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doutrina pentecostal N.5
doutrina pentecostal N.5

                          O  ESPIRITO SANTO E A VINDA DE JESUS 

No mesmo ano em que Daniel Berg foi batizado com o Espírito Santo, encontrou-se com Gunnar Vingren. Os dois conversaram por muito tempo a respeito da convicção que tinham no batismo com o Espírito Santo, nas Sagradas Escrituras e na chamada missionária. Os dois missionários não tinham qualquer dúvida de que Deus os havia unido para um propósito específico. Foi assim, que após quatorze dias de viagem, no dia 19 de novembro de 1910, Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram no Pará. Em 1911, a irmã Celina de Albuquerque é batizada com o Espírito Santo, seguida da irmã Nazaré que ao ser batizada com o Espírito Santo, cantou um hino espiritual. No dia 18 de junho de 1911, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus é fundada. 

Na atual dispensação da graça, o ministério do Espírito Santo aos crentes, prepara-os para o arrebatamento: santificando-os a fim de que agradem a Deus (1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13; Hb 12.14); e, selando-os para o dia da redenção (2 Co 1.22; 5.5; Ef 1.14). Mas, na atual era, o Espírito também ministra aos incrédulos: convencendo-os do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.18), e impedindo a manifestação do Anti-cristo no mundo (2 Ts 2.3-8). No arrebatamento, o Espírito vivificará os nossos corpos mortais, transformando-os à semelhança do glorioso corpo de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.11; 1 Co 15.51-54; 1 Jo 3.2; 2 Co 3.18; 1 Ts 4.16,17). 

O assunto da vinda de Cristo é parte inerente da pregação do evangelho (Mt 24.14). Foi isso que o apóstolo Pedro deixou bem claro no Dia de Pentecostes, na primeira mensagem evangelística registrada na Bíblia (At 2.14-21).

A vinda de Jesus é a nossa sublime e bem-aventurada esperança. O próprio Senhor afirmou que voltaria para levar os seus (Jo 14.3,18; Ap 22.20). 

I. COMO SERÁ A VINDA DE CRISTO 

Segundo as Escrituras, a vinda de Jesus terá duas fases: “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt 2.13).

1. A volta de Jesus para a igreja. Nesta ocasião Jesus levará sua igreja para o céu, num instante e em segredo quanto ao mundo. Nessa primeira fase, ele virá até as nuvens (1 Co 15.52; 1 Ts 4.16,17). Na segunda fase, Ele virá com todos os santos e anjos, descendo sobre o monte das Oliveiras publicamente, repleto de glória e de poder. Nesse momento, livrará a Israel que estará sucumbindo sob as forças do Anticristo, e julgará as nações e estabelecerá com poder e justiça o reino milenial (Zc 14.4; Mt 24.30; Ap 1.7; 19.11-21 a 20.1-6).

No arrebatamento da igreja, Jesus virá para os seus santos; na sua manifestação em glória, Ele virá com os seus (Cl 3.4).

2. A Grande Tribulação. Entre o arrebatamento da igreja e a manifestação pública de Jesus, ocorrerá a Grande Tribulação (Mt 24.21; Ap 6-18), a qual abrange os anos de domínio do Anticristo aqui na terra. O sofrimento aqui será de tal monta que se durasse mais tempo ninguém sobreviveria (Mt 24.21,22). Com base na Bíblia Sagrada, professamos, tal qual atesta o credo oficial das Assembléias de Deus no Brasil, nossa fé no arrebatamento da igreja antes da Grande Tribulação (Ap 3.10; Lc 21.36).

3. A vinda de Jesus, súbita e inesperada. Duas das figuras que Jesus empregou para exemplificar a rapidez e a imprevisão da sua vinda foi a do ladrão e a do relâmpago.

a) A figura do ladrão (Mt 24.42-44; Lc 12.35-40; Ap 3.3). Paulo e Pedro também empregaram esta figura ao doutrinarem sobre a vinda de Jesus (1 Ts 5.2-6; 2 Pe 3.10). O ladrão dos tempos bíblicos agia com muita rapidez; levava só o melhor e deixava o pior; ele não levava tudo o que encontrava no momento, nem avisava a hora que viria; ele agia quando ninguém imaginava, e atacava quando a escuridão era maior. Quando Jesus disse “Eis que venho como ladrão” (Ap 16.15), o sentido é “eis que venho como vem o ladrão”, como está detalhado acima. Ver também Lc 12.45,46.

b) A figura do relâmpago (Mt 24.27; Lc 17.24). No Antigo Testamento, o relâmpago estava relacionado aos juízos divinos (Ez 1.14; Hc 3.11; Zc 9.14; Ap 11.19; 16.18), mas, em o Novo Testamento, encontramo-lo como símbolo de advertência e acontecimento repentino (Lc 17.24). Tão inesperado como o relâmpago, será a vinda do Filho do Homem. Portanto, sua vinda será inesperada como um soberano que retorna para proceder à prestação de contas da administração dos seus servos (Mt 24.45-51) ou súbita, como o foi à chegada do dilúvio (Mt 24.36-39).

 

II. SINAIS DA VINDA DE CRISTO 

Assim como houve sinais precursores da primeira vinda de Jesus, como o sinal da estrela (Mt 2.2; Nm 24.17), e, o sinal do arauto (Ml 3.1; Mc 1.2,3), haverá também sinais indicadores de sua segunda vinda. Vejamos alguns desses sinais.

1. O derramamento do Espírito na igreja em escala mundial (At 2.16,17; Jl 2.28). Com este sinal vem também a operação de milagres e prodígios, a dinamização e expansão do evangelho e o avanço da obra missionária. Através dos séculos, o Senhor nunca deixou de derramar o Espírito Santo sobre o seu povo, ora mais, ora menos. Mas a partir de 1901, o derramamento do Espírito Santo tem sido cada vez maior, fato que o nosso país é testemunha.

2. A Multiplicação da ciência e da tecnologia (Dn 12.4). Observe que é a multiplicação da ciência e não da sabedoria. Esta vem diminuindo sempre e em toda humanidade através dos anos. Sabedoria é discernimento, equilíbrio, maturidade, prudência, sensatez; é escolher sempre o bem e rejeitar o mal. A sabedoria está em falta nesta era da ciência e do conhecimento.

3. O ressurgimento da nação de Israel (Mt 24.32). Israel já sofreu várias dispersões nacionais. A pior de todas ocorreu após a queda de Jerusalém sob os romanos, já na era cristã, quando os judeus foram proibidos, sob pena de morte, de retornar a Israel. Em 1897, teve início o cumprimento desse sinal com o surgimento do movimento Sionista sob Theodore Herzl, quando então, os judeus começaram a regressar à sua terra. Em 1948, sob a égide das Nações Unidas, foi criado o Estado de Israel, e o movimento de retorno tem sido contínuo desde então (Is 27.12; 11.12; Ez 37.1-10; Am 9.14,15).

