Translate this Page

Rating: 2.9/5 (953 votos)



ONLINE
9




Partilhe este Site...

 

 

<

Flag Counter

mmmmmmmmmmm


// ]]>


lições CPAD familia cristã 2 trim-2013
lições CPAD familia cristã 2 trim-2013

                                                                 Lições Bíblicas CPAD

                                                Jovens e Adultos 

                                           2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

Lição 1: Família, criação de Deus

Data: 7 de Abril de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2.18).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A família é uma instituição divina. Ela é a base da vida social.

 

HINOS SUGERIDOS

 

4, 33, 77.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Gn 2.18

Não é bom que o homem viva só

 

 

 

Terça - Sl 68.6

Deus faz que o solitário viva em família

 

 

 

Quarta - Sl 119.105

A Palavra de Deus guia a família

 

 

 

Quinta - Sl 128.1

O temor de Deus traz bênçãos para a família

 

 

 

Sexta - Gn 12.3

A bênção de Deus sobre as famílias

 

 

 

Sábado - Sl 127.1-5

O Senhor edificando a família

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 2.18-24.

 

18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.

20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.

21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costeias e cerrou a carne em seu lugar.

22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, inicie a primeira aula deste trimestre apresentando o tema geral das Lições Bíblicas e explique que as treze lições analisam a mais importante instituição criada por Deus na face da Terra; a célula mater da sociedade — a família. Fale também a respeito do comentarista, pastor Elinaldo Renovato de Lima, líder da Assembleia de Deus em Parnamirim, RN, professor universitário, bacharel em Ciências Econômicas e autor de diversas obras editadas pela CPAD. O enriquecimento espiritual que lhe advirá do estudo de cada lição será sentido em seu próprio lar e nas famílias de seus alunos. Que Deus abençoe nossas famílias.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Compreender a família no plano divino.
  • Conscientizar-se das consequências da Queda para as famílias.
  • Analisar a constituição familiar ao longo dos anos.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para introduzir a lição, sugerimos que reproduza conforme suas possibilidades a tabela abaixo. Inicie a aula com a seguinte indagação: “Quais são os principais desafios da família atual?”. Ouça os alunos com atenção. À medida que forem falando, preencha a primeira coluna do quadro. Em seguida afirme que muitos são os desafios da família e, por isso, precisamos da sabedoria divina para vencê-los. Logo após faça a seguinte pergunta: “Como podemos vencer esses desafios?”. Ouça as respostas e preencha a segunda coluna do quadro. Esta atividade incentivará a participação ativa dos alunos e a sua aprendizagem.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Família: Grupo de pessoas ligadas por casamento, filiação ou adoção.

 

A família é a mais importante instituição criada por Deus para a sociedade. Neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de tratar de alguns temas que são extremamente relevantes para que tenhamos uma vida familiar bem-sucedida. Nesta primeira lição estudaremos a instituição da família no plano divino, bem como a sua constituição ao longo dos anos. Veremos também as consequências da Queda na vida familiar.

 

I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO

 

1. O propósito de Deus. Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão. Quando acabou de formar o homem, o Senhor disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele” (Gn 2.18). Este texto bíblico nos mostra o primeiro objetivo de Deus ao criar a família. Fica evidente que a célula mater da sociedade foi criada a partir da necessidade humana de ter companhia. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento. Atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros. Por se multiplicar a iniquidade o amor está esfriando (Mt 24.12). Por isso precisamos investir em nosso relacionamento familiar. Podemos dizer que o segundo propósito divino para a criação da família foi fazer dela um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seriam espalhadas sobre toda a Terra (Gn 1.28).

2. Um lugar de proteção e sustento. Um Deus perfeito preparou um lugar excelente para receber a primeira família. O Jardim do Éden era um local especial de acolhimento, proteção e provisão. Adão e Eva tinham tudo de que precisavam para usufruir de uma vida saudável e feliz (Gn 1.29). Eles desfrutavam da companhia de Deus e nada lhes faltava. O propósito do Senhor era que cada família tivesse os recursos suficientes para sua subsistência, pois a escassez e as privações trazem conflitos para as famílias. Porém, com a ajuda do Pai Celeste estes conflitos podem ser sanados, pois o Senhor é o nosso bom Pastor (Sl 23). Deus deseja que cada família tenha a sua provisão diária (Mt 6.11). E da mesma forma que Adão tinha a responsabilidade de cuidar do Jardim (Gn 2.3), Deus deu a você a responsabilidade de zelar por sua família.

3. A primeira família. Deus formou Adão do pó da terra (Gn 2.7). Vendo que o homem não poderia viver sozinho, retirou uma costela de Adão e criou Eva, sua companheira (Gn 2.22). Isto mostra que diante do Todo-Poderoso homem e mulher são iguais na sua essência. Ambos vieram do pó da terra e um dia ao pó tornarão. Após criar a mulher, o Senhor ordenou o casamento, estabelecendo então a mais importante instituição de uma sociedade: a família (Gn 2.24).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão.

 

 

 

II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA

 

1. O ataque do Inimigo. Satanás levou a mulher a desobedecer à voz de Deus. Talvez, de modo suave e envolvente, ele tenha falado: “É assim que disse Deus: não comereis de toda a árvore do jardim?” (Gn 3.1). Eva confirmou a ordem do Senhor (Gn 3.2,3), mas cedeu à tentação do Maligno. Este a iludiu, seduziu e a fez cair no pecado da desobediência (Gn 3.4,5), e Adão seguiu pelo mesmo caminho. O casal poderia ter recusado a sugestão do Diabo, mas não o fizeram, e depois de pecarem, caíram na condenação divina.

Isso nos mostra que a família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído. Porém, Deus é soberano e Senhor, e seus propósitos jamais serão frustrados (Jó 42.2). Da semente da mulher nasceria o Messias, aquEle que esmagaria Satanás (Gn 3.15). O propósito do Inimigo é matar, roubar e destruir, mas Jesus veio ao mundo para destruir os intentos do Maligno (Jo 10.10).

2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar. Qual é a origem dos males que atacam a família? O pecado. A vida familiar de Adão e Eva era perfeita, porém o pecado trouxe a disfunção para o seio da família. Depois da Queda podemos ver sentimentos como o medo, a culpa e a vergonha, perturbando a convivência do casal (Gn 3.3-12). O pecado sempre faz o relacionamento familiar adoecer. Há muitos lares doentes, onde a família deixou há muito tempo de ser um local de acolhimento, proteção e cuidado devido aos pecados não confessados e não abandonados. Essas transgressões causam culpa e separam as famílias da comunhão com Deus.

3. A vida familiar depois da Queda. O pecado de um único homem trouxe consequências terríveis para toda a humanidade. Depois da Queda a vida familiar já não seria mais a mesma. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida à vontade de seu marido. Adão deveria comer agora seu pão diário com dores, pois o trabalho de arar a terra para ter sua subsistência garantida seria bem difícil (Gn 3.17). A Terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18). A morte física também é uma consequência da transgressão do homem (Gn 3.19). Deus ama o pecador, mas não tolera o pecado. Como punição pela desobediência, Adão e Eva, foram expulsos do Jardim do Éden (Gn 3.20-24). A vida no Jardim, antes da Queda pode ser comparada à vida eterna que um dia desfrutaremos no céu. Tudo era bom, pois foi tudo pensado, planejado e criado por um Deus que preza pela excelência. Se tivessem permanecido na obediência, Adão e Eva teriam sido felizes para todo o sempre. Todavia, Jesus Cristo veio ao mundo para resgatar as famílias da maldição do pecado. Cristo se fez pecado por nós, e na cruz levou as nossas iniquidades sobre si (Is 53.4). Isso nos mostra o quanto Deus deseja abençoar nossas famílias.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído.

 

 

 

III. A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS

 

1. Família patriarcal. O modelo familiar com o passar dos tempos está sujeito a mudanças. Já tivemos a família patriarcal, monogâmica, consanguínea, etc. Todavia isso não altera o valor, a importância da família. A família patriarcal é um exemplo familiar onde é permitido ao homem ter diversas esposas. Este modelo é visto em todo Antigo Testamento, mas não era o molde determinado pelo Senhor. Deus o tolerou, porém esta nunca foi a sua vontade. No modelo de família patriarcal o pai (pater) era visto como o senhor da casa e da família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca.

2. A família nuclear (monogâmica). Este foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 13.5).

3. A família na atualidade. A família está inserida dentro de um contexto social e, portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as famílias são eternos e imutáveis (Mt 24.35). Os inimigos e desafios enfrentados pelas famílias na atualidade são muitos, todavia queremos destacar apenas os espirituais. Vejamos os principais inimigos da família na atualidade:

a) A carne. Aqui, referimo-nos à “carne” como a natureza carnal que se opõe ao Espírito Santo e volta-se para tudo o que é contrário à vontade de Deus. Sabemos que há uma luta constante entre essas duas naturezas: a carnal e a espiritual. O apóstolo Paulo experimentou tal luta (Rm 7.15-24). Ela é tão intensa, que pode nos fazer pensar que não há como sair vencedor (Rm 7.24). Mas Deus, em Cristo Jesus, nos dá a solução. Ele nos livra “do pecado e da morte” (Rm 8.1,2). O apóstolo Paulo nos adverte: “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16). A família cristã precisa, na direção do Espírito, combater a natureza carnal. Assim, evitará o adultério, os vícios e todas as mazelas que visam destruí-la.

b) O mundo. Diz-nos o apóstolo do amor: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2.15). Quanto a este ponto não há meio-termo: ou amamos a Deus ou amamos o mundo. Não há a mínima possibilidade de servimos a dois senhores (Mt 6.24). Saiba, pois, que existe vitória para quem escolher amar a Deus. E Ele dará vitória à nossa família a partir da fé que depositarmos nEle (1 Jo 5.4).

c) O Diabo. A Palavra de Deus nos ensina uma única forma de vencermos o Maligno: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Se a família sujeitar-se a Deus e resistir o Diabo, este fugirá, pois o segredo da nossa vitória contra Satanás começa com a nossa submissão a Deus, para que depois, sim, possamos resistir ao Diabo. E quando resistirmos ao adversário, não nos esqueçamos de usar a “armadura de Deus” (Ef 6.10-17), em especial, “o escudo da fé”, com o qual poderemos “apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). A família cristã precisa verdadeiramente crer naquele que a criou e usar a sua Palavra para direcionar suas tomadas de decisões e sua vida espiritual.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Os três maiores desafios espirituais da família são: o mundo, a carne e o Diabo.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje. Porém, é na presença do Senhor que a família garantirá a vitória sobre os desafios da sociedade atual. Busquemos ao Senhor juntamente com toda a nossa casa.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ADEI, S. Seja o Líder que sua Família Precisa. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divina para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1993.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual o propósito de Deus no criar a família?

R. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento.

 

2. O que o Jardim do Éden era para a primeira família?

R. Um local especial de acolhimento, proteção e provisão.

 

3. Qual é a origem dos males que atacam as famílias?

R. O pecado.

 

4. Cite as consequências do pecado para a mulher e para a terra.

R. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida á vontade de seu marido. A Terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18).

 

5. De acordo com a lição, quais, são os principais inimigos espirituais da família na atualidade?

R. A carne, o mundo e o Diabo.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Bibliológico

 

“Criado para relacionamentos

[...] A Bíblia começa nos dizendo que Deus em afinidade — Pai, Filho e Espírito Santo — criou o homem e a mulher para uma vida de relacionamentos mútuos e com Ele (Gn 1.16,17). Ambos refletem a glória de Deus. O homem foi criado primeiro (Gn 2.7), seguido pela mulher, que foi tirada do homem (Gn 2.21-23). A mulher foi criada, porque Deus declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele [ou seja, uma auxiliadora para satisfazer-lhe as necessidades]’ (Gn 2.18).

Mas que necessidade tinha Adão e com a qual não podia lidar no utópico Éden com seu ecossistema perfeitamente equilibrado e a atmosfera livre de substâncias tóxicas? Solidão! Solidão foi a primeira emoção que Adão teve com a qual não podia lidar [...].

Ainda que no frescor do dia Deus viesse conversar com Adão, este precisava de alguém como ele mesmo — outro ser humano —, com quem pudesse se comunicar durante o dia. A mulher não foi criada para ser objeto sexual. Antes, foi criada para ser ouvinte incentivadora e comunicadora dinâmica. Era tão fundamental esse relacionamento, que o casal recentemente formado foi instruído a ensinar seus filhos a deixar pai e mãe e apegar-se aos seus respectivos cônjuges (Gn 2.24)” (CARLSON, R. et al.Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3 ed., RJ: CPAD, 2005, pp.35-6).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Bibliológico

 

“O propósito ou missão do casamento, como Deus designou

Em um mundo onde tudo está se tornando relativo e a felicidade se faz um fim em si mesma, é importante reafirmar que o casamento foi ideia de Deus, desde o início, e Ele o criou para cumprir os seus propósitos, que podem ser resumidos da seguinte maneira:

Oferecer glória a Deus. Não há nada cristão que não se destine a glorificar a Deus. Na verdade, o casamento é uma instituição social da qual evoluíram todas outras estruturas sociais. É importante apreciar a missão do casamento como um meio para honrar a Deus e oferecer louvores ao seu nome [...].

Propiciar companhia para o outro. Um dos propósitos fundamentais do casamento é a companhia [...] (Gn 2.18; Sl 68.8).

Servir, um ao outro. Não somente não era bom que o homem estivesse só, mas ele precisava de uma auxiliar. A intenção do casamento é criar companheiros que satisfaçam as necessidades, um do outro. Cada cônjuge tem necessidades que Deus deseja que sejam satisfeitas no casamento [...].

Procriar uma descendência devota. A função de procriação estava no centro do propósito de Deus, quando criou o primeiro homem e a primeira mulher. Ele lhes ordenou que fossem frutíferos que se multiplicassem e povoassem a terra — algo que nós fizemos muito bem. Mas a missão bíblica de ter filhos vai além do ato físico de ter bebês. Ela pede que as crianças tenham uma criação devota, e o casamento cristão cria a atmosfera ideal, amorosa e carinhosa, para se fazer isso.

Criar a unidade básica de trabalho e serviço. Os casais cristãos devem servir a Deus juntos, criar filhos devotos, manter a casa e servir na igreja e na comunidade [...]” (ADEI, S. Seja o líder que sua família precisa. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, pp.108-09).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Família, Criação de Deus

 

Neste trimestre, trataremos do assunto família, e é importante que, introdutoriamente, tracemos algumas observações iniciais sobre esse tema.

Primeiro, quando Deus criou a família, Ele o fez em um ambiente perfeito: o Éden. A família não foi criada em meio a um ambiente de conflitos, guerras e desgraças, ou de doenças e falta de recursos para provisão. O plano divino era que Adão e Eva pudessem frutificar perto da presença de Deus, e não distante dEle.

Segundo, homem e mulher se complementam. Ambos foram criados com peculiaridades próprias que, quando estão unidos, suprem suas necessidades de afeto, reconhecimento e companhia. Essa complementação foi planejada pelo próprio Deus, por ocasião da criação do casal.

Terceiro aspecto: o lar é um ambiente de proteção e provisão.

Apesar de o mundo desprezar essa prerrogativa, fazendo com que pais abandonem suas esposas e seus filhos, deixando-os à sua própria sorte, o homem foi vocacionado por Deus para ser o provedor da família, e a mulher, para ser a rainha do lar.

Isso não significa que a mulher não possa abraçar uma profissão e ajudar no sustento do lar, mas, sim, que essa segunda vocação, se for escolhida, precisa ser muito bem administrada para não gerar insatisfação ou desestruturar a família.

Quarto aspecto: há um interesse espiritual tanto na preservação da família quando na desestruturação dela. Nosso lar é um campo de batalha onde o Espírito de Deus luta contra Satanás, e nós precisamos ter consciência de que podemos glorificar a Deus com a nossa família. Isso ocorre quando apresentamos a fé cristã aos nossos filhos, quando oramos com eles e por eles, quando damos a eles o exemplo correto de paternidade e maternidade, quando tratamos bem o nosso cônjuge e quando oferecemos um exemplo correto e bíblico de adoração ao Senhor. Por não entenderem essa realidade muitos pais veem seus filhos se afastando de Deus e cedendo espaço para o Inimigo.

Quinto aspecto: é possível ensinar à família a ser submissa a Deus e a resistir ao Diabo.

Ninguém consegue vencer o Diabo sem antes ser submisso a Deus e à Sua Palavra, e não há atalhos para essa vitória. Uma pessoa que resiste aos mandamentos divinos ou os despreza é alvo fácil das ciladas malignas, e isso pode ser ainda mais sério na família do cristão.

É um mito imaginar que seremos vitoriosos quando resistirmos aos ataques do Inimigo se não tivermos o menor interesse de, antes, sermos submissos a Deus e à Sua Palavra.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 2: O casamento bíblico

Data: 14 de Abril de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O casamento é uma instituição divina, sendo constituído pela união indissolúvel de um homem e de uma mulher: monogâmico e heterossexual.

 

HINOS SUGERIDOS

 

186, 192, 210.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Co 7.1,2

Uma mulher, um marido

 

 

 

Terça - Ef 5.25-27

Ao marido: o amor faz sacrifícios

 

 

 

Quarta - Ef 5.22-24

A mulher: participante da mesma missão

 

 

 

Quinta - 1 Tm 3.2

O bispo: marido de uma mulher

 

 

 

Sexta - Gn 2.24

A monogamia é o modelo divino para o casamento

 

 

 

Sábado - Gn 29.21-23,28-31; 30.1-10

A poligamia e as suas tragédias

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 1.27,31; 2.18,20-24.

 

Gênesis 1

27 - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.

31 - E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto.

 

Gênesis 2

18- E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.

21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.

22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, nesta lição você ensinará a respeito do casamento. No decorrer da semana, leia o texto bíblico com atenção e medite na bênção que é o matrimônio. A união entre um homem e uma mulher não é somente para a perpetuação da raça humana, mas para a formação da família, a instituição mais importante de uma sociedade. O casamento tem sido atacado violentamente pelo Diabo. O número de divórcios, até mesmo entre os crentes, vem aumentando. O matrimônio é uma aliança divina, um sacramento indissolúvel. A igreja do Senhor Jesus, como “coluna e firmeza da verdade” deve trabalhar em favor da família, defendendo o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Analisar os princípios da monogamia.
  • Explicar os princípios da heterossexualidade.
  • Conscientizar-se da indissolubilidade do casamento.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para a aula de hoje sugerimos que reproduza o gráfico abaixo em cartolina. Leve-o para a classe e fixe-o em um lugar que poderá ser visualizado por todos durante o período desse trimestre. De acordo com o gráfico, explique aos seus alunos o que a Palavra de Deus ensina a respeito do casamento. Diga que os princípios e propósitos do Todo-Poderoso para o matrimônio não mudaram e jamais mudarão.

 

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O CASAMENTO

 

Gênesis 2.18-24 — O casamento é uma ideia de Deus.

Gênesis 24.58-60 — O compromisso é essencial para um casamento bem-sucedido.

Gênesis 29.10,11 — O romance é importante.

Jeremias 7.34 — O casamento proporciona momentos de imensa felicidade.

Malaquias 2.14,15 — O casamento cria o melhor ambiente para a educação dos filhos.

Mateus 5.32 — A infidelidade quebra o vínculo da confiança, que é a base de todos os relacionamentos.

Mateus 19.6 — O casamento é permanente.

Romanos 7.2,3 — O correto é que apenas a morte dissolva um casamento.

Efésios 5.21-33 — O casamento está baseado nos princípios práticos do amor, não em sentimentos.

Efésios 5.23-32 — O casamento é um símbolo vivo de Cristo e a Igreja.

Hebreus 13.4 — O casamento é bom e honroso.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Casamento: É a união legítima entre um homem e uma mulher.

 

As Escrituras ensinam que homem e mulher foram feitos “à imagem de Deus” (Gn 1.27). Após Deus formar o homem (Gn 2.7), formou também a mulher (v.22). Essa foi a segunda grande decisão divina no tocante à existência da humanidade. Deus uniu o homem à mulher, instituindo assim o casamento, não apenas para a perpetuação da raça humana, mas para a formação do casal e, consequentemente, de toda a família.

 

I. O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA

 

1. Monogamia x Bigamia. A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único) e gamós (casamento), significando um único homem para uma única mulher. Desde o Gênesis, vemos a monogamia como o modelo de união arquitetado por Deus para o casamento e a formação da família (Gn 2.24). Porém, o primeiro registro da bigamia também está no livro dos começos — Lameque, filho de Metusalém (Gn 4.18; 5.25), por razões não explicadas, teve mais de uma esposa (Gn 4.19). Tempos depois, Esaú, filho de Isaque, desobedeceu a Deus e casou-se com duas mulheres heteias (Gn 26.34,35). No primeiro livro de Samuel, temos o caso de Elcana que tinha duas mulheres. O resultado não poderia ser outro: invejas, intrigas e brigas (1 Sm 1.4-8).

2. A poligamia torna-se comum. Abraão incorreu nesse grave erro. Por sugestão de sua mulher, Sara, que era estéril, o pai da fé uniu-se a Agar, serva de sua esposa. Era o concubinato acontecendo na família de Abraão (Gn 16), vindo Ismael a nascer como fruto daquela relação. Transtornos familiares, históricos e espirituais foram inevitáveis naquele clã. Isaque, considerado filho da promessa, casou-se aos 40 anos, com uma esposa escolhida por seu pai, e preferiu viver um casamento monogâmico, honrando Rebeca, sua esposa, e principalmente, honrando ao Senhor.

O Antigo Testamento descreve a poligamia e as suas tragédias na vida de Jacó (Gn 29.21-23,28-31; 30.1-10) e na dos reis de Israel (1 Rs 11.4,7-9).

3. Em o Novo Testamento, a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Certa feita, os fariseus aproximaram-se de Jesus e interrogaram-no se era lícito ao homem repudiar a “sua mulher” por qualquer motivo (Mt 19.3). Note que eles não perguntaram “deixar suas mulheres”. A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (Mt 19.5,6 cf. Gn 2.24). Jesus refere-se apenas a “uma” esposa, e as epístolas fundamentam-se nos evangelhos ao tratar desse tema.

a) Uma esposa e um marido. Não há nada tão claro quanto à monogamia nos ensinos do apóstolo Paulo. Aos coríntios, por exemplo, ele ensinou que cada um deve ter a sua própria mulher e esta o seu próprio marido (1 Co 7.1,2), numa prevenção clara contra a prostituição.

b) A harmonia conjugal. Na epístola aos Efésios, Paulo ensina a submissão da esposa ao marido. Ao marido, ele exorta a amar a sua esposa, como Cristo amou a Igreja, sacrificando-se por ela (Ef 5.25; Cl 3.19). Aqui, a harmonia conjugal é um dos fatores que reforçam a monogamia, e ambas são valorizadas conforme o plano original de Deus para o casamento entre um homem e uma mulher.

c) A monogamia na liderança cristã. Para os líderes da igreja, Paulo exorta: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher” (1 Tm 3.2 — sem grifos no original). O diácono também deve ser “marido de uma mulher” (1 Tm 3.12). A liderança deve ser o exemplo dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento (1 Tm 4.12).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A monogamia é o modelo de união arquitetado por Deus para a humanidade.

