Translate this Page

Rating: 3.0/5 (902 votos)



ONLINE
1




Partilhe este Site...

 

 

<

Flag Counter


lição CPAD Elias e Eliseu 1 trim-2013
lição CPAD Elias e Eliseu 1 trim-2013

                                                                Lições Bíblicas CPAD

                                               Jovens e Adultos 

                                         1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves 

Lição 1: A apostasia no Reino de Israel

Data: 6 de Janeiro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E sucedeu que (como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele” (1 Rs 16.31).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A apostasia na história do povo de Deus é um perigo real e não uma mera abstração. Por isso, vigiemos.

 

HINOS SUGERIDOS

 

75, 212, 305.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Hb 6.4,5,6

A apostasia como um perigo real

 

 

 

Terça - 1 Tm 4.1

A apostasia possui seus agentes

 

 

 

Quarta - 2 Ts 2.3,12

A apostasia está sujeita ao juízo divino

 

 

 

Quinta - Hb 3.12

A apostasia afasta o homem de Deus

 

 

 

Sexta - At 1.25

A apostasia exemplificada

 

 

 

Sábado - Hb 6.11,12

A apostasia pode ser evitada

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Reis 16.29-34.

 

29 - E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel em Samaria, vinte e dois anos.

30 - E fez Acabe, filho de Onri, o que era mal aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele.

31 - E sucedeu que (como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele.

32 - E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria.

33 - Também Acabe fez um bosque, de maneira que Acabe fez muito mais para irritar ao SENHOR, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele.

34 - Em seus dias, Hiel, o betelita, edificou a Jericó; morrendo Abirão, seu primogênito, a fundou; e, morrendo Segube, seu último, pôs as suas portas; conforme a palavra do SENHOR, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num.

 

INTERAÇÃO

 

Caro professor, o pastor José Gonçalves — professor de Teologia, escritor e vice-presidente da Comissão de Apologética da CGADB — é o comentarista das Lições Bíblicas deste trimestre. O tema que será abordado é “Elias e Eliseu: um ministério de poder para toda a Igreja”. Estudaremos a vida desses profetas e veremos que ela é um divisor de águas no ministério e na historiografia judaica. Elias e Eliseu deixaram um legado de poder, ousadia, santidade e abnegação à sua posteridade. A partir de seus ministérios, podemos ver florescer Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel e outros santos homens que honraram o caminho daqueles autênticos profetas do Senhor.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Identificar as causas e os agentes da apostasia em Israel.
  • Conscientizar-se sobre os perigos da apostasia.
  • Compreender quais foram as consequências da apostasia para Israel.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para a primeira aula deste trimestre, sugerimos que você reproduza o esquema abaixo. Utilize-o para apresentar aos alunos um panorama geral da vida de Elias e Eliseu. Inicie a aula traçando as principais características desses profetas bíblicos. Diga à classe, que mesmo diante de uma sociedade apóstata, Elias e Eliseu obedeceram ao Senhor. Eles porfiaram por realizar a vontade de Deus contra quaisquer prejuízos.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Apostasia: Abandono ou deserção da fé.

 

Podemos afirmar, com segurança, que um dos períodos mais sombrios na história do reino do Norte, também denominado “Israel”, ocorreu durante o reinado de Acabe, filho de Onri. Acabe governou entre os anos 874 e 853 a.C, e o seu reinado foi marcado pela tentativa de conciliar os elementos do culto cananeu com a adoração israelita.

Uma primeira leitura dos capítulos 16.29 — 22.40 do livro de 1 Reis, revela que essa mistura foi desastrosa para o povo de Deus. Na prática, o culto ao Deus verdadeiro foi substituído pela adoração ao deus falso Baal, trazendo como consequência uma apostasia sem precedentes e pondo em risco até mesmo a verdadeira adoração a Deus.

 

I. AS CAUSAS DA APOSTASIA

 

1. Casamento misto. O texto bíblico põe o casamento misto de Acabe com Jezabel, filha de Etbaal rei dos sidônios, como uma das causas da apostasia no reino do Norte. O relato bíblico destaca que Acabe “tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou” (1 Rs 16.31).

Foi em decorrência desse casamento pagão que a idolatria entrou com força em Israel. Embora se fale de um casamento político, as consequências dele foram na verdade espirituais. A mistura sempre foi um perigo constante na história do povo de Deus. Os crentes devem tomar todo o cuidado para evitar as uniões mistas. A Escritura, tanto no Antigo como em o Novo Testamento, condena esse tipo de união (Dt 7.3; 2 Co 6.14,15).

2. Institucionalização da idolatria. A união de Acabe com Jezabel demonstrou logo ser desastrosa, pois através de sua influência, Acabe “levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria” (1 Rs 16.32). A institucionalização da idolatria em Israel fica evidente quando o autor sagrado destaca que também Acabe “fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (1 Rs 16.33). Não há dúvida de que o culto a Baal estava suplantando o verdadeiro culto a Deus. Havia uma idolatria financiada pelo Estado.

Vez por outra temos visto Satanás tentando se valer do poder estatal para financiar práticas que são contrárias aos princípios cristãos. Por isso devemos orar pela nação para que ela seja um canal de bênção e não de maldição.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Tanto no Antigo como em o Novo Testamento as Escrituras condenam o casamento misto.

 

 

 

II. OS AGENTES DA APOSTASIA

 

1. Acabe. Onri, pai de Acabe e rei de Israel que reinou entre os anos 885 e 874 a.C, foi um grande administrador, tanto na política interna como na externa de Israel. Mas foi um desastre como líder espiritual do povo de Deus (1 Rs 16.25,26). O pecado de Acabe foi andar nos caminhos idólatras de seu pai, que foi um seguidor de Jeroboão, filho de Nebate (1 Rs 16.26) e também ter aderido aos maus costumes dos cananeus, trazidos por sua esposa, Jezabel (1 Rs 16.31). Esse fato fez com que Acabe se tornasse um instrumento muito eficaz na propagação do culto idólatra a Baal. Devemos ser imitadores do que é bom e não daquilo que é mau.

2. Jezabel. De acordo com o relato de 1 Reis 18.19, Jezabel trouxe para Israel seus deuses falsos e também seus falsos profetas. Teve uma verdadeira obstinação na implantação da adoração a Baal em território israelita. Foi sem dúvida alguma uma agente do mal na tentativa de suprimir ou acabar de vez com o verdadeiro culto a Deus. Não fosse a intervenção do Senhor através dos profetas, em especial Elias, ela teria conseguido o seu intento. O Senhor sempre conta com alguém a quem Ele levanta em tempos de crise.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Em Israel, Acabe e Jezabel foram os agentes mais eficazes da apostasia.

 

 

 

III. AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA

 

1. A perda da identidade nacional e espiritual. As palavras de Elias: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?” (1 Rs 18.21), revela a crise de identidade dos israelitas do reino do Norte. A adoração a Baal havia sido fomentada com tanta força pela casa real que o povo estava totalmente dividido em sua adoração. Quem deveria ser adorado, Baal ou o Senhor? Sabemos pelo relato bíblico que Deus havia preservado alguns verdadeiros adoradores, mas a grande massa estava totalmente propensa à adoração falsa. A nação que sempre fora identificada pelo nome do Deus a quem servia, estava agora perdendo essa identidade.

2. O julgamento divino. É nesse cenário que aparece a figura do profeta Elias predizendo uma seca que duraria cerca de três anos (1 Rs 17.1; 18.1). A fim de que a nação não viesse a perder de vez a sua identidade espiritual e até mesmo deixar de ser vista como povo de Deus, o Senhor enviou o seu mensageiro para trazer um tratamento de choque à nação. Julgamento semelhante ocorre durante o reino de Jeorão, filho de Josafá e genro de Acabe, que recebe uma carta do profeta Elias. Nela é anunciado o juízo divino sobre a sua vida e reinado (2 Cr 21.12-15). O Senhor mostrou claramente que a causa do julgamento estava associada ao abandono da verdadeira fé em Deus. Tempos depois o apóstolo dos gentios irá nos lembrar da necessidade de nos corrigirmos diante do Senhor (1 Co 11.31,32).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

As consequências da apostasia à nação de Israel foram duas: a perda da identidade nacional (e espiritual) e o julgamento divino.

 

 

 

IV. APOSTASIA

 

1. Um perigo real. A apostasia era algo bem real no reino do Norte. Estava espalhada por toda parte. Na verdade a palavra apostasia significa, segundo os léxicos, abandonar a fé ou mudar de religião. Foi exatamente isso que os israelitas estavam fazendo, estavam abandonando a adoração devida ao Deus verdadeiro para seguirem aos deuses cananeus.

Em o Novo Testamento observamos que os cristãos são advertidos sobre o perigo da apostasia! Na Epístola aos Hebreus o autor coloca a apostasia como um perigo real e não apenas como uma mera suposição (Hb 6.1-6). Se o cristão não mantiver a vigilância é possível sim que ele venha a naufragar na fé.

2. Um mal evitável. Já observamos que Acabe foi um rei mau (1 Rs 16.30). Em vez de seguir os bons exemplos, como os de Davi, esse monarca do reino do Norte preferiu seguir os maus exemplos. O cronista destaca que “ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor, porque Jezabel sua mulher, o instigava” (1 Rs 21.25), Ainda de acordo com esse mesmo capítulo, Acabe se contristou quando foi repreendido pelo profeta, mas parece que foi um arrependimento tardio (1 Rs 21.17-29). Tivesse ele tomado essa atitude antes, o seu reinado teria sido diferente.

Por que não seguir os bons exemplos e assim evitar o amargor de um arrependimento tardio?

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

A apostasia é um perigo real, mas também é um mal evitável através da vigilância do crente.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Ficou perceptível nessa lição que a apostasia no reino do Norte pôs em perigo a existência do povo de Deus durante o reinado de Acabe. A sua união com Jezabel demonstrou ser nociva não somente para Acabe, que teve o seu reino destroçado, mas também para o povo de Deus, que por muitos anos ficou dividido entre dois pensamentos em relação ao verdadeiro culto.

As lições deixadas são bastante claras para nós: não podemos fazer aliança com o paganismo mesmo que isso traga algumas vantagens políticas ou sociais; a verdadeira adoração a Deus deve prevalecer sobre toda e qualquer oferta que nos seja feita. Mesmo que essas ofertas tragam grandes ganhos no presente. Todavia nada significam quando mensuradas pela régua da eternidade.

 

VOCABULÁRIO

 

Abjuração: Renúncia solene a fé; a doutrina; a opinião.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
MERRIL E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De acordo com a lição, quais foram as causas da apostasia?

R. O casamento misto e a institucionalização da idolatria.

 

2. De que forma Acabe e Jezabel se tornaram agentes da apostasia em Israel?

R. Promovendo a adoração ao falso deus Baal e procurando suplantar o verdadeiro culto a Deus.

 

3. A apostasia trouxe como consequência a perda da identidade nacional e o julgamento divino. De que forma Deus usou Elias para atuar nesse processo?

R. Deus usou o profeta para predizer um período de grande fome e dessa forma fazer o povo refletir sobre o seu pecado.

 

4. Sobre o rei Acabe, o que o cronista destaca?

R. Que “ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor, porque Jezabel sua mulher, o instigava” (1 Rs 21.25).

 

5. Faça um breve comentário sobre os perigos da apostasia.

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Lexicográfico

 

“Apostasia

[Do gr. apostásis, afastamento] Abandono premeditado e consciente da fé cristã. No Antigo Testamento, não foram poucas as apostasias cometidas por Israel. Só em Juízes, há sete desvios ou abjuração da verdadeira fé em Deus. Para os profetas, a apostasia constitui-se num adultério espiritual. Se a congregação hebreia era tida como a esposa de Jeová, deveria guardar-lhe fielmente os preceitos, e jamais curvar-se diante dos ídolos.

Jeremias e Ezequiel foram os profetas que mais enfocaram a apostasia israelita sob o prisma das relações matrimoniais.

No Primitivo Cristianismo, as apostasias não eram desconhecidas. Muitos crentes de origem israelita, por exemplo, sentindo-se isolados da comunidade judaica, deixavam a fé cristã, e voltavam aos rudimentos da Lei de Moisés e ao pomposo cerimonial levítico.

Há que se estabelecer, aqui, a diferença entre apostasia e heresia. A primeira é o abandono premeditado e completo da fé; a segunda, é a abjuração parcial dessa mesma fé” (ANDRADE, C. C. Dicionário Teológico. 13 ed., RJ: CPAD, 2004, pp.56,57).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Biográfico

 

“ELIAS

Elias foi chamado para servir como porta-voz de Deus na ocasião em que o reino do norte havia alcançado sua mais forte posição econômica e política desde a separação feita pelo governo davídico em Jerusalém.

[...] Sua primeira missão foi enfrentar o rei Acabe com o aviso de uma seca iminente, lembrando que o Senhor Deus de Israel, a quem ele havia ignorado, tinha o controle da chuva na terra onde viviam (Dt 11.10-12). Em seguida, Elias isolou-se e caminhou em direção a leste do Rio Jordão. Nesse lugar, ele foi sustentado pelas águas do ribeiro de Querite e pelo pão e carne milagrosamente fornecidos pelos corvos. É possível que esse ‘ribeiro’ (nahal) seja o profundo vale do Rio Jarmuque, ao norte de Gileade. Quando o suprimento de água terminou por causa da seca, Elias foi divinamente instruído a ir até Sarepta, na Fenícia, onde seria sustentado por uma viúva cuja reserva de farinha e óleo havia sido milagrosamente aumentada até que a estação das chuvas fosse restaurada à terra. A identidade de Elias como profeta ou homem de Deus foi confirmada pela divina manifestação quando o filho da viúva foi restaurado à vida” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, pp.628-29).

 

“ELISEU

[...] Seu ministério profético cobriu toda a última metade do século IX a.C, atravessando os reinados de Jorão, Jeú, Jeoacaz, e Joás, do reino do Norte. Sua influência estendia-se desde uma viúva endividada (2 Rs 4.1) até um homem rico e proeminente (4.8) e mesmo até dentro do próprio palácio de Israel (5.8; 6.9; 12, 21, 22; 6.32 — 7.2; 8.4; 13.14-19). Além disso, outros reis (Josafá de Judá, 2 Reis 3.11-19, Ben-Hadade da Síria, 8.7-9) e altos funcionários do exército sírio (5.1,9-19) procuravam sua ajuda.

Diferentemente de Elias que tinha uma tendência ao ascetismo, e a se afastar dos olhos do público, Eliseu viveu próximo às pessoas que servia, e gostava da vida social. Tinha uma casa em Samaria, a capital (2 Rs 6.32), mas viajava constantemente pelo país, tal como Samuel havia feito antes dele. Frequentemente parava para visitar seus amigos em Suném. Exatamente como Jesus fez, mais tarde, muitas vezes com Maria e Marta. Eliseu chorou quando falou com Hazael, pois conhecia muito bem o cruel sofrimento que este causaria a Israel (2 Rs 8.11,12). [...] É evidente que muitos aspectos da pessoa e da obra de Eliseu são capazes de reproduzir em muitos aspectos o caráter e o ministério de nosso Senhor” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.633).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A apostasia no Reino de Israel

 

Neste trimestre estudaremos relatos relacionados aos profetas Elias e Eliseu.

Para que não incorramos em erros de interpretação, é prudente situar historicamente o texto desta aula e das demais. A nação de Israel, depois do reinado de Salomão, dividiu-se em dois reinos independentes: Judá, ao Sul, e Israel, ao Norte. Cada nação teve sua cota de profetas enviados por Deus para tratar de questões como justiça social, afastamento do pecado e de uma aproximação sincera para com Deus.

A figura dos profetas era essencial nos dois reinos. Deus havia instituído o sacerdócio para conduzir o culto a Ele, e também permitiu a instauração da monarquia como uma forma de governo administrativo. Ambos deveriam funcionar de maneira coerente, e quando isso não ocorria, Ele enviava seus profetas. Elias viveu em Israel, um reino que se tornou conhecido por sua liderança ímpia, com diversos reis que se desviaram dos caminhos do Senhor e levaram o povo pelas mesmas práticas.

Aqui é necessário fazer algumas observações sobre a liderança e seu poder.

A primeira refere-se à capacidade de um líder de conduzir um povo a Deus ou não. O rei de Israel nos dias de Elias era Acabe, um homem que não havia inclinado seu coração para o Senhor, e que se casou com uma mulher ímpia, Jezabel. Esse casal não apenas adorou outros deuses, mas também matou os profetas de Jeová, além de cometer graves injustiças sociais. Basta dizer, por exemplo, que um homem chamado Nabote, que possuía uma vinha ao lado do palácio, por não desejar vender sua propriedade ao rei de Israel, foi morto sob acusação de ter blasfemado contra o Senhor. É curioso ver que Jezabel amava a Baal e o adorava, e matou muitos profetas do Senhor, mas quando lhe pareceu conveniente, usou o nome do Senhor para matar um desafeto. Líderes que perdem o temor do Senhor tendem a desviar pessoas com seu mau exemplo. Temos que ter cuidado para não julgar pessoas que nos são desafetas utilizando o nome do Senhor como uma forma de esconder nossa ira por trás de um motivo “santo”.

A segunda observação refere-se ao cuidado com casamentos mistos, e o quanto eles podem ser perniciosos. Acabe era um israelita, mas não se preocupou em obedecer a lei de Deus no tocante ao casamento, e casou com uma mulher má. Um casamento fora da vontade de Deus pode nos conduzir para longe dEle.

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 2: Elias, o tisbita

Data: 13 de Janeiro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E ele lhes disse: Qual era o trajo do homem que vos veio ao encontro e vos falou estas palavras? E eles lhe disseram: Era um homem vestido de pelos e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tisbita” (2 Rs 1.7,8).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A vida de Elias é uma história de fé e coragem. Ela revela como Deus soberanamente escolhe pessoas simples para torná-las gigantes espirituais.

 

HINOS SUGERIDOS

 

84, 336, 340.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Rs 18.36

O Deus de Elias

 

 

 

Terça - 1 Rs 18.41-45

A fé de Elias

 

 

 

Quarta - 1 Rs 17.1

A vocação de Elias

 

 

 

Quinta - 2 Rs 9.35,36

A natureza do ministério de Elias

 

 

 

Sexta - 1 Rs 18.18

A função social do profeta Elias

 

 

 

Sábado - Mt 17.10-13

O lugar de Elias nas Escrituras

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Reis 17.1-7.

 

1 - Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.

2 - Depois, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:

3 - Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

4 - E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.

5 - Foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR, porque foi e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão,

6 - E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.

7 - E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.

 

INTERAÇÃO

 

Sobre o chamado de Elias — como ele se deu (onde e quando) — as Escrituras silenciam. Em contrapartida, a Bíblia mostra um Elias ousado, temente a Deus e pronto para realizar a vontade divina. Isso é fruto de uma verdadeira vocação divina. O verdadeiro chamado nasce no coração. Ele arde como chama interior. Porém, se desenvolve para muito além do recôndito da alma. O chamado de Deus na vida de uma pessoa também floresce publicamente. Vai além da família e da igreja local. Esse chamado que inunda a alma, a igreja reconhece, a liderança confirma e Deus usa. Afinal de contas, qual é o seu chamado?

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever a vocação e a chamada de Elias.
  • Compreender como se deu a atuação do profeta Elias.
  • Destacar o papel de Elias junto a monarquia e nas Escrituras.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, para concluir a lição desta semana, sugerimos uma atividade prática. Você vai precisar de papel ofício e caneta. Distribua-os à classe. Em seguida, solicite a cada aluno para que escreva o que mais gostam de fazer na vida. Logo após, pergunte se o que apontaram tem haver com o chamado pessoal de Deus. Conclua a atividade explicando o quanto eles precisam considerar o chamado do Eterno nas esferas de suas vidas. Afirme que tal chamado pode ou não se dar na esfera eclesiástica, mas também na “secular”.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Vocação: Escolha, chamamento, disposição.

 

Nesta lição, estudaremos mais detalhadamente os fatos relacionados à vida e à obra de um dos maiores personagens da história sagrada. Elias aparece nas páginas da Bíblia como se viesse do nada. De fato a Escritura silencia sobre a identidade de seus pais e também de sua parentela; diz apenas que ele era tisbita, dos moradores de Gileade! Parece muito pouco para um homem que irá ocupar um grande espaço na história bíblica posterior.

Todavia é esse homem enigmático que protagoniza os fatos mais impactantes na história do profetismo de Israel. Isso acontece quando denuncia os desmandos do governo dos seus dias e desafia os falsos profetas que infestavam o antigo Israel. Elias é um modelo de autenticidade e autoridade espiritual a quem devemos imitar.

 

I. A IDENTIDADE DE ELIAS

 

1. Sua terra e sua gente. O relato sobre a vida do profeta Elias inicia-se com uma declaração sobre a sua terra e seu povo: “Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade” (1 Rs 17.1). Estas palavras põem no cenário bíblico uma das maiores figuras do movimento profético. Elias era de Tisbe, um lugarejo situado na região de Gileade e a leste do rio Jordão. Esse lugar não aparece em outras passagens bíblicas, mas é citado somente no contexto do profeta Elias (1 Rs 21.17; 2 Rs 1.3,8; 9.36). Elias se tornou muito maior do que o meio no qual vivia. Na verdade, não foi Tisbe que deu nome a Elias, mas foi Elias que colocou Tisbe no mapa!

Davi, Pedro, Paulo, também construíram uma história cheia de sentido e significância. Todos nós deveríamos imitá-los e viver de tal modo que a nossa história se tornasse um testemunho para a posteridade.

2. Sua fé e seu Deus. O nome do profeta Elias já revela algo de sua identidade, pois significa Javé é o meu Deus ou aindaJavé é Deus. Elias era um israelita e como tal professava sua fé no Deus verdadeiro que através da história havia se revelado ao seu povo. Com o desenrolar dos fatos, vemos o profeta afirmando essa verdade. Por exemplo, quando desafiava os profetas de Baal, Elias orou: “Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo” (1 Rs 18.36). Deus era o Senhor dos patriarcas; da nação de Israel e Elias era um servo dEle! Deus era o Senhor de Abraão, um dos maiores personagens da história bíblica, mas Elias estava consciente de que Ele também era o seu Deus!

Assim como Elias, o crente deve saber de forma precisa quem é seu Deus para que dessa forma possa ter uma fé viva e não vacilante.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Elias era oriundo de Tisbe, lugarejo a leste do Rio Jordão. Seu nome significa “Javé é o meu Deus”.

 

 

 

II. O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE ELIAS

 

1. Sua vocação e chamada. A vocação e chamada de Elias foram divinas da mesma forma como foram as vocações e chamadas dos demais profetas canônicos. Esse fato é logo percebido quando vemos o profeta Elias colocar Deus como a fonte por trás de suas enunciações proféticas: “Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou” (1 Rs 17.1). Em outra passagem bíblica, Elias diz que suas ações obedeciam diretamente a uma determinação divina (1 Rs 18.36). Somente um profeta chamado diretamente pelo Senhor poderia falar dessa forma.

De uma forma geral, todo cristão foi chamado para a salvação, porém, alguns foram chamados para tarefas especiais. É a nossa vocação e chamada quem nos habilita para a obra do Senhor.

2. A natureza do seu ministério. A natureza divina e, portanto, sobrenatural do ministério do profeta Elias é atestada pela inspiração e autoridade que o acompanhavam. A história do profeta Elias é uma história de milagres. É uma história de intervenções divinas no reino do Norte. Encontramos por toda parte nos livros de Reis as marcas da inspiração profética no ministério de Elias. Isso é facilmente confirmado pelo escritor bíblico quando se refere à morte de Jezabel (2 Rs 9.35,36). Assim como Elias predisse, aconteceu! Elias possuía inspiração e autoridade espiritual.

De nada adianta possuir um ministério marcado pela popularidade e fama se ele é carente de autoridade e poder divino.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A inspiração e a autoridade encontradas em Elias denotam a natureza divina do seu ministério.

 

 

 

III. ELIAS E A MONARQUIA

 

1. Buscando a justiça. Na história do profetismo bíblico observamos a ação dos profetas exortando, denunciando e repreendendo aos reis (1 Rs 18.18). O livro de 1 Reis mostra que o profeta Elias foi o primeiro a atuar dessa forma. Na verdade, as ações dos profetas revelam uma luta incansável não somente em busca do bem-estar espiritual, mas também social do povo de Deus. Quando um monarca como o rei Acabe se afastava de Deus, as consequências poderiam logo ser percebidas na opressão do povo. A morte de Nabote, por exemplo, revela esse fato de uma forma muito clara (1 Rs 21.1-16). Acabe foi confrontado e denunciado por Elias pela forma injusta como agiu!

2. A restauração do culto. Como vimos, os monarcas bíblicos serviam tanto de guias políticos como espirituais do povo. Quando um rei não fazia o que era reto diante do Senhor, logo suas ações refletiam nos seus súditos (1 Rs 16.30). A religião, portanto, era uma grande caixa de ressonância das ações dos reis hebreus. Nos dias do profeta Elias as ações de Acabe e sua mulher Jezabel sofreram oposição ferrenha do profeta porque elas estavam pulverizando o verdadeiro culto (1 Rs 19.10). Em um diálogo que teve com Deus, Elias afirma que a casa real havia derrubado o altar de adoração ao Deus verdadeiro e em seu lugar levantado outros altares para adoração aos deuses pagãos. Como profeta de Deus coube a Elias a missão de restaurar o altar do Senhor que estava em ruínas (1 Rs 18.30).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Elias denunciou que a casa real havia derrubado o altar de adoração ao Senhor.

