Translate this Page

Rating: 3.0/5 (891 votos)



ONLINE
3




Partilhe este Site...

 

 

<

Flag Counter


historia da harpa cristã
historia da harpa cristã

                                        

                             HISTORIA DA HARPA CRISTà

          Os primeiros hinos cantados nas Assembleias de Deus. 
                                                                                                                                                      INTRODUÇÃO

A música pentecostal, no início do movimento no Brasil, se dividia em música importada e em composições brasileiras. Em seus primórdios, as Assembleias de Deus cantavam os tradicionais hinos formais protestantes do hinário da Igreja Congregacional, Salmos e Hinos, para o seu cântico congregacional, que também eram utilizados por diversas igrejas evangélicas históricas. O hinário Salmos e Hinos havia sido publicado em 1861 pelos missionários congregacionais Robert e Sara Poulton Kalley.

Hinário oficial das Assembleias de Deus no Brasil, a Harpa Cristã completa em 2012 noventa anos de existência. A primeira edição foi lançada em 1922, na AD em Recife (PE), com hinos para culto público, Santa Ceia, batismo, casamento, apresentação de crianças funeral, entre outros. 

No início, a Assembleia de Deus utilizava o hinário Salmos e Hinos, que também era usado por outras igrejas evangélicas históricas. Em 1921, os pioneiros decidiram criar um hinário destacando também as doutrinas pentecostais da denominação. Foi criado, então, o Cantor Pentecostal, sob a orientação editorial de Almeida Sobrinho, com 44 hinos e dez corinhos, impressos pela tipografia Guajarina.

A primeira edição da Harpa Cristã, em 1922, teve uma tiragem inicial de mil exemplares. A segunda edição, em 1923, foi impressa no Rio de Janeiro e tinha 300 hinos. Já em 1932, a Harpa Cristã contava com 400 hinos. 

A primeira Harpa Cristã com letra e música começou a ser elaborada em 1937. Com o passar dos anos, foram acrescentados outros hinos até que o hinário oficial chegou a 524. Até o ano de 1981, todos os hinos já haviam sido revisados. 

Em 1979, o Conselho Administrativo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), cumprindo resolução da Assembleia Geral da CGADB, nomeou uma comissão para proceder a revisão geral da música e letra dos hinos da Harpa Cristã. A proposta foi apresentada pelo pastor Adilson Soares da Fonseca. As análises tiveram o apoio técnico e especializado de João Pereira, na correção e adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras.

 

Hinos cantados e amados em todo o país

 

A Harpa Cristã tem sido o instrumento de consolidação nacional da hinologia pentecostal, principalmente por meio do cântico congregacional. Um dos motivos que contribuiu para isso foi o fato de cada crente assembleiano ter que possuir o seu próprio exemplar do hinário e levá-lo para a igreja, diferentemente das igrejas das denominações tradicionais no Brasil, América do Norte e Europa, onde são os templos que possuem exemplares dos seus hinários disponíveis para os fiéis usarem em seus cultos. 

 

Após 90 anos de existência, muitos dos belos e edificantes hinos da Harpa Cristã, ultrapassam as fronteiras assembleianas, tocando os corações de milhares de crentes de outras denominações evangélicas brasileiras, alcançando o honrado posto de hinário mais conhecido e amado em todo o país.

 

                             Os primeiros compositores assembleianos

 

Mas havia a necessidade de hinos que enfocassem as verdades pentecostais e refletissem o fervor pentecostal. Começam, então, a surgir compositores e tradutores pentecostais: José Rodrigues, Maria Antônia Nobre, Sylvio Brito, Frida Vingren, Almeida Sobrinho, Adriano Nobre de Almeida, Manoel Hygino de Souza, Paulo Leivas Macalão, Gunnar Vingren, Antonio Torres Galvão, Samuel Nyström, Emílio Conde e muitos outros. São também traduzidos hinos de hinários suecos e americanos pentecostais pelos missionários Gunnar Vingren, Samuel Nyström, Frida Vingren, Joel Carlson, Eufrosyne Kastberg e outros. Grande parte desses hinos que veio a fazer parte da Harpa Cristã, hinário assembleiano, teve suas versões musicais feitas pelo pastor Paulo Leivas Macalão. Alguns desses hinários estrangeiros são: Best of all (e.g, o hino “Glória a Deus o Pai eterno”), Segertone (e.g., “Os teus pecados tu queres deixar”), Herrens Lov (e.g., “Oh, porque duvidar sobre as ondas do mar”) e Lovangst (e.g., “Jesus disse aos discípulos no monte ao subir”).

Muitos desses hinos expressavam uma temática que incluía a doutrina do revestimento de poder pelo batismo com o Espírito Santo, ressaltava necessidade de devoção e santificação na vida do crente, e falava da iminente segunda vinda de Cristo e a esperança do crente fiel se encontrar logo com o Senhor na vida eterna.

 

Hinários precursores da Harpa Cristã

 

Em 1917, o missionário sueco Gunnar Vingren, fundador das Assembleias de Deus juntamente com Daniel Berg, montou um caderno particular de hinos com letra e música. Tinha 24 hinos, 10 com letra em inglês e 14 com letra em sueco. Os líderes da Assembleia de Deus de Belém (PA), os missionários suecos, prepararam um hinário, cuja impressão ficou pronta em 6 de outubro de 1917, e tinha 194 hinos. Em 1921 foi lançado o Cantor Pentecostal, impresso pela tipografia Guajarina, sob a orientação editorial de Almeida Sobrinho e tinha 44 hinos e 10 corinhos. Foi distribuído pela AD de Belém, que, naquela época, achava-se localizada na Travessa 9 de Janeiro 75. 

Em 1931, Gunnar Vingren, então pastor da Assembleia de Deus de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, editou o Psalterio Pentecostal, impresso na Gráfica Fernandes & Rohe, no Rio de Janeiro. Tinha 221 hinos.

 h

O lançamento da Harpa Cristã

Em 1922, foi lançada em Recife (PE), a primeira edição da Harpa Cristã com 100 hinos, que viria a tornar-se hinário oficial das Assembleias de Deus. Sob a orientação editorial do pastor Adriano Nobre, teve uma tiragem inicial de mil exemplares, impressa nas oficinas do Jornal do Comércio e foi distribuída para todo o Brasil pelo missionário Samuel Nyström. Não consta nenhum exemplar desta edição histórica nos arquivos da CPAD, porém, seu prefácio é conhecido, pois foi reimpresso nas páginas iniciais da segunda edição. 

A segunda edição da Harpa Cristã, já com 300 hinos, foi impressa nas Oficinas Irmãos Pongetti, no Rio de Janeiro, em 1923, numa tiragem de 3.000 exemplares, segundo o avivo publicado no jornal Boa Semente de dezembro de 1923, página 4.

A terceira edição, em 1932, tinha a Harpa Cristã 400 hinos e foram 5.000 exemplares, segundo informa Samuel Nyström no livro Despertamento apostólico no Brasil, p. 126. A quarta edição foi de 10.000 exemplares com 458 hinos e a quinta, com 512 hinos, foi de 8.000 exemplares. Da quarta edição foram publicados mais de 4.000 exemplares. O preço mais barato do hinário foi de 3 mil-réis.

Sucederam-se muitas outras edições e vindo a ser impressas nas oficinas da Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Com o passar dos tempos, outros hinos foram sendo acrescentados até que o nosso hinário oficial em 1941 atingisse 524 hinos. Número esse que, durante várias décadas, caracterizou a Harpa Cristã.

