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apologetica doutrina de Deus
apologetica doutrina de Deus

  • Mostrando as bases bíblicas da doutrina da Trindade Divina.

 

  1. A EXISTÊNCIA DE DEUS

Aqueles que se dão ao estudo comparativo das religiões são unânimes em testemunhar que a crença na existência de Deus é de natureza praticamente universal. Essa crença acha-se arraigada até entre as nações e tribos menos civilizadas da terra. Contudo, isto não quer dizer que não exista aqui e ali indivíduos que negam completamente a existência de Deus, como nos revela a Escritura: um Ser supremo e pessoal, existente por si mesmo, consciente e de infinita perfeição, que faz todas as coisas de acordo com um plano pré-determinado. Outros creem na existência de Deus, porém não como a Bíblia ensina, o que se constitui noutra forma de negação de Sua existência. A forma de negação da existência de Deus é muito variada através da História.

 

1.1 Formas de Negação da Existência de Deus

Dentre as mais conhecidas formas de negação da existência de Deus, destacam-se as seguintes:

O ATEÍSMO. Os ateus estão divididos em duas classes: a) o ateu prático; b) o ateu teórico. Os primeiros são sensivelmente gente sem Deus, que na vida prática não reconhecem a Deus, e vivem como se Deus não existisse (SI. 10.4). Os outros são geralmente de uma classe mais intelectual, e baseiam sua negação de Deus no desenvolvimento de um raciocínio. Tratam de provar por meios que eles consideram argumentos razoáveis e conclusivos, que não há Deus. O ateísmo visa suprimir a pessoa de Deus do coração e da mente do homem. O ateu, mente à sua razão, à sua própria consciência.

O AGNOSTICISMO. A palavra ‘agnosticismo’ vem da grego e significa ‘não saber’. O defensor do agnosticismo crê que nem a criação, nem os conhecidos fatos testemunhando a existência de Deus podem fazê-lo conhecido. Todo adepto dessa teoria alega crer unicamente no que pode ver e apalpar. Assim, todas as demais coisas, incluindo a fé em Deus, são relativas, isto é, o homem não pode saber qualquer coisa sobre Deus, haja visto que as citadas provas de sua existência estão fora do domínio das coisas materiais.

O DEÍSMO. O Deísmo admite que Deus existe, contudo rejeita por completo a sua revelação à humanidade. Para o Deísmo, Deus não possui atributos morais nem intelectuais, sendo até duvidoso que ele tenha influído na criação do Universo. Noutras palavras, Deísmo é a religião natural baseada no raciocínio puramente humano.

O MATERIALISMO. O materialismo declara que a única realidade é a matéria, e que o homem é um animal apenas, por isso não é responsável por suas atitudes e atos. Ele ensina que os diferentes comportamentos físicos e psíquicos humanos são simplesmente movimentos da matéria. Por conseguinte, o homem não tem do que, nem a quem prestar contas de seus atos. Como está patente, esta é uma outra forma ardilosa de negação da existência de Deus, pois se o homem, obra da criação divina, não é aquilo que a Bíblia diz ser, todos os perenes valores expressos nas Escrituras, inclusive a existência de Deus, são pura nulidade.

O PANTEÍSMO. O Panteísmo ensina que no universo, Deus é tudo e tudo é Deus. Deus não é só parte do universo, mas é o próprio universo. O Hinduísmo é adepto desse falso ensino. O erro filosófico e religioso do panteísmo é confundir o Criador com a criação.

1.2 Provas Bíblicas da Existência de Deus

Na primeira página da Bíblia encontramos a inequívoca declaração: “No princípio… DEUS… (Gn 1.1). Ainda que a teologia tenha a existência de Deus como fato fundamental, e plenamente razoável e independente da fé, não se propõe a demostrá-la por meio de argumentos lógicos. A Bíblia não é nenhum diário de Deus, reunindo todas as indagações da mente humana sobre Ele. Há nela, sim, o suficiente à mente finita do homem limitado. A pessoa que para provar a existência de Deus, vai além do que a Bíblia diz, do que a criação testifica, do que o Espírito Santo e a Bíblia revelam, pode levar o inquiridor a resultados inúteis ou desnecessários. Inúteis, se o investigador não crê. Ele “busca” a Deus apenas por curiosidade, especulação e até falsa pretensão. Desnecessários porque se tenta forçar uma pessoa que não tem fé, a crer em Deus apenas por meio de argumentos lógicos. Ora, esse tipo de fé é apenas de conveniência, não honra a Deus, uma vez que não vem por Ele. É fé humana que não alcança a revelação divina.