 

 

 

II. O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE

 

1. “Macho e fêmea os criou”. Deus criou “o homem”, um ser masculino (Gn 1.26), e também fez a mulher, um ser feminino (Gn 1.27). Em outras palavras, Deus não uniu dois machos ou duas fêmeas. Não! Ele uniu um homem com uma mulher, demonstrando a natureza e o padrão divino da heterossexualidade. As Santas Escrituras são claras ao condenarem — assim como o adultério, a prostituição, a perversidade, a idolatria, a mentira, o falso testemunho etc. — a prática do homossexualismo, quer masculino, quer feminino (Lv 18.22; Rm 1.26).

2. “E se unirá à sua mulher”. Após realizar o primeiro casamento, o Criador disse: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Veja que o Senhor é taxativo ao falar ao homem a respeito da sua vocação heterossexual: “apegar-se-á à sua mulher”. Por isso, olhemos para as Escrituras e olhemos para o ciclo da vida humana e, inequivocamente, concordaremos: se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistido.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Deus uniu o homem e a mulher para demonstrar o padrão divino da heterossexualidade.

 

 

 

III. A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO

 

1. Uma só carne. A fim de proporcionar uma vida conjugal abundante, o Criador planejou uma união histórica, indissolúvel e permanente (Gn 2.24). O matrimônio entre homem e mulher seria para sempre! Tristemente, o pecado ruiu o princípio divino da continuidade do casamento, trazendo o divórcio e separando famílias. O plano de Deus, entretanto, ainda pode ser encontrado nas palavras de Jesus: “o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6).

2. A porta de entrada para o divórcio. Há situações em que a falta de união e de amor no casamento, talvez motivados pela desobediência a Deus, pelo orgulho e pela falta de perdão, fazem a convivência do casal tornar-se uma grande fachada. Por conveniência, o casal apresenta-se à sociedade ou à igreja local numa aparente alegria matrimonial, mas na intimidade, a união tornou-se insuportável. É necessário que a Igreja esteja pronta para auxiliar os casais que passam por crises conjugais, e motivá-los sempre a permanecerem unidos em um amor não fingido, mas solidificado e resistente às contrariedades que possam existir no dia a dia.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Foi o Criador quem planejou o matrimônio, uma união indissolúvel e permanente (Gn 2.24).

 

 

 

CONCLUSÃO

 

O casamento heterossexual nunca foi tão atacado como no presente tempo. Em nossa sociedade, leis e normas que atentam contra a Lei de Deus são elaboradas sob o argumento de que o Estado é laico. E deve ser mesmo! Mas entre ser laico e desrespeitar princípios ordenados por Deus desde a criação há uma grande distância. Neste aspecto, a Igreja do Senhor Jesus deve ser a “coluna e firmeza da verdade” e guardiã dos princípios morais e cristãos, denunciando o pecado e acalentando os corações feridos. Assim, defendemos que o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel deva ser incentivado, apoiado e honrado nas esferas públicas de relacionamento.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

GILHAM, A.; Bill. Conversas francas sobre o casamento. 7 ed., RJ: CPAD, 2012.
SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divino para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1999.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual a origem da palavra monogamia?

R. A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único) e gamós (casamento), significando um único homem para uma única mulher.

 

2. Quem deu início à bigamia?

R. Lameque, filho de Metusalém.

 

3. O que Pauto ensinou aos casados da igreja de Corinto?

R. Aos coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que cada um deve ter a sua própria mulher e esta o seu próprio marido (1 Co 7.1,2), numa prevenção clara contra a prostituição.

 

4. De acordo com a lição, quem Deus uniu para embasar a heterossexualidade?

R. Homem e mulher.

 

5. O que pode fazer a convivência no casamento tornar-se uma grande fachada?

R. A falta de união e de amor.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Teológico

 

“Da indissolubilidade

A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem: ‘Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne’ (Gn 2.24). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica significa a indissolubilidade do casamento: ‘Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem’ (Mt 19.5,6). É uma união íntima entre duas pessoas de sexos opostos que assumem publicamente o compromisso de viverem juntas; é uma aliança solene, um pacto sagrado, legal e social. Não existe no universo, entre os seres vivos inteligentes, uma intimidade maior do que entre marido e mulher, exceto apenas entre as três pessoas da Trindade.

O voto solene de fidelidade um ao outro ‘até que a morte os separe’, que se ouve dos nubentes numa cerimônia de casamento, não é mera formalidade. Isso tem implicações profundas diante de Deus: ‘Porque o SENHOR, foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade’ (Ml 2.14). O compromisso que os noivos assumem é diante de Deus, independentemente de o casal ser ou não crente em Jesus. Isso diz respeito ao casamento per si, vinculado de maneira intrínseca à sua natureza, pois assim Deus estabeleceu essa aliança ‘até que a morte os separe’” (SOARES, E. Casamento, Divórcio & Sexo à Luz da Bíblia. 1 ed., RJ: CPAD, 2011, pp.16-7).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

O Casamento Bíblico

 

O padrão para o matrimônio bíblico é que seja realizado entre um homem e uma mulher. E dentro dessa única e correta perspectiva, há mandamentos diretos para ambos os cônjuges.

Para o homem, Deus ordena que seja amoroso para com sua esposa, da mesma forma que Cristo o foi com a Igreja: Ele se entregou à morte por ela. Ele morreu para que ela pudesse viver, e Ele cuida de tal forma dela que a apresentará “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.27). Isso nos mostra que Jesus não utiliza de seu poder para subjugar a Igreja ou para dizer que ela precisa ser submissa (como alguns homens fazem, anulando a opinião de suas esposas, como se elas fossem incapazes de serem ajudadoras), mas mostra que há comunhão entre Jesus e a Igreja, a ponto de o amor fazer a diferença. Paulo diz que “Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo” (Ef 5.28). Para Deus, a forma com que o esposo trata a esposa é tão importante que pode impedir as orações dele, se ele dera sua esposa um tratamento injusto ou desonrá-la.

Para a mulher, Deus espera que seja uma ajudadora e uma pessoa submissa. Ajudadora no sentido de cooperar com seu esposo, de ajudá-lo a tomar decisões à luz da Palavra de Deus, de cuidar do lar (até da economia doméstica, como a mulher virtuosa de Provérbios 31), de cuidar dos filhos e acompanhar sua educação e crescimento. É evidente que, em nossos dias, o papel da mulher tem ido além dessa descrição bíblica, pois o público feminino tem entrado no mercado de trabalho com força e capacidade generosas. Há mulheres que foram abandonadas por seus esposos, e que tiveram de ir atrás de recursos para suster suas famílias. Há outras que ficaram viúvas, e outras ainda que não chegaram a constituir uma família formalmente, pois, após a gravidez, o pai da criança negou-se a assumir sua parte como pai e provedor. Há ainda mulheres que desejam ser independentes financeiramente, e vão em busca de seus objetivos. Há, portanto, diversos motivos que empurram as mulheres para o mercado de trabalho.

Deus não aprova a bigamia, nem qualquer tentativa de conciliar a convivência conjugal de um homem e duas mulheres ou de uma mulher e dois homens. Essas coisas ofendem o padrão estabelecido por Deus para o casamento. Mesmo os homens de Deus descritos na Bíblia como tendo mais de uma esposa, como Abraão, Jacó, Davi ou Salomão, nunca foram felizes em seus casamentos por desrespeitarem o princípio divino da monogamia.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 3: As bases do casamento cristão

Data: 21 de Abril de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O casamento cristão tem de ser edificado tendo como base o amor a Deus e ao próximo. Sem amor não há casamento feliz.

 

HINOS SUGERIDOS

 

299, 398, 531.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Hb 13.4

O valor espiritual do casamento

 

 

 

Terça - Ef 5.25

O amor do marido pela esposa

 

 

 

Quarta - Tt 2.4

O amor da mãe pelos filhos e o marido

 

 

 

Quinta - 1 Pe 3.7

O esposo deve honrar a esposa

 

 

 

Sexta - Ef 5.33

A mulher reverencia o marido

 

 

 

Sábado - 1 Co 7.2

O casamento resguarda da prostituição

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Efésios 5.22-28,31,33.

 

22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;

23 - Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja: sendo ele próprio o salvador do corpo.

24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.

25 - Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,

26 - Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,

27 - Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

28 - Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.

31 - Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.

33 - Assim também vós cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

 

INTERAÇÃO

 

Inicie a aula pedindo aos alunos que citem algumas características de um casamento bem-sucedido. À medida em que forem citando, anote as características em uma folha ou escreva-as no quadro. Após ouvir os alunos, explique que tais características oferecem uma ideia dos propósitos de Deus para a vida a dois. Ressalte o fato de que, instituído por Deus, o casamento tem o objetivo de ser a base da família e, consequentemente, de toda a sociedade. Lembre que a Igreja deve fazer soar sua voz profética, denunciando tudo que pode destruir o casamento monogâmico e heterossexual.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Compreender qual é a verdadeira vontade divina para o casamento.
  • Conscientizar-se da importância do amor mútuo e verdadeiro para se estabelecer uma família.
  • Enfatizar a importância da fidelidade conjugal no casamento.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza como puder o esquema abaixo:

1 Coríntios 7. 1-16: O relacionamento conjugal entre o marido e a mulher (vv.1-7); os solteiros (vv.8,9,25); o casamento cristão e o misto (vv.12-16); o casamento e o serviço cristão (vv.25-38).

Explique que este capítulo é um tratado a respeito do matrimônio e do relacionamento familiar. O objetivo do capítulo é mostrar aos coríntios que o matrimônio não estava e jamais estará ultrapassado. Paulo revela aqui a importância do casamento, deixando bem claro que ele é uma aliança divina e indissolúvel.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Amor Conjugal: O amor entre os cônjuges.

 

Por ser uma instituição criada por Deus para atender aos propósitos divinos, não é de se admirar que o matrimônio venha sendo ridicularizado sistemática e violentamente pela mídia. Por isso, precisamos compreender a instrução divina quanto ao casamento e aplicá-la em nossa vida diária. Na epístola aos Hebreus, as Escrituras ensinam: “venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula” (13.4). Tal verdade a respeito do casamento indica-nos que ele deve ser respeitado, honrado e valorizado.

 

I. A VONTADE DE DEUS PARA O CASAMENTO

 

1. Um plano global. Como expressão de sua vontade, o Criador ordenou, logo no princípio, que o homem deixasse pai e mãe e se unisse à sua mulher, para que ambos fossem “uma carne” (Gn 2.24). É exatamente o que acontece no ato conjugal, sendo esta a vontade de Deus para todas as pessoas, crentes ou não: que a humanidade cresça e, através da união legítima entre um homem e uma mulher, multiplique-se.

2. Os indicadores da vontade de Deus. Ao aconselhar os jovens em relação ao namoro, noivado e casamento, é preciso orientá-los para que tomem decisões conscientes. Nesse particular, é preciso buscar a vontade de Deus, cujos indicadores são:

a) A Paz de Deus no coração. Um dos sinais da aprovação divina quanto ao que fazemos, ou pretendemos fazer, é o sentimento de paz interior, que nos domina os pensamentos e as emoções (Cl 3.15).

b) O comportamento pessoal. Se alguém não honra os pais, como honrará o seu cônjuge? Se o noivo não respeita a noiva, demonstrando um ciúme doentio a ponto de não lhe permitir que converse até mesmo com pessoas da própria família, isso evidencia claramente que ele está fora da aprovação divina. Tal relacionamento não dará certo.

c) Naturalidade. Procurar “casa de profetas” para saber se o casamento é ou não da vontade de Deus é muito perigoso. Quando o relacionamento é da vontade divina, um sente amor pelo outro, sente falta do outro, considera o outro, demonstra afeto pelo outro. Tudo flui naturalmente. Além disso, os pais aprovam o namoro e a igreja o reconhece. Estes indicativos realçam que Deus está de acordo com esta união.

d) Os princípios de santidade. Sabemos que as tentações sobre os namorados e noivos são fortes. Mas não devemos nos esquecer: a santidade é um requisito básico para a felicidade conjugal. Um relacionamento que não leva em conta o princípio da castidade já está fora da orientação divina. Portanto, se o namoro ou o noivado é marcado por atos e práticas que ofendem a Deus, é sinal de que o relacionamento já está fadado ao fracasso (1 Co 6.18-20). O sexo antes e fora do casamento é pecado (Êx 20.14; 1 Ts 4.3). E a virgindade, tanto do rapaz, quanto da moça, continua a ser muito importante aos olhos de Deus.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Deus ordenou, logo no princípio, que o homem deixasse pai e mãe e se unisse à sua mulher, para que ambos sejam “uma só carne”.

 

 

 

II. O AMOR VERDADEIRO NO CASAMENTO

 

1. O dever primordial do casal. O marido que não ama a própria esposa não pode dizer que obedece a Palavra de Deus. Ao contrário, ele peca por desobediência, pois amar é uma ordem divina. A Bíblia recomenda solenemente: “vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). O amor à esposa, ordenado pelas Escrituras, deve ser o mais elevado possível. É semelhante ao amor de Cristo pela Igreja: “Como também Cristo amou a Igreja”. Perceba que o termo “como” é um advérbio de modo. Por conseguinte, o amor do esposo pela esposa deve ser como o amor de Cristo por sua Igreja. É um amor sublime e sem igual.

2. O amor gera união plena. A união é o resultado do amor sincero. Logo, o esposo deve estar unido à esposa de modo a formar uma unidade, ou seja, “dois numa [só] carne” (Ef 5.31). Por isso, o apóstolo Paulo ensina: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido” (1 Co 7.3). Isto quer dizer igualdade e reciprocidade no casamento; marido e mulher são iguais nos haveres de um para com o outro. Isso exige do casal união de pensamentos, de sentimentos e de propósitos.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O marido que não ama a esposa não pode dizer que obedece a Palavra de Deus.

 

 

 

III. A FIDELIDADE CONJUGAL

 

1. Fator indispensável à estabilidade no casamento. Além de proporcionar segurança espiritual e emocional, a fidelidade é indispensável ao bom relacionamento conjugal. Sem fidelidade, o casamento desaba. As estruturas do matrimônio não foram preparadas para suportar o peso da infidelidade, cujos efeitos sobre toda a família são devastadores. O adultério é tremendamente destrutivo tanto para o homem como para a mulher (1 Co 6.15-20).

2. Cuidado com os falsos padrões. O amor que se vê nos filmes, novelas e revistas seculares está longe de preencher os requisitos da Palavra de Deus. É falso e pecaminoso. O verdadeiro padrão do amor conjugal é o de Cristo para com a Igreja! Através de Malaquias, o Senhor repreendeu severamente os varões israelitas por sua infidelidade conjugal (Ml 2.13-16). Biblicamente, o casamento é uma aliança que deve perdurar até a morte de um dos cônjuges. Não é um “contrato” com prazo de validade, mas uma união perene, cuja fidelidade é um dos elementos indispensáveis para que os cônjuges sejam felizes.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

O verdadeiro padrão do amor conjugal que deve ser seguido por todos, sobretudo pelo cristão, é o mesmo que o de Cristo pela Igreja.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Nosso desejo é que as igrejas promovam o crescimento das crianças, adolescentes, jovens e casais na Palavra de Deus. Enfim, que toda a família seja edificada em Cristo. Dessa maneira, demonstraremos o valor do casamento bíblico e os perigos das novas “configurações familiares” defendidas e apoiadas pelos que desprezam e debocham dos princípios divinos. Portanto, que a Igreja faça soar sua voz profética e denuncie as iniciativas que buscam destruir o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel. Se a família não for sadia, a sociedade será enferma.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

CRUZ, E. Sócios, Amigos & Amados. Os três pilares do casamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2005.
YOUNG, E. Os Dez Mandamentos do Casamento: O que fazer e o que não fazer para manter uma aliança por toda a vida. 1 ed., RJ: CPAD, 2011.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quando o marido se torna “uma só carne” com a esposa?

R. Durante o ato conjugal.

 

2. Cite pelos menos três indicadores da vontade divina no relacionamento.

R. Paz de Deus no coração, o comportamento pessoal e naturalidade.

 

3. Como deve ser o amor do marido pela esposa?

R. O amor à esposa, ordenado pelas Escrituras, deve ser o mais elevado possível. É semelhante ao amor de Cristo pela Igreja: “Como também Cristo amou a Igreja”.

 

4. O que é indispensável à estabilidade no casamento?

R. A fidelidade conjugal.

 

5. Qual é o verdadeiro padrão do amor conjugal?

R. O verdadeiro padrão do amor conjugal é o de Cristo para com a Igreja!

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Teológico

 

“Bom seria que o homem não tocasse em mulher (1 Co 7.1)

[...] A questão do casamento é unicamente dos gentios. Os judeus, de cuja herança Paulo também compartilhava, adotavam uma posição baseada em Gênesis 2.18: ‘Não é bom que o homem esteja só’. No judaísmo, o casamento era considerado a principal responsabilidade de todo homem. Mas alguns coríntios, que haviam sido convertidos da cultura geral, com atitudes negligentes em relação ao sexo e indecisos sobre a extensão da pureza moral à qual eram exortados em Cristo, foram para outro extremo. Também é provável que, para alguns, seu passado de relacionamentos sexuais havia se tornado uma questão de orgulho, uma base para a pretensão àquela espiritualidade superior à qual muitos se inclinavam, desejando ter um prestígio superior no corpo de Cristo.

A resposta de Paulo rejeitava esse conceito e argumentava a favor de uma expressão normal e plena do sexo dentro do casamento” (RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007, p.354).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Bibliológico

 

“A Obrigação de Reciprocidade (1 Co 7.3,4)

Paulo declara francamente que a relação entre as pessoas não é só um aspecto válido no casamento, mas também é uma obrigação de acordo com a necessidade e o desejo. O verbo traduzido como pague ‘não significa a concessão de um favor, mas o pagamento de uma obrigação, aqui do marido para a esposa e da esposa para o marido’. Godet diz: Este versículo nos confirma a ideia de que entre alguns dos coríntios existia uma tendência ‘espiritualista’ exagerada, que ameaçava ferir as relações conjugais, e desse modo a santidade da vida. Em seu sentido mais profundo, o verbo pague (apodidomi) significa dar o que se deve, ou o que se está sob a obrigação de dar. O apóstolo coloca o aspecto sexual do casamento em sua perspectiva correta, evitando tanto uma atitude promíscua como um ascetismo rígido.

No versículo 4, Paulo expande a ideia de mútua reciprocidade para incluir tudo o que faz parte da vida, ao declarar que parceiros casados possuem poder sobre os corpos um do outro. As palavras não têm poder refere-se ao exercício de autoridade. O entendimento mútuo elimina dois extremos no estado dos casados — a posse separada de si mesmo, e a sujeição de uma parte a outra. No casamento, cada parceiro tem um direito legítimo à pessoa do outro. Em outras passagens Paulo considera o marido como a cabeça da família, declarando que a esposa lhe deve ser sujeita (Ef 5.22-23). Mas na área sexual ambos estão no mesmo nível. O principal ensinamento aqui é que maridos e esposas têm os mesmos direitos. Ambos devem agir como cristãos. Portanto, qualquer conduta excessiva ou abusiva é proibida” [GREATHOUSE, W. M.; METZ, D. S.; CARVER, F. G. (Orgs.)Comentário Bíblico Beacon. Volume 8, 1 ed., RJ: CPAD, 2006, p.295].

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

As bases do Casamento Cristão

 

O casamento é uma instituição divina, e a Palavra de Deus nos mostra em diversos textos a importância dele diante de Deus e da sociedade.

Dentre as bases do casamento cristão está o amor. Nesse aspecto, é importante deixar claro a importância de utilizarmos o bom senso na escolha do futuro cônjuge. A não ser a descrição de Gênesis 2.22, em que Deus literalmente traz Eva a Adão, a Bíblia não traz outros textos em que Deus apresenta diretamente uma pessoa à outra. E como a Bíblia não diz que “João” vai se casar com “Josefina”, entendemos que a escolha de uma pessoa para o casamento deve passar pela orientação geral de Deus e pelo bom senso que Ele dá aos Seus servos.

A profecia manifesta a vontade de Deus, mas, no tocante ao casamento, Deus não se utiliza de profecias para direcionar casamentos. A função da profecia é exortar, edificar e consolar, e não casar pessoas. Por isso, não recomendamos profecias casamenteiras para crentes solteiros. É imprescindível que os casais, ao invés de buscarem profetas para descobrirem se Deus é favorável a tal união ou não, analisem a forma com que o pretendente trata os pais, como se porta na igreja e fora dela, se é uma pessoa que busca trabalhar e ter uma vida produtiva, se sabe buscar ao Senhor em oração e obedece à vontade dEle, e se sabe resolver conflitos de forma adequada.

Outra base para que o casamento dê certo, dentro dos parâmetros bíblicos, é a abstinência sexual dos solteiros até o matrimônio e a fidelidade sexual dos casados. A castidade é necessária tanto para as moças quanto para os rapazes da igreja, pois diante de Deus não há diferença no tocante à santidade do sexo. Os moços cristãos não podem alegar que precisam ser experientes sexualmente para desobedecer ao Senhor. E a fidelidade sexual dos casados é esperada por Deus como requisito de um compromisso feito no altar, diante do próprio Deus.

A monogamia também é uma das bases para o casamento cristão, inclusive é uma das características esperadas de quem está no ministério pastoral. Um ministro que não respeita a monogamia perde a capacidade de estar diante do rebanho do Senhor, pois a Palavra de Deus deixa claro que o obreiro deve ser marido de uma mulher, reiterando a monogamia. Logo, para que possa ministrar, deve obedecer à Palavra. Caso contrário, que se afaste do ministério, pois não terá o aval da parte de Deus para permanecer à frente do rebanho. Deus não espera menos de seus ministros do que espera da igreja.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 4: A Família sob ataque

Data: 28 de Abril de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Nestes últimos dias, somente a família que obedece a Palavra de Deus conseguirá triunfar sobre as investidas de Satanás.

 

HINOS SUGERIDOS

 

4, 58, 219.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Sl 119.105

Palavra de Deus: luz para a família

 

 

 

Terça - Ef 6.10-12

Fortalecendo a família

 

 

 

Quarta - Pv 23.13,14

A disciplina na família

 

 

 

Quinta - 1 Co 6.18,19

A família fugindo da prostituição

 

 

 

Sexta - Mt 26.41

A família vigiando e orando

 

 

 

Sábado - Hb 12.14

Família apaziguada e santa

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Efésios 5.1-6.

 

1 - Sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados;

2 - e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.

3 - Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos;

4 - nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convém; mas antes ações de graças.

5 - Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicário, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.

