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A inerrância e a infalibilidade bíblicas são doutrinas que descrevem a natureza própria da Bíblia. O fato de a Bíblia ser inerrante, assegura-lhe o caráter de infalível.

 

II. RAZÕES PELAS QUAIS A BÍBLIA É INERRANTE

 

1. Autoria divina. A autoria divina da Bíblia é o fundamento e a garantia de sua inerrância e infalibilidade. Há milhões de livros espalhados pelo mundo (Ec 12.12); e todos foram escritos por autores falhos, propensos a cometerem todo tipo de erro. Porém, o Autor da Bíblia, jamais falta: "Deus não é homem, para que minta [...] porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?" O Eterno não mente, não falha e não erra (Nm 23.19; Tg 1.17). Quando ele diz, faz; quando ele promete, cumpre.

2. Supervisão e orientação do Espírito Santo (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.19-21). Os livros da Bíblia foram escritos sob a supervisão e orientação do Espírito Santo (Mc 12.36; 1 Co 2.13). As Escrituras não são produto da perspicácia e criatividade da mente humana, mas é o resultado da ação sobrenatural de Deus sobre ela: o Espírito inspirou (2 Pe 1.19-21), ensinou (1 Co 2.13) e revelou seus mistérios (Gl 1.12; Ef 3.2,3).

3. A Bíblia é a exata Palavra de Deus. Do limiar ao fechamento do Cânon Sagrado, os escritores bíblicos reproduziram exatamente o que haviam recebido da parte de Deus: "Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando" (Dt 4.2). A Bíblia é a precisa Palavra do Senhor: ela é correta (Sl 33.4), perfeita (Sl 19.7), pura (Sl 119.140), e eterna (Is 40.8; Lc 21.33).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

As razões pelas quais a Bíblia é inerrante são: autoria divina, supervisão e orientação do Espírito Santo, e ser a exata Palavra de Deus.

 

III. O CUMPRIMENTO DA BÍBLIA DEMONSTRA SUA INERRÂNCIA

 

1. O cumprimento das profecias. O principal fato que atesta a inerrância das Sagradas Escrituras é o cumprimento de suas profecias. Vejamos, pois, algumas das mais de 300 profecias messiânicas cabalmente cumpridas: a) a concepção virginal de Jesus (Is 7.14; Mt 1.22); b) o local do nascimento de Jesus (Mq 5.2; Mt 2.6); c) mãos e pés de Jesus furados e sua túnica sorteada (Sl 22.16,18; Jo 19.24,37), etc. Além dessas, muitas outras profecias cumpriram-se literalmente na história dos impérios antigos, das nações modernas, e na vida de muitos indivíduos.

2. A História confirma a Bíblia. Centenas de fatos e eventos bíblicos têm sido confirmados pela história secular. Entre tantos, encontramos: a) as duas deportações, de Israel e Judá, pelos assírios e babilônicos respectivamente (2 Rs 17.6; 2 Rs 24.10-17; Jr 25.11); b) a destruição de Jerusalém, profetizada por Jesus e cumprida no ano 70 d.C. (Mt 24.2); c) a restauração de Israel, predita em Ezequiel 36.25-27 e cumprida em Maio de 1948. A Palavra de Deus é Fiel e verdadeira!

3. A verdadeira ciência confirma a Bíblia. A Bíblia não é um livro científico, mas a ciência inúmeras vezes constatou a veracidade das afirmações bíblicas nesta área, como por exemplo, a de que a Terra é "solta" no espaço. O patriarca Jó sabia disso há, aproximadamente, 1.500 anos a.C. (Jó 26.7); como também tinha conhecimento que no centro da Terra há fogo (Jó 28.5). Isaías, o profeta, há mais de mil anos antes da ciência moderna, já afirmava que a Terra é redonda (Is 40.22). Inúmeros achados arqueológicos também confirmam a veracidade da Bíblia. Deus vela sobre sua Palavra para cumpri-la (Jr 1.12; Lc 21.33).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

O cumprimento das profecias bíblicas e a relação entre a História e a Bíblia comprovam a inerrância das Escrituras.

 

IV. OS MANUSCRITOS BÍBLICOS

 

1. Formatos e materiais dos manuscritos bíblicos. O termo "manuscrito" refere-se às cópias dos originais das Escrituras (autógrafos) feitas à mão pelos escribas. Os mais significativos manuscritos bíblicos foram feitos nos formatos de rolo ou códice (Sl 40.7; Jr 36.2). Os principais materiais usados na escrita foram o papiro e o pergaminho; que eram preparados segundo a tradição judaica.

2. Os autógrafos. Trata-se dos manuscritos originais da Bíblia. Eles já não existem. Todavia, os originais do Antigo Testamento, por exemplo, foram meticulosamente copiados, originando os manuscritos mais antigos de que dispomos.

3. Falhas na transmissão escrita das palavras da Bíblia. Se compararmos as cópias dos textos originais entre si, encontraremos algumas variações entre elas, mesmo diante das mais rigorosas normas impostas aos escribas. Esses copistas não podiam escrever uma só palavra de memória. Antes de registrarem um vocábulo tinham de pronunciá-lo bem alto e, ao escreverem o nome do Senhor, tinham de limpar a pena com muita reverência. Cada letra e cada palavra eram contadas cuidadosamente e, caso encontrassem um único erro, inutilizavam imediatamente aquelas folhas, ou até mesmo todo o rolo. Há mais de duzentas mil variantes textuais nas cópias dos autógrafos. Nessa quantidade, observa-se, desde a troca de uma letra por outra até a de um nome por um pronome e vice-versa. Contudo, as incorreções encontradas nas cópias dos manuscritos, e repassadas a diversas versões dos textos bíblicos (variantes textuais), quando analisadas à luz do contexto geral da Bíblia, em nada comprometem o valor da mensagem sagrada, nem se constituem motivos para descrer da inerrância da Bíblia. Podemos afirmar com absoluta certeza, que os textos das Escrituras são plenamente confiáveis, e que as possíveis contradições são aparentes e humanas.

A Bíblia, na versão portuguesa, contém 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, 773.692 palavras e 3.566.480 letras. Em tudo isso, há menos de 0,5% de falhas. Deus vela por sua Palavra (Jr 1.12).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Apesar de a Bíblia ter sido escrita e copiada em vários formatos, os erros de transmissão são irrelevantes, e as possíveis contradições são aparentes e humanas.

 

CONCLUSÃO

 

A Bíblia é a inerrante e infalível Palavra de Deus. Sua correção, autoridade e infalibilidade decorrem de sua inspiração divina. Podemos, com alegria e confiança, afirmar como o salmista Davi: "Louvarei o teu nome, por causa da tua misericórdia e da tua verdade, pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra" (Sl 138.2).

 

VOCABULÁRIO

 

Autógrafo: Escrito do próprio autor; texto original.
Cabal: Completo, pleno, inteiro, perfeito.
Inerrância: Qualidade de inerrante; que não erra.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada. 7.ed., RJ: CPAD, 2008.
CONFORT, P. W. (ed.) A origem da Bíblia. RJ: CPAD, 1998.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é a inerrância bíblica?