1.3 Fé na Revelação Bíblica

O cristão temente a Deus aceita por fé a verdade da sua existência, segundo a revelação contida na Bíblia. Não se trata de fé cega, mas de fé que se baseia nas Escrituras (Hb. 11.6). A Bíblia não só revela Deus como Criador de todas as coisas (Gn 1.1), mas também como o sustentador de todas as coisas (Mt. 6.26; Lc. 12.24; Hb. 1.3), e como o dirigente dos destinos de indivíduos e nações (SI. 22.28). A Bíblia afirma que Deus fez todas as coisas segundo o conselho de sua vontade (Ef. 1.11), revelando assim a realização gradual de seu grande e eterno propósito de redenção.

1.4 Deus se Revela

A revelação de Deus segundo a Bíblia é a base da nossa fé em sua existência. Por sua vez, nossa fé é edificada quando de coração aceitamos o conteúdo da Bíblia como inspirada por DEUS, a qual enfaticamente mostra que:

  1. Deus se revela através da sua doutrina (Jo. 7.17);
  2. Deus se dá a conhecer àqueles que O buscam (Os. 6.3);
  3. Deus se manifestou ao mundo na pessoa de seu Filho Jesus Cristo (2Co. 5.19).

 

  1. EVIDÊNCIAS RACIONAIS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

No transcurso dos tempos, filósofos e pensadores têm buscado na teologia argumentos racionais sobre a existência de Deus. Alguns desses argumentos vêm de Platão e Aristóteles, filósofos gregos que viveram mais de trezentos anos antes de Cristo. Outros argumentos foram formulados nos tempos modernos, pelos estudiosos da filosofia e da religião. Desses argumentos, vamos mencionar aqui os mais comuns.

2.1 O Argumento Ontológico

O argumento ontológico tem sido apresentado sob diversas formas, por diferentes pensadores. Em sua mais refinada forma, foi apresentado por Anselmo, teólogo e filósofo agostinista, de origem italiana. Seu argumento é que o homem tem imanente em si a ideia de um ser absolutamente perfeito, por consequinte deve existir um Ser absolutamente perfeito. Este argumento admite que existe na mente do próprio homem o conhecimento básico da existência de Deus, posto lá pelo próprio Criador.

2.2 O Argumento Cosmológico

Este argumento tem sido apresentado de várias formas. Em geral, encerra a ideia de que tudo o que existe no mundo deve ter uma causa primária, ou razão de ser. Emanuel Kant, filósofo alemão, indicou que se tudo aquilo que existe tem uma razão de existir, isto deve ter um ponto de origem em Deus. Assim sendo, deve haver um Agente único que equilibra e harmoniza em si todas as coisas.

2.3 O Argumento Teleológico

Este argumento é praticamente uma extensão do anterior. Ele mostra que o mundo, ao ser considerado sob qualquer aspecto, revela inteligência, ordem e propósito, denotando assim a existência de um ser sumamente sábio. Por exemplo, o homem para viver, consome o ar, do qual retira todo o oxigénio, resultando disso o dióxido de carbono, que será utilizado na produção do oxigênio, que por sua vez será novamente consumido pelo homem.

2.4 O Argumento Moral

Este, como os outros argumentos, também tem diversas formas de expressão. Kant partiu do raciocínio que deduz a existência de um Supremo Legislador e Juiz, com absoluto direito de governar e corrigir o homem. Esse filósofo era da opinião de que este argumento era superior a todos os demais. No seu intuito de provar a existência de Deus, ele recorria a este argumento. A teologia moderna utiliza este argumento afirmando que o reconhecimento por parte do homem de um bem supremo, e do seu anseio por uma moral superior, indicam a existência de um Deus que pode converter esse ideal em realidade.

2.5 O Argumento Histórico

A exposição principal deste argumento é a seguinte: entre todos os povos e tribos da terra é comum a evidência de que o homem é um ser religioso em potencial. Sendo universal este fenômeno, isso deve ser parte constituinte da natureza do homem. E se a natureza do homem tende à prática religiosa, isto só encontra explicação num Ser superior, que originou uma tal natureza que sempre indica ao homem um ser superior. É aqui que milhões, por ignorarem o único e verdadeiro Deus, praticam as religiões mais estranhas e deturpadas. É o anseio da alma na busca do Criador que ela ignora, por ter dEle se afastado, conforme Romanos 1.20-23.

