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lições CPAD tempos trabalhosos 2 trim-2007
lições CPAD tempos trabalhosos 2 trim-2007

                                                            Lições Bíblicas CPAD

                                                   Jovens e Adultos 

                                             2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Lição 1: Tempos trabalhosos para a Igreja

Data: 08 de Abril de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Nestes últimos dias, a Igreja tem de se mostrar sempre vigilante e alicerçada na Bíblia Sagrada para combater, eficazmente, as forças do mal que se levantam contra o evangelho de Cristo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Dn 12.10

Os salvos serão provados

 

 

 

Terça - Fp 1.29

Fé com sofrimento

 

 

 

Quarta - 2 Ts 2.7

O “mistério da injustiça” já atua no mundo

 

 

 

Quinta - Ap 3.20

Jesus do lado de fora da igreja

 

 

 

Sexta - 1 Tm 6.10

Desviados por amor ao dinheiro

 

 

 

Sábado - 1 Co 13.6

O amor não folga com a injustiça

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Timóteo 4.1-4; 2 Timóteo 3.1,2.

 

1 Timóteo 4

1 - Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,

2 - pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência,

3 - proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;

4 - porque toda criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.

 

2 Timóteo 3

1 - Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;

2 - porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos.

 

INTERAÇÃO

 

Caro professor, inicie a primeira aula deste trimestre apresentando aos alunos o tema geral das Lições Bíblicas: “Tempos trabalhosos: como enfrentar os desafios deste século”. Comente que as treze lições analisam os principais desafios enfrentados pela Igreja de Cristo e, portanto, é necessário que todos os educandos adquiram suas lições e acompanhem assiduamente as exposições didáticas, a fim de que compreendam os desafios da sociedade pós-moderna à luz dos princípios absolutos da Palavra de Deus. Fale também sobre o comentarista, Pr. Elinaldo Renovato - Pr. Presidente da Assembléia de Deus de Parnamirim, RN, professor universitário, bacharel em Ciências Econômicas e autor de diversas obras editadas pela CPAD. Deus abençoe ricamente a sua vida e a de seus alunos durante o segundo trimestre de Lições Bíblicas (Js 1.6-9).

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever as características dos últimos tempos.
  • Contestar os modismos doutrinários.
  • Definir o sentido bíblico de apostasia.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, nesta primeira lição, faça um organograma das lições que estudaremos durante o trimestre. Trata-se de um quadro que relaciona os conceitos (sinopse), as atitudes (o que fazer) e os valores (o que ser) necessários à vida cristã integral. Os objetivos são: apresentar uma síntese de todo o conteúdo do trimestre, recapitular os pontos fundamentais das lições, e reafirmar os conceitos e procedimentos necessários à vida cristã. No gráfico abaixo, há um modelo que você deve complementar, conforme o desenvolvimento do trimestre. Use materiais variados e coloridos de acordo com os recursos disponíveis e exponha o gráfico em sua classe.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Apostasia: Abandono premeditado e consciente da fé cristã.

 

Como podemos depreender do texto sagrado, Deus sempre alertou o seu povo quanto aos perigos que nos rondam (Mt 10.16; Jo 16.33; Lc 21.16). A mensagem que Paulo escreveu em sua primeira carta a Timóteo, base da presente lição, trata das dificuldades pelas quais a Igreja haveria de passar em seus primórdios e, ao mesmo tempo, projeta-se para os tempos que antecederiam o retorno de Cristo.

 

I. CARACTERÍSTICAS DOS ÚLTIMOS TEMPOS (1 Tm 4.1-5)

 

1. Apostasia. “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). A apostasia constitui-se no abandono premeditado e consciente da fé cristã; é uma característica marcante dos últimos tempos, conforme alerta-nos Paulo.

a) Apostasia na igreja. De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, há dois tipos de apostasia: a teológica e a moral. Na primeira, observam-se desvios doutrinários. Na segunda, comportamentos contrários à santidade requerida por Deus em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15,16).

A Igreja tem testemunhado muitos casos de apostasia entre os santos. À medida que se aproxima a vinda de Jesus, o número de apóstatas aumenta preocupantemente. O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar ao pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo Reino de Deus e de renunciar a si mesmo, vem sofrendo constantes e impiedosos ataques (Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5; 4.3). A Bíblia afirma que, nos dias que antecedem a manifestação do Anticristo, ocorrerá uma grande onda de apostasias (2 Ts 2.3,4). É hora de redobrar a vigilância.

b) A desvalorização da Bíblia. Inspirados em teologias liberais, há crentes que não mais vêem a Bíblia como a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus - nossa única regra de fé e prática. Alguns chegam a ensinar que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas apenas a contém. Leia com toda atenção 2 Tm 3.16. A própria Bíblia nos adverte com toda clareza, sobre esse tempo (2 Ts 2.3).

2. Apostasia como sinal da volta de Jesus. De acordo com a Bíblia, a apostasia é um dos mais fortes sinais concernentes à volta de Cristo (Lc 18.8; 1 Jo 2.18; 2 Ts 2.7).

a) Super-crentes. Para que se tenha idéia do alcance da apostasia, vejamos também o que andam ensinando os falsos mestres e doutores: “Satanás venceu Jesus na cruz”; “Nunca, jamais, em tempo algum, vá ao Senhor dizendo: Se for da tua vontade... Não permita que essas palavras destruidoras da fé saiam de sua boca”; “Deus precisa receber permissão para trabalhar neste reino terrestre do homem... Sim”; “Você está no controle das coisas!”.

Infelizmente, há muitos incautos dispostos a aceitar semelhantes blasfêmias. Não nos enganemos: Deus está no controle de tudo e não precisa de permissão humana para atuar quer na história das nações quer na vida de cada um de nós. Ele é soberano e tudo tem de ser feito de acordo com a sua vontade. Quanto ao Diabo, foi este vencido para sempre na cruz. Aleluia!

b) Perdoar a Deus! Alguns falsos doutores chegam ao cúmulo de ensinar que se deve perdoar inclusive a Deus, pois, às vezes, Ele não cumpre suas palavras, causando ressentimentos nos que o buscam. Por isso, segundo recomendam, devemos submeter-nos à chamada “cura interior” e à “regressão espiritual”. Ora, os tais doutores deveriam saber que a Palavra de Deus é infalível e que Deus é Santo. Por conseguinte, quem precisa de perdão e arrependimento é o homem e não o Todo-Poderoso. Portanto, seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso (Rm 3.4).

c) Culto aos anjos. Há muitos crentes iludidos adorando os anjos (Cl 2.18). Infelizmente, há pregadores que só iniciam a pregação depois de pedir a presença dos anjos e, com isso, iludem os simples. Isso é apostasia! Os anjos também são servos de Deus; sua missão é atuar em prol dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14). E além do mais, recusam adoração (Ap 19.10).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Os dois tipos de apostasia são: teológica e moral. A primeira refere-se aos desvios doutrinários. A segunda, aos comportamentos opostos à santidade divina.

 

II. HIPOCRISIA E INSENSIBILIDADE ESPIRITUAL

 

1. O que é hipocrisia? Hipocrisia é “impostura, fingimento, simulação, falsidade, falsa devoção”. “... o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, (...) pela hipocrisia de homens que falam mentiras” (1 Tm 4.1,2a). E quem é o pai da mentira? É o Diabo (Jo 8.44). Portanto, os mentirosos serão lançados no lago de fogo (Ap 21.8).

a) Lobos fantasiados de ovelhas. Os hipócritas aparentam uma coisa, mas são outra (At 20.29,30). Fingem-se de cristãos, mas servem ao Diabo; fingem-se de santos, mas são pecadores inveterados. Estão na igreja, mas não fazem parte da Igreja de Cristo. Suas intenções são malignas.

b) Principais características. Os hipócritas gostam de ser glorificados pelos homens (Mt 6.2), pois dos homens buscam a glória. Eles contribuem financeiramente, mas não são sinceros para com Deus. Jesus condena os que assim procedem (Mt 23.23).

2. O que é insensibilidade espiritual? O texto bíblico é enfático: “Apostatarão alguns da fé (...) tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Tm 4.2b). Cauterizar, segundo o dicionário, é utilizar um meio químico, ou ferro incandescente, para destruir a sensibilidade de um tecido orgânico. Quando a consciência fica cauterizada, o homem age como os animais, apenas instintivamente.

Conta-se que uma jovem crente engravidara-se do namorado. A mãe repreendeu-a, levando o caso ao pastor. Uma irmã, porém, desaprovou aquela mãe: “Você não devia ter feito isso; bastava encaminhar sua filha para um aborto e tudo estaria resolvido. O pastor não precisava saber de nada”. Alguém pode esconder-se do pastor, mas de Deus ninguém se esconde (Sl 139.7-12). Cuidado com o relativismo moral; a Bíblia lida com valores absolutos e inegociáveis: o que é pecado é sempre pecado.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A hipocrisia e a insensibilidade espiritual são dois comportamentos sociais e proféticos que antecedem a vinda de Jesus.

 

III. PROLIFERAÇÃO DA REBELIÃO CONTRA DEUS (2 Tm 3.1-9)

 

1. “Homens amantes de si mesmos”. Jesus ensinou que o maior dos mandamentos é amar a Deus de todo o coração; o segundo, semelhante ao primeiro, é amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22.35-39). Nestes tempos trabalhosos, porém, o amor próprio e egoísta está matando o amor a Deus e ao próximo. Esse tipo de amor nega as verdadeiras dimensões do amor cristão.

2. Homens “avarentos” (v.2). As Escrituras afirmam que a avareza é idolatria (Cl 3.5). O pecado da avareza se manifesta no amor e culto ao dinheiro e ao materialismo (Ef 5.5; 1 Tm 6.10). Em Romanos 1.29, o pecado da avareza é arrolado juntamente com a prostituição e o homicídio.

Eis porque a Bíblia adverte acerca dos falsos mestres que, movidos pela avareza, se utilizam de fábulas engenhosas para auferir lucros e enganar a Igreja de Deus (2 Pe 2.3; 1.16). Os falsos mestres e doutores são considerados malditos pela Palavra de Deus (2 Pe 2.14).

3. Homens “presunçosos” (v.2). Presunção é vaidade. Os presunçosos e ingratos para com Deus agem como Israel: ao prosperarem, dão “coices”; viram as costas a Deus (Dt 32.15). Eles passam a agir como se Deus não existisse. Amam mais a vida presente do que os bens eternos.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A rebelião contra Deus se acentua por meio do individualismo, da avareza, da presunção e do orgulho.

 

CONCLUSÃO

 

Nesses tempos trabalhosos, precisamos orar e vigiar com mais seriedade, para que não sejamos tragados pela onda de apostasia e insensibilidade espiritual. Somente com um profundo quebrantamento espiritual, e uma vida sempre renovada no Espírito (2 Co 4.16), poderemos estar em condições de aguardar a vinda de Jesus de modo santo e de conformidade com a sua Palavra.

 

VOCABULÁRIO

 

Longínquo: Afastado, distante; futuro.
Ortodoxia: Absoluta conformidade com um princípio ou doutrina.
Regressão espiritual: Falso tratamento que mistura teologia, psicologia e hipnose, para descobrir um evento traumático responsável pelo sofrimento e bloqueios emocionais e espirituais que impedem o crescimento do indivíduo.
Teologia Liberal: Corrente teológica que nega, entre outras coisas, a inspiração e a inerrância das Escrituras.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ARRINCTON, F. L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. 2.ed., RJ: CPAD, 2004.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Em que se constitui a apostasia?

R. No abandono premeditado e consciente da fé cristã.

 

2. Quais os tipos de apostasia?

R. Apostasia teológica e moral.

 

3. Qual o significado da palavra “hipocrisia”?

R. Impostura, fingimento, simulação, falsidade.

 

4. O que aconteceu quando a consciência fica cauterizada?

R. O homem age como os animais, apenas instintivamente.

 

5. Como se manifesta o pecado da avareza?

R. No amor e culto ao dinheiro e ao materialismo.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“A Apostasia Pessoal (Hb 3.12)

A apostasia (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2 Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido por ‘apartar’). O termo grego é definido como ‘decair, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado’.

1. Significado de apostasia. Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si: (a) a apostasia teológica, isto é, a rejeição de todos os ensinos originais de Cristo e dos apóstolos ou alguns deles (1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3); e (b) a apostasia moral, ou seja, aquele que era crente deixa de permanecer em Cristo e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13).

2. Advertência bíblica. A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com Cristo, como para nos motivara perseverar na fé e na obediência”.

(Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1903.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A incredulidade é o pecado inicial e mortal que conduz o crente à rebelião e à apostasia (Hb 3.7-10). O pecado de incredulidade foi o motivo pelo qual o povo de Israel voltou a Cades Barnéia e pereceu no deserto (Hb 3). Essa mesma rebeldia continua viva e ativa no século XXI, ameaçando aqueles que teimam em desobedecer as Sagradas Escrituras (1 Tm 4.1). Assim como o povo pereceu no deserto, muitos crentes estão fracos e incapazes de continuar a jornada cristã, em função da dureza de seus corações impenitentes. A Escritura, no entanto, admoesta: “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mal e infiel, para se apartar do Deus vivo” (Hb 3.12).

A descrença e a dureza de coração precedem à ruína espiritual, pois o “pecado voluntário” (Hb 10.26) tem sua gênese na falta de fé. O termo “voluntário” enfatiza a natureza premeditada e calculada do pecado. Logo, o incrédulo premedita e calcula suas ações pecaminosas. Já a palavra “pecar”, particípio presente de uma ação contínua, indica a persistência no erro. O antídoto contra a obstinação pecaminosa é uma fé inabalável em Jesus Cristo, como afirma a Bíblia: “Não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma” (Hb 10.39).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 2: Os efeitos do mundanismo na família

Data: 15 de Abril de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24.15).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A vida moderna proporciona conforto e oportunidades materiais, mas não podemos ignorar as armadilhas contra a vida espiritual da família cristã.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Gn 2.24

A união indispensável no lar

 

 

 

Terça - Lv 18.22; 20.13

União humana abominável

 

 

 

Quarta - Gn 3.8

Deus presente no primeiro lar

 

 

 

Quinta - Gn 3.12,13

Desunião e desconfiança conjugal

 

 

 

Sexta - Ef 5.25; Tt 2.4

O indispensável amor na família

 

 

 

Sábado - Dt 11.19,20

O valor da Palavra de Deus no lar

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 2.18,21-24.

 

18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.

22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, nesta lição, você ensinará a respeito da família no contexto cristão e secular. Procure ministrar o tema conforme as peculiaridades de sua classe. Caso você lecione para uma turma de jovens casais ou de cônjuges mais experientes, não há necessidade de adaptar a lição à experiência e ao contexto deles. Alguns assuntos, no entanto, precisam ser adaptados à realidade dos jovens solteiros. Procure harmonizar os tópicos que tratam do relacionamento entre os casais para temas relacionados á fase inicial do casamento (namoro, noivado), ou conforme a realidade e necessidade da classe.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever a origem divina da família.
  • Explicar os principais ataques contra o casamento.
  • Enumerar as formas iníquas de uniões.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, use um recurso didático que auxilie o aluno no exercício da criatividade, da síntese, sensibilidade e domínio da leitura e escrita. Antes, porém, uma pergunta: “Você sabe o que é letramento”? Não? Letramento é tanto um resultado quanto um estado. É o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais de leitura e escrita e, também, a condição que adquire um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita e de suas práticas sociais. É mais do que saber ler e escrever. Portanto, caso seja possível, avalie às condições de letramento de seus alunos. Distribua uma folha para cada aluno, a fim de que desenvolvam o tema: A família cristã que desejamos. Depois de concluído, ministre a lição. Leve o material para casa e analise as aspirações de seus educandos.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Família: Comunidade constituída por um homem e uma mulher, unidos por laço matrimonial, e pelos filhos nascidos dessa união.

 

O Diabo sempre intentou destruir a família (1 Pe 5.8). Entretanto, Deus tem colocado à disposição do crente um verdadeiro arsenal do Espírito Santo através da Bíblia Sagrada: a oração, o jejum, a leitura bíblica, o poder do sangue de Cristo e a comunhão com o Espírito Santo; são armas poderosas que devemos utilizar para combater o Maligno em sua fúria contra a família (2 Co 10.4,5; Ap 12.11; 2 Ts 3.3; 1 Jo 2.13,14).

Nesta lição, apresentaremos algumas maneiras pelas quais podemos vencer esta luta.

 

I. O CASAMENTO, O LAR E A FAMÍLIA

 

1. Origem do casamento. Deus viu que a solidão não seria boa para o homem (Sl 68.6; 113.9). Por isso, fez-lhe uma adjutora para viver em sua companhia (Gn 2.18,21-23). Deus uniu o homem à sua mulher, a fim de serem “uma só carne” (Gn 2.24). Portanto, a união conjugal tem de ser monogâmica, heterossexual e indissolúvel. Ou seja: o casamento bíblico é a união de um homem com uma mulher até que a morte os separe. Fora disso, qualquer tipo de união conjugal é “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13; Rm 1.27; 1 Co 6.10).

2. Origem da família. Antes de estabelecer a Igreja, Deus criou a família e determinou regras para o seu desenvolvimento. Embora o Criador haja destinado apenas uma mulher para o homem, o pecado levou o ser humano à poligamia, à fornicação e ao adultério, ignorando o padrão da vida conjugal estabelecido por Deus (Gn 2.24; 4.1).

3. Origem do lar. O primeiro lar foi formado por Deus. Neste lar havia amor, paz, saúde e alegria (Gn 2.25). Até o trabalho era realizado sem estresse (Gn 2.5,15). O mais importante, porém, era a presença de Deus (Gn 3.8a). Sendo esta também indispensável ao lar cristão, deve ser buscada e cultivada por todos os membros da família.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O casamento monogâmico, o lar e a família são projetos divinos estabelecidos para a felicidade da humanidade.

 

II. OS ATAQUES CONTRA O CASAMENTO

 

1. O ataque no Éden. O primeiro ataque ao casamento ocorreu no Éden. Daquele episódio, surgiu a inclinação inata do ser humano para pecar, trazendo como consequências a iniquidade, as doenças, o envelhecimento e a morte física e espiritual.

2. Formas iníquas de união. Nestes dias trabalhosos e difíceis, os ataques (e como sempre disfarçados e “justificados”) contra o casamento são os mais diversos. O que dizer do divórcio? Ou do casamento homossexual (Lv 18.22; 20.13; 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.10). Quem assim procede, sofrerá o juízo divino (Gn 19.5,24; 1 Rs 14.24; Rm 1.26; Hb 13.4; Jd v.7; Gl 6.7). O homossexualismo é um ataque frontal ao casamento.

A Igreja do Senhor Jesus, como “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15), não pode deixar de protestar contra tais coisas. O matrimônio deve ser valorizado conforme recomenda a Palavra de Deus (Hb 13.4a).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Os ataques contra o casamento iniciaram no Éden e, desde então, não têm cessado: homossexualidade, divórcio. A igreja, porém, deve protestar contra tais coisas.

 

III. OS ATAQUES CONTRA A FAMÍLIA

 

1. O primeiro ataque da serpente à instituição familiar. No Éden, o Diabo atacou frontalmente o casamento e a família. Por causa do pecado, o primeiro casal foi expulso do jardim (Gn 3.23,24), gerando uma série de males entre os quais o assassinato de Abel (Gn 4.2-8). O pecado transtornou, profanou e perverteu o ser humano (Rm 7.8-24).

2. Ataques à família. Ao longo dos tempos, o inimigo vem atacando continuamente à família de diversas maneiras:

a) Infidelidade conjugal. A vontade de Deus é que os cônjuges se amem mutuamente (Ef 5.25; Tt 2.4). Temos de fugir da infidelidade (1 Co 6.18a). O começo pode ser um olhar, uma conversa, levando em seguida à consumação do pecado. Para evitar a infidelidade conjugal, os cônjuges podem adotar medidas simples, mas eficazes, sempre com a graça de Deus:

  •   Buscar a Deus em oração. Orando juntos, diária e constantemente, o casal fortalece os laços espirituais e conjugais (Mt 26.41);

  •   Ler a Bíblia diariamente. É indispensável ao casal ler a Bíblia todos os dias. Alguns dizem que não há tempo, mas a verdade inconteste é que “há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1);

  •   O esposo deve dar prioridade à sua esposa. Volte a cultivar o carinho, o afeto, e a expressão do amor conjugal para com a mulher de sua mocidade (Ef 5.25-28).

  •   A esposa deve dar prioridade a seu esposo (Ef 5.33). A mulher cristã, com prudência e amor, torna-se um esteio contra a infidelidade conjugal. Buscando a sabedoria divina, ela haverá de preencher as necessidades emocionais e afetivas de seu cônjuge.

b) A ausência de Deus no lar. Nada pode preencher a falta de Deus no lar, a não ser o próprio Deus. A ausência de Deus no lar é a causa de alguns problemas que afetam o casamento e a família como um todo. Como vencer esse terrível inimigo?