R. É a propriedade da Bíblia mediante a qual a Escritura é totalmente isenta de erros: lógico, doutrinário ou histórico.

 

2. Descreva a relação entre inerrância e infalibilidade.

R. A inerrância da Bíblia está intimamente associada à infalibilidade. Pelo fato de não conter erros, ela é infalível.

 

3. Cite três razões pelas quais a Bíblia é inerrante.

R. Autoria divina, supervisão e orientação do Espírito Santo, e ser a exata Palavra de Deus.

 

4. Explique a correspondência entre a Bíblia e a história.

R. Existe completa fidelidade entre os fatos da História secular com os da Bíblia.

 

5. Você acredita na inspiração e inerrância da Bíblia?

R. Resposta pessoal (professor, confira).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

"A Exatidão da Bíblia

Tanto a autenticidade quanto a historicidade dos documentos do Novo Testamento estão confirmadas de modo sólido. Norman Geisler indica que as evidências documentárias em favor da autenticidade do Novo Testamento são esmagadoras, e fornecem uma base, igualmente sólida, para a reconstrução do texto grego original. Bruce Metzger, especialista em crítica textual, informa que, no século III a.C, os estudiosos em Alexandria indicavam que as cópias que possuíam da Ilíada de Homero apresentavam cerca de 95% de fidedignidade. Indica, também, que os textos setentrional e meridional da Mahabharata da índia diferem entre si numa extensão de 26.000 linhas. Isto se contrasta com ‘mais de 99,55 de exatidão para as cópias manuscritas do Novo Testamento’. Esse meio-porcento de diferença consiste principalmente nos erros de ortografia dos copistas e, mesmo assim, passíveis de correção. Nenhuma doutrina da Bíblia depende de algum texto cuja forma original não possa ser determinada com exatidão".

(HIGCINS, J. A palavra inspirada de Deus. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.94.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

"Alegrar-me-ei em teus mandamentos, que eu amo" (Sl 119.47). Em um outro belo e piedoso verso o salmista prorrompe: "Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia" (v.97). As igrejas de todo o Brasil costumam organizar gincanas, sorteios e usar estratégias de marketing para atrair cada vez mais alunos para a Escola Bíblica Dominical. Não há qualquer problema nesses métodos. Porém, nenhuma dessas estratégias seria necessária se cada crente amasse ardentemente as Escrituras assim como o salmista. O que deve incitar o crente à Escola Dominical é o incomensurável amor pela Palavra de Deus. Que todos os crentes exclamem como o poeta: "Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca... Pelo que amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino" (vv.103, 127).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 10: A Bíblia: o código de ética divino

Data: 07 de Dezembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho(Sl 119.105).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Na Bíblia encontramos todas as normas divinas para orientar a conduta do crente, nas esferas social, moral e espiritual.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Êx 20.1-7

A conduta do crente diante de Deus

 

 

 

Terça - Ef 5.22-6.1-4

A ética cristã na família

 

 

 

Quarta - Êx 20.13-17

A ética divina nos relacionamentos sociais

 

 

 

Quinta - Ef 6.5-9

A ética divina aplicada ao trabalho

 

 

 

Sexta - Mt 5.3-12

A ética e o caráter dos filhos do Reino

 

 

 

Sábado - Mt 5.13-7.1-27

A ética do Sermão do Monte

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 5.13-19.

 

13 - Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.

14 - Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;

15 - nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

16 - Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.

17 - Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir.

18 - Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido.

19 - Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus.

 

INTERAÇÃO

 

Um importante educador escreveu que "o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo é o seu caráter formador".

O ensino de conteúdos bíblicos deve estar obrigatoriamente acompanhado à formação da moral do aluno. E a melhor maneira de formar o caráter de alguém é ensinar com a própria vida. Portanto, professor, praticar aquilo que se ensina é requisito indispensável para aqueles que lecionam na Escola Dominical.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever a trágica situação do Brasil e do Mundo e a falha da sociedade em educar os jovens.
  • Relatar as consequências experimentadas por uma sociedade que não vive de acordo com a ética bíblica.
  • Explicitar a ética bíblica para a família.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Estude com afinco o assunto desta semana e, ao longo deste tempo, separe reportagens que retratem as consequências trágicas de uma sociedade que despreza a ética bíblica. Leve-as para a sala de aula e discuta com seus alunos a respeito do que a igreja tem feito e como ela tem se posicionado diante dos dilemas éticos vividos pela nossa geração.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Ética: Conjunto de princípios e valores nos quais a sociedade se pauta.

 

O cristão, como sal da terra e luz do mundo, não adere aos valores da sociedade mundana rebelada contra Deus. Ao contrário, sua vida é orientada pelos altos princípios esposados pelas Escrituras. Enquanto os valores morais do mundo são relativos e mutáveis, os padrões éticos divinos mostram-se infalíveis no combate às trevas morais e espirituais da pós-modernidade: "Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho" (Sl 119.105).

Portanto, é imprescindível ao crente não apenar afastar-se dos pecados dessa sociedade, mas condená-los com veemência (Ef 5.11). É grande a nossa responsabilidade diante de Deus!

 

I. UM MUNDO SEM A ÉTICA BÍBLICA

 

1. O mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19). Satanás reina sobre os ímpios. Ele é o pai de todos os que mentem e praticam o mal, imitando-o em suas obras malignas (Jo 8.44; 1 Jo 3.8,10).

Jesus o chamou de "príncipe deste mundo" (Jo 12.31; 14.30; 16.11). Os homens sem Deus estão subordinados à sua sinistra vontade e, por conseguinte, dominados pelos desejos da carne, pela soberba da vida, e pelo pecado (1 Jo 2.16). Esta é a razão pela qual há tantos males nos corações dos ímpios: atitudes perniciosas, vícios, violência e crimes (Gn 6.2-6). Aqueles que não se orientam pela Palavra de Deus vivem, geralmente, afastados dos preceitos morais e éticos mais elevados.

2. A trágica situação espiritual do mundo e do Brasil. A sociedade descrente está perdida.

No que diz respeito à saúde e à valorização da vida humana, por exemplo, a situação é caótica. Mais de 40 milhões de abortos são realizados por ano, em todo o mundo. No Brasil, morre todos os anos mais gente vítima de acidente de trânsito (40.000) e de homicídio (50.000) do que nas mais sangrentas guerras do planeta. Os acidentes rodoviários, quase sempre, são causados por motoristas embriagados; e as vítimas dos homicídios, geralmente, são jovens entre 15 e 24 anos.

E as drogas? Infelizmente, elas têm dominado muitas escolas, faculdades e praças públicas. O sexo livre entre adolescentes e jovens, motivado pela mídia e por uma educação perniciosa, é outro grande problema que enfrentamos nesta sociedade pós-moderna. De fato, conforme diz a Bíblia, o mundo jaz no Maligno.

