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ciencia e fé uma visão coerente
ciencia e fé uma visão coerente

                                CIENCIA E FÉ UMA VISÃO COERENTE                  

                     Ciência e Fé: Uma Visão Coerente do Mundo

                                                varios assuntos 

 

Por: Francis Schaeffer

Dando seqüência ao assunto que começamos na última edição (nº 10) da Revista Impacto, começaremos com os pensamentos chaves daquela matéria:

• A maneira como agimos em nosso dia a dia é resultado de uma “visão de mundo”, e esta visão se baseia no que para nós é a verdade.

• O que tem produzido o dilúvio de maldade na história da humanidade é a visão de mundo que diz que toda a realidade se compõe somente de matéria.

• Sem um conjunto firme de valores que fluem de uma visão de mundo que oferece uma razão adequada para o valor singular de cada vida humana, não pode haver nem haverá qualquer resistência substancial à maldade atual, produzida pela visão barata da vida humana que acabamos de considerar. Foi a visão de mundo materialista que produziu a desumanidade; tem de haver uma visão de mundo diferente para desarmá-la.

• Um inconformismo emocional sobre aborto, eutanásia e o abuso do código genético não é suficiente. Protestos não bastam. Ter ideais corretos não basta. Uma alternativa verdadeiramente radical tem de ser encontrada. Mas onde? E como?

Antes de considerarmos as possíveis opções de visão de mundo, precisamos definir melhor quais são as indagações básicas que nossa visão de mundo precisa responder. Poderíamos considerar muitas coisas, mas no momento basta concentrar-nos em apenas duas:

1.  O Universo e Sua Forma. Primeiramente, chama-nos a atenção o fato de o universo ao nosso redor ser como um intrigante quebra-cabeça. Vemos muitos detalhes, e queremos saber como eles se encaixam. Esse é o papel da ciência. Os cientistas examinam os detalhes e tentam descobrir como são coerentes. Então a primeira pergunta a ser respondida é como o universo tomou esta forma, este padrão.

2.   A Pessoalidade” do Homem. Em segundo lugar, a “pessoalidade” do homem chama nossa atenção para o fato de os seres humanos diferirem de todas as outras coisas no mundo.Pense, por exemplo, no fator criatividade. Pessoas de todas as culturas e de todas as épocas criaram muitos tipos de coisas, desde a arte mais alta até simples arranjos de flores, desde enfeites de prata até naves espaciais supersônicas envolvendo a mais alta tecnologia. Também, há outras diferenças. O ser humano teme a morte, almeja fazer a escolha correta entre o que pensa ser certo e errado, verbaliza seus pensamentos e, finalmente, possui uma vida interior da mente; ele relembra o passado e faz projeções para o futuro. Portanto, a segunda pergunta a ser respondida é de onde vieram todas estas características marcantes do ser humano.

Dois Tipos de Respostas para as Indagações Básicas

Não há muitas respostas possíveis a estas perguntas. Embora haja muitos detalhes que possam ser discutidos, as respostas possíveis – em seus conceitos básicos – são extremamente poucas. Há duas classes de respostas para as questões citadas:

1. Não há nenhuma resposta lógica e racionai No final, tudo é caótico, irracional, absurdo e sem significado. Essa é a visão de mundo de muitas pessoas hoje. O problema é que ela só pode ser sustentada teoricamente. Na prática o mundo exterior existe e tem forma e ordem. Não é um mundo caótico e o homem se conforma a esta ordem a fim de viver dentro dele. Portanto, este tipo de resposta não é uma resposta.

2. Há uma resposta que pode ser racional e logicamente considerada, e comunicada a outros. Trataremos, agora, portanto, das respostas que podem ser discutidas. Curiosamente, há somente três respostas básicas possíveis para esta questão que podem ser discutidas racionalmente.

Três Respostas Básicas que Podem ser Racionalmente Consideradas

1.  Tudo que existe veio de absolutamente nada. Em outras palavras, para sustentar esta visão você começa com nada deve ser o que eu chamo de nada de nada. Não pode haver nenhuma energia, nenhuma massa, nenhum movimento e nenhuma personalida de. Suponha que tenhamos um quadro negro que nunca tenha sido usado. Neste quadro desenhamos um círculo, e dentro do círculo está tudo o que existia – e não há nada dentro do círculo. Depois apagamos o círculo. Isto é nada de nada.

A verdade é que eu nunca ouvi este argumento sendo sustentado, pois é impensável que tudo o que agora existe veio do nada absoluto. Mas teoricamente, esta é a primeira resposta possível.

2.  Tudo que existe agora teve um começo impessoal. Esta impessoalidade pode ser mas sa, energia ou movimento – para a filosofia não faz nenhuma diferença básica com qual deles você começa. A partir do momento em que aceita o começo impessoal de todas as coisas, você está diante de alguma forma de reducionismo. Reducionismo argumenta que tudo o que existe, desde as estrelas até o próprio homem, para ser realmente compreendido, deve ser reduzido a um fator (ou fatores) original e impessoal.