4. A proliferação na igreja da falsificação da verdade (2 Pe 2.1,2). Esse sinal da volta de Cristo envolve os falsos doutores na igreja, para assim tornar o engano mais sutil, atraente e convincente.

5. O surgimento disfarçado e embrionário do antigo Império Romano. Isso através do Tratado de Roma feito em 1957, originando o Mercado Comum Europeu, que na sua evolução é hoje a União Européia. É a plataforma do futuro governo mundial do Anticristo.

 

III. PROPÓSITOS DA VINDA DE JESUS 

1. Levar a sua igreja para o céu. “E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14.3; 1 Ts 4.17; Jo 17.24).

2. Julgar e recompensar a todos — salvos e perdidos. “Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras” (Mt 16.27; Ec 12.14; 2 Co 5.10; Ap 20.12,13; 22.12).

3. Estabelecer o seu reino milenial na terra. “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos” (Ap 20.6;1 Co 15.25-28).

4. Aprisionar e julgar a Satanás e seus agentes. “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos” (Ap 20.2,10; Mt 25.31; 2 Pe 2.4; Jd v.6).

Quando a última trombeta soar, Deus, através do Espírito Santo, ressuscitará os mortos em Cristo (Rm 8.11,23) e transformará os santos vivos, levando todos ao encontro do Senhor nas alturas (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.16,17). O Espírito Santo já vivifica os nossos corpos mortais agora, mas o fará em plenitude noutra dimensão no arrebatamento da Igreja (2 Co 3.18; 1 Jo 3.2,3).

 

“A Brincadeira Acabou

É tempo de parar de brincar de Igreja! Muitas igrejas estão brincando de monopólio. O vencedor deste jogo é determinado por quanto dinheiro e propriedades a igreja pode adquirir. Orçamentos, prédios e ônibus são caminhos para marcar pontos.Outras igrejas estão brincando de deus da colina. Quem mais pisar no próximo para alcançar o topo, declara-se o vencedor.Ainda outros estão brincando de busca trivial. O vencedor é definido pela recordação de fatos obscuros sobre a Bíblia, que até agora não mudaram vidas. Eles cruzam todos os esses, pontuam todos os acentos, mas escrevem erradamente a palavra.

Há outros incontáveis jogos que hoje distraem as igrejas. Mas vencê-los não é o que determina o êxito do povo de Deus. Todos estes jogos ocorrem quando a igreja está desprovida do item principal — Reavivamento. Não é hora de brincar de Igreja” (LAWSON, S. J. As sete igrejas do Apocalipse. 5.ed., RJ: CPAD, 2004, p. 206.) 

 

CONSERVANDO O PENTECOSTES

 

 Daniel Berg, pioneiro da obra pentecostal no Brasil, nasceu no dia 19 de abril de 1884, na cidade de Vargon, na Suécia. Em 1899, converteu-se na Igreja Batista sueca e foi batizado nas águas. Em 25 de março de 1902, Berg desembarcou em Boston a procura de novas oportunidades de emprego. Quando estava em Boston soube que um de seus amigos de infância, L. Pethrus, recebera o batismo com o Espírito Santo. A convite de sua mãe, Berg viajou até a Suécia para encontrar-se com Pethrus. Depois do encontro, ao regressar aos Estados Unidos, em 1909, Daniel Berg orou insistentemente a Deus pedindo o batismo com o Espírito Santo. Antes de chegar ao seu destino, Deus ouviu a oração batizando-o com o Espírito Santo. 

A cidade de Sardes, uma das maiores do mundo antigo, foi fundada em 700 a.C. Era a capital do reino da Lídia e possuía legendária riqueza. Sardes era sinônimo de opulência, prosperidade e sucesso. Localizava-se na junção de cinco principais estradas, formando um grande centro comercial. Era conhecida, principalmente, pela confecção de lã. Segundo a história, Artêmis, era considerada a padroeira da cidade e, seu culto, era fundado na reencarnação. Devido à posição geográfica da metrópole, era considerada uma fortaleza imbatível. Mas, Ciro, rei dos medo-persas, aproveitando-se da distração dos guardas da cidade, a sitiou e conquistou. Em fins do primeiro século, Sardes era apenas uma sombra de sua antiga glória, confirmando a mensagem de Jesus que disse: “Tens nome de que vives e estás morto” (Ap 3.1). 

A leitura bíblica em classe da presente lição trata da igreja de Sardes, cidade que no passado foi capital da província romana da Lídia, na Ásia Menor. Aquela parte do mundo foi conquistada pelos romanos em 133 a.C. Sardes, cujo nome significa “renovação” ou “os que escaparam”, era uma cidade populosa, muito rica, luxuosa e que desfrutava de grande prosperidade material. Tinha uma avançada indústria metalúrgica, muitas minas de ouro e fontes de águas termais. Boa parte do seu desenvolvimento vinha da mão de obra gratuita de milhares de escravos em todas as atividades da região.

Relata a história que em Sardes viveu o homem mais rico do mundo: Creso, rei da Lídia. A grande riqueza de Sardes, bem como a soberba do seu povo, duraram muito tempo, cumprindo-se ao pé da letra o que está escrito em Pv 11.28. Sob o ponto de vista profético, o período da história da igreja que correspondente a Sardes é o que vai de 1517 a 1750, segundo os eruditos da Bíblia. Lembremo-nos que o Apocalipse é um livro profético (Ap 22.18,19).

 

I. A CONDIÇÃO ESPIRITUAL DA IGREJA DE SARDES (v.1) 

Segundo o relato bíblico (vv.1-6), Sardes era uma igreja que aparentava vida exterior (“tens nome de que vives”), mas espiritualmente estava morta, como diz o final do versículo 1. Há na Bíblia duas coisas que nos deixam maravilhados: sua franqueza e imparcialidade. Só Deus podia ter um livro assim.

1. “Ao anjo da igreja”. Trata-se do pastor da igreja. Neste texto, o termo anjo no original, significa mensageiro. Em Lucas 7.24, a mesma palavra é traduzida por “mensageiro”; e, em Tiago 2.25, refere-se aos emissários de Josué, que Raabe escondeu em sua casa (Hb 11.31). Disse o Senhor ao anjo da igreja de Esmirna: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (2.10). Ora, os anjos não morrem, nem a Bíblia fala de recompensa para eles, pois sua esfera de trabalho diante de Deus nada tem de semelhante com a do homem. Em muitas igrejas por aí, seus pastores foram os primeiros a perder o rumo e o nível do equilíbrio; estão sem visão, como o pastor de Laodicéia e o seu rebanho (Ap 3.18).

2. “Aquele que tem os sete Espíritos de Deus”. Trata-se do Espírito Santo na sua total perfeição, dignidade, poder e operação. É também o Espírito na sua ação vivificadora (ver Is 11.2; Ap 1.4; 4.5; 5.6). O número sete, por conseguinte, fala de plenitude e perfeição. Logo, as “sete igrejas da Ásia”, consistem numa só (1.4).