6 - Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito de alguns ataques que as famílias vêm enfrentando na atualidade. Tais investidas são lançadas por Satanás, o arqui-inimigo da família. O Diabo tem como intento matar, roubar e destruir e ele tem conseguido realizar os seus propósitos. Como “sal” e “luz” deste mundo precisamos anunciar a Cristo, aquEle que possui todo poder para destruir as obras do Maligno. A Igreja do Senhor Jesus Cristo, a “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15), deve lutar para que os princípios éticos fundamentais da família sejam preservados, pois somente assim não pereceremos sob os ataques do mal, antes, glorificaremos a Deus.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Analisar a posição do Estado na educação dos filhos.
  • Acautelar-se das propostas sociais para destruir a família.
  • Saber como podemos vencer a filosofia mundana que é imposta sobre a família.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para introduzir a lição sugerimos que você promova um debate em classe. Proponha à classe as seguintes questões: “O Estado deve intervir nas questões familiares?”; “Qual deve ser a posição do cristão diante de leis que vão contra os princípios bíblicos?”.

O debate é um valioso método de aprendizagem, pois favorece a participação dos alunos, tornando a aula mais dinâmica e interativa. Ele também ajuda a descobrir qual é o conhecimento prévio do aluno a respeito de determinado tema. Ouça os alunos com atenção e faça as considerações que achar necessárias. Conclua lendo a verdade prática da lição.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Ataque: Nesta lição significa as muitas estratégias e investidas do Diabo contra as famílias.

 

Sabemos que Satanás tem mobilizado os sistemas deste mundo para desestruturar a vida familiar. No entanto, a Igreja de Cristo, como “sal” e “luz” da terra, deve confrontar, por intermédio da Palavra de Deus, os ataques do Maligno. Não podemos nos esquecer que estamos lutando contra principados e potestades (Ef 6.12). Se desejamos uma vida familiar vitoriosa, precisamos viver em total dependência do Senhor. Carecemos da armadura de Deus para que possamos enfrentar as lutas e desafios do nosso tempo.

 

I. OS ATAQUES DO INIMIGO

 

1. Ataque às crianças. Atualmente, em muitas escolas, tanto da rede pública como privada, o ensino materialista está sendo valorizado e repassado de modo contínuo às crianças. A educação que nossos filhos recebem é totalmente influenciada pelo materialismo e o ateísmo. Os currículos, que reúnem os conteúdos programáticos, a serem transmitidos nas salas de aula, são fundamentados na filosofia evolucionista. Tudo começa com a explicação sobre a origem da matéria, da vida, do homem, e de tudo que existe no universo. Os pais não podem negligenciar a educação de seus filhos, e devem levá-los aos pés do Senhor. A Igreja também deve ajudar os pais nesta nobre missão, oferecendo uma educação religiosa de qualidade às crianças.

2. Ataque à disciplina no lar. Em nossos dias existem questionamentos relacionados à aplicação da disciplina aos filhos. Mas, segundo a Palavra de Deus, aplicada com sabedoria, a disciplina livra a criança da morte (Pv 23.13,14). Disciplina é toda ação instrutiva e discipuladora, pois a palavra disciplina tem a mesma raiz da palavra discipular. De fato, uma pessoa bem disciplinada é uma pessoa bem educada, bem discipulada. Que os pais eduquem seus filhos no temor e na admoestação do Senhor e que os filhos honrem e obedeça aos pais conforme ordena a Palavra de Deus. Devemos nos lembrar também de que devemos ser prudentes na aplicação da disciplina aos nossos filhos, para mostrar-lhes, acima de tudo, a forma correta de proceder em toda a sua existência.

3. Falsos ensinos. Há, em nossos dias, diversas novas teologias que agridem diretamente a mensagem bíblica. De modo aberto, e às vezes sutil, “as portas do inferno” valem-se da teologia para atacar a Igreja e consequentemente às famílias. Satanás tem investido e disseminado muitos ensinos deturpados, que utilizam-se até de partes das Escrituras, utilizadas sem a devida e correta interpretação, para confundir e afastar do Senhor as famílias, que tem sede de salvação, do caminho, da verdade, e da vida, que é o próprio Jesus Cristo (Jo 14.6). Inspirados por teologias liberais, há famílias que não mais veem a Bíblia como a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Todavia, a Bíblia é e continuará sendo a única regra de fé e prática do cristão. Alguns chegam a ensinar que a Bíblia limita-se a conter a Palavra de Deus. Cuidado! A Bíblia é, de fato, a Palavra de Deus. Leia com atenção 2 Timóteo 3.16. É indispensável, que as famílias cristãs estudem e obedeçam fielmente as Sagradas Escrituras. Nossas famílias precisam estar preparadas para enfrentarem as muitas teologias antibíblicas que tem se levantado no nosso tempo, pois não podemos deixar brecha alguma ao adversário. Quer na igreja, quer em casa, vigiemos e oremos.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O alvo do Diabo é minar as famílias através dos falsos ensinos às crianças, da distorção da Palavra de Deus e da ausência de disciplina no lar.

 

 

 

II. ATITUDES MUNDANAS PARA DESTRUIR A FAMÍLIA

 

1. O Abandono aos filhos. Não é incomum vermos em nossa sociedade pais que abandonam seus filhos, não raro, estes ainda bebês. Essa é uma forma monstruosa de desrespeito para com a vida. Como pais, precisamos entender que os filhos são herança do Senhor para que nós possamos cuidar, educar e conduzir ao Senhor. Como pais, somos responsáveis por vestir nossos filhos, alimentá-los, proporcionar-lhes uma educação de qualidade, inclusive para que estejam prontos para o mercado de trabalho cada vez mais exigente, mas acima de tudo, é igualmente nossa obrigação transmitir a fé que uma vez nos foi dada, para que as próximas gerações tenham sua própria experiência com Deus. Portanto, sejamos exemplo para este mundo, zelando por nossos filhos e conduzindo-os a Cristo.

2. Desrespeito aos pais. O ato de honrar os pais sempre foi apreciado por Deus. Quando Ele deu a sua lei aos filhos de Israel, antes de entrarem na terra Prometida, dentre os mandamentos constava a ordem de honrar pai e mãe, para que os filhos pudessem entrar na nova terra sabendo que entre suas responsabilidades para com Deus estava o respeito para com aqueles que, por meio de um ato de amor, lhe trouxeram a vida. Séculos depois, Jesus reafirmou esse mandamento (Mt 19.19; Lc 18.20), e Paulo acrescentou que honrar pai e mãe foi o primeiro mandamento com promessa (Ef 6.2). Infelizmente, não são raros os casos de filhos que não apenas desonram seus pais desobedecendo-lhes, mas também esquecem deles na sua velhice, época em que mais precisam de ajuda. Que esse pensamento mundano jamais prospere entre servos de Deus.

3. O secularismo. Segundo o Dicionário Teológico (CPAD) o secularismo é a “doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos. Para o secularista, o homem, e somente o homem, é a medida de todas as coisas”. Quando a família se seculariza, os valores espirituais, bíblicos são desprezados e os valores humanos e materiais são exaltados. Como cristãos não podemos nos conformar com o pecado, a iniquidade e a corrupção que destrói a vida familiar. Precisamos ser santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.15,16). Muitas famílias estão sendo influenciadas, pela mídia, a viverem um estilo de vida materialista e hedonista. Não podemos jamais nos esquecer que precisamos ser “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt 5.13,14). Como sal, precisamos ter uma vida familiar de tal forma, que os que nos veem, ou nos ouvem, sintam a nossa família fazer diferença marcante no ambiente em que nos situamos. Como luz, precisamos, com nosso testemunho, contribuir para dissipar as trevas do pecado em nossa volta.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O crente como sal e luz do mundo, representante do reino divino, não pode permitir que atitudes mundanas destruam a família.

 

 

 

III. O CUIDADO CONTRA A FILOSOFIA MUNDANA E A PORNOGRAFIA

 

Para a filosofia de vida mundana, não há limites para o homem desfrutar do prazer carnal. A internet, que tem sido usada como um grande meio de comunicação, facilitou também a propaganda e o estilo de vida miserável e sujo, com a pornografia. Como reagir a esse desafio?

1. Observar a Palavra de Deus. A Bíblia diz que o jovem só pode ter pureza em seu caminho quando observar a Palavra de Deus (Sl 119.9-11). Como não há idade para o pecado, este princípio aplica-se a qualquer cristão independente de sua faixa-etária. É indispensável que o adolescente, o jovem, ou o adulto, conheçam profundamente a Palavra de Deus. Assim, estaremos preparados para enfrentar os ardis de Satanás (Ef 6.10-20).

2. Templo do Espírito Santo. Não é incomum sofrermos tentações em todas as esferas da vida, principalmente na sexual por causa da pornografia, tão comum em nossos dias. Porém, devemos nos lembrar de que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo e o objeto de glorificação ao Altíssimo (1 Co 6.18-20). E devemos buscar a santificação para vencer desafios como a oferta de sexo imoral e sem compromisso, que desfigura a santidade e desagrada a Deus. (Hb 12.14; 1 Pe 1.15).

3. “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101.3). “Coisa má” é tudo aquilo que, aos olhos de Deus, é reprovável. A pornografia é uma atitude pecaminosa contra a santidade do corpo e contra o próprio Deus. Portanto, os pais devem ser os tutores dos seus filhos, orientando-os quanto ao que pode ser visto, ouvido e assistido. Não podemos descuidar da educação dos nossos filhos. Zele por sua descendência.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Só poderemos vencer a filosofia de vida mundana se atentarmos para a Palavra de Deus.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Alguns dos mais terríveis golpes contra a família são manipulados pelas autoridades públicas, ou seja, justamente por aqueles que deveriam zelar pelo fortalecimento da constituição da família tradicional (Rm 13.4). Há uma onda do materialismo e do liberalismo social, ambos a serviço do Diabo, predominando nas políticas públicas. Todavia, a Igreja do Senhor Jesus Cristo, a “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15), cerrará as fileiras de guardiã dos princípios éticos fundamentais da família. Assim, não pereceremos sob os ataques contra a família, mas glorificaremos a Deus.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

LIMA, E. R. Ética Cristã: Confrontando as questões morais do nosso tempo. 1 ed., RJ: CPAD, 2002.
YOUNG, E. Os Dez Mandamentos do Casamento: O que fazer e o que não fazer para manter uma aliança por toda a vida. 1 ed., RJ: CPAD, 2011.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Cite alguns ataques enfrentados pelas famílias na atualidade.

R. Ataque às crianças, ataque à disciplina no lar e falsos ensinos.

 

2. O que é disciplina?

R. É toda ação instrutiva e discipuladora.

 

3. Cite algumas atitudes mundanas para destruir a família.

R. O abandono aos filhos, o desrespeito aos pais e o secularismo.

 

4. O que é secularismo?

R. Doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos.

 

5. O que a sua família tem feito para vencer os ataques do Maligno?

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Teológico

 

“O NT não desafia diretamente as estruturas sociais existentes. Em lugar disto, [...] o NT fala diretamente às pessoas cristãs, e as convoca para viverem uma vida de amor dentro das estruturas da sociedade. Desta forma, embora a esposa deva submeter-se ao seu marido, ele é exortado a amar sua mulher o suficiente para colocar suas necessidades em primeiro lugar em seu relacionamento (Efésios 5.23-33). Embora os filhos devam obedecer aos seus pais, os pais não devem ‘provocar a ira’ em seus filhos (6.1-4). E, embora os escravos devam obedecer aos seus senhores na terra, os senhores cristãos devem tratar bem seus escravos, e com respeito (6.5-9). Em última análise, a vida de amor à qual os cristãos são convocados devem romper todas as barreiras artificiais erigidas pela sociedade. Inicialmente, a vida de amor capacitaria o povo de Deus a unir-se no que Paulo mostrou que nós somos — um corpo, uma pátria no Senhor” (RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007, p.429).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A Família sob ataque

 

Sendo uma instituição criada por Deus, a família é alvo de ataques por parte do mundo e do Diabo. Por isso, é preciso entender de que forma Deus trata a família e como ela pode se proteger dos seus oponentes.

Crianças sob ataque — As crianças sempre foram alvo de ataques do inimigo. Não é a toa que em Êxodo, Faraó tenta impedir que as crianças saiam do Egito para cultuar ao Senhor (Êx 10.8-11). Ele sabia que se as crianças permanecessem no Egito, uma geração inteira permaneceria como escrava, ao passo que os adultos sairiam livres para adorar o Senhor. Esse era o plano do inimigo, mas não o de Deus. O Senhor pesou Sua mão sobre o Egito e livrou adultos e crianças da opressão de Faraó e da escravidão. Mas, esse exemplo bíblico nos mostra como o inimigo pensa em relação às crianças: ele as quer presas no sistema do mundo, afastadas de Deus e do culto, sem acesso à educação cristã e à Palavra. Cabe aos pais apresentar a Bíblia às crianças, ensinando-as a guardar seus ensinos. No Antigo Testamento, os pais israelitas tinham a obrigação de ensinar aos filhos, desde a mais tenra idade, os testemunhos do Senhor, que deveriam ser passados de geração a geração. E da mesma forma que os pais devem priorizar seus filhos, cabe também aos filhos respeitarem seus pais. Há uma promessa de Deus aos filhos que tratam seus pais com dignidade: uma vida longa nesta terra.

A unidade familiar sob ataque — Um dos maiores problemas de nossos dias em relação à família é o abandono desta por parte do pai, aquele que foi instituído por Deus como protetor e provedor. A figura paterna tem sido cada vez mais esquecida, pois homens sem o devido senso de responsabilidade abandonam o lar que constituíram, deixando a criação e a provisão dos filhos para a mulher. E há os casos dos homens que não assumem seus atos, deixando vir ao mundo filhos de relações que depois não reconhecem por não quererem ter compromisso com a mulher com que se relacionaram sexualmente. Filhos crescem sem a referência paterna, e não raro reproduzem o que viram em sua criação, sem a devida responsabilidade para com a família. Para essa realidade, Deus se apresenta como Pai, como aquele que provê, protege, orienta e cuida de Seus filhos. Deus é sem dúvida o exemplo de paternidade. Por isso, serve de modelo às famílias cuja imagem paterna não esteve presente por qualquer motivo. Quando Jesus orava, referia-se a Deus como Seu Pai, dando-nos o exemplo necessário em todos os aspectos.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 5: Conflitos na família

Data: 5 de Maio de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Eu, porém, esperarei no SENHOR; esperei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (Mq 7.7).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Se buscarmos a graça de Deus e exercermos o amor que Ele nos concedeu, poderemos resolver todos os conflitos que surgirem em nossa família.

 

HINOS SUGERIDOS

 

235, 254, 318.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Pv 31.10

O valor da esposa virtuosa

 

 

 

Terça - Pv 31.11

A confiança do esposo

 

 

 

Quarta - Ef 6.4

Criando os filhos sabiamente

 

 

 

Quinta - Ef 6.1

Respeito aos pais

 

 

 

Sexta - Ef 6.2

Filhos honrando os pais

 

 

 

Sábado - Sl 119.11

A família observando a Palavra

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Efésios 5.22-30.

 

22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;

23 - Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja: sendo ele próprio o salvador do corpo.

24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.

25 - Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,

26 - Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,

27 - Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

28 - Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.

29 - Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;

30 - Porque somos membros do seu corpo.

 

INTERAÇÃO

 

Foi no Éden que a família vivenciou seu primeiro e maior conflito. A consequência desta desordem é sentida até hoje em todos os lares. Porém, Deus não foi pego de surpresa com o pecado do homem e já no Éden providenciou a solução para as famílias e para a iniquidade: Jesus Cristo. O Filho de Deus veio ao mundo como um bebê e experimentou a vida familiar. Atualmente, em Jesus, as famílias podem resolver seus conflitos. Com o amor verdadeiro no coração, que é resultado da graça divina, poderemos não somente vencer, mas evitar as confusões. Para isto precisamos convidar Jesus a fazer do nosso lar sua morada permanente. Que o Filho de Deus tenha a primazia em nossos lares.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Elencar alguns fatores que podem gerar conflitos entre os cônjuges.
  • Analisar os resultados das atividades profissionais dos pais.
  • Compreender a importância da fidelidade conjugal no casamento.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza, conforme as suas possibilidades, o quadro abaixo. Inicie a aula com a seguinte indagação: “Quais são os principais conflitos vivenciados pelas famílias na atualidade?”. Ouça os alunos com atenção. À medida que forem falando, vá preenchendo a primeira coluna do quadro. Depois faça a segunda pergunta: “Como podemos vencer esses conflitos?”. Ouça as respostas e preencha a segunda coluna do quadro. Conclua a atividade orando com os alunos e pedindo que Deus dê sabedoria para que os conflitos que tentam assolar as famílias sejam sanados com discernimento e prudência.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Conflito: Embate, discussão acompanhada de injúrias e ameaças; desavença.

 

Os conflitos familiares vêm de tempos imemoriais. No Éden, antes da Queda, havia um ambiente perfeito: harmônico e amoroso. Mas o casal, ouvindo o tentador, perdeu a doce comunhão com Deus, e a consequência não podia ser outra: o início de sérios conflitos familiares. A boa nova para os nossos dias é saber da possibilidade, em Cristo, de equacionarmos os problemas que, às vezes, afetam a família cristã.

 

I. DESENTENDIMENTO ENTRE OS CÔNJUGES

 

1. Temperamentos diferentes. Dentre os vários motivos existentes para justificar os desentendimentos entre os cônjuges, o que mais se destaca é o temperamento. Segundo os psicólogos, temperamento “é a combinação de características inatas que herdamos dos nossos pais que, de forma inconsciente, afetam o nosso comportamento”. De acordo com o conceito popular, podemos dizer que o temperamento é a maneira própria pela qual reagimos aos diversos estímulos e situações que se nos apresentam cotidianamente (Gn 25.27). Mas, pelo amor, podemos (e devemos) vencer todas as nossas diferenças, a fim de que tenhamos um casamento feliz (1Pe 4.8).

2. Fatores que trazem conflitos. Diversos são os fatores que desencadeiam conflitos no lar. Eis alguns deles:

a) Falta de confiança. O casamento só tem sentido quando é estabelecido na plena confiança do amor verdadeiro, pois o amor folga com a verdade (1Co 13.6). Quando há amor entre o casal não há motivos para desconfianças ou ciúmes (1Co 13.5b). Há quem pense que o ciúme desenfreado é prova de amor. Grande engano! É loucura que pode, inclusive, colocar em risco a estabilidade conjugal.

b) Tratamento grosseiro. Onde o Espírito Santo se faz presente há perfeito amor, paz, alegria e longanimidade, que é a paciência para se suportar as falhas alheias (Gl 5.22). Uma das formas de demonstrarmos o fruto do Espírito é vista na maneira como usamos nossas palavras, pois a palavra branda joga para longe o furor. Mas os conflitos entre os cônjuges suscitam ira, ódio e destruição (Pv 15.1). E a forma com que tratamos uns aos outros é vista por Deus como uma referência para designar quem é sábio ou não, pois a sabedoria é manifesta em obras de mansidão (Tg 3.13).

c) Dívidas. As dívidas ocasionam muitos conflitos familiares, chegando até mesmo a terminar um relacionamento conjugal. Quando uma pessoa se endivida não pensa em mais nada a não ser nas dívidas. Algumas pessoas até adoecem. Assim, precisamos ouvir a Palavra de Deus e nada dever a ninguém (Rm 13.8). Através de um planejamento eficiente, bom senso e autocontrole podemos fugir das dívidas. Faça isso para o bem-estar da sua família (Pv 11.15; 22.7,26)!

d) Infidelidade. Quando o cônjuge encobre a sua conduta pecaminosa o pecado vem a público inesperadamente (Lc 12.2). O casamento sofre um duro golpe, os filhos ficam sem direção e a família transtorna-se. É imperativo que os cônjuges evitem, a todo o custo, o envolvimento extraconjugal. Além de ser um grave pecado contra Deus, é uma ofensa contra o cônjuge, filhos e filhas (ler Pv 5.3-6). A infidelidade contra o cônjuge é infidelidade contra Deus.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Falta de confiança, tratamento grosseiro, dívidas e infidelidade podem causar conflitos familiares.

 

 

 

II. ATIVIDADES PROFISSIONAIS DOS PAIS

 

1. A mulher no mercado de trabalho. Devido às modernas demandas sociais, a mulher deixou de se dedicar exclusivamente às funções domésticas, e passou também a exercer funções em empresas e organizações diversas, ocupando a maior parte do seu tempo em atividades profissionais. Mas essa mudança tem trazido sérias consequências. Há mais de uma década, para cada dez homens que morria de infarto, apenas uma mulher sofria desse mal. Hoje, o número de mulheres que morre desse mal subiu para quatro.

2. A ausência dos pais prejudica a criação dos filhos. Sem a presença dos pais, as crianças ficam desorientadas. Muitas vezes elas convivem com pessoas que não têm a menor capacitação para educá-las. Por outro lado, algumas crianças ficam o dia todo em frente da “babá eletrônica”, a televisão, ou com a “mestra eletrônica”, a internet. Ali, são “educadas” pelos heróis artificiais. As figuras do pai e da mãe presentes estão cada vez mais escassas. Tal ausência é sentida quando os nossos filhos entram na adolescência, uma fase de novidades e mudanças bruscas.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Os pais podem trabalhar fora, todavia, não podem descuidar da educação de seus filhos. A educação dos filhos deve ser prioridade.

 

 

 

III. MÁ EDUCAÇÃO DOS FILHOS

 

1. Educação prejudicada. A melhor escola ainda é o lar. Precisamos ensinar a Palavra de Deus aos nossos filhos na admoestação do Senhor (Ef 6.4; Pv 22.6). Infelizmente, o excesso de ocupação dos pais relegou a educação dos filhos às instituições educacionais. Esperando que tais entidades construam o caráter dos seus filhos, os pais ignoram a família como instituição responsável pela formação espiritual e moral da criança. Muitos não acompanham a rotina escolar dos filhos e sequer a filosofia pedagógica adotada pela instituição de ensino.

2. Quem são os professores? Infelizmente, são graves os prejuízos à nação na área educacional. Os “mestres” das crianças, hoje, são os artistas e as empresas de telecomunicação. É comum ver as nossas crianças e adolescentes prostrados diante da TV, consumindo todo tipo de má educação. Mas é raro vê-los nos cultos de oração e ensino da Palavra. Que a igreja local invista nos professores de Escola Dominical. Que os professores da Escola Dominical se preparem eficazmente para o grande desafio de ensinar a Palavra de Deus num mundo que jaz no maligno (Rm 12.7).

3. Falta de estrutura espiritual e moral. A ausência de Deus é o inimigo número um do lar. É essencial que aqueles que constituem família convidem Jesus, o maior educador de todos os tempos, a estar presente em seu lar. É indispensável que os pais, com a assistência da Igreja, optem por servirem a Deus, contrariando as propostas do mundo (Js 24.15). Realizemos o culto doméstico e, juntamente com os nossos filhos, estudemos a Bíblia. Não nos esqueçamos: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Sl 127.1).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A ausência de Deus é o inimigo número um do lar. Jesus, o maior educador de todos os tempos, precisa estar presente em nossos lares.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Sempre haverá conflitos nas relações familiares, mas a família cristã precisa saber como contornar tais conflitos à luz da Palavra de Deus. Com o amor verdadeiro no coração, poderemos não somente vencer, mas igualmente evitar os conflitos. Basta ter a Jesus como o hóspede de nosso lar.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ADEI, S. Seja o líder que sua família precisa. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
GANGEl, K. O. & GANGEl, J. S. Aprenda a ser Pai com o Pai. Tornando-se o pai que Deus quer que você seja. 1 ed., RJ: CPAD, 2004.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Dentre os motivos dos conflitos familiares, qual se destaca?