O grande problema em começar com o impessoal é achar qualquer significado para os particulares. Um particular é qualquer fator ou coisa individual – as partes separadas do todo como uma gota de água ou um homem. Ninguém, seja do ocidente ou do oriente, em toda a história do pensamento filosófico tem nos dado uma resposta adequada para isto.

Começando com o impessoal, tudo, inclusive o homem, deve ser explicado em termos de impessoal mais tempo mais acaso. Não deixe ninguém desviar sua mente deste ponto. Não há outros fatores na fórmula porque não tem como existir. Se começamos com algo impessoal, não podemos depois ter alguma forma de conceito teológico. Ninguém nunca demonstrou como tempo mais acaso, começando com o impessoal, pode produzir a complexidade necessária ao universo, sem mencionar a “pessoalidade” do homem. Ninguém nunca nos deu uma chave para isto. Este é o dilema da segunda resposta, apesar dela ser defendida pela maioria das pessoas hoje. Começando com o impessoal, não há respostas verdadeiras no que se refere à existência com sua complexidade, ou à “pessoalidade” – a humanidade do homem.

3. Tudo que existe agora teve um começo pessoal. Isto esgota as possíveis respostas básicas em relação à existência. Pode parecer simplista mas é verdade. É claro que há muitos detalhes que podem ser discutidos, muitas variações – mas essas são as únicas escolas básicas de pensamento que são possíveis. Alguém disse brilhantemente que quando você chega a qualquer questão básica não restam muitas pessoas na sala. Significa que quanto mais avançamos e nos aprofundamos em qualquer indagação básica, no final as escolhas que restam para ser feitas são bem simples e claras. Não há muitas respostas básicas para quaisquer das grandes questões da vida.

Começar com aquilo que é pessoal é exatamente o oposto de começar com o impessoal. Nesse caso o homem, sendo pessoal, realmente tem significado. O dilema do homem moderno é simples: ele não sabe por que o homem tem qualquer significado. Ele está perdido. O homem permanece um zero. Esta é a maldição de nossa geração, o cerne do problema do homem moderno. Porém, se começamos com algo pessoal como a origem de todas as coisas, então a pessoa tem de fato significado; o homem e suas aspirações têm sentido. Temos a realidade do fato de que “pessoalidade” tem significado porque não está alienada daquilo que sempre era, é e sempre será. Esta é a resposta do Cristianismo, e com isto temos uma solução não somente para o problema da existência do universo e sua complexidade – mas também para o fato da existência singular do homem, com uma “pessoalidade” que o distingue do não-homem.

A seguinte ilustração pode ajudar: imagine-se nos Alpes e de um pico bem alto você pode ver três cadeias de montanhas paralelas com dois vales entre elas. Num dos vales há um lago, e o outro está seco. De repente você testemunha algo que às vezes acontece nos Alpes: um lago se formando no segundo vale onde antes não havia nada. Enquanto observa a água subindo, você imagina de onde ela vem. Se parar no mesmo nível do lago do vale vizinho, você poderá, após medir cuidadosamente, concluir que existe a possibilidade de que a água tenha vindo do primeiro vale. Porém, se a medição mostra que o nível do segundo lago é seis metros mais alto que o primeiro, você não pode dar essa resposta e teria de procurar outra explicação. Com a “pessoalidade” é a mesma coisa: ninguém até agora conseguiu tirar “pessoalidade” de impessoalidade.

Se começamos com menos do que “pessoalidade”, temos de no final reduzir “pessoalidade” à impessoalidade. O mundo científico moderno faz isto com seu reducionismo, pois considera “pessoalidade” como apenas o resultado do impessoalmais a complexidade. No mundo científico naturalista, seja em sociologia, psicologia ou em ciências naturais, o homem é reduzido à impessoalidade mais complexidade.

Preconceito Contra Deus

Há somente uma visão de mundo que pode explicar a existência do universo e a singularidade das pessoas – a visão de mundo que nos é oferecida na Bíblia. Muitas pessoas, porém, reagem fortemente contra este tipo de reivindicação. Elas vêem o problema – De onde vêm todas as coisas e por que são assim? -mas se recusam a considerar uma solução que envolva Deus. Deus, elas dizem, pertence à “religião”, e respostas religiosas não lidam com fatos. Somente a ciência trata de fatos. Desta forma, segundo eles, respostas cristãs não são verdadeiras respostas; são “respostas de fé”.

Essa é uma reação estranha, porque pessoas modernas se orgulham de serem abertas para novas idéias, ou de estarem dispostas a considerar opiniões que contradizem o que se tem acreditado por muito tempo. Elas acham que isto é necessário para “ser científico”. Repentinamente, porém, quando alguém menciona as “grandes” e mais básicas indagações (como essas que estamos considerando agora) com uma resposta que envolva

Deus, as portas se cerram na hora, a mente aberta se fecha e uma atitude muito diferente, um racionalismo dogmático, domina.