Sardes é a única das sete igrejas, à qual Jesus menciona “os sete Espíritos”. Isto significa que, mesmo quando uma igreja está decadente e sem vida, o Espírito Santo quer comunicar vivificação (Jo 6.63), restauração e reavivamento a fim de fazê-la retornar ao seu primeiro estado.

3. “Tens nome de que estás vivo, e estás morto”. O estado de morte espiritual da igreja de Sardes torna-se mais evidente ante a apresentação de Jesus como “aquele que tem os sete Espíritos de Deus”. Isto representa a vida e o fervor espiritual não apenas fluindo, mas transbordando, pois a fonte divina está a correr (Jo 7.37-39).

O modo distinto como Jesus dirigiu-se às sete igrejas revela muito do estado espiritual de cada uma delas; das suas necessidades, oportunidades e responsabilidades diante de Deus e do mundo.

Sardes era uma igreja rica materialmente, mas pobre espiritualmente. Que lástima! A luta intensa e insensata para a obtenção de riqueza, tem esfriado a fé na vida de muitos crentes, que depois de enriquecerem não têm mais sossego, como está escrito em Eclesiastes 5.12. Não há pecado em ser rico, desde que sempre dependamos de Deus e vivamos para Ele.

 

II. CONSELHOS E ADVERTÊNCIAS PARA A RENOVAÇÃO (vv.2,3) 

1. “Sê vigilante e confirma o restante”. Há sempre um remanescente fiel que não se conforma com a situação. Deus nunca ficou sem testemunho, nem mesmo nos terríveis dias que antecederam o Dilúvio e no período do baalismo em Israel; época em que quase toda a nação sucumbiu em razão de sua idolatria (1 Rs 19.18; Rm 11.4). Sempre houve e haverá aqueles que são fiéis ao Senhor em toda e qualquer situação e que gemem no Espírito por uma igreja mais unida, poderosa, santa, e adoradora. Na igreja de Sardes havia um grupo assim.

2. “Não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus”. Isto também pode referir-se profeticamente e, em segundo plano, ao movimento da Reforma iniciado por Lutero em 1517. As obras não “perfeitas” podem representar as lacunas e dissensões internas entre os reformadores e as novas denominações cristãs. De fato, para quem está morto espiritualmente (v.1), suas obras não terão aprovação divina. É só examinar a história eclesiástica, bem como o que se passa nos dias atuais na igreja.

3. “Lembra-te do que tens recebido e ouvido, e guarda-o”. A igreja de Sardes estava vivendo em desobediência consciente à Palavra de Deus. Desobedecer ao Senhor como um ato isolado já é ruim; imagine alguém viver em rebeldia consciente. Isto é tentar a Deus.

Certamente aquela igreja tinha adotado um modelo de vida à moda deles, onde cada um fazia o que desejava, sem consultar a vontade do Senhor. Por isso, Jesus adverte: “Virei a ti como um ladrão”; isto é, de repente, inesperadamente, e para perda de algo. O julgamento à que se refere este versículo pode ser para o presente e não apenas para o futuro, como em 2 Co 5.10; Rm 14.12.

4. “Arrepende-te”. O arrependimento bíblico não é só mudança de coração, mas também de conduta, e deve acompanhar o crente em toda a sua vida. O cristão deve arrepender-se como filho; não como ímpio. 

III. PROMESSAS AOS CONSERVADORES E VENCEDORES (vv.4,5)

 

1. “Alguns que não se contaminaram”. Neemias fala de judeus que se casaram com mulheres ímpias (Ne 13.23,24), cujos filhos não conseguiam falar bem a língua judaica. Espiritualmente é o que acontece quando um crente não apenas se mistura com os ímpios, mas comunga com eles. É o contágio pela mistura. A Bíblia sempre está a nos prevenir sobre isso (Sl 1.1; 1 Pe 3.11; 2 Co 6.17). A respeito dos que não se contaminaram, Jesus afirma que com Ele “andarão de branco”. Isto é, viverão em justiça e retidão (Ap 6.11; 19.14).

2. “O que vencer”. Isso significa que a vida do cristão está situada num campo de batalha espiritual, contra as hostes de Satanás. Nenhum crente pense que está isento de ciladas e ataques do Inimigo (Ef 6.11-18; 2 Co 2.11; Sl 18.2).

3. “De maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida”. O Rev. Gortner, assim se expressa sobre esta frase: “Na cidade de Sardes havia um extenso pergaminho com os nomes dos cidadãos que se destacavam como benfeitores e heróis defensores da cidade e dos seus cidadãos. Esse registro era um sinal de grande honra para eles. Caso um desses homens viesse a cometer algo desonroso e reprovável, seu nome era retirado desse rol de honra e mérito, isto é, do pergaminho.” Para os crentes de Sardes, palavras como as do v.5, eram bem compreendidas.

 

IV. DESAFIO AOS FIÉIS CONSERVADORES (v.6) 

A Bíblia afirma: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. “Ouvir” não se refere apenas ao ato da percepção dos sons, mas de obedecer ao que Deus ordena na sua Palavra. O púlpito não deve ser simples tribuna de oradores, nem o pregador um simples animador de auditório. O essencial é que o fogo do altar de Deus — o fogo do Espírito — , esteja aceso no altar da nossa vida. Enquanto formos pequenos em nós mesmos, Deus nos elevará para o seu serviço e o seu louvor. Devemos pregar, como pentecostais conservadores, o evangelho na sua plenitude (Rm 15.29), isto é, que Jesus salva o pecador; batiza com o Espírito Santo; cura os enfermos e faz maravilhas; e breve virá.

 

V. A CONSERVAÇÃO DO VERDADEIRO PENTECOSTES 

Assim diz a prescrição bíblica, “Não apagueis o Espírito” (1 Ts 5.19). Na Lei havia apagador de fogo (Êx 25.38), mas nesta dispensação da multiforme graça de Deus, não. A conservação do Pentecostes vem pela constante renovação espiritual do crente. Tito 3.5 fala de regeneração e renovação do Espírito Santo. Ver At 4.8,31; 6.5; 7.55; 11.24; 13.9,52; 2 Co 4.16; Ef 4.23; 5.18; Cl 3.10. Em todas estas referências há uma mensagem de renovação espiritual. Quem procede segundo a natureza carnal, precisa de renovação do Espírito Santo: “tendo começado pelo Espírito, acabais agora pela carne?” (Gl 3.3).

Na carta às igrejas do Apocalipse, Jesus disse sete vezes: “Ouça o que o Espírito diz às igrejas” (2.7,11,17,29; 3.6,13,22). Porque Deus insiste tanto? Certamente, porque quer conduzir sua igreja em todo tempo, coisas e circunstâncias.

ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2003.
LAWSON, S. J. As sete igrejas do Apocalipse. 5.ed., RJ: CPAD, 2004. 