Até 1981, quase todos os hinos da Harpa Cristã já haviam sido revisados. Os mais altos foram transpostos para tons mais acessíveis ao cântico congregacional. Na elaboração dos hinos, muito contribuiu o missionário Samuel Nyström. Como não tivesse perfeito conhecimento da língua portuguesa, ele traduziu, literalmente, diversas letras da riquíssima hinódia escandinava. Para que os poemas fossem adaptados às suas respectivas músicas, foi necessário que o pastor e músico Paulo Leivas Macalão empreendesse semelhante tarefa. Por isso, tornou-se o pastor Macalão no principal tradutor e adaptador da Harpa Cristã. 

 

A Harpa Cristã com música

O primeiro caso de um hinário com música nas Assembleias de Deus ocorreu em 1929, em Belém do Pará, quando os pastores Samuel Nyström e Julião Silva publicaram naquela cidade uma edição da Harpa Cristã só com música. Nesta edição vinham apenas os títulos dos hinos, por não lhes ter sido possível imprimir letra e música, por causa dos poucos recursos técnicos de impressão na época. A gráfica impressora foi a do jornal Boa Semente, que precedeu o Mensageiro da Paz, a qual funcionava na Travessa 9 de Janeiro 75. 

Em 1932 foi lançado no Rio de Janeiro o Livro de Música da Harpa Cristã, mimeografado, contendo a música de 400 hinos. Nessa época, a Harpa Cristã sem música estava na sua 4ª edição.

 

A primeira Harpa Cristã impressa com música e os tradicionais 524 hinos

Em 1937, a Convenção Geral das Assembleias de Deus, reunida em São Paulo, convocou uma comissão para editar e imprimir a Harpa Cristã com música por iniciativa do missionário sueco Nils Kastberg. Desta comissão faziam parte: Emílio Conde, Samuel Nyström, Paulo Leivas Macalão, Jahn Sörheim e Nils Kastberg. Neste empreendimento, também tomou parte ativa o Dr. Carlos Brito.

Enquanto a comissão instituída pela CGADB começava o seu trabalho em 1937, a 6ª edição do hinário se esgotou devido a muitos pedidos de todas as partes do país. A solução, segundo informou o missionário Nils Kastberg no prefácio, foi lançar a 7ª edição sem alteração, mantendo a quantidade de 512 hinos de edições anteriores, aguardando para mais tarde uma edição melhorada, impressa juntamente com a música. O trabalho de elaborar a primeira Harpa Cristã impressa com música notabilizou-se pela participação do pastor Paulo Leivas Macalão e pela nova quantidade de hinos que perdurou por mais de 50 anos. 

Numa nota publicada no jornal Mensageiro da Paz de julho de 1939, p. 2, 1ª quinzena, pastor Paulo Macalão informou como foram os primeiros anos de trabalho: “tem sido demorado, por achar-me sozinho, na correção da letra e música dos hinos”. No entanto, se mostrou agradecido a Deus e ao povo assembleiano pela nobre missão confiada a ele: “É um serviço glorioso que Deus me proporcionou, mas que para concluí-lo, necessito das orações de todos os que amam a causa de Cristo, em virtude de ser grande a responsabilidade que me pesa: sinto-me, às vezes, bastante atarefado; creio, porém, que se todos os irmãos orarem neste sentido, Deus me ajudará, em breve, a terminar o nosso hinário, que servirá para atrair muitos pecadores aos pés de Cristo”.


Em novembro de 1939, aumentara a quantidade de pedidos de harpas, o Dr. Carlos Brito e o missionário Samuel Nyström, respectivamente, diretor-gerente e redator do Mensageiro da Paz, mandaram imprimir uma harpa sem música com os primeiros 300 hinos que já estavam prontos para a futura harpa com música. Esta edição antecipada foi classificada como “8ª Edição Reformada” da Harpa Cristã.

Finalmente, em janeiro de 1941, foi publicada a 1ª Edição com Música Impressa da Harpa Cristã, como propriedade da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Era a primeira edição da Harpa Cristã com os tradicionais 524 hinos. Esta edição foi impressa quando a CPAD havia completado um ano de fundação e ainda funcionava nas dependências da Assembleia de Deus de São Cristóvão (Rio de Janeiro). Como a CPAD ainda não possui sua própria gráfica, a tiragem foi feita na gráfica da Imprensa Metodista.

 

Cópia do prefácio da Harpa Cristã, edição de 1941, assinado pelo pastor Paulo Leivas Macalão Cópia da introdução da Harpa Cristã, edição de 1941, assinada pelo missionário Samuel Nyström  


A revisão dos primeiros hinos foi feita pelo missionário e músico norueguês Jahn Sörheim. O jornalista e escritor Emílio Conde auxiliou na correção de alguns hinos. Professor Antonio F. Farias fez a harmonização de algumas músicas. Em seu prefácio, pastor Paulo Macalão agradeceu a Deus pelo auxílio nos anos de árduo trabalho com “lutas e angustias, quando, sozinho, tinha que resolver sobre a escolha, correção de hinos e a colocação das letras em suas respectivas músicas”.

 

A atual Harpa Cristã com 640 hinos

 

Em 1979, mediante proposta apresentada pelo pastor Adilson Soares da Fonseca, o Conselho Administrativo da CPAD, cumprindo resolução da Assembleia Geral da CGADB, reunida em Porto Alegre (RS), naquele ano, convocou uma comissão para proceder a uma revisão geral da música e da letra da Harpa Cristã.

A comissão era formada pelos seguintes pastores: Paulo Leivas Macalão, Túlio Barros Ferreira, Nicodemos José Loureiro, Antonio Gilberto, Manoel Luís Filho e Graciliano Gomes A. Filho. Nesta empreitada, também tomaram parte ativa o pastor e consagrado poeta Joanyr de Oliveira, e o pastor Alcebíades Pereira Vasconcelos. Em termos técnicos, os trabalhos contaram com dois obreiros especializados: João Pereira, na correção e adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras. Também a comissão recebeu apoio do pastor Nemuel Kessler, que, ao assumir a diretoria de publicações da CPAD em 1984, reativou os trabalhos parados havia cinco anos. 

Com esse trabalho da comissão surgiu a Harpa Cristã atualizada, lançada em 1992, contendo mais 628 hinos com uma nova seqüência numérica distribuída em seis grupos temáticos, incluindo os hinos pátrios. Mas, a maioria das igrejas optou por ficar com a harpa tradicional. De qualquer forma, a experiência serviu para rever a hinódia pentecostal, tornando- a mais viva e participativa nas reuniões das Assembleias de Deus. Diante dessa situação, a CPAD, na gestão de Ronaldo Rodrigues de Souza, julgou necessário manter os antigos 524 hinos na seqüência numérica tradicional, acrescentandose os 116 novos hinos da Harpa Cristã atualizada, incluindo os hinos pátrios. Surge, assim, em 1996, a atual Harpa Cristã ampliada com 640 hinos, seguindo a numeração do hinário original que tinha apenas 524 composições.

Na Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, em 1999, na cidade de São Paulo, a CPAD promoveu o lançamento da Harpa Cristã ampliada e o Manual da Harpa Cristã. 

Membros do Conselho Administrativo, diretores e equipe da CPAD reunidos por ocasião do encerramento dos trabalhos de reforma da Harpa Cristã em 1992 

 

Pastor Horácio da Silva Jr., então diretor executivo da CPAD, entregando um exemplar da Harpa Cristã, reformada em 1992, ao pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB 


O diretor-executivo da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza, na Convenção Geral de 1999, apresentando para a liderança das Assembleias de Deus a atual Harpa Cristã ampliada 


Exemplar do Manual da Harpa Cristã elaborado pelo pastor Claudionor de Andrade e publicado pela CPAD em 1999


fonte cpad sate 



                                                PANORAMA HISTORICO

 

1. SALMOS E HINOS

Em seus primórdios, a Assembléia de Deus usava os Salmos e Hinos, que também era utilizado por diversas igrejas evangélicas históricas.