  •   Cada membro da família, a partir do casal, deve tomar a decisão de servirão Senhor, sem nunca descuidar-se do culto doméstico. Faça como Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Além disso, frequente a igreja juntamente com o seu cônjuge e filhos.

  •   Levar a família a valorizar a igreja local (Sl 122.1; 27.4; 84.10; Ec 5.1). É importante que os pais dêem exemplo aos filhos, não apenas mandando-os para a igreja, mas indo com eles à casa do Senhor. Incentive-os a tomar parte nas atividades da igreja local.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Os cônjuges podem neutralizara infidelidade conjugal por meio da oração, da leitura das Escrituras, do respeito e amor recíprocos.

 

IV. FORTALECENDO O LAR CONTRA OS ATAQUES DO MAL

 

1. Os ataques modernos à família e como vencê-los. Conforme já dissemos, são muitos os ataques à família nos dias atuais.

a) A inversão de valores. A família está sendo destruída por novelas iníquas, escritas e produzidas por pessoas distanciadas dos valores legitimamente cristãos, e pelas publicações que zombam da Palavra de Deus (Is 5.20).

b) A tecnologia como instrumento do mal. A televisão e a internet, por exemplo, vêm sendo traiçoeiramente usados pelo Diabo para contaminar preciosas vidas. A Igreja do Senhor Jesus precisa, no poder do Espírito Santo, reagir contra o uso inadequado e pecaminoso desses meios de comunicação em massa. Se não reagirmos, a família cristã sofrerá pesadas consequências.

2. É necessário tomar posição. Josué afirmou: “... porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). A maior parte dos ataques contra a família tem sucesso, porque os responsáveis pelos lares cristãos não tomam diante de Deus, uma posição firme e corajosa contra essa perversa inversão de valores (Ef 6.4b; Dt 22.8).

3. É necessário temer a Deus e andar nos seus caminhos. “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!” (Sl 128.1). As promessas de que trata o salmo são bênçãos extraordinárias sobre a família, incluindo o líder, a esposa, os filhos e os filhos destes conforme promete Deus. Mas há um preço a pagar: Deus exige santidade no lar de quem lhe professa o nome (Hb 12.14; 1 Pe 1.15).

4. É necessário edificar a casa sobre a Rocha (Mt 7.24; Sl 127.1). Edificar a casa “sobre a rocha” é edificar o casamento, o lar e a família, sobre Cristo Jesus, que é a “a pedra”, ou a rocha dos séculos (Mt 21.42; Lc 20.17; 1 Pe 2.7). Muitos crentes edificam sua casa sobre a areia (Mt 7.27), e amargam as consequências. Como está você construindo o seu lar?

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Para vencer os ataques contra a família é necessário temer a Deus, andar em seus caminhos e edificar a casa sobre a Rocha.

 

CONCLUSÃO

 

Hoje, mais do que nunca, é necessário manter a família nos padrões estabelecidos por Cristo. Quando tomamos uma firme posição de manter o nosso lar na Palavra de Deus, como o fez Josué (24.15), certamente levaremos a nossa família a entrar na Arca, que é Cristo (Gn 7).

 

VOCABULÁRIO

 

Adjutora: Aquela que ajuda ou auxilia; ajudante.
Cônjuge: Cada uma das pessoas ligadas pelo casamento em relação à outra.
Inconteste: Que não é contestável; indiscutível.
Incubar: Possuir em estado latente; interiorizado; premeditar, planejar.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

BENTHO, E. C. A família no Antigo Testamento: história e sociologia. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual a forma de união conjugal aprovada por Deus?

R. A união heterossexual.

 

2. Como Deus vê a união homossexual?

R. Abominação ao Senhor.

 

3. Qual a atitude que se espera da igreja como "coluna da verdade"?

R. Protestar contra as formas iníquas de união.

 

4. Quais as medidas que os cônjuges podem adotar para evitar a infidelidade conjugal?

R. Buscar juntos a Deus em oração; ler a Bíblia; os cônjuges devem dar prioridade um ao outro.

 

5. Como podemos fortalecer o lar contra os ataques do mal?

R. Tomando posição; temendo a Deus e andando em seus caminhos.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“Família, Centro de Comunhão

Deus é quem decidiu criar a família. Esta foi formada para ser um centro de comunhão e cooperação entre os cônjuges. Um núcleo por meio do qual as bênçãos divinas fluiriam e se espalhariam sobre a terra (Gn 1.28). Não era parte do projeto célico que o homem vivesse só, sem ninguém ao seu lado para compartilhar tudo o que era e tudo o que recebeu da parte de Deus.

O homem sente-se pessoa não apenas pelo que é, mas também quando vê o seu reflexo no outro que lhe é semelhante. Portanto, a sentença divina ecoada nos umbrais eternos expressa o amor e o cuidado celeste com a vida afetiva do homem. Para Deus, ‘não é bom que o homem esteja só’ [...] A solidão é um agravo à saúde psicofísica da criatura humana e, por mais esta razão, Deus não deixaria a criatura feita à sua imagem sem um semelhante para comungar [...]

Homem e mulher fazem, portanto, parte do mesmo projeto celífluo. Sentem-se tão necessários à existência do outro quanto dependem individualmente do ar que respiram. Esta interdependência é inerente à formação espiritual e moral do próprio ser. Faz parte do mistério, da teia de encontros e desencontros, de fluxo e refluxo que cercam a união entre homem e mulher. A união conjugal, portanto, antes de ser um contrato jurídico, era um ato de amor, companheirismo e cumplicidade em que as principais necessidades humanas eram plenamente satisfeitas”.

(BENTHO, E. C. A família no Antigo Testamento: história e sociologia. RJ: CPAD, 2006, p.24-5.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Todo verdadeiro cristão está biblicamente comprometido com a integridade e a felicidade da família. É a vontade de Deus que a família seja preservada das malévolas influências culturais, sociais, políticas e filosóficas de uma sociedade secular, atéia e anticristã. É necessário que Deus e as Escrituras sejam o centro da família. É essencial que cada um dos membros familiares reconheça que o lar somente é cristocêntrico, quando as decisões domésticas consideram a vontade de Cristo e os ensinos das Escrituras. Às vezes, não buscamos a vontade de Deus para as decisões que desejamos assumir a respeito de certos assuntos familiares, e, depois, desejamos que Ele nos socorra das ações equivocadas que adotamos. Quão maravilhoso é ouvirmos as Escrituras e seguirmos a vontade de Cristo para a família! Portanto, antes de agir, ore! Antes de decidir, leia as Escrituras!

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 3: Desafios da educação materialista

Data: 22 de Abril de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A educação materialista praticada nas escolas seculares somente poderá ser desmascarada pelo Evangelho de Cristo Jesus - o único meio de se educar, verdadeiramente, o ser humano.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mc 10.14

As crianças perto de Jesus

 

 

 

Terça - Ec 12.1

O jovem lembrando-se de Deus

 

 

 

Quarta - Sl 119.105

A Palavra ilumina o caminho

 

 

 

Quinta - Sl 119.63

De quem somos companheiros

 

 

 

Sexta - Mt 16.18

As portas do inferno não prevalecerão

 

 

 

Sábado - Rm 8.37

Mais que vencedores

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Provérbios 22.6; Efésios 6.4; Salmos 119.9-12.

 

Provérbios 22

6 - Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.

 

Efésios 6

4 - E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.

 

Salmos 119

9 - Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.

10 - De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.

11 - Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

12 - Bendito és tu, ó SENHOR! Ensina-me os teus estatutos.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, os cristãos atuais não são apenas desafiados pela educação materialista, mas também pelo pluralismo religioso ensinado nas instituições de ensino. Oremos para que a luz da verdade divina resplandeça sobre nossos professores e legisladores, uma vez que a educação é efetivada também através do estabelecimento de leis específicas.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever os elementos que caracterizam o ensino oficial em nosso país.
  • Explicar o que a Bíblia ensina a respeito da educação das crianças.
  • Interceder a favor de nossos legisladores.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, em sua classe há alunos portadores de necessidades educativas especiais? Esse grupo social é formado por pessoas que apresentam algum tipo de insuficiência visual, mental, auditiva, etc., ou problemas de aprendizagem durante o processo educativo. Há quatro formas de integrar um aluno com necessidades especiais de aprendizagem. Destas, a integraçãofuncional e comunitária são consideradas mais eficazes do que as outras, pois o educando participa das classes de ensino comum e incorpora-se à dinâmica da escola e da comunidade. A igreja, por ser um ambiente comunitário é um excelente espaço para o professor integrar o educando especial à vida da comunidade cristã. Portanto, envolva os professores e alunos da Escola Dominical; pesquise sobre o assunto e desenvolva com os discentes projetos que estimulem a participação e integração do aluno com necessidades especiais de aprendizagem.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Materialismo: Designa um conjunto de doutrinas filosóficas que, ao rejeitar a existência de um princípio espiritual, relaciona toda a existência à matéria e a suas modificações.

 

Um dos maiores desafios da Igreja, nestes dias trabalhosos e difíceis, é a educação materialista, secularizada e relativista que vai, desde o ensino fundamental até à universidade. As crianças, adolescentes e os jovens são alvos dessa educação permeada de falsas filosofias e enunciados contrários às Sagradas Escrituras.

 

I. O ENSINO OFICIAL EM NOSSO PAÍS TENDE AO MATERIALISMO

 

1. A educação sexual. A maioria dos pais desconhece o que os seus filhos aprendem sobre sexualidade nas escolas. Trata-se, via de regra, de um ensino antibíblico e pecaminoso. A educação sexual, com base na pureza das Sagradas Escrituras, é dever da família e dos educadores realmente cristãos que, na Bíblia, têm a única regra de fé e prática.

2. A Nova Era nas escolas. A Nova Era é a religião do Anticristo. Esse movimento vem entrando sorrateiramente nas escolas, onde as crianças são levadas a praticar ritos pagãos e técnicas de relaxamento, que muitos males psicológicos, emocionais e espirituais causam aos nossos filhos, levando-os a perder a capacidade de discernir entre o certo e o errado.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Nas escolas, a educação sexual e as técnicas místicas de relaxamento, procedentes das seitas e religiões orientais, afrontam os pais cristãos e confundem as crianças evangélicas.

 

II. AS CRIANÇAS SÃO ALVOS PREFERENCIAIS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA

 

1. O ateísmo incutido na mente infantil. Quando o comunismo estava no auge, principalmente no leste europeu, sua doutrina era ensinada sistematicamente a partir das crianças. Em nosso país, o ensino materialista vem predominando, especialmente nas áreas de Ciências e História, incutindo na mente das crianças a descrença em Deus por meio da falsa teoria do evolucionismo.

2. Crianças ameaçadas pelo materialismo. As crianças são alvos fáceis do materialismo ateu. Existe um plano diabólico orquestrado contra elas. Há países em que as crianças não podem sequer agradecer a Deus pelo lanche na hora do recreio.

Os pais cristãos precisam estar mais atentos e orar constantemente por seus filhos. Com sabedoria, verifique quem são os seus professores, qual a linha pedagógica da escola e o que estão aprendendo, pois é grande a influência do materialismo por toda parte. É por isso que a Bíblia adverte-nos a ensinar as crianças no caminho em que devem andar (Pv 22.6; Jz 13.8,12).

3. O que a Bíblia ensina sobre a educação das crianças?

a) No Antigo Testamento as crianças eram valorizadas. Elas participavam do louvor a Deus ao lado dos adultos. No Salmo 148, os velhos, os rapazes, as donzelas e as crianças são exortados a louvar a Deus. As mulheres e os meninos alegravam-se durante os eventos sagrados (Ne 12.43).

b) No Novo Testamento as crianças foram apresentadas como exemplo. Jesus foi extremamente cuidadoso com as crianças. Certa vez, o Mestre indignou-se e repreendeu seus discípulos por afastarem-nas de sua presença. Asseverou-lhes: “Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus” (Mc 10.14). Os pais cristãos devem, com graça e conhecimento bíblico, fazer tudo o que estiver ao seu alcance, a fim de que seus filhos sigam a Jesus.

c) As crianças devem ser ensinadas a caminhar com Cristo. Muitos cristãos não cumprem a ordenança do Senhor em relação às crianças. É preciso cuidar delas (Jo 21.15), e remover qualquer obstáculo que as impeça de caminhar com Cristo (Lc 18.16). Ver também Pv 22.6; Ef 6.4.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O ateísmo e o materialismo são dois grandes desafios à família cristã. Somente o ensino sistemático das Escrituras é capaz de fortalecer as crianças contra os ataques seculares.

 

III. ADOLESCENTES E JOVENS AMEAÇADOS

 

1. A adolescência. É a idade que vai do final da infância à juventude. A maior parte dos crentes que se desviam do evangelho de Cristo está nessa faixa etária, pois são atraídos irresistivelmente pelo mundo. De acordo com as amizades que eles cultivam, podem ter sua personalidade bem formada, ou deformada. Ler 1 Co 15.33; Rm 16.17; 2 Co 6.14-17. Muitos deles têm como ícones pessoas destituídas do Reino de Deus.

2. A juventude. Em certas escolas e faculdades, o ensino materialista visa incutir na mente dos jovens idéias ateístas e anticristãs. Entretanto, o jovem cristão, mais do que os outros, tem a seu dispor recursos valiosos para suas decisões. Ele tem a Palavra de Deus e a comunhão da Igreja de Cristo para que o orientem em todos os seus caminhos (Sl 119.9,105).

3. Os “pontos de apoio”. A família, a igreja e os amigos crentes servem como sustentação para os adolescentes e jovens. Esses "pontos de apoio" são muito importantes e podem marcar toda a sua trajetória na busca de um futuro promissor. Quando os adolescentes cristãos encontram, na igreja, pessoas de sua idade que temem a Deus, tudo começa a caminhar no rumo certo (Sl 119.63). É a promessa divina.

4. Perigos na formação espiritual. A formação espiritual começa no lar. Se o adolescente e o jovem tiverem uma firme base espiritual na família, poderão encarar, sem medo, a onda de materialismo que varre as escolas seculares. A igreja local pode muito ajudar nesse particular. É nas escolas seculares que se ensina a “teoria da evolução”, negando o criacionismo bíblico. Ao mesmo tempo, fazem apologias ao homossexualismo e a outros comportamentos condenados pela Bíblia Sagrada. Daí a importância do ensino religioso no lar. A Bíblia diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra; e luz para o meu caminho” (Sl 119.105).

5. Amizades perigosas, jovens e adolescentes cristãos correm o risco de ser envolvidos por amizades ímpias.Muitos caem em armadilhas, envolvendo-se com drogas, sexo ilícito e violência. É preciso saber escolher os amigos. Diz o salmista: “Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos” (Sl 119.63). Por incrível que pareça, até nas igrejas, há amizades perigosas. Há pessoas que não se converteram verdadeiramente, influenciando os simples ao pecado. Pais e pastores, estejamos alertas.

6. Perigos dentro de casa, na internet, nos filmes e novelas condenáveis. Há muitos adolescentes, jovens (e até adultos) que se tornam viciados e escravos da internet. Não oram, não lêem a Bíblia, não frequentam a Escola Dominical, pois deixaram-se escravizar por cenas e imagens geradas no próprio inferno. Cuidado com as visitas aos chatsblogs e flogs. Use ainternet com discernimento e temor a Deus.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Os adolescentes e jovens necessitam das Escrituras e de “pontos de apoio”, para que vençam os ataques ateístas.

 

IV. UMA PERSPECTIVA DE VITÓRIA

 

1. As portas do inferno não prevalecerão. Respondendo aos discípulos sobre a sua identidade messiânica, Jesus afirmou: Eu “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Ao longo dos séculos, “as portas do inferno” têm combatido fortemente os arraiais dos cristãos, mas não têm prevalecido, nem haverão de prevalecer. Aleluia!

2. Temos uma poderosa armadura para vencer. Com a armadura espiritual, a criança, o adolescente, o jovem e o adulto podem vencer os desafios do materialismo nas escolas e onde quer que ele se apresente (Ef 6.10-17). Com o poder de Deus, “somos mais do que vencedores” (Rm 8.37-39).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Apesar dos ataques anticristãos à Igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra nós, pois temos uma poderosa armadura para vencer os ataques do Maligno.

 

CONCLUSÃO

 

Esperamos que essas reflexões despertem os servos de Deus contra os terríveis perigos que rondam e assaltam especialmente as crianças, adolescentes e jovens, através dos ensinos materialistas e ateus ministrados nas escolas seculares.

 

VOCABULÁRIO

 

Criacionismo: Doutrina ou teoria cristã que admite que o Universo foi criado por Deus, conforme ensina a Bíblia.
Impingir: Obrigar a aceitar; obrigar a ouvir; submeter a.
Materialismo: Doutrina filosófica e científica que rejeita a realidade espiritual e acredita que a única realidade é a matéria.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.
PEARCEY, N. Verdade absoluta. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De quem é o dever de orientar as crianças, adolescentes e jovens a respeito da sexualidade?

R. Da família e dos educadores cristãos.

 

2. O que a Bíblia ensina sobre as crianças?

R. Que as crianças eram valorizadas no AT; que Jesus as usou como exemplo e que elas devem ser ensinadas a caminhar com Cristo.

 

3. O que pretendem incutir os ensinos materialistas de algumas disciplinas?

R. Idéias ateístas, materialistas e anticristãs.

 

4. Quais são os pontos de apoio dos adolescentes e jovens cristãos?

R. A família, a igreja e os amigos crentes.

 

5. Como as crianças, adolescentes e jovens podem vencer os desafios do materialismo nas escolas?

R. Revestidos da armadura espiritual.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Apologético

 

“A Ciência como Apologética

Nós ouvimos, por todos os lados, que a ciência desaprovou o cristianismo, mas hoje em dia a evidência histórica nos dá uma resposta clara: ao contrário, foi o cristianismo que possibilitou a ciência. Ao invés de nos sentirmos intimidados por ataques feitos em nome da ciência, podemos mostrar que a própria existência do método científico, e tudo o que alcançou, é um grande argumento de defesa da verdade do cristianismo.

Historicamente, muitos cristãos fizeram exatamente isso. Isaac Newton, com freqüência considerado o maior dos primeiros cientistas, era um cristão devoto, cuja procura pela ciência era fortemente motivada pelo seu desejo de defender a fé. Ele acreditava de modo convicto que o estudo científico do mundo precisaria levar diretamente ao Deus que criou o mundo. A ciência nos mostra ‘qual é a primeira causa, qual poder Ele tem sobre nós e quais benefícios nós recebemos dEle’, escreveu Newton, para que ‘o nosso dever em relação a Ele, assim como em relação aos outros, apareça em nós pela luz da natureza’. E por que a ciência nos mostra tudo isso? Porque o assunto da ciência é ‘deduzir as causas a partir dos efeitos, até que cheguemos à primeira causa, que certamente não é mecânica’. Em outras palavras, o mundo pode operar por causas mecânicas, mas quando procuramos as suas origens, deduzimos que a primeira causa deve ser um Ser inteligente e racional”.

(COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006, p.237-8.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

O cristão é desafiado constantemente a responder a razão de sua fé concernente aos dilemas suscitados pela ciência (1 Pe 3.15; Jd v.3). A ciência moderna costuma distinguir e conceder pesos diferentes entre as afirmações que ela própria faz e as que o cristianismo defende. Para os cientistas, o criacionismo é um assunto que diz respeito à fé e à consciência individual e um problema da religião. E para você? A Bíblia só é digna de crédito se a ciência, a história ou a arqueologia comprovarem as doutrinas bíblicas? Lamentavelmente muitos crentes buscam comprovações científicas para os relatos bíblicos; são servos dos cientistas, não de Cristo; escravos da ciência, não das Escrituras.

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 4: A origem do Universo

Data: 29 de Abril de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência” (1 Tm 6.20).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Não há o que se discutir: Deus criou os céus e a terra e os sustém com o seu infinito poder.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Jr 33.22

Não se podem contar as estrelas

 

 

 

Terça - Is 40.15

As nações são como pó

 

 

 

Quarta - Jo 1.3

Jesus fez todas as coisas

 

 

 

Quinta - 1 Co 3.19

A sabedoria do mundo é louca

 

 

 

Sexta - 2 Pe 3.5

Criados pela Palavra de Deus

 

 

 

Sábado - Jó 26.7

A Terra está suspensa sobre o nada

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Salmos 19.1-6; 136.3,5-9; Hebreus 11.3.

 

Salmos 19

1 - Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

2 - Um dia faz declaração ao outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.

3 - Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes

4 - em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

5 - que é qual noivo que sai do seu tálamo e se alegra como um herói a correr o seu caminho.