 

“O Passado de Sardes

A igreja de Sardes havia tido um longo e glorioso passado. Embora ainda fosse um importante centro comercial na época do Novo Testamento, seus dias de glória haviam terminado. A riqueza dessa cidade se originava, em parte, das minas de ouro da região, mas era conhecida, também, pela produção de tecidos e roupas ricamente tingidos. A cidade, destruída por um terremoto no ano 17 d.C, que também afetou a cidade de Filadélfia, foi rapidamente reconstruída com a ajuda de uma generosa verba cedida pelo imperador Tibério.

Como a carta a Éfeso, Jesus é descrito como aquEle que tem ‘as sete estrelas’ (isto é, os pastores, 3.1; cf. 2.1). A adição da frase ‘os sete espíritos de Deus’ é a única entre as sete cartas, embora a mesma frase esteja dispersa ao longo do livro de Apocalipse (1.4; 3.1; 4.5; 5.6).

É bastante plausível que a localização da igreja, em uma cidade tão rica e ilustre, viesse a aumentar a sua reputação (3.1). Infelizmente, a realidade era diferente. A carta exorta a igreja local a despertar (v.2)” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R.Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2003,p.1852).

 

O CULTO 

O termo “culto” tanto no Antigo (’ābad) quanto em o Novo Testamento (latreuō), significa “servir”, “serviço”, referindo-se ao “serviço sagrado oferecido a uma divindade” (Êx 20.5; Mt 3.10).

O culto de adoração a Deus é a mais sacra reunião da igreja, em gratidão ao Senhor por todas as bênçãos salvíficas (Sl 116.12,13). A pessoa principal do culto não é o pregador, o cantor, os conjuntos, os obreiros, mas o Senhor Jesus Cristo. A Ele toda glória! (Ap 15.3,4). Portanto, devemos prestar nosso culto a Deus com ordem e decência (1 Co 14.40). Evitando o formalismo do ritual, da liturgia seca e mecânica que impede a ação do Espírito, mas também, fugir da irracionalidade e do descomedimento, que escandaliza e impede a edificação coletiva (1 Co 14.26-40).

 

Estudaremos sobre a liturgia do culto a Deus. Liturgia é o conjunto dos elementos que compõem o culto cristão (At 2.42-47; 1 Co 14.26-40; Cl 3.16). Embora seja possível liturgia sem culto, não há culto sem liturgia (Is 1.11-17; 29.13; Mt 15.7-9; 1 Co 11.17-22). A liturgia, portanto, compreende diversas partes do culto: oração (At 12.12; 16.16); cânticos (1 Co 14.26; Cl 3.16);leitura e exposição da Palavra de Deus (Rm 10.17; Hb 13.7); ofertas (1 Co 16.1,2); manifestações e operações do Espírito Santo (1 Co 14.26-32); e bênção apostólica (2 Co 13.13; Nm 6.23-27).

 

I. O CULTO PENTECOSTAL EM O NOVO TESTAMENTO 

1. Na Igreja em Atos e nas Epístolas (At 2.1-4; Ef 5.19; Cl 3.16). A promessa da efusão do Espírito (Jl 2.28) cumpriu-se no dia de Pentecostes (At 2.16-18) quando, os que estavam reunidos, foram “cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.1-4). Essa experiência pentecostal repetiu-se em outras ocasiões: em Samaria (At 8.14-20); na vida de Paulo (At 9.17); na casa de Cornélio (At 10.44-48); e em Éfeso (At 19.1-7). Manifestações espirituais como essas foram acompanhadas do: falar em outras línguas (At 2.4; 19.6); poder (At 8.18,19); exultação a Deus (At 10.46); ousadia, poder e graça na pregação (At 4.31,33) e mensagens proféticas (At 19.6). O culto dos crentes primitivos que, nos primeiros dias da igreja em Jerusalém não se distinguia muito da liturgia judaica (At 3.1), passou a ser dinâmico, espontâneo e com manifestações periódicas dos dons concedidos pelo Espírito Santo (Rm 12.6-8; 1 Co 12.4-11,28-31).

Portanto, a recomendação da Bíblia aos crentes pentecostais é: “Não vos embriagueis com vinho em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).

a) “Enchei-vos do Espírito”. O verbo traduzido por “enchei-vos” traz no original quatro lições importantes: é um imperativo — pois se trata de uma ordem; está no plural — por isso, aplica-se a todos os crentes; está na voz passiva — o que significa que a ação de estarmos cheios do Espírito é atribuição dEle; está no tempo presente contínuo — isto é, designa uma ação constante, contínua, perene. Portanto, pode ser traduzido como “Deixai-vos encher continuamente do Espírito”.

b) Enchendo-nos continuamente do Espírito para cultuar a Deus. Os crentes de Éfeso só poderiam continuar enchendo-se do Espírito, se já estivessem cheios dEle anteriormente. Na verdade, eles já haviam sido batizados com o Espírito, conforme At 19.1-7. Quando o crente é cheio e se mantém renovado pelo Espírito Santo, o culto cristão é caracterizado por: “salmos, e hinos, e cânticos espirituais”.

2. Na igreja em Corinto. Os cultos da igreja de Corinto eram notadamente pentecostais (1 Co 12; 13; 14). Segundo o apóstolo Paulo, nenhum dom faltava a essa igreja (1 Co 1.7). Todas as manifestações espirituais do Espírito Santo tinham lugar ali (1 Co 12.4); as diversidades de ministérios do Senhor Jesus (1 Co 12.5); e, as diversas operações do próprio Deus (1 Co 12.6).

No entanto, a igreja estava envolvida em diversas dissensões e litígios (1 Co 1.10; 6.1-11; 11.18), pecados morais graves (1 Co 5), e desordem no culto de adoração a Deus (1 Co 11.17-19). Outrossim, os crentes eram imaturos e carnais (1 Co 3.1-4). A desordem era tal que o próprio culto tornou-se um entrave para o progresso espiritual dos crentes.

 

II. CAUSAS DA DESORDEM NO CULTO EM CORINTO 

1. Dissensão ou partidarismo (1 Co 11.18; 1.10-13; 3.4-6). “Ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões”. O termo “dissensões” empregado em 1 Co 11.17 e 1.10 descreve a destruição da unidade cristã por meio da carnalidade. Em vez de gratidão a Deus, para promover a comunhão uns para com os outros e “guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.3), os crentes reuniam-se para o culto com “espírito faccioso”.

2. Carnalidade (1 Co 3.1-3). “Não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais” (v.1). Havia membros da igreja de Corinto guiados e cheios do Espírito Santo (1 Co 1.4-9; Rm 8.14), mas muitos eram carnais (v.1). Carnal é o crente, ele ou ela, cuja vida não é regida pelo Espírito (Rm 8.5-8); que tem muita dificuldade de entender os assuntos espirituais (1 Co 2.14) e, vive em contendas, difamações. A mente e a língua do carnal é malfazeja até durante o sono. Ver Rm 8.5; Gl 5.19-21; Pv 4.16. Esse tipo de crente é uma perturbação no culto de adoração a Deus.