 

Conclusão

Considerando, no seu todo, esses argumentos racionais, o cristão fiel e temente a Deus logo conclui que não necessita deles. Nossa convicção cristã e experimental da existência de Deus não depende deles, pois pela fé já aceitamos o que a Bíblia diz sobre o assunto. Noutras palavras: o salvo tem um fundamento firme e um testemunho maior. O fundamento é o da fé; o testemunho é o do Espírito Santo e o da Escritura.

 

  1. A PERSONALIDADE DE DEUS

O ensino de que Deus é um Ser pessoal, é uma verdade contrária ao ensino do panteísmo, o qual ensina que Deus é tudo e tudo é Deus; que Deus é o universo e que o universo é Deus; que Deus existe à parte daquilo que se alega ser sua criação.

3.1 O Que se Entende por Personalidade

Pode-se definir personalidade como existência dotada de autoconsciência e do poder de autodeterminação. Não se deve confundir personalidade com corporalidade, ou existência do corpo material composto por cabeça, tronco e membros, tratando-se do homem. Corretamente definida, a personalidade abrange as propriedades e qualidades coletivas que caracterizam a existência pessoal e a distingue da existência impessoal e da vida animal. A personalidade, portanto, representa a soma total das características necessárias para descrever o que é um ser pessoal.

3.2 O Que a Bíblia Ensina Sobre a Personalidade de Deus

O nome é uma das mais fortes evidências da personalidade de um ser. Um dos nomes mais importantes, pelos quais Deus se tem feito conhecer no seu relacionamento com o homem, é “Jeová”. Foi por esse nome, e suas várias combinações, que Ele se revelou ao homem nos dias do Antigo Testamento. Tudo que significa para nós o nome de Jesus, significava “Jeová” para o antigo Israel.

“Eloim” é o Deus de todas as coisas, enquanto que “Jeová” é o mesmo DEUS, em relação à aliança com aqueles que por Ele foram criados. Jeová, pois, significa o Ser único, eterno e imutável, que é, e que há de vir. É o Deus de Israel e o Deus daqueles que são remidos; pelo que agora “em Cristo” podemos dizer: “Jeová é o nosso Deus”.

3.3 Títulos Pelos Quais Deus é Conhecido

O nome “Jeová”, combinado com outras palavras, forma os compostos (hebraicos) deste nome santo, como se segue:

  • Eu Sou (Êx. 3.14)
  • Jeová-Jiré = O Senhor proverá (Gn. 22.13-14);
  • Jeová-Nissi = O Senhor é nossa bandeira (Êx. 17.15);
  • Jeová-Rafá = O Senhor que sara (Êx. 15.26);
  • Jeová-Shalom = O Senhor nossa paz (Jz. 6.24);
  • Jeová-Raá = O Senhor é o meu pastor (SI 23.1);
  • Jeová-Tisidiquênu = Senhor justiça nossa (Jr. 23.6);
  • Jeová-Sabaote = Senhor dos Exércitos (1Sm. 1.3);
  • Jeová-Shamá = O Senhor está presente (Ez. 48.35);
  • Jeová-Eliom = Senhor Altíssimo (SI. 97.9);
  • Jeová-Mikadiskim = O Senhor que vos santifica (Êx. 31.13).

O Novo Testamento, por sua vez, o chama “Theos” = Deus, “Ku-rios” = Senhor, e “Pater” = Pai.

3.4 Pronomes Pessoais Para Deus

A personalidade de Deus pode ser provada não só pelo que Ele é, mas também:

  1. a) Pelos pronomes pessoais que O identificam:
  • Tu e Te (Jo. 17.3);
  • Ele e Lhe (SI. 116.1-2).
  1. b) Pelas características e propriedades de personalidade que lhe são atribuídas, como sejam:
  • Tristeza (Gn. 6.6);
  • Zelo (Dt 6.15);
  • Ira (1Rs. 14.9);
  • Ódio (Pv. 6.16);
  • Amor (Ap. 3.19).
  1. c) Pelas relações que Ele mantém com o universo e com o homem, como Criador de tudo (Gn. 1.1):
  • Como Benfeitor de todas as vidas (Mt. 10.29-30);
  • Como Governador e Dominador das atividades humanas (Rm. 8.28);
  • Como Pai de seus filhos espirituais (Gl. 3.26);
  • Como Preservador de tudo (Hb. 1.3).