6 - A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso, até à outra extremidade deles; e nada se furta ao seu calor.

 

Salmos 136

3 - Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade é para sempre.

5 - Aquele que com entendimento fez os céus; porque a sua benignidade é para sempre.

6 - Àquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade é para sempre.

7 - Àquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade é para sempre.

8 - O sol para governar de dia; porque a sua benignidade é para sempre.

9 - A lua e as estrelas para presidirem a noite; porque a sua benignidade é para sempre.

 

Hebreus 11

3 - Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, muitas teorias que apresentam possíveis respostas para a origem do Universo têm sido difundidas. A autoridade conferida pela sociedade à comunidade científica faz com que esta determine o que é ou não verdade. O que poucos sabem, no entanto, é que por trás das “verdades provisórias” dos cientistas existe uma ideologia maligna.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Diferençar o Criacionismo das teorias cosmológicas ateístas.
  • Descrevei as evidências do Criacionismo e as incoerências das falsas teorias.
  • Refutar as teorias cosmológicas.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

De acordo com Nancy Pearcey, o “senso de que o Universo foi projetado é encontrado em praticamente todas as culturas”. Devido à filosofia amoral do naturalismo, as pessoas creditam a origem do Universo ao acaso. Nós precisamos entender que um dos propósitos da visão naturalista não é simplesmente elucidar a origem do Universo, mas retirar toda ordem moral que existe. Quando se afirma que procedemos do acaso, assevera-se também que surgimos sem qualquer propósito. Portanto, não precisamos prestar contas de nossos atos. Porém, se fomos criados por Deus, como mostram as evidências, devemos viver segundo seus princípios. Com base nesta explicação, reproduza o quadro antitético abaico e esclareça o que realmente está em jogo em toda a questão da origem do Universo.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Universo: O conjunto de tudo quanto existe, incluindo-se a Terra, os astros e as galáxias, evidencia um Criador.

 

Ao meditarmos sobre a grandeza do Universo, vemos quão magnífico é Deus sobre todas as coisas criadas. A Igreja de Cristo tem por obrigação mostrar a verdade sobre a criação dos céus e da terra através das Sagradas Escrituras. O assunto é de especial importância para todos os crentes, pois visa capacitá-los a combater os argumentos e hipóteses materialistas que se opõem à fé cristã.

 

I. A GRANDEZA DO UNIVERSO

 

1. A grandeza do Universo revela o Criador. “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1). O Universo, onde está situado o pequeníssimo planeta Terra, possui cerca de 100 bilhões de estrelas, além do Sol; sendo apenas um entre um bilhão de outros universos conhecidos! Todavia, Deus a todos conhece pois todos eles foram criados e são mantidos por Ele.

2. A diminuta dimensão da Terra em relação ao Universo. A Terra faz parte do sistema solar, que inclui o Sol e os planetas que, por sua vez, fazem parte de uma galáxia situada num conjunto de 200 bilhões de estrelas. A Terra se desloca nesse sistema à velocidade de 218 quilômetros por segundo! O Sol é 1.500.000 vezes maior do que a Terra, sendo considerado uma estrela de quinta grandeza. A Bíblia afirma: “... não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar...” (Jr 33.22). O Universo é tão grande que Deus considera as nações “como a gota de um balde e como o pó miúdo das balanças”... “São como nada perante ele” (Is 40.15,17).

3. A origem do Universo, segundo a falsa ciência. A falsa ciência ensina, nas escolas seculares, que o Universo “surgiu por acaso” há cerca de 20 bilhões de anos, a partir de uma “Grande Explosão”. Para os materialistas, o Universo não foi feito por um Criador onipotente e soberano. Crianças, adolescentes e jovens são enganados com esse tipo de ensino anti-cristão. Todavia, a falsa ciência não consegue explicar o que existiu antes do aparecimento do Universo. Nós, porém, sabemos que somente um eterno Criador infinitamente sábio e poderoso é capaz de explicar a grandeza, a ordem e o funcionamento do macrocosmo (Gn 1.1; Jó 38).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A grandeza do Universo atesta a existência de um Criador Todo-Poderoso, mesmo que para a falsa ciência isso pareça inadequado.

 

II. O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE A ORIGEM DO UNIVERSO

 

1. Deus criou o Universo. As Escrituras Sagradas mostram claramente a origem do Universo do seguinte modo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). “E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus... e fez as estrelas” (Gn 1.14,16). Esta é a verdade sobre a origem do mundo de acordo com a Palavra de Deus. As teorias cosmológicas alheias à Bíblia são fraudulentas e enganosas. Do Gênesis a Apocalipse a Bíblia reafirma que Deus, de fato, criou o Universo (Ap 4.11; 10.6; 14.7).

2. O Universo foi criado de modo organizado, e não caótico.

a) No primeiro dia, Deus criou a luz cósmica; fez separação entre a luz e as trevas, e criou o “Dia” e a “Noite” (Gn 1.1-5); não era ainda a luz solar, mas a luz cósmica, que está presente em todo o espaço sideral;

b) No segundo dia, Deus fez “uma expansão no meio das águas”, provavelmente águas em estado gasoso, acima e abaixo da “expansão”, e criou os “céus” (Gn 1.6-8);

c) No terceiro dia, Deus criou a Terra, os mares e a vegetação (Gn 1.9-13);

d) No quarto dia, Deus criou o Sol, a lua e as estrelas (Gn 1.14-19);

e) No quinto dia, Deus determinou que as águas produzissem “répteis”, “aves” e “grandes animais aquáticos” (Gn 1.20-23);

f) No sexto dia, Deus criou os animais terrestres e o homem (Gn 1.24,26). O ser humano não “evoluiu” dos seres irracionais, como a falsa ciência ensina (1 Tm 6.20), mas é um ser especial, criado por Deus, como afirma a Bíblia (Gn 1.26-29; 2.7-22; 5.1,2).

3. Deus fez todas as coisas. João, em seu evangelho, afirma a respeito de Jesus na criação do Universo: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.1-3; Sl 33.6). Por outro lado, a Bíblia registra que os escarnecedores ignoram que os céus e a terra foram criados pela Palavra de Deus (2 Pe 3.5).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A Bíblia, a revelação especial, e o Universo, a revelação geral, confirmam que o cosmos foi criado de modo organizado, e não caótico.

 

III. O QUE DIZ A VERDADEIRA CIÊNCIA

 

1. A verdadeira ciência confirma a Bíblia. A ciência constata que o Universo veio a existir exatamente como a Bíblia no-lo descreve. Embora não tenhamos suficiente espaço para explorar exaustivamente o assunto, basta citarmos o que escreveu o autor da Epístola aos Hebreus: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3).

2. O “deus” dos materialistas. Eles acreditam no “deus” acaso. Crêem que o Universo, com bilhões de corpos celestes, incluindo a Terra, surgiu mediante uma “grande explosão”. Essa “fé” no acaso é cega, privada de reflexão e equivale a um fanatismo religioso radical. A Bíblia prevê esse tipo de mentalidade e, por isso, assegura que Deus tornou louca a sabedoria deste mundo (1 Co 3.19).

Exaltemos a Deus por conhecermos a origem do Universo, por meio das Escrituras, que assevera com segurança e certeza: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”(Gn 1.1).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A verdadeira ciência defende o fato de o Universo ter sido projetado e criado por um Ser Inteligente.

 

CONCLUSÃO

 

Somente as Escrituras, a inerrante e completa Palavra de Deus, têm a única e mais lógica explicação para a origem do Universo. Negar a existência de um plano elaborado e executado por um Criador onisciente, onipotente e onipresente é negar a própria lógica do Universo, estudada pela Astronomia, pela Física, pela Química e por outras ciências correlatas. Cumpre-se o que assegura, de modo eloqüente, a Palavra de Deus: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1). Ver também Pv 3.19; Is 42.5; 45.12,18.

 

VOCABULÁRIO

 

Amoral: Falta de moral.
Cosmologia: Ciência afim da astronomia que trata da estrutura do Universo.
Infinitesimal: Relativo às quantidades infinitamente pequenas, infinitésimas.
Macrocosmo: O mundo grande, o Universo como um todo orgânico.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.
HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Como Deus considera as nações?

R. “Como a gota de um balde e como o pó miúdo das balanças” (Is 40.15,17).

 

2. O que ensinam os materialistas sobre a origem do Universo?

R. Que o Universo surgiu por acaso há cerca de 20 bilhões de anos, a partir de uma “Grande Explosão”.

 

3. Qual a origem do Universo, segundo a Bíblia?

R. O Universo foi criado por Deus (Gn 1.1).

 

4. O que Deus criou no quarto dia?

R. Deus criou o Sol, a lua e as estrelas (Gn 1.14-19).

 

5. Em que acreditam os materialistas?

R. No “deus” acaso.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Apologético

 

“A ordem do Universo

Os cosmólogos descobriram que forças fundamentais do universo estão intricadamente equilibradas, como se estivessem no fio de uma faca. Por exemplo, consideremos a força da gravidade. Se fosse um pouco mais forte, todas as estrelas seriam anãs vermelhas, muito frias para sustentar a vida. Mas se fosse mais fraca, todas as estrelas seriam gigantes azuis, queimando em muito pouco tempo para que a vida se desenvolvesse. Os cosmólogos falam de ‘coincidências cósmicas’, querendo dizer que as forças fundamentais do universo têm por coincidência o valor numérico exato necessário para tornar a vida possível. A mais leve mudança tornaria o universo inóspito para a vida.

Como estes valores numéricos não se mostraram nem muito alto nem muito baixo, mas exatamente os certos?

O que torna a questão tão intrigante é que não há causa física que explique por que estes valores estão tão bem afinados para sustentar a vida. ‘Nada em toda a física explica por que seus princípios fundamentais deveriam se amoldar com tanta precisão às exigências da vida’, diz o astrônomo George Greenstein. E considerando que não há causa física conhecida, parece suspeitosamente que são produto da intenção, como se alguém os tivesse projetado desse modo”.

(PEARCEY, N. Verdade Absoluta. RJ: CPAD, 2006, p.212)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A vida seria muito ruim se não houvesse imaginação. A capacidade de imaginar é exclusividade dos seres humanos. Somente nós podemos olhar para as nuvens do céu e imaginar nas suas formas objetos, animais e até pessoas. Contudo, seria ingenuidade olhar para o céu, vislumbrar uma nuvem com os dizeres “Feliz dia do Trabalhador” e acreditar que isso é produto da imaginação ou de alguma ação da natureza, pois facilmente concluímos que se trata de algo planejado e produzido por uma ação humana. Se algo tão simples, mas tão lógico, nos faz prescindir da imaginação, como podemos conceber que o Universo com toda sua complexidade seja resultado de uma involuntária explosão? Bem mais simples, lógico e exeqüível, é abrir a mente e os olhos, reconhecendo, ante as evidências, o Criador e a necessidade urgente de nos relacionarmos com Ele.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 5: Os perigos da Teoria da Evolução

Data: 06 de Maio de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2.7).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O ser humano não é produto da evolução. Ele foi criado por Deus segundo a sua imagem e semelhança. Qualquer outra explicação não passa de hipóteses e devaneios da chamada falsa ciência.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Sl 10.4

O ímpio diz: Não há Deus

 

 

 

Terça - Ap 4.11

Deus criou todas as coisas

 

 

 

Quarta - 2 Tm 3.13

Enganando e sendo enganados

 

 

 

Quinta - Gn 1.24

Conforme a sua espécie

 

 

 

Sexta - Sl 33.6

A palavra do Senhor fez os céus

 

 

 

Sábado - Gn 12

A criação segundo a Bíblia

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 1.11,12,20,21,24,27.

 

11 - E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi.

12 - E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie e árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.

20 - E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.

21 - E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.

24 - E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi.

27 - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, o assunto desta lição está em evidência nos meios de comunicação, pois frequentemente são reproduzidos reportagens e documentários a respeito do tema. A mídia está empenhada em uma verdadeira cruzada pró-evolucionismo. Isso faz com que muitos jovens “conheçam” mais essa hipótese do que a verdade bíblica a respeito da criação do homem. Assim, procure ler livros como a seguinte trilogia: E agora, como viveremos?; O cristão na cultura de hoje e Verdade Absoluta, editados pela CPAD.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o termo "evolução".
  • Conhecer as Inverdades do evolucionismo.
  • Advertir a família sobre a falsa teoria do evolucionismo.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, você sabe diferençar fatoteorialeis científicas e processo científico? Conhecer a distinção entre esses termos desmistifica muitos conceitos - cientificamente obsoletos - que são ensinados como verdades inquestionáveis nas escolas. Grosso modo, o fato é a realidade, o Universo e, particularmente, a vida. A teoria, segundo o astrofísico Stephen Hawking, “não passa de uma hipótese”. Já as Leis Científicas são princípios que favorecem o funcionamento do Universo e o desenvolvimento da vida. Finalmente, o Processo Científico parte da observação de um fato (realidade), seguido da formulação de uma hipótese (teoria), a fim de explicar essa realidade. Portanto, tem a função de demonstrar, através das leis naturais, se a teoria é ou não verdadeira. A hipótese evolucionista não sobrevive a esse exame minucioso. Reproduza a tabela abaixo e, após a introdução da lição, explique aos alunos essas distinções.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Evolucionismo: Hipótese proposta pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) que defende a mutabilidade das espécies.

 

O evolucionismo tem levado grande parte da humanidade à descrença no Criador. Esta teoria, fraudulenta e diabólica, continua desafiando a Bíblia, o bom senso e a verdadeira ciência.

 

I. A ORIGEM DA VIDA

 

1. O que diz a "falsa ciência". O materialismo científico explica que, além de a matéria ter surgido de uma “Grande Explosão”, a vida teve origem ao acaso. Isso é tão absurdo quanto acreditar que um monte de alumínio, ferro, plástico e fios possam se unir, aleatoriamente, para formar um avião; ou que tijolos, cimento, ferro e telhas se juntem, também aleatoriamente, para formar um edifício.

É por isso que a Bíblia assevera a respeito dos ímpios: “Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus” (Sl 10.4; 14.1). A explicação do materialismo quanto à existência do Universo é um atentado contra a Palavra de Deus, mas contra esta não prevalece.

2. O que nos garante a Bíblia. A vida é um milagre produzido diretamente por Deus. Ele criou o tempo, o mundo físico, os vegetais, os animais e o homem à sua imagem, conforme a sua semelhança (Gn 1.26,27). A Bíblia sustenta esta verdade: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Ap 4.11).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A explicação secular da existência do Universo afirma que tudo se originou do acaso. Entretanto, a Bíblia revela que Deus criou todas as coisas.

 

II. ORIGEM DOS SERES VIVOS

 

1. O que diz a falsa teoria da evolução. De acordo com o naturalista inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), a vida surgiu ao acaso. Segundo ele, o primeiro organismo vivo teria aparecido por uma casualidade há cerca de 3,5 bilhões de anos! Para que esse processo evolutivo se tornasse crível, Darwin elaborou algumas hipóteses estúpidas e absurdas.

a) A seleção natural. De acordo com esse princípio, a natureza seleciona os que têm condições de sobreviver e os que devem ser extintos através de uma competição pela sobrevivência. Ou seja: os mais fortes sobrevivem e os mais fracos são eliminados. É de pasmar como certos cientistas podem crer nas mentiras de Darwin.

b) As novas espécies. Os evolucionistas crêem que os seres vivos passam por constantes mutações, transmitindo novas características a seus descendentes, dando origem a novas espécies.

2. O que a Bíblia assegura. “E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê frutosegundo a sua espécie... Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie... Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi...” Tudo conforme a sua espécie (Gn 1.11,12,21,24).

Esta é a lei estabelecida pelo Criador. Todos os animais vieram a existir conforme a sua espécie, não cabendo, aqui, nenhum lugar para o evolucionismo: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca” (Sl 33.6; ver 2 Rs 19.15; Is 37.16; Ap 14.7). Isto significa que o homem não evoluiu de animal algum, mas foi criado diretamente por Deus.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A evolução afirma que uma espécie dá origem a outras. Diferentemente, o relato bíblico mostra que Deus criou os seres vivos conforme suas próprias espécies.

 

III. O QUE DIZ A VERDADEIRA CIÊNCIA

 

1. Sobre a seleção natural. A biologia moderna prova que as variações verificadas no ser humano ocorrem no DNA, e não apresentam qualquer evidência que sugira ter o homem se originado de organismos diferentes ou inferiores a si mesmo. Ou seja: a estrutura biológica do ser humano continua a mesma desde o dia em que Deus criou Adão e Eva.

2. Sobre novas espécies. Não há qualquer evidência que comprove, ou indique, que novas espécies surgiram, ou estão surgindo. A família dos cães permanece a mesma, quer estejam esses animais vivos quer fossilizados. Uma espécie de planta jamais se transforma em outra. Uma ameba permanece sempre ameba, um gato sempre será gato; uma mosca será sempre mosca.

3. Não há elos perdidos. Não há qualquer evidência que comprove a existência de formas transitórias entre as espécies nem dos chamados elos perdidos. Todas as evidências confirmam a fixidez e constância das espécies, conforme o relato do Gênesis: “E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi” (Gn 1.24 - grifo nosso).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

De acordo com a verdadeira ciência, não há qualquer evidência indicando que uma espécie se transforme em outra.

 

IV. A ORIGEM DO HOMEM

 

1. O que diz a falsa ciência. Os cientistas ateus dizem que o homem surgiu através de uma seqüência evolutiva que, partindo de seres inferiores, resultou no macaco, do qual teria vindo o ser humano.

2. O que a Bíblia assegura. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;... E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou..” (Gn 1.26,27). Deus criou os demais seres vivos mediante uma palavra (produza). Todavia, chamou o homem à existência de um modo bem diferente: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (v.26). Eis a verdadeira, definitiva e lógica explicação da origem do ser humano.

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

A falsa ciência afirma que o homem procede de uma seqüência evolutiva, mas a Bíblia assegura que Deus criou o homem conforme à sua imagem e semelhança.

 

CONCLUSÃO

 

A falsa ciência é de inspiração diabólica e tem por objetivo afastar as pessoas de Deus e de sua Palavra, que é a verdade eterna (Sl 119.160; Jo 17.17). Por conseguinte, não houve qualquer processo evolutivo no aparecimento do homem; este veio a existir através de um ato criativo e imediato do próprio Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Aleatório: Dependente de fatores incertos, sujeitos ao acaso; acidental.
Fixidez: Qualidade do que é ou está fixo.
Não-tramitação: Que não segue um processo evolutivo.
Unicelular: Que tem uma só célula, ou que é formado de uma só célula.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

COLSON, C.; PEARCEY, N. E agora, como viveremos? RJ: CPAD, 2000.
COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.
PEARCEY, N. Verdade Absoluta. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que afirma o materialismo científico?

R. Que a matéria surgiu de uma Grande Explosão, e a vida teve origem ao acaso.

 

2. O que ensina a falsa teoria da evolução?

R. A evolução das espécies, a seleção natural e as mutações biológicas.

 

3. O que ensina a Bíblia a respeito das espécies?

R. Que todos os animais vieram a existir conforme a sua espécie.

 

4. Qual a afirmação da biologia moderna que contesta o evolucionismo?

R. A estrutura biológica do homem continua a mesma.

 

5. O que diz a falsa ciência a respeito do homem?

R. Que o homem procede de seres inferiores, dos quais resultou o macaco e deste o homem.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Apologético

 

Charles Darwin, em 1860, confessou ao naturalista Asa Gray que o olho lhe provocava arrepios. Em A Origem das Espécies, Darwin afirma: “Parece impossível ou até mesmo absurdo, reconheço-o, supor que o olho, com todos os seus inimitáveis aperfeiçoamentos que permitem o ajuste do foco às diferentes distâncias, à adaptação a diferentes quantidades de luz recebidas e à correção das aberrações esféricas e cromáticas, seja um órgão formado pela seleção natural” (p.244-5).

Por que você acha que Darwin sentia arrepios ao pensar a respeito do olho? Pelo simples fato de que a complexidade do sistema biológico ocular não pode ter surgido de forma gradual, pois se tirarmos uma de suas partes, o todo não funciona mais - é o que se nomeia de complexidade irredutível. O sistema de complexidade irredutível comprova que existem sistemas biológicos que são considerados irredutivelmente complexos, dentre os quais está o olho. Isso significa que esses sistemas dependem da interação com várias partes para poder funcionar. É impossível que essas partes tenham se desenvolvido de forma gradual, pois, se tirarmos uma delas o todo não funciona. Como o evolucionismo defende que a evolução de sistemas complexos deu-se através de numerosas, sucessivas e ligeiras modificações, é impossível que um ser vivo tenha se desenvolvido ou evoluído sem a presença do todo.