Isso é curioso – primeiro porque poucos parecem notar que a explicação humanista das grandes e mais básicas perguntas não passa de “resposta de fé” tanto quanto qualquer outra poderia ser. Dentro do ponto de vista humanista, tudo começa apenas com matéria; qualquer coisa que se tenha desenvolvido desenvolveu-se somente a partir da matéria e o universo representa uma reordenação da matéria por acaso.

Embora cientistas materialistas não possuam entendimento científico do por que as coisas existem nem algum entendimento científico de como a vida começou, e embora esta visão de mundo os deixe com problemas imensos – os problemas que Woody Allen, um cineasta ateu americano, descreveu como “alienação, solidão e vazio beirando a loucura” -muitas pessoas modernas ainda rejeitam de imediato qualquer solução que use a palavra Deus, em favor da “resposta” humanista que não responde nada. Isso é simplesmente orgulho em ação.

Precisamos entender, porém, que este orgulho é recente e arbitrário. O professor Ernest Becker, que ensinou na Universidade da Califórnia em Berkeley e na Universidade Estadual de São Francisco, disse que por milhares e milhares de anos pessoas sempre creram em dois mundos – um que era visível e outro que era invisível. Este mundo visível era onde eles viviam sua vida cotidiana; o mundo invisível era mais poderoso, porque o significado e a existência do mundo visível dependia dele. Repentinamente, no último século e meio, as idéias do lluminismo se espalharam por toda a cultura ocidental e temos sido ensinados quase arbitrariamente que não há nenhum mundo invisível. Isso tornou-se um dogma para muitas pessoas seculares hoje.

Portanto, antes de adotar uma visão de mundo “científica”, verifique as premissas filosóficas em que esta “ciência” está fundamentada. Cheque para ver se você mesmo ou aqueles que estão apresentando os argumentos não foram cegos pelo preconceito contra Deus e analise cuidadosamente se não é necessário mais fé para acreditar neste tipo de visão de mundo do que para aceitar aquela apresentada na Bíblia

 

(Este artigo foi composto de trechos traduzidos dos livros: “O Que Será Que Aconteceu Com a Raça Humana?” e “Ele Existe e Ele Fala”, ambos escritos por Francis Scheaffer.)

                                       Ciência e Fé: Nossa Visão de Mundo

Por: Francis Schaeffer

A maneira como agimos em nosso dia-a- dia é resultado de uma “visão de mundo”, e esta visão se baseia no que nós consideramos ser a verdade. O que tem produzido o dilúvio de maldade na história da humanidade é a visão de mundo que diz que toda a realidade é composta somente de matéria. Algumas vezes esta visão é chamada de naturalismo, porque afirma que o sobrenatural não existe. O humanismo que se centraliza somente no homem e faz dele a medida de todas as coisas geralmente é materialista em sua filosofia. Seja qual for o rótulo, esta é a visão de mundo que permeia nossa sociedade hoje. De acordo com esta visão, o universo existe, não porque tenha sido criado por um Deus “sobrenatural”, mas sempre existiu em alguma forma, sendo que a forma atual é apenas o resultado de acontecimentos que ocorreram por acaso há muitos e muitos anos.

Por muito tempo a sociedade no ocidente se baseou no fato de que Deus existe e de que a Bíblia é a verdade. De muitas formas e maneiras esta visão afetou a sociedade. A visão de mundo materialista, naturalista ou humanista sempre teve uma atitude de superioridade em relação ao Cristianismo. Aqueles que sustentam esta visão argumentam que o Cristianismo não é científico, isto é, não pode ser provado, e que pertence apenas ao campo da “fé”. Dizem que o Cristianismo se baseia somente em fé, enquanto o humanismo se baseia em fatos.

Portanto, alguns humanistas agem como se tivessem uma grande vantagem sobre os cristãos. Agem como se o avanço da ciência e da tecnologia e um melhor entendimento da história (através de conceitos como a teoria da evolução) tivessem tornado a idéia de Deus e da criação quase ridícula.

Esta atitude de superioridade, porém, é estranha, porque um dos desenvolvimentos mais marcantes da última metade do século é o crescimento de um profundo pessimismo tanto entre as pessoas mais cultas quanto entre as menos cultas. Os pensadores de nossa sociedade já admitem há um bom tempo agora que não possuem nenhum tipo de resposta. Eles concluíram, entre outras coisas, que a vida não leva para nada e para nenhum lugar, que o homem é apenas parte da natureza, assim como uma pedra, um cacto, ou um camelo. Esta visão é fruto direto da posição humanista de que tudo que existe não passa de matéria ou de alguma forma de energia – tudo que existe sempre existiu e tudo que existe em nosso mundo agora é apenas matéria numa forma mais ou menos  complexa. De acordo com esta visão, homens e mulheres são apenas mais complexos, mas não singulares. São meramente um arranjo diferente de moléculas. Dentro dessa visão de mundo, não há espaço para crer que um ser humano possua no final algum valor  que o distinga de um animal ou de matéria inanimada.