 

2. CANTOR PENTECOSTAL - 1921 - Belém, PA

Confeccionado sob a orientação editorial de Almeida Sobrinho, contava com 44 hinos e 10 corinhos, impresso pela tipografia Guajarina e   distribuído pela Assembléia de Deus de Belém do Pará. 

3. HARPA CRISTÃ - 1922 - Recife, PE      (1a Edição)

Sob a orientação editorial do Pastor Adriano Nobre Tiragem: 1.000 exemplares distribuídos para todo o Brasil pelo missionário Samuel Nyström.

4. HARPA CRISTÃ - 1923 - Rio de Janeiro  (2a Edição) 

Contava com 300 Hinos e foi impressa nas Oficinas Irmãos Pangeti

5. HARPA CRISTÃ - 1932   

Com 400 Hinos. 

6.                                            

 SAMUEL NYSTROM

Pastor missionário, um dos pioneiros da Assembléias de Deus. 

- Em 1924, assumiu a liderança da AD em Belém.

- Em 1932, assume a direção da Igreja no Rio de Janeiro.

- Em 1938, reassume a AD em São Cristovão (RJ).

- De 1948 a 1949, foi presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.

- Segundo Pastor do Belém (SP).

- Presidente da Mesa diretora da Convenção da CGADB em 1933, 1934, 1936, 1938, 1939, 1941, 1943, 1946 e 1948.

- Lider das ADs no Brasil nas ausências do Missionário Gunnar Vingren no período de 1911 a 1930.

: Pessoal

- Nome completo: Erik Gustaf Samuel Nyströn.

- Natural: Estocolmo, Suécia

- Partiu para a pátria celestial em 1960 quando estava de volta à Suécia.

: Formação

- Pioneiro do Ensino Teológico no Brasil.

: Ministério

- Missionário Suéco enviado ao Brasil pela Igreja Filadélfia em Estocolmo, Suécia.

- Chegou ao Brasil em 1916 (foi o quarto missionário suéco em terras brasileiras)

- Em 1924 assumiu a direção da igreja em Belém do Pará quando o missionário Gunnar Vingren foi para o Rio de Janeiro.

- Em Abril de 1925, visita o Rio de Janeiro para constatar o andamento da obra na capital e no interior do estado. Aconselhou Vingren a alugar um salão mais amplo.

- Em 1930 foi para o Rio de Janeiro, deixando em seu lugar o missionário Nels Nelson.

- Em 14 de Agosto de 1932, substitui Vingren na direção da Igreja no Rio de Janeiro. Adquiriu um salão três vezes maior na rua Figueira de Melo, 232.

- Tornou a AD do Rio de Janeiro a igreja que mais crescia no país.

- Em 1933 presidiu a 2ª Convenção das ADs.

- Em 1934, precisou retornar à Suécia, deixando em seu lugar o pastor Nils Kastberg.

- Em 1938, retorna ao Brasil, reassume a AD em São Cristovão (RJ).

- Em 1943, ficou marcado como o ano da evangelização e do ensino bíblico.

- Em 24 de Junho de 1944, quando a AD do Rio de Janeiro completava 20 anos, realizou grande campanha evangelística mobilizando todos os membros para a distribuição de 400 mil folhetos e evangelhos por toda a cidade.

- Em 18 de Setembro de de 1945 passa a direção da AD carioca ao pastor Otto Nelson.

- Em 1946 viajou para os Estados Unidos, onde conseguiu contribuições para a instalação das oficinas da CPAD.

- Foi presidente da CGADB.

- Voltou para a Suécia.

- Faleceu em 1960.

: Autoria -

Em 1930 foi lançada no Rio de Janeiro a revista Lições Bíblicas para as Escolas Dominicais .Seu primeiro comentador e editor foi o missionário Samuel Nystrom.

- Autor do hino 13 da Harpa Cristã: "Jesus comprou-me".

- Autor do Livros:

"Jesus Cristo Nossa Glória" - CPAD

"Esboços de Sermões de Samuel Nyström" - CPAD

: Realização -

Em 30 de outubro de 1926, inaugurou o primeiro templo da AD em Belém com a presença de 1200 pessoas.

- Dirigiu os estudos da primeira Escoal Bíblica de Obreiros em Belem.

- Em 1927, deu início ao movimento beneficente em favor das viúvas de pastores.

- De 9 a 16 de Abril de 1933, realizou no Rio de Janeiro, em São Cristovão a 2ª Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil sob a sua presidência.

- Em 24 de Junho de 1944, mobilizou todos os membros da Igreja para grande campanha evangelística.

: Observação

 

- Pastor missionário, um dos pioneiros da Assembléias de Deus.




                                PAULO LEIVAS MACALÃO

Na elaboração de nossos hinos, muito contribuiu o missionário Samuel Nyström. Como não tivesse perfeito conhecimento da língua portuguesa, ele traduziu, literalmente, diversas letras da riquíssima hinódia escandinava. Para que os poemas fossem adaptados às suas respectivas músicas, foi necessário que o Pastor Paulo Leivas Macalão empreendesse semelhante tarefa. Por isso, tornou-se o Pastor Macalão no principal elaborador e adaptador de nosso hinário oficial.

 

7. HARPA COM MÚSICA

Em 1937, a  Convenção Geral das Assembléias de Deus, reunida em São Paulo, nomeou uma comissão para editar e imprimir a primeira Harpa Cristã com música.

 

Desta comissão faziam parte:

   Emílio Conde, Samuel Nyström,

   Paulo Leivas Macalão,

   João Sorhein e

   Nils Kastberg. 

Neste empreendimento, também tomou parte ativa o Dr. Carlos Brito.

 

8. A HARPA CRISTÃ COM 524 HINOS

Com o passar do tempo, outros hinos foram sendo acrescentados até que o nosso hinário oficial atingisse 524 hinos. Número esse que, durante várias décadas, caracterizou a Harpa Cristã.

 

Até 1981, quase todos os hinos da Harpa Cristã já haviam sido revisados. Os mais altos foram transpostos para tons mais acessíveis ao cântico congregacional.

 

9. A HARPA CRISTÃ ATUALIZADA

Em 1979, mediante proposta apresentada pelo Pastor Adilson Soares da Fonseca, o Conselho Administrativo da CPAD, cumprindo resolução da Assembléia Geral da CGADB reunida em Porto Alegre, naquele ano, nomeou uma comissão para proceder a uma revisão geral da música e da letra da Harpa Cristã.

Em 1979, mediante proposta apresentada pelo Pastor Adilson Soares da Fonseca, o Conselho Administrativo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD, cumprindo resolução da Assembléia Geral da CGADB reunida em Porto Alegre, naquele ano, nomeou uma comissão para proceder a uma revisão geral da música e da letra da Harpa Cristã. A comissão era formada pelos seguintes Pastores: Paulo Leivas Macalão, Túlio Barros Ferreira, Nicodemos José Loureiro, Antonio Gilberto, e João Pereira. Nesta empreitada, também tomou parte ativa o Pastor e consagrado poeta Joanyr de Oliveira. Em termos técnicos, os trabalhos contaram com dois obreiros especializados: João Pereira, na correção e adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras. Lançada em 1992, a Harpa Cristã Atualizada foi aceita em muitas igrejas, mas a maioria optou por ficar com a Harpa Tradicional.