3. Intemperança (1 Co 11.21). Na liturgia da igreja primitiva era comum a Ceia do Senhor ser precedida por uma festividade chamada de agápe ou festa do amor (2 Pe 2.13; Jd v.12). No entanto, alguns crentes coríntios em vez de fortalecerem o amor e a unidade cristã antes da Ceia do Senhor, embriagavam-se. Os ricos comiam de tudo, enquanto os pobres padeciam de fome (v.21). Isso alguns faziam “para sua própria condenação” ou castigo (v.29). Esses cristãos cometiam o erro de transformar uma festa espiritual, o culto, em uma festa profana. Veja as conseqüências disso nos vv.30,31.

4. Ignorância concernente os dons espirituais (1 Co 12.1; 14.26-33). A manifestação dos dons espirituais é “dada a cada um para o que for útil” (1 Co 12.7). O propósito de Deus neles é a edificação, consolação, exortação, crescimento espiritual e aperfeiçoamento do Corpo de Cristo (1 Co 14.3, 26; Ef 4.11-14; Rm 12.4-8). Mas, para que assim seja, é necessário que haja sabedoria, ordem e decência quanto ao uso dos mesmos (1 Co 12.1; 14.40). O crente não é proibido de falar em línguas, nem o profeta de profetizar no culto (1 Co 14.39), contanto que seja conforme a doutrina bíblica (1 Co 14.12,19,26,39). A expressão-chave do ensino contido em 1 Co 14.26-40 é: “Faça-se tudo para edificação”(v.26). “Edificação” quer dizer “construir como um processo”, ou seja, crescimento sólido, gradual, uniforme e constante na vida do crente. Os cristãos de Corinto ignoravam o propósito evangelístico e edificador do culto na vida espiritual do crente (1 Co 14.23-25), pois exibiam vaidosamente seus dotes espirituais, provocando balburdia e dissensões (1 Co 14.27-30).

 A Bíblia recomenda que todos, pelo Espírito Santo, falem em línguas e profetizem (1 Co 14.5), mas que também exerçam os dons espirituais com sabedoria, ordem e decência (1 Co 14.26-33,37-40), afim de que o nome do Senhor seja glorificado (1 Co 14.25), o incrédulo seja convertido (1 Co 14.22-25) e a igreja edificada (1 Co 14.26). 

ANDRADE, C. C. Manual do Superintendente da Escola Dominical. RJ: CPAD, 2000.

 

 “Direção do Culto

Todos sabemos que o culto divino deve ser orientado pelo Espírito Santo, e consideraríamos uma temeridade se houvesse nestes escritos a pretensão de tomar para o homem prerrogativas que são exclusivas do Senhor. Cabe-nos, no entanto, dizer que o Espírito de Deus usa, para todos os atos que se praticam na igreja, o homem que se coloca à sua disposição. É maravilhoso notar que somos instrumentos do Espírito, e é do agrado do Senhor que seus servos estejam devidamente informados sobre qualquer procedimento nas atividades que a cada um têm sido conferidas.

A direção de um culto, cabe prioritariamente ao Espírito Santo, mas a participação humana é indispensável. O elemento humano na direção de um culto a Deus precisa estar primeiramente em sintonia com o Espírito Santo.

Dirigir um culto requer muita responsabilidade, porque, neste ato, se está trabalhando com matéria prima do Céu, alimento do Céu, que se distribui com os famintos espirituais. A meta de quem dirige um culto nunca pode ser a de cumprir um anseio humano nem de encontrar uma oportunidade para expor os frutos do eu e da vaidade, mas, sim, fazer tudo para glorificar o nome do Senhor” (OLIVEIRA, T. R. Manual de cerimônias. 22.ed., RJ: CPAD, 2005, pp.16-7). 

Embora muitos tenham se oposto ao movimento de renovação espiritual da Rua Azusa, o poder do Espírito manifestava-se profusa e poderosamente. O avivamento da Rua Azusa ainda hoje é considerado por muitos historiadores da igreja e do movimento pentecostal, como o “avivamento que acendeu a fogueira mundial do Pentecostes no século XX”. Entre os que estavam presentes naquelas reuniões pentecostais, destaca-se a sra. Maria Woodworth Etter. Procedente de um lar desajustado, aceitou a Jesus com a idade de 13 anos, e foi batizada com o Espírito Santo e com fogo enquanto pregava na Igreja dos Discípulos. W. Etter, fundou duas igrejas; sua pregação inflamada fazia-se acompanhar por milagres, curas, visões, profecias, línguas e libertações. Foi poderosamente usada por Deus para demonstrar que o poder do Espírito está tão atuante nos dias de hoje quanto na época dos apóstolos. 

A palavra renovar e seus derivados (renovação e renovo), quando usadas no contexto salvífico do Antigo e Novo Testamento, referem-se a uma completa e total ruptura com a natureza pecaminosa, e a um viver tão repleto da graça de Deus, que é considerado um novo nascimento (Sl 51.10; 103.5; Rm 12.2; Tt 3.5; 2 Co 4.16; 5.17; Cl 3.10; Gl 6.15; Ef 4.23). No hebraico hādāsh, quer dizer “renovar”, “restaurar”, “reparar”, “concertar”. Nesse sentido, o termo é empregado com o sentido de “tornar ao estado original” (Lm 5.21). À luz da teologia do Novo Testamento, o sentido de hādāsh tem evidente paralelo com o texto de Efésios 4.23,24: “E vos renoveis no espírito do vosso sentido, e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade”. 

Há vários fatores que ocasionam o envelhecimento ou a decadência espiritual. Os mais comuns são a rotina, a imaturidade, a frieza, o descaso e, por fim, a estagnação da vida cristã. Há crentes que perdem o entusiasmo e o fervor dos primeiros dias de fé; acostumando-se a uma vida sem poder, testemunho, oração, consagração e crescimento. Nesta situação, se não houver uma reversão imediata, o crente pode desviar-se dos caminhos do Senhor, o que será ainda pior. Aquele fervor espiritual do início da conversão deveria ser conservado, mantendo assim aberto o caminho da renovação pelo Espírito Santo (Lv 6.13; Jó 14.7-9; Sl 92.10; 119.25; Lm 5.21; Tt 3.5).

 

I. O QUE SIGNIFICA “RENOVAÇÃO ESPIRITUAL” 

Renovar significa “tornar novo”, “recomeçar”, “refazer”, “reaver”, “retornar”. Na renovação espiritual, o Espírito Santo restaura e revigora a obra que anteriormente havia iniciado na vida do crente (Sl 103.5; Rm 12.2; Ap 2.4,5; Sl 51.10; Cl 3.10). Renovar espiritualmente é:

1. Retornar às experiências espirituais do passado. No início da fé cristã, o homem recebe do Senhor, bênçãos extraordinárias que antes da conversão jamais poderia obter: fortificação pela fé em Cristo, certeza de vida eterna, batismo no Espírito Santo, dons sobrenaturais, milagres, comunhão com Deus, santidade, vida cristã vitoriosa e tantas outras maravilhas que acompanham a salvação. O amoroso Pai, tem prazer de, no início da jornada da fé, encher o crente de vida, graça e poder espiritual. Ele nos eleva muito além das experiências puramente humanas.