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Para nós cristãos, é uma honra sermos filhos de Deus, pois sentimo-nos deslumbrados com a nossa filiação real (Rm 8.16). O texto de João 1.12,13 incentiva-nos a avançar na vida cristã e a querer cada vez mais se identificar com o nosso Pai.

Soa-nos estranho o fato de as pessoas admitirem que são produtos do acaso ou a versão moderna de um ser irracional. A negação da origem divina do homem procede da falta de temor a Deus e, além disso, de uma escolha ultrajante, pois abre mão do “poder de ser filho de Deus” para abraçar uma crença absurda. Essa crença, que só gera um sentimento depreciativo do homem, e nega a origem e o propósito pelo qual a humanidade foi criada, deve ser rejeitada e combatida tenazmente pelo cristão. É preciso mais “fé para se acreditar no evolucionismo do que para crer que Deus criou o homem à sua imagem” (Gn 1.27).

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 6: A saúde física e mental

Data: 13 de Maio de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma” (3 Jo v.2).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O presente século está marcado pelo medo, expectação e ansiedade. Só a paz de Deus pode tranqüilizar o coração humano.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Sl 90.10

A vida aqui é curta

 

 

 

Terça - Dt 28.1-6

Obedecer traz saúde

 

 

 

Quarta - Dt 28.27,28,35,61

Desobedecer traz doença e maldição

 

 

 

Quinta - Fp 4.6,7

Oração e súplica trazem paz

 

 

 

Sexta - 1 Pe 5.7

Lançando nossas ansiedades sobre o Senhor

 

 

 

Sábado - Rm 8.23

O corpo ainda não está redimido

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 2.16,17; 6.3; Sl 10.10.

 

Gênesis 2

16 - E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,

17 - mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

 

Gênesis 6

3 - Então, disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.

 

Salmo 90

10 - A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, o mundo pós-moderno é testemunha ocular do avanço da ciência e da medicina. A indústria farmacêutica tem desenvolvido remédios capazes de combater várias enfermidades. Todavia, a falta de saúde tem sido um fato da vida desde a queda do homem no Éden. Logo, se não houvesse pecado, não haveria enfermidade.

Atualmente, o mundo deslumbra-se com as maravilhas da medicina moderna, sonha em abolir de vez os problemas de saúde.

Em classe, conduza seus alunos a refletir na seguinte questão: Por que estamos tão absorvidos e preocupados com a saúde física e mental? Como manter-se saudável no mundo atual, onde o estresse tornou-se um inimigo público?

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar a origem das doenças.
  • Refutar a idéia de que o crente não adoece.
  • Descrever o plano divino para uma vida saudável.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Confeccione em cartolina o quadro “Regras para uma vida saudável” abaixo. Leve o mesmo para a classe e fixe-o em um lugar que seja visível a todos. Utilizando o cartaz, reflita com seus alunos sobre os conselhos citados. Pergunte-lhes: “Estes conselhos podem ser aprendidos e seguidos por qualquer cristão?”. Depois, leia-os com a classe e reflita sobre os mesmos. Solicite aos alunos que encontrem referências bíblicas para fundamentar as afirmações.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Saúde: “Estado de completo bem estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doenças” (OMS).

 

O mundo pós-moderno é contraditório em relação à saúde física, mental e emocional. Apesar da grande quantidade de métodos terapêuticos, remédios, hospitais e clínicas especializadas, nunca houve tantas pessoas enfermas no corpo e na alma, como nos últimos tempos. Nós, que conhecemos a Palavra de Deus, sabemos que esse quadro é conseqüência do pecado, transmitido a todos os homens (Rm 5.12).

 

I. A ORIGEM DAS DOENÇAS

 

1. O pecado no Éden. As doenças originaram-se da queda do homem no Éden. Antes do pecado, não havia enfermidades, desgastes, envelhecimento e morte, mas a desobediência de nossos primeiros pais trouxe medo, moléstias, deterioração e morte (Gn 3.10,17-19).

A primeira enfermidade foi de ordem emocional. A Bíblia sustenta que Adão e Eva, ao pecarem, sentiram medo (Gn 3.8-10). Depois, certamente sobrevieram-lhes as demais sequelas emocionais, psicológicas e físicas. É do pecado, como estado e como ato que procedem todas as doenças.

2. A corrupção do gênero humano. À medida que o pecado crescia no mundo, diminuía a duração da vida humana na terra. No início da criação, o homem vivia centenas de anos (Gn 5.1-27), mas com a multiplicação da iniquidade, Deus limitou-lhe a vida a 120 anos (Gn 6.3,5-7;11,12). Mais tarde, na dispensação da Lei, a média da vida humana decresceu para 70 anos (Sl 90.10).

3. A desobediência ao Senhor. Deus prometeu ao povo de Israel abençoá-lo grandemente, caso obedecessem à sua voz (Dt 28.1-13). Em contrapartida, se desobedecessem, levariam sobre si as maldições proferidas no Monte Ebal (Dt 27.11-26), entre as quais todos os tipos de enfermidades.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O pecado trouxe à humanidade a triste conseqüência do sofrimento, da doença e da morte física e espiritual (Rm 6.23).

 

II. A PROLIFERAÇÃO DAS DOENÇAS FÍSICAS

 

Vivemos em um mundo bastante enfermo. Há doenças que são originárias exclusivamente da obstinada desobediência: “Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna” (Cl 6.8). Apesar do notável avanço da ciência, há determinados tipos de doenças que continuam ceifando milhares de vidas. Vejamos:

1. Infarto. O infarto do miocárdio mata cerca de 350.000 pessoas por ano no Brasil. Dentre as causas que provocam este mal destacam-se o estresse e os maus hábitos alimentares.

2. Câncer. Continua sendo uma das enfermidades mais temidas e devastadoras do mundo. Atinge a qualquer pessoa indistintamente, inclusive os crentes. É preciso orar e ensinar, com base na Palavra de Deus, sobre a cura divina, mudança de hábitos e estilo de vida.

3. Acidente Vascular Cerebral (AVC). É a terceira causa de mortes no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Infelizmente, muitos servos de Deus têm sido vítimas desse terrível mal.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

As doenças, em seu aspecto geral, são provenientes da desobediência do homem às leis de Deus e da fragilidade do corpo humano.

 

III. DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS

 

1. Tudo começa na mente. Se a mente não estiver sã, o corpo também não estará. De acordo com a Medicina e a Psicologia, muitas doenças são causadas por problemas emocionais, tais como medo, inveja, ira, mágoa, ódio. A Bíblia adverte que não devemos estar inquietos por coisa alguma e que precisamos ter paz interior (Fp 4.6-8). Por isso, amar e perdoar são sentimentos preventivos contra as doenças mentais e emocionais (Jo 13.34,35; Cl 3.13; Sl 18.1a; Rm 12.10).

2. Doenças causadas por tensão emocional. Há inúmeras doenças que têm origem nesse terrível inimigo da saúde. Por isso, a Bíblia ensina: “O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos” (Pv 17.22). Ler Pv 14.30; 15.13; Ne 8.10.

3. Fatores que contribuem para doenças psicossomáticas:

a) Competitividade excessiva. O mundo moderno é extremamente competitivo, razão pela qual grande parte das pessoas é ansiosa. A Bíblia nos recomenda “descansar no Senhor” (Sl 37.5,7; Mt 6.30-34).

b) Luta pelo sucesso profissional. A falta de preparo profissional, o desemprego e a obtenção de um bom desempenho profissional, levam muitos a ficarem frustrados. O crente em Jesus não se desespera, mas confia no Senhor (Sl 55.22; 1 Pe 5.7).

c) Insucesso na vida afetiva. Há muitos que sofrem porque não conseguem se casar e constituir uma família. Isso também ocorre no meio evangélico. O remédio? Confiar em Deus. Ele é a solução para todos os nossos problemas.

d) Estresse. O estresse ocasional não causa neuroses ou outro tipo de doença da mente. Entretanto, o estresse constante tende a desenvolver enfermidades mais graves. Por isso, a Bíblia ensina que não devemos andar ansiosos (Mt 6.25), e que nossas ansiedades devem ser lançadas sobre o Senhor (1 Pe 5.5-7). Nesse sentido, a igreja deve ser instruída à luz da Palavra e da ciência social, pois, conforme nos ensina a Bíblia, devemos entregar o nosso caminho ao Senhor; confiar nele, e Ele tudo fará (Sl 37.5; Mt 6.33).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

O corpo e a alma estão intimamente ligados; o que afeta um, lesa também o outro. Muitas doenças são provocadas por problemas emocionais decorrentes da ansiedade e da falta de equilíbrio emocional.

 

IV. OS SALVOS PODEM ADOECER

 

1. A “Teologia da Prosperidade”. Os proponentes dessa falsa teologia ensinam que o crente fiel não pode adoecer, pois a doença é do Diabo. Propalam que todo cristão deve viver uma vida plena, isenta de doenças; e que, na idade avançada, devem viver sem dor ou sofrimento. Segundo esses “teólogos”, quem fica doente não está reivindicando seus direitos como filho de Deus ou não tem fé. O ensino bíblico, porém, é claro ao ensinar que muitas são as aflições do justo.

2. O corpo ainda não está plenamente salvo. Na cruz, Jesus garantiu a salvação de nosso espírito, alma e corpo, dando-nos direito à vida eterna e à cura das enfermidades, em seu nome (Is 53.4,5; Mc 16.18). Entretanto, quanto ao corpo, o efeito da obra salvífica ainda não se manifestou plenamente. Isso porque, enquanto o espírito e a alma (o homem interior - 2 Co 4.16) são salvos no momento da conversão a Cristo, o corpo ainda aguarda a completa redenção (Rm 8.23; 1 Co 15.42-45,53,54). Todavia, isto não significa que não podemos ter uma vida saudável.

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Ao contrário do que crêem os adeptos da teologia da prosperidade, até mesmo os crentes em Jesus são acometidos de doenças. O Senhor Jesus, no entanto, deu à sua Igreja autoridade para curar os enfermos em seu nome.

 

V. PLANO DIVINO PARA UMA VIDA SAUDÁVEL (Êx 15.26)

 

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o Senhor é apresentado como aquEle que sara as enfermidades do seu povo (Êx 15.26; Mt 8.14-17; 1 Pe 2.21; Sl 103.3). No Antigo Testamento, a condição para experimentar a cura divina era a obediência à Lei (Dt 7.11-15), mas em o Novo, ela está disponível a todos quantos se convertem a Deus mediante a fé em Jesus.

Êxodo 15.26, apresenta algumas condições para que o homem viva uma vida abençoada e saudável. Vejamos:

1. Obedecer à voz do Senhor. Deus fez promessas maravilhosas ao seu povo como resultado da obediência (Dt 28.1,2). A obediência irrestrita a Deus põe o homem em comunhão com o Espírito Santo. Essa sujeição à vontade do Senhor, por meio do relacionamento do crente com o Espírito de Cristo, é fundamental para o equilíbrio emocional.

2. Fazer o que é reto diante de Deus. Mesmo sofrendo oposição dos que praticam o erro, o crente íntegro, sente paz com Deus e dorme com a consciência tranquila, sob as bênçãos do Senhor. A integridade e a obediência a Deus produzem paz interior e equilíbrio emocional (Sl 55.22).

3. Guardar os estatutos do Senhor. Os estatutos são como uma regulamentação dos mandamentos de Deus. É a “lei do Senhor” tão mencionada na Bíblia, principalmente nos Salmos. Esse “plano de saúde” divino tem sua explicitação em outros textos, como por exemplo, Deuteronômio 7.15a: “E o SENHOR de ti desviará toda enfermidade...”.

4. Jesus Cristo é o Médico Divino. Ele curou a muitos de enfermidades físicas (Mt 8.16); expulsou demônios (Mc 1.34); e concedeu, em seu nome, autoridade aos seus servos para também curar e expulsar demônios (Mc 16.17.18). Jesus não mudou; Ele é o mesmo (Hb 13.8). Em o nome de Jesus somos atendidos em nossas orações (Jo 14.13), mas é necessário estarmos em comunhão com Ele e com sua Palavra (Jo 15.7).

 

SINOPSE DO TÓPICO (V)

 

A doutrina da cura divina foi estabelecida e tipificada por Deus no Antigo Testamento (Êx 15.26; Nm 21.6-9) e exercida por Jesus em seu tríplice ministério.

 

CONCLUSÃO

 

Um dia não haverá mais doenças nem morte (Ap 21.4). Porém, enquanto estamos aqui, devemos zelar pela nossa saúde física, mental e emocional. Precisamos lembrar que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, por isso, temos de cuidar de nossa saúde por meio de uma alimentação correta, repouso adequado, exercícios físicos, jejum e oração.

 

VOCABULÁRIO

 

AIDS ou SIDA: Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. Doença causada pelo vírus HIV responsável por destruir as células de defesa do organismo.
Doenças psicossomáticas: Doenças provocadas por problemas emocionais.
OMS: Organização Mundial de Saúde.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ZIBORDI, C. S. Evangelhos que Paulo jamais pregaria. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual a origem do sofrimento e das doenças?

R. O pecado do homem no Éden.

 

2. Quais as principais doenças que continuam ceifando vidas?

R. O infarto, o câncer e o AVC.

 

3. Quais os fatores que contribuem para o surgimento de doenças mentais?

R. O excesso de competitividade; a luta pele sucesso profissional; o insucesso na vida afetiva e os estresses.

 

4. O que ensina a falsa teologia da prosperidade?

R. Ensina que o cristão fiel não pode adoecer, pois a doença é do Diabo.

 

5. Qual a distinção entre o AT e o NT a respeito da cura divina?

R. No AT, a condição para experimentar a cura divina é a obediência à Lei (Dt 7.11-15), mas em o Novo Testamento, a cura está disponível a todos quantos se converterem a Deus mediante a fé em Jesus.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“Saúde é o que interessa!

Os pregadores do deus ‘Papai Noel’ asseveram que o crente nunca fica doente — se ficar, está em pecado, não entendeu o que é viver pela fé, além de estar dominado pelo Diabo. Que falácia! Tudo isso porque as suas mensagens visam agradar o ser humano e atendê-lo em suas necessidades restritas a essa vida, como saúde, prosperidade e bem-estar.

Para início de conversa, nem todas as doenças provêm do Maligno. E, queiram ou não os tais pregadores, toda carne é como a erva, e a glória do homem como a flor da erva (1 Pe 1.24). O sei humano se desgasta, pois o seu corpo é corruptível (2 Co 4.16). Um dia, os salvos se revestirão de incorruptibilidade (1 Co 15.54); por enquanto, embora Jesus tenha poder para nos curar, segundo a sua vontade (1 Jo 5.14; Mt 6.9,10), estamos sujeitos às enfermidades. Os pregadores da saúde perfeita sempre ‘exigem’ a cura e dizem que o Senhor cura sempre, pois a saúde é um direito do crente. Por que, então, Eliseu morreu em decorrência de uma enfermidade (2 Rs 13.14)? Por que Timóteo e Trófimo não foram curados (1 Tm 5.23; 2 Tm 4.20)? Estariam esses homens de Deus endemoninhados? Jó e Lázaro estavam igualmente possessos, quando adoeceram (Jó 1.12.12,13)? Se a saúde é um direito do crente, por que ele fica doente?

Em Salmos 41.3, está escrito: ‘O Senhor o sustentará no leito de enfermidade; tu renovas a sua cama na doença’”.

(ZIBORDI, C. S. Evangelhos que Paulo jamais pregaria. RJ: CPAD, 2006, p.59-60.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A Palavra de Deus afirma que o nosso “corpo é templo do Espírito Santo” (1 Co 6.19). Logo, ele não nos pertence. Precisamos cuidar dele com muito zelo e equilíbrio. Como crente em Jesus Cristo, você tem procurado viver de modo equilibrado? Tem procurado realizar uma alimentação saudável? Se alguém viver em um edifício de propriedade de outra pessoa, procurará violar as regras do edifício? Como seu Criador, Deus nos concedeu uma espécie de “manual do fabricante”, que é a Sua Palavra.

Jesus veio destruir as obras do Diabo, que podem ser também doenças espirituais ou físicas, pois no Calvário se cumpriu às palavras: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades...”. Embora você cuide de sua saúde, é bom lembrar que na Bíblia, em várias ocasiões, Deus usou a dor, juntamente com outras aflições, como um instrumento para moldar o caráter de seus filhos. Embora ninguém queira ficar doente, as enfermidades aprofundam a nossa dependência de Cristo. Muitos crentes têm a saúde débil, mas espiritualmente estão fortes.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 7: As portas do inferno

Data: 20 de Maio de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Através dos tempos, as ações malignas contra a Igreja do Senhor tem atingido muitos de seus servos, mas não prevaleceram, segundo a promessa de Jesus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - At 6.8-15

Preso por causa do evangelho

 

 

 

Terça - 1 Co 1.18

Loucura para os que se perdem

 

 

 

Quarta - Sl 37.10

O ímpio desaparecerá

 

 

 

Quinta - Sl 2.1-4

Deus zombará dos ímpios

 

 

 

Sexta - Lv 18.22

Abominação ao Senhor

 

 

 

Sábado - Is 10.1

Legisladores injustos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Atos 4.1-4.

 

1 - E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus,

2 - doendo-se muito de que ensinassem o povo e anunciassem em Jesus a ressurreição dos mortos.

3 - E lançaram mão deles e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois era já tarde.

4 - Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, nesta lição estudaremos as várias formas de ataques que a Igreja de Cristo tem sofrido durante os séculos. Vários são os “martelos” que tentam, em vão, esmagar a Noiva de Cristo. Entre eles estão alguns teólogos, governantes, religiosos e tantos outros que tentam macular a Igreja de Cristo e impedir seu crescimento. Porém, foi o Senhor Jesus quem garantiu a vitória da sua Igreja (Mt 16.18). Essa verdade é bálsamo para a vida de cada cristão. Somos parte de uma instituição divina, criada para vencer. Sigamos então avante!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Refutar os falsos ensinos do liberalismo teológico.
  • Descrever os tipos de perseguições que a Igreja tem enfrentado.
  • Explicar o porquê de a Igreja prosseguir vitoriosa.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, utilize como recurso didático o quadro abaixo. Com exceção da última coluna, reproduza o gráfico de acordo com os recursos disponíveis em sua igreja. O objetivo é apresentar o pensamento principal de cada teólogo e pedir que os alunos os refutem de acordo com as Escrituras. Somente no final, depois de ouvir a contestação do educando, é que as referências da última coluna deverão ser lidas por toda a classe.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Perseguição: Tratamento injusto e cruel infligido contra uma pessoa ou instituição.

 

A Igreja do Senhor Jesus Cristo, ao longo de sua história, sempre teve de enfrentar muitas perseguições. As artimanhas do inferno contra a Igreja visam frustrar o plano divino para a salvação da humanidade. Mas, felizmente, em todos os tempos, vem se cumprindo o que disse nosso Senhor em sua Palavra: “... as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

 

I. A PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

 

1. Perseguição do judaísmo (At 4.1-7). O início da perseguição dos judeus contra a igreja se deu quando Pedro e João, em o nome de Jesus, curaram um coxo de nascença que ficava esmolando à “porta do templo chamada Formosa” (At 3.2). Naquele episódio, os apóstolos foram presos (At 4.3), mas muitas pessoas creram, elevando o número dos cristãos a quase cinco mil (At 4.4). A igreja primitiva sofreu muito com as prisões, ameaças e mortes, mas nada disso impossibilitou seu extraordinário crescimento (At 5.19,29; 6.8-15).

2. Perseguições religiosas ha era pós-apostólica. Nesse período da igreja, os imperadores romanos intentaram, com crueldade, varrer o Cristianismo da face da terra. Apesar de não realizarem seus intentos malignos, a perseguição nunca cessou. Nos últimos séculos, em muitos lugares, inclusive no Brasil, os crentes em Cristo continuam sendo cruelmente perseguidos por causa do evangelho. No interior de nosso país, houve casos em que se negava pão, água e leite para filhos dos evangélicos.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A igreja primitiva sofreu toda a sorte de perseguição, mas cresceu e se expandiu vitoriosamente.

 

II. A PERSEGUIÇÃO TEOLÓGICA

 

Abertamente, ou de maneira sutil, “as portas do inferno” vêm tentando prevalecer contra a Igreja do Senhor por meio de certos movimentos teológicos liberais.