 

A comissão era formada pelos seguintes Pastores:

   Paulo Leivas Macalão,

   Túlio Barros Ferreira,

   Nicodemos José Loureiro,

   Antonio Gilberto, e

   João Pereira. 

Nesta empreitada, também tomou parte ativa o Pastor e consagrado poeta Joanyr de Oliveira. Em termos técnicos, os trabalhos contaram com dois obreiros especializados:

 

João Pereira, na correção e adaptação da música; e

Gustavo Kessler, na revisão das letras.

 

Lançada em 1992, a Harpa Cristã Atualizada foi aceita em muitas igrejas, mas a maioria optou por ficar com a Harpa Tradicional . De qualquer forma, a experiência serviu para rever a hinódia pentecostal, tonando-a mais viva e participativa em nossas reuniões.

 

10. A HARPA CRISTÃ AMPLIADA

Tendo em vista as necessidades de nossa igreja, a CPAD, sob a direção executiva de Ronaldo Rodrigues de Souza, compreendeu ser urgente a ampliação da Harpa Cristã tradicional. E, assim, foram acrescentados mais 116 hinos a fim de atender a todas as exigências cerimoniais e litúrgicas da igreja.

 

A Harpa Cristã  Ampliada , lançada em 1999, representa mais um avanço da já riquíssima hinódia pentecostal. 

 

Fonte: CPAD

Mesmo após seus 90 anos recém completados, a Harpa Cristã (HC) continua sendo referência de louvor entre os evangélicos do Brasil. Mas você sabe quem eram os autores e em que circunstâncias criaram hinos tão inspirados?

 

No primeiro livro da série “A história dos hinos que amamos”, escrito pelo pastor e jornalista Silas Daniel, recém-lançado pela CPAD, você conhecerá a história por trás de 117 grandes clássicos da hinologia cristã mundial e a vida de fé e provação de seus autores, bem como as circunstâncias vivenciadas por eles e que os inspiraram a compor estas obras imortais. Dentre esses hinos, estão 103 que constam também na Harpa Cristã, o hinário mais popular do país, e que são homenageados neste primeiro volume. 

O livro, lançada durante as comemorações dos 90 anos da Harpa, traz a história de hinos como "Sou Feliz", "Deus velará por ti", "Grandioso és Tu", Firme nas promessas", "Graças dou", "Rude Cruz", "Mais perto quero estar", "Porque Ele vive", "Vencendo vem Jesus", "Tu és fiel, Senhor!", "Tal como sou", "Amor que por amor desceste", "Face a face espero vê-Lo", , "Maravilhosa graça", "Manso e suave", "Sossegai", "Quão bondoso amigo é Cristo", "O Bom Consolador", "Um pendão real", "Castelo Forte", "Leva tu contigo o Nome", "Conta as bênçãos" e "Canta, minha alma!". 

Segundo o autor, “depois de ler este livro, você cantará esses hinos que tanto ama com mais fervor e percepção espiritual, porque terá em mente a história de cada um deles e de seus respectivos autores. Por meio desses relatos enriquecedores, aqueles que militam na área da música dentro das igrejas também serão estimulados a buscarem fervorosamente a Deus, como muitos dos compositores destes belos hinos o fizeram no passado, para que o Senhor continue inspirando novas e imortais canções para a Sua glória. O Deus de Lutero, Isaac Watts, Charles Wesley, P. P. Bliss, George Matheson, George Bennard, Daniel Webster Whittle, Ira David Sankey, Elisha Albright Hoffman, Leila Naylor Morris, Fanny Crosby, Johnson Oatman Junior, Charles H. Gabriel, Eliza E. Hewitt e outros ilustres compositores do passado é o mesmo hoje e eternamente. Basta voltarmos para a fonte transbordante, mais profunda que o mar”, afirma pastor Silas. 

O escritor traz uma pitada das experiências dos compositores para diminuir um pouco sua curiosidade. “Algumas das muitas histórias que me tocaram há anos, e que pus no livro, são as dos hinos ´Sou Feliz`, que nasceu como resposta de Deus para consolar o coração de um pai depois de uma tragédia que ceifou a vida de suas três filhas pequenas; ´Deus velará por ti`, que surgiu como fruto de uma experiência de cuidado de Deus para com uma família de um pastor batista que era pregador itinerante; ´Castelo Forte`, que nasceu durante os preparativos para a tensa Dieta de Worms, para a qual Lutero foi sem ter muita esperança de voltar de lá vivo, mas Deus, como sabemos, o preservou; ´Firme nas promessas`, que nasceu de uma experiência de cura divina; e ´Ele me abriu a porta`, que foi escrito por um pastor que perdeu tudo, mas foi restaurado pela graça de Deus. Na verdade, são tantas histórias lindas! Só citei estas como exemplo. São 350 páginas e 59 capítulos que, com certeza, vão edificar a sua vida”, garante o autor. 

 

 HARPA CRISTÃ NOVAS NOTAS

 

   A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS HINOS DO PASTOR JOTINHA. 

 

HISTÓRIA ORIGINAL DOS HINOS 

“CHUVAS DE GRAÇA” (Nº 1) 

“Ó DESCE, FOGO SANTO” (Nº 5) 

“CRISTO, O FIEL AMIGO” (Nº 8) 

“O GRANDE ‘EU SOU’ ” (Nº 84) 

“DEIXA PENETRAR A LUZ” (Nº 96)E 

“MAIS PERTO, MEU DEUS, DE TI!” (Nº 187) 

 

DA HARPA CRISTÃ

 

Tendo em vista o crescente número de telefonemas, e-mails e contatos pessoais, nos últimos meses, solicitando-me confirmação da veracidade histórica das afirmações do Sr. José Rodrigues, conhecido como Pastor Jotinha(1), "nascido em 1910", vivendo atualmente no Estado do Espírito Santo, de que são de sua autoria os seguintes hinos da Harpa Cristã: “Chuvas de Graça” (Nº 1), “Ó Desce, Fogo Santo” (Nº 5), “Cristo, o Fiel Amigo” (Nº 8), “O Grande ‘Eu Sou’ ” (Nº 84), “Deixa Penetrar a Luz” (Nº 96) e “Mais Perto, Meu Deus, de Ti!” (Nº 187), apresento abaixo as seguintes informações históricas colhidas por mim até este momento como pesquisador da história das Assembleias de Deus há 28 anos e como autor do Dicionário do Movimento Pentecostal e 100 mulheres que fizeram a história das Assembleias de Deus no Brasil (CPAD). (OBS.: Um resumo deste documento foi publicado no jornal Mensageiro da Paz em fevereiro de 2009.)

 

Informações Gerais

 

1. Nenhum dos seis hinos acima constou entre os 44 hinos do Cantor Pentecostal publicado em 1921 e usado pela Assembleia de Deus de Belém (PA), antes do lançamento da 1ª edição da Harpa Cristã.

2. Nenhum dos seis hinos acima constou entre 220 hinos do pequeno hinário Saltério Pentecostal, publicado em junho de 1931 por Gunnar Vingren, no Rio de Janeiro, para suprir uma carência de exemplares da Harpa Cristã.