 

 

 

IV. ELIAS E A LITERATURA BÍBLICA

 

1. No Antigo Testamento. Até aqui vimos que os dois livros de Reis e uma porção do livro das Crônicas trazem uma ampla cobertura do ministério profético de Elias. O Antigo Testamento mostra que com Elias tem início a tradição profética dentro do contexto da monarquia. Foi Elias quem abriu caminho para outros profetas que vieram depois. Mas Elias não possuía apenas um ministério de cunho profético e social, seu ministério também era escatológico. Malaquias predisse o aparecimento de um profeta como Elias antes “do grande e terrível dia do Senhor” (Ml 4.5).

2. No Novo Testamento. Em o Novo Testamento encontramos vários textos associados à pessoa e ao ministério do profeta Elias. Jesus identifica João, o batista, como aquele que viria no espírito e poder de Elias (Lc 1.17; Mt 17.10-13). No monte da transfiguração, o evangelista afirma que Elias e Moisés falavam com o Salvador acerca da sua “partida” (Mt 17.3; Lc 9.30,31). Quando o Senhor censurou a falta de fé em Israel, ele trouxe como exemplo a visita que Elias fizera à viúva de Sarepta (Lc 4.24-26). No judaísmo dos tempos de Jesus, Elias era uma figura bem popular devido aos feitos miraculosos, o que levou alguns judeus acharem que Jesus seria o Elias redivivo (Mt 16.14; Mc 6.15; 8.28).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Com Elias, o Antigo Testamento destaca o desenvolvimento da tradição profética no regime monárquico.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Os comentaristas bíblicos observam que os capítulos 17-22 do livro de 1 Reis, que cobrem o período do reinado de Acabe, mostram que o declínio religioso termina com arrependimento ou julgamento divino. De fato, observamos que a mensagem profética de Elias visava primeiramente a produção de arrependimento e não a manifestação da ira divina. Isso é visto claramente quando Acabe se arrepende e o Senhor adia o julgamento que havia sido profetizado para os seus dias (1 Rs 21.27-29). Fica, pois, a lição para nós revelada na história do profeta Elias: a graça de Deus é maior do que o pecado e suas consequências. Fomos alcançados por essa graça!

 

VOCABULÁRIO

 

Carismática: Relativo a quem tem carisma. Força divina conferida a uma pessoa.
Recôndito: Oculto, escondido.
Eclesiástica: Pertencente ou relativo à Igreja; eclesial.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
DEVER, M. A Mensagem do Antigo Testamento: Uma Exposição Teológica e Homilética. 1 ed., RJ: 2008.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual o significado do nome Elias?

R. Javé é Deus.

 

2. Que fatos autenticam o ministério profético de Elias?

R. A inspiração e autoridade espiritual.

 

3. Descreva a atuação de Elias durante a monarquia na qual viveu.

R. Elias combateu a injustiça e buscou a restauração do culto.

 

4. Que fatos podem ser destacados sobre o ministério de Elias no Antigo Testamento?

R. Elias possuía um ministério de cunho social, profético e escatológico.

 

5. Cite pelo menos três referências bíblicas sobre Elias em o Novo Testamento.

R. Mateus 16.14; Marcos 6.15 e Lucas 1.17.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Sociológico

 

“A Profecia entre os Hebreus

Dos nomes hebreus aplicados aos profetas como representantes de um movimento espiritual em Israel, o termo nabhi’ foi, sem dúvida alguma, o mais largamente usado. Originalmente pensava-se que era derivado de uma raiz indicando um ‘orador’, mas agora é sabido que seu significado básico é ‘chamar’. O nabhi’ era, portanto, um indivíduo que tinha sido chamado por Deus para algum propósito específico, e que assim mantinha um relacionamento espiritual em particular com Ele. O profeta era essencialmente uma figura carismática, autorizado a falar aos israelitas em nome do seu Deus. Antes da época de Samuel, tais indivíduos eram geralmente designados como um ‘homem de Deus’, e na mesma época de Saul e Davi essa expressão era aparentemente sinônimo de nabhi’. As declarações dos profetas hebreus eram consequência direta de seu relacionamento espiritual com Deus, e, em essência, abrangiam variações sobre temas teológicos e da aliança cultuados na Lei. De fato, não há uma única doutrina profética que já não tenha sido apresentada, ao menos na forma embrionária, na Torá; deste modo, os profetas podem ser considerados comentadores além de pioneiros doutrinários” (HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.218).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Elias, o tisbita

 

Um dos homens mais enigmáticos da Bíblia é, sem dúvida, o profeta Elias. Sobre sua origem pouco se sabe, além do fato de que era oriundo de uma localidade citada apenas nos relatos relacionados à sua vida, Tisbi, nos arredores de Gileade. Além disso, a Bíblia destaca também a forma como Elias se vestia e como falava.

Pelo menos 3 pontos iniciais devem ser destacados no início da história de Elias:

A) Apesar de sua origem humilde, era um homem que estava diante do Senhor (1 Rs 17.1). A Bíblia não diz nada sobre a família de Elias, nem sobre a chamada dele para o ministério profético, mas fala que ele estava diante da face do Senhor. Estar diante de Deus é a melhor posição para quem deseja ter um ministério frutífero. Quando Acabe se deparou com aquele homem surgido do nada, encontrou uma pessoa simples, vestido de forma simples, com uma mensagem simples, mas que estava, acima de tudo, diante de Deus.

B) Elias tinha uma mensagem (1 Rs 17.1). Elias não era um homem de meias palavras, ou de mensagens indefinidas. Ele foi direto com o rei Acabe, mostrando que Deus estava irritado com as atitudes do monarca. Acabe acreditava que Baal era o responsável por enviar a chuva e trazer plantações que alimentassem toda a nação. Se isso era verdade, então Israel realmente não precisava do Senhor. Mas Deus estava naquele momento usando Elias para dizer ao rei que o Deus de Israel faria com que a nação passasse por privações por causa de sua idolatria. E a estiagem duraria pelo menos três anos, tempo suficiente para amolecer o coração do povo e mostrar-lhe que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó era o Deus que abençoava o povo com suas dádivas.

C) Elias tinha uma atitude obediente para com Deus. Após ter falado com Acabe, recebeu uma ordem de Deus para que se dirigisse ao ribeiro de Querite, onde seria sustentado pelos corvos (1 Rs 17.5). Essa atitude obediente é que Deus espera de seus servos em todos os momentos. Querite representaria para Elias um momento de anonimato — depois de desafiar o rei, Elias se tornou conhecido em todo o reino, e foi procurado por Jezabel em diversos lugares — A obediência de Elias o preservou em segurança das mãos de Jezabel nos anos de seca, e o preparou para os próximos desafios que iria enfrentar para que o povo retornasse aos caminhos do Senhor.

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 3: A longa seca sobre Israel

Data: 20 de Janeiro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A longa seca sobre Israel teve como objetivos disciplinar e demonstrar a soberania divina sobre os homens.

 

HINOS SUGERIDOS

 

236, 360, 523.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Rs 18.21

O que motivou a estiagem

 

 

 

Terça - 1 Rs 18.2

As consequências da estiagem

 

 

 

Quarta - 1 Rs 18.39

As lições deixadas pela estiagem

 

 

 

Quinta - 1 Rs 17.4; 18.13

As provisões de Deus durante a estiagem

 

 

 

Sexta - 1 Rs 17.1; 18.1

O lugar da profecia na estiagem

 

 

 

Sábado - Tg 5.17,18

A soberania de Deus na estiagem

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Reis 18.1-8.

 

1 - E sucedeu que, depois de muitos dias, a palavra do SENHOR veio a Elias no terceiro ano, dizendo: Vai e mostra-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra.

2 - E foi Elias mostrar-se a Acabe; e a fome era extrema em Samaria.

3 - E Acabe chamou a Obadias, o mordomo. (Obadias temia muito ao SENHOR,

4 - porque sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do SENHOR, Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu, numa cova, e os sustentou com pão e água).

5 - E disse Acabe a Obadias: Vai pela terra a todas as fontes de água e a todos os rios; pode ser que achemos erva, para que em vida conservemos os cavalos e mulas e não estejamos privados dos animais.

6 - E repartiram entre si a terra, para passarem por ela; Acabe foi à parte por um caminho, e Obadias também foi à parte por outro caminho.

7 - Estando, pois, Obadias já em caminho, eis que Elias o encontrou; e, conhecendo-o ele, prostrou-se sobre o seu rosto e disse: És tu o meu senhor Elias?

8 - E disse-lhe ele: Eu sou; vai e dize a teu senhor: Eis que aqui está Elias.

 

INTERAÇÃO

 

“Faze-nos regressar outra vez do cativeiro, SENHOR, como as correntes do Sul [como as torrentes no Neguebe — ARA]”. Esta é uma porção do Salmo 126. O povo de Israel está alegre por ter sido liberto do cativeiro através do decreto do rei Ciro. Então, eles se lembraram de Jerusalém. Muros caídos e Templo em escombros, por isso clamaram: “Faze-nos regressar outra vez do cativeiro, SENHOR”. A imagem que eles tinham era a da região do Neguebe que todo o ano ficava em sequidão. Mas pelo menos uma vez por ano havia chuvas torrenciais e a região enchia-se de águas. Logo após, o rio no Neguebe baixava e começavam brotar flores. O deserto tornava-se pastos verdejantes. Então, o povo pede em canção: Restaura-nos “como as torrentes no Neguebe” (ARA). Professor, Deus pode mudar a nossa sorte e transformar o nosso “deserto” em jardim florido.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar o porquê da longa estiagem.
  • Relatar as consequências e lições deixadas pela seca.
  • Conscientizar-se de que Deus é soberano.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, para iniciar a lição de hoje é importante conceituar o fenômeno da estiagem ou seca. Reproduza na lousa o seguinte esquema: (1) conceito; (2) diferença: (1) Explique que a seca ou estiagem é um fenômeno do clima, causado pela insuficiência de chuva por um período bem longo. No entanto (2) há uma diferença entre seca e estiagem. Estiagem é um fenômeno climático que ocorre num intervalo de tempo, já a seca é permanente.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Seca: Tempo seco; falta ou cessação de chuva.

 

A longa seca predita pelo profeta Elias e que teve seu fiel cumprimento nos dias do rei Acabe (1 Rs 17.1,2; 18.1,2) é citada em o Novo Testamento pelo apóstolo Tiago: “Elias [...] orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (Tg 5.17). A seca é um fenômeno climático e como tal é imprevisível. Todavia, no contexto do reinado de Acabe ela ocorreu não somente como algo previsível, mas também anunciado. Não era um fenômeno simplesmente meteorológico, mas profético. Aqui veremos como se deu esse fato e como ele revela a soberania de Deus não somente sobre a história, mas também sobre os fenômenos naturais.

 

I. O PORQUÊ DA SECA

 

1. Disciplinar a nação. O culto a Baal financiado pelo estado nortista afastou o povo da adoração verdadeira. O profeta Elias estava consciente disso e quando confrontou os profetas de Baal, logo percebeu que o povo não mantinha mais fidelidade ao Deus de Israel: “Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). De fato a palavra hebraica as’iph, traduzida como pensamentos, mantém o sentido deambivalência ou opinião dividida. A idolatria havia dividido o coração do povo. Para corrigir um coração dividido somente um remédio amargo surtiria efeito (1 Rs 18.37).

2. Revelar a divindade verdadeira. Quando Jezabel veio para Israel não veio sozinha. Ela trouxe consigo a sua religião e uma vontade obstinada de fazer de seus deuses o principal objeto de adoração entre os hebreus. De fato observamos que o culto ao Senhor foi substituído pela adoração a Baal e Aserá, principais divindades dos sidônios (1 Rs 16.30-33). A consequência desse ato foi uma total decadência moral e espiritual. Baal era o deus do trovão, do raio e da fertilidade, e supostamente possuía poder sobre os fenômenos naturais. A longa seca sobre o reino do Norte criou as condições necessárias para que Elias desafiasse os profetas de Baal e provasse que tal divindade não passava de um deus falso (1 Rs 17.1,2; 18.1,2,21,39).

Deus não precisa provar nada para ser Deus, mas os homens costumam responder favoravelmente quando suas razões são convencidas pelas evidências.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Havia dois motivos majoritários para o porquê da seca: disciplinar a nação e revelar o Deus verdadeiro.

 

 

 

II. OS EFEITOS DA SECA

 

1. Escassez e fome. A Escritura afirma que “a fome era extrema em Samaria” (1 Rs 18.2). A seca já havia provado que Baal era um deus impotente frente aos fenômenos naturais e a fome demonstrou à nação que somente o Senhor é a fonte de toda provisão. Sem Ele não haveria chuva e consequentemente não haveria alimentos. O texto de 1 Reis 18.5 revela que até mesmo os cavalos da montaria real estavam sendo abatidos. O desespero era geral. A propósito, o texto hebraico de 1 Reis 18.2 diz que a estiagem foi violenta e severa. A verdade é que o pecado sempre traz consequências amargas!

2. Endurecimento ou arrependimento. É interessante observarmos que o julgamento de Deus produziu efeitos diferentes sobre a casa real e o povo. Percebemos que à semelhança de Faraó (Êx 9.7), o rei Acabe e sua esposa, Jezabel, não responderam favoravelmente ao juízo divino. Acabe, por exemplo, durante a estiagem confrontou-se com o profeta Elias e o acusou de ser o perturbador de Israel (1 Rs 18.17). Quem resiste a ação divina acaba por ficar endurecido!

Por outro lado, o povo que não havia dado nenhuma resposta ao profeta Elias quando questionado (1 Rs 18.21), respondeu favoravelmente ante a ação soberana do Senhor: “O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39). O Novo Testamento alerta: “[...] se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7,8).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Numa esfera material a seca provocou escassez e fome. Mas, do ponto de vista espiritual, arrependimento para o povo e endurecimento para os nobres.

 

 

 

III. A PROVISÃO DIVINA NA SECA

 

1. Provisão pessoal. Há sempre uma provisão de Deus para aquele que o serve em tempos de crise. Embora houvesse uma escassez generalizada em Israel, Deus cuidou de Elias de uma forma especial que nada veio lhe faltar (1 Rs 17.1-7). A forma como o Senhor conduz o seu servo é de grande relevância. Primeiramente, Ele o afasta do local onde o julgamento seria executado: “Vai-te daqui” (1 Rs 17.3). Deus julga e não quer que o seu servo experimente as consequências amargas desse juízo! Em segundo lugar, o Senhor o orienta a se esconder: “Esconde-te junto ao ribeiro de Querite” (1 Rs 17.3). Deus não estava fazendo espetáculo; era uma ocasião de juízo. Em terceiro lugar, Elias deveria ser suprido com aquilo que o Senhor providenciasse: “Os corvos lhe traziam pão e carne” (1 Rs 17.6). Não era uma iguaria, mas era uma provisão divina!

2. Provisão coletiva. Ficamos sabendo pelo relato bíblico que além de Elias, o profeta de Tisbe, o Senhor também trouxe a sua provisão para um grande número de pessoas. Primeiramente encontramos o Senhor agindo através de Obadias, mordomo do rei Acabe, provendo livramento e suprimento para os seus servos: “Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu, numa cova, e os sustentou com pão e água” (1 Rs 18.4). Em segundo lugar, o próprio Senhor falou a Elias que Ele ainda contava com sete mil pessoas que não haviam dobrado os seus joelhos diante de Baal: “Eu fiz ficar em Israel sete mil” (1 Rs 19.18). Deus cuida de seus servos e sempre lhes prove o pão diário.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Deus mandou provisão para os profetas em duas perspectivas: pessoal, ao profeta Elias e coletiva, aos cem outros profetas.

 

 

 

IV. AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA

 

1. A majestade divina. Há lguns fatos que devemos atentar sobre a ação do Deus de Elias, conforme registrado nos versículos do capítulo 17 do primeiro livro dos Reis. Antes de mais nada, a sua onipotência. Ele demonstra controle sobre os fenômenos naturais (1 Rs 17.1). Em segundo lugar, Deus mostra a sua onipresença durante esses fatos. Elias, ao se referir ao Senhor, reconheceu-o como um Deus sempre presente: “Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou” (1 Rs 17.1). Em terceiro lugar, Ele é onisciente, pois sabe todas as coisas, quer passadas, quer presentes, ou futuras. O profeta disse que não haveria nem orvalho nem chuva, e não houve mesmo! (1 Rs 17.1).

2. O pecado tem o seu custo. Quando o profeta Elias encontra-se com Acabe durante o período da seca, Elias responde ao monarca e o censura por seus pecados: “Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins” (1 Rs 18.18). Em outras palavras, Elias afirmava que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado. O pecado pode ser atraente e até mesmo desejável, mas tem um custo muito alto. Não vale a pena!

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

A estiagem em Israel deixou duas grandes lições: a primeira é que Deus é majestoso e soberano. A segunda, de igual forma é bem clara: que o pecado cobra a sua conta.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

A longa seca sobre o reino do Norte agiu como um instrumento de juízo e disciplina. Embora o coração do rei não tenha dado uma resposta favorável ao chamamento divino, os propósitos do Senhor foram alcançados. O povo voltou para Deus e o perigo de uma apostasia total foi afastado.

A fome revelou como é vão adorar os deuses falsos e ao mesmo tempo demonstrou que o Senhor é um Deus soberano! Ele age como quer e quando quer. Fica, pois a lição que até mesmo em uma escassez violenta a graça de Deus revela-se de forma maravilhosa.

 

VOCABULÁRIO

 

Climático: Relativo a clima; condições meteorológicas (temperatura, pressão eventos) característica do estado médio da atmosfera num ponto da superfície terrestre.
Topografia: Descrição minuciosa de uma localidade.
Torrencial: Em grande quantidade, abundante.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

AHARONI, Y.; AVI-YONAH, A. F. (et al) Atlas Bíblico. 1 ed., RJ: CPAD, 1999.
MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De acordo com a lição, como a seca contribuiu para a execução do plano de Deus?

R. Disciplinando a nação e revelando quem era a divindade verdadeira.

 

2. Cite duas consequências imediatas advindas com a seca.

R. Fome e escassez.

 

3. De que forma a provisão divina se manifestou durante a estiagem?

R. Trazendo provisão pessoal, isto é, ao profeta Elias e também de forma coletiva aos cem profetas escondidos por Obadias.

 

4. O que o profeta afirma relativo a tudo o que ocorrera em Israel?

R. Que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado.

 

5. Quais lições se podem aprender através da seca em Israel?

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Geográfico

 

“Regiões geográficas da Palestina

O terreno da Terra Santa é bastante variado, principalmente devido aos fortes contrastes climáticos de região para região. A principal característica do relevo da Terra Santa e da Síria é a grande fenda que se estende desde o norte da Síria, atravessando o vale do Líbano, o vale do Jordão, o Arabá e o golfo de Elate, até a costa sudeste da África. Esta fissura divide a Palestina em ocidental — Cisjordânia — e a oriental — a Transjordânia. Há enormes diferenças de altitude em curtas distâncias. A distância entre o Hebrom e as montanhas de Moabe, em linha reta, não passa de 58 quilômetros, embora ao atravessá-la seja necessária uma descida de mais de 915 metros, Esses contrastes formam o árido Arabá, na extremidade do deserto da Judeia, com suas escarpas irregulares, e, do lado oposto, os planaltos férteis e irrigados da Transjordânia. Essas variações de terreno e clima deram lugar a padrões extremamente diversos de povoados na Palestina, que resultaram em divisões políticas correspondentes na maioria dos períodos.

Em várias ocasiões, as regiões mais distintas da Terra Santa são claramente definidas e listadas na Bíblia segundo a topografia e o clima (Dt 1.7; Js 10.40; 11.16; Jz 1.9 etc.)” (AHARONI, Y.; AVI-YONAH, A. F. (et al) Atlas Bíblico. 1 ed., RJ: CPAD, 1999, p.14).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Histórico

 

“Acabe de Israel

O ímpeto de Josafá de envolver-se em tantas confusões procedia da influência do reino do Norte, começando com Acabe. Depois de suceder Onri em 874, Acabe governou os próximos vinte anos com prosperidade e influência internacional — graças à severa política de seu pai — mas este período também caracterizou-se pela decadência moral e espiritual. Como não bastasse a apostasia entre o povo para com Yahweh, Acabe casou-se com Jezabel, filha do rei Etbaal, de Sidom, a qual inseriu seu deus Baal e a adoração a Aserá em Samaria. Pela primeira vez o culto a Yahweh foi oficialmente substituído pelo paganismo, não havendo sequer permissão para que ambos coexistissem na mesma região.

 

O ministério de Elias

Ao invés de riscar seu povo da terra, o Senhor levantou um dos mais fascinantes e misteriosos personagens bíblicos — Elias, o profeta — para confrontar-se com os habitantes de Israel, pregando contra seus pecados e anunciando o julgamento divino. Um dia Elias apareceu subitamente diante de Acabe, e profetizou que Israel passaria por alguns anos de seca, em consequência do afastamento de Yahweh e da associação com Baal (1 Rs 17.1). Três anos mais tarde (1 Rs 18.1), Elias reapareceu e confrontou-se com os profetas de Baal e Aserá no monte Carmelo, que era o mais famoso centro religioso de adoração a Baal. O resultado do conflito foi um total descrédito dos profetas pagãos e seus deuses. Após todos eles serem mortos, Elias anunciou a Acabe o fim próximo da seca. Baal, o suposto deus do trovão, do raio e da fertilidade, teve de retirar-se em total humilhação diante de Yahweh, o único e verdadeiro Deus, que provou ser a única fonte de vida e bênçãos.

 

As invasões de Ben-Hadade

A razão para Ben-Hadade atacar Samaria não está declarada, mas pode-se deduzir que este rei não se agradava da amizade crescente entre Israel e Sidom, cuja evidência achava-se na união matrimonial entre Acabe e Jezabel. Ben-Hadade certamente viu a aliança entre as duas nações como um obstáculo ao seu livre acesso ao mar e às principais rotas comerciais da costa. Além disso, caso a cronologia aqui defendida esteja correta, Salmaneser III da Assíria já estaria, por esse tempo, em seu programa de expansão internacional para o oeste, atingindo a Aram e a Palestina, forçando consequentemente o rei Ben-Hadade a colocar-se em posição defensiva. O historiador bíblico indica que Ben-Hadade estava acompanhado de outros trinta e dois reis, um indício de que ele também havia feito outras alianças para tratar com a futura ameaça da Assíria. Pode ser, é claro, que ele tenha pedido ajuda, cujo recuo fez Ben-Hadade tentar a coalização à força” (MERRIL. E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007, pp.366-68).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A longa seca em Israel

 

Após a profecia de Elias sobre a seca que se abateria em Israel, o profeta sai de cena, indo primeiramente para Querite, e depois para Sarepta, em Sidom, terra de Jezabel. Enquanto Elias passava por um momento prolongado de retiro com Deus, tendo sua vida preservada, o povo de Israel começava a experimentar a estiagem que traria um período de fome e desespero.

A importância do evento profético. A meteorologia moderna pode prever mudanças climáticas com base em estudos apoiados pela crescente tecnologia. É possível ter uma previsão do tempo com até duas semanas de antecedência com base em cálculos e estimativas matemáticas, mas serão apenas previsões. Meteorologistas não podem controlar o tempo, e portanto, podem errar em suas previsões. Fazer um prognóstico que abranja três anos de exatidão relacionados a extremos como períodos de chuvas e de secas é arriscado. Mas foi o que Elias fez, e Deus se encarregou de fazer cumprir o que predissera o profeta, trazendo uma seca sem precedentes para Israel. Essa foi a mostra de que Deus estava com Elias.

Motivos da estiagem. Não há dúvidas de que a idolatria generalizada em Israel foi uma forma de Deus julgar o povo do Norte e seu rei. Ambos tinham voltado as costas para Deus e deixaram de seguir ao Senhor, dando crédito da prosperidade que tinham a Baal, um “deus”, como criam, responsável pela fertilidade e pela chuva.

Outro motivo para a seca era o desafio de Deus contra as divindades sidônias Baal e Astarote. Essas “divindades” já eram conhecidas dos israelitas, mas foram importadas e oficializadas por Jezabel, esposa de Acabe. Para os habitantes do Reino de Israel, que haviam se esquecido do Senhor, essas divindades “davam” a chuva e a colheita no tempo devido. Agora Deus mostraria seu poder retendo a chuva e permitindo que a fome fizesse os israelitas pensarem melhor na pessoa a quem sua fé era direcionada.

Um terceiro motivo para a seca foi preparar o cenário geral para que Elias realizasse milagres que trariam a glória de Deus a Israel e desmascarariam os deuses estranhos. Deus conduziu Elias para Querite, onde havia um ribeiro, que secou-se depois de um tempo também por causa da seca. Não raro, precisamos estar preparados para ser provados por Deus naquilo que nós mesmos falamos. A seguir, Elias multiplicou o alimento de uma viúva pobre e depois ressuscitou o filho dela. E finalmente, por ordem divina, retornou a Israel e fez descer fogo do céu com sua oração.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 4: Elias e os profetas de Baal

Data: 27 de Janeiro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada” (1 Rs 18.21).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O confronto entre Elias e os profetas de Baal marcou definitivamente a separação entre a verdadeira e a falsa adoração em Israel.

 

HINOS SUGERIDOS

 

124, 342, 454.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 2 Rs 1.2,3

Rejeitando os falsos deuses

 

 

 

Terça - 1 Rs 18.19

Rejeitando os falsos profetas

 

 

 

Quarta - 2 Rs 10.11

Rejeitando os falsos sacerdotes

 

 

 

Quinta - Êx 12.38

Rejeitando o sincretismo religioso

 

 

 

Sexta - 1 Rs 18.21

Rejeitando a falsa adoração

 

 

 

Sábado - 1 Rs 18.24

Promovendo a verdadeira adoração

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Reis 18.36-40.