R. O temperamento.

 

2. Cite pelo menos três fatores que trazem conflitos.

R. Falta de confiança, tratamento grosseiro e dívidas.

 

3. O que acontece às crianças quando ficam sem a presença dos pais?

R. Sem a presença dos pais, as crianças ficam desorientadas.

 

4. Quem é a principal responsável pela formação espiritual e moral da criança?

R. A família.

 

5. Que forma de auxílio diferenciado o servo de Deus conta?

R. Com o amor verdadeiro no coração, poderemos não somente vencer, mas evitar os conflitos.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Devocional

 

“Zelo Bíblico como Relacionamento

Nós acreditamos que o companheirismo permanece sendo o propósito primário do casamento. Apesar de todas as coisas maravilhosas que Deus criou no jardim do Éden, elas eram inadequadas para suprir as necessidades de Adão. Nenhum dos animais, esplêndidos como devem ter sido antes da queda, podiam oferecer uma companhia adequada para ele. Naquele momento o Senhor criou a primeira família. Em Gênesis 2.18, Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja diante dele.’ Aqui está de novo — paternidade segue a parceria. Paternidade depende de fidelidade. O papel estratégico do relacionamento marido/esposa no casamento estabelece um ponto central no alvo familiar. Tudo mais é secundário. Tudo o mais é inferior, porque quando o companheirismo não funciona, a família não pode funcionar.

Nós, pais, permanecemos no pináculo estabelecido por Deus, em nossa unidade familiar, por isso somos ao mesmo tempo gratos, temerosos e esperançosos no que se refere a nossa tarefa de liderança e ao nosso zelo divino (cuidado estabelecido pela aliança) por nossos relacionamentos no casamento” (GANGEL, K. O. & GANGEL, J. S. Aprenda a ser pai com o Pai:Tornando-se o pai que Deus quer que você seja. 1 ed., RJ: CPAD, 2004, pp.72-3).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Bibliológico

 

“Esta passagem [Ef 5.19-21] tem sido deturpada e fica quase irreconhecível em algumas interpretações. Muitas vezes ouço pessoas fazendo malabarismos com essa passagem em favor daquele versículo que diz que as esposas têm que se submeter aos seus maridos — que os homens são o cabeça da casa. Mas pegar esse versículo isolado da passagem anterior destrói o significado da Escritura. Nós podemos ser tentados a controlar os outros, para transformá-los em alguma espécie de imagem que nós formamos. Mas este tipo de intolerância não é o que Paulo está falando. A ideia de Paulo era que maridos e esposas devem submeter-se mutuamente. Eles devem ser sensíveis às necessidades um do outro e fazer o possível para alcançá-las. Eles precisam ver seus cônjuges como distintos, como independentes deles, com necessidades peculiares, e não devem controlar ou dominar o esposo, ou a esposa, ou dizer a eles como devem viver. também não devem viver inteiramente separados do seu parceiro. Paulo idealizou uma interação íntima e santa entre marido e mulher: ‘Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido’ (Ef 5.33)” (HAWKINS, D. 9 erros críticos que todo casal comete: Identifique as armadilhas e descubra a ajuda de Deus. 3 ed., RJ: CPAD, 2010, p.93).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

 

Conflitos na Família

 

A vida em sociedade nunca foi livre de conflitos, e o mesmo se dá no lar. Nenhuma família está isenta de passar por situações em que seus membros não apenas possuem opiniões diferentes, mas apresentam muitas vezes reações emocionais extremas quando contrariados. Independente da existência de conflitos, eles devem ser tratados de forma coerente, bíblica e, acima de tudo, de forma que Deus seja honrado e a unidade da família seja preservada. Dentre as diversas formas de conflitos na família, destacamos:

Brigas na família — Cada pessoa na família possui um temperamento diferente. Temperamento e, em síntese, a forma com que reagimos diante de situações e estímulos. Ainda que tenham temperamentos diferentes, somos desafiados a agir não de acordo com nossos temperamentos, mas sim de acordo com a presença de Deus em nossas vidas.

Atividades dos pais — Em nossos dias, temos visto que pais e mães de família têm se dedicado muito ao trabalho, devido aos muitos desafios financeiros e o custo de vida cada vez mais alto. Isso pode prejudicar a família, se os pais não tiverem um tempo adequado para ficar com seus filhos, participar da educação deles, passar-lhes as tradições da família e acima de tudo, repassar-lhes a fé em Deus e no evangelho.

Questões financeiras — Conflitos familiares podem advir de questões financeiras. Um cônjuge que não possui controle de gastos e tem propensões consumistas pode atrapalhar seu casamento, pois coloca em risco a economia de toda a família. Os cônjuges precisam ter um controle correto de seus gastos, aprender a gerir corretamente seus recursos financeiros e evitar desconfortos que atrapalhem a convivência. É preciso aprender a poupar, tentar comprar a vista os bens necessários e abster-se de adquirir coisas que não são necessárias naquele momento. Todo cuidado nessa esfera é importante, a fim de que a família não passe necessidade por culpa de um de seus membros que não possui domínio próprio.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 6: A infidelidade conjugal

Data: 12 de Maio de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói a sua alma o que tal faz” (Pv 6.32).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A infidelidade conjugal traz sérias consequências a toda a família. Por isso, Deus abomina tal prática.

 

HINOS SUGERIDOS

 

75, 111, 334.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 19.6

Deus ajuntou — Não separe o homem

 

 

 

Terça - Ef 5.25-28

Amor e fidelidade à esposa

 

 

 

Quarta - Ef 5.22-24

Submissão e fidelidade ao esposo

 

 

 

Quinta - Ef 6.11

As astutas ciladas do Diabo

 

 

 

Sexta - Mt 26.41

Vigiar e orar

 

 

 

Sábado - Êx 20.14

“Não adulterarás”

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Provérbios 5.1-5; Mateus 5.27,28.

 

Provérbios 5

1 - Filho meu, atende à minha sabedoria: à minha razão inclina o teu ouvido;

2 - para que conserves os meus avisos e os teus lábios guardem o conhecimento.

3 - Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite;

4 - mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios.

5 - Os seus pés descem à morte: os seus passos firmam-se no inferno.

 

Mateus 5

27 - Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.

28 - Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.

 

INTERAÇÃO

 

Como vai o seu casamento professor(a)? Como vai a sua família? O adultério é um pecado de consequências desproporcionais ao bem-estar da família. Sofre o cônjuge ferido, os filhos e toda a família. Esta, certamente, não é a vontade divina, por isso, a presente lição, além de ensinar aos alunos a respeito do perigo da infidelidade conjugal, é uma ótima oportunidade para todos nós fazermos uma autoanálise. A família é o bem maior que o Senhor nos concedeu. Por isso, vale todo o esforço para aperfeiçoar o relacionamento conjugal e aprofundar o convívio com a família. Pense nisso!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Reconhecer que o adultério é um grave pecado.
  • Elencar as consequências da infidelidade conjugal.
  • Pontuar alguns conselhos preventivos contra a infidelidade.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, reproduza o esquema abaixo na lousa ou tire cópias. Peça aos alunos para escolherem um dos três temas relacionados a fim de discutirem o assunto em grupo. Na sequência, pergunte até que ponto estas situações podem comprometer a estabilidade de um relacionamento conjugal. Ouça as respostas e finalize a atividade afirmando que podemos nos relacionar com diversas pessoas, pois, afinal de contas, vivemos nesse mundo, mas devemos conhecer o nosso limite. Até onde podemos ir e não ir. A nossa mente e coração devem estar guardados no Senhor, pois, a sua Palavra é a nossa bússola.

 

INTERNET

Se bem usada, a internet pode ser uma bênção. Ela proporciona um mundo imenso de novas oportunidades, amizades e empregos. É um espaço virtual que congrega pessoas de diversas origens e tipos.

 

AMIZADE PROFISSIONAL

Quando trabalhamos numa empresa conhecemos diferentes pessoas. Naturalmente as afinidades aparecem e estabelecemos permanente comunicação com elas. A amizade profissional é uma consequência direta do nosso trabalho.

 

RELACIONAMENTO NA IGREJA

Na igreja local também nos relacionamos com pessoas distintas. No Departamento dos Jovens, na União Feminina e outros. A igreja local é uma ótima oportunidade de estabelecermos laços fraternos de amizade com pessoas distintas.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Infidelidade: Procedimento de infiel; deslealdade, traição, perfídia.

 

Vivemos num mundo carente de valores éticos e princípios cristãos. Para as pessoas que não seguem os desígnios divinos, a infidelidade conjugal é vista como prática socialmente aceitável. Porém, os mandamentos divinos são eternos. De acordo com a Bíblia, o adultério é e continuará a ser uma ofensa ao próprio Deus. Lamentavelmente, muitos cristãos estão se deixando levar pelas astutas ciladas do Diabo, fazendo da infidelidade conjugal um hábito. Nesta lição, refletiremos a respeito desse terrível mal que vem infelicitando as famílias.

 

I. ADULTÉRIO, UM GRAVE PECADO

 

1. Conceito e origem da palavra. A palavra adultério vem do latim adulterium, que significa “dormir em cama alheia”. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD), é a relação sexual entre uma pessoa casada com outra que não é o seu cônjuge. Tal ato é um pecado gravíssimo perante Deus, sendo condenado tanto no Antigo quanto em o Novo testamento (Êx 20.14; Dt 5.18; Rm 13.9; Gl 5.19). É um ato tão grave que no tempo da lei Mosaica, a pena para o adultério era o apedrejamento (Lv 20.10; Dt 22.22).

2. É preciso vigiar. A infidelidade conjugal é um processo maligno que tem início na mente. No começo, são apenas alguns pensamentos que surgem de “mansinho”. Se estes, porém, não forem combatidos, acabam por nos impregnar a alma e o coração, redundando em atos vergonhosos. Tomemos muito cuidado com o que vemos e pensamos (Sl 101.3; Fp 4.8). Enfim, vigiemos e oremos constantemente para não cairmos nas astutas ciladas do Diabo (Ef 6.11). Jesus exortou-nos a respeito da vigilância e da oração (Mt 26.41). Davi, mesmo sendo um homem segundo o coração de Deus (1Sm 13.14), não vigiou. Ele cometeu um adultério que o arrastou a um homicídio (2Sm 11). Por isso, vigie.

3. Buscar a presença de Deus e não desprezar o cônjuge. Sem a presença de Deus, o casal torna-se vulnerável às investidas do Maligno. Todavia, a comunhão diária com o Senhor, por intermédio da oração, da leitura da Bíblia e do jejum, além de fortalecer-nos, ajuda-nos a ter um bom relacionamento com o cônjuge. A presença divina auxilia-nos a suportar as crises.

Muitos obreiros, por falta de orientação, acabam dedicando-se excessivamente ao ministério eclesiástico em detrimento da família. O resultado é que a esposa e os filhos deixam de receber atenção e carinho. É bom dedicar-se à Obra de Deus. A família, porém, não pode ser esquecida, pois ela é o primeiro rebanho do pastor (1Tm 3.1-7; 5.8; 1Co 7.32-34).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O adultério é um grave pecado. Por isso, o cônjuge deve vigiar, buscar a presença de Deus e jamais desprezar o outro.

 

 

 

II. AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE

 

1. Afastamento de Deus. A Palavra de Deus diz que “os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite” (Pv 5.3). O pecado, a princípio, pode ser até “prazeroso”, mas o preço a ser pago é muito alto; não vale a pena; traz sofrimento e muita dor.

A imoralidade sexual e a infidelidade destroem a família. Todos no lar são afetados de alguma forma. Alguns minutos de prazer ilícito podem levar um homem, ou uma mulher, para o inferno, para a perdição eterna (1Co 6.10). Deus é santo e não aceita o pecado. O adultério divide a família, afasta o cônjuge da presença de Deus e impede as bênçãos divinas (Is 59.1,2).

2. Morte espiritual. O adultério leva à morte espiritual, às vezes até a morte física. Quando nos afastamos de Deus morremos espiritualmente. A infidelidade conjugal fere as pessoas e destrói a alma (Pv 6.32). Davi arrependeu-se, mas pagou um alto preço pelo seu erro. Se o Senhor não ouve as orações daqueles que tratam mal os cônjuges (1Pe 3.7), imagine como Ele reage à infidelidade conjugal (Ml 2.16).

3. Um lar despedaçado. O adultério aflige toda a família. Os filhos, independentemente de sua idade, são sempre os maiores prejudicados. Em geral, ficam decepcionados com os pais e tendem a desconfiar sempre de todos. Alguns filhos acabam, além de carregarem mágoas de seus pais, levando ressentimentos e dor para suas futuras famílias. Seus relacionamentos são afetados. Por isso, Deus abomina a infidelidade, a deslealdade (Ml 2.15). O marido deve amar a esposa, assim como a esposa precisa amar o marido (Ef 5.22-33). A falta de amor prejudica o casamento e abre brechas à deslealdade. O amor entre os cônjuges deve ser incondicional, assim como o de Cristo pela Igreja. Tal amor é um antídoto contra a deslealdade.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A infidelidade conjugal afasta a pessoa de Deus, mata a espiritualidade e dilacera o lar.

 

 

 

III. CONSELHOS CONTRA A INFIDELIDADE

 

1. Fuja das tentações. É preciso ser prudente e evitar o mal. Jesus ensinou os discípulos a terem uma atitude de prudência e sensatez diante das tentações (Mt 10.16; 26.41). Ante o perigo, façamos como José. Ele preferiu fugir a pecar contra Deus. Temendo ao Senhor, rejeitou o pecado. E embora viesse a pagar um alto preço por sua fidelidade, foi honrado por Deus no devido tempo (Gn 39-41). Diante do pecado, fuja (1Ts 4.3).

2. Honre o seu cônjuge. Há maridos que se envergonham de suas esposas. O profeta Malaquias advertiu o povo de Deus, para que ninguém fosse “desleal para com a mulher da sua mocidade” (Ml 2.15). Envelhecer junto à mulher amada é um privilégio. Também há mulheres que, com o passar do tempo, deixam de se interessar e honrar seus maridos. A Bíblia, porém, recomenda a esposa a reverenciar o marido (Ef 5.33). Os muitos afazeres levam algumas mulheres a se esquecerem de seu papel junto ao esposo. Honre seu cônjuge, dando-lhe o apreço e o respeito necessários.

3. Aprecie seu cônjuge. Você aprecia seu cônjuge? Ter apreço significa vê-lo como algo valioso. A Palavra de Deus nos diz que “onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” (Lc 12.34). Se o seu cônjuge é o seu tesouro, ou seja, uma joia que você protege e zela com carinho e respeito, o adultério não terá vez em sua vida. Há esposas e maridos que cuidam bem da casa, do carro, da conta bancária, da igreja, mas não têm cuidado nem interesse pelo seu cônjuge. Valorize-o e alegrem-se juntos no Senhor. Não busque jamais beber água de outra cisterna (Pv 5.1-23).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Alguns conselhos contra a infidelidade no matrimônio: fuja das tentações; honre o seu cônjuge e o aprecie.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Muitas famílias têm sido destruídas por causa da infidelidade conjugal. Para que tenhamos uma vida conjugal bem-sucedida precisamos investir diariamente em nosso relacionamento. É necessário orar, vigiar e demonstrar afeto, apreço, investir no diálogo franco e não abrir mão do respeito. Temos de conscientizar-nos de que a família e o relacionamento conjugal são prioridades. Uma família bem constituída é uma bênção para a obra de Deus.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

HUGHES, R. K. Disciplinas do Homem Cristão. 3 ed., RJ: CPAD, 2004.
HUGHES, B. Disciplinas da Mulher Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2005.
HUGHES, K. & B. Disciplinas da Família Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Defina, de acordo com a lição, a palavra adultério.

R. É a relação sexual entre uma pessoa casada com outra que não é o seu cônjuge.

 

2. Na Lei Mosaica, qual era a pena para quem adulterava?

R. O apedrejamento (Lv 20.10; Dt 22.22).

 

3. Cite as consequências da infidelidade.

R. Afastamento de Deus, morte espiritual e um lar despedaçado.

 

4. De acordo com a lição, quais conselhos podem ajudar a evitar a infidelidade?

R. Fuja das tentações, honre o seu cônjuge, aprecie seu cônjuge.

 

5. Que conselho você daria para alguém que foi infiel para com o seu cônjuge?

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Vida Cristã

 

“UMA META DE VIDA [...]

[...] Nossa igreja evangélica parece uma comunidade de casamentos sãos. É tão boa na superfície “ cursos de extensão, segurança financeira, casas elegantes, igrejas dignas, pessoas bonitas e terapeutas matrimoniais para quando houver uma lombada na estrada. Mas como é que Deus mede nosso casamento? Não é por esses padrões.

O casamento de meus pais estava muito longe do maravilhoso pacote evangélico que descrevi. Contudo, havia autenticidade e beleza nas promessas feitas e mantidas por este casal trabalhador que enfrentou o que pareciam probabilidades insuperáveis. O resultado foi uma colheita de graça, e eu sou parte disto.

Kent e eu somos casados há trinta e oito anos. Temos quatro filhas adultas e dezesseis netos. Juntos tentamos vivenciar as diretivas da Palavra de Deus sobre casamento. Nossas lutas foram muitos diferentes das de meus pais, mas mesmo assim nosso compromisso se fortaleceu, como o de meus pais, num amor profundo e permanente um pelo outro. Nosso compromisso mútuo em viver conforme o plano de Deus para marido e mulher nos capacitou a experimentar uma unidade feliz - algo raro e admirável neste mundo arruinado” (HUGHES, B. Disciplinas da Mulher Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.150).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A infidelidade conjugal

 

A infidelidade conjugal é, sem dúvida, o fator mais destrutivo da união familiar. É tão séria que foi a única opção descrita por Jesus como tolerável, em um caso de divórcio, para que um homem se afastasse de sua mulher para se casar com outra (a esposa infiel era repudiada pelo esposo e vinha então o divórcio).

A infidelidade conjugal é prejudicial à família e à relação com Deus. O Antigo Testamento mostra que a idolatria é comparada a uma infidelidade conjugal. Oséias, profeta de Deus, demonstrou em sua profecia a similaridade da traição de sua mulher, Gomer, com as traições de Israel para com Deus, motivo que fez com que Deus se irritasse muito com Seu próprio povo.

Vigilância dos crentes — Não são poucos os crentes que utilizam a desculpa da “espiritualidade” para se desvencilharem de suas obrigações conjugais. Paulo deixa claro que essa atitude tem uma implicação séria: a tentação de satanás. “Não vos negueis um ao outro, a não ser de comum acordo por algum tempo, a fim de vos consagrardes à oração. Depois, uni-vos de novo, para que Satanás não vos tente por causa da vossa falta de controle” (1Co 7.5). Paulo deixa claro que a abstinência sexual das pessoas casadas devem seguir estes princípios: Deve ser de comum acordo, ou seja, o casal deve concordar com essa abstinência, ou ela não poderá acontecer; deve ser temporário, ou seja, não pode ser por toda a vida; deve ser para que a pessoa se dedique à oração, ou seja, um propósito específico e elevado. A consequência de não se respeitar esses princípios é ser alvo da tentação de Satanás. Imagine a situação: se andamos com Deus e ainda assim somos tentados, quem dirá se abrirmos a guarda e dermos motivos para que o tentador nos ataque. Portanto, que isso fique claro: atender ao nosso cônjuge em suas necessidades sexuais faz parte de nossa obrigação também diante de Deus, e nos resguarda de tentações satânicas na esfera sexual. Portanto, fuja desse tipo de tentação, compreendendo seu cônjuge e honrando-o em suas necessidades afetivas.

Lembremo-nos das duas consequências funestas da infidelidade conjugal: a destruição do lar e o afastamento de Deus. É evidente que o preço a se pagar por tal pecado é alto demais para aqueles que prezam por sua família e pela comunhão com Deus. Uma família bem estruturada tem seu preço, e da mesma forma uma família desestruturada. Que isso nos sirva de lição para que nos guardemos dos pecados sexuais e de suas consequências.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 8: Educação Cristã, responsabilidade dos pais

Data: 26 de Maio de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A educação cristã de nossas crianças, adolescentes e jovens é uma responsabilidade intransferível e pessoal dos pais com o apoio e assistência da igreja.

 

HINOS SUGERIDOS

 

330, 418, 522.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Dt 6.4-9

A responsabilidade dos pais

 

 

 

Terça - Sl 78.5

Pais ensinando filhos

 

 

 

Quarta - Ef 6.4

Filhos criados na doutrina do Senhor

 

 

 

Quinta - Ef 4.11

Jesus provê mestres para a sua igreja

 

 

 

Sexta - Lc 2.52

O desenvolvimento de Jesus

 

 

 

Sábado - Sl 127.3

Filhos — Herança do Senhor

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Deuteronômio 6.1-9.

 

1 - Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor vosso Deus para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir;

2 - Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.

3 - Ouve, pois, ó Israel, e atenta que os guardes, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o Senhor Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel.

4 - Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.

5 - Amarás, pois o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.

6 - E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;

7 - e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.

8 - Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por testeiras entre os teus olhos.

9 - E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.

 

INTERAÇÃO

 

Em lições anteriores vimos que grande parte dos pais não acompanha a vida estudantil dos filhos. Em que pese às demandas atuais da vida da família cristã, o que os pais cristãos têm feito pela educação religiosa dos seus filhos? Se, em primeiro lugar, a fé cristã não for ensinada e vivenciada no lar, certamente será impossível aos nossos filhos peregrinarem pelo caminho da retidão. A Educação Cristã é responsabilidade dada por Deus aos pais.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Considerar a Educação Cristã como missão prioritária dos pais.
  • Compreender a educação no Antigo e em o Novo Testamento.
  • Saber da importância da Educação Cristã na família.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para introduzir a lição dessa semana, sugerimos que leia o trecho do Manual de Ensino para o Educador Cristão, CPAD: “O mandato ‘Fazei discípulos’ (ARA [Almeida Revista Atualizada]) inclui intrinsecamente o ensino. Mas temos de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada espécie, isto é, ‘guardar [obedecer] todas as coisas’ que Cristo ordenou. Em outras palavras, Seus ensinamentos foram designados para produzir informação e transformação [...]”.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Educação: Processo de desenvolvimento das capacidades física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.

 

Educar os filhos não é uma tarefa fácil. Deus, porém, confiou-nos essa tarefa, e dela não podemos fugir. Infelizmente, muitos pais estão terceirizando a educação de seus filhos, e isso tem enfraquecido a família cristã. Para que cumpramos essa tão nobre missão é necessário que busquemos a sabedoria que somente Deus pode conceder-nos (Tg 1.5; 3.17). Ainda que contemos com a ajuda da igreja, a responsabilidade de educar é dos pais.