3. Na 2ª edição da Harpa Cristã, publicada em 1923 e também na 4ª edição de 1932, somente cinco desses seis hinos acima referidos podiam ser encontrados entre os seus 300 hinos. O “Chuvas de Graça” é o Nº 11; o “Cristo, o Fiel Amigo” é o Nº 20 com o título “Só Jesus”; o “Ó Desce, Fogo Santo” é o Nº 21 com o título “Consagração”; o “O Grande ‘Eu Sou’ ” é o Nº 22 com o título “Victoria do Crente”; e o “Deixa Penetrar a Luz” é o Nº 43 com o título “A Luz de Deus”. Em todos eles aparecem a sigla J.R. (José Rodrigues) como o autor das letras em português para a Harpa Cristã.  O hino Nº 187, “Mais Perto, Meu Deus, de Ti!” não consta nas edições da Harpa Cristã acima referidas.

 A seguir, a história original e específica de cada um dos seis hinos comparada com a "versão histórica" apresentada pelo Pastor Jotinha em seus testemunhos, os quais estão disponíveis também na Internet.  

 

Nº 1, “Chuvas de Graça”

 

O hino Nº 1, “Chuvas de Graça”, foi escrito originalmente em inglês pelo norte-americano Daniel Webster Whittle (D.W.W.) em 1883, sob o título “There Shall be Showers of Blessing”, sua música é de James McGranahan (J.M.) e foi publicado no hinário Gospel Hymns sob o Nº 4. Na América ficou conhecido apenas como “Showers of Blessing”. Foi traduzido para o português em 1890, por Salomão Luiz Ginsburg ao chegar ao Brasil como missionário. Em 1923, constava no hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, 4ª edição, sob o N° 331.

Pastor Jotinha, no vídeo http://www.youtube.com/watch?v=W6W9NWU1oac, afirma que ele escreveu este hino ao ser inspirado em oração num monte quando uma irmã usou da palavra (em profecia) “eu enviarei à minha igreja chuvas de graça; eu darei fortaleza aos meus servos e às minhas servas; darei ricas bênçãos sem par”. Ele, então, pegou o lápis, escreveu e Deus lhe deu o hino “Chuvas de Graça”. Em seguida, ele deu o hino para o evangelista Adriano Nobre que disse para ele que iria colocar como o hino Nº 1 da Harpa Cristã. Adriano teria dito ainda que ele fosse orar mais, pois Deus lhe daria outros hinos.

- Realmente, foi o então evangelista Adriano Nobre quem editou a primeira Harpa Cristã em 1922.

- Mas, desde 1883 o original em inglês usa a palavra “chuva” como idéia central da abundância de bênçãos do Senhor, ainda que a versão da nossa Harpa Cristã peça “bênçãos do Consolador”. A letra da primeira versão em português feita em 1890 pelo missionário batista Salomão Luiz Ginsburg, no Salmos e Hinos,  mantém a palavra “chuva”.  Portanto, antes mesmo de Jotinha ter nascido já existia este hino usando justamente a palavra “chuva” como idéia-central da mensagem que ele diz ter ouvido da boca da tal irmã num monte.

Compare as letras: 

Letra original inglês escrita por Daniel Webster Whittle, em 1883

 

“There Shall be Showers of Blessing”

There shall be showers of blessing:

This is the promise of love;

There shall be seasons refreshing,

Sent from the Savior above.

 

Refrain

 

Showers of blessing,

Showers of blessing we need:

Mercy drops round us are falling,

But for the showers we plead.

There shall be showers of blessing,

Precious reviving again;

Over the hills and the valleys,

Sound of abundance of rain.

 

Refrain

 

There shall be showers of blessing;

Send them upon us, O Lord;

Grant to us now a refreshing,

Come, and now honor Thy Word.

 

Refrain

 

There shall be showers of blessing:

Oh, that today they might fall,

Now as to God we’re confessing,

Now as on Jesus we call!

 

Refrain

 

There shall be showers of blessing,

If we but trust and obey;

There shall be seasons refreshing,

If we let God have His way.

 

Refrain

(entre no site http://library.timelesstruths.org/music/There_Shall_Be_Showers_of_Blessing/ e ouça este hino)

 

Abaixo, a letra da versão em português por Salomão Luiz Ginsburg em 1890, no Salmos e Hinos  

Abaixo a letra da versão da Harpa Cristã que é atribuída a um irmão chamado José Rodrigues  

- O “Chuvas de Graça” consta na 2ª edição da Harpa Cristã e não se sabe se ele entrou na 1ª edição, pois não há nenhum exemplar dessa edição nos arquivos da CPAD.  O Nº dele na 2ª edição da Harpa Cristã e nas edições seguintes é 11. Só a partir  da edição de 1941, organizada pelo pastor Paulo Leivas Macalão, com os tradicionais 524 hinos, que ele se tornou o Nº 1. Antes, o hino Nº 1 das primeiras edições da Harpa Cristã era o “Glória” de autoria do pastor Manoel Higyno de Souza.

- Foi feita também uma versão deste hino, do inglês para o sueco e foi publicada no hinário sueco Segertoner, sob o Nº 16, conforme cópia abaixo: 

 

- Jotinha afirma no início do vídeo que Gunnar Vingren e Daniel Berg chegaram à cidade onde vivia, Santa Maria(2) e o encontrou pastor na igreja batista local. Os dois missionários visitantes lhes falaram do batismo com o Espírito Santo, ele creu e foi batizado. Também, Gunnar Vingren e Daniel Berg foram à igreja batista local, todos ali aceitaram a doutrina pentecostal e a igreja passou a se chamar “missão missionária apostólica da fé”. Bem, primeiro, não há registro documental nenhum que nos informe qualquer visita de Gunnar Vingren ao Estado do Rio Grande do Sul. Daniel Berg é possível, pois ele viveu no Brasil até 1962. O Estado mais ao extremo sul que Vingren visitou durante seus 22 anos no Brasil foi Santa Catarina (fez duas viagens, uma em 1920 e outra em 1931). Todas as suas viagens estão registradas em seu livro O Diário do Pioneiro e nas suas agendas-diário que estão guardadas nos arquivos da CPAD no Rio de Janeiro. Essas agendas-diário cobrem informações de mais de 70% do tempo em que Vingren passou no Brasil.(3)

Segundo, na história pentecostal de Santa Maria não consta este “episódio extraordinário” de toda uma membresia batista ter se tornado pentecostal. O primeiro culto pentecostal aconteceu num lugar chamado Arroio do Só em 1º de dezembro de 1929 com a chegada do missionário sueco Gustav Nordlund ao Rio Grande do Sul. (4) Fato reafirmado pelo presbítero da AD de Santa Maria, Davi Martins Correa, crente antigo e com parentesco com os primeiros crentes pentecostais daquela cidade. Irmão Davi asseverou-me, em conversa por telefone, que nunca houve em Santa Maria tal episódio narrado pelo Pastor Jotinha.

Terceiro, ele afirma no referido vídeo que, nessa época, ele era pastor batista. Cruzando este vídeo com outro em que ele conta a história da chegada da sua família a Santa Maria da Boca do Monte, dá-nos a entender que, nessa época, quando os dois pioneiros o encontraram e o convidou para acompanhá-los, ele era um pastor batista com mais ou menos 15 anos de idade!

Quarto, Gunnar Vingren tinha o hábito de anotar todos os seus passos, tudo o que ele fazia, em suas agendas-diário. Vingren era extremamente meticuloso, detalhista. Ele menciona o nome de todas as cidades e lugares que visitava, anotava o nome de cada pessoa que ele conhecia pela primeira vez, quem o acompanhava em suas viagens missionárias e evangelísticas, quem era seus cooperadores, e até anotava trivialidades como, por exemplo, “fui passear com os meus filhos em Icaraí [uma praia de Niterói]” ou “[hoje] arrumei alguns livros”.  Então, é muito estranho não constar em nenhuma de suas agendas-diário o “encontro histórico” dele com o tão prodigioso jovem pastor batista Jotinha no Sul do país. 