Todavia, infelizmente, muitos esfriam na fé e perdem o contato com a Fonte da Graça. Só o Senhor, por meio do seu Santo Espírito, pode revigorar aqueles que perderam a força e a altitude das águias (Is 40.28-31).

2. Restabelecer as bênçãos perdidas. É difícil aceitar que o crente possa perder algo que recebera de Deus. Alguém imagina que o Pai Celestial jamais retirará as bênçãos de seus filhos, especialmente as espirituais. Porém, a Bíblia é categórica ao afirmar que, se não cuidarmos bem da nossa vida espiritual, poderemos, sim, perder as bênçãos advindas do Senhor. A Palavra de Deus nos diz que podemos perder o amor (Ap 2.4), a alegria da salvação (Sl 51.12), a fé (1 Tm 6.10), a firmeza em Deus (2 Pe 3.17), o poder (Jz 16.20), e muitas outras coisas. É por isso que somos advertidos a guardar o que temos (Ap 3.11).

Graças a Deus, que pela renovação espiritual, o Senhor nos restaura completamente e torna a dar-nos as bênçãos perdidas (Sl 51.10; Os 2.15; Lm 5.21-23). O Grande Oleiro é plenamente capaz de fazer um novo vaso, com o barro do vaso que se quebrou (Jr 18.1-4).

3. Receber novas bênçãos. As promessas de Deus jamais falham. Em Deus “não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.17; Hb 1.10-12). A conversão inclui grandes e ricas promessas de Deus para a vida do crente, as quais Ele cumpre fielmente. Na renovação espiritual, o Senhor nos dá as bênçãos prometidas que até então não tínhamos recebido (Is 45.3), e nos anima a conquistarmos muito mais (Js 18.3).

Além disso, as beatitudes que Ele nos concedeu no passado, continuarão no presente, porque suas promessas são fiéis para todos os tempos (At 2.39; 2 Co 1.20).

 

II. A NECESSIDADE DA RENOVAÇÃO ESPIRITUAL 

1. A renovação deve ser diária. Assim como o corpo físico revigora-se diariamente, nosso homem interior precisa de constante renovação para manter-se fortalecido e plenamente saudável espiritualmente. Conforme nos orienta a Palavra de Deus, a renovação espiritual deve ocorrer “de dia em dia” (2 Co 4.16).

No tabernáculo, tudo deveria estar sempre pronto a fim de que o culto diário a Jeová nunca fosse interrompido. Os sacerdotes cuidavam para que o fogo do altar nunca se apagasse. A cada manhã, este era alimentado com nova lenha e novos holocaustos (Lv 6.12,13). O mesmo se dava com as especiarias do altar do incenso e o azeite do castiçal. Ambos eram renovados continuamente na presença do Senhor (Êx 27.20,21; 30.7). Da mesma forma Deus quer que nos apresentemos a Ele. Sempre prontos e renovados espiritualmente diante dEle (Fp 4.4).

2. A renovação deve ser consciente e desejada. Precisamos ter consciência da urgente necessidade da renovação espiritual: “...transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” (Rm 12.2). Assim como a chuva cai sobre as plantações, gerando e produzindo fruto (Sl 65.7-13), devemos pedir ao Senhor que envie sobre nós, sua lavoura, uma abundante chuva de renovação (1 Co 3.10; Sl 72.6,7; Os 6.3). Quando essa chuva começar a cair, o Espírito Santo de Deus certamente fará maravilhas, a começar pelas vidas renovadas. Aleluia!

3. A renovação enseja a operação do Espírito Santo.

a) A renovação mantém o crente afastado do mundo. Em Efésios 4.25-31 encontramos uma relação de vícios e práticas mundanas, emanadas do velho homem, que muitas vezes atingem sorrateiramente a vida do crente. Precisamos não somente abandonar, mas abominar estas coisas que entristecem o Espírito de Deus: “Não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as” (v.11). Pela renovação espiritual nos mantemos firmes no processo de despir-se do velho homem e revestir-se do novo (Ef 4.22-24).

b) A renovação aprofunda o crente na Palavra de Deus. Quando somos renovados, nosso espírito é impelido pelas verdades eternas da Palavra (Jo 6.63), e nossa fé cresce abundantemente (Rm 10.17).

c) A renovação dá poder ao crente. “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Is 40.31). No dia de Pentecostes, todos os crentes foram cheios do Espírito Santo (At 2.4). Não obstante, pouco tempo depois foram cheios novamente; do mesmo poder e pelo mesmo Espírito (At 4.30,31).

d) A renovação torna o crente sensível à direção do Espírito. Quando somos renovados ficamos bem atentos à voz do Espírito, para sermos conduzidos e instruídos por Ele (At 16.6,7; 10.19). Se o Espírito Santo conhece todas as coisas em seus pormenores, pode nos guiar com precisão. Só um crente renovado tem sensibilidade espiritual para ouvir e obedecer a voz do Senhor: “... Este é o caminho; andai nele...” (Is 30.21).

 

III. A CONSTÂNCIA DA RENOVAÇÃO ESPIRITUAL 

1. Quem permanece renovado não perde o ânimo. Muitas vezes as lutas e tribulações nos fazem diminuir o passo, reduzir o ritmo de nossa corrida e até pararmos. Para não sermos vencidos na batalha contra o mal, busquemos a renovação espiritual em Cristo. Não podemos parar! Não há espaço para o desânimo: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos” (v.14); “Levantai-vos, e andai, porque não será aqui o vosso descanso” (Mq 2.10; 1 Rs 19.7; Hb 10.38).

2. Os que permanecem renovados, são purificados. Às vezes, perdemos a bênção, por entristecermos o Espírito de Deus (Ef 4.30). Temos de zelar para que as causas desse mal sejam imediatamente removidas. Precisamos alcançar o perdão de Deus mediante a nossa purificação no sangue de Jesus. Isaías confessou o pecado de seus lábios, e foi purificado (Is 6.4-8). O mesmo se deu com o profeta Jeremias (Jr 1.4-10; 20.7-11). Louvado seja o nome do Senhor, que continua perdoando e renovando o seu povo pelo fogo santo!

Em meio a esses difíceis dias que a igreja atravessa, os quais precedem a volta de Jesus, busque uma poderosa e sincera renovação do Senhor para sua vida. Não deixe fora nenhuma área da sua vida. Se você já é batizado no Espírito Santo, peça a Deus uma renovação dessa preciosa bênção. Aproxime-se mais do Senhor! Somente pela renovação espiritual poderemos vencer este mundo. “É já hora de despertarmos do sono (...)” (Rm 13.11).

KEEFAUVER, L. (ed.). Maria Woodworth Etter — Devocional. RJ: CPAD, 2001.