3. A falha da sociedade em educar os cidadãos. As instituições públicas e privadas, bem como as famílias, têm falhado na educação de nossas crianças, adolescentes e jovens. A razão é muito simples. A sociedade de hoje vem desprezando sistematicamente os princípios morais, éticos e espirituais ensinados pela Palavra de Deus. Muitos adolescentes são induzidos ao falso "sexo seguro" por determinadas associações tidas como educacionais. Nossos jovens recebem pouca ou nenhuma informação acerca do perigo das drogas e, apesar disso, nada é feito para combatê-la efetivamente. Sob o argumento de que as instituições devem ser amorais, a própria sociedade contribui para a falta de moral e ética no mundo.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O mundo se encontra numa situação moral e espiritual de calamidade, porquanto não vive de acordo com a ética bíblica.

 

II. PRINCÍPIOS ÉTICOS DA BÍBLIA

 

1. O princípio da fé (Rm 14.22,23). Aqui vemos que o crente deve ter fé, ou seja, convicção diante de Deus quanto ao que faz ou deixa de fazer. Ele não precisa recorrer a modelos humanos para posicionar-se quanto aos seus atos ou palavras. Se tiver dúvida, não deve fazer, pois "tudo o que não é de fé é pecado".

2. O princípio da licitude e da conveniência (1 Co 6.12). O cristão não deve fazer as coisas simplesmente porque são lícitas, mas porque lhe convém à luz da Palavra de Deus. É lícito, por exemplo, ausentar-se da Escola Dominical para dedicar-se ao lazer? Claro que sim. Mas... Convém? O que não é proveitoso nem útil deve ser evitado. A licitude diz respeito à liberdade do crente, mas a conveniência fala de suas virtudes, valores e responsabilidades.

3. O princípio da licitude e da edificação (1 Co 10.23). Não basta ser lícita, é necessário que a conduta do crente seja proveitosa para sua edificação espiritual. Devemos rejeitar tudo aquilo que não edifica a vida cristã.

4. O princípio da glorificação a Deus (1 Co 10.31). Este é um princípio elevadíssimo. Tudo o que o crente faz deve ser feito "como ao Senhor e não aos homens" (Cl 3.23); isto é, toda a glória deve ser dada unicamente a Deus.

5. O princípio da ação em nome de Jesus (Cl 3.17). Tudo que o crente faz deve ser feito em nome de Jesus, isto é, debaixo da autoridade e do poder desse nome. Tudo o que você se dispõe a fazer pode ser feito em nome de Jesus?

6. O princípio do respeito ao irmão mais fraco (1 Co 8.9-13). Este princípio fala dos nossos relacionamentos. Aqui, o fundamento é o amor e não a liberdade cristã. A Palavra afirma que não devemos escandalizar o crente mais fraco, mesmo que tenhamos consciência de que o que estamos fazendo não é pecado.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Os princípios da ética bíblica são os seguintes: a fé, a licitude e a conveniência, a licitude e edificação, a glorificação a Deus, a ação em nome de Jesus e o respeito ao irmão mais fraco.

 

III. A ÉTICA CRISTÃ É PARA TODAS AS FAMÍLIAS

 

As leis de muitos países favorecem à imoralidade e à falta de ética na sociedade. Muitas delas são estabelecidas sob a égide de filosofias materialistas, relativistas e pluralistas. A Bíblia, todavia, trás em seu âmago todos os referenciais éticos e morais para a plena felicidade da família em qualquer civilização. Os que os rejeitarem ficarão perdidos, inseguros, sem rumo e orientação. O resultado disso é a tragédia moral que vem se abatendo, especialmente sobre a família, e a sociedade como um todo.

1. A ética para os pais (Ef 6.4). Deus estabeleceu um padrão ético e moral para toda a família. O marido não é apenas a cabeça da mulher, mas da família (Ef 5.22,23; 1 Tm 3.4). Ele deve amar sua esposa como Cristo amou a Igreja; e a mulher deve sujeitar-se ao marido como a Igreja está sujeita a Cristo (Ef 5.22-33). Contudo, a educação dos filhos é dever de ambos, marido e mulher: "E vós, pais" (Ef 6.1). Vejamos alguns princípios éticos para os pais.

a) O relacionamento com os filhos. A Bíblia ensina que os pais não devem provocar a ira a seus filhos, mas sim, criá-los na doutrina e admoestação do Senhor (Ef 6.4). Eles devem ter pelos filhos o mesmo respeito, amor e paciência que o Pai celestial demonstra para com eles. Muitos pais modernos preocupam-se mais com o desempenho de seus filhos na escola, no trabalho e na igreja, do que com o bom relacionamento que devem ter com eles. Em função disso, tratam-lhes com austeridade e injustiça, razão pela qual alguns se tornam desobedientes e rebeldes. Quanto à disciplina, deve ser aplicada com moderação e sabedoria (Pv 19.18; 1 Tm 3.4).

b) O cuidado com a educação espiritual dos filhos. A responsabilidade dos pais sobre os filhos também envolve o crescimento espiritual deles: "criai-os na doutrina e na admoestação do Senhor" (Ef 6.4). "Criar" aqui refere-se tanto ao desenvolvimento do caráter (admoestar) quanto ao ensino no caminho da justiça (doutrina). Os filhos, quando bem instruídos, jamais se esquecem da Palavra de Deus (Pv 22.6). É a educação dos pais que os protege e previne contra as drogas, a prostituição, a imoralidade e todo tipo de vícios e males (Dt 11.18-21).

2. A ética para os filhos (Ef 6.1,2). A obediência dos filhos aos pais deve refletir a mesma submissão manifestada no relacionamento com o Senhor Jesus: "sede obedientes a vossos pais no Senhor" (Ef 6.1). Assim como obedecem a Deus, devem também obedecer aos pais, pois isto é justo e "agradável ao Senhor" (Cl 3.20). Os filhos devem "honrar" os pais porque é um mandamento do Senhor (Ef 4.2). É obedecendo aos pais que eles serão ricamente abençoados por Deus: "para que te vá bem". Dentre essas prósperas bênçãos está a longevidade: "e vivas muito tempo sobre a terra".

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Deus estabeleceu um padrão ético e moral para a família. Tanto pais como filhos receberam instruções bíblicas para o pleno desenvolvimento espiritual e crescimento harmonioso da família.

 

CONCLUSÃO

 

A Palavra de Deus é um guia seguro e infalível para conduzir o crente neste mundo de trevas morais e espirituais. A Igreja do Senhor Jesus Cristo é formada de pessoas que são "sal da terra" e "luz do mundo". Portanto, sejamos exemplos para esta sociedade pós-moderna.

 

VOCABULÁRIO

 

Admoestar: Censurar, repreender com brandura; aconselhar.
Infalível: Que não falha; que nunca se engana ou erra.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

Palmer, M. D. (org.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Descreva a situação espiritual do Brasil e do mundo.

R. A sociedade vive um caos moral e espiritual, porquanto desvaloriza a vida humana, haja vista a quantidade de abortos, acidentes de trânsito e uso de drogas. Além disso, defende o sexo livre, gerando inúmeras doenças, gravidez indesejada e mortes.

 

2. Explique a falha da sociedade em educar os cidadãos.

R. A sociedade falha em educar o indivíduo, porquanto não pauta seus ensinamentos nos princípios éticos, morais e espirituais da Bíblia.