 

I. EDUCAÇÃO, A MISSÃO PRIORITÁRIA DOS PAIS

 

1. O que significa educar? Segundo o Dicionário Houaiss “a palavra educar vem do latim educo e significa ‘criar uma criança’; cuidar, instruir”. Podemos definir educação como ensino e instrução. Não podemos jamais nos esquecer que a Igreja do Senhor tem uma função educadora. Como sal e luz deste mundo ela deve educar e instruir segundo a Palavra de Deus (Mt 28.19,20). Como crentes precisamos ser guiados e orientados segundo as Escrituras, pois ela nos protege das sutilezas do Maligno.

2. Educação Cristã. Se quisermos uma sociedade melhor, mais justa e solidária, precisamos, como Igreja do Senhor, valorizar o ensino da Palavra de Deus. Para isso, é imprescindível investir na Educação Cristã, pois o seu principal objetivo é levar o crente a conhecer mais a Deus (Os 6.3), contribuindo para que o fiel tenha uma vida reta perante o Senhor e a sociedade. Nesse processo, a participação da liderança é decisiva. Aliás, ensinar é um dos deveres do pastor (1Tm 3.2; 2Tm 2.24).

3. A educação nas escolas. Vivemos em uma sociedade permissiva, onde faltam valores morais e éticos. Tanto nas escolas públicas quanto nas privadas as crianças e os jovens estão em contato com filosofias ateístas, materialistas e pragmáticas. Tais ensinos, nocivos à fé cristã, já fazem parte do currículo de muitas escolas. Por isso, os pais não podem negligenciar a educação dos seus filhos. Eles precisam, com a ajuda da igreja, ser instruídos para orientar seus filhos (Ef 6.1-4). Os resultados da educação divorciada dos valores cristãos podem ser os piores possíveis: milhares de adolescentes grávidas, aumento das doenças sexualmente transmissíveis, aumento do número de casos de AIDS, etc.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Educar é proporcionar uma formação completa ao educando: espiritual, moral e social.

 

 

 

II. A EDUCAÇÃO NO ANTIGO E EM O NOVO TESTAMENTO

 

1. No Antigo Testamento. A ordem do Senhor aos israelitas era para que estes priorizassem a educação. Os pais tinham a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito dos atos do Senhor em favor do povo de Israel (Sl 78.5). Assim os filhos, mediante o testemunho dos pais, conheceriam a Deus e aprenderiam a temê-lo (Dt 4.9,10). No livro de Josué lemos a respeito do memorial erguido com doze pedras retiradas do rio Jordão (Js 4.20-24). Este memorial serviria para lembrar ao povo o dia em que o Senhor os fez passar a pés secos pelo rio. Ao verem esse memorial, as crianças ouviriam a sua história e aprenderiam mais sobre o Deus de seus pais. É preciso que façamos o mesmo com nossas crianças, testemunhando do poder de Deus às próximas gerações. É preciso aproveitar cada momento para mostrarmos a nossa gratidão a Deus, de modo que o nosso exemplo de vida fale tanto quanto nossas palavras.

2. Em o Novo Testamento. As sinagogas também eram um centro de instrução onde os meninos judeus aprendiam a respeito da lei. Mesmo havendo essas “escolas” a educação no lar era prioritária. Jesus, como menino judeu, provavelmente participou do ensino nas sinagogas, pois seus pais cumpriam os rituais judaicos (Lc 2.21-24,39-42). Em sua pré-adolescência, Jesus já sabia de cor a Torá, chegando a confundir os doutores no templo (Lc 2.46,47). Em o Novo Testamento vemos que a educação começava no lar, passava pela sinagoga, e se fortalecia no templo. Temos também o exemplo do jovem obreiro Timóteo. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo exortando-o a permanecer nas Sagradas Escrituras, que havia aprendido ainda menino (2Tm 1.5,6; 3.14-17).

3. Na atualidade. A Escola Dominical é a maior e a mais acessível agência de educação religiosa das igrejas evangélicas. Ela auxilia todas as faixas etárias na compreensão das Sagradas Escrituras. Porém, a Escola Dominical não pode ser a única responsável pela formação espiritual e moral de nossas crianças, adolescentes e jovens. A responsabilidade maior cabe aos pais. Aliás, a educação de nossos filhos deve começar, prioritariamente, em nosso lar, pois assim Deus recomenda em sua Palavra (Ef 6.1-4).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

No Antigo Testamento os israelitas priorizavam a educação dos filhos em casa. Em o Novo Testamento, as sinagogas eram os centros de instrução para os meninos aprenderem a lei.

 

 

 

III. A EDUCAÇÃO CRISTÃ NA FAMÍLIA

 

1. Os filhos são herança do Senhor. Os pais precisam cuidar dos filhos com zelo, carinho e amor, oferecendo uma educação de qualidade, pois eles são “herança do Senhor” e a nossa grande recompensa (Sl 127.3); portanto, agradeça a Deus pelos seus filhos. Como forma de gratidão, procure ensiná-los e educá-los no temor do Senhor (Ef 6.1-4). Não seja negligente com a educação deles (Pv 22.6).

2. O ensino da Palavra de Deus no lar. Os pais são, por natureza, os primeiros professores dos filhos. A criança conhece a Deus primeiramente através dos pais, por isso, não deixe de fazer o culto doméstico. Reserve ao menos 10 minutos por dia para louvar e adorar ao Senhor com seus filhos. Tais momentos são especiais e ajudam a fortalecer a família. Não permita que a televisão ou quaisquer meios de distração impeçam a sua família de desfrutar desses minutos tão especiais.

3. Leve seus filhos à igreja. Lamentavelmente, muitos pais vão à igreja sem seus filhos. As crianças e os jovens devem ser persuadidos, com amor, a ir à Casa do Senhor. Se ainda na infância forem conduzidos à Casa de Deus, quando jovens darão valor a essa prática saudável (Mc 10.13-16). A Educação Cristã começa no lar e é fortalecida na Igreja, notadamente na Escola Dominical.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Na família, a Educação Cristã deve estar eminentemente presente.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

“Educação é dever do Estado e direito do cidadão”, porém, a educação começa na família. Os pais receberam de Deus uma das mais nobres missões: educar seus filhos. Aqueles que amam ao Senhor e a sua Palavra vão fazer de tudo para que seus filhos sejam educados segundo os princípios bíblicos. Somente assim livraremos nossos filhos dos horrores destes últimos dias.

 

VOCABULÁRIO

 

Mister: Urgência.
Utilitarista: Busca egoísta do prazer individual.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ANDRADE, C. Teologia da Educação Cristã: A missão educativa da Igreja e suas implicações bíblicas e doutrinárias. 1 ed., RJ: CPAD, 2002.
GANGEL, K.; HENDRICKS, H. G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1 ed., RJ: CPAD, 1999. 
GEISLER, N.; ZACHARIAS, R. Sua Igreja Está Preparada? Motivando Líderes Para Viver Uma Vida Apologética. 1 ed., RJ: CPAD, 2007.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Segundo a lição, o que significa “educar”?

R. Criar uma criança; cuidar, instruir.

 

2. O que devemos fazer se queremos uma sociedade mais justa e solidária?

R. Precisamos, como Igreja do Senhor, valorizar o ensino da Palavra de Deus.

 

3. Qual é a maior e mais acessível agência de educação religiosa das igrejas evangélicas?

R. A Escola Dominical.

 

4. De acordo com a lição, qual era a ordem do Senhor para os israelitas?

R. Que os israelitas priorizassem a educação de seus filhos.

 

5. Qual era o propósito do memorial erguido por Josué com as doze pedras do Jordão?

R. As crianças, ao verem esse memorial, ouviriam a sua história e aprenderiam mais sobre o Deus de seus pais.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Teológico

 

“Educação Cristã

É a ciência magisterial da Igreja Cristã que, fundamentada na Bíblia Sagrada, tem por objetivos:

a) A instrução do ser humano no conhecimento divino, a fim de que ele volte a reatar a comunhão com o Criador, e venha a usufruir plenamente dos benefícios do Plano de Salvação que Deus estabeleceu em seu amado Filho. O apóstolo Paulo compreendeu perfeitamente o objetivo da Educação Cristã:

‘Admoestando a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo homem perfeito em Jesus Cristo’ (Cl 1.28).

b) A educação do crente, para que este logre alcançar a perfeição preconizada nas Sagradas Escrituras: ‘toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra’ (2Tm 3.16,17).

c) A preparação dos santos, visando capacitá-los a cumprir integralmente os preceitos divinos da Grande Comissão: ‘Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade’ (2Tm 2.15)” (ANDRADE, C. Teologia da Educação Cristã: A missão educativa da Igreja e suas implicações bíblicas e doutrinárias. 1 ed., RJ: CPAD, 2002, pp.5-6).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Teológico

 

“[A Educação Cristã] FOI PRATICADA PELA IGREJA PRIMITIVA

Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja Primitiva obedeceu mesmo esse mandamento?

 

A ILUSTRAÇÃO

Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles ‘perseveravam na doutrina [ensino] dos apóstolos’ (At 2.42). Este era o padrão contínuo; não uma exceção.

 

A IMPLEMENTAÇÃO

Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: ‘Uns [...] para pastores e doutores [mestres, professores]’ (Ef 4.11). O propósito? ‘Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo’ (Ef 4.12); mais uma outra prova de que os talentosos são chamados para o ministério da multiplicação e não da adição.

Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As pessoas clamavam pelo ‘dom de ensino’ com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: ‘Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo’ (Tg 3.1). Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata.

As evidências bíblicas acima devem ser constrangedoras o bastante para atrair o sério e abortar o superficial [a respeito do ensino]” (GANGEL, K.; HENDRICKS, H. G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1 ed., RJ: CPAD, 1999, p.7).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais

 

A educação da criança é responsabilidade dos pais, e o mesmo ocorre quando se fala em educação cristã. Os pais cristãos são responsáveis por educarem seus filhos e transmitir a eles as verdades sobre a Bíblia e o Evangelho. É evidente que a igreja, por meio da Escola Dominical, terá sua participação na transmissão do Evangelho de forma didática e direcionada, mas isso não exime os pais de ensinarem seus filhos em casa e com o próprio exemplo de vida.

Lembremo-nos de que o mundo se utiliza dos meios escolares vigentes para transmitir aos nossos filhos ensinos que zombam da fé cristã, o que reforça a necessidade de investirmos em uma excelente educação cristã para nossos filhos.

No Antigo Testamento, não havia a ideia de “educação cristã”, pois não existia ainda o cristianismo, mas existia a obrigatoriedade de os pais ensinarem seus filhos a temerem ao Senhor, respeitar Sua Lei e ter ao Senhor como seu Deus. O ensino também era demonstrado por meio de monumentos, como as doze pedras retiradas do Jordão, que seria memorial para as futuras gerações se lembrassem de como Deus cumpriu sua promessa de colocar o povo na terra prometida, fazendo com que o Jordão fosse aberto na época das chuvas e o povo pudesse ultrapassar essa barreira geográfica. No futuro, as crianças perguntariam sobre aquele conjunto de pedras, e os pais deveriam contar como Deus havia realizado aquele milagre.

Mesmo com o passar dos anos, quando os judeus não tinham mais o Templo, instituíram as sinagogas para reunir os membros da comunidade e ensinar às crianças a lei de Deus. Foi essa instituição — a sinagoga — que Deus posteriormente utilizou para difundir o Evangelho aos judeus, quando Paulo, em suas viagens missionárias, ia de cidade em cidade para falar de Jesus. Paulo ia primeiramente às sinagogas, anunciando Jesus aos seus irmãos, e depois pregava aos gentios em outros lugares.

A educação cristã de nossos filhos deve ser de suma importância para nós, tanto quanto a educação secular nas escolas. Por isso, é importante levá-los à Escola Dominical, onde aprenderão sistemática e didaticamente a Palavra, por meio de histórias, leitura da Bíblia e outros meios utilizados para fazer com que as crianças entendam a fé cristã e tomem uma decisão por Cristo. Além de aprender a Palavra, eles desenvolverão amizades cristãs e já terão contato com ministérios próprios do culto, como a música e a adoração.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 9: A Família e a Sexualidade

Data: 2 de Junho de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Apesar da grotesca e abominável exploração sexual que vitima o mundo atual, não podemos esquecer-nos dos princípios bíblicos que regem o relacionamento entre os sexos.

 

HINOS SUGERIDOS

 

198, 253, 576.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1Pe 1.15

Santos em toda a maneira de viver

 

 

 

Terça - 1Ts 3.13

Irrepreensíveis em santidade

 

 

 

Quarta - Is 5.20

Deus condena a inversão de valores

 

 

 

Quinta - Gn 2.22-24

Deus criou dois sexos: masculino e feminino

 

 

 

Sexta - Gn 2.24

Intimidade só após o casamento

 

 

 

Sábado - Hb 13.4

Leito sem mácula

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Tessalonicenses 4.3-5; 5.23; 1 Pedro 1.14-16.

 

1 Tessalonicenses 4

3 - Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição;

4 - que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra;

5 - não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.

 

1 Tessalonicenses 5

23 - E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

1 Pedro 1

14 - Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;

15 - mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;

16 - porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

 

INTERAÇÃO

 

Por muito tempo era tabu falar sobre a sexualidade na Igreja Evangélica. Muito se avançou neste sentido, mas sabemos que o assunto ainda é necessário e precisa ser desenvolvido com propriedade e seriedade. Pessoas mal resolvidas na sua sexualidade podem ter sérios problemas conjugais. É importante desconstruir a ideia de que o sexo é pecaminoso. Os cristãos devem entender que o sexo no âmbito do casamento expressa a vontade de Deus para um matrimônio feliz.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Identificar algumas questões importantes sobre a sexualidade.
  • Reconhecer o valor da pureza sexual antes do casamento.
  • Compreender o que a Bíblia ensina sobre a homossexualidade.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, a homossexualidade é um tema polêmico em qualquer debate, seja na política, seja na ciência ou na religião. No entanto, a postura da igreja local é educar os seus membros à luz da Bíblia mostrando que o homossexualismo é pecado e como o crente deve lidar com essa questão. Para aprofundar o tópico III da presente lição sugerimos a seguinte atividade: divida a classe em dois ou três grupos de, no máximo, cinco pessoas por grupo. Peça para eles opinarem sobre as seguintes questões, respectivamente: “O homossexualismo é pecado?”; “Como a igreja deve lidar com isso?”; “Como deve ser o nosso relacionamento pessoal com um homossexual (na escola, no trabalho, etc.)?”. Em seguida, conclua o debate dizendo que o Senhor aborrece a prática pecaminosa, mas ama as pessoas, pois foi por elas que o Senhor Jesus morreu. Boa aula!

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Sexualidade: O conjunto dos fenômenos da vida sexual; qualidade sexual; sexo.

 

Sabemos que o sexo foi criado por Deus com um propósito elevado, nobre e saudável. No entanto, desde a Queda, a sexualidade vem sendo deturpada de modo irresponsável, pecaminoso e grotesco. Assim, por ser também um tema bíblico, tal assunto deve ser abordado na Escola Dominical. O objetivo desta lição é ajudar às famílias, proporcionando-lhes uma visão bíblica e ortodoxa a respeito deste assunto. Afinal, como Igreja de Cristo, temos de ser santos em toda a nossa maneira de ser.

 

I. QUESTÕES SOBRE A SEXUALIDADE

 

1. Um mundo dominado pelo erotismo. Vivemos numa sociedade marcada por um erotismo tão maligno e ímpio, que não poupa sequer as crianças. Nossas famílias, principalmente as crianças, estão sendo expostas à exploração do sexo de modo intenso e irresponsável. O sexo em si não é pecaminoso, pois foi Deus quem o criou. O Diabo, porém, encarregou-se de transformá-lo em algo vergonhoso e vil. Eis porque temos de educar nossas crianças e jovens segundo os princípios da Palavra de Deus, para que não sejam destruídos. Infelizmente há cristãos, inclusive obreiros, que, utilizando-se indevidamente da internet tornam-se vítimas da pornografia. O fácil acesso a esse tipo de material vem roubando a alegria da salvação de muita gente. Portanto, tomemos cuidado com o que vemos no computador (leia Sl 101.3).

2. Fornicação é pecado. Não querendo Deus que o homem vivesse só, deu-lhe uma esposa (Gn 2.18). Por isso, o Cântico dos Cânticos de Salomão exalta o relacionamento sexual não entre solteiros, mas entre um homem e uma mulher devidamente casados (Ct 4.1-12; Ef 5.22-25). Isso significa que o sexo antes ou fora do casamento desagrada a Deus. E quem vive na prática do pecado não herdará o Reino de Deus (Ef 5.5).

3. Prazer no casamento. Muita gente acha que o relacionamento sexual entre marido e mulher tem como único objetivo a procriação. Isso é um erro. Na Bíblia, encontramos vários textos que incentivam o casal a desfrutar das alegrias conjugais. Em Provérbios 5.18-23, os cônjuges são exortados a usufruírem da intimidade matrimonial. Por outro lado, o homem é advertido contra “a mulher estranha”, a adúltera. Em seguida, é incentivado a valorizar a união matrimonial e santa, exaltando sempre a monogamia, a fidelidade e o amor (Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Vivemos numa sociedade dominada pelo erotismo e pela sexualidade distorcida que nada tem com a ética cristã.

 

 

 

II. O VALOR DA PUREZA SEXUAL ANTES DO CASAMENTO

 

1. No Antigo Testamento. A Bíblia exalta a pureza na vida de um jovem (Sl 119.9-11). Aliás, esse texto é indispensável a todo servo de Deus. As leis sobre a castidade eram rigorosas. Se uma jovem, por exemplo, tivesse relações sexuais antes do casamento era apedrejada até à morte (Dt 22.20,21), e o sacerdote só poderia se casar com uma virgem (Lv 21.13,14), demostrando que em Israel, a virgindade era necessária e valorizada por todos (Gn 34.7).

2. Em o Novo Testamento. Doutrinando os coríntios sobre a fidelidade a Cristo, Paulo faz alusão ao valor da virgindade: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2Co 11.2). Por conseguinte, a pureza sexual em o Novo testamento é tanto para o homem quanto para a mulher. Ambos devem manter-se castos e virgens até o casamento.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

No Antigo e em o Novo Testamento, a pureza sexual de um jovem é exaltada e valorizada.

 

 

 

III. O SEXO QUE A BÍBLIA CONDENA

 

1. A prática do homossexualismo. De acordo com o Dicionário Houaiss, homossexualismo é a prática amorosa ou sexual entre indivíduos do mesmo sexo. O que a Bíblia tem a dizer sobre esse assunto?

No princípio, o Criador não uniu dois “machos” nem duas “fêmeas”. A Bíblia é clara: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Mais adiante, acrescenta o texto bíblico: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2.18). Tais passagens mostram que Deus criou apenas dois gêneros bem distintos: homem e mulher. Isto significa que o homossexualismo é pecado. Não resta dúvida! É um pecado de tal forma abominável que até mesmo o dinheiro proveniente de tal prática não deve ser introduzido na Casa de Deus: “Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa do Senhor, teu Deus, por qualquer voto; porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor, teu Deus” (Dt 23.18 — ARA).

Cumpre ressaltar, aqui, que não admitimos qualquer tipo de violência contra os homossexuais. Mesmo porque, cumpre-nos ganhá-los para Jesus. E, graças a Deus, há muitos ex-homossexuais que, hoje, servem fielmente ao Senhor (1Co 6.11).

2. Educando os jovens na Palavra de Deus. Com base na Bíblia Sagrada, ensinemos às nossas crianças, adolescentes e jovens, que o sexo é permitido por Deus para o prazer de um homem e uma mulher unidos pelo matrimônio. O sexo fora ou antes do casamento é pecado e contrário ao plano de Deus na vida de um casal crente. Enquanto isso, prontifiquemo-nos a orar pelas autoridades constituídas, para que não instituam leis cujo único objetivo é promover o pecado e destruir a família tradicional.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A união heterossexual é o único modelo de casamento aprovado por Deus. Tal verdade condena o homossexualismo.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

O casamento, de acordo com a Palavra de Deus, é monogâmico, heterossexual e indissolúvel. E não podemos fugir a esse padrão. Quanto ao ato sexual, só é lícito se praticado no casamento; antes e fora do matrimônio é pecado. Que sejamos, como servos do Senhor, exemplo de moderação, ética e, acima de tudo, santidade e pureza em todos os aspectos de nossa vida.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

JOHNSON, G.; YORKEY, M. A segunda década do amor: Renovando o casamento antes que os filhos saiam para viver suas próprias vidas. 1 ed., RJ: CPAD, 1996.
HEGSTROM, P. Homens violentos e as mulheres que os amam: Quebrando o ciclo do abuso físico e emocional. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
MILLER, M. A. Meu marido tem um segredo: Encontrando a libertação para o vício sexual. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Qual advertência do Salmo 101.3 para o cristão?

R. “Não porei coisa má diante dos meus olhos”.

 

2. O sexo é algo pecaminoso? Justifique a sua resposta.

R. O sexo em si não é pecaminoso (Gn 1.31), pois foi Deus quem o criou.

 

3. O relacionamento sexual entre marido e mulher tem como objetivo único à procriação? Cite uma referência bíblica que justifique sua resposta.

R. Não. Na Bíblia, encontramos vários textos que incentivam o casal a desfrutar das alegrias conjugais: Pv 5.18-23; Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9.

 

4. Cite um texto bíblico em o Novo Testamento que faça alusão a virgindade para o homem e para a mulher.

R. 2 Coríntios 11.2.

 

5. Cite duas referências bíblicas que mostre que Deus criou apenas dois gêneros distintos: homem e mulher.

R. Gênesis 1.27; 2.18.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Vida Cristã

 

“você necessita de algum encorajamento e ideias para ajudá-lo a iniciar um ‘Renascimento’ [no casamento]?

Pensamos ser possível que haja tal renascimento antes das crianças deixarem o lar. Na verdade você precisa disto! Quando chegar o dia em que as crianças tiverem partido, e você acordar, olhar espantado para a pessoa com quem não está encorajado a passar o resto da sua vida... Pode não ter o desejo de reacender a chama do casamento.

Qual porta do Renascimento Você Deseja Abrir?

A maioria dos homens com quem conversamos enquanto pesquisávamos para este livro, admitiam pensar que um Renascimento seria fazer amor quatro vezes por semana [...]. Após conscientizarem-se quão ridículo isto era, muitos apontaram a amizade que desejavam restabelecer com sua esposa.

O Renascimento desejado pelas mulheres não divergia muito do dos homens: um marido atencioso às necessidades emocionais, alguém para conversar e valorizá-la por quem ela é — e não por seus dotes domésticos como: quão bem ela limpa casa, a cozinha ou dá conta do ‘serviço’ [...]” (JOHNSON, G.; YORKEY, M. A segunda década do amor: Renovando o casamento antes que os filhos saiam para viver suas próprias vidas. 1 ed., RJ: CPAD, 1996, p.23).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Teológico

 

“O relato da criação ensina que homens e mulheres foram criados para viver em relação com o Criador e uns com os outros. O fato de a humanidade rejeitar uma relação com o Criador resulta na perversão de todas as outras relações. O que Deus declarou bom, isto é, que homem e mulher vivessem juntos numa relação como uma só carne (Gn 2.18-25), é trocado por relações nas quais os homens se engajam em relações sexuais com outros homens, e mulheres com outras mulheres [Romanos 1] (vv.26,27). Estes atos são ‘contrário[s] à natureza’, ou seja, eles infringem a ordem criada. A frase no versículo 27, ‘cometendo torpeza’, mostra que o que é condenado é o ato homossexual ou lésbico, não a tentação em si. O contexto também deixa claro que a razão de a homossexualidade ser abordada aqui não é porque seja mais perversa que os outros tipos de pecados sexuais. Antes, Paulo a usa para mostrar como o pecado perverte a ordem criada de macho e fêmea.