 

 “A Fonte do Poder

‘Sem a alma divinamente vivificada e inspirada, a observância do ritualismo mais cheio de grandiosidade é tão sem valor quanto os movimentos de um cadáver galvanizado’.

Citei esse pensamento, porquanto me levava sem perda de tempo ao assunto em consideração. O que é esse vivificar e inspirar? De que esse poder precisava? Qual a sua fonte? O Espírito Santo de Deus. Sou um cristão que plenamente crê no Credo Apostólico e, por isso, ‘creio no Espírito Santo’.

O que seria de nossas almas sem a graça do Espírito Santo? Tão seca e infrutífera como os campos sem o orvalho e a chuva do céu.

Nos últimos tempos, tem havido muita inquirição a respeito da Pessoa do Espírito Santo. Neste e em outros países, milhares de pessoas têm dado atenção ao estudo desse grande tema. Espero que isso nos leve a clamar por uma maior manifestação do seu poder em toda a Igreja de Deus.

O quanto temos desonrado o Espírito Santo! Quão ignorantes temos sido a respeito de sua graça, amor e presença! É verdade que temos ouvido falar dEle e lido acerca de sua Pessoa, mas pouco sabemos sobre seus atributos, sobre seus ofícios, sobre sua relação para conosco. Temo que, para muitos crentes professos, Ele não tenha uma existência efetiva nem seja tido como uma personalidade da Divindade (At 19.2).

O primeiro trabalho do Espírito é dar vida — vida espiritual. Ele a dá e a sustenta. Se não houver vida, não pode haver poder. Salomão escreveu: ‘Melhor é o cão vivo do que o leão morto’ (Ec 9.4). Quando o Espírito dá esse tipo de vida, Ele não nos deixa desfalecer e morrer, mas constantemente está a inflamar a chama da vida. Ele sempre está conosco. É claro que não devemos ignorar o seu poder e a sua obra”. (MOODY, D. L. O poder secreto. RJ: CPAD, 1998, p.21) 

O avivamento da Rua Azusa foi a centelha que espalhou o pentecostes por todas as regiões. A. C. Valdez, participante do movimento pentecostal em Los Angeles, testemunhou que “muitas vezes ondas de glória vinham sobre a sala de espera e o povo bradava em oração de gratidão ou louvores quando recebia o batismo no Espírito Santo”. Segundo Valdez, era comum o culto passar da meia-noite e entrar nas primeiras horas da manhã. Ali, segundo as testemunhas oculares, dúzias de bengalas, ataduras, muletas e cachimbos eram postos enfileirados juntos às paredes do galpão. Muitas pessoas falavam em línguas, às vezes um santo silêncio vinha sobre o lugar, seguido por um coro de oração em línguas desconhecidas pelos cristãos.

As principais condições exigidas pelas Sagradas Escrituras para que o crente seja cheio do poder do Espírito é não entristecer (Ef 4.30,31), extinguir (1 Ts 5.19), resistir (At 7.51), ultrajar (Hb 10.29) e, mentir ao Espírito Santo (At 5.3). Qualquer um desses pecados desabilita o crente como candidato à plenitude do Espírito de Cristo. A proibição contra essas transgressões sugere que o crente, por seus atos e natureza pecaminosa, tem possibilidade de ofender o Santo Espírito, interferindo assim, na obra do Espírito no crente. Conseqüentemente, a insistência e teimosia do crente em afrontar o Espírito da Graça, podem levá-lo, à semelhança dos cristãos hebreus, ao pecado de apostasia e blasfêmia contra o Espírito (Hb 10.19-39; Mt 12.22-32). 

Os pecados contra o Espírito Santo consistem em palavras, atitudes e atos. Entre os pecados por palavras, acham-se as afrontas verbais e as blasfêmias. As atitudes e atos constam da resistência ao Espírito, e da recusa contínua de se cumprir a vontade de Deus. Contudo, a resistência ao Espírito é o pecado inicial que se comete contra o Consolador. Uma vez cometida esta ofensa, as demais parecerão de somenos importância, visto que o coração do ofensor, afetado terrivelmente pela iniqüidade, considerará o pecado algo comum e corriqueiro.

Lembremo-nos que o Espírito Santo, simbolizado nas Escrituras pela pomba, é muito sensível.

 

I. RESISTÊNCIA AO ESPÍRITO SANTO 

Este pecado contra o Espírito pode ser compreendido pelo modo como Estevão concluiu seu sermão diante dos anciãos de Israel: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo” (At 7.51). O pecado daqueles homens não era um ato isolado, mas contínuo: resistir “sempre” ao Espírito Santo (v.51).

1. O que é resistir ao Espírito Santo. É recusar, de forma consciente, a vontade divina transmitida pelo Espírito Santo mediante a Palavra de Deus e por meio de seu trabalho em nossos corações.

2. O sentido do texto bíblico. O verbo resistir usado por Estevão no original, vai além de uma mera resistência. Significa lutar contra; lutar com agonia; cair em cima. O povo de Israel até hoje sofre as conseqüências disso (1 Ts 2.15,16). O texto em estudo revela que os ouvintes de Estevão lutavam contra o Espírito Santo, empregando nesta peleja, todas as suas forças. Ver Zc 7.12; Gn 6.3; Is 30.1; Ne 9.30; Ez 8.3,6.

Você tem resistido ao Espírito Santo? Israel, o povo de Deus, fez isso por rebeldia contumaz e o Espírito do Senhor tornou-se inimigo deles e passou a lutar contra eles. Que relato terrível e condenatório! (Is 63.10). 

II. AGRAVO AO ESPÍRITO SANTO 

Acostumados como estavam ao culto levítico, e sob perseguição por causa do evangelho de Cristo, os cristãos de origem judaica começaram a deixar a igreja e a retornar ao judaísmo centrado no Templo em Jerusalém. Em Hebreus 10.29, eles são incisivamente exortados a não fazê-lo: “De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?”.

Aqueles irmãos cometeram três horrendos pecados: o de pisar o filho de Deus; o de ter por comum o sangue da aliança; e o de agravar o Espírito Santo. Agravar, como aqui é empregado é afrontar, ultrajar, debochar, zombar, injuriar, insultar com desdém. 

III. ENTRISTECER O ESPÍRITO SANTO 

Na Epístola aos Efésios, exorta-nos Paulo: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção. Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós” (Ef 4.30,31).

1. Tristeza do Espírito Santo. O vocábulo original tem a ver com agravo, dor, aflição, angústia. Diante desta recomendação do apóstolo Paulo, um teólogo asseverou: “O Espírito, que faz os homens experimentarem a verdade, é envergonhado quando os santos mentem uns para os outros e têm conversas vãs”.

2. O que pode entristecer o Espírito Santo. Matthew Henry responde: “Toda conversação maligna e corrupta, que estimule os desejos pecaminosos e a luxúria, contrista o Espírito Santo”. O Espírito Santo também é entristecido quando, desprezando a vontade divina, preferimos seguir nossos desejos e ambições; quando o cristão não reverencia a sua presença manifesta e ignora a sua voz; quando não busca a sua vontade e direção. 