 

3. Cite dois princípios da ética bíblica.

R. A fé e a licitude e a conveniência.

 

4. Faça uma síntese da ética bíblica aplicada aos pais.

R. Resume-se em Efésios 6.4.

 

5. Você é um filho ou filha obediente aos seus pais?

R. Resposta pessoal (professor, confira).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Apologético

 

"A moral bíblica

Essa nova abertura para argumentos morais dá aos cristãos uma extraordinária oportunidade para defender a posição de que viver de acordo com a ordem moral bíblica é mais saudável tanto para indivíduos como para a sociedade. E há uma crescente gama de evidências científicas que podemos usar para apoiar nossa argumentação. Estudos médicos estão confirmando que aqueles que frequentam a igreja com regularidade e agem coerentemente com a fé têm melhor saúde física e mental. Considere alguns achados recentes.

Uso do álcool. O uso do álcool é maior entre aqueles com pouco ou nenhum compromisso religioso. Um estudo descobriu que quase 89% dos alcoólatras perderam o interesse pela religião durante sua juventude [...].

Estabilidade familiar. Vários estudos descobriram uma forte correlação inversa entre a frequência à igreja e o divórcio, enquanto outro determinou que a frequência à igreja é o indicador mais importante da estabilidade do casamento.

(COLSON, C.; PEARCEY, N. E agora, como viveremos. RJ: CPAD, 2000, p.367-69.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Exigimos verdade de nossas crianças, no entanto, naturalmente contamos nossas mentiras aqui e ali, sem nos darmos conta. Demandamos santidade de nossos jovens, entretanto, vivemos uma vida de pecados ocultos, por pensamentos, palavras ou obras. Pregamos a unidade da igreja, mas participamos de disputas e contendas entre nós mesmos. É hora de vivermos aquilo que ensinamos.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 11: A completude da Bíblia

Data: 14 de Dezembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro(Ap 22.18).

 

VERDADE PRÁTICA

 

É pecado gravíssimo adicionar, subtrair, substituir ou modificar qualquer parte da Palavra de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Ap 22.18,19

Condenação àqueles que alteram a Palavra de Deus

 

 

 

Terça - 2 Pe 2.1,2

A nociva missão dos falsos doutores

 

 

 

Quarta - 2 Pe 3.16

Os indoutos torcem as Escrituras

 

 

 

Quinta-feira - Jd v.3

O dever espiritual do cristão

 

 

 

Sexta - 2 Jo v.9

Perseverança na doutrina de Cristo

 

 

 

Sábado - Fp 3.18

Inimigos da cruz de Cristo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Pedro 1.16-21; 2.1.

 

2 Pedro 1

16 - Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade,

17 - porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.

18 - E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.

19 - E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração,

20 - sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação;

21 - porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

 

2 Pedro 1

1 - E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, nesta lição estudaremos um tema muito esclarecedor: a completude da Bíblia. Através desta aula, o aluno aprenderá que a Bíblia é um livro completo, portanto, não necessita de qualquer complemento, seja histórico seja doutrinário. Uma outra preciosa lição extraída deste tema é o estudo da deturpação da completude da Bíblia. Ore ao Senhor; estude com afinco; ministre com amor!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir a completude da Bíblia.
  • Descrever a completude da Bíblia.
  • Explicar os meios que deturpam a completude da Bíblia.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Caro professor, seus alunos sabem a diferença entre os vocábulos "canonização" e "canônica"? Ao estudarmos a completude da Bíblia, torna-se necessário o conhecimento desses termos. Pergunte aos alunos a diferença entre essas duas palavras. Depois, informe-os que "canonização" significa "ser oficialmente reconhecido como regra autorizada de fé e de prática". Por meio da "canonização" a igreja acolheu e reconheceu, através de certos critérios, os escritos bíblicos divinamente inspirados. Canônica, por sua vez, é a disciplina que estuda a fixação histórica do cânon sagrado. Lembre à classe, que, a igreja não criou o Cânon, apenas o recebeu, reconhecendo a autoridade que lhe é própria. Portanto, nada se deve acrescentar ao cânon bíblico.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Completude: Aquilo que é, ou está completo.

 

É um pecado abominável adicionar, subtrair ou modificar qualquer parte das Escrituras, pois foi escrita por inspiração e revelação divinas. Por ser completa e infalível, ela não precisa de quaisquer acréscimos ou revisões em seu conteúdo e mensagem.

 

I. A COMPLETUDE DA BÍBLIA

 

1. A Bíblia é completa em seu conteúdo. O conteúdo bíblico não pode sofrer quaisquer alterações, pois tudo o que foi escrito teve a supervisão e aprovação do Espírito Santo (2 Pe 1.20-21; Is 40.8).

2. A Bíblia é completa em sua mensagem. A mensagem das Escrituras é perfeitamente completa. Ela é fruto da revelação que Deus fez de si mesmo à humanidade. Vejamos:

a) Completa em sua mensagem salvífica. A Bíblia é completa quanto à mensagem de salvação para o homem perdido. Ela está centrada no amor incondicional de Deus à humanidade. Tanto é que Jesus, nosso amado Salvador, é o tema central desse Santo Livro. Nas Escrituras não há lugar para outros salvadores ou mediadores (Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5).

b) Completa em sua mensagem sobre a história humana. A Bíblia mostra que a história da humanidade é linear: tem começo e fim. A partir da criação do primeiro casal, passando pela Queda e Redenção por meio de Cristo, a história do homem chegará a seu desfecho num tempo em que a Escritura denomina "consumação dos séculos" (Mt 13.49; 28.20).

Após isso, (Mt 24.14; 1 Co 15.24), Deus continuará executando seus eternos propósitos para o universo: "novos céus e nova terra" surgirão (Is 65.17; 2 Pe 3.13; Ap 21.1).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A Bíblia é completa em seu conteúdo e mensagem, pois tudo foi escrito sob a supervisão e aprovação do Espírito Santo.

 

II. DETURPAÇÃO DA COMPLETUDE DA BÍBLIA

 

1. Por adição. No Apocalipse, Jesus advertiu-nos quanto ao perigo de se adicionar qualquer coisa à Palavra de Deus: "[...] se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro" (Ap 22.18). Infelizmente, os chamados "Testemunhas de Jeová" incorreram neste terrível pecado quando traduziram o texto de Jo 1.1 de forma equivocada. No original está escrito: "o Verbo era Deus", todavia, eles traduziram "o Verbo era umdeus". Ou seja, acrescentaram o artigo indefinido "um" e traduziram "Deus" com "d" minúsculo, assim negando a divindade de Cristo.

2. Por subtração. Diz-nos o Apocalipse: "... e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro" (Ap 22.19). Não são poucos os falsos teólogos que têm procurado subtrair da Bíblia partes relevantes, com a clara intenção de diminuir seu caráter divino e sentido de completude. Tais homens, céticos e presunçosos, costumam afirmar que nem tudo o que está na Bíblia foi inspirado e revelado por Deus. Apregoam, inclusive, que não se deve crer na concepção virginal de Cristo, em seus milagres e em sua ressurreição.