Quinto, o ocorrido em Santa Maria (o encontro dos dois pioneiros com Jotinha e a “conversão pentecostal” de toda uma igreja batista) certamente ficaria registrado nos primeiros periódicos das Assembleias de Deus (Boa Semente, O Som Alegre e Mensageiro da Paz), porém, não há menção a nada disso neles.  Nem Emílio Conde registrou nada disso quando escreveu sobre o início pentecostal em Santa Maria na primeira edição do livro História das Assembleias de Deus no Brasil, publicado em 1960 (veja pp. 328, 329 e 331-333).

Notícias de igrejas e pastores batistas que se tornaram pentecostais, inclusive no Rio Grande do Sul, não deixaram de ser registrados em nossas fontes históricas pela repercussão que o fato provocava (leia, por exemplo, a história do ex-pastor batista, gaúcho, Paulo Malaquias no Dicionário do Movimento Pentecostal, p. 444).

Sexto, Jotinha afirma que foi dado à novel igreja pentecostal de Santa Maria o nome “igreja missionária apostólica da fé” e que era o nome da Assembleia de Deus na época. Aqui, dois erros históricos: O nome correto é “Missão Fé Apostólica” (veja abaixo a página da agenda de Gunnar Vingren de 1913 onde ele informa este nome) e este nome não mais era usado na época em que Jotinha conheceu Vingren e Berg, pois dá-nos a entender a narrativa de Jotinha que seu encontro com os pioneiros ocorrera por volta de 1925. O nome “Missão Fé Apostólica” deixou de ser usado bem cedo por volta de 1915, ocasião em que se passou a utilizar o nome atual “Assembleia de Deus” e o registro oficial deste nome ocorreu em 1918. (5)  

Observe a setinha no lado direito da agenda onde Gunnar Vingren diz que o nome era Missão Fé Apostólica 

 

Nº 5, “Ó Desce, Fogo Santo”

 

O hino Nº 5, “Ó Desce, Fogo Santo” foi originalmente escrito pelos norte-americanos Mrs. James, sob o título “My All Is On The Altar” e a música foi dada pela pianista metodista Phoebe Palmer Knapp (1839-1908). Consta no hinário Redemption Songs, sob o Nº 609. Foi incluído na 2ª edição (1889) do hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, sob o título “Consagração Pessoal” (Nº 332, antigo Nº 232) com tradução para o português de João Gomes da Rocha, em 1888. 

 

N° 8, “Cristo, o Fiel Amigo”

 

O hino N° 8, “Cristo, o Fiel Amigo”, foi escrito originalmente em inglês pelo norte-americano Johnson Oatman Junior (J.O.Jr.) em 1895, sob o título “There’s not a friend like the lowly Jesus”, que foi musicado por George C. Hugg (G.C.H.). Em 1923 este hino podia ser encontrado no hinário Sacred Songs e Solos sob o N° 904. A primeira versão em português foi feita pelo missionário batista Albert Lafayette Dunstan (1869-1937) e foi publicada no hinário batista Cantor Cristão sob o título “Amigo Incomparável” (Nº 81). O mesmo original americano foi traduzido para o sueco e incluído no Segertoner de 1929 sob o título Ingen lik Jesus (Ninguém como Jesus) (Nº 68). Foi feita uma versão para cantá-lo nas Assembleias de Deus com o título “Só Jesus”. 

 

N° 84, “O Grande ‘Eu Sou’ ”

 

O hino N° 84, “O Grande ‘Eu Sou’ ”, foi escrito pelo pastor norte-americano Edgar Page Stites (E.P.S.) em 1876 sob o título “Beulah Land”, inspirado em Isaías 36.17. Sua música é do professor de música presbiteriano John Robson Sweney (J.R.S.). Foi adaptado para o português em 1891 pelo missionário metodista Justus Henry Nelson e, em 1919, constava na 4ª edição do hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, sob o N° 401 com o título “Bela Terra”.  Na edição atual do Salmos e Hinos é o 585. 

 

Mais informações sobre a versão deste hino para a Harpa Cristã estão no tópico final deste artigo, “Quem é o ‘José Rodrigues’ registrado na Harpa Cristã?”  

 

N° 96, “Deixa Penetrar a Luz”

 

O hino N° 96, “Deixa Penetrar a Luz”, foi escrito pela norte-americana Ada Blenkhorn (A.B.) em 1885 sob o título “Let the Sunshine In” e recebeu música por Charles Hutchison Gabriel (C.H.G.). Em 1923 podia ser encontrado no hinário Sacred Songs e Solos sob o N° 795. Consta no hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, sob o N° 302, com o título “Deixa o Sol em Ti Nascer” e tradução para o português de Antonio Querino Lomba, em 1900.  

Nº 187, “Mais Perto, Meu Deus, de Ti!”

 

O hino Nº 187, “Mais Perto, Meu Deus, de Ti!”, foi escrito pela norte-americana Sarah Flower Adams (S.F.A.) em 1841 sob o título “Near, My God, to Thee”. A música foi escrita por Lowell Mason em 1856.

Sarah era compositora e, um dia quando estudava a Bíblia, ficou tão impressionada com a história do Gênesis, da visão de Jacó, em Betel, a escada que alcançava o céu, e os anjos que desciam e subiam por ela (Gn 28.10-19).

Sarah legou-nos outros 12 hinos.

Lowell Mason, músico sacro, deixou registrado na história que, em uma noite de 1856, depois de despertar de um sono, com olhos aberto na escuridão, na solidão da sua casa, veio a ele, pela manhã, a melodia para a letra escrita por Sarah Adams. (6)

Sua versão em português foi feita em 1888 pelo Dr. João Gomes da Rocha e foi publicado no hinário da Igreja Evangélica Congregacional, Salmos e Hinos, sob o N° 219, com o título “Mais Perto Quero Estar” (atual Nº 360).

 

Jotinha afirma no vídeo “Mais Perto Quero Estar” (www.youtube.com/watch?v=fPMu_LEOH9U) que ele escreveu este hino para um “irmão boadeiro” que lhe pediu um hino para também entrar na primeira edição da Harpa Cristã que seria “fechada” com 100 hinos.

Então vejamos o seguinte:

- As iniciais J.G.R. no hino 187 é de João Gomes da Rocha conforme o índice de autores nas páginas finais da Harpa Cristã.

- João Gomes da Rocha fez esta versão em 1888 para o Salmos e Hinos e foi utilizada a mesma versão (há pequenas variações) na Harpa Cristã, não somente a melodia. É tanto que o nome de João Gomes da Rocha foi mantido.

Interessante é que a letra vertida em português por João Gomes da Rocha é quase uma tradução direta do original em inglês de 1841.  ler a letra e colocar para tocar a melodia. É todo igual ao que é hoje desde o século 19.

Compare abaixo:

 Letra original em inglês, escrita por Sarah F. Adams, em 1841:

 

Nearer, my God, to Thee, nearer to Thee!

E’en though it be a cross that raiseth me,

Still all my song shall be, nearer, my God, to Thee.

 

Refrain

 

Nearer, my God, to Thee,

Nearer to Thee!

 

Though like the wanderer, the sun gone down,

Darkness be over me, my rest a stone.

Yet in my dreams I’d be nearer, my God to Thee.

 

Refrain

There let the way appear, steps unto Heav’n;

All that Thou sendest me, in mercy given;

Angels to beckon me nearer, my God, to Thee.