Há, portanto, dois pontos que precisam ser afirmados sobre a visão de mundo humanista.  Primeiro, a atitude de superioridade em relação ao Cristianismo – como se o Cristianismo tivesse todos os problemas e o humanismo todas as respostas – o que está longe de ser verdade. Os humanistas do Iluminismo de dois séculos atrás pensaram que iriam achar todas as respostas, mas à medida que o tempo passou, esta esperança otimista provou-se errônea. Seus próprios descendentes, aqueles que compartilham sua visão de mundo materialista, têm dito mais e mais alto com o decorrer dos anos: “Não há nenhuma solução.”

Em segundo lugar, esta visão de mundo humanista nos tem levado para a atual desvalorização da vida humana – não a tecnologia ou a super-população – embora essas coisas contribuam para isso. E esta mesma visão de mundo não nos tem proporcionado limites para nos impedir de adentrar cada vez mais numa desvalorização ainda pior da vida humana no futuro. É ingênuo pensar que um compromisso sério para “fazer o que é certo” reverterá este quadro no futuro. Sem um conjunto firme de valores que fluem de uma visão de mundo que dê uma razão adequada para o valor singular de cada vida humana, não pode haver nem haverá qualquer resistência substancial à maldade atual, produzida pela visão barata da vida humana que acabamos de considerar. Foi a visão de mundo materialista que produziu a desumanidade; deve haver uma visão de mundo diferente para a fazer cessar.

Um inconformismo emocional sobre aborto, matança infantil, eutanásia, e o abuso do código genético não é suficiente. Para se posicionar contra a presente desvalorização da vida humana, uma porcentagem significante de pessoas dentro de nossa sociedade tem de adotar e viver uma visão de mundo que não apenas espere ou tenha intenção de dar uma base para a dignidade humana. Os movimentos radicais dos anos sessenta estavam certos ao ansiar por um mundo melhor; estavam corretos ao protestar contra a superficialidade e falsidade de nossa sociedade hipócrita. Mas seu radicalismo durou somente o período de adolescência de seus membros. Embora esses movimentos dissessem ser radicais, não possuíam um alicerce adequado. Sua visão de mundo foi incapaz de dar vida às aspirações de seus seguidores. Portanto, protestos não bastam. Ter ideais corretos não basta. Uma alternativa verdadeiramente radical tem de ser achada. Mas onde? E como?

                              Ciência e Fé: Os Perigos da Tecnologia


Não saia de casa. Levante-se, tome seu café da manhã, vá para o seu homeoffice, nos fundos de sua casa, elabore todas suas pesquisas via Internet e conclua seu trabalho enviando uma mensagem via correio eletrônico para sua companhia. Para relaxar, leia um bom livro. Ele pode ser facilmente encontrado em uma lista na Internet, e será remetido à sua casa por correio, e a cobrança será realizada automaticamente no seu cartão de crédito. Está com fome? Pegue o telefone, disque o número de sua pizzaria predileta e peça uma pizza à moda da casa. Em poucos minutos o entregador estará à porta de sua casa com sua encomenda. Se sentindo sozinho? Corra para o computador, não deixe a solidão afligi-lo. Acesse rapidamente um desses sites de bate-papo e com certeza você vai dividir suas necessidades com alguém de seu interesse. Afinal de contas vivemos em um mundo tecnológico. Por que sair de casa?

Esse mundo maravilhoso, que chamamos de mundo tecnológico, diz trazer inúmeros benefícios para a sociedade. Economia de tempo, redução de custos, maior agilidade nos serviços etc. Em poucos anos, o funcionamento do mundo se transformou totalmente trazendo conseqüências enormes a cada um de nós. O tempo vai ficando cada vez mais escasso, e para nós que vivemos dentro do sistema desse mundo tecnológico, as coisas estão acelerando e o espaço encurtando. Temos telefones celulares, pagers, correio eletrônico, sistema bancário on-line, TV por assinatura, enfim, pressione um botão e esse mundo está em suas mãos. Mas até que ponto esse tipo de avanço tecnológico e científico tem auxiliado nossas vidas? Será que tudo isso tem sido realmente bem utilizado principalmente pelo povo de Deus? Será que ao tornar-nos parte dessa compulsão frenética por tempo, dinheiro e espaço não nos temos tornado mais amigos do mundo do que de Deus?

Não é nossa intenção dizer que o cristão deve tomar uma atitude totalmente irrealista e isolada do mundo. Sabemos que precisamos, de uma forma ou de outra, interagir com esse mundo tecnológico para extrair dele aquilo que pode nos servir de apoio para viver uma vida equilibrada. No entanto, temos observado até mesmo entre os cristãos uma aparente conformidade com este sistema (Rm12.2); conformidade esta que tem levado muitos a se esquecerem de suas esposas, de seus filhos, de suas igrejas, de seus irmãos em Cristo, e até mesmo de seus relacionamentos com Deus.