 

  1. A NATUREZA DE DEUS

Como pode aquilo que é finito compreender e expressar aquilo que é infinito? O próprio povo escolhido procurou representar e descrever Deus a seus semelhantes, quando na sua fraqueza fizeram ídolos de metal, coisa que ainda hoje é feito pelo homem (Êx. 32.4; Rm. 1.24-25).

Deus pode ser revelado e crido, de acordo com a medida da nossa fé, porém não pode ser analisado num tubo de ensaio de um laboratório, para ser dissecado por quem quer que seja. Diz o Catecismo de Westmister “Deus é espírito, infinito, eterno, e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade”.

A despeito da infinitude de Deus, há determinadas coisas que podemos saber a respeito dele, pois Ele se revela com o auxílio das Escrituras e da operação do Espírito Santo. Deus pode ser aquilatado (ainda que parcialmente) através dos seus atributos naturais e morais.

4.1 Atributos Naturais de Deus

Dentre os muitos atributos naturais de Deus, vamos destacar apenas os seguintes:

  • Vida. A vida de Deus está intimamente ligada ao próprio fato da existência de Deus. Há coisas que existem e não têm vida, é o caso do Pão de Açúcar, na cidade do Rio de Janeiro, os Alpes Suíços, a Cordilheira dos Andes, o Monte Evereste, ou as grandes rochas de Gibraltar. Mas Deus não só existe, Ele é vivo; Ele possui vida. Ou melhor, Ele é a própria vida (Jo. 5.26). DEle, nEle, por Ele e para Ele emanam tudo e todos os seres criados, animados ou inanimados (Dt. 5.26; 1Sm. 17.36; 2Rs. 19.4; Sl. 84.2; SI. 115.1-7; Jr. 10.10-16; Jr. 23.36; Dn. 6.20; Os. 1.10; Mt. 16.16; At. 14.15; 1Ts. 1.9; 1Tm. 3.15; 4.10).
  • Espiritualidade. Deus é o perfeito espírito com personalidade plena. Ele pensa, sente e fala, podendo assim ter comunhão direta com suas criaturas, feitas à sua imagem. Sendo espírito, Deus não está sujeito às limitações as quais estão sujeitas as criaturas dotadas de corpo físico. Sua pessoa não se compõe de nenhum elemento material, e portanto não está sujeito às condições de existência natural. Não pode ser visto com os olhos naturais, nem apreendido pelos sentimentos naturais.

O ensino de que Deus é espírito não implica que Deus tenha existência indefinida e irreal, pois Jesus se referiu à“forma de Deus” (Jo. 5.37; Fp. 2.6). Portanto, Deus é uma pessoa real, mas de natureza tão infinita que não se pode apreendê-lo plenamente pelo conhecimento humano, nem tampouco se pode descrevê-lo em linguagem humana, inclusive por causa da queda do homem e seus nocivos efeitos na totalidade do homem: espírito, alma e corpo.

  • Eternidade. Deus existe por si mesmo, eternamente, isto é, não tem princípio nem fim de dias. Eternidade se aplica ao que transcende a todas as limitações temporais. Disse o Dr. Orr que o tempo tem relação estrita com o mundo dos objetos. Assim entendido, Deus enche o tempo; está em cada partícula dele, porém sua eternidade não é a mesma coisa que existir limitado pelo tempo. Nossa vida está dividida em passado, presente e futuro; porém na vida de Deus o passado e o futuro formam um eterno presente. Ele é o eterno “EU SOU” (Êx. 3.13-14; Jo. 8.58). Sua eternidade pode definir-se com aquela perfeição divina por meio da qual Ele se eleva sobre as limitações temporais. Quando pensarmos na pessoa de Deus e sua eternidade, pensemos nesses moldes.
  • Imutabilidade. A erosão deforma a terra, a ferrugem consome o ferro, o cupim destrói a madeira, a traça consome o livro, o uso desgasta o ouro, mas o Deus da Bíblia, sobre o qual o tempo e o espaço não exercem influência, é um Deus eterno e imutável. Ele é o “Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança” (Tg. 1.17).
  • Onisciência. O Deus da Bíblia é não só um ser pessoal, existente por si mesmo, eterno e imutável, Ele é também o Deus perfeito em ciência e sabedoria. Isaías disse que o entendimento de Deus não se pode medir (Is. 40.28). Ele não só possui a perfeita sabedoria, Ele mesmo é o manancial da sabedoria. (SI. 147.5; Rm. 11.33).
  • Onipotente. A palavra “onipotente” é um derivado de dois termos latinos, “omnis” e “potentia”, que juntos significam “todo poder.” Esse atributo aplicado a Deus, mostra que o seu poder é ilimitado; que Ele tem poder de fazer qualquer coisa que queira, segundo a sua perfeição (Gn. 18.14; Jó 42.2; SI. 93.4; SI. 115.3; Jr. 32.17).
  • Onipresença. Por sua onipresença, é que Deus está em to­dos os lugares. Ele age em todos os lugares e possui pleno conhe­cimento de tudo quanto ocorre em todos os lugares.