1. Liberalismo e modernismo teológico. São movimentos teológicos liberais que conspiram contra os fundamentos doutrinários da fé cristã, esposados nas Escrituras Sagradas. Vejamos o que pensam os teólogos não-ortodoxos abaixo.

a) Friedrich Scheleiermacher (1768-1934). Teólogo alemão. Ele ensinou que “não há religiões falsas e verdadeiras. Todas elas, com maior ou menor grau de eficiência, têm por objetivo ligar o homem finito com o Deus infinito, sendo o Cristianismo a melhor delas”. A Bíblia, porém, afirma que Jesus é o único caminho.

b) Paul Tillich (1886-1965). Este teólogo alemão chegou ao ponto de dizer “Deus não existe... Deus não é um ser, mas um poder de ser. É o fundamento de todo o ser, porém, não é objetivo nem sobrenatural...”. Ele ensinava que o Deus da Bíblia é fictício. Mas a Palavra de Deus é enfática: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso” (Gn 17.1b); “Não há santo como é o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus” (1 Sm 2.2).

c) Rudolf Bultmann (1884-1976). Para ele, a Bíblia está cheia de mitos. Conforme ensinou, pode-se crer em Jesus como Salvador, sem ter de crer em sua concepção virginal, ressurreição, ou segunda vinda.

Segundo ele, é impossível alguém crer na luz elétrica e nos avanços da Medicina e acreditar nos milagres do Novo Testamento. A Bíblia, contudo, sustenta: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem...” (1 Co 1.18,23; 2.14; 3.19).

d) Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955). Para este sacerdote jesuíta francês, o evangelho deve modernizar-se, adaptando-se aos conhecimentos científicos. Pierre foi o defensor da teoria da evolução teísta, segundo a qual Deus criou a vida, mas ela evoluiu por si mesma. No entanto, esta é a verdade que as Escrituras encerram: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Ele fez todas as coisas pelo poder de sua Palavra (Gn 1.1-28; Hb 1.1-3).

2. Conseqüências do liberalismo teológico. Este movimento traz em seu cerne outras distorções teológicas tais como a negação da infalibilidade da Bíblia, dos milagres do Novo Testamento, da concepção virginal de Jesus e, a recente “teologia aberta”, segundo a qual Deus não é onipotente nem onisciente, pois, segundo seus proponentes, não pode prever as catástrofes naturais, como as tsunamis.

Todavia, Ele é o Deus Todo-Poderoso criador dos céus e da terra. Ele fez todas as coisas e as mantém com o seu poder. Ele tudo sabe e tudo conhece. Nem o passado, nem o presente nem o futuro lhe são ocultos. Aleluia.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Durantes os séculos, várias correntes teológicas conspiraram contra os fundamentos doutrinários da fé cristã.

 

III. A PERSEGUIÇÃO POLÍTICO IDEOLÓGICA

 

1. Durante o domínio do comunismo. Morreram mais cristãos no século XX que em todos os séculos anteriores. O comunismo foi o principal agente desses assassinatos. Só na Rússia, foram destruídas cerca de 70 mil igrejas. Mas, como afirmam as Escrituras, as portas do inferno não prevaleceram, pois o sistema comunista foi praticamente aniquilado por Deus (Dn 4.17,32; 5.21; Is 43.13).

2. A perseguição na China. O líder comunista Mao Tsé Tung, mandou queimar todas as Bíblias que fossem encontradas na China. Milhões de cristãos foram mortos. Porém, mais uma vez a Igreja saiu vencedora! Apesar de ainda haver grande perseguição naquele país, milhões de pessoas têm sido salvas por Cristo.

3. Os inimigos da Igreja são destruídos. “Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles” (Sl 2.4). Temos na Palavra de Deus a promessa de que o ímpio desaparecerá (Sl 37.10).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

No século XX, os governos comunistas, principalmente na Rússia e China, perseguiram a Igreja do Senhor, porém isso não impediu que a igreja crescesse.

 

IV. A PERSEGUIÇÃO LEGAL

 

1. Restrições e proibições legais. A Igreja também tem sido perseguida por restrições baseadas em diversas leis.

a) Leis do meio-ambiente. São normas que visam coibir os abusos no trato com o meio-ambiente de todas as formas, inclusive, quanto à poluição sonora. Aparentemente a lei é justa, mas, em muitos casos, tem sido usada para fechar igrejas, em razão dos limites da intensidade do som. Ora, enquanto essa lei restringe as igrejas, pouco é feito concernente aos pontos de venda de drogas, bares, lugares de prostituição e vadiagem.

Apesar disso, os salvos devemos andar com prudência e moderação, fazendo todas as coisas com “decência e ordem”, conforme recomenda a Bíblia, para não darmos ocasião ao adversário. Levemos em consideração o que a Bíblia ensina sobre à obediência às autoridades (Rm 13.1-7).

b) Leis que regulam a construção de templos. Estas leis têm dificultado a divulgação do evangelho e conseqüente expansão do reino de Deus. São as “portas do inferno” em ação, através de legisladores ímpios e materialistas. A Palavra de Deus nos assegura: “Ai dos que decretam leis injustas e dos escrivães que escrevem perversidades, para prejudicarem os pobres em juízo, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo...” (Is 10.1,2a).

Sabendo que o adversário tudo faz para achar ocasião contra nós, obedeçamos, pois, as leis humanas a fim de mostrarmos a superioridade das leis divinas. Afinal, somos um povo ordeiro e cumpridores de nossos deveres tanto como cidadãos dos céus como da terra.

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Os cristãos devem atentar para os desafios legais que procuram impedir o avanço da igreja.

 

V. A PERSEGUIÇÃO CULTURAL

 

1. Através da literatura. Escritores e intelectuais seculares, a serviço do inferno, têm feito de tudo para profanar e perverter o evangelho de Cristo.

Certo autor, de renome internacional, publicou recentemente um livro que relata uma falsa história sobre a vida sentimental de Jesus. Este livro possui o mesmo teor dos livros hereges e antibíblicos rejeitados pela igreja nos primeiros séculos do cristianismo.

2. Através de outras manifestações culturais. Além da literatura, outras manifestações culturais têm sido usadas para desqualificar e desacreditar o Cristianismo. Peças teatrais, filmes como “A Última Tentação de Cristo”, músicas, pinturas, e outras formas de expressão artística têm sido manipuladas pelo Diabo para afastar as pessoas do evangelho de Cristo.

 

SINOPSE DO TÓPICO (V)

 

A perseguição cultural manifesta-se por meio da literatura anticristã e através da indústria de entretenimento.

 

CONCLUSÃO

 

As “portas do inferno” se abrem de diversas formas através da perseguição aberta ou disfarçada, das leis, da literatura, da cultura e até da teologia liberal, que predomina em muitos seminários. Contudo, a verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo, como sua Noiva, jamais se contaminará, nem será derrotada pela ação do Maligno (Ef 5.26,27).

 

VOCABULÁRIO

 

Aludir: Fazer alusão; referir-se; mencionar.
Deterioração: Ato ou efeito de deteriorar(-se); dano, ruína, degeneração.
Metáfora: Figura que muda o sentido literal para o figurado.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

COLSON, C; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.
HOLMES, A. F. Ética: as decisões morais à luz da Bíblia. RJ: CPAD, 2000.
PALMER, M. D. (ed.). Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001.
PEARCEY, N. A verdade absoluta. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quando começou a perseguição à Igreja?

R. Quando um coxo foi curado à “porta chamada Formosa”.

 

2. Quais as correntes teológicas que são contrárias aos fundamentos da Bíblia?

R. Liberalismo e modernismo teológico.

 

3. Em que século os cristãos foram mais perseguidos?

R. No século XX.

 

4. Como se manifesta a perseguição legal?

R. Por meio de leis que procuram restringir a expansão da igreja.

 

5. Como se manifesta a perseguição cultural?

R. A perseguição cultural manifesta-se por meio da literatura anticristã e através da indústria de entretenimento.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“Aceitando o Desafio

Os indivíduos não só devem tomar a decisão de ter uma fé ativa, mas a Igreja, como corpo coletivo, tem de tomar esta mesma decisão. Quando o programa de trabalho é estabelecido pela cultura popular prevalecente, a Igreja não tem a influência que deveria ter. A Igreja é a Igreja e não a cultura popular. Sua práxis deve permanecer fiel ao seu caráter.

A igreja permanece fiel ao seu caráter ao preservar sua distinguibilidade. Ela não faz nenhum favor à sociedade adaptando-se à cultura popular prevalecente, porque falha em sua tarefa justamente no ponto em que deixa de ser ela mesma. Como Hauerwas argumenta com exatidão: ‘A Igreja não tem uma ética social, mas é uma ética social, [...] na medida em que é uma comunidade que pode ser claramente distinta do mundo. Pois o mundo não é uma comunidade e não tem tal história, visto que está baseado na pressuposição de que os seres humanos, e não Deus, governam a história’.

Quando a Igreja adota uma ética moral formada pela cultura popular prevalecente, está negando sua natureza. Antes, a Igreja tem de expressar a ética social que já encarna; tem de transmitir a história de Cristo, uma história que continuamente causa impacto nas relações sociais dos seres humanos.

A igreja deve ser ela mesma pelo bem da humanidade. É o papel da Igreja servir e transformar a sociedade e suas instituições. Para realizar esta tarefa, a igreja deve ser a Igreja e não se assimilar com a cultura popular prevalecente. Só um Cristianismo que não se envergonha de ser ele mesmo pode fazer isto”.

(JOHNS, C. B.; WHITE, V. W. A ética de ser: caráter, comunidade, práxis. In: PALMER, M. D. (ed.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, p.314.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A função da teologia é aproximar o homem cada vez mais de Deus. Uma teoria ou doutrina teológica que afasta a criatura do Criador, ou que repugna a santidade e o caráter de Deus deve ser considerada anátema.

A arte de igual modo deve enaltecer o Deus-Oleiro, o Poeta do Universo, o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. A arte que repugna a santidade e o caráter de Deus deve ser considerada refugo da verdadeira Arte.

O homem foi criado para amar e adorar ao Criador. Todo homem que se abdica de seu chamamento celeste e se prostra diante do paganismo, ou se esconde no ateísmo, nega a sua vocação divina.

Adoremos e reconheçamos a majestade do Criador de todas as coisas!

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 8: A integridade no mundo relativista

Data: 27 de Maio de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens” (Mt 5.13).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Que o cristão testemunhe firmemente que a Bíblia é a inspirada e inerrante Palavra de Deus e a única norma de fé e prática num século relativista e que jaz no maligno.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 7.12

O mandamento áureo

 

 

 

Terça - Rm 8.37

Mais que vencedores

 

 

 

Quarta - Mt 12.30

Quem com Cristo não ajunta espalha

 

 

 

Quinta - 1 Co 8.9-13

Não escandalizar o fraco

 

 

 

Sexta - Jr 17.9

O coração é enganoso mais do que todas as coisas

 

 

 

Sábado - Mq 2.10

A corrupção destrói grandemente

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Romanos 12.2; Gálatas 1.10; 1 Pedro 1.14-16.

 

Romanos 12

2 - E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

 

Gálatas 1

10 - Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.

 

1 Pedro 1

14 - Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;

15 - mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,

16 - porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, o momento em que vivemos exige um sério posicionamento da igreja frente à mentalidade mundana, relativista, hedonista e profana. A Escola Dominical ainda é o maior instrumento da igreja para formar em seus membros a mente de Cristo e desenvolver a espiritualidade cristã. A Verdade do evangelho, agora mais do que nunca, deve ser ensinada e proclamada, a fim de que esta geração de crentes possa não somente resistir ao relativismo, mas também estar preparada para responder com mansidão e convicção a razão de sua fé. Tenha cuidado, porém, em restringir-se à Verdade de Cristo, para que suas opiniões não se misturem a única Verdade, pela qual devemos batalhar.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir relativismo, pragmatismo e secularismo.
  • Aplicar os princípios bíblicos à sua vida.
  • Refletir a respeito da distinção entre o cristão e o ímpio.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza o gráfico abaixo de acordo com os recursos disponíveis em sua igreja. Apresente aos alunos a distinção entre o cristão e o ímpio. Este recurso poderá ser utilizado no tópico: “Os Princípios da Integridade Cristã”.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Integridade: Retidão, imparcialidade, qualidade daquele que não sacrifica a sua opinião à própria conveniência, nem às de outrem.

 

Num mundo relativista e pragmático, ser fiel e santificado a Deus, conforme exige a Bíblia Sagrada, é um grande desafio para o seguidor de Cristo. Nesta lição, estudaremos sobre a necessidade de o cristão manter-se íntegro diante de uma sociedade indiferente às reivindicações divinas.

 

I. OS DESAFIOS DO RELATIVISMO MORAL E DO PRAGMATISMO

 

1. O Relativismo Moral. No mundo pós-moderno, os conceitos morais não se baseiam nos valores absolutos das Sagradas Escrituras. Para a sociedade relativista, as verdades e valores da Bíblia são relativos e parciais. Ou seja, a prática da moral e da ética depende da experiência de cada pessoa.

Ensina-se que não existem leis e verdades absolutas e universais. A fim de enfrentar este terrível mal, o cristão tem de tomar algumas atitudes extremamente importantes. Vejamos:

a) Não se conformar com o mundanismo (Rm 12.2). Há muitos cristãos que estão acomodados ao mundanismo, cujo mentor é o Diabo. Essa conformação é ruinosa para a moral cristã. Temos de amar o pecador, mas combater energicamente o pecado e suas estruturas, pois levam o ser humano à perdição.

b) Ser transformado pela renovação do entendimento. A “visão de mundo” do cristão, cujo entendimento é renovado pelo Espírito Santo, tem de ser contrária aos conceitos materialistas e relativistas (1 Jo 5.19). A maneira de o crente ver o mundo deve passar pela ótica da revelação de Deus. Somente assim, poderá experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1,2).

2. O Pragmatismo. Para o pragmatismo, tudo que resulta em satisfação imediata é verdade. Mas para o crente, a verdade é a expressão absoluta e universal da vontade divina conforme a encontramos na Bíblia Sagrada. Os israelitas, por exemplo, foram pragmáticos quando tentaram levar a Arca do Senhor num carro de bois, ao invés de conduzi-la sobre os ombros dos levitas, conforme determinava a lei (Nm 4.15; Js 3.3; 1 Cr 15.2,15). Deus não aceitou tão descabido e profano pragmatismo. O resultado foi uma severa punição divina (2 Sm 6.6-9). Hoje, o pragmatismo é apresentado de maneira sutil e enganosa.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O relativismo e o pragmatismo apresentam-se como os dois grandes desafios a serem superados pela Igreja de Cristo nos últimos tempos.

 

II. O DESAFIO DO SECULARISMO

 

1. Conceito. O termo secularismo origina-se de uma palavra que significa “profano”, “mundano”, “humanista”, “deste século”. Secular é o oposto do sagrado, religioso, espiritual. Sob a ótica cristã, é a corrupção doutrinária que ignora os princípios espirituais para a igreja, tornando o sagrado fútil e comum. O secularismo tenta destronar a Deus e exaltar o homem, pois, segundo esta filosofia, o homem é a medida de todas as coisas.

2. O desafio para a igreja de Jesus. Muitas igrejas, infelizmente, têm sido influenciadas pelo secularismo, especialmente em seu aspecto organizacional e litúrgico. Como reconhecer uma igreja presa pelos tentáculos da secularização?

a) Profanação do sagrado. Quando uma igreja se torna secular, tende a desprezar os valores espirituais e a exaltar os humanos, materiais. Há igrejas, cujos santuários e púlpitos transformaram-se em locais de entretenimentos e demonstrações de cultura popular. A Bíblia, porém, afirma: “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, SENHOR, para sempre” (Sl 93.5).

b) Perda da identidade bíblica e cristã. Ser cristão é identificar-se com Cristo e não com o mundo (At 11.26). Nos dias atuais, há situações em que um visitante não sabe mais se está numa igreja ou num clube. Não é exagero! O crente precisa consagrar-se a Deus, a fim de não se conformar com as coisas da carne (1 Pe 1.14; Jd v.23). É urgente viver em santidade (1 Pe 1.15,16).

c) Perda da ética cristã. Sem zelo pela ética cristã é impossível manter-se em comunhão com Jesus Cristo. Ser cristão não é apenas pertencer a uma igreja local ou denominação. É ser cidadão dos céus; é viver a ética do reino de Deus, conforme estabelece a Bíblia.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O secularismo ignora os princípios espirituais para o homem, pois considera-o “a medida de todas as coisas”.

 

III. OS PRINCÍPIOS DA INTEGRIDADE CRISTÃ

 

Vejamos alguns princípios que norteiam a integridade na vida cristã, de acordo com os ensinos da Palavra de Deus.

1. Lealdade incondicional a Cristo. Jesus disse: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12.30). Não se pode atender aos apelos do mundo e, ao mesmo tempo, fazer a vontade de Deus. É impossível! Ou se é totalmente de Cristo, ou contra Ele (Jo 15.14; Mt 12.30; 6.24).

2. Fé. A Bíblia afirma que “... tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.22,23). O crente não precisa recorrer a padrões humanos para posicionar-se quanto aos seus atos e palavras. Se tem dúvida, não deve fazer. E se não tem dúvida, pode fazer tudo o que aprova? Depende. É preciso que sua atitude ou pensamento esteja de acordo com a Palavra de Deus (1 Co 6.1 2). A Bíblia é o nosso padrão ético.

3. Licitude, conveniência e edificação. Nem tudo o que é lícito convém (1 Co 6.12; 10.23). Esse critério orienta o cristão a não praticar as coisas apenas porque são lícitas; além de lícitas, têm de estar em absoluta conformidade com o referencial ético da Palavra de Deus.

O cristão precisa lembrar-se de que nem tudo o que é lícito é edificante (1 Co 10.23b). A ênfase, aqui, é a edificação espiritual de quem se posiciona ante o que fazer ou não. Neste contexto, se enquadram os sites de relacionamento na internet e outros casos similares. É fundamental que cada um avalie diante de Deus se o conteúdo que está diante de si é edificante, alienante ou pecaminoso. Se é pecado, evite.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A lealdade incondicional a Cristo, a fé e a licitude são princípios pelos quais os cristãos podem manter a integridade espiritual e moral.

 

CONCLUSÃO

 

Com o intuito de vencer o relativismo e o materialismo, precisamos, antes de tudo, dedicar-nos à oração, a fim de sabermos usar as armas que Deus tem colocado à nossa disposição (Ef 6.10-18). Devemos, portanto, continuar a proclamar as verdades absolutas e universais de Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Licitude: O que é lícito, justo ou permitido; admissível, permissível.
Pragmatismo: Teoria que afirma que a verdade de uma proposição consiste no fato de que ela seja útil, tenha alguma espécie de êxito ou de satisfação.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

PEARCEY, N. Verdade absoluta. RJ: CPAD, 2006.
COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Como a sociedade relativista considera os valores absolutos das Escrituras?

R. São considerados relativos, subjetivos e parciais.

 

2. Quais as atitudes que o cristão precisa para vencer o relativismo?

R. Não se conformar ao mundanismo (Rm 12.2); e ser transformado pela renovação de seu entendimento (Rm 12.1,2).

 

3. Defina o secularismo de acordo com a ótica cristã.

R. A corrupção doutrinária que ignora os princípios espirituais para a igreja, tornando o sagrado fútil e comum.

 

4. Como o cristão pode reconhecer uma igreja secularizada?

R. Na profanação do sagrado; na perda da identidade bíblica e cristã; e na perda da ética cristã.

 

5. Cite três princípios que norteiam a integridade cristã.

R. Os princípios da lealdade incondicional a Cristo, da fé; da licitude, conveniência e edificação, e da glorificação a Deus.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“Integridade

Integridade procede do verbo ‘integrar’, que significa ‘tornar unido para formar um todo completo ou perfeito’. As Escrituras nos ensinam que o espírito, a mente e o corpo todos vêm da mão de Deus e, portanto, devem estar unidos, funcionando juntos, como um todo. Os nossos atos devem ser coerentes com os nossos pensamentos. Precisamos ser a mesma pessoa, pública e privadamente. Apenas a visão de mundo cristã pode nos dar a base para este tipo de integridade.

Além disso, o cristianismo nos dá uma lei moral absoluta que nos permite julgar entre o certo e o errado. Tente perguntar aos seus amigos seculares como decidem o que devem fazer, quais princípios éticos seguir. Como sabem que esses princípios são corretos? Em que autoridade eles confiam? Sem uma moral absoluta, não existe uma base real para a ética.

Um lei moral absoluta não confina as pessoas em uma camisa de força de puritanismo vitoriano. As pessoas sempre irão debater as fronteiras da lei moral e as suas variadas aplicações. Mas a própria idéia do certo e do errado só faz sentido se houver um padrão final, uma medida de referência, pela qual poderemos fazer julgamentos morais”.

(COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006, p.161-2.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Só conseguiremos resistir ao espírito mundano que predomina em nossa sociedade, se conhecermos suas raízes, seus ensinos, fundamentos e atuação. Caso contrário, estaremos propensos a assimilá-los ainda que de modo inconsciente. A igreja possui duas opções: ignorar que seus membros estão a todo momento sendo bombardeados por ensinos relativos, profanos e hedonistas, ou confrontá-los com a Verdade de Deus, a fim de esclarecer e fortalecer a convicção de cada crente.