Vejamos alguns perigos desse envolvimento:

Isolamento

A situação descrita no início desse artigo, embora um pouco fictícia no Brasil, já é uma realidade nos EUA e em outros países do primeiro mundo. As pessoas não saem mais de casa. A tecnologia as tem enclausurado, convencendo-as de que o convívio com o resto do mundo é desnecessário. Será que isso é benéfico? Será que isso é realmente uma das maravilhosas vantagens de se viver em um mundo moderno?

Uma das lições mais sutilmente ensinadas por essa tecnologia é a lição da auto-suficiência. O mundo coloca à nossa disposição tudo o que precisamos para viver sem o auxílio de ninguém. Isso nos leva a uma total reclusão, tornando-nos alheios ao conceito tão valioso da comunhão expresso em toda a Bíblia. Tudo é feito para sua maior comodidade, mas essa comodidade acaba nos fechando em um calabouço de egoísmo, privando-nos de ouvir a voz de Deus e minando nossas mentes com o pensamento imposto pelo mundo através da mídia. Já foram colocadas na Internet até mesmo igrejas virtuais, através das quais os membros não precisam sair de casa para “louvar a Deus”. Esse isolamento sem dúvida alguma é uma sutil armadilha do inimigo.O autor da carta aos Hebreus nos adverte sobre a importância da comunhão, ou seja, a inter-relação que deve existir entre os membros do corpo de Cristo:

“Vede, irmãos, que nunca se ache em qualquer de vós um perverso coração de incredulidade, para se apartar do Deus vivo; antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado”(Hb 3.12-13).

Com essa influência tão aguda a qual somos expostos, seu amigo mais íntimo passa a ser o aparelho de TV e seu sábio conselheiro passa a ser encontrado em seu escritório, personificado na figura de um microcomputador.

Consumismo

Uma outra conseqüência maléfica dessa relação íntima com o mundo tecnológico é o consumismo impulsivo que ele nos impõe. Tudo fica ultrapassado no período de dois anos. Tudo perde seu valor mais rápido do que o tempo que dispomos para desfrutar dele.

As mudanças são inevitáveis, mas as coisas estão mudando mais rapidamente esses dias. Antigamente, estilos de roupas e mobílias costumavam tomar novos rumos a cada década. Nos anos 70 essas tendências mudavam a cada ano. No entanto, hoje esses novos estilos chegam a cada mês e cada vez mais agressivos. Não conseguimos nos manter atualizados. Novos estilos são impostos para que as pessoas não se sintam à vontade com o que possuem, e o comercialismo assegura que as coisas nunca permanecerão as mesmas.

Um dos instrumentos mais usados nessa injeção intravenosa de necessidade e consumo, é aquele que ocupa a primazia na maioria dos lares – a Televisão. A mídia tem como principal objetivo tornar o alvo de sua venda uma necessidade imprescindível à vida humana. Ela faz tão bem esse papel, que hoje em dia artigos como Coca-Cola, Pepsi, e Lanches McDonald’s são encontrados em todo o mundo; a Internet se espalha por toda a parte; filmes americanos e clips musicais da MTV estão em todo o lugar; e o mais intrigante, se você for a qualquer casa de chão batido no interior brasileiro, pode não encontrar mobília ou água encanada, mas com certeza encontrará um aparelho de TV ligado a uma boa antena no telhado.

As prioridades estão cada vez mais invertidas. Parafraseando as palavras de Jesus em Mateus 6.25-34 e aplicando-as em nossa realidade moderna, poderíamos ler:

“Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber, ou pelos softwares que haveis de comprar, ou pelas máquinas que hão de quebrar; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir, ou pela moda que há de mudar Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?”

Ativismo – E perda de tempo

O principal argumento usado pela tecnologia moderna é a melhor administração e exploração do tempo. Segundo eles, nada como uma boa rede de rápidos computadores para realizar o melhor trabalho o mais rapidamente possível. Será que isso é real? Se for, essa tal tecnologia pode ser a maior aliada do cristão, pois realizando o trabalho mais rápido, ele tem mais tempo para Deus. Mas será que isso tem acontecido com os cristãos do mundo moderno? A resposta é um ressonante “não”. De fato, de alguma forma, os artifícios tecnológicos têm ajudado muito nossa vida. É evidente que certas tarefas são muito melhor realizadas com o auxílio de máquinas e equipamentos. Porém, o que tem acontecido, em termos práticos, é que o tempo que ganhamos com o uso desses equipamentos, perdemos com a manutenção dos mesmos e com outras coisas que esse estilo de vida nos obriga a fazer. Ao invés de ganharmos tempo, ganhamos mais atividades. Somos estimulados a usar cada minuto disponível para satisfazer nossas necessidades tecnológicas e financeiras. Isso tem levado muitos a uma vida fútil e superficial, arraigada apenas em conceitos mundanos do sistema que nos envolve, deixando para depois (que nunca chega), as prioridades espirituais.

Infelizmente, Deus tem sido substituído pela necessidade compulsiva de trabalhar mais para ganhar tempo.