No Texto anterior abordamos os sete atributos naturais de DEUS, neste abordaremos alguns dos seus atributos morais, ou seja, atributos através dos quais Deus comunica determinadas verdades a seu povo, levando-o a uma plena identificação com Ele.

4.2 Atributos Morais de Deus

Dentre os muitos atributos morais de Deus, vamos abordar alguns, analisados a seguir.

  1. Veracidade. A veracidade é um dos múltiplos aspectos da perfeição de Deus. Isto é, Deus é ao mesmo tempo, veraz e perfeito. “Deus não é homem para que minta” (Nm. 23.19). A mentira é incompatível com a natureza divina. Por isto, devemos ter sempre em mente, que quando estamos tratando com Deus, estamos tratando com um Ser verdadeiro e disposto a cumprir as suas santas e boas palavras (Jr. 1.12). Por isso devemos por nEle toda a nossa confiança (SI. 125.1), na certeza de que Ele estabelecerá o nosso direito e nos conduzirá a toda a verdade.
  2. Fidelidade. A fidelidade é outro atributo moral de Deus. Por ele entendemos que Deus é fiel, pois cumpre todas as promessas feitas a seu povo. Ao profeta Jeremias, em tempos remotos, Ele mesmo disse: “…eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr. 1.12). Ver também Dt. 7.9; 32.4; Sl. 117.2; 145.13; 1Co. 1.9.

A fidelidade de Deus é de extrema importância para o seu povo. Constitui para o crente a base de sua confiança nEle, o fundamento de sua esperança e a causa do seu gozo.

Pela fidelidade de Deus, as leis naturais se mantêm inalteradas, as suas promessas continuam a se cumprir, os santos continuam protegidos, pecadores arrependidos são convertidos, os salvos serão arrebatados, os ímpios serão condenados, Satanás será banido da terra, e novos céus e nova terra serão estabelecidos.

  1. Conselho. O conselho de Deus é o seu plano eterno em relação ao mundo material e espiritual, visível e invisível, abrangendo todos os seus eternos propósitos e decretos, inclusive a Criação e a Redenção, levando em conta a livre escolha e atuação do homem (Is. 40.13-14;Ef. 1.11).

É limitadíssima a compreensão do homem quanto ao eterno conselho (propósito) divino, mas aprouve a Deus revelar ao homem o seu plano, ainda que em parte. O conselho, ou propósito divino, abrange não só os efeitos, mas também as causas; não apenas os fins que devem ser atingidos, mas igualmente os meios necessários para a sua consecução.

Quanto à sua aplicação, o conselho de Deus está afeto 1) a todas as coisas em geral (Is. 14.26-27; 46.10-11; Dn. 4.25); 2) às coisas em particular, como por exemplo: a permanência do universo material, os negócios das nações, o período da vida humana, o tempo da morte do homem, e as ações humanas, sejam elas boas ou más (Gn. 50.20; Sl. 119.89-91; Jó 14.5-14; Ec. 3.2; At. 17.26; Ef. 2.10); e 3) às coisas espirituais, tais como: a salvação do homem, o reino de Cristo, e a obra de Deus nos crentes e por meio dele (1Co. 2.7; Ef. 3.10; Sl. 2.6-8; Mt. 25.34; Fp. 2.12-13).

  1. Santidade. A santidade de Deus é a soma de todos os seus atributos morais, e expressa a majestade de sua natureza. É o atributo moral enfático de Deus. Se é que existe qualquer diferença em grau de importância entre os seus atributos morais, a santidade de Deus ocupa o primeiro lugar. Nas visões que Deus concedeu aos seus santos nos dias do Antigo Testamento, e na explanação da doutrina bíblica do Novo, o que mais se salienta é a santidade divina. Deus se revela na sua Palavra como O Santo.

Por cerca de trinta vezes o profeta Isaías se refere a Jeová chamando-o “O Santo”, declarando em conclusão o significado daquelas visões que mais o impressionaram. Deus deseja ser conhecido essencialmente em sua santidade, pois esse é o atributo pelo qual Ele é glorificado por excelência. Deus é santo. Esta é a suprema declaração das Escrituras.