 

36 - Sucedeu, pois, que, oferecendo-se a oferta de manjares, o profeta Elias se chegou e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de lsaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas.

37 - Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu, SENHOR, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás.

38 - Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.

39 - O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!

40 - E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou.

 

INTERAÇÃO

 

Não são poucos os falsos profetas que tentam atormentar a vida daqueles que servem a Jesus. O pior é que estes em geral conhecem os sentimentos e as fragilidades espirituais dos que os ouvem, e não perdem a oportunidade de lembrá-los de que tem autoridade para determinar-lhes a “vontade divina”. Prezado professor, não são poucos os casos com que nos deparamos com esse tipo de pessoa, por isso, oriente seus alunos quanto a esse perigo. Encoraje-os a não temerem os falsos profetas. A ordem de Jesus para nós em relação a estes enganadores é: “Acautelai-vos”.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Destacar a importância de se confrontar os falsos deuses.
  • Explicar quais são os perigos de dar crédito aos falsos profetas.
  • Conscientizar-se da necessidade de confrontar a falsa adoração.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para concluir o terceiro tópico da lição, reproduza o esquema abaixo de acordo com as suas possibilidades. Explique aos alunos que a adoração vai muito além do culto semanal. Ela é um estilo de vida. Não há como enganar a si mesmo vinte e quatro horas por dia. Adoração verdadeira é fruto da sinceridade do coração. Não há lugar para dissimulação, perversidade e mentiras. Mas sim para a verdade, o amor e a voluntariedade. É tudo aquilo que revela a essência da vida. Sejamos, pois, verdadeiros adoradores!

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Falso: Contrário a realidade; fingimento, dissimulação, dolo.

 

O confronto de Elias com os profetas de Baal, conforme narrado no décimo oitavo capítulo do livro de 1 Reis, foi um dos fatos mais significativos da história bíblica. Mais significativo ainda foi a vitória que o profeta de Tisbe obteve sobre os falsos profetas: significou a continuidade da existência de Israel como povo a quem Deus havia escolhido para cumprir seu propósito salvífico com a humanidade.

Nesta lição, estudaremos como o profeta Elias foi usado pelo Senhor para confrontar os falsos profetas com seus falsos deuses, fazendo com que o povo de Deus abandonasse a falsa adoração.

 

I. CONFRONTANDO OS FALSOS DEUSES

 

1. Conhecendo o falso deus Baal. Baal era uma divindade cananeia (1 Rs 16.31). Por diversas vezes fizemos referência a esse fato, mas aqui iremos conhecer mais detalhadamente esse falso deus, e assim entender porque ele causava tanto fascínio no mundo cananeu e também em Israel. A palavra Baal significa proprietáriomarido ou senhor.

Os estudiosos observam que esse nome traz esses significados para demonstrar que a divindade pagã exercia controle e posse não somente sobre o lugar onde se encontrava, mas também sobre as pessoas. Os profetas estavam conscientes de que não se podia admitir tal fato entre o povo de Deus, e por isso levantaram suas vozes em protesto contra a divindade pagã (1 Rs 21.25,26).

2. Identificando a falsa divindade Aserá. A crença cananeia dizia que El seria o deus principal, isto é, o pai dos outros deuses, e Aserá era a deusa-mãe. O texto bíblico de 1 Reis 18.17-19, faz referência a essas duas divindades. A palavra poste-ídoloneste texto é a tradução do termo hebraico `ashera ou Aserá, e mantém o significado de bosque para adoração de ídolos. Aserá, conhecida também como Astarote ou Astarte, era uma deusa ligada à fertilidade humana e animal e também da colheita. No texto bíblico observamos que ela exerceu uma influência grandemente negativa entre o povo de Deus (Jz 2.13, 3.7; 1 Rs 11.33). Assim entendemos o porquê da resistência profética a esse culto.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A crença popular cananita dizia que El era o deus principal, ou seja, o pai dos outros deuses, e Aserá era a deusa-mãe.

 

 

 

II. CONFRONTANDO OS FALSOS PROFETAS

 

1. Profetizavam sob encomenda. Os fatos ocorridos no reinado de Acabe vêm mais uma vez confirmar uma verdade: nenhum sistema é profético, nenhum profeta pertence ao sistema. O texto de 1 Reis 18.19 destaca essa verdade. Os profetas de Baal eram, de fato, profetas, mas comiam da mesa de Jezabel. Eram profetas, mas possuíam seus ministérios alugados para Acabe e sua esposa. Eles profetizavam o que o rei queria ouvir, pois faziam parte do sistema estatal de governo. Nenhum homem de Deus, nem tampouco a igreja, podem ficar comprometidos com qualquer esquema religioso ou político. Se assim o fizerem, perdem suas vozes proféticas (1 Rs 22.13,14).

2. Eram mais numerosos. Acabe e sua esposa, Jezabel, haviam institucionalizado a idolatria no reino do Norte. Baal e Aserá não eram apenas os deuses principais, mas também os oficiais. O culto idólatra estava presente em toda a nação, de norte a sul e de leste a oeste. Dessa forma, para manter a presença da religião pagã na mente do povo, a casa real necessitava de um grande número de falsos profetas. O texto sagrado por diversas vezes destaca esse fato (1 Rs 18.19). E Elias pôs isso em evidência na presença do povo (1 Rs 18.22). Não havia verdade, autenticidade e tampouco qualidade no falso culto, mas apenas quantidade.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Os falsos profetas de Acabe eram mais numerosos e profetizavam por encomenda.

 

 

 

III. CONFRONTANDO A FALSA ADORAÇÃO

 

1. Em que ela imita a verdadeira. O relato do capítulo 18 de 1 Reis revela que a adoração a Baal possuía rituais que tinham certa semelhança com o ritual hebreu. Usavam altar, havia música, danças e também havia sacrifícios. Elias, porém, sabia que aquela religião falsa, apesar de suas crenças e rituais, jamais conseguiria produzir fogo (1 Rs 18.24). O teste seria, portanto, a produção de fogo!

Observamos que os profetas de Baal ficaram grande parte do dia tentando produzir fogo e não conseguiram (1 Rs 18.26-29). Uma das marcas do culto falso é exatamente a tentativa de copiar, ou reproduzir, o verdadeiro. Encontramos ainda hoje dezenas de religiões e seitas tentando produzir fogo santo e não logram qualquer êxito. Somente o verdadeiro culto a Deus faz descer fogo do céu (1 Rs 18.38)!

2. No que ela se diferencia da verdadeira. A adoração verdadeira se diferencia da falsa em vários aspectos. O relato do capítulo 18 de 1 Reis destaca alguns que consideramos essenciais. Em primeiro lugar, a adoração verdadeira firma-se na revelação de Deus na história (1 Rs 18.36). Abraão, Isaque e Jacó, foram pessoas reais assim como foram reais as ações de Deus em suas vidas. Em segundo lugar, verdadeira adoração distingue-se também pela participação do adorador no culto. Elias disse: “E que eu sou teu servo” (1 Rs 18.36). A Bíblia diz que Deus procura adoradores (Jo 4.24). Israel havia sido uma nação escolhida pelo Senhor (Êx 19.5). Elias invocou, como servo pertencente a esse povo, os direitos da aliança. Em terceiro lugar, ela diferencia-se pela Palavra de Deus, que é o instrumento usado para concretizar os planos e propósitos de Deus (1 Rs 18.36).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A verdadeira adoração firma-se na revelação de Deus na história.

 

 

 

IV. CONFRONTANDO O SINCRETISMO RELIGIOSO ESTATAL

 

1. O perigo do sincretismo religioso. O dicionário da língua portuguesa de Aurélio define o vocábulo sincretismo como “a fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originais”. Essa definição ajusta-se bem ao culto judeu no reino do Norte durante o governo de Acabe. A adoração verdadeira havia se misturado com a falsa e o resultado não podia ser mais desastroso. Esse problema da “mistura” do culto hebreu com outras crenças foi uma ameaça bem presente ao longo da história de Israel (Êx 12.38; Ne 13.3). O sincretismo religioso foi uma ameaça, ainda o é e sempre o será. A fé bíblica não pode se misturar com outras crenças!

2. A resposta divina ao sincretismo. O texto sagrado diz que logo após o Senhor ter respondido com fogo a oração de Elias (1 Rs 18.38), o profeta de Tisbe deu instrução ao povo: “Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou” (1 Rs 18.40). Parece uma decisão muito radical, mas não foi. O remédio para extirpar o mal precisava ser tomado. A decisão de Elias não foi tomada por sua própria conta, mas seguia a orientação divina dada pelo Senhor a Moisés. A lei deuteronômica dizia que era necessário destruir todos aqueles que arrastassem o povo de Deus para a idolatria (Dt 13.12-18; 20.12-13).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

O Deus de Israel é rigorosamente contrário a idolatria. Nele não há sincretismo religioso.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

O desafio do profeta Elias contra os profetas de Baal foi muito além de uma simples luta do bem contra o mal. Ele serviu para demonstrar quem de fato era o Deus verdadeiro e, portanto, merecedor de toda adoração. Foi decisivo para fazer retroceder o coração do povo até então dividido. Mostrou que o pecado deve ser tratado como pecado e que a decisão de extirpá-lo deve ser tomada com firmeza.

A luta contra a falsa adoração continua ainda hoje por parte dos que desejam ser fiéis a Deus. Não há como negar que ao nosso redor ecoam ainda os dons advindos de vários cultos falsos, alguns deles travestidos da piedade cristã. Assim como Elias, uma igreja triunfante deve levantar a sua voz a fim de que a verdadeira adoração prevaleça.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

LAHAYE, T.; HINDSON, E. (Eds.) Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. RJ: CPAD, 2008.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De acordo com a lição, quais as duas divindades pagãs principais no reino do Norte?

R. El e Aserá.

 

2. Explique como alguém pode deixar de ser uma voz profética.

R. Quando por conveniência adota as mesmas práticas e atitudes do sistema vigente.

 

3. Como a verdadeira adoração se diferencia da falsa?

R. A adoração verdadeira se firma na revelação de Deus na história; na participação do adorador no culto; pela Palavra de Deus.

 

4. Defina “sincretismo”.

R. Fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originais.

 

5. Por que o desafio entre Elias e os profetas de Baal foi muito além de uma guerra entre o bem e o mal?

R. Ele serviu para demonstrar quem de fato era o Deus verdadeiro e merecedor de toda adoração.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“O fruto é discernido espiritualmente

Jesus deixa claro que devemos julgar os profetas pelos seus frutos. Paulo e João também nos instruíram a ‘provar’ ou ‘julgar’ os profetas (1 Ts 5.21; 1 Jo 4.1; 1 Co 14.29). Este fruto não é distinguido pelos nossos cinco sentidos naturais, nem é identificado de modo intelectual — deve ser discernido espiritualmente. Paulo escreveu: ‘Mas o que é espiritual discerne bem tudo... comparando as coisas espirituais com as espirituais’ (1 Co 2.15,13). Quando nos arrependemos e limpamos os nossos corações de quaisquer motivos ímpios e aceitamos a verdade de Deus, ficamos então em condição de sermos suscetíveis ao direcionamento do Espírito Santo [...]

Nos dias de Jesus existiam ministros que ‘exteriormente pareciam justos aos homens’ (Mt 23.28). Mas interiormente eles estavam cheios de hipocrisia e iniquidade. Sua aparência era enganadora até que os verdadeiros motivos fossem expostos pela luz da Palavra viva de Deus. Jesus comparou seus corações ao solo ruim que produzia frutos pecaminosos (Mt 13.1-23; 15.17-20)” (BEVERE, J. Assim Diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através de outra pessoa. 1 ed., RJ: CPAD, 2006, p.166).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Elias e os profetas de Baal

 

Da mesma forma que Deus tem homens e mulheres que de forma comprometida se deixam ser usados por Ele, Satanás também tem os seus.

Observemos alguns aspectos da narrativa que trata do desafio de Elias contra os profetas de Baal e o resultado desse desafio. Os profetas de Baal gozavam da confiança de Jezabel e Acabe. Eles comiam da mesa do rei em um período de escassez em Israel, privilégio que outros grupos não tinham. Por sua vez, Elias não contava com o favor ou a simpatia real, e depois de sua profecia contra Acabe, foi caçado em diversos lugares. Obadias, um homem de Deus que servia a Acabe no palácio e que guardou em vida cem profetas do Senhor, mesmo com o risco de ser descoberto e morto, disse a Elias quando o encontrou: “Vive o SENHOR, teu Deus, que não houve nação nem reino aonde o meu senhor não mandasse em busca de ti; e dizendo eles: Aqui não está, então, ajuramentava os reinos e as nações, se eles te não tinham achado” (1 Rs 18.10). A ausência de chuvas em Israel deixou Elias no topo da lista de pessoas procuradas pelo rei. Para o rei, Elias era uma persona non grata em Israel. Aqui cabe uma advertência a todos os que estão em posição de liderança: Elias foi usado como profeta contra um rei que abandonou o Senhor. É evidente que se Acabe meditasse nas palavras de Elias e mudasse de atitude, Deus certamente seria com ele.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 5: Um homem de Deus em depressão

Data: 3 de Fevereiro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (2 Co 4.8,9).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Os conflitos de Elias o levaram a enfrentar períodos de depressão e tristeza. Mas o Senhor ajudou-o superar.

 

HINOS SUGERIDOS

 

140, 193, 383.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Tg 5.18

Elias, um homem espiritual

 

 

 

Terça - Tg 5.17

Elias, um homem sentimental

 

 

 

Quarta - 1 Rs 19.3

Elias, um homem em fuga

 

 

 

Quinta - 1 Rs 19.4

Elias, um homem em isolamento

 

 

 

Sexta - 1 Rs 19.4,5,6

Elias, um homem em autocomiseração

 

 

 

Sábado - 1 Rs 19.7

Elias, um homem sob os cuidados divinos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Reis 19.2-8.

 

2 - Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses e outro tanto, se decerto amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles.

3 - O que vendo ele, se levantou, e, para escapar com vida, se foi, e veio a Berseba, que é de Judá, e deixou ali o seu moço.

4 - E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.

5 - E deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro; e eis que, então, um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come.

6 - E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se.

7 - E o anjo do Senhor tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque mui comprido te será o caminho.

8 - Levantou-se, pois, e comeu, e bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

 

INTERAÇÃO

 

No ambiente eclesiástico é comum pensar que o crente é imune às doenças da alma. É como se o seguidor de Jesus vivesse dentro de uma redoma de vidro isolado e “protegido” de qualquer desconforto psicossocial. Ledo engano! As Escrituras falam claramente das fragilidades humanas e descreve-as na vida dos maiores “gigantes espirituais”. A história da Igreja mostra-nos baluartes dos movimentos de despertamentos e avivamentos espirituais — nos séculos XVIII e XIX — que sofriam profundas crises na alma. Mas o Senhor não deixou de usá-los por isso. Era o caso de David Brainerd, missionário norte-americano; John Bunyan, profícuo escritor cristão e pregador britânico; William Cowper, poeta e compositor britânico.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Compreender a humanidade do profeta Elias.
  • Identificar as causas e sintomas da depressão de Elias.
  • Detalhar o tratamento de Deus à depressão de Elias.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para introduzir a lição dessa semana conceitue a depressão, suas causas e sintomas. (1) Depressão — é um transtorno psiquiátrico ligado a um desequilíbrio das substâncias químicas no cérebro. Portanto, depressão não é tristeza, é uma doença que precisa ser tratada. (2) Causas e Sintomas — genético, tipo de estilo de vida, alimentação, estresse e problemas de ordem pessoal. Os sintomas gerais são: humor deprimido, isolamento social, comportamento autodestrutivo, tentativa de suicídio, delírios, etc. Essa é apenas uma sugestão para auxiliar na preparação de sua aula. Não deixe, pois, de fazer a sua pesquisa. Use livros, revistas, internet, etc. As possibilidades são muitas.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Depressão: Distúrbio mental caracterizado por desânimo, sensação de cansaço, ansiedade em grau maior ou menor.

 

Muitas vezes ficamos tão fascinados com o registro bíblico sobre homens e mulheres de Deus que acabamos esquecendo que todos eram humanos! Passamos a enxergá-los como heróis e como tal acreditamos que eles não tinham falhas. Todavia, a Escritura mostra os homens de Deus como de fato são — homens fiéis, vigorosos, destemidos, corajosos e ousados — mas ainda assim humanos.

Com Elias também foi assim. Ele foi um profeta que deixou seu legado na história bíblica como um gigante espiritual. Um servo de Deus de profunda convicção espiritual e consciente de sua missão profética. Por causa disso enfrentou soberanos, falsos profetas e o coração de um povo dividido. Isso deixou uma sobrecarga sobre ele, e foi isso que fez aflorar na vida do profeta de Tisbe todo o seu lado humano, frágil e carente da ajuda divina.

 

I. ELIAS — UM HOMEM COMO OS OUTROS

 

1. Um homem espiritual. Elias era um homem espiritual e vários fatos narrados nas Escrituras atestam essa verdade. Primeiramente, vemos Elias como um profeta profundamente envolvido com a Palavra de Deus: “E que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas” (1 Rs 18.36). Em segundo lugar, o profeta de Tisbe possuía uma profunda vida devocional. Ele era um homem de oração: “E Acabe subiu a comer e a beber; mas Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e meteu o seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu moço: Sobe agora e olha para a banda do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então, disse ele: Torna lá sete vezes” (1 Rs 18.42,43). Elias conhecia os infinitos recursos da oração!

2. Um homem sentimental. Mas Elias não era apenas um homem espiritual, ele também era sentimental. O apóstolo Tiago afirma que: “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (Tg 5.17). Tiago diz duas coisas importantíssimas sobre Elias que nós parecemos esquecer: primeiramente “Elias era homem”. Elias foi um gigante espiritual, mas era homem! Não era um anjo! Em segundo lugar, Elias possuía “as mesmas paixões”. Elias não era apenas espiritual, era também sentimental! Alegrava-se, mas também se entristecia! Talvez o que distingue Elias dos demais mortais é que ele não maquiava seus sentimentos. Ele os punha para fora.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Elias era um homem como outro qualquer. Sujeito às intempéries da vida.

 

 

 

II. AS CAUSAS DOS CONFLITOS DE ELIAS

 

1. Decepção. O capítulo 18 do Primeiro Livro de Reis narra a fantástica vitória que o profeta Elias obtivera sobre os profetas de Baal. O Senhor havia respondido a oração do seu servo, enviando fogo do céu em resposta à sua oração (1 Rs 18.38). O que Elias esperava em resposta a esse avivamento era um total quebrantamento do povo, incluindo a casa real. Todavia, o avivamento não alcançou as proporções desejadas. A casa de Acabe ficou insensível. Jezabel mandou dizer a Elias, em tom de ameaça: “Assim me façam os deuses e outro tanto, se decerto amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles” (1 Rs 19.2). Parece que a vitória havia se convertido em derrota! Sem dúvida, Elias havia ficado decepcionado, não com o seu Deus, mas com o príncipe de seu povo!

2. Medo. Diante da ameaça de morte sentenciada pela rainha Jezabel, a reação de Elias foi imediata: “O que vendo ele, se levantou, e, para escapar com vida, se foi, e veio a Berseba, que é de Judá, e deixou ali o seu moço” (1 Rs 19.3). Elias teve medo e fugiu! O homem que havia confrontado Acabe e os falsos profetas de Baal e Aserá, agora fugia temendo morrer pela mão de uma mulher! Não devemos esquecer que Elias era um homem semelhante a nós e sujeito aos mesmos sentimentos (Tg 5.17). Os gigantes também possuem seus momentos de fraqueza! Não há dúvidas que aqui os sentimentos falaram mais alto do que a fé!

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Os conflitos de Elias estavam associados à decepção e o medo.

 

 

 

III. AS CONSEQUÊNCIAS DOS CONFLITOS

 

1. Fuga e isolamento. O texto sagrado destaca a fuga do profeta Elias (1 Rs 19.3). O homem de Deus que havia enfrentado situações tão adversas, agora se vê impotente diante das ameaças de uma rainha pagã. Ele se viu sem escapatória diante dessa nova situação e temeu por sua vida. Humanamente falando era ficar e morrer. Devemos observar que o Senhor não recriminou Elias por isso; nós também não devemos fazê-lo. Por outro lado, Elias não apenas fugiu; ele também se isolou. “E ele se foi ao deserto” (1 Rs 19.4). Essa é a marca de uma pessoa deprimida — ela busca o isolamento. Somos seres sociais e como tais, não podemos viver no isolamento.

2. Autopiedade e desejo de morrer. Vemos ainda as marcas do comportamento depressivo do profeta na sua atitude de autopiedade — um termo sinônimo para autocomiseração, cunhado pelos psicólogos. Elias achava que somente ele ficara como um servo fiel do Senhor: “Eu fiquei só” (1 Rs 19.10). Ele achava ainda que todos haviam apostatado ou abandonado a fé. Não havia mais fiéis, somente ele. Como o texto deixa claro, isso era ver a realidade de forma distorcida. Deus possuía ainda seus sete mil (1 Rs 19.18). Mas Elias foi mais além — ele agora queria morrer: “e pediu em seu ânimo a morte” (1 Rs 19.4). Os psicólogos observam que este é o sintoma de uma pessoa com depressão profunda. Ela perde o encanto pela vida. Elias, portanto, precisava urgentemente da ajuda do Senhor.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Algumas características que podem descrever a depressão de Elias são: desejo de fuga, isolamento, autopiedade e desejo de morrer.

 

 

 

IV. O SOCORRO DIVINO

 

1. Provisão física. O socorro do Senhor chegou até o profeta na forma de provisão física e material: “E deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro; e eis que, então, um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come” (1 Rs 19.5). Os psicólogos veem aqui um dos sintomas da depressão de Elias — a inapetência ou alteração dos hábitos alimentares. Nesse estado, a pessoa pode não querer comer como também pode possuir um apetite exagerado. Em ambos os casos é necessário o auxilio de terceiros. No caso do profeta, o anjo do Senhor é quem o auxilia providenciando-lhe alimento. Ele precisava alimentar-se e Deus fez com que isso fosse providenciado: “E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se” (1 Rs 19.6).

2. Provisão espiritual. Elias alimentou-se de pão e água — elementos de natureza material. Todavia, a forma e o instrumento usado por Deus para fazê-los chegar até ao profeta eram de natureza espiritual. Como já vimos, o texto sagrado diz que um anjo do Senhor foi quem providenciou aqueles víveres para o profeta (1 Rs 19.5,6). Mas não for apenas um anjo que prestou auxilio ao profeta; o próprio Deus a quem Elias servia o conduziu durante todo o tempo. A própria ida de Elias ao monte Horebe fez parte dessa terapia. Ali, Elias seria revitalizado não apenas na sua vida espiritual, mas também na sua vida emocional (1 Rs 19.8-15).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

O socorre divino trouxe provisão física e espiritual ao profeta Elias.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Acabamos de observar que os homens de Deus também têm conflitos. Padecem também dos males comuns a todos os mortais.

Todavia, é perceptível que o servo de Deus conta com uma forma de auxílio diferenciado — ele não está sozinho neste mundo. Por isso, não depende apenas dos recursos humanos que são tão limitados. O Senhor faz-se presente nas horas conflituosas da vida e presta-nos o seu auxílio. Lemos nos Salmos: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1).

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

DEVER, M. A Mensagem do Antigo Testamento: Uma Exposição Teológica e Homilética. 1 ed., RJ: CPAD, 2008.
SEAMANDS, S. Feridas que Curam: Levando Nossos Sofrimentos à Cruz. 1 ed., RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Segundo a lição, o que deve ser destacado sobre o lado humano de Elias?

R. Como homem, Elias possuía sentimentos, não somente se alegrava, mas também se entristecia.

 

2. Cite peto menos duas causas da depressão de Elias.

R. Decepção e medo.

 

3. Além de “fuga” e “isolamento”, quais foram as outras consequências da depressão de Elias?

R. Autopiedade e desejo de morrer.

 

4. De que forma o Senhor mostrou o seu cuidado para com o profeta Elias?

R. Provendo recursos materiais e espirituais.

 

5. Que forma de auxílio diferenciado o servo de Deus conta?

R. Ele não está sozinho neste mundo.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Teológico

 

“[Uma Resposta de Deus a Elias]

Em um determinado ponto da história, Elias, totalmente triste, disse: ‘E eu fiquei só’, achando que era o único israelita que se arrependeu, que creu e que conheceu o perdão de Deus (1 Rs 19.14). O Senhor repreende-o e afirma: Também eu fiz ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que se não dobraram a Baal5 (1 Rs 19.18). Em sua Epístola aos Romanos, Paulo cita essa história, com queixa de Elias e a repreensão do Senhor, e acrescenta logo depois: ‘Assim, pois, também agora neste tempo ficou em resto, segundo a eleição da graça’ (Rm 11.5).

Por que Deus é tão gracioso que nos escolhe? Porque Ele quer um nome para si mesmo. Na consagração do Templo, Salomão ora para que Deus abençoe seu povo: ‘Para que todos os povos da terra saibam que o Senhor é Deus e que não há outro’ (1 Rs 8.60).