3. Por modificação. Com a "inocente" intenção de contextualizar e adaptar a mensagem das Escrituras aos tempos pós-modernos, certas versões da Bíblia têm modificado palavras e até frases inteiras, a fim de alterar ou, pelo menos, atenuar o sentido da Palavra de Deus. Palavras como "sodomitas" e "efeminados" são retiradas e substituídas por outras mais indiretas ou amenas. Os “Testemunhas de Jeová”, por exemplo, modificaram o texto de Gn 1.2. Em vez de traduzirem a expressão original desse texto por "Espírito de Deus", verteram-na por "força ativa de Deus".

4. Por substituição. Muitas religiões e seitas dizem crer na Bíblia, mas não a consideram como "verdade absoluta de Deus para o homem". No catolicismo, por exemplo, as tradições e os dogmas têm a mesma autoridade das Escrituras; conforme declaração do Concílio de Trento (1.545). Na prática, a Bíblia foi preterida pela tradição humana (Mc 7.13).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

As deturpações mais comuns à Bíblia são por: adição, subtração, modificação e substituição.

 

III. AGRESSÕES À ORTODOXIA BÍBLICA

 

1. Livros ditos revelados. Muitos autores de obras teológicas têm mais objetivos comerciais que espirituais. Alguns, inclusive, alegam ser possuidores da "última revelação" divina. Entretanto, seus livros não passam de engodos, e evidenciam graves distorções da Palavra de Deus.

2. Experiências pessoais. Em muitas igrejas, há os que se apresentam como profetas, videntes ou portadores de uma unção especial. Alguns desses indivíduos afirmam que receberam uma "revelação" específica da parte Deus. Todavia, tais "revelações" não resistem ao escrutínio das Escrituras. Há muitas falsas doutrinas no meio evangélico baseadas unicamente em experiências pessoais. São muitas as invencionices da imaginação humana! (Cl 2.8). Nem profecia, nem sonho, nem revelação, nem experiência pessoal; por mais impactantes que, sejam, têm autoridade semelhante ou superior à Bíblia Sagrada.

3. Novas teologias. Há, em nossos dias, diversas "novas teologias" que agridem diretamente a mensagem bíblica. Uma delas, a teologia da prosperidade, assevera que "nenhum crente pode ser pobre ou adoecer". Seus proponentes chegam a afirmar que o "crente é a encarnação de Deus". Diante desse falso ensino, entendemos porque os adeptos dessa doutrina anunciam que podem obter o que quiserem, pois segundo o que pensam, são deuses. Que abominação!

Outra heresia não menos absurda é a divulgada pelo G-12. Eles ensinam que devemos perdoar todas as pessoas, inclusive, nossos antepassados e, por incrível que pareça, o próprio Deus. É uma aberração tão grande que dispensa comentários.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

As agressões mais populares à ortodoxia bíblica são os livros ditos revelados, as revelações pessoais que tentam sobrepor-se à Bíblia, e as novas teologias.

 

CONCLUSÃO

 

A Bíblia é sem igual! Não existe outro livro sequer semelhante a ela. É o Livro dos livros; é a inerrante e completa Palavra de Deus. A ela não se pode acrescentar ou diminuir absolutamente nada. Quem assim o fizer estará sob pena de maldição.

 

VOCABULÁRIO

 

Deturpar: Tornar torpe, feio; desfigurar.
Ortodoxia: Diz respeito à fidelidade e exatidão com que se apresenta uma doutrina.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

COMFORT, P. W. (ed.) A origem da Bíblia. RJ: CPAD. 1998.

GILBERTO, A. A Bíblia através dos séculos. 14ª ed., RJ: CPAD. 2003.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é a completude da Bíblia?

R. É a qualidade da Bíblia pela qual ela é completa.

 

2. Cite duas características da completude da mensagem da Bíblia.

R. Completude em sua mensagem salvífica e sobre a história humana.

 

3. Descreva quatro atividades humanas que deturpam a completude Bíblia.

R. Adição, subtração, modificação e substituição.

 

4. Em sua opinião, qual destas deturpações é a mais perigosa?

R. Resposta pessoal.

 

5. Quais são as agressões mais comuns à ortodoxia bíblica?

R. Livros ditos revelados, revelações pessoais, e as novas teologias.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

"Rivais das Escrituras

Historicamente, a Igreja Cristã tem reconhecido a autoridade das Escrituras nas questões de fé e prática. Isto não quer dizer que não tem havido, e não continua a haver rivais quanto à reivindicação de plena autoridade feita pela Bíblia. Esses rivais tendem a subordinar, ou qualificar, a autoridade das Escrituras, ou mesmo igualar-se a ela. O primeiro rival foi a tradição oral. Lado a lado com a Palavra escrita circulavam amplamente histórias e ensinos religiosos [...]. Por isso, estando a tradição oral de acordo com as Escrituras, reflete a autoridade delas; quando, porém, se desvia da Palavra escrita, a sua autoridade desaparece. O segundo rival, quanto à autoridade religiosa, é a Igreja [...]. Os católicos romanos alegam que a Igreja foi a instituição que produziu as Escrituras do Novo Testamento e que, em certo sentido, estabeleceu o cânon das Escrituras. Na prática, a Igreja Católica coloca-se acima das Escrituras, [...] de modo sutil, a Igreja Romana havia usurpado a autoridade das Escrituras, atribuindo esta autoridade aos seus próprios ensinos internos".

(HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.86.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A Sagrada Escritura é a inspirada, a infalível, a inerrante e a completa Palavra de Deus. Não há na Bíblia inexatidões, juízos falsos, equívocos, ou prevaricações. Por conseguinte, absolutamente nada a complementa, pois a Escritura é a completa revelação de Deus à humanidade.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 12: A Igreja: serva da Bíblia

Data: 21 de Dezembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada(Jo 14.23).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A verdadeira Igreja de Cristo tem a Bíblia por fundamento, e a ela se submete em todas as coisas.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Sl 105.42

A Palavra de Deus é santa

 

 

 

Terça - Mc 16.15-17

A Igreja proclama a Palavra

 

 

 

Quarta - Sl 19.9-11

Há recompensa em guardar a Palavra

 

 

 

Quinta - Sl 119.97

O crente fiel ama a Palavra

 

 

 

Sexta - 2 Co 4.1,2

A Igreja não falsifica a Palavra

 

 

 

Sábado - Jo 17.17

A Palavra de Deus é a verdade

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Salmos 119.41-50.

 

41 - Venham também sobre mim as tuas misericórdias! ó SENHOR, e a tua salvação segundo a tua palavra.

42 - Assim, terei que responder ao que me afronta, pois confio na tua palavra.

43 - E de minha boca não tires nunca de todo a palavra de verdade, pois me atenho aos teus juízos.

44 - Assim, observarei de contínuo a tua lei, para sempre e eternamente.

45 - E andarei em liberdade, pois busquei os teus preceitos.

46 - Também falarei dos teus testemunhos perante os reis e não me envergonharei.

47 - E alegrar-me-ei em teus mandamentos, que eu amo.

48 - Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amo, e meditarei nos teus estatutos.