IV. MENTIR AO ESPÍRITO SANTO 

A mentira ao Espírito Santo está categoricamente exemplificada na passagem em que Pedro, pelo Espírito Santo, denuncia a mentira de Ananias e Safira: “Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?” (At 5.3). Vejamos o que significa este tipo de pecado:

1. O sentido da palavra “mentira” em Atos 5.3. Aqui, o termo original corresponde a contar uma falsidade como se fosse verdade. Ananias e Safira, certamente, ensaiaram esta mentira, como pode ser visto no versículo 9.

2. As implicações de se mentir ao Espírito Santo. Quem mente ao Espírito Santo, menospreza a sua deidade; Ele é Deus (vv.3,4). Como a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Isso significa que o Espírito Santo tudo sabe e tudo conhece. Logo, mentir e tentar o Espírito do Senhor (v.9), é testar a tolerância de Deus, isto é, pecar até enquanto Deus suportar. Ver Nm 14.22,23; Dt 6.16; Mt 4.7. 

V. EXTINGUIR O ESPÍRITO SANTO 

Paulo escrevendo aos irmãos de Tessalônica, exortou-os: “Não extingais o Espírito” (1 Ts 5.19). Tem-se a impressão de que aquela igreja, esquecendo-se de seu primeiro fervor (1 Ts 1.2,3,7), tornara-se formalista; sua liturgia começava a extinguir o Espírito Santo. Se por um lado, não podemos concordar com as meninices e fanatismos; por outro, não haveremos de nos conformar ao mero ritualismo, pois sempre resulta na supressão e extinção das operações do Espírito Santo em nosso meio.

1. O que é extinguir o Espírito. O termo traduzido por “extinguir” referente ao Espírito Santo, tem o sentido colateral de apagar aos poucos uma chama, um fogo que está a arder. Portanto, extinguir o Espírito é agir de modo a impedir, suprimir ou limitar a manifestação do Espírito do Senhor. Quando se perde o primeiro amor, extinguimos ou apagamos de nossas vidas o Espírito de Cristo (Ap 2.4).

2. O perigo de se extinguir o Espírito. A extinção das operações do Espírito Santo na vida da igreja quando não é letal, a adoece e debilita, sem que ninguém o perceba. Mais tarde, resta somente a lembrança do passado quando o fogo do céu ardia. Sempre que for detectada a falta de operações do Espírito Santo em nosso meio, devemos clamar a Deus sem cessar por um avivamento espiritual. A extinção do Espírito Santo leva a igreja a mornidão espiritual (Ap 3.14-22).

 

VI. BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO 

1. O que é blasfemar contra o Espírito Santo? Encontrava-se o Senhor Jesus numa sinagoga em Cafarnaum, a sua cidade, quando lhe trouxeram um endemoninhado cego e mudo. Jesus por sua compaixão libertou totalmente o homem possesso. Os fariseus alegaram que Ele operara tal milagre pelo poder do chefe dos demônios. Era o cúmulo do pecado deles contra o Espírito Santo (Mt 12.24). Jesus lhes disse: “Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mt 12.31,32; Mc 3.28-30; Lc 12.10).

Os adversários de Jesus blasfemavam contra Ele e o Espírito Santo, declarando consciente, proposital e seguidamente que Jesus operava milagres pelo poder de Satanás, o chefe dos demônios (Mt 9.32-34; 12.22-24; Mc 3.22; Lc 11.14,15). Com essa blasfêmia, eles estavam rejeitando de modo deliberado o Espírito Santo que operava em Jesus, o Messias (Mt 12.28; Lc 4.14-19; Jo 3.34; At 10.38).

2. A blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável. O ser humano pode chegar a tal cegueira espiritual a ponto de blasfemar contra o Espírito. Ver Mt 23.16,17,19,24,26. A blasfêmia contra o Espírito de Deus é a conseqüência de pecado similares que a precedem, como: (1) Rebelar-se e resistir ao Espírito (Is 63.10; At 7.51); (2) Abafar e apagar o fogo interior do Espírito (1 Ts 5.19; Gn 6.3; Dt 29.18-21; 1 Ts 4.4); (3) Endurecimento total do coração, cauterização da consciência e cegueira total. Chegando o ser humano a este ponto, torna-se réprobo quanto à fé (2 Tm 3.8) e passa a chamar o mal de bem e o bem de mal (Is 5.20). A blasfêmia contra o Espírito do Senhor é imperdoável porque sendo Ele o que nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7-11), e, que intercede por nós (Rm 8.26,27), é recusado, rejeitado e blasfemado. Ver 1 Sm 2.25. 

O Movimento Pentecostal somente poderá lograr bom êxito em qualidade e quantidade se nos mantivermos nos padrões da sã doutrina e revestidos do poder do alto. Poder de baixo, humano, terreno, não temos falta; mas necessitamos sempre do poder do alto, que põe a igreja em marcha (Lc 24.49). É impensável o pentecostalismo sem o Espírito Santo. Portanto, não podemos cometer nenhum pecado contra Ele. Se o fizermos, poderemos comprometer, fatalmente, o nosso destino eterno. Que o Senhor nos ajude a sermos sadios na fé, maduros no entendimento e zelosos na manutenção da chama do autêntico avivamento espiritual.

HODGE, K. A mente renovada por Deus. RJ: CPAD, 2002.
LUTZER, E. W. Deixando seu passado para trás. RJ: CPAD, 2005.
PETHRUS, L. O vento sopra onde quer. 3.ed., RJ: CPAD, 1999.

 

 

“O Pecado Imperdoável

Cristo falou de um pecado imperdoável, mas o que estava querendo dizer? Que pecado é esse? Os fariseus viam os milagres de Cristo e os atribuíam a Satanás. Cristo observou que a conclusão deles era ilógica (Mt 12.31,32). Satanás jamais pensaria em expulsar seus próprios cúmplices. Satanás não expulsa Satanás. Só uma pessoa mais forte do que ele poderia expulsá-lo. O pecado imperdoável foi cometido quando os líderes espirituais colocaram-se entre Cristo e o povo comum que estava desejoso de aceitar os milagres de Jesus, considerando-os legítimos. No contexto do Novo Testamento, esse pecado era o de uma nação incrédula que havia perdido a sensibilidade espiritual e resolvido rejeitar o Messias de Deus. É necessário crer para ser perdoado! Os fariseus que rejeitaram as credenciais de Cristo estavam se excluindo do reino dos céus por incredulidade. [...] Se você está preocupado, pensando que cometeu esse pecado imperdoável, tenha certeza de que não o cometeu. Sua sensibilidade prova que Deus está trabalhando em seu coração. Aqueles que cometem um pecado imperdoável não têm interesse algum no relacionamento com Ele” (LUTZER, E. W. Deixando seu passado para trás. RJ: CPAD, 2005, p.45-6.).

FONTE www.pentecostalteologia.blogspot.com.br