[...] Deus chama um povo para ser seu para a sua glória. Ouvir a esse chamado e aceitá-lo é a estrada para frente e para cima. Recusar esse chamado, por menor que se inicie a recusa, leva apenas ao declínio. E o fim não é bom. Oro para que seu fim seja bom e para que suas escolhas, mesmo hoje, caminhem nessa direção” (DEVER, M. A Mensagem do Antigo Testamento:Uma Exposição Teológica e Homilética. 1 ed., RJ: 2008, p.322).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Devocional

 

“Distúrbios psicossomáticos

A revista Isto É, em sua edição número 2004 [...] faz uma análise do poder das emoções e os males que as emoções negativas causam ao coração. Esta reportagem científica da Isto É, trata especialmente dos prejuízos do coração. Fala que o primeiro caminho a ser seguido para atingir o coração é através do sistema nervoso autônomo (SNA). Ele envia sinais elétricos, recebidos por fibras nervosas presentes no tecido cardíaco. Seu papel é acelerar ou diminuir o ritmo cardíaco. A outra via é química. Seu principal agente são os hormônios, como a adrenalina, por exemplo, secretados por algumas glândulas. Eles entram em ação após receber as ordens do hipotálamo, parte do sistema límbico, gerando sérios problemas ao coração.

Quando as pessoas têm raiva, irritação, ansiedade, tristeza e depressão acontece o seguinte: as glândulas adrenais, situadas acima dos rins, aumentam a produção de adrenalina e provoca:

    Diminuição do calibre dos vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial.

    Maior produção de fatores pró-coagulante, deixando o corpo mais vulnerável à formação de coágulos que podem entupir as artérias.

    Desequilíbrio na atividade do endotélio, tecido que reveste as paredes dos vasos. Ele produz substâncias que ajudam na dilatação das artérias e outras envolvidas em processos inflamatórios. Como resultado, há maior estreitamento dos vasos e produção de compostos inflamatórios.

    Pelo sistema nervoso, são emitidos sinais que elevam a frequência cardíaca.

    Há prejuízo no sistema de defesa do corpo, ficando nosso corpo sujeito às várias doenças.

    A depressão, por exemplo, aumenta o batimento cardíaco e prejudica sua vulnerabilidade. Se não há variação, há sobrecarga do músculo cardíaco.

Tudo isso aumenta as chances de infarto em portadores de fatores de risco, como alto colesterol e hipertensão.

Enfim, as emoções prejudicam terrivelmente o coração, mas também prejudica o estômago, a pele, as vias respiratórias e todos os demais órgãos do corpo.

[...] A melhor prevenção de doenças é ter equilíbrio espiritual e emocional. É trabalhar com tranquilidade e paz. É vencer o ódio, o ressentimento, a preocupação e a ansiedade” (FERREIRA, I. A. As emoções de um líder: Como administrar corretamente as suas emoções. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, pp.117-18).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Um homem de Deus em depressão

 

Após ter feito descer fogo do céu com sua oração e mostrado que Jeová é o Deus de Israel, Elias mata os profetas de Baal e é ameaçado por Jezabel. Essa ameaça, mais o cansaço dos últimos acontecimentos (Elias desafiou Acabe e os profetas de Baal, reconstruiu o altar do Senhor, ofereceu o holocausto, fez descer fogo do céu, viu Deus respondendo sua oração e matou os profetas de Baal), fizeram com que Elias adoecesse. Há psicólogos que diagnosticaram o caso de Elias como a síndrome do pânico, e não necessariamente como depressão, mas essa possível divergência de pensamento não retira do texto algumas realidades a seguir:

Elias era um homem de Deus. O fato de ter adoecido não retira de Elias a certeza de que ele era uma pessoa que estava com Deus. Não raro, há pessoas que imaginam estarem sós quando passam por momentos difíceis e de doenças. Nesses momentos, é preciso lembrar que nossa vida está nas mãos do Senhor, e que Ele sabe como cuidar de nós. Doenças e outros problemas não são o método de se medir se uma pessoa é ou não de Deus.

A fuga e o isolamento de Elias. A doença de Elias o fez fugir e se isolar de outras pessoas. Fugir dos problemas não faz com que eles sejam resolvidos e se isolar das pessoas não é a melhor forma de tratamento quando se passa por problemas. É certo que há situações em que precisamos passar um tempo a sós com Deus, mas elas não nos podem transformar em ermitões. O isolamento continuado nos faz fugir da realidade e de nossa vocação, e não ajuda a resolver os problemas que existem. Portanto, se passaremos algum tempo a sós, que seja acompanhado da presença de Deus, e por um período determinado, para que possamos ser novamente usados por Ele.

Elias sob os cuidados divinos. Ainda havia muita coisa para que Elias fizesse, mas o profeta precisava de socorro em seu isolamento e desânimo. O próprio Deus cuidou do profeta, enviando seu anjo, dando-lhe alimento, deixando-o descansar e falando com ele. Naquele momento, Deus não exigiu que Elias retornasse a Israel para terminar Sua obra, mas falou mansamente com seu servo e proporcionou a Elias um período de descanso. Observemos tal coisa: precisamos ter momentos de descanso, para que não nos sintamos sobrecarregados e desanimados. O descanso não representa uma fuga da obra de Deus, mas um momento de renovação para o nosso corpo e nossa mente, a fim de que tenhamos o equilíbrio necessário para a continuidade do ministério.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 6: A viúva de Sarepta

Data: 10 de Fevereiro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva” (Lc 4.25,26).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Para socorrer e sustentar os seus filhos, Deus usa os meios mais inesperados.

 

HINOS SUGERIDOS

 

28, 126, 245.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Rs 17.4

Provisão em Querite

 

 

 

Terça - 1 Rs 17.12

Escassez em Sarepta

 

 

 

Quarta - 1 Rs 17.13

Deus em primeiro lugar

 

 

 

Quinta - 1 Rs 17.14

A suficiência divina

 

 

 

Sexta - 1 Rs 17.19

O poder da oração intercessória de Elias

 

 

 

Sábado - 1 Rs 17.21

O poder da oração perseverante

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Reis 17.8-16.

 

8 - Então, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:

9 - Levanta-te, e vai a Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente.

10 - Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, numa vasilha um pouco de água que beba.

11 - E, indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me, agora, também um bocado de pão na tua mão.

12 - Porém ela disse: Vive o SENHOR, teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos.

13 - E Elias lhe disse: Não temas; vai e faze conforme a tua palavra; porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho.

14 - Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra.

15 - E foi ela e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias.

16 - Da panela a farinha se não acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do SENHOR, que falara pelo ministério de Elias.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, hoje estudaremos a respeito do cuidado e da provisão divina para com o profeta Elias. No decorrer da lição, procure enfatizar o cuidado de Deus para com aqueles que se dispõe a fazer sua vontade. O Senhor não mudou, como um pai amoroso Ele continua a cuidar de seus filhos. Elias foi fiel ao Todo-Poderoso ao cumprir sua missão — confrontar a apostasia no reino do Norte. A sua devoção e zelo pela Palavra do Senhor, fez com que ele precisasse de um lugar seguro para refugiar-se. O próprio Deus escolheu e preparou este lugar, em Sarepta. Ali, uma pobre viúva seria usada como parte do plano de provisão do Senhor. Aprendemos com este episódio que o Pai Celeste é o nosso Provedor. Ele, como o Bom Pastor, supre as nossas necessidades. Confie!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Compreender que Deus é o nosso provedor.
  • Explicitar o poder da graça de Deus para com os povos gentílicos.
  • Conscientizar-se do poder da Palavra de Deus e da oração.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, para introduzir o tópico II da lição utilize o esquema abaixo. Reproduza-o conforme as suas possibilidades. Fale que além da viúva de Sarepta, as Sagradas Escrituras falam sobre outras mulheres estrangeiras que o Senhor acolheu através do seu povo. Raabe, Rute e a mulher siro-fenícia comprovam que Deus não pertence a nenhum grupo específico. Ele é infinito e seu Santo Espírito sopra onde quer.

 

A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES ESTRANGEIRAS NAS ESCRITURAS

 

   •    Raabe

Habitante de Jericó na época da invasão de Israel à Canaã. Sua história é narrada em Josué 2.1-22; 6.17-25. Há, sobre ela, referências claras em o Novo Testamento. Aqui, o autor sagrado atribui a salvação de Raabe à sua fé (Tg 2.25; Hb 11.31).

 

   •    Rute

Uma moabita que casou com dois fazendeiros judeus: Malom (Rt 4.10), um dos filhos de Elimeleque e Noemi (4.3; 1.2), e Boaz, um parente de Elimeleque (4.3).

 

   •    A mulher siro-fenícia

Mulher gentílica, da região de Tiro e Sidom, que pediu a Jesus para curar a sua filha (Mc 7.26; cf. Mt 15.21,22).

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Provisão: Abastecimento, fornecimento, mantimentos.

 

A visita do profeta Elias a terra de Sarepta, onde foi acolhido por uma viúva pobre, é emblemática por algumas razões. Primeiramente, a história revela o cuidado de Deus para com os que se dispõem a fazer sua vontade. Não importa onde estejam, Deus cuida de cada um de seus filhos. Elias foi o agente de Deus para confrontar a apostasia no reino do Norte. Necessitava, pois, de um lugar seguro para refugiar-se. Em segundo lugar, o episódio revela a soberania de Deus sobre as nações. Mesmo tratando-se de uma terra pagã, Deus escolhe dentre os moradores de Sarepta, uma mulher que servirá como instrumento na construção de seu propósito.

 

I. UM PROFETA EM TERRA ESTRANGEIRA

 

1. A fonte de Querite. Logo após profetizar uma grande seca sobre o reinado de Acabe, Elias recebeu a orientação divina: “Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Quente, que está diante do Jordão” (1 Rs 17.3). Elias havia se tornado uma persona non grata no reinado de Acabe. E, devido a esse fato, precisava sair de cena por um tempo. Seguindo a orientação divina, ele refugia-se primeiramente próximo à fonte de Querite. Era um lugar de sombra e água fresca, mas não representava o ponto final de sua jornada. Ele não poderia fixar-se naquele local porque ali não havia uma fonte permanente, mas uma provisão em tempos de crise (1 Rs 17.7). Quem faz de “Querite” seu ponto final terá problemas porque certamente secará!

2. Elias em Sarepta. Elias afasta-se de seu povo e de sua terra, indo refugiar-se em território fenício (1 Rs 17.9). A geografia bíblica informa-nos que Sarepta era uma pequena localidade situada a cerca de quinze quilômetros de Sidom, terra da temida Jezabel (1 Rs 16.31). Às vezes o Senhor faz coisas que parece não ter lógica alguma! No entanto, esse foi o único lugar no qual o rei Acabe jamais pensaria em procurar o profeta (1 Rs 18.10). São nas coisas menos prováveis que Deus realiza seus desígnios! Sarepta parecia ser uma terra de ninguém, mas estava no roteiro de Deus para a efetivação do seu propósito.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Num momento de crise Elias se afastou do seu povo e de sua terra e refugiou-se em território fenício.

 

 

 

II. UMA ESTRANGEIRA NO PLANO DE DEUS

 

1. A soberania e graça de Deus. Quando o Senhor ordenou ao profeta que se deslocasse até Sarepta, revelou-lhe também qual era o seu propósito: “Ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente” (1 Rs 17.9). Elias precisava sair da região controlada por Acabe e isso, como vimos, aconteceu quando ele se dirigiu a Sidom, na Fenícia.

O texto é bem claro em referir-se à viúva como sendo um instrumento que o Senhor usaria para auxiliar a Elias: “Ordenei ali a uma mulher viúva”. Quem era essa viúva ninguém sabe. Todavia, foi a única escolhida pelo Senhor, dentre milhares de outras viúvas, para fazer cumprir seu projeto soberano (Lc 4.25,26). Era uma gentia que, graças ao desígnio divino, contribuiu para a construção e desenvolvimento do plano divino.

2. A providência de Deus. A providência divina para com Elias revelou-se naquilo que Paulo, muito tempo depois, lembrou (1 Co 1.27). Um gigante espiritual ajudado por uma frágil mulher! Sim, uma mulher viúva e pobre. Muito pobre! Ficamos a pensar o que teria passado pela cabeça do profeta quando o Senhor lhe disse que havia ordenado a uma viúva que o sustentasse. Era de se imaginar que a mulher possuísse algum recurso. Como em toda a história de Elias, a provisão de Deus logo fica em evidência. A providência divina já havia se manifestado nos alimentos trazidos pelos corvos (1 Rs 17.4-6). Agora revelar-se-ia através de uma viúva pobre.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Pela sua soberania e graça, Deus incluiu uma estrangeira em seu plano.

 

 

 

III. O PODER DA PALAVRA DE DEUS

 

1. A escassez humana e a suficiência divina. A mulher que Deus havia levantado para alimentar Elias durante o período da seca disse não possuir nada ou quase nada: “nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos.” (1 Rs 17.12). De fato o que essa mulher possuía como provisão era algo humanamente insignificante! A propósito, o termo hebraico usado para punhado, dá a ideia de algo muito pouco! Era pouco, mas ela possuía! Deus queria operar o milagre a partir do que a viúva tinha. A suficiência divina se revela na escassez humana. O pouco com Deus torna-se muito!

2. Deus, a prioridade maior. O profeta entrega à viúva de Sarepta a chave do milagre quando lhe diz: “porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho” (1 Rs 17.13), O profeta era um agente de Deus, e atendê-lo primeiro significava colocar a Deus em primeiro lugar. O texto sagrado afirma que “foi ela e fez segundo a palavra de Elias” (1 Rs 17.15). Tivesse ela dado ouvidos à sua razão, e não obedecido as diretrizes do profeta, certamente teria perdido a bênção. O segredo, pois, é colocar a Deus sempre em primeiro lugar (Mt 6.33).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Na escassez humana vemos a suficiência divina através do poder da Palavra de Deus.

 

 

 

IV. O PODER DA ORAÇÃO

 

1. A oração intercessória. O texto de 1 Reis 17.1 traz a profecia de Elias sobre a seca em Israel. E, de fato, a seca aconteceu. Tiago, porém, destaca que a predição de Elias foi acompanhada de oração: “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (Tg 5.17). Novamente o profeta encontra-se diante de um novo desafio e somente a oração provará a sua eficácia. O filho da viúva morreu e Elias toma as dores da pobre mulher, pondo-se em seu lugar e clama ao Senhor (1 Rs 17.19,20). Deus ouviu e respondeu ao seu servo.

2. A oração perseverante. Elias orou com insistência (1 Rs 17.21). Ele estendeu-se sobre o menino três vezes! Isso demonstra a natureza perseverante de sua oração. Muitos projetos não se concretizam, ficam pelo caminho porque não são acompanhados de oração perseverante. O Senhor Jesus destacou a necessidade de sermos perseverantes na oração ao narrar a parábola do juiz iníquo (Lc 18.1). É com tal perseverança que conseguiremos alcançar nossos objetivos.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

O clamor intercessório e perseverante confirmam o poder da oração.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

A soberania de Deus sobre a história e sobre os povos e o seu cuidado para com aquele que o teme se revelam de forma maravilhosa no episódio envolvendo o profeta Elias e a sua visita a Sarepta. Não há limites quando Deus quer revelar a sua graça e tampouco há circunstância demasiadamente difícil que possa impedi-lo de mostrar o seu poder provedor.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Geograficamente falando, onde ficava Querite e Sarepta?

R. Querite ficava do lado oriental do reino do Norte, na fronteira do Jordão e Sarepta ficava a cerca de quinze quilômetros de Sidom.

 

2. De que forma vemos a ação de Deus se manifestar em Sarepta?

R. Incluindo a viúva em seu plano e provendo o que era necessário para ela e para Elias.

 

3. Que lições podemos aprender do milagre na casa da viúva?

R. Que quando se coloca Deus como prioridade maior, então haverá garantia para a provisão da escassez humana.

 

4. No episódio da ressurreição do filho da viúva, quais aspectos da oração podem ser destacados?

R. Os da oração intercessória e perseverante.

 

5. Segundo a lição, como devemos alcançar os nossos objetivos?

R. Com perseverança.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Geográfico

 

“Sarepta

Durante os três anos de seca sofridos por Israel nos dias de Acabe, Deus enviou Elias, que havia pronunciado o julgamento de Israel, à cidade fenícia de Sarepta, para que ali fosse sustentado. Nesta cidade, a viúva com a qual o profeta viveu desfrutou um suprimento perene de azeite e farinha, e experimentou a alegria de ter seu filho ressuscitado dos mortos (1 Rs 17.8-24). A cidade estava localizada a aproximadamente treze quilômetros ao sul de Sidom, ao longo da costa mediterrânea, na estrada para Tiro. Também é conhecida como Zarefate em algumas versões (Ob 1.20) e como Sarepta no NT (Lc 4.26) é a moderna Sarafand. Sarepta é mencionada em textos ugaríticos do século XIV a.C. e em papiros egípcios do século XIII a.C junto com Biblos, Beirute, Sidom e Tiro como uma das principais cidades da costa (ANET, p.477). Tanto Senaqueribe como Esar-Hadom reivindicam ter tomado Sarepta de acordo com as inscrições assírias (ela foi chamada Zaribtu, ANET, p.287)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.1768).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Devocional

 

“1 Reis 17.8-16

Aqui nós temos um relato de outra proteção que Elias recebeu e de outra provisão que lhe foi feita durante o seu isolamento.Da assolação e da fome se rirá aquele que tem Deus por seu amigo para guardá-lo e mantê-lo. O ribeiro de Querite está seco, mas o cuidado de Deus por seu povo, e a bondade para com ele, nunca cessam, nunca falham, antes, são os mesmos, e continuam e se prolongam para aqueles que o conhecem (Sl 36.10). Quando o ribeiro secou, o Jordão não; por que Deus não o enviou para lá? Com certeza porque Ele mostrava que possuía uma variedade de formas de sustentar seu povo e não está preso a nenhuma. Deus agora proverá para ele onde ter alguma companhia e oportunidade de ser útil, e não ser, como tinha sido, enterrado vivo. Observe:

[...] O lugar para onde ele é enviado, a Sarepta, uma cidade de Sidom, fora fronteira de Israel (v.9). Nosso Salvador observa esse fato como um sinal antigo do favor de Deus planejado para os pobres gentios, na plenitude dos tempos (Lc 4.25,26). Muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, e é provável que algumas teriam lhe oferecido as boas-vindas em suas casas; mas ele é enviado para honrar e abençoar com a sua presença uma cidade de Sidom, uma cidade gentia, e assim se torna (diz o Dr. Lightfoot) o primeiro profeta dos gentios. Israel tinha se corrompido com as idolatrias das nações e se tornado pior do que elas; justamente por isso a sua queda é a riqueza do mundo. Elias foi odiado e expulso pelos seus compatriotas; por isso, ele vai para os gentios como posteriormente se ordenou aos apóstolos que fizessem (At 18.6). Mas, por que para uma cidade de Sidom? Talvez porque a adoração de Baal, que então era o clamoroso pecado de Israel, tinha vindo recentemente dali com Jezabel, que era de Sidom (16.31); por essa razão, para lá ele devia ir, para que dali pudesse sair o destruidor daquela idolatria: ‘certamente de Sidom eu chamei o meu profeta, o meu reformador’. Jezabel era a maior inimiga de Elias; porém, para mostrar a ela a impotência da sua malícia, Deus encontrará para ele um esconderijo exatamente no país dela. Cristo jamais esteve entre os gentios, exceto uma vez, quando foi para as partes de Sidom (Mt 15.21).

A pessoa designada para hospedá-lo não é nenhum dos ricos mercadores ou dos grandes homens de Sidom, nem alguém como Obadias, que era mordomo da casa de Acabe e que alimentava os profetas; mas é ordenado a uma pobre viúva (isto é, ela é capacitada e disposta por Deus), desamparada e solitária, que o sustente. É o modo de Deus, e é a sua glória, fazer uso das coisas loucas deste mundo e honrá-las. Ele é, de forma especial, o Deus das viúvas, e as alimenta, e por isso elas devem pensar em como poderão retribuir a Ele” (HENRY, M. Comentário Bíblico do Antigo Testamento: Josué a Ester. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.512).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A viúva de Sarepta

 

Uma cena curiosa aparece na narrativa de Elias: Sua ida a Sarepta, uma cidade de Sidom, e seu encontro com uma mulher viúva. Com todo o cenário de caos em Israel, Deus se preocupa com uma mulher viúva da terra natal de Jezabel a ponto de enviar Elias não apenas para se manter vivo, mas para preservar a mulher e seu filho vivos também.

O perfil da viúva de Sarepta. Aquela era uma mulher que não tinha para si um provedor. O Texto Sagrado não diz há quanto tempo ela ficara viúva, mas diz que era uma mulher que além de viúva, não tinha mais recursos para se manter, a ponto de dizer ao profeta que ela não possuía nada mais que um punhado de azeite e farinha em casa, e que os usaria para fazer a última refeição de sua vida e da vida de seu filho. Foi nesse ambiente que Deus realizou a multiplicação dos únicos bens daquela mulher.

Aquela mulher também demonstrou fé naquilo que Elias disse. Quando surgem momentos de escassez, é comum as pessoas se tornarem mais egoístas. Mas aquela viúva fez o que Elias ordenou, e viu a providência divina em seu lar no período de seca.

A atitude de Elias. Quando o filho daquela viúva morreu, ela não se lembrou, em sua dor, da providência de Deus em seu lar por causa da presença de Elias. Na verdade, ela acusou o profeta de ser o responsável por aquela morte. E Elias precisava responder àquela situação. Ele não discutiu com a mulher. Apenas pediu que ela lhe entregasse o corpo do seu filho. Indo para o seu quarto, Elias roga ao Senhor que traga a vida do menino, e Deus responde à oração de Elias, realizando a primeira ressurreição da Bíblia. E quando devolveu o filho ressuscitado à sua mãe, Elias não discutiu. Em nenhum momento Elias chamou aquela mulher de incrédula, ou de ingrata (afinal, ela e seu filho estavam vivos graças à presença de Elias naquela casa). Ele agiu com mansidão, e Deus o honrou (1 Rs 17.24). Atente para o fato de que Elias agiu de forma mansa com aquela mulher, mas posteriormente agiu de forma impetuosa diante de Acabe e de sua idolatria, mostrando que há momentos certos para se ter atitudes certas diante de problemas diferentes. E por meio de Elias, o testemunho de Deus foi dado em terras estrangeiras por meio de milagres e da providência divina, a ponto de esse caso ser citado séculos depois pelo próprio Jesus.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 7: A vinha de Nabote

Data: 17 de Fevereiro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A trama orquestrada pela rainha Jezabel e o rei Acabe contra Nabote demonstra quão danoso é render-se aos desejos da cobiça e de uma satisfação pessoal.

 

HINOS SUGERIDOS

 

522, 547, 635.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mc 7.22-23

A raiz da cobiça

 

 

 

Terça - Ef 5.5

Fruto da cobiça

 

 

 

Quarta - Êx 10.17

Advertência contra a cobiça

 

 

 

Quinta - Gn 31.41

A cobiça exemplificada

 

 

 

Sexta - Pv 28.20

Consequência da cobiça

 

 

 

Sábado - Is 57.17

Julgamento da cobiça

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Reis 21.1-5,15,16.

 

1 - E sucedeu, depois destas coisas, tendo Nabote, o jezreelita, uma vinha que em Jezreel estava junto ao palácio de Acabe, rei de Samaria,

2 - que Acabe falou a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha, ao pé da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor do que ela; ou, se parece bem aos teus olhos, dar-te-ei a sua valia em dinheiro.

3 - Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança de meus pais.

4 - Então, Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe falara, dizendo: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão.

5 - Porém, vindo a ele Jezabel, sua mulher, lhe disse: Que há, que está tão desgostoso o teu espírito, e não comes pão?

15 - E sucedeu que, ouvindo Jezabel que já fora apedrejado Nabote e morrera, disse Jezabel a Acabe: Levanta-te e possui a vinha de Nabote, o jezreelita, a qual ele te recusou dar por dinheiro; porque Nabote não vive, mas é morto.

16 - E sucedeu que, ouvindo Acabe que já Nabote era morto, Acabe se levantou, para descer para a vinha de Nabote, o jezreelita, para a possuir.

 

INTERAÇÃO

 

Acabe não se contentou com o que tinha — e não era pouco, ele tinha “apenas” o governo da nação de Israel, o reino do Norte, à sua disposição. Ele poderia comprar ou possuir qualquer terra ou vinha em Israel. Mas por que justamente desejou a de Nabote? Uma vinha de valor não apenas financeiro, mas, principalmente, familiar. Não satisfeito, e alimentado pela loucura de sua mulher, Jezabel, Acabe cometeu uma das maiores injustiças narradas nas Sagradas Escrituras. Ele permitiu a morte de Nabote e tomou para si a sua vinha. Eliminemos a cobiça do nosso coração, pois, podemos ser injustos e cruéis com pessoas inocentes.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Identificar o objeto da cobiça de Acabe.
  • Citar as causas da cobiça.
  • Conscientizar-se dos frutos e consequências da cobiça.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, na aula desta semana trataremos a respeito da cobiça. A fim de contextualizar a lição, reproduza, de acordo com as suas possibilidades, o esquema abaixo.

Introduza a lição dizendo que a cobiça é uma consequência da visão de mundo que o ser humano possui. Explique que o mundo onde vivemos é orientado por um estilo de vida materialista, hedonista e pragmatista. Todavia, o Evangelho demanda de cada um de nós um estilo rigorosamente contrário ao mundano.

 

O ESPÍRITO DO MUNDO

 

Materialismo

É o ceticismo a respeito da existência daquilo que é transcendental. Um estilo de vida pautado somente nas coisas materiais. Após essa vida, dizem os materialistas, tudo acaba.

 

Hedonismo

Ética pautada na busca intensa pelo prazer inteiramente pessoal. O sexo, a paz interior e a prosperidade são os sonhos de vida do ser humano.