Refrain

 

Then, with my waking thoughts bright with Thy praise,

Out of my stony griefs Bethel I’ll raise;

So by my woes to be nearer, my God, to Thee.

 

Refrain

 

Or, if on joyful wing cleaving the sky,

Sun, moon, and stars forgot, upward I’ll fly,

Still all my song shall be, nearer, my God, to Thee.

 

Refrain

 

There in my Father’s home, safe and at rest,

There in my Savior’s love, perfectly blest;

Age after age to be, nearer my God to Thee.

 

 

Abaixo, a letra da versão feita em 1888 pelo Dr. João Gomes da Rocha para o Salmos e Hinos:  

Abaixo a letra da versão incluída na Harpa Cristã, mas que foi mantido a autoria da versão pelo Dr. João Gomes da Rocha: 

 

- Quem foi João Gomes da Rocha? Foi o médico nascido em 1861 no Rio de Janeiro e falecido em 1947, filho de pais português, mas filho adotivo do casal Robert e Sarah Poulton Kalley, missionários fundadores da Igreja Congregacional no Brasil e da Escola Dominical. João Gomes estudou e se formou em Medicina na Inglaterra e seguiu os passos de seus pais adotivos na Igreja Congregacional e na música cuidando do hinário Salmos e Hinos até sua morte. Ele passou a maior parte da sua vida na Inglaterra, mas ele visitou o Brasil várias vezes e falava bem o português.  No Salmos e Hinos contam, entre versões e composições, 67 hinos com o seu nome. (7) 

 

 Este hino só passou a constar na Harpa Cristã a partir de 1941 quando saiu o hinário com os tradicionais 524 hinos organizados por Paulo Leivas Macalão. Portanto, não constou em nenhumas edições anteriores, muito menos na primeira, como dá a entender pela narrativa de Jotinha no vídeo no Youtube.

- Se foi Jotinha quem escreveu este hino, então ele tinha em torno de 12 anos de idade quando o compôs, pois a primeira edição da Harpa Cristã com 100 hinos foi publicada em 1922 em Recife (PE) e ele nasceu em 1910. Além disso, como ele afirma que o tal “irmão boadeiro” se referia a ele como pastor, então ele tinha esta ordenação aos 12 anos!

- Se foi Jotinha quem escreveu este hino e a orquestra do Titanic o tocou enquanto o navio naufragava, então, Jotinha o compôs quando tinha 1 ano e 10 meses de idade!!! (Jotinha afirma ter nascido em 24 de junho de 1910 e o Titanic afundou em 15 de abril de 1912.)

- Pergunto: Como foi Jotinha o autor deste hino se, em 1901, William Mckinley, presidente dos Estados Unidos, à beira da morte, suas últimas palavras foram: “Mais perto quero estar meu Deus de Ti, mesmo que seja a dor que me una a Ti – foi minha constante oração”, segundo relatos do médico que o assistiu, no momento de dor, o Dr. M. D. Mann? E mais, na tarde de 5 de setembro de 1901, após 5 minutos de silêncio, várias bandas de música de Nova Iorque, tocaram este hino em memória do presidente.  Segundo Jotinha afirma, o seu nascimento se deu em 1910. Portanto, nove anos depois da morte de Mckinley.

- Ainda no vídeo “Mais Perto Quero Estar”, Jotinha conta como eram escritos os hinos para constar na Harpa Cristã (dá-nos a entender que eram para a 1ª edição de 1922) e, então ele disse o seguinte: “Eu fui debaixo de um pé de pitomba, estava a irmã Frida Vingren, a esposa do missionário fundador da Assembleia de Deus. Estava fazendo um hino, aí ela disse assim: Jotinha estou fazendo um hino aqui. Ai eu vi ela escrevendo, ‘Bem-aventurado os que confiam no Senhor...’ Ela estava fazendo aquele hino... ela fez o 126”. Dois problemas aí: Este hino não consta em nenhuma edição da Harpa Cristã antes de 1941. Exceto no hinário Psalterio Pentecostal, publicado em 1931, no Rio de Janeiro, pelo missionário Gunnar Vingren. O Nº dele é 120 e foi uma tradução do hino 174 do hinário sueco Segertoner, editado em 1929 por Lewi Pethrus. No lado direito do Nº 120 vem escrito “MUS. SEGERT. 174”, conforme pode ser visto na cópia abaixo.  

Abaixo cópia do hino 174 “Bem-aventurados os que confiam no Senhor”, em sueco no hinário Segertoner (1929). O autor foi o sueco Emil Gustafson e a melodia adotada foi a folkmelodi (melodia popular). A missionária Frida Vingren, como musicista que era, apenas traduziu a letra e fez uma versão que foi incluída na Harpa Cristã a partir de 1941.  

 

Quem é o “José Rodrigues” registrado na Harpa Cristã?

 

Quem é o “José Rodrigues” registrado na Harpa Cristã como o autor das letras dos seis hinos tratados aqui? Para tentar obter a resposta, consultei dois estudiosos da história da Harpa Cristã. Conversei demoradamente sobre este assunto com o maestro e juiz de Direito, Abner Apolinário, da Assembléia de Deus de Recife (PE), profundo conhecedor e amante da Harpa Cristã. Maestro Abner declarou-me que nada conhece a respeito do José Rodrigues da Harpa Cristã e nunca havia ouvido falar do “Pastor Jotinha”. Consultei também o maestro e pastor João Pereira, que trabalhou durante anos chefiando o extinto Setor de Música da CPAD e que também fez parte da Comissão que, de 1979 a 1992, revisou e atualizou a Harpa Cristã. A resposta do maestro João Pereira foi a mesma do maestro Abner Apolinário.

Um dos mais antigos obreiros das Assembléias de Deus, conhecido nacionalmente e ainda bastante lúcido, pastor José Pimentel de Carvalho, presidente da Assembleia de Deus de Curitiba (PR), segundo informou-me o irmão Tadeu Costa (secretário de educação cristã da AD Curitiba), quando consultado recentemente a respeito de José Rodrigues (Pastor Jotinha), disse que não o conhece e nunca ouviu falar sobre ele. (Pastor José Pimentel de Carvalho faleceu em 24 de fevereiro de 2011, aos 95 anos.)

Fiz também contato com Eliézer Cohen, pesquisador e historiador das Assembleias de Deus há mais de 30 anos. Ele, então, informou-me sobre um “José Rodrigues” mencionado em duas edições do extinto jornal Boa Semente, publicado pela Assembleia de Deus de Belém do Pará, de 1919 a 1930, e, em seguida, enviou-me cópias das referidas edições. 

O que Eliézer Cohen e eu descobrimos foi o seguinte: Na edição de 16 de abril de 1919, pastor Gunnar Vingren, diretor do Boa Semente, no Expediente, página 1, faz um pedido de oração aos leitores para um irmão chamado “José Rodrigues” nas seguintes palavras:

 

Orem pelo nosso amado irmão José Rodrigues, nosso auxiliar para que o Senhor lhe dê graça, força e saúde, para que ele continue a dar-nos tão importante auxílio como o que nos vem prestando. 