Equilibrando para Solucionar

O que fazer então? Jogar fora todos os microcomputadores e aparelhos de TV que temos? Mudar para uma longínqua região do Alasca em busca de um aprimoramento espiritual? Óbvio que não. Deus não exige que seus filhos sejam totalmente alheios à vida. O que deve ser feito é um rearranjo de prioridades através do uso equilibrado da tecnologia.

“Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma de-Ias”(I Co 6.12).

O que tem levado muitos a sofrer as conseqüências maléficas citadas acima é o domínio que tais coisas exercem sobre eles. Domínio que se torna tão acentuado, que o ser humano perde o poder de decisão, e se vê sem saída diante de tantas obrigações. Para tais problemas, só existe uma solução:

“Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

O primeiro passo nesse processo de libertação consiste em colocar Deus no centro de nossas prioridades. Apesar de ser um conceito tão comumente pregado nas igrejas evangélicas, paulatinamente Deus tem deixado de ser o centro das prioridades nos lares. Nada substitui nossa comunhão com Deus. Nada nos faz ganhar mais tempo do que quando paramos para ouvir sua voz. Nada satisfaz mais nossa necessidade interior do que um bom período aos pés do Mestre. Uma reorganização de nossas prioridades e preferências pode ajudar e muito a melhorar nossa qualidade de vida. Defina suas prioridades. Uma boa receita para tal definição é a seguinte ordem: Deus, família, trabalho. Sempre tendo em vista que para cada uma delas é necessário estabelecer um tempo determinado. Não gaste mais tempo trabalhando para compensar as horas que você passou com Deus. E não limite seu relacionamento com Deus a meras horas de atividade na igreja aos domingos. Gaste tempo com ele. Confie nele e creia que todas as demais coisas lhe serão acrescentadas sem a necessidade descontrolada de fazer horas extras. Reorganize seu tempo. Faça dele um amigo e não uma compulsão. Use a tecnologia em favor de sua qualidade de vida espiritual, emocional e familiar. Não se permita ser dominado por ela. Assim sendo, teremos melhores cristãos, melhores maridos e esposas, melhores pais e filhos e com certeza melhores trabalhadores.

fonte revita impacto

                                         Ciência e Fé: Darwin no Microscópio

 

 

A idéia que Deus criou o universo está conseguindo a atenção (embora meio relutante) dos cientistas seculares.

O mundo é resultado de um “projeto inteligente” ao invés de ter surgido pelo acaso da seleção natural? O cientista que respondesse esta pergunta no afirmativo teria sido ridicularizado e descartado no ato, há apenas alguns anos atrás. Mas agora esta questão está sendo discutida em todos os principais contextos, desde publicações científicas a auditórios universitários, e até em debates das grandes redes de televisão norte-americanas.

Intelectuais cristãos que fazem parte do corpo docente de universidades públicas e federais estão promovendo os debates. Estão defendendo a idéia minoritária de que o universo é tão espantosamente complexo e interdependente que contesta qualquer explicação a não ser de um criador onisciente que o tenha projetado.

Se soltasse uma multidão de macacos um número infinito de vezes, não poderiam jamais reproduzir Shakespeare, de acordo com o âncora William Buckley Jr., do programa Firing Line, da rede PBS de televisão norte-americana. Em outras palavras, a evolução só consegue explicar algumas coisas, mas nunca justificará a inconcebível complexidade do mundo. Por outro lado, os defensores da evolução no debate definiram a idéia da criação como “crenças religiosas fundamentalistas, conceitos filosóficos desacreditados, ou aquilo que costumamos chamar de pura bobagem”.

Behe, um professor da Universidade Lehigh, e católico romano, já escreveu um livro sobre o desafio bioquímico à teoria de Darwin. Ele observou que o próprio Darwin escreveu na sua obra Origem das Espécies que “se pudesse demonstrar-se que existe algum órgão complexo que não poderia ser formado por numerosas e sucessivas modificações mínimas, minha teoria ruiria por completo”. De acordo com Behe, muitos órgãos — o olho humano por exemplo — não poderiam ser originados por sucessivas modificações.

Para explicar, Behe usa a analogia da ratoeira. A ratoeira não funciona se qualquer uma das suas partes for removida, assim como o olho não funciona se uma parte for removida. “Você não consegue aperfeiçoar gradativamente uma ratoeira acrescentando uma parte e depois uma outra”, ele diz. “Uma ratoeira com metade das peças não funciona pela metade. Não funciona nada.” Da mesma forma, o olho não enxerga se uma ou mais partes forem removidas, e conseqüentemente não poderia ter “evoluído” lentamente por sucessivas mutações. Behe chama este conceito de “complexidade irredutível”, e mostra que há muitos sistemas “irredutivelmente complexos” na natureza. Um acadêmico céptico argumentou que acreditar em “projeto inteligente” para justificar a origem do universo é uma saída fácil quando se não tem uma explicação para tudo. Behe respondeu, mostrando que sistemas irredutivelmente complexos são um desafio sério à teoria de Darwin, e que os mesmos cientistas que são hostis à religião e extremamente relutantes a considerar a idéia de projeto inteligente, deveriam também se tornar cépticos sobre as teorias de Darwin.