 

Pragmatismo

É o estilo de vida que objetiva o lucro pessoal. Os relacionamentos de ordem sentimental, espiritual e profissional são baseados numa perspectiva de barganha.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Cobiça: Desejo veemente de possuir bens materiais; avidez, cupidez.

 

O episódio envolvendo o rei Acabe e a vinha de Nabote é um dos mais tristes do registro bíblico. Uma grande injustiça é cometida contra um homem inocente. Triste porque vemos até onde pode chegar um coração cobiçoso. Por outro lado, o fato é um dos que melhor revela a manifestação da justiça divina ante as injustiças dos homens. Acabe matou Nabote e apropriou-se de suas terras. Todavia, não pôde usufruir do fruto de seu pecado, porque o Senhor, através do profeta Elias, o denunciou e o disciplinou.

É triste saber que soberanos, governantes e reis injustos governam, mas é mais maravilhoso saber que um Rei justo governa todo o universo.

 

I. O OBJETO DA COBIÇA

 

1. O direito à propriedade no Antigo Israel. De acordo com o livro de Levítico, a terra pertencia ao Senhor (Lv 25.23). O israelita da Antiga Aliança estava consciente de que o Senhor lhe havia dado o direito de explorar a terra como uma concessão. Assim sendo, ele não poderia vender aquilo que lhe fora dado como herança divina.

O livro de Números destaca esse fato: “Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; pois os filhos de Israel se chegarão cada um à herança da tribo de seus pais” (Nm 36.7). Com isso, o Senhor queria proteger seu povo da cobiça, além de garantir-lhe o direito de cultivar a terra para sua subsistência.

Fica, pois, a lição de que não devemos cobiçar aquilo que é do próximo, nem tampouco jogar fora aquilo que o Senhor nos confiou como despenseiros.

2. A herança de Nabote. Acabe queria a vinha de Nabote de qualquer jeito. Diante da insistência do rei, Nabote contra argumentou: não poderia desfazer-se de sua herança (1 Rs 21.3). Nabote era obediente ao Senhor e invocou o poder da lei para proteger-se. Diante desse fato, o rei cobiçoso ficou triste, pois sabia que até mesmo um monarca hebreu precisava submeter-se à lei divina (1 Sm 10.25). Mas Jezabel, sua esposa, que viera de um reino pagão, ficou escandalizada com esse fato, pois entre os reinos gentios os governantes não eram apenas soberanos, eram também tiranos (1 Rs 21.5-7). Dessa forma, ela arquitetou um plano para apossar-se da vinha de Nabote (1 Rs 21.8-14).

Quantas pessoas têm consciência da ilegalidade de determinada coisa, mas como Acabe ficam à procura de justificativas que a tornem legal. Cuidado! Deus há de julgar os tiranos e malfeitores.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A cobiça transforma indivíduos comuns em criminosos.

 

 

 

II. AS CAUSAS DA COBIÇA

 

1. A casa de campo de Acabe. O livro de 1 Reis destaca que Acabe possuía uma segunda residência em Jezreel (1 Rs 18.45,46). Era uma casa de verão. A vinha de Nabote estava, pois, localizada próxima à residência de Acabe (1 Rs 21.1). O rei Acabe possuía uma casa real, uma casa de campo, mas não estava satisfeito enquanto não possuísse a pequena vinha do seu súdito, Nabote. É uma verdade que muitas pessoas, mesmos sendo ricas, não se satisfazem com o que têm. Querem mais e mais, e assim mesmo não conseguem encontrar satisfação. Nenhum ser humano conseguirá satisfazer-se plenamente se o centro da sua satisfação não estiver em Deus.

2. A horta de Acabe. Acabe estava dominado pelo desejo de “ter”, de “possuir”. Somente a casa de verão, que sem dúvida era majestosa, não lhe satisfazia, queria agora construir ao seu lado uma horta para que seus desejos pudessem ser realizados. Não se importava em quebrar o mandamento divino: “Não cobiçarás” (Êx 20.17). Mais do que qualquer motivação externa, Acabe estava totalmente dominado pelos desejos cobiçosos de seu coração.

Jamais devemos incorrer no erro de achar que os fins justificam os meios, e assim quebrar a Palavra do Senhor na busca de um desejo meramente egoísta.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Acabe desejou a propriedade de Nabote, pois queria, ali, construir uma horta.

 

 

 

III. O FRUTO DA COBIÇA

 

1. Falso testemunho. As atitudes de Acabe foram acontecendo como reação em cadeia. É evidente que um desejo pecaminoso não pode dar frutos bons. O problema agora não era somente Acabe, mas também sua famigerada mulher, Jezabel (1 Rs 21.7). Foi ela que arquitetou um plano sórdido para apossar-se da propriedade de Nabote. Diz o texto sagrado que ela envolveu várias pessoas nesse intento, incluindo os nobres do reino (1 Rs 21.8). Nobres sem nenhuma nobreza! Escreveu uma carta e selou com o anel de Acabe. Por conseguinte, com o pleno consentimento do marido, engendrou o plano, a fim de que Nabote, o Jezreelita, fosse acusado de ter blasfemado contra Deus e contra o rei (1 Rs 21.10). Um simples desejo que evoluiu para cobiça e falso testemunho.

2. Assassinato e apropriação indevida. A trama precisava ser bem feita para não gerar desconfiança. E por isso um jejum deveria ser proclamado, como sinal de lamento por haver Nabote blasfemado contra o Deus de Israel (1 Rs 21.9). Uma prática religiosa foi usada para dar uma roupagem espiritual ao caso. Como foi planejado, Nabote e sua família foram apedrejados e mortos injustamente! (1 Rs 21.13). Quantas vezes a Bíblia é usada para justificar práticas pecaminosas! Resolvido o problema, agora o rei apoderar-se-ia da vinha de Nabote (1 Rs 21.16). Um abismo chama outro abismo.

O pecado havia evoluído da cobiça para o assassinato!

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A cobiça origina o falso testemunho, assassinato e apropriação indevida dos bens do outro.

 

 

 

IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA

 

1. Julgamento divino. Tanto Acabe como a sua esposa, Jezabel, estavam convencidos de que ninguém mais sabia dos seus intentos. De fato, ninguém dentre o povo soube dos bastidores desse estratagema diabólico, exceto Elias, o Tisbita. Tão logo Acabe apossou-se da vinha de Nabote, ordena Deus ao profeta Elias que se apresente ao rei e lhe proclame o juízo divino: “Falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o Senhor: Porventura, não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o Senhor: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo” (1 Rs 21.19,20).

Alguém pode enganar aos homens, mas nunca ao Senhor. Diante dEle todas as coisas estão patentes (Hb 4.13).

2. Arrependimento e morte. Duas atitudes podem ser tomadas diante de uma sentença divina de julgamento: arrepender-se ou rejeitar a correção. No caso de Acabe, o texto sagrado destaca que logo após receber a profecia sentenciando a sua morte, ele “rasgou as suas vestes, e cobriu a sua carne de pano de saco, e jejuou; e dormia em cima de sacos e andava mansamente. Então, veio a palavra do Senhor a Elias, o tisbita, dizendo: Não viste que Acabe se humilha perante mim? Porquanto, pois, se humilha perante mim, não trarei este mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho trarei este mal sobre a sua casa” (1 Rs 21.27-29). Acabe arrependeu-se, mas mesmo assim não teve como se livrar das consequências de suas ações (1 Rs 22.29-40; 2 Rs 1.1-17). O pecado sempre tem seu alto custo!

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Na cobiça que dominou Acabe, vemos o julgamento divino, e também arrependimento e morte.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Lendo a história de Acabe, constatamos logo que o pecado não compensa. Todas as nossas ações terão consequências, e algumas delas extremamente amargosas. Deveríamos medir nossas intenções primeiramente pela Palavra de Deus e somente assim evitaríamos dar vazão aos nossos instintos. Nossas ações glorificariam a Deus em vez de satisfazer nossos egos. Acabe fracassou porque esqueceu-se da Palavra de Deus, preferindo ouvir e seguir a orientação de uma pagã que nada sabia sobre a Lei do Senhor. Quando alguém quebra a Palavra de Deus, na verdade é ele quem está se quebrando!

 

VOCABULÁRIO

 

Obsequioso: Que presta obséquios; serviçal, benévolo; afável no trato.
Tirano: Governante injusto e cruel.
Famigerada: Tristemente afamada.
Sórdido: Que fere a decência, os bons princípios; indecente, indigno, vergonhoso.
Engendrou: Dar existência a; formar, gerar.
Estratagema: Plano, esquema, previamente estudado e posto em prática para atingir determinado objetivo.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
HENRY, M. Comentário Bíblico do Antigo Testamento: Josué a Ester. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De acordo com a lição, por que Nabote recusou vender a sua vinha?

R. Porque a terra era dada como uma concessão e como tal não poderia ser vendida. A lei mosaica ainda proibia um israelita vender a herança de seus pais.

 

2. Explique o porquê do desejo de Acabe em se apossar da vinha de Nabote.

R. Acabe possuía uma casa de verão e queria construir ao seu lado uma horta.

 

3. Destaque alguns frutos da cobiça de Acabe.

R. Falso testemunho, apropriação indébita e assassinato.

 

4. Como Acabe reagiu à sentença de julgamento dada pelo profeta Elias?

R. Com arrependimento.

 

5. Lendo a história de Acabe, o que podemos constatar?

R. Que o pecado não compensa.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Teológico

 

“Base legal

O ‘dia de jejum’ que Jezabel proclamou sugere que ela havia convocado os anciãos em assembleia para identificar a causa de algum recente desastre ou dificuldade (cf. Jl 1.14-18). Alguns sugerem que a acusação feita pelos dois vilões era que Nabote abandonara a promessa feita em nome de Deus para vender sua terra ao rei. O fracasso em manter um juramento feito em nome de Deus seria blasfêmia. Nesse caso, após a execução de Nabote, o rei podia legalmente tomar posse da propriedade em disputa. 2 Reis 9.26 acrescenta que os filhos de Nabote foram assassinados ao mesmo tempo. Com nenhum herdeiro vivo, aparentemente não havia ficado ninguém para disputar a reclamação de Acabe pela terra” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.238),

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Bíblico

 

“Tendo Nabote sido tirado do caminho, Acabe toma posse da vinha.

Os anciãos de Jezreel enviaram despreocupadamente a notícia a Jezabel, como se fosse uma notícia agradável: Nabote foi apedrejado e morreu (v.14). Aqui observamos que: tão obsequiosos estavam os anciãos de Jezreel para obedecer as ordens de Jezabel, que ela enviara de Samaria para assassinar Nabote, quanto estavam obsequiosos os anciãos de Samaria para obedecer as ordens de Jeú para assassinar os setenta filhos de Acabe, embora nada fosse feito segundo a lei (2 Rs 10.6,7). Aqueles tiranos, que com suas ordens perversas corrompem as consciências dos seus magistrados inferiores, no fim podem talvez receber o troco caindo sobre eles, e aqueles que se dispõem a fazer uma coisa cruel por eles estarão prontos a fazer outra coisa cruel contra eles” (HENRY, M. Comentário Bíblico do Antigo Testamento: Josué a Ester. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.534).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A vinha de Nabote

 

Não devemos ficar surpresos quando a injustiça e a maldade forem companheiras das práticas de uma nação quando a mesma se afasta da lei do Senhor. A descrição dada pelo cronista sobre os dias do reinado de Acabe não são agradáveis, e mostram um rei fraco, imaturo e dominado por uma esposa ímpia: “Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, porque Jezabel, sua mulher, o incitava” (1 Rs 21.25).

Ao lado do palácio de Acabe, havia uma vinha que pertencia a um homem chamado Nabote. Entendemos pelo texto que aquela propriedade lhe fora passada por herança: “Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança de meus pais” (1 Rs 21.3), o que fortalecia a convicção de Nabote de que ele não deveria vendê-la nem trocá-la por outra propriedade. É provável que Nabote tenha sido criado naquele terreno, dedicando-se com seus pais ao cultivo de uvas.

O que fez Acabe diante da resposta de seu súdito? Ficou entristecido, como uma criança mimada, e não quis se alimentar. Ao perceber o que aconteceu, a maligna esposa do rei orquestrou uma farsa para que o rei tivesse um pouco de alegria: escreveu cartas ordenando que homens maus acusassem Nabote de ter blasfemado do Senhor e do rei, para que fosse apedrejado e morto. É curioso ver que pessoas malignas não adoram ao Senhor nem o temem, mas não se furtam de usar o nome do Senhor para perverter o juízo e cometer atrocidades. Mas lembremo-nos de que Deus não se deixa escarnecer nem deixa seu nome ser usado em vão.

O julgamento de Acabe seria terrível, e a sentença seria transmitida por Elias: “Levanta-te, desce para encontrar-te com Acabe, rei de Israel, que está em Samaria; eis que está na vinha de Nabote, aonde tem descido para a possuir. E falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o SENHOR: Porventura, não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o SENHOR: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo... E também acerca de Jezabel falou o SENHOR, dizendo: Os cães comerão Jezabel junto ao antemuro de Jezreel” (1 Rs 21.18,19,23). Que isso sirva de lição a todos os que de alguma forma detém o poder e dele abusam: não se pode zombar de Deus utilizando o poder temporal para realizar propósitos pessoais e até malignos. A quem muito for dado muito será cobrado. E todo ato de cobiça, além de reprovado por Deus, será também duramente punido por Deus.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 8: O legado de Elias

Data: 24 de Fevereiro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E disse Josafá: Não há aqui algum profeta do Senhor, para que consultemos ao Senhor por ele? Então, respondeu um dos servos do rei de Israel e disse: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava água sobre as mãos de Elias” (2 Rs 3.11).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Através do ministério de Eliseu aprendemos que os grandes homens foram aqueles que aprenderam a servir.

 

HINOS SUGERIDOS

 

4, 33, 394.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Rs 19.16

A origem da chamada

 

 

 

Terça - 1 Rs 19.20

A exclusividade da chamada

 

 

 

Quarta - 1 Rs 19.21

O custo da chamada

 

 

 

Quinta - 2 Rs 2.14

A autoridade da chamada

 

 

 

Sexta - 2 Rs 3.13,14

Os inimigos da chamada

 

 

 

Sábado - 2 Rs 2.15

Os resultados da chamada

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Reis 19.16,17,19-21.

 

16 - Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel e também Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.

17 - E há de ser que o que escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú; e o que escapar da espada de Jeú, matá-lo-á Eliseu.

19 - Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; e ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou a sua capa sobre ele.

20 - Então, deixou ele os bois, e correu após Elias, e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. E ele lhe disse: Vai e volta; porque que te tenho eu feito?

21 - Voltou, pois, de atrás dele, e tomou uma junta de bois, e os matou, e, com os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram. Então, se levantou, e seguiu a Elias, e o servia.

 

INTERAÇÃO

 

A lição de hoje tem como objetivo refletir acerca do legado de Elias. Aprendemos com este profeta que os homens de Deus bem-sucedidos em seus ministérios são aqueles que têm o coração disposto a. servir. Elias serviu a Deus com integridade e foi um modelo para o seu sucessor, Eliseu. Sabemos que nesta vida tudo tem o seu tempo, por isso, chegou o dia em que o ministério de Elias encerrou-se. Todavia, ele, como profeta do Senhor, não foi pego de surpresa. Como um líder fiel e íntegro diante do Pai Celeste, teve o cuidado de seguir a orientação divina na escolha do seu sucessor.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Reconhecer o caráter divino da vocação e chamada de Elias.
  • Detalhar os princípios da exclusividade, autoridade da vocação e a chamada de Elias.
  • Compreender como se deu a sucessão e o discipulado de Eliseu.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para introdução da lição sugerimos um estudo dirigido. Divida a classe em três grupos. Depois que já estiverem formados, entregue a cada grupo uma das questões relacionadas abaixo. Cada grupo terá, no máximo, cinco minutos para discutir seu tema e outros cinco minutos para expor suas conclusões à classe. Explique que Elias lançou sua capa sobre os ombros de Eliseu, demonstrando que ele seria seu sucessor. Quando a sucessão foi concluída, Elias a deixou para Eliseu (2 Rs 11-14). Conclua a atividade explicando que todo ministério é transitório, e que o mais importante não é como começamos, e sim como terminamos.

 

QUESTÕES PARA O ESTUDO DIRIGIDO

 

O LEGADO DE ELIAS

 

1. “Qual o significado de lançar a capa sobre Eliseu (1 Rs 19.19)?”.

2. “Por que Eliseu matou seus bois (2 Rs 19.20)?”; “Qual o significado desse gesto?”.

3. “Como se deu a chamada de Elias e o término do seu ministério?”.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Sucessor: Aquele que sucede a outrem ou que o substitui em cargo, funções.

 

O teólogo norte-americano A. W. Tozer disse certa vez que “nada morre de Deus quando um homem de Deus morre!”. Essa máxima é verdadeira em relação ao profeta Elias e ao seu sucessor, Eliseu. Elias exerceu um ministério excepcional no reino do Norte e, sem dúvida, foi o responsável por ajudar o povo de Deus a manter a sua identidade. Todavia, assim como todos os homens, chegou o dia em que precisou parar. Elias teve o cuidado de seguir a orientação divina na escolha do seu sucessor, bem como em prepará-lo da forma correta. Esta lição nos ensinará como se deu esse processo e como podemos aprender com ele.

 

I. O LONGO PERCURSO DE ELIAS

 

1. Uma volta às origens. Elias fez um longo percurso até chegar ao Monte Horebe, também conhecido na literatura bíblica como Monte Sinai (Êx 3.1; 19.1,2). De Berseba até ao monte Sinai, o percurso era de aproximadamente quatrocentos quilômetros. Foi nesse Monte que o Senhor havia se revelado a Moisés muito tempo antes como o grande EU SOU (Êx 3.14). Posteriormente, foi nesse mesmo monte que o Senhor revelou a Lei a Moisés (Êx 19 - 20). A distância era grande, mas Elias necessitava voltar às origens da sua fé! Sem dúvidas, esses fatos estavam na mente de Elias quando ele para ali se dirigiu. Para reorientar a caminhada, nada melhor do que uma volta às origens!

2. Uma revelação transformadora. Vendo que Elias havia se enclausurado em uma caverna, o próprio Senhor trata de dialogar com o profeta. É nesse diálogo que percebemos que Elias estava vendo as coisas de forma distorcida. Duas coisas ficam patentes: Deus continuava sendo Senhor da história e Elias não havia trabalhado em vão (1 Rs 19.9-14). O Senhor revela, então, ao profeta a existência de sete mil remanescentes da adoração a Deus (1 Rs 19.18). Quem eram? Ninguém sabe, mas com certeza pessoas do povo que nem mesmo eram vistas, mas que amavam ao Senhor. Foi o próprio Deus quem os havia conservado. Mas a revelação continuou: Deus revelou a Elias a necessidade de um sucessor (1 Rs 19.16). Deus agora tinha outros planos para Elias. Deveria, portanto, dar lugar a outro. Não somos descartáveis, mas ninguém é insubstituível.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Precisamos nos conscientizar que na obra de Deus não somos descartáveis, mas, de igual forma, ninguém é insubstituível.

 

 

 

II. ELIAS NA CASA DE ELISEU

 

1. A exclusividade da chamada. O texto de 1 Reis 19.19-21, que trata sobre a vocação de Eliseu, é rico em detalhes a respeito de sua chamada. Alguns deles se sobressaem nesse relato. Primeiramente observamos que Deus chama pessoas fiéis. Sem dúvida, Eliseu fazia parte da estatística divina dos sete mil. Em segundo lugar, Deus chama para o seu serviço pessoas que são ocupadas. Ele estava trabalhando com doze juntas de bois! A obra de Deus não é profissão nem tampouco emprego. É vocação! Em terceiro lugar, Eliseu percebeu que o ministério tem custo! Ele sacrificou os bois e os deu como comida ao povo. Quem põe a sua mão no arado não pode olhar para trás. Em quarto lugar, Eliseu entendeu que o ministério profético é um “servir”. Eliseu passou a servir a Elias.

2. A autoridade da chamada. Quando Elias encontrou a Eliseu, o texto sagrado registra: “E lançou o seu manto sobre ele” (1 Rs 19.19). Na cultura bíblica, o manto é símbolo da autoridade profética (2 Rs 1.8 cf. Zc 13.4). Lançá-lo sobre outrem demonstrava transferência de poder e autoridade. Com esse gesto, Eliseu estava sendo credenciado para o ofício profético. De nada adianta o ofício se a unção não o acompanha! Não é, portanto, o ofício que determina a unção, mas a unção que valida o ofício! Eliseu de fato recebeu autoridade divina, pois exerceu um ministério marcado por milagres. Hoje há muita titulação, mas pouca unção de Deus!

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Deus chama e prepara pessoas fiéis para a sua obra. A obra do Senhor é para os chamados e vocacionados.

 

 

 

III. ELIAS E O DISCIPULADO DE ELISEU

 

1. As virtudes de Eliseu. O relato de 2 Reis 2.1-8 mostra algumas fases do discipulado de Eliseu. Elias vai a vários lugares diferentes e em cada um deles observa-se que o profeta põe o discípulo à prova. Primeiramente, Eliseu demonstrou estar familiarizado com aquilo que o Senhor estava prestes a fazer (2 Rs 2.1). Ele estava consciente de que algo extraordinário, envolvendo o profeta Elias, aconteceria a qualquer momento (2 Rs 2.3), e que ele também fazia parte dessa história. Em segundo lugar, Eliseu demonstrou perseverança quando se recusou largar Elias. Ele o acompanhou em Gilgal, Betel, Jericó e Jordão (2 Rs 2.1-6). Tivesse ele ficado pelo caminho, não teria sido o homem de Deus que foi! Somente os perseverantes conseguem chegar ao fim. Em terceiro lugar, Eliseu provou ser um homem vigilante quando “viu” Elias sendo assunto aos céus! (2 Rs 2.12).

2. A nobreza de um pedido. O pedido que Eliseu fez a Elias antes de o profeta ser assunto aos céus é algo que merece uma reflexão à parte. Na verdade, o pedido de Eliseu revela a nobreza da sua chamada. Diante de uma oportunidade única, Eliseu não teve dúvidas, e pediu: “Que haja porção dobrada do teu espírito sobre mim” (2 Rs 2.9). Eliseu tomou conhecimento daquilo que seu mestre fazia, e em outras ocasiões ele mesmo fora testemunha desses milagres. Ele não tinha dúvidas; queria aquilo para ele, só que em uma proporção bem maior. Deus agradou-se do pedido de Eliseu como se agradara do pedido de Salomão (1 Rs 3.10).

Muitas vezes as pessoas preferem aquilo que é medíocre em vez do que é nobre. Preferem escolher o que satisfaz o ego em vez de escolher o que agrada e alegra a Deus.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Eliseu era perseverante, se ele tivesse ficado pelo caminho, não teria sido o homem de Deus que foi! Somente os perseverantes conseguem chegar ao fim.

 

 

 

IV. O LEGADO DE ELIAS

 

1. Espiritual. Elias saiu de cena, mas deixou a seu discípulo um grande legado. Não era rico, mas foi um gigante na fé. E, como tal, passou ao seu discípulo um exemplo de piedade e serviço. O profeta defendeu ardorosamente o culto divino (1 Rs 18.22-36). Extremamente ousado, enfrentou o rei Acabe e predisse a grande seca sobre Israel (1 Rs 17.1). Somente um homem com semelhante fé em Deus seria capaz de protagonizar os fatos narrados nos livros de Reis (1 Rs 17.8-23; 18.41-46). Eliseu viveu nesse contexto, foi influenciado por ele e teve esse legado como herança.

2. Moral. O profeta Elias não era apenas um homem de grandes virtudes espirituais; era também portador de singulares predicados morais. O seu valor e coragem são perceptíveis no relato bíblico. Ele confrontou os profetas de Baal e reprimiu-os severamente (1 Rs 18.19). A percepção do que era certo, ou errado, do que era justo, ou injusto, era bem patente na vida de Elias. Por isso ele teve autoridade moral e espiritual para repreender severamente a Acabe, quando este consentiu no assassinato de Nabote (1 Rs 21.17-20).

Eliseu aprendera que ninguém conseguirá ser um homem de Deus como Elias o foi, se não possuir valores morais e espirituais bem definidos.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Ninguém conseguirá ser um homem de Deus como Elias o foi, se não possuir valores morais e espirituais bem definidos.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

A história de Elias e de seu sucessor, Eliseu, é instrutiva para a liderança espiritual. Com Elias, aprendemos que os líderes são humanos e, portanto, suscetíveis a falhas. Aprendemos que a história do reino de Deus é construída por homens que se dispõem a obedecê-lo.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

MERRILL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De que forma o Senhor corrigiu a compreensão que Elias possuía dos fatos?

R. Mostrando a ele que havia ainda sete mil fiéis e, portanto, ele não havia trabalhado em vão.

 

2. De que forma Eliseu reagiu ã chamada divina?

R. Sacrificando os animais e deixando o convívio familiar para acompanhar Elias.

 

3. De que forma Eliseu demonstrou ser um homem virtuoso?

R. Demonstrando discernimento, perseverança e vigilância.

 

4. Cite os legados deixados pelo profeta Elias listados na lição.

R. Moral e espiritual.

 

5. Como podemos perceber o valore coragem de Elias no relato bíblico?

R. Ele confrontou os profetas de Baal e reprimiu-os severamente.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Bibliográfico

 

“Eliseu, o sucessor

Poucos substitutos nas Escrituras foram tão eficientes quanto Eliseu que foi o sucessor de Elias como profeta de Deus para Israel. Mas Eliseu teve o profeta Elias como um grande exemplo a ser seguido. Ele permaneceu com Elias até os últimos momentos da vida do seu mestre na terra. Estava disposto a seguir e aprender a fim de receber poder para fazer o trabalho o qual Deus o havia chamado.