A sociedade atual convive com a falsidade, a mentira, a bajulação, as informações distorcidas, e com a imoralidade. Portanto, há um clamor desesperado por autenticidade, integridade e verdade. Nós, como Igreja, portadora e defensora desses valores e princípios cristãos, devemos exibir o caráter de Deus em nossas relações internas e externas, tendo o amor como principal fundamento. Como pregaremos a Verdade, se ela não puder ser percebida em nossas relações? Nossa sociedade carece de uma igreja autêntica, verdadeira e fidedigna.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 9: A tecnologia a serviço do mal

Data: 03 de Junho de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará” (Dn 12.4).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A tecnologia, com todo o seu aparato utilitário, pode ser bênção ou maldição. É dever do crente examinar tudo com sabedoria e só utilizar o que convém.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Co 2.15

Quem é espiritual discerne tudo

 

 

 

Terça - Is 5.20,21

Valores morais invertidos

 

 

 

Quarta - Fp 4.8

Em que devemos continuamente pensar

 

 

 

Quinta - Sl 119.105

A Palavra de Deus ilumina

 

 

 

Sexta - Ec 1.8

Olhos e ouvidos não se fartam

 

 

 

Sábado - Fp 4.13

Em Deus, temos poder sobre tudo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Daniel 12.4; Salmos 101.2-4; Deuteronômio 7.26.

 

Daniel 12

4 - E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.

 

Salmo 101

2 - Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero.

3 - Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará.

4 - Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau.

 

Deuteronômio 7

26 - Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, atualmente já se trabalha na educação secular com um conceito denominado “educomunicação”, que consiste em ações de cunho pedagógico que possuem o objetivo de oferecer ferramentas para a decodificação e avaliação crítica da mídia (jornais, revistas, televisão, rádio etc). Não se trata do uso didático de conteúdos veiculados pelos diferentes meios, mas sim do processo de análise e/ou de produção de materiais de comunicação como instrumentos de ensino e formação de cidadãos. Você, professor, precisa ensinar seus alunos a analisarem os conteúdos, mensagens e imagens veiculadas pela mídia, mas também a produzirem mídia. Afinal, esta também pode ser uma poderosa ferramenta para a pregação do evangelho.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Analisar de forma crítica o conteúdo da mídia.
  • Utilizar a mídia para a pregação do evangelho.
  • Saber discernir entre o que é bom e ruim na mídia.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, confronte com sua turma as diferenças existentes entre a igreja e a mídia atual, utilizando o gráfico abaixo. Reproduza a tabela de acordo com os recursos disponíveis em sua igreja. Depois de ministrar o tópico “A mídia visual e seus programas perniciosos”, apresente o gráfico aos alunos.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Mídia Visual: Cinema, televisão, vídeo, internet e as novas formas de tecnocultura, como os vídeo games interativos.

 

O século XX trouxe ao mundo mais invenções e projetos tecnológicos do que qualquer outra época da História. A tecnologia atingiu um ponto tão alto na evolução material, que a ciência vem sendo endeusada em todo o mundo. E a igreja? Pode usufruí-la? Claro que sim. Entretanto, mesmo desfrutando de diversos recursos tecnológicos, a igreja jamais deve abandonar a unção e a dependência de Deus.

 

I. A MÍDIA VISUAL E SEUS PROGRAMAS PERNICIOSOS

 

1. O mau uso do vídeo em geral. Vejamos alguns problemas relacionados à televisão:

a) A TV estimula a violência. Uma pesquisa mostrou que uma criança, no Brasil, ao completar 14 anos, já terá assistido 11.000 crimes na TV. Em 200 horas de programação, são vistas 30 mortes cruéis; 1.018 lutas monstruosas e animalescas; 3.592 acidentes; 32 roubos; 616 cenas de uso criminoso de armas; 57 sequestros; 410 trapaças; 86 casos de chantagens e 321 aparições de monstros pavorosos e infernais.

b) A TV estimula o pecado. É comum cenas de insinuação sexual, no vídeo em geral, ensinando e estimulando a prostituição, o adultério, a fornicação e o homossexualismo. A Bíblia afirma que não devemos pôr coisa má diante de nós (Sl 101.2-4).

c) A TV modifica a visão das coisas. Principalmente nas novelas, aquilo que é certo, como o amor conjugal verdadeiro e a pureza, são vistos como algo ultrapassado. Casais, famílias, lares felizes e abençoados jamais aparecem no vídeo, nos romances e nas revistas. O materialismo é apresentado como algo muito nobre e elevado, entretanto a Palavra de Deus adverte: “Ai dos que ao mal chamam bem...” (Is 5.20,21).

Sim, o cinema e o vídeo tornaram-se uma escola de crimes, imoralidade, desrespeito, rebelião e vício. As Escrituras sustentam: “Não meterás, pois, abominação em tua casa...” (Dt 7.26).

2. A mídia visual e o lar cristão. Se os pais ou responsáveis não conseguem controlar e supervisionar o que os filhos vêem na televisão, é preferível não possuir o aparelho, vídeo ou DVD. Ou a família, controla a TV, ou será controlada por ela (Dt 7.26). Temos de nos posicionar como o salmista: “Não porei coisa má diante de meus olhos” (Sl 101.3). Diante disso, as famílias cristãs devem observar duas coisas importantes:

a) O culto doméstico diário (Dt 11.18-21). Esse é um poderoso recurso espiritual para unir a família em torno do Senhor, através da oração, adoração e meditação na Palavra. Com apenas 15 minutos diários, os pais podem estar com os filhos, louvando a Deus, lendo sua Palavra e orando com e por toda a família. A ação do Espírito Santo durante o culto doméstico é marcante na infância, especialmente por ajudar na abstenção dos programas de vídeo imorais, violentos e ocultistas.

b) A dedicação aos filhos. Os filhos são heranças do Senhor (Sl 127.3), Portanto, preciosos (Jr 31.20). Há pais cristãos que não dispensam aos filhos o necessário cuidado e atenção. Por isso, o Diabo, valendo-se da omissão paterna ou materna, tem procurado preencher essa lacuna com falsas amizades e programas televisivos altamente perniciosos.

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O uso da televisão pode ocasionar vários problemas à igreja e à família: estimular a violência, o pecado e modificar os padrões de certo e errado.

 

II. A INTERNET E SUAS AMEAÇAS À FAMÍLIA CRISTÃ

 

1. Presente em toda a parte. A vida moderna está vinculada à informação e à imagem. A cultura secular tornou-se mais visual do que dialógica, e a internet é uma das grandes representantes dessa nova cultura que une comunicação, tecnologia e representação gráfica. A tecnologia da informação, por exemplo, tomou conta de todas as áreas da vida moderna. Em certo sentido, trata-se do cumprimento da profecia de Daniel 12.4: “... e a ciência se multiplicará”. Portanto, é um grande desafio para a família saber usar e controlar os meios de comunicação, a partir do lar, nesses tempos difíceis e trabalhosos.

2. Ameaça para a família. O FBI (polícia federal norte-americana) elaborou, recentemente, um “Guia de Proteção para as Crianças ante a Rede Mundial de Computadores”. Este documento visa alertar os pais para o perigo de deixarem seus filhos à mercê do conteúdo da internet sem o indispensável acompanhamento. O texto diz que muitas crianças, adolescentes e jovens são induzidas à prostituição e ao relacionamento sexual promíscuo, sem que os pais o percebam. Além disso, muitos casamentos estão sendo destruídos pelo uso pecaminoso e pornográfico da internet. É a tecnologia a serviço do Diabo.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A internet, bem como outros meios, encerra em si uma grande contradição, porquanto pode ser um instrumento profícuo para a propagação do evangelho e uma enorme ameaça à família.

 

III. VENCENDO O MAU USO DA TECNOLOGIA

 

Como evitar a má utilização da tecnologia? Vejamos:

1. Examinando tudo, mas só retendo o bem. “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21). Aqui, o cristão é convocado a discernir a cultura de seu tempo, e reter somente aquilo que é bom, santo, agradável, justo e útil (1 Co 6.12; 10.23).

2. Valorizando o que é correto. Nem tudo é imundície ou trevas nos meios de comunicação. Há muita coisa útil, até mesmo para a vida cristã. Na internet, por exemplo, há estudos bíblicos e mensagens que, antes, ficavam ao alcance apenas dos eruditos. Todavia, precisamos examinar todas as coisas com muito cuidado e discernimento. (1 Co 2.15).

3. Avaliando aquilo que deve ocupar a nossa mente. Paulo, em sua carta aos Filipenses, capítulo 4, versículo 8, dá-nos uma sábia orientação quanto ao que devemos acolher em nosso coração, ou em nossa mente.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Para resistirmos à influência da tecnologia, precisamos examinar tudo e reter o bem, valorizar o que é certo e avaliar aquilo que deve ocupar a nossa mente.

 

CONCLUSÃO

 

A tecnologia não é um fim, mas um meio a serviço do homem. Cabe aos cristãos discernir entre o bem e o mal. Tudo o que é útil e proveitoso, o Diabo tenta destruir, inclusive vidas. Porém, com o poder de Deus, podemos vencer os desafios do mal (Fp 4.13).

 

VOCABULÁRIO

 

Comunicação de massa: Comunicação social dirigida a uma ampla faixa de público.
Dialógico: Relativo a diálogo; comunicação que se realiza por meio da empatia, discernimento e ética.
Discernente: Que discerne; discernidor; crítico de sua cultura.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

PALMER, M. D. (ed.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001.
COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Em que resulta o uso desordenado e insensato da televisão?

R. Em grandes males para a igreja local e para as famílias.

 

2. Quais os problemas observados pelos especialistas a respeito da TV?

R. A TV estimula a violência, o pecado, e modifica a visão das coisas.

 

3. Como a família pode vencer o desafio da TV no lar?

R. Por meio da realização diária do culto doméstico e da dedicação dos pais aos filhos.

 

4. Quais são os maus usos da internet alertados pelas autoridades?

R. Indução dos jovens à prostituição e promiscuidade, e uso pecaminoso e pornográfico da internet.

 

5. Cite três meios pelos quais podemos vencer os males da tecnologia.

R. Examinando tudo, mas só retendo o bem; valorizando o que é correto; avaliando aquilo que deve ocupar a nossa mente.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“Cultura Popular e Mídia

Graças à tecnologia moderna das comunicações, a cultura popular tornou-se incomodamente penetrante. A cultura popular está em todas as partes, moldando os nossos gostos, linguagem e valores. Hoje a cultura popular aparece em cada cartaz, grita da televisão em inúmeros canais durante o dia inteiro, explode em nossos computadores, ressoa no rádio do carro e enfeita nossas camisetas e tênis. Nenhum de nós consegue escapar.

À medida que a cultura popular se espalhou, o seu conteúdo piorou de maneira chocante. Não é preciso dizer que durante as últimas três ou quatro décadas o nível do sexo e da violência cresceu imensamente nos cinemas, na música, na televisão e até mesmo nas revistas em quadrinhos. Naturalmente os cristãos sempre tiveram de lidar com as coisas que eram vulgares, luxuriosas ou grosseiras, mas na maioria dos casos nós podíamos simplesmente evitá-las. Hoje isto é praticamente impossível. Podemos desfrutar da ‘comida rápida’ cultural desde que estejamos treinados para ser seletivos, desde que não nos entreguemos aos hábitos do escapismo e da distração, e desde que definamos limites para que as sensibilidades da cultura popular não moldem o nosso caráter”.

(COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006, p.287-288.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

O salmista Davi, aspirando por uma vida santa, justa, reta e íntegra, toma a seguinte decisão: “Não porei coisa má diante dos meus olhos”. Observando a sociedade em que vivemos hoje, é impossível não fazermos coro à oração deste homem segundo o coração de Deus. Se o mundo jaz no Maligno, a mídia, em sua maioria, está assentada sobre bases malignas também, pois o que se vê é o mal prevalecendo nas mais diversas áreas.

Como poderá o crente sobreviver a um pensamento mundano que visa apenas o lucro e cria necessidades de consumo, modificando hábitos, pensamentos e atitudes? A mídia televisiva, principal meio de comunicação utilizado pela população, possui uma linguagem audiovisual atraente, comercial, estética e mobilizadora. Por isso, exerce poderosa influencia em nossa cultura. A TV, em virtude de estar a serviço do Maligno, atua para persuadir, seduzir e afastar a família dos princípios bíblicos. A resposta para essa indagação encontra-se na resolução de Davi mencionada no início deste texto. Este é o maior desafio do servo de Deus, comprometido com a santidade pessoal, principalmente em relação à sua casa.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 10: Inovações e modismos religiosos

Data: 10 de Junho de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

E puseram a arca de Deus em um carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que está em Ceba; e Uzá e Aio, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo” (2 Sm 6.3).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O mundo pós-moderno é pleno de inovações. Mas a Igreja de Cristo não precisa de novidades, e sim, de constante renovação no Espírito Santo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Tm 3.15

Coluna e firmeza da Verdade

 

 

 

Terça - 2 Ts 3.6

Andar de acordo com a tradição cristã

 

 

 

Quarta - Ef 5.27

Santa e irrepreensível

 

 

 

Quinta - 1 Co 9.22

Evangelizando por todos os meios

 

 

 

Sexta - 1 Co 5.7

Cuidado com o "fermento velho"

 

 

 

Sábado - Êx 31.14-17

Concerto de Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gálatas 1.8-10; 1 Pedro 1.13-16.

 

Gálatas 1

8 - Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

9 - Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

10 - Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.

 

1 Pedro 1

13 - Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo,

14 - como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;

15 - mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,

16 - porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, o tema deste domingo é algo que estamos vivenciando, de maneira tímida em alguns lugares e de forma mais ousada em outros, não obstante, é necessário abordá-lo com embasamento bíblico. A igreja não pode viver de inovações e modismos, mas precisa ser alimentada pela verdadeira Palavra de Deus. Os modismos - como o próprio nome indica - vêm e passam, mas a Palavra do Senhor dura para sempre (Lc 21.33; Jo 6.68; 17.77; Fp 2.16).

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Valorizar a Bíblia como fonte de renovação.
  • Identificar as inovações e os modismos religiosos.
  • Defender a verdadeira adoração, a pureza doutrinária e o genuíno ministério.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para que o processo de ensino-aprendizagem se desenvolva eficazmente é imprescindível a participação dos alunos. Após a leitura da introdução, a fim de engajá-los a “batalhar pela fé” (Jd v.3), elabore, juntamente com a classe, um quadro demonstrativo dos modismos religiosos. Procure enumerar as inovações que têm ameaçado a igreja local nos últimos anos. Reproduza o gráfico abaixo conforme os recursos disponíveis (acrescente quantas linhas for necessário).

Na primeira coluna escreva o nome do modismo e, nas seguintes, assinale com “X” a área de sua manifestação: litúrgico, doutrinário ou ministerial. Um modismo pode corresponder às três áreas.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Modismo: Aquilo que é transitório e está em moda, tendo, portanto, caráter passageiro.

 

Os modismos e desvios doutrinários constituem grandes desafios para a igreja destes últimos dias, por contrariarem os princípios doutrinários esposados nas Sagradas Escrituras. É dever de todo crente sincero e temente a Deus, preservar a sã doutrina.

Nesta lição, estudaremos algumas dessas inovações nas áreas doutrinárias, ministeriais e litúrgicas.

 

I. INOVAÇÕES DOUTRINÁRIAS

 

1. O restauracionismo. Trata-se de uma inovação teológica que procura adaptar, aos dias atuais, os ensinos, ritos e costumes do antigo concerto entre Deus e Israel. É o velho fermento dos fariseus e judaizantes (Mt 16.11; 1 Co 5.6,7; Cl 5.9). Eis os seus principais ensinos:

a) A guarda do sábado. Certos “mestres” ensinam que os cristãos devem guardar o sábado. Essa prática é uma forma de retorno ao judaísmo. A guarda do sábado é um “concerto perpétuo” somente para Israel (Êx 31.14-17; Lv 23.31,32; Ez 20.12,13,20). Lembremos que Paulo exortou os crentes da Galácia sobre o perigo das práticas judaizantes na igreja (Gl 1.6-9; 3.1-3).

b) O ritual da circuncisão. Em Atos dos Apóstolos, lemos que os cristãos judeus tentaram coagir os cristãos gentios a circuncidarem-se, conforme a lei de Moisés. Segundo diziam, a salvação dependia, exclusivamente, desse ato litúrgico (At 15.1). Condicionavam a salvação em Cristo à observação dos rituais mosaicos, considerados nulos pelo Novo Testamento (Hb 8.13; 9.15-17; cf. Mt 9.16,17).

Na Nova Aliança, não há nenhuma necessidade de os crentes circuncidarem-se para serem salvos. A salvação é dada aos homens gratuitamente, por meio da fé na graça redentora de Jesus Cristo. Vejamos o que a Bíblia ensina sobre a circuncisão em Rm 2.28,29; 1 Co 7.18,19; Cl 5.6; 6.15.

c) Festas de Israel. Certas igrejas são ensinadas a celebrar as festas dos Tabernáculos (Lv 23.34; Dt 16.13), da Colheita (Êx 23.16; 34.22) e da Páscoa. Tais celebrações, juntamente com outras quatro mencionadas na Bíblia, eram consideradas sagradas e específicas do povo judeu.

A igreja não precisa festejar a páscoa judaica, uma vez que Cristo é a nossa páscoa (1 Co 5.7). Ela deve, sim, celebrar a Ceia do Senhor, que é uma festa genuinamente cristã, e que comemora o Novo Pacto inaugurado com o sangue de Jesus (1 Co 11.20,25; At 2.42).

2. O evangelho da prosperidade material. Os adeptos deste ensino acreditam que todo crente deve ser rico e jamais adoecer. Caso contrário, o cristão está em pecado ou não tem fé. Vejamos alguns desses ensinos:

a) Autoridade espiritual. Essa falsa doutrina afirma que o crente tem autoridade espiritual porque é a própria encarnação de Deus, assim como Jesus o foi. Os proponentes desse ensino chegam ao absurdo de dizer que o cristão não tem um “deus” dentro dele, mas ele mesmo é “um Deus”. Todavia, aprendemos com a Bíblia que a autoridade que Deus concede a seus servos deriva-se de sua Palavra, e não daquilo que os homens ensinam à parte dela.

b) “Pobreza é maldição”. Assim como a riqueza nem sempre é uma bênção (Mc 19.23; Pv 30.9), pobreza não é maldição (Mt 26.11; Mc 14.7; Dt 15.11; Jo 12.8). Segundo as Escrituras, os que desejam ser ricos caem em tentação, laço e muitas concupiscências (1 Tm 6.6-10). Todavia, devemos ser ricos de boas obras (1 Tm 6.18,19), pois Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino (Tg 2.5).

c) Confissão positiva. Segundo os teólogos da prosperidade, se um crente disser que no prazo de um mês conseguirá um carro zero, isso terá de acontecer. Afirmam que para ser curado é só dizer que não aceita a doença. De acordo com essa falsa doutrina, o cristão nunca deve orar pedindo que se faça a vontade de Deus. No entanto, devemos seguir o exemplo de Jesus (Lc 22.42).

3. A verdadeira prosperidade. Não há problema em ser próspero. Na Bíblia, há várias promessas de prosperidade e saúde. Além disso, precisamos ter muito cuidado para não trocarmos a teologia da prosperidade pela teologia da pobreza. Ambas são nocivas à vida espiritual. Vejamos algumas formas de prosperidade mencionadas na Bíblia:

a) A prosperidade espiritual. A prosperidade espiritual deve vir em primeiro lugar (Sl 112.3; Sl 73.23-28). Entre outras preciosas bênçãos, inclui: a salvação em Cristo; o batismo no Espírito Santo; o nome escrito no Livro da Vida e a herança com Cristo (Rm 8.17; Ef 1.3).

b) Prosperidade em tudo. As bênçãos materiais prometidas a Israel no Antigo Testamento estavam condicionadas à obediência a Palavra de Deus (Dt 28.1-14), e não à “confissão positiva”. Da mesma forma, o Senhor tem prometido muitas bênçãos à Igreja, porém, todas elas dependem de nossa submissão às Sagradas Escrituras (Sl 1.1-3; Dt 29.29). Isso não significa, necessariamente, que o cristão enfermo e que passe por necessidades materiais seja infiel a Deus, pois a prosperidade não se restringe aos valores terrestres e passageiros, mas contempla principalmente os valores eternos (Sl 37.5; Pv 30.7-9).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O restauracionismo e o evangelho da prosperidade material são inovações perigosas que conduzem ao erro.