O versículo 28 segue o mesmo padrão que já vimos acima: O ato de a humanidade rejeitar o conhecimento de Deus que lhes está disponível conduz à punição divina. Há um jogo de palavras no original grego que reforça o argumento de Paulo de que a punição se ajusta ao pecado. Porque ‘eles se não importam’ (dokimazo) em reter o verdadeiro conhecimento de Deus, ‘Deus os entregou a um sentimento perverso’ [adokimos].

A lista de vícios que se segue denota os tristes efeitos da perda da capacidade de a humanidade ver a verdade. A linha introdutória da lista de maus comportamentos: ‘Estando cheios de toda iniquidade’ (v.29), indica que o apóstolo quer que a lista seja considerada como um todo. O ponto dos versículos 29 a 31 não deve ser achado examinando cada ação mencionada. A ênfase está em como o vasto alcance da depravação humana pode ser remontado à rejeição voluntariosa de Deus. Listas de vício como esta eram comuns em escritos do período, tanto em escritos judaicos quanto helenistas” [ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2008, pp.823-24].

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A Família e a Sexualidade

 

Tratar do assunto “sexo” tem sido um tabu para muitas pessoas, inclusive na igreja. Vivemos em um mundo dominado pela exposição corporal, sem pudores e com oferta abundante de pornografia, e isso tem influenciado profundamente pessoas dentro e fora da igreja, despertando o pior sentimento em relação a essa grande bênção que é o sexo.

O sexo foi criado por Deus tanto para a procriação quanto para a recreação do casal. Por meio dele, a união heterossexual tem dado prosseguimento à ordem divina de fazer com que homens e mulheres perpetuem suas gerações. E por meio também do sexo, Deus traz o prazer ao casal. Temos ciência de que aqueles que experimentam o sexo fora dos padrões de Deus obtém prazer e também têm filhos, pois essas duas manifestações da bênção de Deus para o sexo não são revogadas. Entretanto, o sexo irresponsável traz consequências para o homem e a mulher, como filhos não planejados e não reconhecidos, mães assumindo lares sozinhas, doenças sexualmente transmissíveis, memórias contaminadas pelo desprezo e pelo abandono, etc.

Uma das coisas que devemos relembrar neste assunto da sexualidade é a seriedade com que Deus trata a infidelidade conjugal e o sexo pré-cojugal. O sexo é mais que um ato de prazer: é um ato de responsabilidade.

O papel dos pais para com os filhos. Deus espera que os pais tenham um papel ativo no sentido de conversar com seus filhos sobre a sexualidade. É melhor que nossos filhos ouçam de nossa boca esse assunto, tratado de forma coerente e bíblica, do que ouvir do mundo em um momento de curiosidade e aprender errado sobre questões de sexualidade. O mundo não ensinará nossos filhos a se guardarem da prática sexual antes do casamento. O mundo não valorizará a castidade e a abstinência, mas incentivará uma relação promíscua, adúltera e irresponsável. Para que não pequemos por omissão, busquemos conversar com nossos filhos de forma bíblica e inteligente, mostrando a eles o valor daquilo que Deus diz que é valioso, e as consequências de se desprezar aquilo que Deus considera importante para dar valor ao que o Diabo alega ser importante.

A Bíblia e o homossexualismo — A Palavra descreve o homossexualismo como sendo um pecado contra Deus, e lei alguma pode mudar essa realidade descrita na Bíblia. Nunca fomos e nunca seremos favoráveis a atos criminosos contra homossexuais, pois devemos tratar a todas as pessoas com a devida dignidade, orar por elas e apresentar-lhes a Jesus.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 10: A necessidade e a urgência do Culto Doméstico

Data: 9 de Junho de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te(Dt 11.19).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Se não nos voltarmos com urgência à prática do culto doméstico, nossas famílias não poderão resistir às investidas das trevas nestes últimos dias. A adoração no lar é imprescindível.

 

HINOS SUGERIDOS

 

124, 251, 388.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Dt 4.9

Guardando o ensino em família

 

 

 

Terça - Hb 4.12

A eficácia da Palavra de Deus

 

 

 

Quarta - Pv 22.6

O ensino desde a tenra idade

 

 

 

Quinta - Êx 20.12

Honrar pai e mãe

 

 

 

Sexta - Ef 6.4

Pais ensinando a Palavra

 

 

 

Sábado - 2Tm 3.14,15

Permanecendo na Palavra de Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Deuteronômio 11.18-21; 2 Timóteo 3.14-17

 

Deuteronômio 11

18 - Ponde, pois estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos,

19 - e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te;

20 - e escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas,

21 - para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra.

 

2 Timóteo 3

14 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,

15 - e que desde a tua meninice sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

16 - Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;

17 - Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

 

INTERAÇÃO

 

A nossa vida espiritual deve começar em casa! Certa feita o Senhor Jesus falou: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto”. Aqui, o Senhor Jesus ensina que o nosso aposento — em vez de grandes catedrais — é um excelente lugar para buscarmos a face do Senhor. Não há nada melhor do que cultuar o nosso Deus em família, juntamente com os pais, filhos, netos, sobrinhos, etc. Definitivamente, não podemos depender apenas dos cultos oficiais de nossas igrejas locais para termos comunhão com o Pai. A nossa casa e toda a família devem ser uma extensão da Igreja de Cristo. Pense nisso!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Conhecer as bases bíblicas do Culto Doméstico.
  • Classificar as bênçãos provenientes do culto no lar.
  • Organizar o Culto Doméstico.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, ao concluir a lição dessa semana, sugerimos que faça um convite para a classe. Convide-a para por em prática o que se aprendeu nesta lição. Distribua para os alunos folhas de papel ofício e peça que eles estabeleçam uma agenda semanal para o culto doméstico em suas casas. Após elaborarem a agenda, peça que eles tenham o zelo de cumpri-la. No prazo de um mês, separe um dia para os alunos testemunharem as experiências pessoais provenientes dos cultos domésticos realizados com toda a família. Boa aula!

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Culto: Adoração ou homenagem à uma divindade em quaisquer de suas formas.

 

A negligência para com o culto doméstico tem esfriado espiritualmente a família cristã. A comunhão, que deveria ser intensa no lar, é substituída, hoje, pela televisão e pelas longas horas de navegação na internet. Consequentemente, o culto ao Senhor em nossas casas, outrora tão prioritário, praticamente desapareceu. Como se não bastasse, muitos pais optaram por terceirizar a formação espiritual e moral de seus filhos. Não querem ter trabalho algum com as suas crianças, adolescentes e jovens. E, para se justificarem, alegam falta de tempo. O que será dessa nova geração sem o ensino cristão? É necessário resgatarmos com urgência o culto doméstico. Caso contrário, nossas famílias não poderão subsistir nestes dias difíceis, maus e tenebrosos.

 

I. O CULTO DOMÉSTICO

 

1. Adoração em família. Moisés reuniu o povo e fez-lhe saber a vontade de Deus através dos estatutos e dos juízos divinos (Lv 19.37). O lar judaico, por conseguinte, teria de ser uma escola para as crianças aprenderem a temer e a amar ao Senhor (Dt 6.7; 11.18,19). Lamentavelmente, já não se vê o mesmo zelo e determinação nas famílias cristãs atuais. Não há uma cultura de adoração a Deus no lar. Entretanto, a Bíblia Sagrada destaca o valor do ensino divino cultivado no coração humano (Pv 4.20-23). A Palavra de Deus deve ser o livro-texto dos pais na educação dos seus filhos, pois ela “é viva e eficaz” e produz um poderoso efeito na vida de quem a observa e a pratica (Hb 4.12).

2. A restauração da instrução doméstica. A respeito do ensino divino a ser ministrado no lar, o Senhor ordena: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” (Dt 6.6,7). Mais do que nunca, torna-se imperativo o ensino da Palavra de Deus no lar (Pv 22.6). Nossos filhos precisam aprender com a máxima urgência a amar a Deus como Ele o requer: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu poder” (Dt 6.5).

3. A prática da adoração doméstica. Muitos casais supõem que, pelo fato de ainda não serem pais, acham-se dispensados do culto doméstico. Na verdade, o culto doméstico não apresenta qualquer restrição no tocante à quantidade de membros em uma família. Portanto, quer você tenha filhos, quer não, a devoção na família não pode esperar. A diferença está apenas no fato de que havendo filhos, a Palavra deverá ser ministrada com o objetivo de alcançá-los também, com uma linguagem própria para cada faixa etária.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

O Culto Doméstico promove a adoração em família, a instrução doméstica e uma prática consciente da comunhão cristã.

 

 

 

II. O CULTO NO LAR

 

1. Organizando o culto doméstico. Tendo em vista a prática do culto doméstico, a primeira coisa a fazer é definir um dia e um horário em que todos os membros da família possam participar. A liturgia não precisa ser a mesma da igreja, todavia o louvor, a mensagem e a oração são elementos indispensáveis. Procure não utilizar o momento do culto para discutir problemas familiares ou de outra ordem. Faça estudos bíblicos, incentive os filhos a falarem acerca de sua fé e ouça as instruções dos mais velhos. Este é o momento da família cristã! Sejamos, portanto, prudentes para edificarmos o nosso lar na rocha inabalável: Cristo Jesus (Mt 7.24,25; Ef 2.20).

Não deixe de ler diariamente a Bíblia com o seu cônjuge e filhos. Programe a leitura diária para o ano todo. E aproveite as datas comemorativas, como o Natal e os aniversários, para celebrar a Deus em família e agradecê-lo pelas vitórias conquistadas. Um lar que assim procede jamais será destruído.

2. Ganhando os que ainda não são crentes. Sempre é possível que haja na família pessoas que ainda não tenham aceitado a Jesus como seu Salvador e Senhor. Apesar disso, o culto doméstico não pode ser negligenciado. Não deixe de convidar os familiares descrentes, com amor e sabedoria, para que participem da adoração a Deus. Siga o exemplo de Jó. Ele não forçava seus filhos a servirem ao Senhor. Mas, ainda pela madrugada, levantava-se para oferecer holocaustos a Deus por todos eles (Jó 1.4,5). Não despreze os momentos de comunhão com o Senhor no seu lar. Busque-o e adore-o de todo o coração (Mc 12.30).

3. Eu e minha casa servindo ao Senhor. Alguns crentes negligenciam o culto doméstico por acharem-no antiquado e desnecessário. A falta de tempo e o cansaço são as desculpas mais utilizadas. Entretanto, há textos bíblicos contundentes que exortam os chefes de família a ensinar a Palavra de Deus a toda a sua casa (Dt 6.7-9).

O culto doméstico foi eficaz na vida de Timóteo. Desde a mais tenra idade, ele era zelosamente instruído nas Sagradas Escrituras por sua mãe, Eunice, e por sua avó, Lóide. E o resultado foi maravilhoso. O jovem Timóteo tornou-se um grande obreiro de Cristo (1Tm 1.2; 2Tm 1.2).

Tomemos como exemplo a mesma atitude de Josué. Ele deixou claro que o povo de Israel deveria escolher a quem deveria servir quando da entrada na terra Prometida, mas fechou a questão quando disse que ele e sua família serviriam ao Senhor (Js 24.15), motivando a mesma atitude naqueles que o ouviam.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O culto doméstico deve ser prioridade em todo lar cristão. Ali, a família adora a Deus e cresce em graça e conhecimento.

 

 

 

III. BÊNÇÃOS ADVINDAS DO CULTO DOMÉSTICO

 

1. Fortalece os laços familiares. Como resultados do culto doméstico, podemos apontar o fortalecimento tanto da vida social quanto da espiritual, proporcionando-nos bênçãos extraordinárias. O livro de Ester é um exemplo do que ocorre quando instruímos os nossos familiares na Palavra de Deus. Embora rainha e esposa do homem mais poderoso daquele tempo, ela jamais se esqueceu dos ensinos que lhe transmitira seu primo, Mardoqueu, pois os laços entre ambos eram fortes (Et 2.5-7). No momento certo, ela saiu em defesa do povo de Israel, e Deus se manifestou em todo o Império Persa. Na união espiritual do lar, sempre haverá lugar para Deus operar e agir, abençoando a todos (Sl 133.1,3).

2. Santifica e protege a família. Ouvimos todos os dias notícias estarrecedoras sobre tragédias familiares. Como se não bastasse, aumenta, a cada ano, o número de divórcios em todo o mundo. E o que dizer das drogas e da prostituição infantil que vitimam milhões de crianças oriundas de lares desestruturados? Mas quando nos unimos para buscar a face do Senhor, através da devoção doméstica, Satanás não encontra espaço para destruir nossos filhos. A família que verdadeiramente serve ao Senhor não será abalada, pois o Senhor santifica-a e a guarda (Ef 6.16-18).

3. Torna a família piedosa. Vemos que, em Israel, era comum a família adorar ao Senhor por ocasião da Páscoa (Êx 12.14). É gratificante e profundamente saudável a adoração a Deus em família: “Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do Senhor faz proezas” (Sl 118.15).

Pais e filhos orando, lendo a Bíblia e cantando alegremente, no lar, produzem uma atmosfera espiritual de grande valor perante Deus, a Igreja e a sociedade.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Podemos participar de algumas bênçãos promovidas pelo Culto Doméstico: Fortalecimento dos laços familiares; Santificação e proteção da família; além de um lar piedoso.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

O culto doméstico precisa ser urgentemente resgatado, pois o mundo quer impor sobre nossas famílias condutas totalmente contrárias às recomendadas pelas Sagradas Escrituras. Se ensinarmos os preceitos do Senhor aos nossos filhos, eles jamais serão tragados por este século, cujo príncipe é o Diabo. Quando a família é alicerçada na Palavra de Deus, a igreja local é fortalecida e a sociedade, como um todo, é beneficiada. Enfim, todos somos abençoados. Não perca tempo, inicie hoje mesmo o culto doméstico e Jesus jamais deixará o seu lar.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

PFEIFFER, C. F.; VOS, H. F.; REA, J. (Eds.). Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divino para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1999.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De acordo com a lição, qual deve ser o livro-texto dos pais?

R. A Palavra de Deus.

 

2. O que o Senhor ordena a respeito do ensino a ser ministrado no lar?

R. “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” (Dt 6.7).

 

3. Quais são as desculpas mais utilizadas por aqueles que negligenciam o culto doméstico?

R. Falta de tempo e o cansaço.

 

4. Relacione as bênçãos advindas do culto doméstico.

R. Fortalecimento dos laços familiares, santificação e proteção da família e a piedade na família.

 

5. Você tem sido fiel na realização do culto doméstico?

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Bibliológico

 

“Eunice

Este nome, que quer dizer ‘vitoriosa’, aparece somente uma vez na Bíblia (2Tm 1.5). Eunice era a mãe de Timóteo, e isso lhe confere certa importância. Ela, e sua mãe Lóide são descritas como mulheres de fé genuína no Senhor, e tinham, aparentemente, incentivado uma fé semelhante na vida do jovem Timóteo. Eunice era uma judia devota, casada com um grego. É improvável que fosse uma fiel cristã antes da primeira visita de Paulo a Derbe e listra, onde vivia, mas tinha evidentemente ensinado, de maneira completa, as Escrituras do Antigo Testamento a Timóteo (2Tm 3.15) [...]” (Dicionário Bíblico Wycliffe. CPAD, 2009, p.710).

 

“[...] Lóide

Avó de Timóteo e, sem dúvida, mãe de Eunice, a mãe de Timóteo. Ela é mencionada apenas uma vez (2Tm 1.5). Aparentemente, a família vivia em Listra, onde Paulo foi apedrejado. Lóide possuía uma fé sincera em Deus, à qual juntaram-se Eunice e Timóteo, embora o marido de Eunice fosse grego e, evidentemente, um homem descrente (At 16.1). Parece bem provável que ela tenha sido uma judia religiosa antes da primeira visita de Paulo a Derbe e listra e que ela, sua filha e seu neto se converteram ao cristianismo por causa do ministério de Paulo. Talvez as circunstâncias que cercaram o apedrejamento de Paulo e sua recuperação tenham contribuído para essa conversão” (PFEIFFER, C. F.; VOS, H. F.; REA, J. (Eds.). Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, pp.1176-77).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico

 

A nossa devoção ao Senhor não pode ser resumida à adoração no santuário onde nos congregamos com outras famílias e amigos, em nossa localidade ou outro ambiente escolhido por nós. Ela deve ser estendida ao nosso lar e, com frequência, para que a nossa comunhão com o Senhor seja ampliada também para o nosso lar.

O culto doméstico é um culto realizado por uma família, dentro do lar, reunidos os membros e outras pessoas que desejam dele participar. Nele, são entoados cânticos ao Senhor, lida e explicada a Palavra de Deus, e solidificada a comunhão familiar e cristã.

O culto doméstico e a transmissão da Palavra de Deus no ambiente familiar têm a sua base em Deuteronômio 11.19: “E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”.

É curioso observar como Deus trata de momentos familiares e da influência da difusão de sua Palavra em cada um deles. A ordem do Senhor era que seus testemunhos fossem ensinados no lar: “assentado em sua casa”, em uma posição de conforto e de amor; “e andando pelo caminho”, pois a vivência da família não se resume ao lar, mas a outros ambientes fora da casa onde residem; “e deitando-te”, no momento de descansarem de um dia repleto de atividades, em que deveria lembrar-se de agradecer ao Senhor pelo dia que tiveram; “e levantando-te”, no momento em que começa o dia, Deus deveria ser lembrado por toda a família, e a Ele deveriam agradecer pela noite de descanso que tiveram. Portanto, a hora de ensinar a Palavra de Deus e de falar dela é em qualquer momento, tanto fora do lar quanto dentro dele.

A Bíblia nos mostra que há frutos colhidos quando a Palavra de Deus é ensinada no lar. Timóteo, jovem que foi pastor na Igreja em Éfeso, veio de um lar cujo casamento foi considerado misto. Seu pai era grego e sua mãe, judia. Ainda assim, Timóteo foi ensinado na Palavra de Deus. Isso deve servir de advertência aos pais: Um menino criado em um lar dividido tornou-se missionário e depois pastor.

Em que estão se tornando nossos filhos? Que direção estamos dando a nossos filhos no tocante à fé? Será que eles, neste momento, ressalvando evidentemente os fatores idade e maturidade, estão sendo conduzidos de forma a pensar até mesmo em serem integrantes do santo ministério no futuro? Ou eles veem com desprezo o ministério e a fé cristã? Vejamos, portanto, com cuidado, a forma como temos conduzido nossos filhos, para que não os percamos para o mundo.

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 11: A Família e a Escola Dominical

Data: 16 de Junho de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao SENHOR, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Lei” (Dt 31.12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A Escola Dominical contribui decisivamente para a formação espiritual, moral, cultural e social da família.

 

HINOS SUGERIDOS

 

151, 259, 327.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Pv 22.6

Ensinando às crianças

 

 

 

Terça - At 8.30,31

O ensino da Palavra de Deus

 

 

 

Quarta - Rm 12.7

O ensino requer dedicação

 

 

 

Quinta - Sl 119.105

A Palavra de Deus é vital

 

 

 

Sexta - Jr 32.33

O desprezo com o ensino

 

 

 

Sábado - 1Co 4.17

Ensinando em cada igreja

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Neemias 8.1-7.

 

1 - E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel.

2 - E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres, e de todos os entendidos para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês.

3 - E leu nela diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e entendidos: e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei.

4 - E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estavam em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, e Sema, e Anaías, e Urias, e Hilquias, e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, e Misael, e Malquias, e Hasum, e Hasbadana, Zacarias, e Mesulão.

5 - E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.

6 - E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus: e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram-se, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.

7 - E Jesua, e Bani, e Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu posto.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, o que a Escola Dominical significa para você? Nas palavras do pastor Antônio Gilberto “a Escola Dominical é a escola de ensino bíblico da Igreja, que evangeliza enquanto ensina, conjugando assim os dois lados da comissão de Jesus à Igreja conforme Mateus 28.20 e Marcos 16.15. Ela não é uma parte da Igreja; é a própria Igreja ministrando ensino bíblico metódico”. Milhões e milhões de vidas são discipuladas nos bancos da Escola Dominical. É, sem dúvida, a maior agência de serviço voluntário em todo território nacional. E você, prezado professor, deve se orgulhar por fazer parte desta seleta equipe.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Conhecer a origem da Escola Dominical.
  • Apreender as finalidades da Escola Dominical.
  • Compreender o quanto a Escola Dominical fortalece a família.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, sugerimos a reprodução do esquema da abaixo para lhe auxiliar na ministração do primeiro tópico da lição. É importante analisar a metodologia que Raikes usou para popularizar a Escola Dominical — Acompanhamento do desenvolvimento do trabalho e divulgação dos resultados. Bem como conhecer o forte compromisso social que ele tinha com as crianças. Explique à classe que a Escola Dominical, como a conhecemos, nasceu com crianças e para crianças. Com esse trabalho, apesar de existir instituições de ensino em outras regiões, o modelo moderno de Escola Dominical foi propalado e popularizado por Robert Raikes. Boa aula.

 

ALGUNS FATOS HISTÓRICOS

 

Primeira ação da Escola Dominical 20/07/1780

Robert Raikes estabeleceu os seguintes compromissos: Experimentar por três anos o trabalho em andamento; Em seguida, ele divulgaria ao mundo os frutos da Escola Dominical.

 

Publicação em jornal do impacto do novo trabalho na vida das crianças 03/11/1783

As igrejas passaram a dar apoio ao trabalho de Raikes. A Escola Dominical passou das casas particulares para os templos, os quais enchiam-se de crianças. A data de 3 de Novembro de 1783 é então considerada o dia natalício da Escola Dominical.

 

Antes de Raikes já havia reuniões semelhantes a da Escola Dominical

No entanto, quem popularizou e dinamizou o movimento foi Robert Raikes. E o atual sistema de escola pública inspirou-se no movimento da Escola Dominical.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Escola: Estabelecimento público ou privado onde se ministra, sistematicamente, ensino coletivo.

 

A Escola Dominical é a maior e mais acessível agência de educação religiosa da igreja. O seu principal objetivo é levar as crianças, adolescentes, jovens e adultos a aprender e a praticar a Palavra de Deus. Por isso, ela é um fator determinante na formação espiritual, moral, social e cultural das famílias. A Escola Dominical, quando bem estruturada, torna-se um dos meios mais eficazes de evangelização. É notório que missionários, pastores e demais obreiros e obreiras, passaram pela Escola Dominical e continuam a frequentá-la zelosamente, pois nela o caráter cristão é desenvolvido segundo a Bíblia Sagrada.