Tanto Elias como Eliseu concentraram seus esforços nas necessidades do povo que estava ao seu redor. O impetuoso Elias confrontou e expôs a idolatria, ajudando a criar uma atmosfera onde o povo pudesse adorar a Deus livre e publicamente. Eliseu então agiu com a finalidade de demonstrar a poderosa natureza de Deus, ainda que cuidadosa, para todos aqueles que vieram a ele em busca de ajuda. Ele passou mais tempo cuidando compassivamente do povo do que em conflitos contra o mal. A Bíblia registra 18 encontros entre Eliseu e as pessoas necessitadas. Eliseu teve uma visão mais ampla e de maior alcance na vida do que a maioria das pessoas, porque reconheceu que em Deus havia mais bênçãos a favor da vida. Ele sabia que tudo o que somos e temos vem de Deus” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1 ed., RJ: CPAD, 2004, p.516).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

O legado de Elias

 

A Bíblia nos mostra que Elias deixou uma herança para as gerações posteriores, e seu legado foi visto na pessoa de Eliseu, em atitudes, milagres e espiritualidade. Sobre esse assunto, duas observações devem ser feitas:

Onde Eliseu estava por ocasião de sua chamada. A Palavra nos diz que Eliseu estava “lavrando com doze juntas de bois” quando Elias, por orientação divina, o escolheu para ser profeta em seu lugar. Não raro, a Bíblia nos apresenta profetas de Deus que tinham uma vida produtiva na sociedade, que contribuíam com seu trabalho. Eliseu estava lavrando a terra quando foi chamado por Deus. Amós era boiadeiro, e foi escolhido por Deus para falar nos reinados de Uzias, em Judá, e de Jeroboão II, em Israel. Daniel, além de profeta, era um exímio administrador, e ocupou diversos cargos fora dos limites de Israel. Portanto, Deus nos quer como seus servos e tendo uma vida produtiva na sociedade em que vivemos.

O exemplo deixado por Elias. Elias deixou um exemplo de dedicação ao trabalho do Senhor. A forma como foi usado por Deus confrontando Acabe é um exemplo para todos os que são seduzidos a adular as lideranças ímpias. Elias também foi um exemplo de obediência em relação à sua substituição. Conforme a orientação de Deus, convocou para o ministério profético Eliseu, que seria seu substituto, um fato que deve nos servir de inspiração: Elias não teve receio de ser substituído por outra pessoa. Não teve medo de Eliseu ser mais conhecido que ele, ou de ser mais “poderoso” nem de ter um ministério mais longo. Elias simplesmente obedeceu a Deus e “formou” Eliseu, deixando para Israel um profeta de grande quilate.

Há líderes que se tornam tão vaidosos que não admitem ser substituídos. Mas Deus espera que o seu trabalho continue, e todos temos um tempo definido por Deus para trabalhar para Ele. Quando formos desafiados por Deus a ser substituídos, não devemos imaginar que estamos sendo descartados, ou que Deus não nos quer mais em seu serviço. Além disso, as novas gerações precisam ter sua oportunidade de servir com seus talentos ao Senhor. O próprio Jesus deixou claro que seus seguidores fariam coisas maiores do que Ele mesmo fez, exceto a salvação, é claro (Jo 14.12). Se o Mestre deu o exemplo de humildade, porque não o podemos seguir?

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 9: Elias no Monte da Transfiguração

Data: 3 de Março de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E [Jesus] transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt 17.2,3).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O aparecimento de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração é um testemunho de que a Lei e os Profetas cumprem-se em Cristo, o Messias prometido.

 

HINOS SUGERIDOS

 

299, 304, 352.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 17.3

O Messias e a tipologia

 

 

 

Terça - Mt 17.10

O Messias e a escatologia

 

 

 

Quarta - Mt 17.12

O Messias rejeitado

 

 

 

Quinta - Lc 9.35

O Messias esperado

 

 

 

Sexta - Mc 9.12

O Messias humilhado

 

 

 

Sábado - Lc 9.29

O Messias exaltado

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 17.1-8.

 

1 - Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte.

2 - E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz,

3 - E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

4 - E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias.

5 - E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.

6 - E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.

7 - E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.

8 - E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.

 

INTERAÇÃO

 

Caro professor, nesta lição estudaremos a respeito do profeta Elias no Monte da Transfiguração. Este acontecimento teve como objetivo principal demonstrar que Jesus de fato era o Messias esperado. Moisés também apareceu neste episódio. Sabemos que ele tipificava a lei e Elias prefigurava os profetas que predisseram a vinda do Messias.

No decorrer da lição, procure enfatizar que embora Moisés e Elias tivessem grande relevância na história do povo hebreu, eles não possuíam glória própria. Ainda que fossem homens fiéis ao Senhor, eram humanos, sujeitos a falhas e erros, porém, eles irradiavam a glória proveniente do Cristo. Que possamos, como Filhos de Deus, regenerados em Jesus Cristo, irradiar também a glória do Profeta de Nazaré.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever o episódio da transfiguração de Jesus.
  • Explicar a tipologia representada em Moisés e Elias.
  • Conscientizar se de que Jesus era o Messias esperado.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para introdução da lição escreva a seguinte indagação no quadro de giz: “O que foi a transfiguração?”. Ouça os alunos com atenção, faça as considerações que achar necessárias. Conclua explicando que a transfiguração foi na verdade uma rápida demonstração da glória de Jesus Cristo, o Rei dos reis. A divindade de Jesus foi revelada no Monte da Transfiguração. Os discípulos que ali estavam puderam ver o Verbo que se fez carne. Ele é Deus. Infelizmente, na atualidade, muitos não creem mais na divindade de Jesus, por isso, enfatize que Jesus foi cem por cento homem e cem por cento Deus. Sua glória foi manifestada em plena humanidade!

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Transfiguração: Mudança de aparência, ou forma, mas não mudança de essência.

 

O relato sobre a transfiguração, conforme narrado nos evangelhos sinóticos, é um dos mais emblemáticos do Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36). Além do nome de Moisés, o texto coloca em evidência também o de Elias. Entretanto, diferentemente dos outros textos até aqui estudados, o profeta não aparece aqui como a figura central, mas secundária!

O centro é deslocado do profeta de Tisbe para o Profeta de Nazaré, Jesus. E não mais Elias, Moisés, Pedro, Tiago e João, também nominados nesse texto, aparecem como figurantes numa cena onde Cristo, o Messias prometido, é a figura principal.

 

I. ELIAS, O MESSIAS E A TRANSFIGURAÇÃO

 

1. Transfiguração. O texto sagrado relata que tão logo subiram ao Monte, Jesus foi transfigurado diante de Pedro, João e Tiago. Diz o texto sagrado: “o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mt 17.2).

A palavra transfigurar, que traduz o termo grego metamorfose, mantém o sentido de mudança de aparência, ou forma, mas não mudança de essência. A transfiguração mostrou aos discípulos aquilo que Jesus sempre fora: o verbo divino encarnado (Jo 1.1; 17.1-5). Os discípulos observaram que o seu rosto brilhou como o sol (Mt 17.2). O texto revela também que suas vestes resplandeceram (Mt 17.2). Esses fatos põem em evidência a identidade do Messias, o Filho de Deus.

2. Glória divina. Mateus detalha que durante a transfiguração “uma nuvem luminosa os cobriu” (Mt 17.5). É relevante o fato de que Mateus, ao escrever o evangelho aos hebreus, põe em evidência o fato de que Jesus é o Messias anunciado no Antigo Testamento. Isso pode ser visto na manifestação da nuvem luminosa, que está relacionada com a manifestação da presença de Deus (Êx 14.19,20; 24.15-17; 1 Rs 8.10,11; Ez 1.4; 10.4). Tanto Moisés como Elias, quando estiveram no Sinai, presenciaram a manifestação dessa glória. Todavia, não como os discípulos a vivenciaram no Monte da Transfiguração (Mt 17.1,2).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A transfiguração provou para os discípulos e para nós aquilo que Jesus sempre fora: o verbo divino encarnado.

 

 

 

II. ELIAS, O MESSIAS E A RESTAURAÇÃO

 

1. Tipologia. No evento da transfiguração, o texto destaca os nomes de Moisés e Elias (Mt 17.3). Para a Igreja Cristã, Moisés prefigura a Lei enquanto Elias, os profetas. É perceptível, nessa passagem, que Moisés aparece como figura tipológica. Mateus põe em evidência o pronunciamento do próprio Deus: “Escutai-o” (Mt 17.5). E Moisés havia dito exatamente estas palavras quando se referia ao Profeta que viria depois dele: “O SENHOR, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt 18.15). A transfiguração revela que Moisés tem seu tipo revelado em Jesus de Nazaré e que toda a Lei apontava para Ele.

2. Escatologia. Enquanto Moisés ocupa um papel tipológico no evento da transfiguração, Elias aparece em um contexto escatológico. O texto de Malaquias 4.5,6 apresenta Elias como o precursor do Messias. O Novo Testamento aplica a João Batista o cumprimento dessa Escritura: “E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto” (Lc 1.17). Assim como Elias, João foi um profeta de confronto (Mt 3.7), ousado (Lc 3.1-14) e rejeitado (Mt 11.18). A presença do Batista, o Elias que havia de vir, era uma clara demonstração da messianidade de Jesus.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

No evento da transfiguração, Moisés prefigurava a Lei e Elias os profetas.

 

 

 

III. ELIAS, O MESSIAS E A REJEIÇÃO

 

1. O Messias esperado. Tanto os rabinos como o povo comum sabiam que antes do advento do Messias, Elias haveria de aparecer (Ml 4.5,6; Mt 17.10). O relato de Mateus sugere que os escribas não reconheceram a Jesus como o Messias, porque faltava um sinal que para eles era determinante - o aparecimento de Elias antes da manifestação do Messias (Mt 17.10).

Como Jesus poderia ser o Messias se Elias ainda não havia vindo? Jesus revela então que nenhum evento no programa profético deixara de ter o seu cumprimento. Elias já viera e os fatos demonstravam isso. Elias havia sido um profeta do deserto, João também o foi; Elias pregou em um período de transição, João prega na transição entre as duas alianças; Elias confrontou reis (1 Rs 17.1,2; 2 Rs 1.1-4), João da mesma forma (Mt 14.1-4). Mais uma vez fica claro: João era o Elias que havia de vir e Jesus era o Messias.

2. O Messias rejeitado. O texto de Mateus 17.1-8, que narra o episódio da transfiguração, inicia-se com a sentença: “Seis dias depois” (Mt 17.1). O texto coloca a transfiguração num contexto onde uma sequência de fatos deve ser observada. Os eruditos ressaltam que “seis dias” é uma outra forma de dizer: “uma semana depois”. De fato, o texto paralelo de Lucas fala de “quase oito dias”, isto é, uma semana depois (Lc 9.28). O texto, portanto, põe o evento no contexto da confissão de Pedro (Mt 16.13-20) e no discurso de Jesus sobre a necessidade de se tomar a cruz (Mt 16.24-28). O Messias revelado, portanto, em nada se assemelhava ao herói da crença popular. Pelo contrário, a sua mensagem, assim como a do Batista, não agradaria a muita gente e provocaria rejeição.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

João era o Elias que havia de vir e Jesus era o Messias.

 

 

 

IV. ELIAS, O MESSIAS E A EXALTAÇÃO

 

1. Humilhação. Os intérpretes destacam que havia uma preocupação dos discípulos sobre a relação do aparecimento de Elias e a manifestação do Messias. Esse fato é demonstrado na pergunta que eles fazem logo após descer o monte da transfiguração (Mt 17.10). Como D. A. Carson observa, o fato é que a profecia referente a Elias falava de “restaurar todas as coisas” (Mt 17.11) e os discípulos não entendiam como o Messias tão esperado pudesse morrer em um contexto de restauração. Cristo corrige esse equivoco, mostrando que a cruz faz parte do plano divino para restaurar todas as coisas (Mt 17.12; Lc 9.31; Fl 2.1-11).

2. Exaltação. Muito tempo depois, o apóstolo Pedro ainda lembra dos fatos ocorridos e os cita em relação à exaltação e glorificação de Jesus e, também, como prova da veracidade da mensagem da cruz: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade, porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2 Pe 1.16,17).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Jesus deixou claro que a cruz faz parte do plano divino para restaurar todas as coisas.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Vimos, pois, que os eventos ocorridos durante a Transfiguração servem para demonstrar que Jesus era de fato o Messias esperado. Tanto a Lei, tipificada aqui em Moisés, como os Profetas, representado no texto pela figura de Elias, apontavam para a revelação máxima de Deus — o Cristo Jesus. Essas personagens tão importantes no contexto bíblico não possuem glória própria, mas irradiam a glória proveniente do Filho de Deus. Ele, sim, é o centro das Escrituras, do Universo e de todas as coisas (Cl 1.18,19; Hb 1.3; Fl 2.10,11).

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed. RJ: CPAD, 2007.
MERRILL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Explique os fenômenos da transfiguração descritos nos evangelhos.

R. A transfiguração, aponta claramente para a divindade de Jesus, mostrando que Ele era o Messias esperado.

 

2. De que forma pode ser explicado as aparições de Moisés e Elias no evento da transfiguração?

R. Podemos entender que a presença de Moisés tem uma função tipológica, isto é, a sua missão apontava para Jesus Cristo, assim como a função de Elias estava relacionada à escatologia.

 

3. Como o fenômeno da transfiguração demonstra que Jesus era de fato o Messias esperado?

R. Serviu para mostrar que João, o batista, era o Elias profetizado, e que, portanto, o seu aparecimento era uma prova incontestável de que Jesus era o Messias esperado.

 

4. Como D. A. Carson observa a profecia referente a Elias?

R. A exaltação do Messias revelado na transfiguração, conforme lembrou posteriormente o apóstolo Pedro (2 Pe 1.16-19), era uma prova inconteste da veracidade da mensagem da cruz.

 

5. Comente, com suas palavras, sobre a exaltação do Messias.

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Teológico

 

“Embora a transfiguração fosse sem dúvida uma maravilhosa revelação da natureza essencial de Jesus, no contexto ela era também uma poderosa manifestação da natureza do reino que o nosso Senhor pretendia estabelecer com a sua morte.

[...] A chave para entendermos o pretenso significado da transfiguração é encontrada em Marcos 9.2, na frase ‘seis dias depois’. O que havia acontecido antes dos seis dias? Jesus havia falado sobre a sua cruz e depois a glória, e feito uma promessa específica: ‘Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o Reino de Deus com poder’ (Mc 9.1).

Não é costume de Marcos indicar um preciso relacionamento entre os eventos. A frase ‘seis dias depois’ faz íntima ligação entre a transfiguração e a profecia de Cristo sobre a sua morte e ressurreição — e a promessa que fez aos discípulos de que alguns veriam o Reino de Deus com poder” (RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007, p.115).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Teológico

 

“Embora a transfiguração fornecesse uma confirmação visível da divindade de Cristo, os discípulos, perante os quais Ele havia exibido sua glória, já o havia reconhecido através dos olhos da fé (Mc 8.29). Porém não haviam reconhecido a natureza do seu reino: não entendiam a implicação de tomar a cruz e seguir a Jesus a fim de receberem uma nova vida.

Então Jesus transfigurou-se diante deles e, nessa transformação, eles viram ‘o Reino de Deus com poder’ (Mc 9.1). Eles viram Aquele que apareceu em sua encarnação como um homem comum, brilhar de repente com um extraordinário esplendor. O que eles viram era uma verdadeira transfiguração — uma transformação revolucionária do estado de um ser para outro. Um estado de ser que indiscutivelmente exibia a glória e o poder de Deus. É isso que a transfiguração redefine o reino para seus discípulos. Quando, depois da morte e ressurreição de Cristo o reino de Deus vier ‘com poder’, a característica marcante desse reino não será exércitos de anjos marchando para esmagar o poder de Roma. O reino de Deus vem com poder a fim de mudar os seres humanos comuns em seres que escolheram seguir a Jesus. O reino, pelo menos até à volta de Jesus, consistirá em transformação, e não nas conquistas que eles desejavam” (RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007, p.115).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Elias no Monte da Transfiguração

 

Bíblia nos diz que Elias foi levado aos céus em um redemoinho (2 Rs 2.11). Assim terminaram os dias de um dos grandes profetas que Israel conheceu. Mas a história das participações de Elias na história sagrada não se encerraram com o seu arrebatamento. Deus o faria aparecer séculos depois, como representante dos profetas, para confirmar o ministério de Jesus.

Seu ministério causou tanto impacto em Israel que Deus disse que o profeta que precederia o Senhor Jesus viria no espírito e poder de Elias: “Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto” (Lc 1.13-17). Vamos levar em conta aqui que a expressão “no espírito e virtude de Elias” não tem qualquer vínculo com doutrinas espíritas, como algumas pessoas alegam, pois Elias foi arrebatado vivo aos céus.

Após o evento, a ninguém viram, senão a Jesus. Durante a transfiguração, os discípulos mais próximos do Senhor viram Elias e Moisés com o Senhor. Ao passo que Moisés era a confirmação da Lei de que Jesus era o Messias de Deus, Elias trouxe a representação dos profetas para confirmar igualmente a pessoa de Jesus como o Filho de Deus. Após a transfiguração, os discípulos não viram mais nem a Moisés nem a Elias, somente Jesus. Nenhum evento, por maior que seja ou mais pirotécnico que venha a ser, pode deixar de, ao final, mostrar que apenas Jesus permanece conosco. Os discípulos ficaram deslumbrados com a presença de Elias e Moisés, mas logo perceberam que eles foram embora, e que apenas Jesus ficou. Todas as coisas que temos, sejam posses, sejam dons, devem espelhar Jesus, e mesmo quando essas coisas se forem, devemos mostrar Jesus às pessoas. Mesmo em eventos cristãos, celebridades podem comparecer, mas não podem substituir a presença de Cristo nem no culto nem em nossas vidas. Ao fim de tudo, que possamos ver unicamente a Jesus, como os discípulos também o viram.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 10: Há um milagre em sua casa

Data: 10 de Março de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio” (2 Rs 4.4).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A história da multiplicação do azeite da viúva mostra claramente que o Senhor é soberano e gracioso para suprir todas as necessidades de seus filhos.

 

HINOS SUGERIDOS

 

1, 4, 58.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 2 Rs 4.2

As carências humanas

 

 

 

Terça - Sl 116.5

A compaixão divina

 

 

 

Quarta - Tg 2.7

A fé obediente

 

 

 

Quinta - 2 Rs 7.1

O braço divino

 

 

 

Sexta - Mc 1.40-42

O sofrimento humano

 

 

 

Sábado - At 3.8

A glória manifestada

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Reis 4.1-7.

 

1 - E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos.

2 - E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.

3 - Então, disse ele: Vai, pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.

4 - Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio.

5 - Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia.

6 - E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou.

7 - Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, você crê em milagres? Então, não terá dificuldades no preparo desta lição, pois estudaremos a respeito de um dos milagres de Eliseu: a multiplicação do azeite na casa da viúva. Esta é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas para aqueles que creem que para o Senhor não há causa impossível. Este milagre nos ensina que o pouco com Deus torna-se muito e a escassez pode converter-se em abundância. O Deus de Eliseu é o nosso Deus. Ele é imutável, e mediante sua graça continua a alcançar os corações daqueles que estão desesperados por um milagre. No decorrer da lição, enfatize que o Pai Celeste realiza milagres não porque merecemos. Não somos merecedores de nada, sua graça nos basta, mas os milagres em nossa vida são decorrentes da bondade divina. Deus é bom!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Atentar para a real motivação de um milagre.
  • Identificar os instrumentos de um milagre.
  • Especificar os reais objetivos de um milagre.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Inicie a lição fazendo a seguinte indagação: “Mesmo em meio à escassez, você crê que Deus é poderoso para suprir suas necessidades?”. Ouça os alunos com atenção. Explique que muitas vezes Deus permite um período de escassez para que venhamos nos humilhar perante Ele e reconhecer a nossa dependência dEle. Enfatize o fato do quanto a fé daquela viúva e dos seus filhos foi fortalecida depois de experimentarem da provisão divina. Conclua lendo com a classe Tiago 4.10 e Mateus 5.4.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Provisão: Ato ou efeito de prover; provimento, abastecimento, fornecimento.

 

Na lição de hoje, estudaremos a narrativa bíblica sobre a multiplicação do azeite na casa da viúva (2 Rs 4.1-7). Não há dúvidas de que esta é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas. Nela, vemos o pouco tornar-se muito; a escassez converter-se em abundância e o vazio ficar cheio! Vemos ainda como a graça de Deus alcança os corações desesperados. Este texto, portanto, é bem claro em revelar que os milagres acontecem primeiramente em decorrência da bondade de Deus e, após, em resposta a uma fé obediente.

 

I. A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE

 

1. A necessidade humana. As bênçãos de Deus vêm em resposta a uma necessidade humana. O milagre ocorrido na casa da viúva de um dos discípulos dos profetas confirma esse fato (2 Rs 4.1-7). O texto expõe a extrema penúria na qual essa pobre mulher havia ficado. Perdera o marido, que havia falecido, e agora corria o risco de perder também os filhos para os credores se não quitasse uma dívida.

Era costume naqueles dias um credor obrigar um devedor a saldar a sua dívida através do trabalho servil ou escravo (2 Rs 4.1b). Essa mulher, portanto, necessitava urgentemente que alguma coisa fosse feita para tirá-la daquela situação. Sabedora que o profeta Eliseu era um homem de Deus, recorreu a ele (v.1). A Escritura mostra que o Senhor socorre o necessitado (Sl 40.17; 69.33; Is 25.4; Jr 20.13).

2. A misericórdia divina. O milagre ocorrido na casa da viúva aconteceu como resposta a uma carência humana, mas não apenas isso: ocorreu também graças à compaixão divina.

Não foi apenas por ser pobre que a viúva foi socorrida, nem tampouco por haver sido esposa de um dos discípulos dos profetas (2 Rs 4.1). O texto diz que ela “clamou” ao profeta Eliseu (2 Rs 4.1). O termo hebraico que traduz essa palavra é tsa aq, que possui o sentido de clamar por ajudachorar em voz alta. O profeta ficou sensibilizado; Deus compadeceu-se daquela mulher sofredora. O Senhor é compassivo, misericordioso e longânimo (Êx 34.6; 2 Cr 30.9; Sl 116.5).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O milagre ocorrido na casa da viúva aconteceu como resposta a uma carência humana e como resultado da compaixão divina.

 

 

 

II. A DINÂMICA DO MILAGRE

 

1. Um pouco de azeite. Diante do clamor da viúva, o profeta Eliseu perguntou-lhe: “Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite” (2 Rs 4.2).

Duas coisas precisam ser observadas aqui. Em primeiro lugar, o milagre acontece na esfera familiar: “o que tens em casa”. O lar e a família são importantes para Deus. Em segundo lugar, um pouquinho pode tornar-se muito se vem com a bênção de Deus. De fato o texto hebraico destaca que a porção de azeite da mulher era tão minguada que ela quase esqueceu que o possuía. No entanto, foi esse pouco que o Senhor usou para operar o grande milagre. O que possuímos pode ser bem pouco, mas é suficiente para Deus operar os seus propósitos.

2. Uma fé obediente. A instrução dada pelo profeta Eliseu para solucionar o problema da viúva é bastante reveladora sobre a dinâmica desse milagre (2 Rs 4.3-5). Num primeiro momento, o profeta chamou a mulher à ação: “Vai, pede para ti vasos emprestados”. A fé é demonstrada pela ação (Tg 2.17). Jesus também viu a fé do paralítico e dos homens que o conduziram em Cafarnaum (Mc 2.1-12). Em segundo lugar, o milagre deveria acontecer de portas fechadas: “Fecha a porta”, disse o profeta. A mulher obedeceu ao profeta, e o azeite começou a fluir. E, assim, pôde ela salvar os filhos, pagar as dívidas e viver dignamente.

É possível que uma das causas da escassez de milagres hoje esteja na publicidade desenfreada. Deus quer privacidade, mas os homens gostam de notoriedade. Gostam de aparecer e vangloriar-se (Lc 12.15). Deixam a porta aberta para serem vistos!

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Um pouquinho pode tornar-se muito se vem com a bênção de Deus.

 

 

 

III. OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE

 

1. O instrumento humano. Por várias vezes, no livro de 2 Reis, o profeta Eliseu é chamado de “Homem de Deus” (2 Rs 4.7,9,16; 6.9). Sem dúvida esses textos demonstram que Eliseu era um instrumento de Deus para a operação de milagres. Deus usa homens! Esse é um fato fartamente demonstrado na Bíblia. Para formar uma nação e através dela revelar seu plano de salvação à humanidade, o Senhor chamou Abraão (Gn 12). Para tirar os israelitas do Egito, Deus usou Moisés (Êx 4.1-17). Para levar a mensagem do Evangelho aos gentios, o Senhor usou a Pedro (At 10 — 11). Deus também chamou a Paulo para ser “um instrumento escolhido” para levar seu nome perante os nobres (At 9.15). Para salvar-nos, Deus humanizou-se na pessoa bendita de Jesus Cristo (Jo 1.1,18; Fp 2.1-11).

E para sua obra missionária, Ele conta com você! (Mt 28.19).

2. O instrumento divino. Quando uma grande fome assolava Samaria, o profeta Eliseu profetizou abundância de alimentos: “Então, disse Eliseu: Ouvi a palavra do Senhor; assim diz o Senhor: Amanhã, quase a este tempo, uma medida de farinha haverá por um ciclo, e duas medidas de cevada, por um ciclo, à porta de Samaria” (2 Rs 7.1).