 

II. INOVAÇÕES E MODISMOS MINISTERIAIS

 

1. A síndrome do “carro novo” (2 Sm 6.1-3). Ao trazer a Arca do Senhor para Jerusalém, Davi não atentou para um detalhe importante: nada poderia ser modificado ou inovado em relação ao modo de lidar com aquele objeto sagrado. A despeito disso, a Arca foi colocada sobre um carro de bois em vez de ser conduzida nos ombros dos sacerdotes. Por que essa atitude, aparentemente normal, não teve a aprovação de Deus?

a) A Arca fora conduzida por pessoas não autorizadas. Os que transportavam a Arca do Senhor não eram divinamente chamados para esse ofício (Nm 1.47-52; 4.1-49). Eleazar, filho de Abinadabe, é que havia sido separado para esse ministério (1 Sm 7.1b).

b) A Arca fora conduzida de forma errada. De acordo com a orientação divina, a Arca deveria ser transportada pelos levitas (Êx 25.14; Dt 31.25; Js 3.3), e não por meio de carros puxados por bois. Aquele carro de bois não deveria fazer parte do cortejo sagrado (2 Sm 6.6,7).

2. O ministério modernizado. Hoje, em muitos lugares, há aqueles que pregam o evangelho, utilizando-se de “carros de bois”, inserindo inovações e modismos contrários aos ensinos da Palavra de Deus. Tais pessoas têm até boas intenções. Todavia, o que elas realmente desejam é adequar o evangelho à cultura secular. Às vezes, não percebem que estão misturando o sagrado com o profano.

Devemos obedecer aos mandamentos das Escrituras de modo irrestrito, sem as muletas da inovação e dos modismos.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O episódio da transferência da Arca apresenta-nos duas advertências: o perigo de querer fazer as coisas sagradas conforme os modismos e o perigo da modernização ministerial.

 

III. INOVAÇÕES LITÚRGICAS

 

1. O evangelho do entretenimento. O evangelho de Cristo não é entretenimento carnal, mas o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). O “evangelho do entretenimento” exalta o homem e não a Deus. Prega-se o evangelho, mas sem as suas exigências; ensina a graça, mas sem a cruz de Cristo (Sl 93.5).

2. A liturgia no culto a Deus. Através dos salmos de adoração a Deus aprendemos que a liturgia deve ser reverente e santa. Assevera-nos o salmista: "Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra" (Sl 96.9; 1 Cr 16.29; Sl 29.2).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

O culto deve ser oferecido a Deus de modo santo, reverente e consciente. Não é para o entretenimento do homem, mas para adorar ao Senhor.

 

CONCLUSÃO

 

É necessário discernir em que direção estamos caminhando. A Bíblia fala de dois caminhos, o da bênção e o da maldição (Dt 11.26), e de duas portas, a estreita e a larga (Mt 7.13). Cuidado com as inovações, pois o que a Igreja de Cristo realmente necessita é de uma constante renovação no poder do Espírito Santo.

 

VOCABULÁRIO

 

Inovação: Ato ou efeito de inovar; introduzir novidade em.
Modismo: Aquilo que está na moda, tendo, portanto, caráter efêmero.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

SOARES, E. Heresias e Modismos. RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é o restauracionismo?

R. É uma inovação teológica, que procura adaptar os ensinos, ritos e costumes do antigo concerto.

 

2. Cite três inovações divulgadas pelo restauracionismo.

R. A guarda do sábado, a circuncisão e as Festas de Israel.

 

3. Em que acreditam os adeptos do evangelho da prosperidade material?

R. Acreditam que todo crente deve ser rico e nunca adoecer.

 

4. O que nos ensina o episódio de Uzá e a Arca da Aliança?

R. Que devemos obedecer aos santos mandamentos da Escritura de modo irrestrito, sem as muletas da inovação e dos modismos.

 

5. O que faz o evangelho do entretenimento?

R. Exalta mais o homem do que a Deus. Prega o evangelho, mas sem as suas exigências; ensina sobre a graça, mas sem a cruz de Cristo.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“Vento de Doutrinas

Muitas doutrinas e práticas, em nossos dias, têm surgido depois de ‘divinas’ visões e revelações, supostos arrebatamentos ao céu ou ao inferno - individuais ou em grupo -, ‘quedas de poder’, contatos com anjos ou espíritos, além de outras experiências no mínimo estranhas.

Há crentes hoje sendo ‘levados em roda por todo vento de doutrina’, porque não aprenderam a guardar a Palavra de Deus acima de tudo (Ef 4.14). Em Marcos 16.17, está escrito: ‘E estes sinais seguirão aos que crerem’. Porém, muitos têm agido como se Jesus tivesse dito: ‘E estes que crerem seguirão aos sinais’. Mas Paulo ensinou, em suas epístolas, que não devemos ir além do que está escrito (1 Co 4.6)”.

(ZIBORDI, C. S. Evangelhos que Paulo jamais pregaria. RJ: CPAD, 2006. p.25.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

O ser humano tem a propensão de aceitar toda e qualquer inovação. Tudo que foge a normalidade - uma vez que não nos tire de nossa zona de conforto parece exercer atração irrestrita. Infelizmente, até mesmo a Palavra de Deus é vilipendiada pela comunidade cristã que, ávida por mudanças, acaba reproduzindo a dinâmica da sociedade consumista, anticristã e ateísta.

Sejamos, porém, como os crentes de Beréia, recebendo a Palavra de Deus de boa vontade, mas sem deixar de ser criteriosos (At 17.11). Pois, alguns sem conhecimento e outros de forma premeditada a torcem, reservando para si a perdição (2 Pe 3.16).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 11: Mornidão espiritual

Data: 17 de Junho de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!” (Ap 3.15).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A mornidão espiritual leva o crente à soberba, à iniqüidade e à apostasia contra Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 16.27

A prestação de contas

 

 

 

Terça - 1 Tm 6.10

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males

 

 

 

Quarta - Lc 12.20,21

Ajuntar tesouros na terra

 

 

 

Quinta - Dt 32.10-15

Esquecer-se de Deus em meio à prosperidade

 

 

 

Sexta - Fp 4.12,13

Sabedoria para viver

 

 

 

Sábado - Hb 4.12,13

A Palavra de Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Apocalipse 3.14-20.

 

14 - E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

15 - Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!

16 - Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.

17 - Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),

18 - aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas.

19 - Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te.

20 - Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvira minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo. Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!

 

INTERAÇÃO

 

“Sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza. Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (1 Tm 4.12-13). É necessário que o educador cristão aprofunde sempre seus conhecimentos bíblicos e tenha uma vida de constante oração, a fim de manter acesa a chama do Espírito em sua vida (1 Ts 5.19). Os dias que antecedem a volta de Cristo são marcados pelo aumento da apostasia. Portanto, é fundamental orientar os cristãos a precaverem-se dos falsos ensinos, do fracasso e mornidão espirituais. Deus quer restaurar aqueles que porventura estão inseridos nessas circunstâncias e deseja usá-lo para este fim.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever as características da mornidão espiritual.
  • Saber as causas e os efeitos da mornidão.
  • Refletir sobre o dever de o crente entregar todas as suas necessidades a Deus.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, é necessário que o aprendizado também conduza o aluno a reflexões pessoais. A igreja de Laodicéia foi reprovada pelo Senhor, mas também foi exortada ao arrependimento. Seus problemas são diagnosticados, mas, ao mesmo tempo, Jesus aponta soluções que, se cumpridas, resultarão em recompensas gloriosas. Portanto, sugerimos que você reproduza em tiras de papel as características do estado de mornidão espiritual descritas adiante. Ao final do tópico dois, com o auxílio do quadro de pregas, apresente as características do crente em estado de mornidão. Sugira aos alunos que façam uma auto-avaliação dos pontos expostos.

 

O CRENTE EM ESTADO DE MORNIDÃO

 

1 - Hesita entre dois pensamentos (1 Rs 18.21; Tg 1.6).

2 - O coração está sempre dividido (Os 10.2a).

3 - Serve ao Senhor parcialmente (2 Cr 25.2b).

4 - É um bolo que não foi virado (Os 7.8b).

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Mornidão Espiritual: “A igreja morna é aquela que transige com o mundo e, em comportamento, se assemelha à sociedade ímpia”. (BEP)

 

Por causa de sua prosperidade material, a igreja de Laodicéia parecia estar vivendo um tempo de grandes bênçãos. Todavia, é severamente repreendida pelo Senhor Jesus: “... porque és morno... vomitar-te-ei da minha boca” (Ap 3.16). O que isto significa? O que é ser morno? O crente frio não mais demonstra interesse pelo Reino de Deus, por estar comprometido com o mundo (Mt 24.12). Mas o que significa ser morno? Este é o tema central de nossa lição. Estudaremos a respeito deste estado de morbidez espiritual, e a receita que Jesus prescreve para se combatê-la.

 

I. JESUS ADVERTE O PASTOR

 

1. Ao anjo da igreja (v.14). O Senhor Jesus não se dirigiu diretamente aos crentes laodicenses, mas ao anjo da igreja - o pastor. Pois ele é o responsável pelo estado espiritual da igreja. Isto não anula, evidentemente, a responsabilidade de cada crente diante de Deus (Rm 14.12). Quanto ao pastor, além de prestar contas de si mesmo ao Senhor, o mesmo fará em relação à igreja que Jesus lhe confiou (Mt 25.21; 1 Pe 5.1-4; Hb 13.17). Ele é o apascentador (1 Pe 5.2) e o vigia do rebanho (Is 21.11), razão pela qual deve ser o exemplo para sua igreja (1 Tm 4.12).

2. Jesus se apresenta à igreja (v.14b). “Isto diz o Amém”. Para a igreja morna, Jesus se apresentou como o “Amém”, ressaltando a fidelidade e a verdade divinas. A igreja de Laodicéia não tinha firmeza de propósitos; era vacilante e sem poder. A ela, Jesus se apresentou também como a “testemunha fiel e verdadeira”. Ele é o modelo invariável e imutável para todos os crentes (1 Ts 1.6; Hb 4.15a).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Jesus dirige-se ao pastor e à igreja morna de Laodicéia como o Amém, ressaltando a fidelidade e a verdade divinas.

 

II. A MORNIDÃO DE LAODICÉIA

 

1. “Eu sei as tuas obras” (3.15). Os crentes de Laodicéia viviam de modo desordenado, carnal e autoconfiante em seus recursos. Não eram contrários ao evangelho, porém não viviam de acordo com a Palavra de Deus. Eram mornos. Aos cristãos laodicenses, o Senhor Jesus iniciou sua mensagem de advertência, declarando que sabia, plenamente, as obras que eram praticadas por eles. Ele vê tudo o que se passa nas igrejas (Mc 4.22).

2. “Que nem és frio nem quente” (3.15b). Laodicéia tornou-se insuportável para Deus. Num realismo surpreendente, o Senhor acrescentou: “Tomara que foras frio ou quente!”. É compreensível que o Senhor deseje uma igreja quente; mas uma igreja fria, parece contra-senso. Isto só é explicável se este último estado for pior do que o anterior.

3. Vomitado por Deus (v.16). Como o crente morno não permite que Deus opere plenamente em sua vida, é vomitado pelo Senhor, segundo a figura usada no Apocalipse. Somente quem já se sentiu rejeitado por Deus pode avaliar como isso é terrível. Davi e Saul, em conseqüência de seus pecados, passaram por situações de abandono por parte de Deus (Sl 51.8,11; 1 Sm 28.6; 16.1).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A mornidão dos crentes de Laodicéia é notada pelos seus atos egoístas, seculares e carnais. Tornaram-se, portanto, desagradáveis e insuportáveis para Deus.

 

III. CAUSAS DA MORNIDÃO

 

1. Apego à prosperidade material (3.17a). A igreja de Laodicéia, localizada num próspero centro comercial, achava-se apegada à riqueza. Ao invés de serem gratos a Deus, aqueles crentes preferiam viver de modo egoísta, secular e carnal. Resultado: a riqueza material era acompanhada de miséria espiritual (1 Tm 6.10).

2. Auto-suficiência (3.17a). A igreja, representada pelo seu pastor, dizia: “... e de nada tenho falta”. Há pessoas que, quando pobres, acham-se apegadas a Deus, à sua Palavra, à igreja. Porém, quando Deus lhes concede prosperidade material, tornam-se egoístas e ingratas. Deixam de dar prioridade à vida espiritual para se envolverem com as coisas materiais, esquecendo-se completamente de Deus e de sua casa.

3. A realidade espiritual de Laodicéia (3.17b). Enquanto os crentes de Laodicéia diziam-se ricos, Jesus chamava-os de pobres: “e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Os olhos de Deus (Ap 2.18) vêem não apenas o exterior, mas o coração de cada um. A igreja havia perdido as riquezas da glória (Ef 1.18) e da graça (Ef 2.7).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A mornidão espiritual em Laodicéia devia-se ao apego à riqueza e à auto-suficiência dos crentes, pois não priorizavam a vida espiritual e se embaraçavam com as coisas deste mundo.

 

IV. A MISERICÓRDIA DE DEUS PARA COM LAODICÉIA

 

1. Miséria espiritual. “E não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (3.17b). Cinco palavras foram suficientes para o Senhor Jesus resumir a situação de extrema penúria espiritual de Laodicéia. Eles julgavam-se ricos. Mas, diante do Senhor, eram miseráveis, pobres e cegos. Nada possuíam. Entretanto, Deus, em sua misericórdia, apontou o caminho para que a igreja saísse da miséria espiritual.

2. Solução para a miséria espiritual. “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças” (3.18a). Na tipologia bíblica, o ouro é símbolo da glória de Deus. No Tabernáculo e no Templo, alguns utensílios eram de madeira, mas revestidos de ouro. É o que Deus requer de nós, obreiros e crentes em geral. Que sejamos revestidos de Deus (Rm 13.14), protegidos com a armadura espiritual (Ef 6.11), plenos do fruto do Espírito Santo (Cl 3.12), da caridade (Cl 3.14). Isso é ser rico para com o Senhor, ainda que, na vida material, experimentemos a carência de recursos.

3. Vestes espirituais de santidade e pureza. “E vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez” (3.18b). Isto significa purificação das vestes espirituais manchadas pela iniqüidade (Zc 3.1-4; Ap 22.14).

O pecado não somente nos mancha as vestes espirituais, como também nos deixa nus diante de Deus. Haja vista o ocorrido com Adão e Eva após haverem desobedecido à voz divina (Gn 3.7-11). Disto concluímos que, tanto espiritual quanto fisicamente, devem os filhos de Deus andar de maneira ordeira e decente conforme recomenda a Palavra de Deus (1 Tm 2.9).

4. Exortação ao arrependimento. “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te” (3.19). O amor de Deus estendeu-se sobre a igreja de Laodicéia, alertando-a quanto ao castigo prestes a abater-se sobre ela caso não se arrependesse: “sê, pois, zeloso e arrepende-te”.

5. Jesus do lado de fora! “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo” (3.20). Jesus estava do lado de fora. Mas, misericordioso como é, continuava a bater até que alguém lhe ouvisse a voz (Ap 3.20). Ele quer restaurar-nos com um grande avivamento. Aleluia! Abramos-lhe, pois, a porta e o convidemos a entrar sem mais tardança.

6. Promessa gloriosa! “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.21,22). De todas as promessas de vitória, dadas às igrejas da Ásia, talvez a que Jesus fez a Laodicéia tenha sido a mais gloriosa. E esta promessa diz respeito a nós também.

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

Jesus exorta os crentes laodicenses ao arrependimento, mesmo estando do lado de fora daqueles corações. Para os contritos, Deus tem promessas gloriosas.

 

CONCLUSÃO

 

A mornidão espiritual causa grande desgosto e pesar ao Senhor Jesus. Chequemos, pois, constantemente a temperatura do nosso coração. É preciso reacender, diariamente, a paixão espiritual por Jesus. As Escrituras afirmam que, um dia, os santos com Ele reinarão (Mt 19.28; Ap 20.4). Então, como ficar morno diante de um futuro tão glorioso? Nunca se esqueça da exortação do Senhor: “O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará” (Lv 6.13).

 

VOCABULÁRIO

 

BEP: Bíblia de Estudo Pentecostal.
Contra-senso: Dito ou fato contrário ao bom senso; absurdo, disparate.
Morbidez: Qualidade ou caráter de mórbido; enfraquecimento doentio.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

HORTON, S. M. Apocalipse: as coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Por que Deus se dirigiu ao "anjo da igreja"?

R. Porque ele é o responsável pelo estado espiritual da igreja.

 

2. Como viviam os crentes de Laodicéia?

R. Os crentes de Laodicéia viviam de modo desordenado, carnal e autoconfiante.

 

3. Como Jesus resumiu o estado espiritual de Laodicéia?

R. Frio e nem quente, desgraçado, miserável, pobre, cego e nu.

 

4. O que a igreja de Laodicéia havia perdido?

R. A igreja havia perdido as riquezas da glória e da graça.

 

5. Qual o significado do "ouro" na tipologia bíblica?

R. O ouro é o símbolo da glória de Deus.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“Laodicéia não é quente nem fria

Aparentemente, os crentes em Laodicéia estavam agindo como se tivessem esquecido quem era Jesus e porque havia Ele morrido. O Senhor Jesus faz-lhes, então, uma advertência muito forte por não serem nem ‘frios’ nem ‘quentes’. Antes de haverem aceitado a fé, eram frios. Ao receberem a Jesus, haviam se tornado quentes - zelosos seguidores do Mestre. Agora, porém, encontravam-se num perigoso estado intermediário - a mornidão espiritual. Não estavam mais desejosos de corresponder ao movimento do Espírito, nem estavam frios o suficiente para perceber quão grandes eram suas necessidades. Além de nada fazerem à obra de Deus, não respondiam ao seu chamado ao arrependimento. Por isso, Jesus deseja que fossem frios ou quentes, pois, assim, poderia fazer alguma coisa por eles”.

(HORTON, S. M. Apocalipse: as coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001, p.57)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

“Deus não tolera uma vida espiritual medíocre. Ele deseja que todos os crentes estejam envolvidos no amor e no serviço. Considere a igreja de Laodicéia. Esta igreja era vaidosa e auto-sufuciente, mas possuía um sério problema - fé superficial, improdutiva e morna. Deus não aceita uma fé morna, pois Ele se enfurece com uma religião que mantém a aparência e que ignora a fé genuína e sincera”.

(Bíblia de Estudo Devocional Max Lucado – CPAD)

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 12: A falta de amor

Data: 24 de Junho de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

É impossível o Cristianismo subsistir sem amor, porque Deus é amor.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Gn 4.8

Contrário ao amor

 

 

 

Terça - Fp 4.8

Pensar no que é amável

 

 

 

Quarta - Lc 10.30-37

O sentido de amar o próximo

 

 

 

Quinta - Ef 5.25

Amor à esposa

 

 

 

Sexta - Tt 2.4

Amor ao marido

 

 

 

Sábado - Jo 13.35

Amor, a marca distintiva do cristão

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 22.34-40; 24.10,12.

 

Mateus 22

34 - E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.

35 - E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:

36 - Mestre, qual é o grande mandamento da lei?

37 - E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

38 - Este é o primeiro e grande mandamento.

39 - E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

40 - Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

 

Mateus 24

10 - Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão.

12 - E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, em função da multiplicação da iniqüidade no mundo, Jesus falou de um esfriamento do amor em escala mundial (Mt 24.12). Muito embora este assunto esteja vinculado aos acontecimentos dos últimos tempos, podemos afirmar que a crescente onda do mal, que se desenvolve desde a queda, tem distorcido a visão das pessoas de tal forma que aquilo que é malévolo parece banal. Isso está ocasionando a insensibilidade e o esfriamento do amor, infelizmente, até mesmo entre os cristãos.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Reconhecer quem é o “seu próximo”.
  • Avaliar-se quanto ao cumprimento do amor cristão.
  • Descrever as características do verdadeiro cristão.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, a fim de estimular os alunos a participarem da aula é importante iniciar a lição inquirindo-os sobre o assunto. Para evitar a dispersão e tornar esse momento mais didático, proponha um Exercício de Reflexão. Reúna-os de dois em dois, distribua folhas de papel ofício e em seguida proponha uma discussão acerca do tema: “As causas da escassez de amor entre os cristãos”. Esse exercício não deve durar mais que três minutos. Para concluir o debate, solicite que cada dupla leia as causas apontadas. Anote na lousa as observações dos alunos e, na seqüência, discuta com eles o que cada um, enquanto membro do Corpo de Cristo, deve fazer para mudar esse estado. Ao finalizar o exercício, ore a Deus para que cumpram as três dimensões do amor cristão: Amar a Deus - sobre todas as coisas -, a si mesmo e ao próximo (Mt 22.37-39).

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Amor: Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem.

 

O adversário, ao longo da História, tem atacado a Igreja do Senhor em várias frentes. Ele tem semeado dissensões entre os santos, gerando o esfriamento do amor, trazendo indiferença e apatia. No entanto, quando o amor divino passa a operar em nossas vidas, demonstramos por atos e palavras que conhecemos a Deus e que somos discípulos de Cristo (1 Jo 4.8). O amor tudo suporta, crê e espera (1 Co 13). Uma igreja onde os crentes demonstram o amor divino, os intentos do Diabo serão sempre frustrados.