 

I. A ORIGEM DA ESCOLA DOMINICAL

 

1. Raízes bíblicas da Escola Dominical. Conforme ensina-nos o pastor Antônio Gilberto em seu Manual da Escola Dominical, esse educandário tem as suas raízes desde o Antigo Testamento, passando por Moisés (Dt 6.7; 11.18,19; 31.12,13), pela época dos sacerdotes, reis e profetas de Israel (Dt 24.8; 1Sm 12.23; Jr 18.18; 2Cr 15.3; 17.7-9), durante e após o cativeiro babilônico (Ne 8), chegando aos dias de Jesus, sendo Ele o Mestre dos mestres (Mc 2.1,2; 6.2,6,34; 12.35; Lc 5.17; 24.27) e da Igreja do primeiro século até os nossos dias (Mc 6.30; At 5.21,41,42).

2. A origem da Escola Dominical. A fase moderna da Escola Dominical, assim como a conhecemos, teve início em um domingo de 1780. O jornalista britânico, Robert Raikes, desejava escrever um editorial sobre a melhoria do sistema carcerário de sua cidade. Ao perceber que muitas crianças ficavam na rua falando palavrões e brigando, mudou de ideia e escreveu sobre como levar aqueles meninos à igreja, visando alfabetizá-los e evangelizá-los. A maioria das crianças não sabia ler nem escrever, pois durante a semana eram forçadas a trabalhar em fábricas; algo bem comum durante a Revolução Industrial. E, no domingo, perambulavam pelas ruas.

a) O projeto. Raikes divulgou o projeto de alfabetizar as crianças, ensinando-lhes gramática, matemática e a Bíblia. Apelou às pessoas a fim de que, voluntariamente, ajudassem-no a tirar as crianças das ruas, educando-as nos lares e na igreja.

b) Semeando lições de vida. As professoras voluntárias, além de alfabetizá-las, ensinavam-lhes noções de ética, moral e histórias bíblicas. Era uma verdadeira educação integral. Quatro anos depois, após espalhar-se por várias cidades, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos. No Brasil, ela foi fundada em 19 de agosto de 1855 pelo casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley.

3. O que é Escola Dominical. É uma escola que ministra o ensino da Palavra de Deus de forma acessível a todos os alunos — desde o berçário aos adultos — contemplando todas as faixas etárias. A Escola Dominical é gratuita e conta com o apoio de homens e mulheres que, voluntariamente, lecionam a Palavra de Deus. É o maior trabalho que se pode realizar na igreja. Os seus professores e organizadores não têm qualquer retorno financeiro a não ser a alegria de saber que são instrumentos de Deus para abençoar vidas através do ensino da Bíblia Sagrada. Os que exercem este ministério sabem que esta é a maior recompensa.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A Escola Dominical ministra o ensino da Palavra de Deus de forma acessível a todos os alunos contemplando as respectivas faixas etárias — do berçário aos adultos.

 

 

 

II. FINALIDADES DA ESCOLA DOMINICAL

 

1. Auxiliar no ensino das Escrituras. O ensino bíblico sistemático, e por faixas etárias, é de grande significado espiritual e moral para toda a família. Por isso, tem de ser ministrado por pessoas maduras que amem comunicar a Palavra de Deus, pois, como instrui-nos o apóstolo Paulo, se o nosso ministério “é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7). A família é beneficiada quando o ensino alcança os objetivos propostos na formação cristã de todos os seus membros. Não há dúvidas de que a Escola Dominical é o melhor lugar para isso.

2. Auxiliar na evangelização. É desejável que a Escola Dominical resgate este supremo objetivo: evangelizar (Mc 16.15). Uma classe pode incumbir-se de levar convites aos descrentes para virem à igreja no domingo seguinte, ou para o culto vespertino. Uma gincana pode ser realizada, concedendo pontos às classes que trouxerem mais visitantes não convertidos à Escola Dominical. Tal iniciativa é uma ótima forma de apresentarmos o Evangelho aos que ainda não receberam a Cristo.

3. Auxiliar no discipulado. Jesus mandou fazer discípulos e não prioritariamente membros e congregados (Mt 28.19). Por esse motivo, os que aceitam a Cristo devem ser eficazmente discipulados. Nesse sentido, a Escola Dominical desempenha um importante e insubstituível papel. Portanto, que haja classes de discipulado para as crianças, adolescentes, jovens e adultos. Mas acima de tudo, não nos esqueçamos de que, como discípulos de Cristo, a nossa a vida é um permanente discipulado (2Co 3.18).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Auxiliar no ensino das Escrituras, na evangelização e no discipulado, são algumas das finalidades da Escola Dominical.

 

 

 

III. A ESCOLA DOMINICAL FORTALECE A FAMÍLIA

 

1. As crianças são bem instruídas. Dizem os estudiosos que a personalidade humana é definida até aos sete anos. O que aprendemos nessa fase, refletirá decisivamente em nosso desenvolvimento psíquico, emocional, afetivo e social, influenciando-nos por toda a vida. Nesse aspecto, advertem-nos as Sagradas Escrituras: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). Por conseguinte, a Escola Dominical ajuda, e muito, no desenvolvimento da personalidade infantil, pois encaminha cada criança no aprendizado cristão.

2. A juventude é prevenida contra o pecado. A juventude é vítima de muitas brutalidades sociais: álcool, drogas, sexo ilícito, delinquência, etc. Por isso mesmo, nossos jovens devem frequentar assiduamente a Escola Dominical, pois aqui são alertados contra todos esses males tão característicos de uma sociedade sem Deus. O salmista oferece um caminho seguro para que o jovem previna-se contra os males desse tempo: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Sl 119.9).

3. Os adultos frutificam. Por aceitar a Cristo na idade adulta e não haver recebido uma sólida formação espiritual e moral durante a infância e juventude, há crentes que acabam não formando uma consciência clara e madura da vida cristã. A Escola Dominical, todavia, está apta a ajudá-los a formar o seu caráter cristão e estimulando-os à leitura da Bíblia Sagrada e à prática da vida cristã em seu dia a dia (Jo 5.39). Assim, os adultos tornam-se aptos a dar muitos frutos na obra do Senhor (Jo 15.1-16).

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Na Escola Dominical as crianças são instruídas, a juventude é prevenida contra o pecado e os adultos são incentivados a frutificarem na obra do Senhor.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Nenhuma instituição de ensino tem efeito tão benéfico sobre a família como a Escola Dominical. Nos países onde ela é valorizada, sempre há testemunhos de pessoas que se tornaram úteis à sociedade e ao mundo. Portanto, a igreja precisa valorizar a Escola Dominical: a maior escola de formação cristã do mundo. Os que são assíduos na Escola Dominical absorvem o ensino da Bíblia, e passam a ter uma conduta pautada nos princípios elevados da Palavra de Deus.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

GANGEL, K.; HENDRICKS, H. G. (Eds.) Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1 ed., RJ: CPAD, 1999. 
GILBERTO, A. Manual da Escola Dominical. 40 ed., RJ: CPAD, 2011.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Cite versículos que apontam para as raízes bíblicas da Escola Dominical.

R. Moisés (Dt 6.7; 11.18,19; 31.12,13); sacerdotes, reis e profetas de Israel (Dt 24.8; 1Sm 12.23; Jr 18.18; 2Cr 15.3; 17.7-9); etc.

 

2. O que é a Escola Dominical?

R. É uma escola que ministra o ensino da Palavra de Deus de forma acessível a todos os alunos — desde o berçário aos adultos — contemplando todas as faixas etárias.

 

3. Quais são as finalidades da Escola Dominical?

R. Auxiliar no ensino das Escrituras; na evangelização e no discipulado.

 

4. Por que os jovens cristãos devem frequentar a Escola Dominical?

R. Pois na Escola Dominical são alertados contra todos os males tão característicos de uma sociedade sem Deus.

 

5. O que a Escola Dominical está apta a fazer?

R. Formar o caráter cristão, estimulando à leitura da Bíblia Sagrada e à prática da vida cristã em seu dia a dia.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Educação Cristã

 

“DIRETIVAS BÍBLICAS [O ensino às crianças]

A revelação de Deus exige uma resposta pessoal de cada um dos Seus filhos. O que as Escrituras nos mandam fazer em nosso ministério com crianças?

Mateus 28.19-20: O imperativo nesta passagem é claro: ‘Fazei discípulos’ (ARA). Quando formos, temos de ensinar a Palavra de Deus a todas as pessoas inclusive crianças. As implicações contidas neste texto são (a) evangelizar (falar do Evangelho a todas as pessoas) e (b) discipular (ajudar cada crente a crescer em Cristo para ser um fazedor de discípulos). Isto pode ser feito eficientemente com crianças se estas forem educadas da maneira correta.

[...] 2 Timóteo 2.2: Paulo descreve o ministério da multiplicação que tem de acontecer ao longo de toda geração para que a fé cristã seja ensinada até que Jesus venha. Os líderes cristãos precisam equipar os professores e pais em cada faceta do ministério com crianças, de forma que o ensino correto aconteça ao nível de cada aluno. Assim, o ciclo de evangelismo estará completo agora o discípulo torna-se fazedor de discípulo” (GANGEL, K.; HENDRICKS, H. G. (Eds.) Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1 ed., RJ: CPAD, 1999, pp.119-20).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Histórico

 

“A ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL

A Escola Dominical teve seu início entre nós em 19 de agosto de 1855 na cidade de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro. O fundador foi o missionário Robert Kalley e sua esposa Da. Sarah Poulton Kalley, da Igreja Congregacional. Eram escoceses. Ele fora um médico ateu. Depois foi salvo sob circunstâncias especiais, e chamado por Deus, entregou-se à obra missionária. Na primeira reunião, na data acima, a frequência foi de cinco crianças... Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Desde então, o crescimento da Escola Dominical tem sido maravilhoso.

Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana.

A. Remontando ao passado, as primeiras reuniões de instrução bíblica no Brasil, do ponto de vista evangélico, ocorreram durante a permanência aqui, dos crentes calvinistas que desembarcaram na Guanabara em 1557. Nessa ocasião realizaram o primeiro culto evangélico em terras do continente americano, em 10 de março do mesmo ano.

B. A segunda fase de tais reuniões deu-se durante o domínio holandês no Nordeste, a partir de 1630, por crentes da Igreja Reformada Holandesa, quando vários núcleos evangélicos foram estabelecidos naquela região. Na mesma época foram realizados cultos na Bahia, por ocasião da primeira invasão holandesa. Tudo isso cessou com o fim dos mencionados domínios e a feroz campanha de extinção movida pela Igreja Romana de então.

C. Mas em 1855, a Escola Dominical veio para ficar. E ficou! E avançou como fogo em campo aberto, impelida pelo zelo de milhares de seus obreiros, inflamados pelo Espírito Santo!

Sim, desde então, vem a Escola Dominical crescendo sempre entre todas as denominações, e onde quer que estas cheguem, a Escola Dominical é logo implantada produzindo sem demora seus excelentes resultados na vida dos alunos, na Igreja, no lar, na comunidade, e refletindo tudo isso na nação inteira.

Foi assim o começo da Escola Dominical — começo de um dos mais poderosos avivamentos da história da Igreja” (GILBERTO, A. Manual da Escola Dominical. 40 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.135-36).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A Família e a Escola Dominical

 

A Escola Dominical é inegavelmente a maior agencia de ensino cristão do mundo. É na ED que os alunos podem fazer perguntas ao professor (algo não permitido em um culto, por ocasião da exposição da Palavra de Deus), apresentar suas ideias, aplicar o que está sendo ensinado à sua vida e desenvolver talentos em prol do Reino de Deus.

Entre os muitos motivos para se frequentar a Escola Dominical, temos:

1) Na Escola Dominical você tem acesso ao estudo sistemático da Palavra de Deus e de assuntos atuais, que podem ser analisados à luz das Escrituras. Todos temos a necessidade de um ensino correto e sadio, que pode ser oferecido de forma metódica, clara e progressiva na Escola Dominical.

2) Na Escola Dominical, o crente tem na Palavra de Deus o crescimento adequado na vida cristã e na comunhão com o próprio Deus.

3) Na Escola Dominical, você tem comunhão com outros irmãos alunos da mesma Escola, desenvolvendo laços mais estreitos, partilhando experiências e orando uns pelos outros.

4) Para a Escola Dominical você pode levar sua família para que todos tenham a oportunidade de aprender a Palavra de Deus, pois lá cada faixa etária terá seu professor e aprenderá lições da Palavra de Deus de forma sistemática e apropriada.

5) À Escola dominical você pode trazer pessoas para serem evangelizadas e ensinadas sobre o Evangelho. As aulas não são apenas para alunos crentes, mas abertas àqueles que ainda não aceitaram a Jesus como seu Senhor e Salvador.

6) Na ED, você pode trazer seus questionamentos relacionados com a Bíblia Sagrada e a vida cristã, que podem ser expostos de acordo com a lição da semana, e certamente o professor trará as respostas relacionadas à Palavra de Deus.

7) Na ED, você pode servir ao Senhor com seus talentos, seja na esfera musical, seja na esfera do ensino. Lembre-se de que em qualquer área de trabalho na igreja é necessário que haja dedicação, e não apenas talento. Talento sem dedicação não traz frutos, nem no âmbito secular nem no espiritual.

8) A ED é uma fonte de avivamento para toda a igreja, pois nela o ensino da Palavra vivifica os alunos. Há diversos outros motivos para que frequentemos a Escola Dominical. E mais do que citar motivos para que sejamos assíduos a ela, é imprescindível que assumamos o compromisso de estar presentes nela. Essa presença fará toda a diferença em nosso crescimento espiritual e no de nossa família.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 12: A Família e a Igreja

Data: 23 de Junho de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR!” (Sl 122.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A igreja local é o melhor lugar para as famílias se reunirem e prestarem culto ao Senhor.

 

HINOS SUGERIDOS

 

429, 507, 517.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Dt 6.2

A família temendo ao Senhor

 

 

 

Terça - Dt 6.2

A família guardando a Palavra de Deus

 

 

 

Quarta - Dt 6.4

Há um único Deus na família

 

 

 

Quinta - Dt 6.7,8

A família atentando para a Palavra

 

 

 

Sexta - Dt 6.18

A família fazendo o que é reto ao Senhor

 

 

 

Sábado - Sl 122.1

A família se alegra na Casa de Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Romanos 16.1-5,7,10,11,13,15,24.

 

1 - Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia,

2 - para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo.

3 - Saudai a Prisca e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus,

4 - os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios.

5 - Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Ásia para Cristo.

7 - Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.

10 - Saudai a Apeles, aprovado em Cristo. Saudai aos da família de Aristóbulo.

11 - Saudai a Herodião, meu parente. Saudai aos da família de Narciso, os que estão no Senhor.

13 - Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha.

15 - Saudai a Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que com eles estão.

24 - A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.

 

INTERAÇÃO

 

A família e a igreja local são instituições que se confundem, ambas foram criadas por Deus. A família tem a finalidade de preservar e desenvolver social, moral e eticamente todo ser humano. A igreja local visa educar espiritualmente o homem segundo a proclamação e absorção do Evangelho bem como as outras esferas da vida. Família e igreja local são inseparáveis. Uma depende da outra, uma é a extensão da outra. Não se excluem jamais. Ao contrário, se completam e caminham juntas.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Identificar a família como elemento básico da funcionalidade da igreja local.
  • Fazer da igreja um local de acolhimento das famílias.
  • Compreender que a família deve se envolver com a igreja local.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, para concluir a aula desta semana peça aos alunos para descreverem o que eles pensam sobre o relacionamento da própria família com a igreja local. Como se dá e o que poderia mudar neste relacionamento. Reproduza algumas respostas na lousa. Explique que a família é um elemento indispensável ao bem estar da igreja local, e que falar da igreja sem priorizar a família é ignorar o óbvio. Desafie-os a viverem em família, a pensarem como é uma bênção servir a Deus numa igreja local juntamente com toda a família. Boa aula!

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Relacionamento: Capacidade em maior ou menor grau de relacionar-se, conviver ou comunicar-se com seus semelhantes.

 

Num mundo de intensas mudanças e incertezas a Igreja é a única instituição em que o cristão e sua família podem contar. Lares sofrem terríveis ataques do inimigo, e muitas famílias não têm resistido, sucumbindo moral e espiritualmente às investidas malignas. Por isso a Igreja do Senhor, representada pela comunidade local, é o ponto de apoio espiritual e moral para a família. Ali se aperfeiçoam os relacionamentos entre os cônjuges, pais e filhos, avós e netos. A família cristã se desenvolve no dia a dia da igreja local.

 

I. FAMÍLIA: O ELEMENTO BÁSICO DA IGREJA

 

1. Sem a família a igreja não funciona. Não podemos ignorar a importância da igreja local junto à família, pois a saúde da igreja está diretamente ligada ao bem estar espiritual e moral da família. Uma igreja cujas famílias estão arruinadas espiritual e moralmente não terá condições de acolher os não crentes, nem terá autoridade para atuar junto à outras famílias na comunidade em que está inserida.

A família fortalecida na igreja é tão importante que o apóstolo Paulo aconselhou o pastor Timóteo a respeito da qualidade de um candidato ao episcopado. O apóstolo destaca a relação do aspirante com a própria família: “Convém, pois, que o bispo [...] governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (1Tm 3.2,4,5). Aqui, ele expressa o impacto do relacionamento familiar com a funcionalidade da igreja local. Famílias desgovernadas, inevitavelmente, geram uma igreja sem direção.

2. A família como extensão da igreja. Além de a família ser o elemento básico da funcionalidade da igreja local, ela é a própria extensão desta. Descrevendo a respeito do culto doméstico, o saudoso pastor Estevam Ângelo disse: “Se a família quiser assistir a sete cultos a mais por semana, fazendo o culto doméstico, terá uma igreja em casa”. É verdade! Além de cultuar a Deus, a família representará o reino divino na vizinhança, no bairro e no mundo. O próprio Jesus falou: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20). Portanto, podemos fazer de nossa família uma extensão da Igreja de Cristo e representar seu Reino neste mundo.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

A família é o elemento básico para a boa funcionalidade da igreja local.

 

 

 

II. A IGREJA ACOLHENDO AS FAMÍLIAS

 

1. A natureza humana da igreja. A etimologia da palavra igreja remonta a natureza humana do Corpo de Cristo. Mateus 18.17 e Atos 15.4 expressam ekklêsia (igreja) como reunião de pessoas, povo ou assembleia em nome do Senhor Jesus. É uma instituição composta de seres humanos dotados de sentimentos, desejos e volição. Nesse caso, a Igreja é “humana” em sua constituição e composição.

2. A dimensão relacional da igreja. Onde há pessoas, há relacionamentos. A Santíssima Trindade nos mostra um Deus relacional. As trinas pessoas relacionam-se comunitária, intensa e espontaneamente (Mc 1.9-13; Jo 5.17,19-28). Assim, a igreja expressa à dimensão relacional da Santíssima trindade entre os seus membros. É ali, que a família cristã está habilitada a relacionar-se como Igreja de Cristo, tanto com o Pai (Mc 12.30) como com o próximo (Mc 12.31). Assim, a igreja está pronta para acolher as famílias e suas idiossincrasias.

3. O relacionamento familiar na igreja. Não há dúvidas de que servir a Deus numa igreja local juntamente com toda a família é uma bênção. No entanto, para que este relacionamento continue a abençoar vidas é preciso zelar pelos seguintes princípios: (1) Na igreja local, a família não deve se fechar em si mesma; (2) Não deve haver motivações que desrespeitem a liderança constituída ou a qualquer outra pessoa; (3) A família deve investir tempo para se relacionar com outras famílias também.

4. A família do obreiro. O exercício do ministério não dispensa o obreiro de sua responsabilidade como esposo e pai. Infelizmente, em algumas igrejas locais, é comum cobrarem da família do pastor um padrão de perfeição que nem o Evangelho preceitua. Prevenção ao pecado e vida de retidão na presença de Deus e diante da sociedade são atributos peculiares a toda família cristã. Porém, é preciso reafirmar que a família do pastor é igual à de qualquer outra pessoa. A esposa do pastor tem nome, e os filhos também, e precisam dos mesmos cuidados que as demais famílias da igreja precisam.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

A igreja local é uma instituição composta de distintos seres humanos. Aqui está a dimensão humana da Igreja.

 

 

 

III. A FAMÍLIA NA IGREJA LOCAL

 

1. A comunhão da família. No Salmo 133.1 lemos: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!”. Apesar de alguns pregadores interpretarem este texto de maneira alegórica, dando a ele uma simbologia espiritual, neste versículo o salmista Davi se refere à família de irmãos de sangue em crise, ou, de acordo com Matthew Henry, o homem segundo o coração de Deus escreve “esse salmo por ocasião da união entre as tribos quando todas elas se uniram unânimes para fazê-lo rei”. Logo, o Salmo davídico pronuncia a bênção para uma família que anda em comunhão: Irmãos e irmãs que vivem em paz no lar e fora dele são tão valiosos quanto o óleo que ungiu Arão, o sumo sacerdote. Numa casa pacífica e unida, as bênçãos do Senhor se manifestam.

2. Envolvendo-se com o Corpo de Cristo. A leitura bíblica em classe, particularmente os versículos 7, 11, 12, 13 e 15, destaca o exemplo de familiares unidos pela causa do Evangelho. O apóstolo Paulo muito se contentou com o esforço empregado em cada família na causa do Reino de Deus. Quando a família sente-se alegre em ir à igreja para adorar a Deus é uma grande bênção (Sl 122.1). Ela participa ativamente do culto e não se porta como mera assistente. São momentos preciosos que influenciarão a família por toda a vida.

3. Toda a família na casa de Deus. A igreja local é o espaço religioso onde adoramos a Deus e proclamamos o Evangelho. Nada pode impedir este ideário cristão. Por isso, a família chamada por Deus é convocada a depositar o seu talento na causa do Evangelho. No ensino, na pregação, na música ou qualquer outra atividade que vise pregar o Evangelho e edificar a Igreja de Cristo, a família cristã deve estar lá. Não deixe de ir aos cultos, à Escola Dominical e aos encontros da sua igreja. Esta rotina glorificará a Deus, e edificará você e a sua família.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Toda a família deve se envolver com as atividades da igreja. Ali, é o espaço religioso onde adoramos a Deus e proclamamos o Evangelho de Jesus.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Na lição desta semana vimos que a família é o elemento básico da igreja local. Esta, por sua vez, deve ser uma comunidade acolhedora de famílias carentes. E a família chamada por Deus, tem o privilégio de servir ao Altíssimo juntamente com outras famílias numa igreja local. Aqui, somos ensinados, edificados e exortados a representar o Reino de Deus neste mundo moderno. Portanto, não perca tempo: envolva-se com a sua igreja local, pois esta precisa de você e toda a sua família.

 

VOCABULÁRIO

 

Volição: Ato pelo qual a vontade se determina a alguma coisa.
Idiossincrasias: Maneira de ver, sentir, reagir própria de cada pessoa.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

LIMA, E. R. Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo. 1 ed., RJ: CPAD, 2002.
SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divino para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1999.
HUGHES, B.; Kent. Disciplinas da Família Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2006.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De acordo com a lição, que importância não se pode ignorar em relação a família?