O cumprimento dessa profecia parecia pouco provável naqueles dias, a ponto de o capitão, em cujo braço o rei se apoiava, haver ironizado: “Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poder-se-ia fazer isso?” (2 Rs 7.2). Mas a profecia cumpriu-se exatamente como Eliseu havia predito (2 Rs 7.16-20). O texto põe a Palavra do Senhor como agente causador do milagre. O cronista observa que esses fatos ocorreram “segundo a palavra do Senhor” (2 Rs 7.16). O que o Senhor faz, Ele o faz através de sua Palavra.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A Palavra do Senhor foi o agente causador do milagre na vida da viúva. O que o Senhor faz, Ele o faz através da sua Palavra.

 

 

 

IV. O OBJETIVO DO MILAGRE

 

1. Uma resposta ao sofrimento. Todos os milagres realizados por Eliseu deixam bem claro que eles ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento (2 Rs 4.1-38; 5.1-19; 6.1-7).

O Novo Testamento mostra-nos que o Senhor Jesus libertava e curava porque se compadecia do sofrimento humano (Lc 13.10-17; Mc 1.40-45).

2. Glorificar a Deus. Os milagres, portanto, são uma resposta de Deus ao sofrimento humano. Todavia, eles não se centralizam no homem, mas em Deus. Os milagres narrados nas Escrituras objetivam a glória de Deus. Em nenhum momento, encontramos os profetas buscando chamar a atenção para si através dos milagres que realizavam nem tirar proveitos deles. Quem tentou fazer isso e beneficiar-se de forma indevida foi Geazi, o servo de Eliseu. Entretanto, quando assim procedeu foi severamente punido (2 Rs 5.20-27).

Em o Novo Testamento, observamos Pedro e Paulo pondo em destaque esse fato e mostrando que Deus, e não os homens, é quem deve ser glorificado (At 3.8,12; 14.14,15).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Todos os milagres realizados por Eliseu ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

O milagre da multiplicação do azeite é um testemunho do poder de Deus, que se compadece dos sofredores que o buscam de todo o coração. O foco, portanto, dessa bela história não é a viúva nem tampouco o profeta Eliseu, mas o Senhor que através da instrumentalidade do seu servo abençoa essa pobre mulher. A história faz-nos lembrar um outro feito extraordinário e muito mais relevante do que esse: a multiplicação dos peixes e pães por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele foi, é e sempre será a resposta a todo sofrimento humano.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

BARNETT, T. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9 ed., RJ: CPAD, 2007.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Segundo a lição, o que motivou a operação do milagre da multiplicação do azeite?

R. A necessidade da viúva e a misericórdia divina.

 

2. Como a viúva reagiu às instruções dadas pelo profeta Eliseu?

R. Agiu com fé e obediência.

 

3. Com qual expressão o cronista identifica o profeta Eliseu em seu relato?

R. “Homem de Deus”.

 

4. Cite um dos objetivos envolvidos na operação de um milagre.

R. Uma resposta ao sofrimento humano ou glorificar a Deus.

 

5. Como Pedro e Paulo destacam a relação dos milagres com o homem e Deus?

R. Eles mostram que é Deus, e não o homem, quem deve ser glorificado nos milagres.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Devocional

 

“Feche a porta para a dúvida

Um fator muito importante na história deste milagre é o que aconteceu após a viúva ter tomado emprestadas as vasilhas vazias de seus vizinhos curiosos. Eliseu lhe disse: ‘Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos...’. Sempre haverá muitas pessoas para dizer ao contrário. Há os que replicam: ‘Os antecedentes são contra isso. Tentamos antes e falhamos’. Há também os que se queixam: ‘Não podemos suportar isso’. Eliseu simplesmente insistiu para que ela deixasse de fora os incrédulos, e fechasse os ouvidos para a dúvida.

Os vizinhos que estavam cientes de sua situação talvez fossem levados a pensar que as atitudes eram excêntricas e, com certeza, a ridicularizariam. Tachariam-na de tola por acreditar em algo tão impossível como que lhe propusera o profeta.

Jesus advertiu: ‘Atentai no que ouvis’ (Mc 4.24). Ele sabia que agimos e reagimos de acordo com aquilo que ouvimos daqueles que estão à nossa volta. Eliseu também sabia quão rapidamente as sementes de dúvida crescem no solo do desespero e da perversidade humana. Dessa maneira, recomendou à viúva que entrasse em sua casa e fechasse a porta da dúvida. Assim como Maria, mãe de nosso Senhor, devemos considerar alguns sonhos em nossos corações, ao invés devê-los assassinados numa conversa casual (Mt 7.6)” (BARNETT, T. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9. ed., RJ: CPAD, 2007, p.36).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Há um milagre em sua casa

 

Da mesma forma que Deus usa Eliseu para informar da abundância de alimentos aos habitantes de Samaria, Deus usa Eliseu para tratar de uma situação igualmente importante: socorrer uma viúva e seus dois filhos. Deste tema, devemos nos lembrar de pelo menos três lições:

Problemas atingem a todos, inclusive pessoas tementes a Deus. A viúva do profeta foi consultar o homem de Deus para resolver um grave problema: além de viúva, herdou do marido uma dívida tão constrangedora que o credor levaria seus filhos como escravos. A Bíblia não fala do montante da dívida nem do motivo que levou um homem de Deus a contraí-la, mas deixa claro que havia um credor batendo na porta da viúva para receber seu dinheiro. Não bastasse a dor da perda do esposo, perderia também seus filhos. Mas aquela mulher tinha um referencial: Eliseu, o profeta do Senhor. Servos de Deus não estão isentos de passar por adversidades, mas devem lembrar-se de que têm um Deus a quem recorrer em todos os momentos.

Deus pode agir de forma sobrenatural por meio de coisas simples. O azeite era um produto de baixo valor agregado, em que pese ser essencial em todas as casas dos israelitas. E foi por meio desse líquido comum que Deus fez prover a casa daquela mulher. A estratégia de Eliseu foi seguida, e a mulher viu a multiplicação do pouco em muito. Obedecer a voz do profeta fez a diferença para aquela mulher.

Deus espera que sigamos suas orientações sempre. Não basta saber qual é a vontade de Deus para nossas vidas. É preciso obedecer ao Senhor quando a vontade dEle é revelada. Em certos casos, mesmo tendo a providência de Deus, é preciso sabedoria para tratar dos problemas. Aquela viúva viu o milagre em sua casa, mas parece que ainda não tivera idéia de como agir com toda aquela bênção. Ela retornou ao profeta Eliseu para lhe dar a nova, e ouviu do profeta (2 Rs 4.7). O que pode nos parecer óbvio (vender o azeite para pagar a dívida) pode não o ser para a pessoa que está passando pela situação. De forma sábia, Eliseu trouxe a orientação para a viúva. Em momentos como esse, devemos ter paciência com as pessoas aflitas, pois cada orientação é de suma importância, tendo em vista que nos momentos de aflição, nem sempre contemplamos o livramento do Senhor por causa de nossas preocupações. Por isso, tenhamos paciência com aqueles que passam por aflições, e Deus os abençoará.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 11: Os milagres de Eliseu

Data: 17 de Março de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito” (2 Rs 8.4).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Os milagres realizados por Eliseu não visaram à glorificação pessoal do profeta, mas demonstraram o amor e a graça de Deus.

 

HINOS SUGERIDOS

 

7, 510, 517.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 2 Rs 4.43

A multiplicação dos pães

 

 

 

Terça - 2 Rs 7.1

Abundância de víveres

 

 

 

Quarta - 2 Rs 4.36,37

A ressurreição do filho da sunamita

 

 

 

Quinta - 2 Rs 6.6

O machado flutuante

 

 

 

Sexta - 2 Rs 2.21,22

As águas de Jericó

 

 

 

Sábado - 2 Rs 5.14

A cura de Naamã

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Reis 2.9-14.

 

9 - Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.

10 - E disse: Coisa dura pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará.

11 - E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

12 - O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes.

13 - Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra; e voltou-se e parou ã borda do Jordão.

14 - E tomou a capa de Elias, que lhe caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o Senhor, Deus de Elias? Então, feriu as águas, e se dividiram elas para uma e outra banda; e Eliseu passou.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, estudaremos nesta lição alguns dos milagres realizados pelo profeta Eliseu. Este abnegado servo de Deus foi um dos sete mil que não se dobraram diante de Baal. As intervenções sobrenaturais, realizadas por intermédio de Eliseu, são muitas, o que torna impossível tratar de todas em uma única lição. Por isso, as narrativas de seus milagres foram divididas em quatro grupos, tornando o ensino mais didático: milagres de provisão, restituição, restauração e julgamento. Todas essas intervenções divinas operadas por Eliseu demonstram o poder de Deus. Os milagres tinham como único propósito evidenciar a graça e a glória do Todo-Poderoso. A intenção não era jamais exaltar as virtudes do profeta.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Elencar os milagres de Eliseu.
  • Entender o que motivou os milagres de Eliseu.
  • Compreender os propósitos dos milagres de Eliseu.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza o quadro abaixo de acordo com as suas possibilidades. Inicie a aula com as seguintes indagações: “Você acredita em milagres?”; “Qual o verdadeiro objetivo de um milagre?”. Ouça os alunos com atenção e diga que Deus não mudou. Ele continua operando milagres e maravilhas. Todavia, os milagres são para aqueles que creem. Quem tem um coração duvidoso jamais poderá experimentar dos milagres divinos. Para fortalecer a fé dos seus alunos conclua apresentando o quadro abaixo com os vários milagres realizados por Eliseu.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Milagre: Segundo a Bíblia, é uma suspensão temporária das leis da natureza, visando a operação sobrenatural de Deus.

 

Eliseu era um lavrador pertencente a uma família abastada de Israel, quando foi chamado a exercer o ministério profético (1 Rs 19.19-21). Sem dúvida, era um dos sete mil que não haviam se dobrado diante de Baal. E essa foi uma das razões pelas quais o Senhor o escolhera. As intervenções sobrenaturais, através de Eliseu, são impressionantes (1 Rs 19.16).

Dividimos aqui as narrativas de seus milagres em quatro grupos. Nem todos os milagres operados por Eliseu serão estudados aqui, mas os que analisarmos servirão para ilustrar os propósitos divinos na vida de seu povo.

 

I. OS MILAGRES DE PROVISÃO

 

1. A multiplicação dos pães. Esse é um milagre de provisão. Eram cem os discípulos dos profetas e só havia vinte pães para alimentá-los (2 Rs 4.42-44). A lei da procura era maior do que a da oferta! O que fazer diante da situação? O profeta Eliseu não olha as evidências naturais, mas seguindo a direção de Deus, profetiza que todos comeriam e ainda sobrariam pães! Como? Não havia lógica nenhuma nessa predição.

Todavia, milagres não se explicam, aceitam-se pela fé! Muito tempo depois encontramos o Novo Testamento detalhando como Jesus Cristo operou um milagre com a mesma dinâmica, mas em maior proporção (Jo 6.9). Em ambas as histórias, a graça de Deus em prover o necessário para os carentes fica em evidência.

2. Abundância de víveres. Jorão, filho de Acabe, estava assentado no trono do reino do Norte e, a exemplo de Jeroboão, foi mau governante (2 Rs 3.1-3).

A consequência de suas ações pecaminosas foi o cerco à cidade de Samaria promovida por Ben-Hadade II. Com a cidade sitiada, a consequência natural foi a escassez de alimentos. Vendia-se desde cabeça de jumento até mesmo esterco de pombo na tentativa de amenizar a fome.

Pressionado pela crise, o rei procurou o profeta Eliseu e o responsabilizou pela tragédia. Sempre o Diabo querendo culpar Deus! Todavia, o Senhor demonstra, mais uma vez, a sua graça, e orienta Eliseu a profetizar o fim da fome! Como nos outros milagres, esse tem seu cumprimento de forma inteiramente sobrenatural e inexplicável.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Milagres não se explicam, aceitam-se pela fé! Aqueles que duvidam não recebem nada de Deus.

 

 

 

II. OS MILAGRES DE RESTITUIÇÃO

 

1. A ressurreição do filho da sunamita. Mesmo havendo deixado o filho morto em casa, a rica mulher de Suném demonstra uma fé inabalável (2 Rs 4.18-37). Quando a caminho, é interrogada por Geazi, servo de Eliseu, sobre como iam as coisas, ela respondeu: “Tudo bem!”. Nada está fora de controle quando Deus está no comando.

A sequência da história mostra o profeta Eliseu orando ao Senhor sobre o corpo inerte do garoto (2 Rs 4.33,34). Os gestos do profeta parecem não ter sentido, mas sem dúvida refletem a orientação divina (2 Rs 4.34,35). O Senhor responde a oração do profeta e a vida volta novamente ao filho da sunamita (2 Rs 4.35-37).

2. O machado que flutuou. Um dos discípulos dos profetas perdera a ferramenta que tomara emprestada (2 Rs 6.1-7). Naqueles dias, os instrumentos de ferro eram escassos e valiosos. Daí o seu desespero. Duas coisas observamos nesse texto: primeiramente, a motivação do milagre que está bem expressa no lamento daquele que perdera o machado. O que nos faz lamentar? A nossa motivação está correta? Em segundo lugar, vemos o profeta procurando identificar o local onde a ferramenta havia caído. O Senhor está pronto a restituir o que perdemos, mas temos de ter consciência disso.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Nada está fora de controle quando Deus está no comando. Ele é soberano!

 

 

 

III. OS MILAGRES DE RESTAURAÇÃO

 

1. A cura de Naamã. Algumas coisas nos chamam a atenção no relato desse milagre (2 Rs 5.1-19). Em primeiro lugar, observamos que o general sírio fica indignado quando o profeta não age da forma que ele imaginou (2 Rs 5.11). Deus não faz shows, nem tampouco opera para satisfazer nossa curiosidade.

Em segundo lugar, vemos que Deus não estava interessado na análise lógica de Naamã (2 Rs 5.11,12), mas apenas em sua obediência. Em terceiro lugar, Naamã recebe a cura quando desce ao Jordão (2 Rs 5.14).

Ninguém será restaurado se não descer! Naamã desceu e foi curado. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6). Em quarto lugar, Naamã tentou recompensar o profeta pelo milagre recebido (2 Rs 5.15,16). Eliseu recusou! A graça não aceita pagamento por aquilo que faz.

2. As águas de Jericó. O texto de 2 Reis 2.19-22 narra o episódio das águas amargas de Jericó que se tornaram saudáveis através da ação de Eliseu. Aqui, o profeta pede um prato novo e, que neste, se coloque sal. Feito isso, ele profetiza que aquelas águas tornar-se-iam potáveis segundo a palavra do Senhor. Tais exigências possuíam um valor simbólico, pois o sal representa um elemento purificador (Lv 2.13; Mt 5.13). O prato novo simboliza um instrumento de dedicação especial ou exclusiva a Deus para aquele momento. Em todo caso, foi o poder de Deus que purificou as águas e não o poder desses objetos e ingredientes.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Deus não faz shows e não se agrada daqueles que se utilizam dos seus milagres para se promoverem. O Senhor não opera para satisfazer nossa curiosidade.

 

 

 

IV. OS MILAGRES DE JULGAMENTO

 

1. Maldição dos rapazinhos. Certa vez, uns jovens debocharam de Eliseu, dizendo-lhe: “Sobe, calvo, sobe, calvo!”. Reagindo à situação, o profeta invoca o julgamento divino sobre os zombadores, amaldiçoando-os em nome do Senhor (2 Rs 2.23-25). O efeito foi devastador.

Apareceram duas ursas selvagens, que se investiram contra os rapazes, matando quarenta e dois deles. Não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos escarnecer dos servos de Deus.

2. A doença de Geazi. No relato de 2 Reis 5.20-27, observamos as razões pelas quais Geazi foi julgado. Ele supunha que a recusa de Eliseu em aceitar os presentes de Naamã era apenas uma questão pessoal do profeta (2 Rs 5.20). Por isso, resolveu tirar partido da situação. Usou o nome de Eliseu para validar sua cobiça, procurando tornar aceitável o que Deus havia abominado (2 Rs 5.22). Ele deveria saber que Deus não vende suas bênçãos, mas as dá gratuitamente. E, assim, o cobiçoso Geazi trocou o arrependimento pelo fingimento e ainda trocou a bênção pela maldição (2 Rs 5.25,27). Em consequência, teve de conviver com a lepra pelo resto da sua vida!

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos escarnecer dos servos de Deus.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Os milagres operados por Eliseu demonstram o poder divino. Todos tiveram um propósito específico; evidenciar a graça e a glória de Deus nas mais diferentes situações. Em nenhum momento, essas intervenções exaltam as virtudes do profeta.

 

VOCABULÁRIO

 

Víveres: Gênero alimentício; comestíveis, mantimentos.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quais milagres de provisão são listados na lição?

R. Multiplicação dos pães e abundância de víveres.

 

2. Que lição podemos aprender com o machado que flutuou?

R. O Senhor está pronto a restituir ou restaurar quem perdeu alguma coisa, desde que se tome consciência disso.

 

3. Cite pelo menos duas lições extraídas da cura de Naamã.

R. Deus não opera milagres para satisfazer nossa curiosidade. Ele também resiste aos soberbos.

 

4. Como os rapazes zombaram do profeta?

R. “Sobe, calvo. Sobe, calvo”.

 

5. Cite pelo menos duas razões pelas quais Ceazi experimentou o juízo divino.

R. Geazi viu apenas uma ação humana quando deveria ver uma ação divina e também trocou a verdade pela mentira.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Bibliográfico

 

“Deus cura a lepra de Naamã

O poder divino, o qual se manifestou através da cura da lepra de Naamã, tinha o propósito de demonstrar que o Deus de Israel era maior que as divindades da Síria. O milagre aconteceu em benefício dos israelitas e também dos sírios. Os israelitas entenderam que Deus desejava fazer deles o seu instrumento para conquistar outros povos. Também está aqui evidente o ponto de vista profético de que o reino do Norte, assim como o de Judá, estava essencialmente relacionado com o cumprimento de Deus para seu povo.

O desespero de Naamã, causado pela impureza do rio Jordão, pode ter sido provocado em parte pela correta comparação que fez com os rios Abana e Farpar. Entretanto, a questão verdadeira era a sua má vontade em se humilhar adequadamente, e obedecer à ordem de Deus para obter a cura.

O registro da cura de Naamã representa um cativante relato da ‘cura de leproso’. Existe aqui um retrato notável sobre: (1) A grandeza que não leva a coisa alguma — um grande homem... porém leproso; (2) O testemunho da fé de uma escrava; (3) Um pedido inesperado e humilde; (4) A obediência e a cura completa” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.349).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Bibliográfico

 

 

▪ “A fama de Eliseu (2 Rs 6.12) — Vários eventos claramente mostram que os milagres de Eliseu foram realizados com a intenção de produzir fé tanto fora como dentro dos limites de Israel. A cura de Naamã (2 Rs 5), a reputação conseguida expondo os planos dos sírios (2 Rs 6.12) e o livramento da unidade militar que veio para capturá-los (2 Rs 6.12,13) todos testemunham o poder de Deus. Sirvamos à igreja de Cristo. Porém, nunca percamos a visão daqueles fora de seus limites” (RICHARDS, L. O.Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010, p.247).

 

▪ “Geazi é atacado de lepra (2 Rs 5-20-27) — Naamã havia oferecido um presente a Eliseu; porém, o profeta o recusou. No entanto, sua gratidão era tão grande que ele prontamente deu dois talentos de prata a Geazi supostamente para dois jovens profetas necessitados. Eliseu transferiu a lepra de Naamã para Geazi, não só porque ele havia mentido por razões pessoais, mas o que é ainda pior, seu interesse egoísta por dinheiro havia diminuído a eficiência do ministério de Eliseu para Deus. Esse incidente se apresenta como uma impressionante advertência a todos os servos do Senhor que colocam os interesses pessoais à frente da causa do Mestre” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.350).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Os milagres de Eliseu

 

Deus confirmou o ministério de Eliseu não apenas com poder, mas também com a manifestação de milagres. De forma geral, esses milagres foram manifestos em momentos de angústia, onde apenas Deus poderia intervir, como foi o caso da predição de abundância de alimentos para a Samaria sitiada e faminta. Eliseu também trouxe de volta da morte o filho da Sunamita, que havia morrido. Observe que nesse caso, especificamente, Deus não disse nada a Eliseu sobre o filho da Sunamita, que estava morto: “Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para a retirar; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma nela está triste de amargura, e o Senhor mo encobriu e nao mo manifestou”. O Deus que revelou a Eliseu os planos do exército inimigo fez com que o homem de Deus fosse verificar o que estava acontecendo na casa daquela mulher. Eliseu sabia que quando a revelação divina não se manifesta, Deus deseja que tenhamos sabedoria para resolver problemas. Ele não foi apenas um homem de milagres, mas também um homem prudente e sensível.

Uma palavra sobre milagres e a vida pessoal. Milagres são operações de caráter divino, fazendo intervenções na esfera física. Podem ser visto na cura de doentes, na multiplicação de víveres, na intervenção sobre os elementos da natureza e até na ressurreição de mortos. Mas os miiagres ainda seguem um padrão: eles seguem os que crêem, conforme Marcos 16.17.

Esperar milagres da parte do Senhor é importante, mas não é a essência da vida cristã. E a presença constante de milagres não garante necessariamente a fé e a fidelidade das pessoas. O povo que estava no Egito viu as manifestações de Deus de forma poderosa, mas logo se rebelaram contra Ele. O povo que viu o Jordão se abrir para que entrassem na terra prometida e viu Jericó cair diante de si anos depois escolheu servir a outros deuses. As manifestações poderosas conduzidas por Elias não fizeram de Acabe um rei temente a Deus. Geazi presenciou muitos milagres realizados por Eliseu, mas perdeu o temor e a saúde por causa de alguns presentes oferecidos por Naamã.

Claro que esses casos não invalidam o poder de Deus e a sua soberania, e em sua presciência, o Senhor sabia que alguns de seu povo seriam rebeldes e mesmo assim não deixou de operar. Mas devemos aprender que precisamos ter comunhão com Deus quando Ele manda milagres e quando Ele não manda. E acima de tudo, ser fiéis a Ele sempre.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 12: Eliseu e a Escola dos Profetas

Data: 24 de Março de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2.1,2).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A escola de profetas objetivava a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.

 

HINOS SUGERIDOS

 

127, 186, 259.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 2 Rs 6.1

Educação e instituição

 

 

 

Terça - 2 Rs 6.3

Educação e função

 

 

 

Quarta - 1 Rs 9.1

Educação e treinamento

 

 

 

Quinta - 2 Rs 6.6

Educação e encorajamento

 

 

 

Sexta - 2 Rs 4.36,37

Educação e experimento

 

 

 

Sábado - 2 Rs 5.26

Educação e exemplo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Reis 6.1-7.

 

1 - E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito.

2 - Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali. E disse ele: Ide.

3 - E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei.

4 - E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira.

5 - E sucedeu que, derribando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado.

6 - E disse o homem de Deus: Onde caiu? E, mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro.E disse: Levanta-o. Então, ele estendeu a sua mão e o tomou.

7 - E disse: Levanta-o. Então, ele estendeu a sua mão e o tomou.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, já no Antigo Testamento podemos perceber que a educação religiosa tinha um lugar de destaque entre os israelitas. As Escolas de Profetas são uma prova desta verdade. Estas instituições não tinham como propósito ensinar os alunos a profetizarem. A profecia é um dom divino, por isso, somente o Senhor pode ensinar os seus servos quanto ao profetizar. Todavia, um dos objetivos era passar às gerações mais novas a herança cultural e espiritual da nação. Na lição de hoje, estudaremos acerca da Escola de Profetas sob quatro perspectivas: a instituição, os objetivos, o currículo e a metodologia. Boa aula!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Compreender o real propósito das escolas de profetas.
  • Saber a respeito do currículo da escola de profetas.
  • Relacionar alguns dos métodos utilizados nas escolas de profetas.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza o quadro abaixo no quadro de giz. Utilize-o na introdução da lição. Explique aos alunos que as Escolas de Profetas tinham como objetivo a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra. Conclua afirmando que os autênticos cristãos empenham-se no estudo e no ensino das Sagradas Escrituras, pois o crente que não recebe instrução na Palavra está sujeito a ser levado por todo vento de apostasia (Ef 4.14).

 

ESCOLAS DE PROFETAS

 

OBJETIVOS

A transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.

 

CURRÍCULO

Em especial o livro de Deuteronômio, pois especificava que princípios e preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo; aprendizado prático.

 

METODOLOGIA

Ensino através do exemplo.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavras Chave

Escola de Profetas: Instituição de ensino do Antigo Testamento cujo objetivo era a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.

 

Por diversas vezes, vemos a expressão “filhos dos profetas” aparecer nos livros de Reis. Os filhos, ou discípulos, dos profetas estavam radicados em Betel, Jericó e Gilgal (2 Rs 2.3,5,7,15; 4.38). O contexto dessas passagens não deixa dúvidas de que esta expressão pode ser entendida como sinônimo para escola de profetas.

O fato serve para mostrar que a educação religiosa, ou formal, já recebia destaque no antigo Israel. Ressalvamos que as escolas de profetas não tinham como propósito ensinar a profetizar. Isso é uma atribuição divina. Todavia, era um testemunho vivo de que o povo de Deus, em um passado tão distante, preocupava-se em passar às gerações mais novas sua herança cultural e espiritual. Por isso, vejamos nessa lição, a Escola de Profetas sob quatro perspectivas.