 

I. O MAIOR DOS MANDAMENTOS

 

1. Amar a Deus de todo o coração. “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?” (Mt 22.36). Respondendo a um fariseu, Jesus disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração...” (Mt 22.37a). Amar a Deus de todo o coração é um grande desafio para o ser humano, porquanto este foi gerado em pecado (Sl 51.5). Jesus não aceita que o amemos parcialmente; Ele requer que o amemos de todo o nosso coração: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12.30).

O amor a Deus deve ser prioritário no coração de quem procura servi-Lo (Mt 10.37).

2. Amar a Deus de toda a alma e pensamento. A alma é a sede dos pensamentos, das emoções. Na resposta ao fariseu, Jesus enfatizou que o primeiro e grande mandamento é amar a Deus incondicionalmente. Se alguém ama o mundo é porque não tem o amor de Deus (1 Jo 2.15-17). Assim, amar a Deus de toda alma e de todo o coração, é um desafio para todos os que querem viver de modo digno e santo (1 Pe 1.15), não só obedecendo aos mandamentos de Deus, mas também agradando-o em tudo (1 Jo 3.22; Cl 1.10).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O amor a Deus de toda a alma e de todo o coração é o maior de todos os mandamentos.

 

II. O SEGUNDO GRANDE MANDAMENTO

 

1. Amar o próximo como a si mesmo. Jesus complementou a resposta ao fariseu, afirmando que o segundo mandamento, semelhante ao primeiro, é amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22.39). O individualismo e o egoísmo têm dificultado, e até impedido, gestos de amor ao próximo, até mesmo entre cristãos. Quem é o nosso próximo? É aquele a quem podemos ajudar como fez o samaritano que cuidou do viajante semimorto à beira do caminho (Lc 10.30-37).

a) O próximo é nosso familiar. Às vezes, parece mais cômodo fazer o bem a quem está longe do que aos que se encontram sob o nosso teto. Mas a Bíblia manda que amemos e cuidemos de nossos entes queridos. O cuidado com a família é prioritário (1 Tm 5.8). É preciso amar os filhos e que estes amem aos seus pais. Jesus quer salvar toda a família (At 16.31). O esposo deve amar a esposa (Ef 5.25); a esposa deve amar o marido (Tt 2.4).

b) O próximo é nosso irmão em Cristo. Na igreja local, temos uma oportunidade grande de exercitar o amor mútuo (Jo 13.34). “Amar” de forma fingida e parcial não é amar como Cristo nos ama. É preciso amar de todo o coração (1 Pe 1.22), pois o amor é a principal característica do cristão. É a maior prova de que somos discípulos de Jesus.

c) O próximo é nosso vizinho. Há cristãos que estão dispostos a serem missionários na Europa, na China e no Japão. Mas nunca se esforçaram para evangelizar os vizinhos. Eles estão ali, bem próximos. Se não ouvirem falar do amor de Deus, irão para o inferno. A Palavra de Deus exorta: “Livra os que estão destinados à morte e salva os que são levados para a matança, se os puderes retirar” (Pv 24.11). Leia também Ez 3.16-19; 1 Co 9.22.

d) O próximo é o colega da escola ou professor. Muitos acham difícil falar do Evangelho de Cristo aos colegas de escola. No entanto, cada estudante cristão deve ser uma testemunha viva de Cristo. Ele tem por obrigação ser luz do mundo e sal da terra, pois somente assim conseguirá neutralizar o sistema educacional materialista no qual está inserido. Enfim, ele precisa do poder do alto para demonstrar o amor de Deus aos colegas (Mc 16.15; At 1.8).

e) O próximo é o colega de trabalho. Hoje, graças a Deus, há cristãos trabalhando em todos os setores da economia, onde podem, de maneira prudente e sábia, sem atrapalhar o seu desempenho profissional, testemunhar de Cristo aos colegas. A maioria destes jamais adentraria, por si mesmos, pelas portas de uma igreja evangélica. Por isto, carecem de nossa ajuda. Se em nosso coração o amor de Deus for abundante, levaremos muitos deles a aceitar a Cristo como seu salvador e senhor.

f) O próximo é o carente ou excluído social. No mundo, há muitos pobres e miseráveis. Eles estão por aí, nas periferias das cidades e metrópoles. Para os excluídos, não adianta pregar apenas com palavras. É necessário demonstrar-lhes amor através de palavras e obras, prestando-lhes o socorro imediato e, mais adiante, levando-os a se inserirem no meio social como membros produtivos deste. Tiago diz que a fé sem obras é morta (Tg 2.14-17). Não estamos falando de um evangelho meramente social, mas do evangelho que transforma e reabilita o ser humano por completo. Este é um dos maiores desafios do amor.

2. Amar as almas perdidas. Será que amamos realmente as almas perdidas assim como Deus nos amou (Rm 5.8)? O amor só tem sentido quando demonstrado por ações, gestos e atitudes (1 Jo 3.18). Evangelizemos, pois, enquanto é dia. Apoiemos a evangelização nacional e as missões transculturais. Se não pudermos ir ao campo missionário, temos por obrigação orar, contribuir e apoiar os que falam de Cristo aos que vão suspirando sem ter esperança de ver a Deus. Isto é amor. Os campos estão brancos para a ceifa.

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Amar o próximo como a si mesmo é o segundo grande mandamento.

 

III. A MARCA DO CRISTÃO

 

O amor fraternal é, pois, o distintivo fundamental no relacionamento do crente com Jesus.

1. Cristãos que odeiam? Infelizmente, há cristãos que aborrecem e odeiam uns aos outros. Tal comportamento é inaceitável aos olhos de Deus. A “síndrome de Caim”, que é o ódio homicida contra o irmão, tem dominado o coração de muitos que se dizem nascidos de novo. Jesus previu isso: “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-seão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão” (Mt 24.10).

2. Quem aborrece seu irmão é homicida! É uma terrível e assustadora advertência de João, o apóstolo do amor: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1 Jo 3.15). Quem se diz crente, mas se deixa dominar pelo ódio ou amargura contra o seu irmão, não é filho de Deus, pois Deus é amor.

3. O distintivo do verdadeiro cristão. Foi Jesus quem definiu a marca do verdadeiro cristão: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35 - grifo nosso).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

O amor é o que nos distingue como filhos de Deus. Quem não ama ainda não “nasceu de novo”.

 

CONCLUSÃO

 

A iniquidade destes últimos tempos caracteriza-se pelo esfriamento do amor entre os que se dizem cristãos, ocasionando-lhes muitos prejuízos espirituais. Além disso, quem aborrece o seu irmão está em trevas (1 Jo 2.9); é mentiroso (1 Jo 4.20); homicida, e jamais chegará ao céu (1 Jo 3.15). O amor cristão precisa ser demonstrado, no dia-a-dia, para que possamos levar muitas almas ao Senhor Jesus. Sem amor, não se evangeliza, não se faz discípulos e não se realiza a obra missionária. Portanto, lembre-se: O amor entre irmãos é o distintivo de uma vida transformada pelo poder de Deus.

 

VOCABULÁRIO

 

Concessão: Ação de conceder; permissão, consentimento.
Equidade: Igualdade, retidão.
Evangeliquês: Clichês ou palavras comuns aos evangélicos.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

MACARTHUR, J. O poder do sofrimento. RJ: CPAD, 1996.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual o maior dos mandamentos?

R. A Amar a Deus de todo o coração.

 

2. Qual o segundo mandamento, semelhante o primeiro?

R. Amar o próximo como a si mesmo.

 

3. Quem é o nosso próximo?

R. Nosso familiar, irmão em Cristo, vizinho, colega da escola ou trabalho, uma pessoa carente.

 

4. O que é a “síndrome de Caim”?

R. Ódio homicida contra o irmão.

 

5. Qual o distintivo do verdadeiro cristão?

R. O amor fraternal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Devocional

 

“Uma convocação à cortesia

Ao definir as características do amor em 1 Coríntios 13.5, Paulo mostra que o amor não é rude: ‘O amor... não se porta com indecência’, ou ‘O amor não se conduz inconvenientemente’, ou ainda ‘Quem ama não é grosseiro’.

A palavra grega rude significa comportamento vergonhoso ou infame. Um exemplo de grosseria foi observado perante uma corte judicial. Um homem caiu de sua canoa e perdeu a calma. Embora o rio estivesse repleto de famílias em férias, ele poluiu o ar com obscenidades. Algumas das famílias o processaram. Ele alegou: ‘Tenho os meus direitos’.

Deus nos chama a um assunto mais elevado. Não para perguntar ‘Quais são os meios direitos?’, mas o que é amor?”.

(LUCADO, Max. Um amor que vale a pena. RJ: CPAD, 2003, p.66.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

Conforme profetizado pelo Senhor Jesus (Mt 24.12), o esfriamento progressivo do amor não se dá somente por causa da guerra, luta, disputa ou coisas afins. Ele vem também da inércia, apatia e banalização de coisas que deveriam nos indignar. Isso não só no contexto político-social, mas também na igreja. Situações e atos piores do que aqueles pelos quais os reformadores se indignaram - venda de indulgências, justificação pelas obras, venda de terrenos no céu, ocorrem no contexto evangélico. Contudo, a maioria dos cristãos simplesmente encolhe os ombros e diz: “É assim mesmo, Jesus disse que haveria essas coisas”. Essa irresponsável “justificativa” escusa nossa consciência já acostumada pela omissão, mas não acoberta a nossa inércia perante o Senhor.

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 13: A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa

Data: 01 de Julho de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15.57).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A Igreja de Cristo triunfa e sempre triunfará em todos os campos de batalha, vencendo a todos os desafios.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Ef 5.27

A glória futura da Igreja

 

 

 

Terça - At 14.22

A Igreja é provada

 

 

 

Quarta - Ap 3.8

Vencendo pela fidelidade

 

 

 

Quinta - Êx 33.13,14

A presença de Deus

 

 

 

Sexta - 1 Co 15.41-43

A glória da imortalidade da Igreja

 

 

 

Sábado - Ap 12.10,11

O sangue do Cordeiro traz vitória

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Romanos 8.31,32,35,37. Apocalipse 19.11,16; 20.10; 22.13.

 

Romanos 8

31 - Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32 - Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

35 - Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

37 - Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

 

Apocalipse 19

11 - E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça.

16 - E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

 

Apocalipse 20

10 - E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

 

Apocalipse 22

13 - Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, ser salvo em Cristo Jesus e fazer parte do seu corpo místico não isenta-nos de sofrer tribulações, pelejas, emulações, perseguições, etc. (Rm 8.31-39). Pelo contrário! Quanto mais fazemos a obra de Deus com fidelidade, mais afrontas e calúnias se levantam! Contudo, sabemos que a misericórdia e a graça do Senhor são fundamentais para obtermos a vitória em nossa guerra espiritual diária (Ef 6.12). Se não for por Jesus, seremos derrotados logo na primeira oportunidade.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Enumerar as aflições experimentadas pela Igreja.
  • Descrever a vitória final da Igreja.
  • Realizar a vontade de Cristo, para que seja vitorioso.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, após analisarmos as Sete Igrejas do Apocalipse, notamos que Jesus deixou uma promessa de recompensa para as que abandonassem suas práticas pecaminosas. Faça duas colunas em uma cartolina, na primeira, escreva a palavra IGREJA, na segunda, RECOMPENSA. Fixe a cartolina em local visível. Faça sete tiras de papel e, em cada uma delas, escreva o nome das sete igrejas. Em outras tiras, escreva as recompensas prometidas pelo Senhor a cada igreja. Distribua entre os alunos as tiras que contém as promessas. Solicite-lhes que relacionem as promessas às igrejas correspondentes, observando a ordem da primeira à sétima carta.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Vitória: Ato de vencer o inimigo em uma guerra. Triunfo brilhante em qualquer campo de ação.

 

A Igreja foi destinada por Deus para vencer. A Bíblia nos mostra que todas as forças e potestades, que se levantaram, e se levantam contra Ela, serão destruídas pelo Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Para participarmos dessa vitória final, precisamos estar em comunhão com Cristo. Como Jesus em breve voltará, então busque ter uma vida irrepreensível diante daquEle que tem todo poder nos céus e na terra.

 

I. AS AFLIÇÕES EXPERIMENTADAS PELA IGREJA

 

1. Aflições e gemidos.

a) As aflições do tempo presente. Afirma o apóstolo Paulo que “as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Isto significa que, apesar de seus cruéis perseguidores, a Igreja tem triunfado; as portas do inferno não podem prevalecer contra ela.

b) O gemido da criação e da Igreja. Toda “a criação geme”, e nós, também, esperando ”a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.22,23). Todo esse gemer é resultante da tragédia do pecado. O gemido da Igreja cessará quando Jesus vier buscá-la (1 Ts 4.16-18). Você crê no arrebatamento da Igreja? Tem esperança na vida futura? Pode dizer “Maranata”?

c) O gemido do Espírito Santo. O Espírito Santo também geme, ajudando-nos em nossas fraquezas: “porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). O que seria de nós se não tivéssemos a ajuda e a intercessão do Espírito? (Jo 14.16). Não obstante nossas fraquezas, o Senhor nos dará a vitória final (Ap 3.8).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

As atuais aflições da igreja não se comparam com a glória que há de ser revelada no retorno triunfante de Cristo.

 

II. O CÂNTICO DE VITÓRIA DA IGREJA

 

1. Deus é por nós. Paulo indaga de modo incisivo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). O sentido da frase leva-nos a entender que o intuito do apóstolo era afirmar que, “se Deus é por nós”, quem haverá de “prevalecer contra nós?”. Nossa vitória está em nos mantermos submissos a Deus e a sua Palavra.

2. Deus nos justifica. Se formos injustamente acusados, Deus, haverá de nos justificar (Rm 8.33,34). Os inimigos do evangelho estão sempre levantando acusações contra nós; elas porém não têm o menor valor, pois quem nos justifica é Deus. Jesus ressuscitou para estar conosco. Então, quem nos condenará? (Rm 8.1).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O cântico vitorioso da Igreja será entoado no céu, quando estaremos, enfim, livres das tribulações desta vida e teremos a recompensa por nossa submissão a Deus e a sua Palavra.

 

III. NADA PODE NOS SEPARAR DO AMOR DE DEUS

 

1. Quem nos separará do amor de Cristo? (Rm 8.35). Observemos dois motivos apresentados no texto bíblico.

a) Tribulação ou angústia. É motivo para o cristão deixar a Cristo? Jesus, em seu ministério terreno, advertiu: “Tenho vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Tribulações são situações de inquietação, ou de ansiedade, quando se perde o controle da situação. Será que elas são determinantes para o crente fiel abandonar o amor de Deus? Gloriemo-nos nas tribulações (Rm 5.3-5).

b) Perseguição. A Igreja de Jesus nunca deixou de ser perseguida. O que dizer da perseguição legal que procura dificultar a marcha da Igreja? Ou das afrontas no campo da ética e da moralidade? Aliás, a Igreja, como “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15), jamais haverá de silenciar-se quanto à união abominável entre pessoas do mesmo sexo, que é condenada por Deus (cf. Dt 23.17,18; Lv 18.22; Rm 1.24-28; 1 Tm 1.10); à prostituição, tida como atividade profissional em alguns países, ao aborto provocado, à eutanásia e outros crimes. A perseguição pode acentuar-se, mas as “forças do inferno não prevalecerão”.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A tribulação, angústia ou perseguição não são motivos para deter o povo de Deus em sua marcha para o céu. Nada pode separar o crente fiel do amor que o une a Cristo.

 

IV. A VITÓRIA É NOSSA PELO SANGUE DE JESUS

 

1. Vencendo pelo sangue de Jesus. Diz o texto: “E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está à salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte” (Ap 12.10,11). O acusador será aniquilado para todo o sempre. O golpe fatal foi-lhe desferido por Jesus no Calvário. Nossa vitória, por conseguinte, é resultado de sua morte e ressurreição. Ele é o único que pode garantir a vitória contra Satanás (Rm 8.34-39).

2. Síntese da vitória final. Sabemos que o próximo grande acontecimento, de conformidade com a Palavra de Deus, será o arrebatamento da Igreja. Em seguida, haverá, na Terra, a Grande Tribulação, enquanto que, no céu, terá lugar o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro. Após sete anos, Jesus voltará com os seus santos, em glória, aniquilará todos os poderes, prenderá o Diabo por mil anos (Ap 20.1,2), e lançará o Falso Profeta no “ardente lago de fogo e enxofre” (Ap 19.20; 20.10). Ato contínuo, implantará o seu Reino Milenial, antes de se assentar no Trono Branco, quando instalará o Juízo Final, em que julgará os vivos e os mortos que não tomaram parte no arrebatamento. Antes da instauração do estado perfeito, Satanás, finalmente, será arremessado no lago de fogo onde já se encontram a besta e o falso profeta.

3. A Igreja no perfeito estado eterno. Finalmente, Jesus implantará o perfeito Estado Eterno, em que reinará paz e justiça para sempre. Diz João: “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o Tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.1-3). Querido irmão, Jesus descerá em breve para nos buscar. Você está vigiando em santidade? É chegado o momento de a Igreja mostrar-se cada vez mais santa; sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

O sangue de Jesus garante a vitória da Igreja. Contudo, os cristãos devem se esforçar para estar sempre irrepreensíveis diante de Deus.

 

CONCLUSÃO

 

A Bíblia nos mostra que a História desenrola-se com a permissão de Deus. Os homens pensam que são donos do seu destino, da História e do futuro. Por isso, muitos, julgando-se sábios, voltam-se contra a Igreja. O Diabo, mesmo sabendo que jamais derrotará a Igreja do Senhor Jesus, faz de tudo para obscurecer o brilho de sua vitória. Mas a Igreja triunfará gloriosa, “como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, formidável como um exército com bandeiras” (Ct 6.10).

 

VOCABULÁRIO

 

Aniquilado: Arruinado, destruído, abatido, prostrado.
Intuito: Objeto que se tem em vista; intento, plano; fim, escopo.
Obscurecer: Tirar ou reduzir a claridade; perturbar, confundir, baralhar.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

PITT, J. Quando vem a perseguição. RJ: CPAD, 1993.
KENNEDY, D. J. As portas do inferno não prevalecerão. RJ:CPAD, 1999.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quais são os três gemidos de que fala a lição?

R. O gemido da criação, da Igreja e do Espírito Santo.

 

2. Quando cessará o gemido da igreja?

R. Quando Jesus vier buscá-la.

 

3. Qual o sentido do texto de Romanos 8.31?

R. “Se Deus é por nós, quem haverá de prevalecer contra nós?”.

 

4. Há algum motivo para alguém deixar Jesus?

R. Definitivamente, não há motivo algum para alguém deixar Jesus.

 

5. De acordo com Hb 12.14, qual o requisito primordial para a Igreja encontrar-se com o Senhor?

R. A santificação.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Devocional

 

“O Segredo da Vitória

Em Êxodo 17.8-16, uma vitória espiritual foi ganha sobre os amalequitas. A estratégia e a agressividade de Josué não foram a garantia da vitória. A batalha real foi travada no cume do monte onde Moisés estava. Ele não tinha uma arma na mão, mas sim a vara de Deus. Enfrentou uma batalha espiritual! ‘Quando Moisés levantava as mãos, Israel prevalecia; quando, porém, as abaixava, prevalecia Amaleque’ (v.11).

Não importava quão forte era o exército de Josué: a vitória foi ganha em outra frente de batalha. Moisés, Arão e Hur batalhavam em oração. Quando Moisés ficou cansado, sem agüentar erguer as mãos, precisou de dois amigos - companheiros de oração - para ajudá-lo, ‘assim lhe ficaram as mãos firmes até o pôr-do-sol. E Josué desbaratou a Amaleque e o seu povo ao fio da espada’, (vv.12,13). ‘Assim’ é a palavra-chave. Não dependeu da estratégia de Josué. A vitória veio através da oração contínua. E contra isto a força armada de Ameleque nada podia”.

(PITT, J. Quando vem a perseguição. 3.ed., RJ: CPAD, 1993, p.98.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

“A palavra vigiar tomou um novo significado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Enquanto a América dormitava, as forças do terrorismo enviaram mísseis flamejantes à sua alma. É exatamente assim que trabalha o Terrorista maioral. Portanto, ‘tendo isto em mente, devemos vigiar com toda perseverança e súplica por todos os santos’ (Ef 6.18). Igualmente, Pedro adverte-nos: ‘Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé’ (1 Pe 5.8,9)”.

(HANNECRAAFF, H. A armadura espiritual. RJ: CPAD, 2005, p.120-1.)

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net