 

  1. A TRINDADE DE DEUS

A doutrina da Trindade é um dos grandes mistérios da fé cristã. Em suas “Confissões”, indaga Santo Agostinho:“Quem compreende a Trindade Onipotente? E quem fala dela ainda que não a compreenda? É rara a pessoa que ao falar da Santíssima Trindade saiba o que diz. Contendem e discutem. E, contudo, ninguém contempla esta visão sem ter paz interior”.

As Escrituras ensinam que Deus é um, e que além dele não existe outro Deus. Contudo, a unidade divina é uma unidade composta de três pessoas distintas e divinas, que são: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Não se trata de três deuses, mas de três pessoas num só Deus. Os três cooperam unidos e num mesmo propósito, de maneira que no pleno sentido da palavra, são um. O Pai cria, o Filho redime, e o Espírito Santo santifica; e, no entanto, em cada uma dessas operações os três estão presentes.

5.1 Falsos Conceitos Quanto à Trindade

O falso e o verdadeiro sempre andam em posição paralela, não obstante serem opostos entre si. Durante séculos toda grande verdade doutrinária teve uma mentira para se lhe opor, como se fosse a verdade. Assim tem sido com a doutrina da Trindade, que não obstante claramente vista nas Escrituras, muito cedo teve ferozes inimigos a combatê-la.

Uma das primeiras tentativas, contra a integridade da doutrina da Trindade, foi feita nos idos do ano 320 d.C. por Ário, um presbítero da Igreja de Alexandria, na Africa. Ário combateu a Trindade inicialmente negando a eternidade e a divindade de Cristo, sustentando ser Ele um ser criado, como criadas foram as demais coisas existentes. Este ponto de vista de Ário o pôs em choque com Alexandre, seu bispo e bispo de Alexandria, que cria na Trindade constituída do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como três pessoas igualmente incriadas, eternas.

A questão entre Ário e Alexandre adquiriu proporções tão grandes, que foi necessário a convocação de um concílio, o Concílio de Nicéia, onde foi aprovado um credo que contrariava a opinião de Ário, que a seguir foi banido por ordem do imperador Constantino. A causa ariana sofria sua primeira derrota, mas haveria de ressurgir em diferentes formas, principalmente nos nossos dias através dos ensinos falsos das Testemunhas de Jeová.

5.2 O Que a Bíblia Ensina Sobre a Trindade

Após trazer todas as coisas à existência, por meio de um simples e poderoso “HAJA”, e querendo formar o homem, disse Deus: “FAÇAMOS o homem à NOSSA imagem, conforme a NOSSA semelhança” (Gn 1.26). A respeito do homem após a queda, disse também Deus: “Eis que o homem se tornou como UM DE NÓS” (Gn. 2.22). No relato bíblico sobre a confusão das línguas em Babel, lemos ainda Deus dizendo: “Vinde, DESÇAMOS e CONFUNDAMOS ali a sua linguagem” (Gn. 11.7). Na visão de Isaías, quando Deus ratificou o seu chamamento, lemos que Deus perguntou ao profeta: “A quem enviarei, e quem há de ir por NÓS?” (Is. 6.8).

Foi a propósito que pusemos em grifo os verbos e pronomes pessoais e possessivos que indicam a pluralidade de pessoas nas passagens citadas, como: façamos, nossa, nós, desçamos e confundamos, para mostrar que em todos os casos bíblicos citados, mais de uma Pessoa, portanto a Trindade, se fizeram presentes. Estas são as primeiras evidências da doutrina trinitária na Bíblia. No Novo Testamento encontramos um maior número de provas que ratificam o ensino bíblico sobre a Trindade, como por exemplo: Mt. 3.16-17; 28.19; 1Co. 12.4-6; 2Co. 13.13; Ef. 4.4-6; 1Pe. 1.2; Jd. 20-21; Ap. 1.4-5.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, títulos divinos são atribuídos distintamente às três Pessoas da Trindade.

  1. A respeito do Pai: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx. 20.2).
  2. A respeito do Filho: “Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” (Jo. 20.28).
  3. A respeito do Espírito Santo: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At. 5.3-4).

    veja www.avivamentonosul.blogspot.com 

Bibliografia:

Oliveira, Raimundo F. de. Doutrinas Bíblicas – Uma Introdução à Teologia. EETAD, 2ª edição, 1991.