49 - Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar.

50 - Isto é a minha consolação na minha angústia, porque ai tua palavra me vivificou.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, esta lição trata da submissão da igreja à Palavra de Deus. O tema não é tão simples quanto aparenta. Se o caro mestre observar, a lição é de fácil assimilação, todavia, de difícil aplicação, pois o vulgar é crer na Bíblia; o raro é cumpri-la. Algumas denominações elevam suas tradições e costumes acima da Escritura, outras, mutilam a mensagem do Livro Santo, a fim de adaptar as Sagradas Letras as convenções humanas. Porém, a Noiva do Cordeiro segue sua marcha triunfante, obedecendo, em tudo, a Palavra de Deus.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Distinguir a igreja universal da igreja local.
  • Explicar a missão precípua da igreja.
  • Obedecer as Santas Escrituras.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, nesta lição ressalte a importância da evangelização dos povos não alcançados. Como exemplo, leve à sala de aula, mapas e informações a respeito da Turquia. Este país, situado no leste do mar Mediterrâneo, foi uma região que conheceu a mensagem do cristianismo, prova disso é a arte bizantina encontrada em várias regiões, destacando-se a Catedral de Santa Sofia. A cidade de Constantinopla foi entre 395 a 1453 a sede do Império Bizantino. No entanto, a partir Otman I, o país tornou-se a capital do mundo Islâmico. Ainda nos dias atuais 99,8% da população turca professam o islamismo. Reúna seus alunos e ore a favor dos missionários que estão iniciando o evangelho na Turquia.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Submissão: Obediência irrestrita e incondicional.

 

Diariamente, surgem novas igrejas em todo o mundo. Todavia, a maior parte delas não se submete aos preceitos das Sagradas Escrituras. A igreja que modifica, deturpa ou não valoriza a Bíblia, não pode ser considerada autêntica Noiva do Cordeiro. A verdadeira Igreja de Cristo é serva da Palavra.

 

I. A IGREJA E A SUBMISSÃO À PALAVRA

 

A Igreja tanto é visível como invisível. Enquanto a visível é local, e se caracteriza como organização, a invisível é universal e orgânica. Vejamos:

1. No sentido espiritual. Espiritualmente, a Igreja é um organismo que tem Cristo como a Cabeça, (Cl 1.18) e os crentes como o Corpo (Ef 1.22,23). Esta Igreja é composta de todos os que possuem seus nomes "inscritos nos céus" (Hb 12.22,23). Isto é, de todos os salvos em Cristo Jesus. Todas as igrejas locais pertencem à Igreja universal. Todavia, nem todos os que fazem parte de uma igreja local são de fato membros da igreja universal (1 Jo 2.19).

2. No sentido organizacional. A igreja, como organização, é formada por crentes em Jesus que se reúnem numa determinada congregação a fim de adorar e servir a Deus. Ali, tanto há "trigo" quanto "joio", ou seja, há crentes fiéis e infiéis (Mt 13.24-30). Como numa organização qualquer, a igreja local necessita de uma liderança humana; assim como de atividades administrativas, estatutos e normas. Entretanto, tal estrutura jamais poderá suplantar ou sobrepor-se aos preceitos da Palavra de Deus.

Embora a igreja local seja uma organização juridicamente estabelecida, não deixa de ser também um organismo espiritual que, sob a direção de um ministro de Deus, deve servir ao Senhor e obedecer a sua Santa Palavra.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A Igreja tanto é visível como invisível. Enquanto a visível é local, e se caracteriza como organização, a invisível é universal e orgânica.

 

II. A IGREJA E A FIDELIDADE À PALAVRA

 

1. O respeito à integridade da Palavra. Alguns teólogos modernistas dizem que a Bíblia precisa ser revisada, e que alguns de seus textos não fazem mais sentido para os dias pós-modernos. Trata-se de uma desvelada ação diabólica contra a Palavra de Deus. Algumas igrejas, infelizmente, têm sucumbido aos apelos desses "reformistas", deturpando a sã doutrina (1 Tm 1.10; 2 Tm 4.3), falsificando a Palavra (2 Co 4.2), e seguindo os ensinos de Balaão. Para piorar ainda mais, essas igrejas, à semelhança de Tiatira, acabam tolerando a imoralidade (Ap 2.14,15,20-22). Porém, a autêntica Noiva de Cristo mantém-se fiel às Escrituras (Jo 14.15,21,23; Tt 1.9), pois, é "a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3.15). A mensagem bíblica não precisa ser revista, e sim, obedecida com submissão e santidade.

2. A igreja deve pregar a verdade. A Igreja deve manifestar toda a verdade da Palavra de Deus: "Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de. Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade" (2 Co 4.1,2). Os obreiros, principalmente os pastores, têm grande responsabilidade diante de Deus e de sua amada igreja. O púlpito jamais deve ser utilizado como palanque político, mas, sim, como Tribuna da Verdade do evangelho. Todo líder deve conduzir seu rebanho em completa obediência à Palavra da Verdade.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Embora os teólogos modernistas afirmem que a Bíblia precisa ser revista em sua mensagem, a igreja deve continuar pregando a verdade tal qual se apresenta no Livro Santo.

 

III. A IGREJA E A SANTIDADE DA PALAVRA

 

1. A Palavra de Deus é santa. "Porque se lembrou da sua santa palavra e de Abraão, seu servo" (Sl 105.42). Todo cristão sabe que ser santo é ser separado, consagrado ou dedicado a Deus. A Palavra do Senhor não é apenas portadora de uma santidade qualquer, mas da santidade do próprio Deus. Ela é a vontade santa de Deus revelada aos homens.

2. Respeito ao Livro Sagrado. Muitos cristãos não valorizam a Bíblia como deveriam. Já vi um pastor colocá-la no chão, só porque se sentia incomodado de tê-la em suas mãos durante o culto. Um juiz jamais colocaria a Constituição do seu país em qualquer lugar, pois ela representa a lei maior da nação. A Bíblia não é apenas um livro, é a Lei de Deus para sua Igreja. Portanto, devemos amá-la e respeitá-la como Livro Sagrado e Palavra de Deus.

3. A Bíblia é o Livro do povo santo. Há muitos povos no mundo. E nenhum dentre eles, no sentido pleno da palavra, pode ser chamado "povo de Deus". Mas, no meio dos povos e nações, há um povo separado por Deus para ser "a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido" (1 Pe 2.9). A Bíblia é o Livro de Deus para esse povo santo, formado por gente de todas as nações.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A igreja demonstra respeito à santidade da Palavra quando a considera santa e o livro do povo também santo.

 

IV. A IGREJA E A PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA

 

Após dois mil anos, a Grande Comissão ainda é uma tarefa inacabada. Milhões de pessoas não conhecem a Jesus e muitas nações não foram alcançadas pela pregação do Evangelho. Quem lhes falará do amor de Cristo? Na Índia, há pessoas que adoram a ratos; na África, os que veneram árvores, pedras, rios e outros elementos da natureza; no Brasil e na América Latina, há uma enorme quantidade de ídolos. A missão precípua da igreja é a proclamação da Palavra de Deus (Mt 28.19,20). Jesus, em seu último contato com os discípulos, ordenou-lhes taxativamente que pregassem o evangelho (Mc 16.16).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

A missão precípua da igreja é a proclamação da Palavra de Deus.