                              Ciência e Fé: A Ciência Defende a Fé?…

 

 

Com o passar do tempo, a ciência tem deixado se ser inimiga da fé.

A teoria de conhecimento “queijo suíço” é mais ou menos assim. A maioria dos cientistas atuais têm um conhecimento muito profundo da sua área específica. Isto inclui estar bem consciente das fraquezas próprias destas áreas. Mas a maioria têm apenas um conhecimento superficial das outras áreas e na verdade acreditam que tudo nelas é muito sólido. À medida que o cientista coloca sua cabeça para fora de seu buraco no queijo suíço e avista o horizonte, ele vê alguns grandes buracos na sua área imediata, mas ao olhar além do seu campo, os buracos parecem deixar de existir. Se ele fosse capaz de se afastar de seu próprio buraco e enxergar o queijo como um todo, veria rapidamente que o queijo inteiro está repleto de buracos, Dr. Charles Thaxton, professor da Universidade Charles, em Praga, falou para sua audiência no encontro recente da Sociedade Teológica Evangélica que cada vez mais os cientistas estão se afastando dos seus próprios buracos no queijo suíço do materialismo naturalístico para ver que todo o sistema está cheio de buracos.

O primeiro buraco a aparecer foi à idéia de que o universo não era infinito. A teoria do Big Bang deixou em ruínas a teoria do universo auto-perpetuante. Alguma coisa ou Alguém causou a nossa existência. E mesmo dentro do contexto do Big Bang, matemáticos determinaram que ainda não houve tempo suficiente para o universo produzir vida. Depois, com a invenção do microscópio eletrônico, começamos a ver que a célula não é apenas um aglomerado de protoplasma, mas uma máquina altamente complexa, operando numa velocidade e nível de complexidade que ultrapassa de longe nossos mais avançados computadores. Para complicar o quadro ainda mais, o período de tempo para produzir a vida subitamente foi reduzido de 1 bilhão de anos no planeta primitivo para menos de 100 milhões de anos. A capacidade de formar até mesmo o mais simples tijolo de vida se tornou impossível de alcançar dentro deste espaço de tempo no planeta primitivo. Se você é leitor da Revista Time, deve ter visto em uma recente edição que o primeiro sistema complexo de vida apareceu no que chamamos de explosão Cambriana. Antes achava-se que esse período durou cerca de 75, depois 30, e agora menos de 10 milhões de anos. Os cientistas estão ficando muito incomodados com essa idéia porque simplesmente não podem entender como os processos naturais dariam conta disso tudo. O queijo suíço não só está ficando cheio de buracos, mas os buracos estão ficando cada vez maiores.

O maior deles, que o Dr. Thaxton descreveu, envolve biologia e a molécula do DNA. O DNA contém as informações de cada célula viva necessárias para sua formação e para todos seus processos. Isto é realizado principalmente pela seqüência de nucleotídeos em segmentos de DNA chamados genes, que codificam a seqüência de aminoácidos em proteínas. A função da proteína depende da seqüência de aminoácidos e conseqüentemente da seqüência do DNA. O código genético é, portanto, um código de informação. A teoria da informação e a teoria da comunicação são unânimes em afirmar que códigos de informação somente surgem de uma fonte inteligente. O materialismo naturalístico não pode fazê-lo. A verdadeira ciência não é um inimigo. Se algo é verdadeiro a ciência pode comprová-lo. As evidências a respeito do DNA estão disponíveis a todos. Essa evidência é tão persuasiva que fará com que qualquer mente inquiridora pare para considerar suas implicações. Para muitos céticos existentes hoje em dia, essa pequena janela pode ser o suficiente para a verdade do evangelho atravessar.

 

                                      Ciência e Fé: O Criador Supremo

Imagine-se embarcando em uma espaçonave e viajando a uma velocidade incomum em direção a outro sistema solar a bilhões de anos luz. Um planeta, em particular, chama sua atenção, o que o leva a aterrissar e investigá-lo. Em pouco tempo você descobre que a quantidade de oxigênio disponível no planeta é compatível com a necessidade humana, então decide explorar o planeta em busca de alguma forma devida inteligente.

A princípio você apenas observa uma paisagem parecida com a de um deserto árido.Não parece haver nenhuma forma de vida. Continuando sua expedição em busca de algo que prove a existência de vida inteligente você nota uma pequena estrutura. À medida que se aproxima dela, você a reconhece como sendo algum tipo de habitação. Embora esteja desocupada, ela tem janelas, uma porta e um telhado inclinado. Depois de observar cada detalhe cuidadosamente, você continua sua caminhada.

Logo você se depara com uma estrutura semelhante à anterior, um pouco maior, mas constituída dos mesmos componentes básicos e com design semelhante. Um pouco mais adiante, observa-se um número crescente de edif ícios,com estruturas mais complexas. Alguns deles apresentam várias portas, vários pisos e lances de escadas entre eles.