 

I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS

 

1. Noção de organização e forma. O texto de 2 Reis 6.1 mostra que essas Escolas de Profetas possuíam uma estrutura física. Eles viviam em comunidade e, portanto, careciam de espaço físico não somente para habitar, mas também onde pudessem ser instruídos: “Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito. Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali”.

Observa-se nesse texto que a estrutura acabou ficando inadequada e um espaço maior foi reclamado. Para que se tenha uma educação de qualidade necessita-se de uma estrutura adequada. Não podemos educar sem primeiro estruturar!

2. Noção de organismo e função. As escolas de profetas estavam sob uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava orientação.

Os estudiosos acreditam que as escolas de profetas surgiram com Samuel (1 Sm 10.5,10; 19,20) e, posteriormente, consolidaram-se com a monarquia nos ministérios de Elias e Eliseu.

No texto de 2 Reis 6.1, verificamos que os discípulos dos profetas estavam sob a orientação de Eliseu e era com este profeta que buscavam instrução. Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais capaz de prever o futuro ou operar grandes milagres, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica.

 

 

 

II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS

 

1. Treinamento. O texto de 2 Reis 2.15,16 mostra que fazia parte do treinamento das escolas dos profetas trabalhar sob as ordens do líder, obtendo assim permissão para a execução de cada tarefa.

Em outras situações observamos que os filhos dos profetas, quando já treinados, podiam agir por conta própria em determinadas situações (1 Rs 20.35). Na igreja o discipulado ocorre quando aquele que foi ensinado compartilha com outro o seu aprendizado.

2. Encorajamento. Os expositores bíblicos observam que Eliseu não limitava o seu ministério à pregação itinerante e a operação de milagres, mas agia também como um supervisor das escolas de profetas. Ele fornecia instrução e encorajamento aos jovens que ali estavam.

O contexto de 1 e 2 Reis não deixa dúvidas de que Elias e Eliseu muito preocuparam-se em transmitir às gerações mais novas o que haviam aprendido do Senhor. Nessas escolas, portanto, esses alunos eram encorajados a buscar uma melhor compreensão da Palavra de Deus. Não há objetivo maior para um educador do que encorajar o educando a buscar a excelência no ensino.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

As Escolas de Profetas forneciam instrução e encorajamento aos alunos a fim de que eles buscassem uma melhor compreensão da Palavra de Deus.

 

 

 

III. O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS

 

1. A Escritura. Acompanhando o ministério de Elias, vemos que a Palavra de Deus fazia parte do conteúdo ensinado nas escolas de profetas. Dele, Eliseu recebeu essa herança. Quando se encontrava no monte Sinai, Elias queixou-se de que os israelitas haviam abandonado a aliança divina, destruído os locais do verdadeiro culto e matado os profetas do Senhor (1 Rs 19.10).

A Palavra de Deus, em especial o livro de Deuteronômio, especificava que princípios e preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo. A Palavra de Deus era e é essa aliança! Assim como Elias, Eliseu também estava familiarizado com as implicações do concerto divino. Era a Palavra de Deus que ele ensinava aos seus discípulos. É a Palavra de Deus que nós também devemos ensinar hoje.

2. A experiência. Elias e Eliseu eram homens experientes e partilhavam com os outros o que haviam aprendido do Senhor (2 Rs 2.15, 19-22; 4.1-7, 42-44). No entanto, no contexto bíblico, a experiência não está acima da revelação divina conforme se encontra registrada na Bíblia. A Palavra de Deus é quem julga a experiência e não o contrário. Elias, por exemplo, afirmou que suas experiências tiveram como fundamento a Palavra de Deus (1 Rs 18.36).

Os mais jovens devem ter a humildade de aprender com os mais experientes e os mais experientes não devem desprezar os saberes dos mais jovens. O aprendizado se dá através do processo de interação e a experiência faz parte desse processo.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

O currículo da Escola de Profetas era em especial o livro de Deuteronômio, pois especificava os princípios e preceitos que regiam a aliança de Jeová com o seu povo.

 

 

 

IV. A METODOLOGIA DA ESCOLA DE PROFETAS

 

1. Ensino através do exemplo. As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente à educação. Havia uma relação entre professor e aluno na comunidade onde viviam. A educação acontecia também na sua forma oral e o exemplo era um desses métodos adotados no processo educativo. Não há como negar que Eliseu ensinava através do exemplo. Há vários relatos sobre os milagres de Eliseu, nos quais se percebe que o aprendizado acontecia através da observação das ações do profeta.

Geazi, discípulo de Eliseu, sabia que seu mestre era um exemplo de honestidade. Em o Novo Testamento, Jesus Cristo colocou-se como o exemplo máximo a ser seguido e Paulo se pôs como um modelo a ser imitado (Mt 9.9; 1 Co 11.1).

2. Ensino através da Palavra. Eliseu não deixou nada escrito. O que sabemos dele é através do cronista sagrado. Mas esse fato não significa que o profeta não usasse a Palavra de Deus em sua vida devocional e também como instrumento de instrução nas Escolas de Profetas.

A forma como Eliseu julgava o comportamento dos reis, aprovando-os, ou reprovando-os, não deixa dúvidas de que usava a Palavra de Deus escrita para discipular os alunos das Escolas de Profetas. Eliseu, por exemplo, mediu a iniquidade de Acabe através da piedade de Josafá. Acabe era um rei mau porque não andava conforme a Palavra de Deus, enquanto Josafá era estimado por fazer o caminho inverso.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente à educação.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Através do ministério de Eliseu, observamos que as Escolas de Profetas eram dedicadas ao ensino formal. Ali era ensinada a Palavra de Deus. Esse fato, por si só, é de grande relevância para nós, porque demonstra a preocupação do homem de Deus em passar a outros o conhecimento correto sobre o Deus único e verdadeiro.

Os tempos mudam e a cultura também. Hoje, sabemos que a educação secular possui grande importância e, infelizmente para muitos, é a única forma de educação existente. Não podemos negligenciar a educação secular, mas não podemos de forma alguma perder de vista a dimensão espiritual do conhecimento divino, que se encontra na Bíblia Sagrada.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

LEBAR, L. E. Educação que é Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Segundo a lição, o que podemos aprender sobre o aspecto institucional da Escola de Profetas?

R. Que a educação possui forma e função.

 

2. Destaque dois dos objetivos da Escola de Profetas.

R. Treinamento e encorajamento.

 

3. De acordo com a lição, que conteúdos faziam parte do currículo da Escola de Profetas?

R. A Escritura e a experiência.

 

4. Cite dois dos métodos educacionais usados na Escola de Profetas.

R. Ensino através da palavra e do exemplo.

 

5. O que podemos observar através do ministério de Eliseu?

R. Observamos que as escolas de profetas eram dedicadas ao ensino formal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Bibliográfico

 

“Escolas Hebraicas

[...] Os profetas prestaram uma assistência à instrução religiosa do povo através de suas pregações públicas. As referências a um grupo de profeta em Ramá sob o comando de Samuel, e possivelmente em Gibeá, mesmo tendo sido chamadas de escolas de profetas não devem ser consideradas como as mais recentes escolas de escribas que caracterizavam o judaísmo. Estas foram ocasionadas em sua maior parte pelo declínio do sacerdócio sob o comando de Eli e seus filhos, e novamente durante a monarquia (1 Sm 10.5,10; 19.20), e também da necessidade que o povo tinha de receber a instrução religiosa.

Estas associações de profetas não devem ser consideradas como monásticas, mas, na verdade, existiram com o propósito de trazer à tona uma maior influência religiosa sobre sua época.

Presume-se que, no tempo de Esdras, as instituições religiosas tenham sido um esforço escolástico entre os judeus (Ed 7.10). ”Associadas ao crescimento das sinagogas e outras instituições pós-exílicas, a educação primária, como um padrão de ensino, viria a tornar-se compulsória, conforme revelado no Talmude” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.665).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Eliseu e a Escola de profetas

 

Os profetas não eram pessoas preguiçosas. Eles decidiram ampliar o local em que estavam vivendo, e para isso, não se puseram a orar e profetizar em nome do Senhor: eles se puseram a trabalhar. Não é certo que uma pessoa que detenha um dom espiritual se utilize dele para não trabalhar, não ter uma vida produtiva, ou para ficar dependendo de terceiros para sua subsistência. Dons são dados para a edificação da igreja e não para estabelecer distinções entre quem tem e quem não tem. Os profetas que cercavam Eliseu colocaram “a mão na massa” e foram trabalhar para que tivessem um espaço maior para viverem. E foi em um momento desses, em que esses homens estavam trabalhando, que Deus fez um grande milagre por intermédio de Eliseu: fez flutuar o ferro de um machado, que um dos alunos daquela escola deixou cair sem querer no rio.

Não podemos prever que tipos de adversidades podem ocorrer quando estamos trabalhando para o Senhor, mas podemos ter a certeza de que Deus estará sempre com conosco. Fazer flutuar o ferro de um machado não foi um ato de demonstração de poder com objetivos pessoais, mas uma oportunidade de mostrar o quanto Deus honra a fé de seus servos.

Geazi e Eliseu. Eliseu demonstrou o poder de Deus com milagres realizados, mas também ensinou pelo seu próprio exemplo. Geazi era seu aluno, e convivia com o profeta, vendo milagres. Não é exagero dizer que Eliseu aprendeu muitas coisas com o convívio que teve com Elias, e Geazi também observou os atos de Eliseu. Mas aqui cabe uma observação: Ao passo que Eliseu aprendeu coisas com Elias e teve um ministério frutífero, Geazi optou pelo caminho oposto. Na ocasião em que esteve com o capitão siro Naamã, Geazi demonstrou que não estava apto para o ministério profético pois foi seduzido pelos presentes que Naamã, já curado, ofereceu a Eliseu. Nessa ocasião, vendo Geazi que Eliseu rejeitou os presentes de Naamã, cobiçou-os e foi atrás do siro, contando-lhe uma história piedosa.

Porque Deus julgou Geazi de forma tão severa? Primeiro, porque ele foi um homem cobiçoso. Segundo, porque ficou indignado de ver Naamã ser curado e não pagar nada pela cura que recebeu. Terceiro, porque Geazi mentiu para obter os presentes que Naamã daria a Eliseu. Quarto, não podemos usar os dons que Deus nos concede para lucrar de forma pessoal. Que essas observações nos sirvam de exemplo, para que não sejamos julgados por Deus por conta de tais manifestações de infidelidade.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

1º Trimestre de 2013

 

Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja

Comentarista: José Gonçalves

 

 

 

Lição 13: A morte e Eliseu

Data: 31 de Março de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés” (2 Rs 13.21).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O último milagre relacionado à vida de Eliseu demonstra o poder e o exemplo de um homem que ama e teme a Deus.

 

HINOS SUGERIDOS

 

398, 442, 535.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 2 Rs 13.20

A transitoriedade da vida

 

 

 

Terça - 2 Rs 13.14

O sofrimento humano

 

 

 

Quarta - 2 Rs 13.17

O lado divino na profecia

 

 

 

Quinta - 2 Rs 13.18

O lado humano na profecia

 

 

 

Sexta - 2 Rs 13.21

O justo abençoa em todo tempo

 

 

 

Sábado - 2 Rs 13.23,25

A fidelidade de Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Reis 13.14-21.

 

14 - E Eliseu estava doente da sua doença de que morreu; e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu rosto, e disse: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!

15 - E Eliseu lhe disse: Toma um arco e flechas. E tomou um arco e flechas.

16 - Então, disse ao rei de Israel: Põe a tua mão sobre o arco. E pôs sobre ele a sua mão; e Eliseu pôs as suas mãos sobre as mãos do rei.

17 - E disse: Abre a janela para o oriente. E abriu-a. Então, disse Eliseu: Atira. E atirou; e disse: A flecha do livramento do SENHOR é a flecha do livramento contra os siros; porque ferirás os siros em Afeca, até os consumir.

18 - E disse mais: Toma as flechas. E tomou-as. Então, disse ao rei de Israel: Fere a terra. E feriu-a três vezes e cessou.

19 - Então, o homem de Deus se indignou muito contra ele e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então, feririas os siros até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os siros.

20 - Depois, morreu Eliseu, e o sepultaram. Ora, as tropas dos moabitas invadiam a terra, à entrada do ano.

21 - E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés.

 

INTERAÇÃO

 

Nesta última lição do trimestre estudaremos os derradeiros dias do profeta Eliseu. Ele foi um homem fiel ao Senhor até o fim dos seus dias. Todavia, como homem ele era mortal. Não temos como escapar, um dia enfrentaremos a morte. Porém, ela não nos assusta. Eliseu começou bem seu ministério profético e o encerrou também com excelência. Ele viveu todos os seus dias como servo do Senhor e com certeza pode declarar como o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia [...]” (2 Tm 4.7). Que quando chegar o nosso dia, possamos também declarar estas mesmas palavras.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Conscientizar-se sobre a brevidade da vida e a eternidade de Deus.
  • Compreender a natureza da profecia final de Eliseu.
  • Explicar o propósito do último milagre de Eliseu.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor para a aula de hoje sugerimos que você reproduza o quadro abaixo conforme as suas possibilidades. Utilize-o para concluir a lição, fazendo um resumo geral da vida de um dos maiores profetas do Antigo Testamento, Eliseu. Conclua enfatizando que o último milagre relacionado à vida de Eliseu demonstra o poder e o exemplo de um homem que ama e teme a Deus.

 

ELISEU

 

Pontos fortes e êxitos

 

       Foi sucessor de Elias como profeta de Deus.

       Teve um ministério que durou mais de 50 anos.

       Teve um grande impacto sobre quatro nações: Israel, Judá, Moabe e Síria.

       Foi um homem íntegro que não tentou enriquecer-se à custa dos outros.

       Fez muitos milagres para ajudar aqueles que estavam sofrendo necessidades.

 

Lições de vida

 

       Aos olhos de Deus uma medida de grandeza é a disposição para servir aos pobres como também aos poderosos.

       Um substituto eficaz não só aprende com o seu mestre; também constrói sobre as realizações de seu mestre.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Morte: Término das atividades vitais do ser humano sobre a terra.

 

Nesta lição, acompanharemos os últimos passos do profeta Eliseu. Constataremos que Eliseu foi, de fato, um gigante espiritual. Mas, como todos os homens, estava sujeito às limitações comuns a todos os mortais — nasceu, cresceu, envelheceu e morreu. Fica, portanto, em destaque o fato de que os homens fazem história, mas Deus é o Senhor da história.

 

I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU

 

1. A velhice de Eliseu. Um bom tempo já se havia passado desde a última aparição do profeta de Abel-meolá no registro bíblico (2 Rs 9.1). De fato, entre os capítulos 9 e 13 de 2 Reis, há um intervalo de aproximadamente quarenta anos. Os estudiosos acreditam que, por essa época, Eliseu deveria estar com a idade aproximada de oitenta anos.

Eliseu fora chamado ainda jovem para o ministério profético, mas agora estava velho e doente. Às vezes, idealizamos de tal forma os homens de Deus, que acabamos nos esquecendo de que eles também são humanos. Envelhecem, adoecem e também morrem. O texto bíblico deixa bem patente o lado humano do profeta. Fora um grande homem de Deus e ainda o era, mas ainda assim era um homem.

2. O sofrimento de Eliseu. O mesmo texto que trata da doença e velhice de Eliseu fala também do seu sofrimento (2 Rs 13.14,20). Eliseu estava doente, e isso sem dúvida causava-lhe algum sofrimento. Eliseu envelheceu e padeceu.

Mas o foco aqui não é o sofrimento em si, mas como Deus trata o profeta nesse momento de sua vida e como ele responde a isso. Mesmo alquebrado pela idade, Eliseu continuava com o mesmo vigor espiritual de antes. Possuía ainda a mesma visão da obra de Deus. Em nada a doença, ou quaisquer outras coisas, impediu-o de continuar sendo a voz profética do Deus de Israel.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A doença não conseguiu impedir o profeta Eliseu de continuar sendo a voz profética do Deus de Israel.

 

 

 

II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU

 

1. A ação de Deus na profecia. Hoje está na moda o jargão: “Eu profetizo sobre a tua vida”. Embora muito bonito e vestido de roupagens espirituais, tal jargão não passa de orgulho e afetação humana. Isso por uma razão bem simples: nenhuma profecia, que se ajuste ao modelo bíblico, tem seu ponto de partida no querer humano, mas na vontade soberana de Deus (2 Pe 1.20,21).

Eliseu, por exemplo, refletindo os desígnios divinos, dizia ao profetizar: “Assim diz o Senhor” (2 Rs 2.21; 3.16). A expressão “flecha do livramento do SENHOR” (2 Rs 13.17) possui sentido semelhante. A profecia tem sua origem em Deus e não no homem. Eliseu não profetizou para depois se inspirar, mas foi primeiramente inspirado para depois profetizar (2 Rs 3.15).

2. A participação humana na profecia. Vimos que uma profecia genuinamente bíblica tem sua origem em Deus. Todavia, a Escritura mostra também que existe a participação do homem nesse processo. É o que vemos em 2 Reis 13.14-19. A indignação de Eliseu quanto à relutância do rei Jeoás de Israel em continuar a atirar as suas flechas, símbolo do livramento do Senhor contra os sírios, é bastante significativa. Deixa clara a decepção do profeta com a falta de discernimento e perseverança do rei. Faltou fé a Jeoás! Ele pensava certamente tratar-se de uma mera cerimônia na qual ele teria apenas uma participação técnica. A sua vitória seria do tamanho da resposta que ele desse ao profeta. Deveria ter ferido a terra cinco ou seis vezes, mas fez apenas três.

Uma fé tímida obtém uma vitória igualmente tímida. Em o Novo Testamento, o Senhor Jesus irá por em destaque essa verdade (Mt 9.29).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Aprendemos mediante a última profecia de Eliseu que uma fé tímida obtém uma vitória igualmente tímida.

 

 

 

III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU

 

1. A eternidade e fidelidade de Deus. É interessante observarmos que o último milagre de Eliseu deu-se postumamente. Eliseu já estava morto quando ocorre algo que desafia a razão humana (2 Rs 13.20,21). Essa passagem revela pelo menos dois aspectos dos atributos de Deus — Deus é eterno. Ele não morre quando morre um homem de Deus, nem tampouco deixa de cumprir a sua Palavra quando as circunstâncias parecem dizer o contrário.

Ao permitir que o toque nos restos mortais de Eliseu desse vida a um morto, Deus mostrava ao rei Jeoás que a morte de Eliseu não iria impedir aquilo que há algum tempo ele havia prometido a ele. Deus é fiel e zela pela sua Palavra para a cumprir.

2. A honra de Eliseu. Além da fidelidade e da eternidade de Deus, que ficam bem patentes nesse último milagre de Eliseu, há ainda mais uma lição que o texto deixa em relevo. Aqui é possível perceber que, mesmo morto, o nome de Eliseu continuaria a ser lembrado como um autêntico homem de Deus.

Elias subiu ao céu vivo, Eliseu deu vida mesmo estando morto. Os intérpretes destacam que esse milagre, envolvendo os restos mortais de Eliseu, mostra que o Senhor possui planos diferenciados para cada um de seus filhos. Portanto, não devemos fazer comparações nem questionar os atos divinos (Jo 21.19-23). A Bíblia fala de homens, cujas ações continuam falando mesmo depois de haverem morrido (Hb 11.4).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Mesmo depois de morto, Eliseu foi lembrado como um autêntico homem de Deus.

 

 

 

IV. O LEGADO DE ELISEU

 

1. Legado socio-cultural. Já estudamos que Eliseu supervisionava as escolas de profetas (2 Rs 6.1). Esse sem dúvida foi um dos seus maiores legados. Todavia, Eliseu fez muito mais; teve uma participação ativa na vida espiritual, moral e social da nação. Enquanto Elias era um profeta do deserto, Eliseu teve uma atuação mais urbana. Eliseu tinha acesso aos reis e comandantes militares, e possuía influência suficiente para deles pedir algum favor (2 Rs 4.13). Como povo de Deus, não podemos viver isolados, mas aproveitar as oportunidades para abençoar os menos favorecidos.

2. Legado espiritual. Há uma extensa lista de obras e milagres operados através do profeta Eliseu. Sem dúvida, eles demonstram seu grande legado. Podemos enumerar alguns: abertura do Jordão (2 Rs 2.13,14); a purificação da nascente de água (2 Rs 2.19-22); o azeite da viúva (2 Rs 4.1-7); o filho da sunamita (2 Rs 4.8-37); a panela envenenada (2 Rs 4.38-41); a multiplicação dos pães (2 Rs 4.42-44); a cura de Naamã (2 Rs 5.1-19) e o machado que flutuou (2 RS 6.1-7).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Como povo de Deus, não podemos viver isolados, mas aproveitar as oportunidades para abençoar os menos favorecidos.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Assim termina a vida do profeta Eliseu. Um grande homem de Deus que nunca deixou de ser servo. Começou pondo água nas mãos de Elias (2 Rs 3.11), um gesto claro de sua presteza em servir, e foi exaltado por Deus. Mesmo sem ter escrito uma linha, levanta-se como um dos maiores profetas bíblicos de todos os tempos. Devemos imitá-lo em sua vida de serviço e amor a Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Afetação: Fingimento; simulação.
Alquebrado: Fraco, abatido, prostrado.
Postumamente: Posterior a morte de alguém.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Faça um breve comentário sobre a velhice de Eliseu.

R. Resposta pessoal.

 

2. Por que Eliseu se indignou contra o rei?

R. Por que o rei não agiu com discernimento e fé.

 

3. De acordo com a lição, qual o propósito do milagre operado postumamente por Eliseu?

R. Demonstrar a fidelidade de Deus e o valor do profeta Eliseu.

 

4. Cite dois dos legados do profeta Eliseu.

R. Cultural e espiritual.

 

5. Cite pelo menos três obras do legado de Eliseu.

R. Abertura do Jordão (2 Rs 2.13,14); a purificação da nascente de água (2 Rs 2.19-22); o azeite da viúva (2 Rs 4.1-7).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Bibliográfico

 

“Joás visitou Eliseu devido ao grande respeito que tinha pelo profeta, que estava próximo de falecer. Sua saudação: ‘Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!’, foi a exclamação que o profeta pronunciou na ocasião em que Elias foi levado ao céu (2 Rs 2.12). O fato de Joás utilizar esta expressão é uma indicação de que ele reconhecia a proximidade da morte de Eliseu. A ordem relacionada ao uso do arco e das flechas estava relacionada com a Síria, que era a nação que oprimia Israel. Uma flecha lançada em direção ao oriente simbolizava a vitória em Afeca; as setas lançadas ao solo simbolizavam a vitória de Israel sobre a Síria.

Eliseu se indignou muito contra Joás, por saber que confiar e se apoiar em outras nações era uma atitude errada. Era necessário ter uma completa confiança em Deus para que fossem ajudados contra as nações estrangeiras que procuravam oprimir Israel. O poder miraculoso associado aos ossos de Eliseu tinha a finalidade de mostrar a Joás que o poder do Deus de Israel seria manifestado sobre a Síria, mesmo após a morte do profeta” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, pp.360-61).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A morte de Eliseu

 

Aqui chegamos ao fim de todos os homens, mesmo aqueles que possuem um ministério tão marcante quanto o de Eliseu: a morte. Tal qual Elias, Eliseu conheceu o fim do seus dias. Desta lição, podemos tirar pelo menos duas grandes lições:

Eliseu morreu de uma doença. O detalhe da Palavra de Deus não nos permite ter equívocos: “Eliseu estava doente da sua doença de que morreu” (2 Rs 13.14). Esse verso pode deixar constrangidos os proponentes da confissão positiva, que alegam que um crente não pode ficar doente, e se estiver doente, é porque não tem fé ou está em pecado. Eliseu era um homem de Deus. Era um homem de fé. Realizou muitos milagres. Mas quando chegou sua hora de partir, esse momento ocorreu porque o profeta ficara doente e a doença o levou. Entende-se que Eliseu já era um homem de idade avançada, e que naturalmente seu organismo, como o de outras pessoas dessa fixa etária, ficou propenso a fraquezas e doenças. Foi um fato natural.

Precisamos entender dois princípios claros: a) que a nossa obrigação é orar ao Senhor pedindo cura, e é Ele quem manda a cura para o seu povo, conforme a sua vontade; b) Em sua soberania, Deus pode permitir que nossa partida para estar com Ele se dê de diversas formas, inclusive por meio de doenças. Ainda que isso ocorra, não podemos pensar que a morte, para o cristão, é uma punição, mas sim uma promoção para estar lado a lado com o Senhor. Deus tem uma forma de tratar com cada pessoa. Elias foi levado ao céu, vivo; Eliseu passou pela morte, mas ambos estão com o Senhor.

Eliseu teve um ministério respeitado. Ao longo de sua vida, Eliseu teve contato direto com a escola de profetas em seus dias. Foi um homem que viu milagres em seu ministério, trouxe orientações a governantes e gozava da honra de outros profetas. E mesmo depois de morto, realizou um milagre de ressurreição. Este último fato não nos permite crer que podemos rogar a “santos homens e mulheres” para que nos ajudem em nossas dificuldades, pois se observarmos a narrativa dessa ressurreição, não foi feito nenhum pedido ao “santo Eliseu” para que ele ressuscitasse o homem morto que foi jogado em sua cova. O fato simplesmente aconteceu pelo poder de Deus, e não pela súplica direcionada a um profeta que estava no céu e poderia interceder pelo morto a Deus. Nossas orações devem ser para o Senhor, e não para pessoas consideradas santas. Nosso único intercessor é o Senhor Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus, e ninguém mais.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net