 

CONCLUSÃO

 

A Igreja universal é um organismo vivo e espiritual. A local, por sua vez, é uma organização centrada na autoridade da Palavra de Deus. Como parte do Corpo de Cristo, a igreja visível deve cumprir sua missão evangelizadora e proclamadora do evangelho, sem, contudo, deixar de amar e obedecer plenamente às Sagradas Escrituras.

 

VOCABULÁRIO

 

Deturpar: Tornar torpe, feio; desfigurar.
Precípuo: Principal, essencial.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Faça uma distinção entre a igreja local e universal.

R. A igreja visível é local, e se caracteriza como organização, a invisível é universal e orgânica.

 

2. Qual a opinião dos teólogos modernistas a respeito da Bíblia?

R. Que a Bíblia precisa ser revisada, e que alguns de seus textos não fazem mais sentido para os dias pós-modernos.

 

3. Como o púlpito da igreja deve ser usado?

R. Como Tribuna da Verdade do Evangelho.

 

4. Em sua opinião, qual atitude dos crentes demonstra desrespeito à Bíblia?

R. Resposta pessoal.

 

5. Qual a missão precípua da igreja?

R. A proclamação da Palavra de Deus.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

"Poder para a Missão

Para o cristão realmente entender o que ele realmente é, faz-se indispensável a afirmação de que a missão da reconciliação, revestida pelo poder do Espírito Santo, fornece a essência de nossa identidade: Somos um povo vocacionado e revestido do poder do alto (At 1.8) para sermos cooperadores de Cristo na sua missão redentora. A partir daí, o que significa ser um pentecostal está pelo menos parcialmente incorporado à avaliação da natureza e do resultado do batismo no Espírito Santo conforme registrado em Atos 2. Os pentecostais têm afirmado historicamente que esse dom, prometido a todos os crentes, é o poder para a missão. Os pentecostais recebem esse nome, disse o missiólogo pentecostal Melvin Hodges, porque acreditam que o Espírito Santo virá aos crentes nos tempos atuais assim como veio aos discípulos no Dia de Pentecostes".

(HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.586-7.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A Igreja não é constituída por cimento, tijolos e ferros, mas por aqueles que experimentaram o novo nascimento e amam a Jesus de todo o coração. O valor da Igreja não é resultado de sua arquitetura, de suas obras sociais ou da quantidade de filiais que possui, mas do precioso sangue de Cristo. Igreja, portanto, não foi edificada por Cristo para construir escolas, fundar hospitais ou assumir cargos políticos, por mais dignas que sejam tais realizações, mas para cumprir com o mandato de "ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2008

 

Título: O Deus do Livro e o Livro de Deus

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 13: O valor do estudo da Bíblia

Data: 28 de Dezembro de 2008

 

TEXTO ÁUREO

 

"Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia(Sl 119.97).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Estudar a Bíblia não é apenas lê-la. É aproveitar suas lições preciosas para o crescimento espiritual, extraindo alimento para a alma.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Hb 4.12

A Palavra de Deus é viva

 

 

 

Terça - Pv 1.2

A Palavra de Deus dá sabedoria

 

 

 

Quarta - Sl 119.49,50

A Palavra de Deus consola e vivifica

 

 

 

Quinta - Ef 6.17

A Palavra de Deus é a espada do Espírito

 

 

 

Sexta - Mt 11.25

Deus revela a Palavra aos pequeninos

 

 

 

Sábado - Mt 24.35

A Palavra de Deus não passa

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Salmos 119.11-19.

 

11 - Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

12 - Bendito és tu, ó Senhor! Ensina-me os teus estatutos.

13 - Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca.

14 - Folgo mais com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas.

15 - Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus caminhos.

16 - Alegrar-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra.

17 - Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra.

18 - Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.

19 - Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, enfim chegamos ao final de mais um trimestre de Lições Bíblicas. Durante este período, estudamos duas doutrinas basilares: Deus e a Bíblia. A primeira, chamada de Teontologia ou Teologia Própria, ocupou-se do estudo de Deus e de sua obra salvífica. A segunda, Bibliologia, investigou alguns temas importantes a respeito da formação e do valor das Escrituras no mundo contemporâneo. Esse trimestre foi uma bênção à vida de nossos alunos e, você, o instrumento que Deus usou para abençoá-los.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Distinguir entre leitura comum e persistente.
  • Explicar o valor e benefício do estudo da Bíblia.
  • Estudar a Bíblia com metodologia adequada.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, ler não é apenas decodificar sinais alfabéticos, mas chegar à compreensão do texto. Semelhante ao eunuco, certos alunos lêem, todavia, não compreendem o texto (At 8.30-32). Há muitas formas de leitura da Bíblia: aleitura devocional - o leitor busca o aperfeiçoamento espiritual e moral (leitor introspectivo); leitura exegética - o leitor quer entender a estrutura, contextos e objetivos do texto (leitor analítico); leitura didática - o leitor deseja saber as bases doutrinárias da Bíblia (leitor receptivo). Portanto, não basta apenas ler, é necessário estudar com afinco a Palavra de Deus!

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Estudo: Investigação, ou pesquisa de algum assunto.

 

Nesta lição, iremos enfatizar a importância do estudo dedicado das Escrituras. Estudar a Bíblia é muito mais do que apenas lê-la. Na simples leitura encontramos alguns benefícios para a mente e para a alma. Mas, no estudo, há maior aproveitamento do conteúdo e da mensagem exarados neste Santo Livro.

 

I. O QUE É LER A BÍBLIA

 

1. Leitura comum. Em Atos, lemos o relato do encontro de Felipe com o mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes. A Bíblia conta-nos que aquele ilustre homem, vindo de Jerusalém, assentado em seu carro, "lia o profeta Isaías" (At 8.27,28), mas não entendia absolutamente nada. Há, em toda parte, nas igrejas, pessoas que, a despeito de afirmarem com orgulho, "Já li a Bíblia toda tantas vezes", não conseguem apreender nada ou quase nada dela. Ler não é a mesma coisa que estudar.

2. Leitura persistente. A Palavra de Deus nos adverte: "Persiste em ler, exortar e ensinar" (1 Tm 4.13). Há muitos crentes que começam a leitura da Bíblia em Janeiro, com o firme propósito de lê-la diariamente até o final do ano. Mas, infelizmente, poucos são os que conseguem alcançar esse objetivo. Falta-lhes disciplina e persistência.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

De acordo com At 8.27-31 é possível ler as Escrituras e não compreendê-la adequadamente. Portanto, ler não é a mesma coisa que estudar.

 

II. O ESTUDO SIGNIFICATIVO DA BÍBLIA

 

1. O que é estudar. Estudar consiste no processo de concentrar toda a atenção em um fato, assunto, ou objeto com o fim de apreender-lhe a essência, funcionalidade, utilização, relações de causa e consequências. Estudar exige do estudante certas aptidões intelectuais tais como: aprender a ver, ouvir, redigir, ler, memorizar e raciocinar.