 

Nesta mesma edição de 1919, foi publicado um hino sob o título “Victoria do Crente”. Abaixo do título aparece, entre parênteses, “Musica: Psalmos e Hymnos, n° 401”. Após a última estrofe, aparecem as informações “Pará-1919” e “José Rodrigues”. A letra não é a mesma criada por Justus Nelson e que fora publicada há alguns anos no hinário Salmos e Hinos, mas por meio da informação citada abaixo do título, obviamente, a música é a mesma do N° 401 do Salmos e Hinos, que, por sua vez, tinha a música do “Beulah Land” escrito pelo pastor norte-americano Edgar Page Stites em 1876. A menção “José Rodrigues” no final do texto dá-nos a entender que é o nome de quem criou a nova letra em português e intitulou o hino de “Victoria do Crente”. Esta letra é a mesma que aparece na 2ª edição da Harpa Cristã, publicada em 1923 e a mesma impressa nas atuais edições, com pequenas diferenças, sob o título “O Grande ‘Eu Sou’ ”, N° 84, que o “Pastor Jotinha” afirma ser o autor. 

 

Três meses após a essas duas menções do nome “José Rodrigues” no Boa Semente de abril, no Expediente da edição do mesmo jornal em 27 de julho de 1919, pastor Gunnar Vingren dá a notícia de que o irmão “José Rodrigues” para o qual ele havia pedido orações anteriormente, morrera no dia 2 de junho daquele ano. Eis a nota do jornal: 

Em nosso penúltimo número deste jornal pedimos as orações de todos os crentes em Jesus Cristo pelo nosso auxiliar, o irmão José Rodrigues, que o Senhor lhe desse graça, força e saúde para continuação de tão importante auxílio que nos vinha prestando. Mas aprovou a Deus tomar para si o nosso irmão, que dormiu alegre no Senhor no dia 2 de junho. Agora nós viemos pedindo aos nossos irmãos orar ao Senhor nos dê outro auxiliar para suprir a falta do nosso amado irmão em tão importante serviço que nos prestava.

 

Parece-me, pelas duas notas transcritas, que o “irmão José Rodrigues” havia sido um importante auxiliar de Gunnar Vingren e dos outros recém-chegados missionários, para a redação do jornal Boa Semente. Pois estes, nessa ocasião, ainda dependiam muito de brasileiros para lhes ajudar a redigir corretamente textos e hinos no idioma português. Por esta razão, também parece a mim e a Eliézer Cohen que este “José Rodrigues”, que morreu, bem pode ter sido o mesmo “José Rodrigues” que aparece como autor da letra do hino “Victoria do Crente” impresso na edição de 16 de abril de 1919 do Boa Semente, e, por sua vez, também autor das versões dos hinos 1, 5, 8 e 96. Por outro lado, se este autor “José Rodrigues” é o mesmo José Rodrigues (Pastor Jotinha), "nascido em 1910", que vive atualmente no Espírito Santo, ele, então, com apenas nove anos de idade, compôs uma bela letra e fez todo o trabalho de adaptação à métrica da música “Beulah Land”, para que os crentes assembleianos viessem a cantar uma versão em português deste hino americano. Além disso, ele conta em seu testemunho gravado em vídeo na Internet que, por volta de 1915, com 5 anos de idade, retornou com os seus pais para Israel, mas não informa quando voltaram para o Brasil (http://dartsresources.info/videos/watch-video/idhCMcBxD84/feldoz/pr.-jotinha-aparição-de-jesus-cristo.html). 

São estas as informações que possuo no momento sobre este assunto. Reitero, aqui, o meu rigor técnico-científico, imparcial e impessoal, com o qual tenho pautado todo o meu trabalho de pesquisas e de redação de textos, conforme vem sendo comprovado pelos milhares de leitores da minha obra, o Dicionário do Movimento Pentecostal. 

Notas:

(1) Segundo publicações nos sites “HinosdaHarpaCristã.Googlepages.com” e “Adibes.com.br”, José Rodrigues é judeu, nascido em Cafarnaum, Israel, em 24 de junho de 1910, com o nome Josefus Rerullu. Em 1911, seus pais vieram refugiados para o Brasil. Tornou-se, então, um dos pioneiros das Assembléias de Deus, tendo sido amigo de Gunnar Vingren e Daniel Berg. Segundo ele afirma, compôs muitos hinos da Harpa Cristã que levam as iniciais J.R., entre eles os números 1, 5, 8, 84 e 96. Também afirma ser autor de diversos corinhos cantados nas Assembléias de Deus, como o “Eu quero ser Senhor amado como um vaso na mão do oleiro”, que compôs 1950. Afirma ainda nunca ter se casado e nunca ter sequer uma namorada, dedicando-se inteiramente à obra de Deus. Seria o único pioneiro da 1ª geração da AD que permanece vivo. É presidente de honra do Ministério da Assembléia de Deus do Ibes, Espírito Santo, liderado pelo pastor Levi Aguiar de Jesus Ferreira. Ele viaja pelo país afora dando testemunhos de suas experiências. Há CDs com sua história, filmes na Internet e fotos de divulgação.

Para ler mais sobre “Pastor Jotinha”, acesse http://harpacrista-fragmentos.blogspot.com/2008/01/jos-rodrigues.html e http://www.adibes.com.br/noticia_ver.asp?id=277. 

(2) Jotinha conta no vídeo “Aparição de Jesus Cristo” (http://www.youtube.com/watch?v=idhCMcBxD84) como foi a sua chegada com a família à Santa Maria da Boca do Monte, atual Santa Maria (RS).

 

(3) Viagens de Gunnar Vingren feitas durante seus 22 anos (1910 a 1932) no Brasil

1914

Ceará

1915

Alagoas

1915/1916/1917

EUA/Suécia/Noruega/EUA

1920 (3 meses de viagens)

Ceará/Rio Grande do Norte/Paraíba/Pernambuco/Bahia/Espírito Santo/Rio de Janeiro/São Paulo/Santa Catarina

1921/1922/1923

Suécia

1923 (3 meses de viagens)

Alagoas/Espírito Santo/Rio de Janeiro

1924 (Mudança de residência, de Belém para o Rio)

Rio de Janeiro

1926

Minas Gerais

1928

Minas Gerais/Pernambuco/Paraíba/Alagoas

1929

Minas Gerais/São Paulo/Pernambuco/ Paraíba/Alagoas

1930

Bahia/Suécia/Portugal/Rio Grande do Norte/São Paulo

1931

Santa Catarina/São Paulo

1932

Suécia

 

(4)  O início da Assembléia de Deus em Arroio do Só se deu em 1928, com Norberto Flores, conforme reportagem publicada no Mensageiro da Paz de março de 1944, p. 7. Para informações históricas da Assembléia de Deus de Santa Maria, visite o site http://www.adsantamaria.org.br/história.html e leia as páginas 117 a 120 do livro Despertamento apostólico no Brasil, publicado em 1934, onde o missionário Gustav Nordlund conta como foi o início da Assembléia de Deus em Arroio do Só (Santa Maria). 

(5) A ordenação do Pastor Jotinha pela Cadeeso é recente e o seu registro na CGADB é 43.610. Se ele é um pastor tão antigo, por que só há pouco tempo ele foi reconhecido? 

(6) Para maiores informações sobre o nome “Fé Apostólica” e a mudança para “Assembléia de Deus”, veja Dicionário do Movimento Pentecostal, pp. 40, 41. 

(7) Duas boas fontes históricas do hino 187 são o livro Histórias de Hinos, de Ethel Dawsey Ream, publicado em 1939, pp. 50, 51, e a revista Novas de Alegria, de setembro de 2006, seção “Hinologia”, escrita pelo pastor Torcato Lopes, sob o título “Mais perto, meu Deus, de Ti”, p. 18. 

 

(8) A história do Dr. João Gomes da Rocha está no livro Música Sacra Evangélica no Brasil de Henriqueta Rosa Fernandes Braga, publicado em 1961, pp. 332, 333.

FONTE WWW.HISTORIADAMUSICASACRA.BLOGSPOT.COM