R. A funcionalidade da igreja local junto a família.

 

2. Além de ser o elemento básico da funcionalidade da igreja, o que é a família?

R. É a extensão da igreja local.

 

3. Descreva a natureza humana da igreja.

R. A igreja é uma instituição composta de seres humanos dotados de sentimentos, desejos e volição.

 

4. Que bênção o salmo davídico pronuncia?

R. Irmãos e irmãs vivendo em paz é como a preciosidade do óleo que ungiu o sumo sacerdote Arão.

 

5. Você e a sua família se envolvem com a sua igreja local?

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Vida Cristã

 

“Em plena época do Cristianismo, à luz das ricas revelações bíblicas, fatos que ocorreram há milhares de anos tornam a se repetir. Os desígnios de Deus se chocam com as atitudes dos homens, que não somente vivem chamado ‘século das luzes’, mas também dizem ser iluminados pelo Espírito Santo de Deus.

Reportemo-nos aos exemplos das boas relações entre jovens e velhos, de um período de 1500 a.C., com Moisés e Josué, até aos dias de Paulo e Timóteo, ocasião em que a luz dos conhecimentos, quer seculares, quer espirituais, era incompativelmente mais fraca e as revelações de Deus esporádicas. Se pela vontade e orientação de Deus, esses homens da Antiguidade foram capazes de evidenciar um relacionamento exemplar, por que entre os cristãos de hoje, constata-se a realidade dos abismos de gerações? Por que há tanta divergência até entre pais e filhos que têm em mãos a infalível Palavra de Deus? Por que muitos pais, ao nascerem os filhos, recebem-nos com desgosto? Por que tanta insubmissão aos velhos? Por que há filhos que se sentem tão independentes dos pais, mesmo quando dependem deles para tudo?”(SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divino para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1999, pp.251-52).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Teológico Pastoral

 

“A Família do Pastor

Um recente best-seller sobre o ministério pastoral contém um capítulo intitulado ‘Alerta: O Ministério Pode Ser uma Ameaça para Sua Família’. Por mais chocante que seja, o título reflete com precisão a realidade do ministério pastoral hoje. Uma pesquisa pastoral realizada em 1992, publicada em um importante jornal, descobriu as seguintes dificuldades significativas que produzem problemas conjugais nas famílias dos pastores:

• 81% tempo insuficiente em conjunto;

• 71% uso do dinheiro;

• 70% nível de renda;

• 64% dificuldade de comunicação;

• 63% expectativas da congregação;

• 57% diferenças quanto ao lazer;

• 53% dificuldades na criação dos filhos;

• 46% problemas sexuais;

• 41% rancor do pastor com relação à esposa;

• 35% diferenças quanto à carreira ministerial.

Hoje em nossos dias, ninguém questiona o fato óbvio de que a maioria dos pastores e suas famílias estão sofrendo pressões cada vez maiores por causa do ambiente em que estão ministrando. Isso não é de surpreender quando se reflete sobre a natureza do ministério. Considere estas pressões envolvidas no pastorado:

1. O pastor envolve-se com o humanamente impossível — lida com o pecado na vida das pessoas.

2. O pastor cumpre um papel que nunca se completa — resolve problemas que vão se multiplicando.

3. O pastor serve sob uma credibilidade cada vez mais questionada aos olhos da sociedade.

[...] 8. O pastor e a sua família parecem viver em um aquário que todos podem observar.

[...] 10. Como figura pública, o pastor pode receber as mais duras críticas tanto da comunidade como da congregação.

Ninguém que reflita um pouco pode negar que o ministério é potencialmente perigoso para o casamento e a família do pastor. Mas seria isso mesmo? Ou melhor, é necessário que seja assim? Ou, mais importante, Deus quer que seja assim?” (MACARTHUR, J. JR. (Ed.). Ministério Pastoral: Alcançando a excelência no ministério cristão. 7 ed., RJ: CPAD, 2012, pp.163-64).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A Família e a Igreja

 

A família tem importante participação na igreja. Pelo que se entende do Livro de Atos, a igreja cresceu muito nos lares, pois, por causa da perseguição, as reuniões começaram a ser feitas em residências familiares. Quando Pedro foi aprisionado por Herodes na época da páscoa, a igreja estava em contínua oração pelo apóstolo a Deus na casa de João Marcos, até que ele foi solto. O Espírito Santo de Deus desceu em uma reunião na casa de um centurião chamado Cornélio, enchendo a todos de forma que falaram em línguas da mesma forma que os seguidores de Cristo em Jerusalém falaram. Portanto, não devemos nos surpreender com a interação entre igreja e família descrita na Palavra de Deus.

A igreja é formada por famílias. A unidade familiar é preponderante para a formação da igreja local. Temos ciência de que há diversas pessoas que congregam em nossas igrejas sem que suas famílias (pais, irmãos, avós, cônjuges ou filhos) pertençam à fé evangélica, mas isso não diminui a qualidade daquela pessoa, pois ali existe uma representação familiar. Aquela pessoa ora a Deus por seus familiares.

A igreja fortalece a família. Se por um lado a igreja deve ser composta de famílias, é certo que a igreja fortalece os relacionamentos familiares e a comunhão entre irmãos congregados. Na igreja, a família é fortalecida por meio do ensino cristão sistemático, respeitadas as devidas faixas etárias com suas necessidades próprias. Na igreja a família aprende a ter comunhão com outras pessoas e famílias, aprende a contribuir para o sustento do templo, a desenvolver seus talentos e o poder da oração.

A família do obreiro — Nossos ministros precisam de nossas orações não apenas por eles mesmos, mas também por suas famílias. Não raro, há obreiros que são atacados indiretamente por Satanás, que atingindo a família deles, os atinge também. É triste ver um filho de pastor fora dos caminhos do Senhor, mas é ainda mais triste ver que na congregação há pessoas que murmuram e acusam o ministro por essa situação. Ao invés de orarem por seu pastor e pela família que ele tem, falam mal do obreiro, mas quando um dos seus precisa de oração, é ao pastor que recorrem pedindo oração e até visitas! Aprendamos a interceder por nossos ministros e por suas famílias, pois são alvo dos ataques do Inimigo. Demonstremos amor por nossos líderes apresentando seu lar ao Senhor, para que toda a família possa estar diante de Cristo, pois um dia nós mesmos podemos precisar dessas orações.

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

2º Trimestre de 2013

 

Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

 

Lição 13: Eu e minha casa serviremos ao Senhor

Data: 30 de Junho de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24.15).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Com a graça de Deus, a família cristã vencerá os desafios da vida.

 

HINOS SUGERIDOS

 

225, 256, 354.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Gn 7.1

A salvação de uma família

 

 

 

Terça - Ef 6.4

Doutrina e conselho para filhos

 

 

 

Quarta - Pv 22.6

Instruindo o filho no caminho do Senhor

 

 

 

Quinta - Êx 20.12

O primeiro mandamento com promessa

 

 

 

Sexta - 2Tm 3.14-17

A perfeita instrução para uma vida feliz

 

 

 

Sábado - 2Pe 3.18

Crescendo na graça e no conhecimento

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Josué 24.14-18,22,24.

 

14 - Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses a que serviram vossos pais dalém do rio, e no Egito, e servi ao Senhor.

15 - Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servirdes ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

16 - Então, respondeu o povo, e disse: nunca nos aconteça que deixemos ao SENHOR para servirmos a outros deuses:

17 - porque o Senhor é o nosso Deus; ele é quem nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos preservou por todo o caminho em que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos.

18 - E o Senhor expeliu de diante de nós a todas essas gentes, até ao amorreu, morador da terra. Também nós serviremos ao Senhor, porquanto é nosso Deus.

22 - E Josué disse ao povo: Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes o SENHOR, para o servir. E disseram: Somos testemunhas.

24 - E disse o povo a Josué: Serviremos ao SENHOR, nosso Deus, e obedeceremos à sua voz.

 

INTERAÇÃO

 

Caro professor, chegamos ao fim de mais um trimestre. É o momento de pararmos e refletirmos sobre o exercício magisterial deste semestre que passou. Como foi? Como professor, os objetivos foram cumpridos? Temos ainda mais um semestre pela frente e pensarmos e repensarmos a nossa prática de ensino é auspicioso para corrigirmos erros e vislumbrarmos acertos no futuro. Professor, a sua classe espera de você comprometimento, seriedade e conteúdo. Por isso, esforça-te em estudar e pensar a fé cristã. Leia, leia sempre. Pois a leitura é tremendamente libertadora — “Conhecereis a verdade, e esta te libertará”. Reflita!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Conhecer o exemplo de Noé.
  • Imitar a decisão de Josué.
  • Compreender a fidelidade dos recabitas.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, para introduzir a lição dessa semana sugerimos que reproduza, conforme as suas possibilidades, o esquema abaixo. Este apresenta um breve resumo dos três personagens centrais da nossa lição. Explique à classe que, sem exceção, ambos os personagens viveram numa sociedade oposta aos princípios de sua fé e nem por isso deixaram de se posicionar contra as imoralidades daquela época. Afirme que é assim que devemos nos comportar diante de uma sociedade corrupta. Boa aula!

 

POSICIONAMENTOS EM TEMPOS DE CRISE

 

NOÉ

Ele andou com Deus. Viveu numa sociedade absolutamente corrompida. Esta era marcada por uma imoralidade incontrolável. Ali, não havia temor a Deus. Mesmo assim Noé não hesitou em tomar a decisão de fazer a arca e anunciar o juízo de Deus para aquela sociedade. Pela decisão de entrarem na Arca, o Senhor livrou Noé e sua família do juízo...

 

JOSUÉ

Canaã estava num tempo de lassidão moral e idolatria. Naturalmente, o povo de Deus foi influenciado por este contexto de trevas. Mas Josué não deixou de se posicionar e, categoricamente, afirmou: “se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: [...]; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

 

RECABITAS

A sociedade judaica estava corrompida e carregada de vícios. Indignidade e infidelidade eram características dela. Nesse contexto é que o profeta Jeremias apresenta os Recabitas. Estes compunham uma tribo nômade que havia recebido do seu ancestral os princípios da lei do Senhor. Passaram-se duzentos anos e os recabitas não se dobraram à indignidade daquele tempo. Eles honraram ao Senhor e aos seus ancestrais.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Casa: Lar, Família.

 

Neste trimestre estudamos os diversos males que têm assolado a família e vimos também que Deus é a única resposta para os nossos dias. Por isso, devemos ter o Senhor Jesus como o esteio e o centro de nosso lar. Se orarmos, jejuarmos, lermos a Bíblia e fizermos o culto doméstico, teremos condições de lutar contra as forças do mal e vencê-las em nome de Jesus. Frequentemos assiduamente a igreja e não faltemos à Escola Dominical. A família que fielmente serve ao Senhor jamais será destruída.

Vigiemos e oremos em todo o tempo, para que a nossa casa não seja alcançada pelas águas do dilúvio moral que encobre o presente século. Digamos, pois, ousadamente: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

 

I. O EXEMPLO DECISIVO E CORAJOSO DE NOÉ

 

1. Noé andou com Deus. A vida de Noé revela as qualidades indispensáveis de um servo de Deus: “varão justo”, “reto em suas gerações” e que “andava com Deus” (Gn 6.9). Por isso mesmo, o patriarca “achou graça aos olhos do Senhor” (Gn 6.8). Todas essas características revelaram-se intensa e visivelmente na vida de Noé em meio a uma sociedade perversa, violenta, imoral e inimiga do Santíssimo Deus. O patriarca é um exemplo para os pais de família destes últimos dias.

2. Vivendo numa sociedade corrompida. A época de Noé foi marcada por uma imoralidade incontrolável e por uma ausência completa de temor a Deus (Gn 6.11,12). Não poderia haver mundo pior. Quando analisamos a chamada sociedade pós-moderna, depressa concluímos: não há diferença entre o nosso século e o século no qual vivia o santo patriarca. Eis aí um dos mais fortes prenúncios da iminente volta de Jesus (Mt 24.37,39).

Portanto, que o exemplo de Noé nos inspire a confiar em Deus e a agir como Ele requer de todos os seus filhos. É hora de lutar por nossas famílias, a fim de que Satanás não as destrua.

3. A salvação de Noé e sua família. No mundo antigo, apenas Noé e a sua família escaparam do cataclismo que devastou a terra (Gn 7.1). A fé de Noé estendeu-se aos seus filhos, estes creram em Deus e foram salvos do dilúvio. Não havia nada que pudesse salvá-los, a não ser a firme decisão de dizer “sim” ao Senhor. Somente a graça de Deus, que alcançou o patriarca e a sua casa, pode salvar o nosso lar da destruição moral e espiritual de nossos dias.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Noé andou com Deus mesmo numa sociedade corrompida. Sua decisão e coragem é um exemplo para nós.

 

 

 

II. JOSUÉ — UMA DECISÃO EXEMPLAR

 

1. A firme tomada de posição. Josué tomou uma firme e decisiva posição, a fim de preservar a sua família da idolatria e da lassidão moral de Canaã (Js 24.15). É um exemplo que todo crente deve seguir. Caso contrário, nosso cônjuge e filhos serão destruídos pela iniquidade. Há muitos lares que, apesar de serem conhecidos como cristãos, não mais servem a Cristo. Os pais já abdicaram de suas responsabilidades quanto à formação espiritual, moral e ética de seus filhos. Não mais os educam com amor e firmeza; não lhes impõem qualquer limite. E o que dizer da violência doméstica? Não podemos confundir disciplina com truculência e brutalidade, pois a esse respeito a Palavra de Deus é bastante clara: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4).

2. O perigo da omissão dos pais. A Palavra de Deus recomenda aos pais que criem os seus filhos “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4b). Isso significa que não podemos nos omitir. Veja mais uma vez o exemplo de Josué. Ele não se omitiu, mas levou toda a sua casa a servir somente a Deus (Js 24.15). De igual modo, devemos educar nossos filhos. Essa decisão tem de ser prioritária em nossa vida. Assim agiu Josué, porque ele sabia que, doutra forma, não haveria esperança para o seu lar.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O patriarca Josué não se omitiu diante da idolatria que ameaçara as tribos israelitas. Ele tomou uma firme decisão juntamente com a sua família: servir ao Senhor.

 

 

 

III. O EXEMPLO DOS RECABITAS

 

1. Uma família exemplar. A Bíblia de Estudo Pentecostal afirma que os recabitas eram um povo que “fazia parte de uma tribo nômade aparentada com os queneus e com Jetro, sogro de Moisés (cf. Jz 1.16; 1Cr 2.55). Seu ancestral, Jonadabe (cf. 2Rs 10.15-27), ordenara a seus filhos, mais de duzentos anos antes, que não bebessem nenhum tipo de vinho”.

Mais tarde, o próprio Deus tomou os recabitas como exemplo, para mostrar como uma família pode e deve comportar-se. Eles agiam com dignidade, moderação e fidelidade ao Senhor em meio a uma sociedade corrompida e carregada de vícios (Jr 35.1-19).

2. Um exemplo de fidelidade. Aos seus filhos, Recabe transmitira fielmente os princípios da lei de Deus. Passados duzentos anos, seus descendentes continuavam a observar-lhe as ordenanças e a respeitar-lhe as tradições. Por isso, o Senhor resolveu mostrá-los como exemplo de fidelidade aos filhos de Judá. Instruído por Deus, Jeremias leva-os a uma das câmaras do Santo templo e oferece vinho àqueles homens (Jr 35.1-14). Mas eles se recusam a beber, porque se mantinham obedientes à voz de Recabe: “Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou, dizendo: Nunca bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos; [...] Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou [...]” (Jr 35.6,8).

Em virtude de sua obediência, os recabitas foram grandemente abençoados: “visto que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus mandamentos, e fizestes conforme tudo quanto vos ordenou, assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Nunca faltará varão a Jonadabe, filho de Recabe, que assista perante a minha face todos os dias” (Jr 35.18,19). Quando da destruição de Jerusalém pelos babilônios, eles foram poupados por Deus ao passo que os judeus infiéis vieram a perecer.

Se encaminharmos nossos filhos nas Sagradas Escrituras, eles também serão preservados da tribulação que virá sobre este mundo que jaz no maligno. Portanto, instrua sua casa na doutrina e na admoestação do Senhor.

 

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

Os recabitas são um exemplo de fidelidade aos princípios ensinados pelo seu ancestral, Recabe.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Diante de todo o Israel, Josué foi decisivo: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Se não agirmos da mesma forma, corremos o risco de ver o nosso lar destruído pelo Maligno. O momento requer firmeza e coragem. O que estamos esperando? Neste momento, reúna o seu cônjuge e filhos e renove os seus votos de fidelidade a Deus. Agindo assim, você terá o Senhor Jesus como o seu hóspede permanente. Oremos e lutemos pela família cristã.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

PFEIFFER, C. F.; VOS, H. F.; REA, J. (Eds.) Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
DEVER, M. A Mensagem do Antigo Testamento: Uma Exposição Teológica e Homilética. 1 ed., RJ: CPAD, 2008.
ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Cite as qualidades indispensáveis de servo de Deus na vida de Noé.

R. “Varão justo”, “reto em suas gerações” e que “andava com Deus”.

 

2. Qual era a marca da época de Noé?

R. Imoralidade incontrolável e uma ausência completa de temor a Deus.

 

3. O que a Palavra de Deus recomenda aos pais na criação dos seus filhos?

R. A Palavra de Deus recomenda aos pais que criem os seus filhos “na doutrina e admoestação do Senhor”.

 

4. Quem eram os recabitas?

R. Eram um povo que fazia parte de uma tribo nômade aparentada com os queneus e com Jetro, sogro de Moisés.

 

5. Você tem instruído a sua família na Palavra de Deus?

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Teológico

 

“NOÉ, UM SEGUNDO ADÃO

O pecado do homem nos dias de Noé era atroz e doloroso ao Senhor, que se arrependeu de ter criado o homem. Ele determinou enterrar o homem sob as águas do mar da mesma maneira que enterrara Adão sob a superfície da terra. As águas caóticas, que se submeteram obedientemente à mão do Criador para que a terra seca aparecesse, agora seriam soltas pelo Criador como instrumento da ira vingativa divina. Mas mesmo assim os propósitos criativos originais não seriam frustrados e reduzidos, porque Deus começaria novamente com outro Adão, outra imagem que manteria o mandato da soberania. Claro que este ‘Adão’ era nada mais nada menos que Noé.

Noé, embora justo e inocente, foi escolhido não por causa da sua condição reta, mas como objeto da graça eletiva de Deus (Gn 6.8). Essa eleição tinha óbvias implicações salvíficas — ele foi salvo do Dilúvio —, mas, além disso, e mais fundamentalmente, era a escolha pelo ajuste do concerto para o qual Adão fora criado. Noé tinha de ser o começo de um novo empreendimento de compromisso do concerto, um novo vice-regente por meio de quem os propósitos soberanos de Deus tornar-se-iam realidade” (ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD. 2009, p.36).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Teológico e Homilético

 

“A Promessa de Temer e Obedecer a Deus

Quase todo o relato de Josué é preenchido com a conquista e a divisão da terra pelos israelitas. Nesse sentido, isso é o assunto de que o livro trata. No entanto, encontramos um subtexto importante que precede essa atividade e continua ao longo dela. O povo fez isso porque prometeu temer e obedecer a Deus.

Pergunto-me se você notou isso ao ler Josué ou se apenas seguiu as histórias extraordinárias de espiões e de queda de muros. No capítulo 1, eles prometeram obedecer a Josué, o porta-voz do Senhor (1.16-18). No capítulo 5, eles, depois de atravessar o Jordão, mas antes de ir para Jericó, começam de novo a praticar a circuncisão e a comemorar a Páscoa (5.7-10). Na época do Êxodo, quarenta anos atrás, o Senhor dera essas duas práticas ao seu povo, todavia, desde essa época tinham negligenciado essas práticas. O povo prometeu ter o Senhor como seu Deus ao reinstituir essas práticas. Em certo sentido, eles voltavam a ser o povo do Senhor após o período de quarenta anos no deserto, quando viveram em um estado de verdadeira suspensão do entusiasmo. A seguir, no capítulo 8, o povo escuta Josué reler toda a lei de Moisés (8.34,35) após a derrota de Jericó e de Ai que marcou o início da conquista da terra. Esse tempo incrível de ensino — é um símbolo poderoso de que, na verdade, eles são o povo do Senhor.

No final do livro, no registro de seus últimos atos públicos como líder deles, Josué leva o povo a renovar sua aliança com o Senhor. No que é uma das mais incomuns declarações da Bíblia, Josué soa como se incitasse o povo a não escolher seguir ao Senhor. Claro que não é esse o caso, ele tenta garantir que entendam a seriedade da escolha que estavam para fazer.

[...] Os anos (ou mesmo décadas) narrados nesse livro, mostra-nos que é exatamente isso que o povo faz. Ele mantém sua promessa de servir ao Senhor como o Deus deles. Entretanto, ao mesmo tempo em que fazem isso, eles continuam a pecar” (DEVER, M. A Mensagem do Antigo Testamento: Uma Exposição Teológica e Homilética. 1 ed., RJ: CPAD, 2008, pp.189-90).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR

 

A Palavra de Deus nos mostra diversos homens que conduziram suas famílias em comunhão com Deus. Não eram famílias perfeitas, que viviam em um ambiente sem lutas ou adversidades, mas eram famílias que foram apresentadas a Deus e aos Seus cuidados. Dentre essas famílias, destacamos as de Noé e Josué.

A família de Noé viveu no período do Dilúvio. Ela presenciou a chamada de Deus a Noé, para que construísse uma arca gigantesca, nos moldes de um verdadeiro navio, a fim de abrigar as espécies animais de uma grande inundação que viria. Aquela família trabalhou com Noé durante décadas para que aquela obra pudesse ser concluída, pois entendeu que aquela construção era também a obra que salvaria suas vidas. Terminado o trabalho, toda a família foi salva das águas que destruíram a humanidade porque creram em Deus e respeitaram a liderança de seu pai. Imagine os anos de zombaria aos quais eles se submeteram para realizar aquilo que Deus ordenara. Ainda assim, foram recompensados tendo suas vidas preservadas daquela catástrofe.

Outro exemplo a analisar é o de Josué. Nascido como escravo no Egito, Josué tornou-se ajudante de Moisés e homem escolhido por Deus para suceder o grande legislador. Josué viu os milagres de Deus no Egito, a providência divina no deserto, a terra prometida e desprezada pela sua geração, o preço pago por seus amigos por não crerem nas palavras de Deus e as rebeliões de Seu povo até chegarem na terra prometida. Josué é o exemplo de um homem que persistiu em ser fiel a Deus e que foi recompensado por sua fé. Mas ele fez questão de reafirmar a fé em Deus para sua família.

Ele reuniu o povo de Israel, lembrou-lhes de tudo o que Deus fizera por eles, da origem escrava que tiveram e da condição de pessoas livres e proprietários de terras em que agora estavam. Eles eram livres, tinham uma terra e uma promessa divina de bênçãos sem medida. Mas aquele povo também guardava suas idolatrias, e que foram aprendidas com seus pais!

Josué 24.14 toca em um ponto muito delicado. Os filhos de Israel entraram na terra que Deus lhes dera por promessa, mas não deixaram para trás os deuses que os seus pais serviram. E Josué os advertiu: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24.15).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net