Todo cristão, especialmente os alunos da Escola Dominical, precisa estudar com afinco as Sagradas Escrituras, tendo em vista a necessidade de apreender sua mensagem, essência e significado.

2. O estudo aplicado da Bíblia. O estudioso da Bíblia deve procurar "conhecer a sabedoria e a instrução" para entender as palavras da prudência (Pv 1.2). O estudo das Escrituras conduz o crente à sabedoria, em todos os aspectos da vida. Entretanto, devemos ter cuidado para que o aprendizado não seja meramente teórico ou mnemônico. O estudo bíblico deve ter como principal objetivo a prática dos princípios divinos na vida cristã diária.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Estudar consiste no processo de concentrar toda atenção em um fato, assunto, ou objeto com o fim de apreender-lhe a essência, funcionalidade, utilização, relações de causa e consequências.

 

III. BENEFÍCIOS NO ESTUDO DA BÍBLIA

 

1. Crescer em conhecimento. Todo crente necessita ler e estudar a Bíblia diariamente, para crescer no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.18). Infelizmente, há em muitas igrejas, crentes fracos, franzinos, raquíticos espiritualmente, por falta de alimento, que é o conhecimento da Palavra de Deus.

2. Evitar as "meninices". Quando os crentes não lêem a Bíblia, nem tampouco a estudam, quase sempre, portam-se como meninos espirituais. Daí, porque há tanto emocionalismo nos cultos em muitas igrejas. Conforme afirma as Escrituras, tais pessoas, por não estarem fundamentadas na Palavra, são levadas "em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente" (Ef 4.14; Os 4.6; 6.3; Pv 4.7).

3. Meditação. "Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!" (Sl 119.97). Como vemos, o salmista tinha prazer em ler e meditar na Palavra de Deus. Meditar é ter uma atitude interior de reflexão, ponderação, e exame daquilo que estamos pensando. Hoje, com a agitação da vida moderna, é muito difícil refletirmos habitualmente.

4. Prevenção. Precisamos ter a Palavra de Deus escondida em nosso coração para não pecarmos contra o Senhor (Sl 119.11). Um dos fatores que mais contribuem para a queda do crente é a falta de prevenção. Orar (Mt 26.41), ler e estudar a Bíblia, de maneira que o coração e a mente fiquem saturados da Palavra de Deus, são atitudes preventivas imprescindíveis para vencermos todas as sutis tentações do Maligno.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Os principais benefícios do estudo da Bíblia são: crescer em conhecimento, evitar as meninices, meditação e prevenção.

 

IV. COMO ESTUDAR A BÍBLIA

 

1. Com atitude espiritual.

a) Humildade. O estudioso da Bíblia deve curvar-se com humildade diante de Deus. Paulo disse: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" (Rm 11.33; Mt 11.25).

b) Fé e oração. O estudioso da Bíblia só poderá extrair dela lições aplicáveis à sua vida se tiver fé. A oração e a fé são as chaves que abrem as portas da percepção das verdades emanadas da Palavra de Deus.

c) Santidade. A Bíblia determina que devemos ser santos em toda a maneira de viver (1 Pe 1.15). A leitura e o estudo da Bíblia devem levar o estudioso a não pecar contra Deus (Sl 119.11). "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (Jo 17.17).

2. Com atitude intelectual.

a) Método. Um método simples, porém eficaz de leitura bíblica, é seguir uma tabela de leitura, que se encontra em muitas Bíblias. Outro método, também simples, é ler três capítulos por dia, de segunda a sexta-feira, e cinco capítulos aos domingos e feriados.

b) Anotações. Ao ler um texto bíblico, o estudante, ou o estudioso, deve ter o hábito de destacar certos aspectos relevantes, que observa. Poderá sublinhar o que lhe chama a atenção; e poderá anotar à margem, termos ou frases, que são significativas, no estudo, ou ter uma caderneta de anotações.

c) Observar regras de interpretação bíblica. O estudioso da Bíblia pode conhecer as regras de interpretação, adquirindo um bom livro de Hermenêutica.

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Duas atitudes são necessárias ao estudo da Bíblia: espiritual e intelectual.

 

CONCLUSÃO

 

A Bíblia não é apenas um livro; nem mais um livro entre tantos outros. Ela é a Palavra de Deus. O crente deve valorizar não somente a leitura, mas, principalmente, o estudo sistemático, diário e persistente do Sagrado Livro. É de grande proveito para a formação do caráter cristão, individual, familiar, e de toda a igreja local. O estudo bíblico contribui decisivamente para o crescimento na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.

 

VOCABULÁRIO

 

Impropério: Palavra repreensível, ofensiva, vergonhosa.
Lenitivo: Em sentido figurado: alívio, conforto, consolação.
Mnemônico: Relativo à memória; memorização.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada. 7.ed., RJ: CPAD, 2007.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De acordo com At 8.27-31, qual a relação entre leitura e compreensão?

R. É possível ler as Escrituras e não compreendê-la adequadamente.

 

2. O que é estudar?

R. É concentrar toda atenção em um assunto, com o fim de apreender-lhe a essência.

 

3. Cite três benefícios no estudo da Bíblia.

R. Crescer em conhecimento, evitar as meninices, meditação e prevenção.

 

4. Qual desses benefícios você costuma desfrutar?

R. Resposta pessoal.

 

5. Descreva duas atitudes necessárias ao estudo da Bíblia.

R. Espiritual e intelectual.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Hermenêutico

 

“Ler e Compreender, atos necessários à exegese

A exegese bíblica é a extração, explicação, narração ou interpretação dos textos bíblicos. No entanto, o comentário da perícope bíblica, tradicionalmente chamado de exegese, somente é realizado pelo exegeta após a compreensão do texto em análise. Portanto, antes de explicar o texto é necessário compreendê-lo. Essa dimensão da interpretação foi captada maestricamente pelo filósofo do sentido, Paul Ricoeur, quando afirmou que 'a exegese se propõe a compreender um texto a partir de sua intenção, sobre o fundamento daquilo que esse texto significa'. Logo, a exegese quanto ciência da interpretação, se ocupa da compreensão e explicação do texto; isto é, do entendimento, elucidação do contexto, de sua trama, contextura e das conexões lógicas que existem entre as diferentes partes do texto a fim de torná-lo coerente. Logo, dois binômios são necessários à tarefa da exegese: compreenderexplicar. O primeiro procede da investigação metódica e conscienciosa do exegeta, enquanto o segundo, do resultado derivado da análise".

(HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.586-7.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A Exegese é a ciência da compreensão e explicação de textos, isto quer dizer que devemos acima de tudo entender que na prática existe um abismo entre "ler" e "compreender", embora no grego neotestamentário as duas palavras estejam etimologicamente relacionadas. É possível ler um texto das Escrituras e não compreender o sentido ou a mensagem do mesmo. O eunuco de Atos 8.30-35 lia, mas não compreendia. A leitura deve nos conduzir a uma compreensão do texto, pois o próprio ato de ler leva-nos ao de compreender.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.ne