Finalmente você chega ao que parece ser uma cidade. As habitações estão sistematicamente posicionadas ao longo de uma rodovia. Alguns edifícios apresentam grandes detalhes em complexidade, diferente de tudo o que você observara até agora. Cada um com um estilo distinto. Muitas das estruturas parecem ter o propósito singular de causar um impacto visual.

No momento em que você chega ao centrada cidade, edifícios gloriosamente enfeitados o cercam. Você continua tomando notas esperando não perder nenhum detalhe desta incrível expedição espacial. Enfim, você decide voltar para a espaçonave.

No seu caminho de volta a frustração começa a tomar conta de sua mente. Que triste pensar que depois de tantas descobertas fascinantes, você ainda teria que ir para casa e relatar que nenhum sinal de vida foi observado naquele planeta.

Seria incrível que alguém chegasse a tal absurda conclusão. Apesar de não ter sido observado fisicamente nenhum tipo de vida naquele planeta, é evidente que algum tipo de ser inteligente teria vivido naquele lugar. Qualquer um que duvida desse fato teria que ignorar o que a maioria consideraria ser evidência óbvia e insuperável. Construções implicam em construtores. No exemplo acima é obvio, mas será que é sempre simples chegar a essa conclusão?

A resposta a essa pergunta propõe um grande debate. E é nesse contexto que a controvérsia da Seleção Natural x Criador se desenrola. Mesmo antes do tempo de Darwin e de suas teorias de seleção natural, um clérigo anglicano do século XIX, William Paley, escreveu inúmeros artigos na defesa da evidência natural de um Criador Superior. Embora seus artigos tenham sido tremendamente respeitados em seus dias, suas idéias foram posteriormente ridicularizadas pela comunidade científica.

Em um de seus mais conceituados trabalhos, “Teologia Natural” (Natural Theology),Paley escreve: “Cruzando uma estrada, suponha que eu tenha batido meu pé contra uma pedra, e que me foi perguntado como aquela pedra veio a estar lá. Eu poderia responder, possivelmente, que ela sempre esteve lá… Mas suponha que eu tenha achado um relógio na mesma estrada, e que tentasse descobrir como o relógio foi parar naquele lugar. Obviamente eu não poderia pensar na mesma resposta que foi dada em relação à pedra. Mas por que esta resposta não poderia servir para o relógio da mesma forma que serviu para a pedra?… Ao inspecionarmos o relógio, percebemos suas várias partes emolduradas, reunidas e ajustadas com um só propósito: apontar a hora do dia. Se essas partes fossem reunidas de modo diferente, não obteríamos o mesmo resultado… A conclusão que nós chegamos é inevitável. O relógio deve ter tido um fabricante que compreendeu sua construção e projetou seu uso.”

Cientistas mais recentes sentiram grande prazer em tentar refutar a idéia de Paley. “O argumento usado por ele foi feito com sinceridade apaixonada e estava fundamentado nas melhores pesquisas biológicas de seus dias, mas está errado. Gloriosamente e totalmente errado…” declara o evolucionista Richard Dawkins. Alguns dos mais conceituados cientistas da atualidade, porém, ainda não descartam os artigos de Paley. “Quem realmente respondeu satisfatoriamente sua indagação?”, pergunta o bioquímico Michael Behe. “Como um relógio pode ser produzido sem um fabricante?” É surpreendente o fato de que o argumento principal de um desacreditado clérigo do século passado nunca pôde ser refutado.

Nem Darwin, nem Dawkins, nem a ciência, nem a filosofia, ninguém conseguiu explicar como um sistema complexo, tal como um relógio, pôde vir a existência sem que alguém o tenha projetado.

Fred Hoyle, um dos maiores astrônomos e matemáticos do mundo, cujos estudos, ao contrário de Paley, não foram influenciados por sua fé em Deus, chegou a uma conclusão pura e estrita mente matemática que a existência de um sistema complexo implica na exis tência de um criador que o tenha projetado Até mesmo o ser vi-vente mais simples é extremamente complexo. E calculando a probabilida de de um ser como este vir a existir por acaso, obtêm-se o resultado de 1 em 1040.000 (isso quer dizer 1 seguido por 40.000 zeros). Os matemáticos consideram qualquer valor maior que 1050uma impossibilidade total.

Hoyle, apesar de evolucionista e agnóstico, foi obrigado a concluir que “uma interpretação de senso comum destes fatos sugere a existência de um super intelecto e que não existe explicação plausível da física, nem da química ou biologia do universo através das forças cegas da natureza”.

Outro associado dele escreveu que as chances da vida ter surgido na Terra por acaso são tão remotas quanto as de um furacão passar por um depósito de sucata e produzir um Boeing 747.

Hoyle também fez cálculos matemáticos com um colega sobre a possibilidade de terem surgido até mesmo as substâncias químicas mais simples necessárias para a vida. Mesmo acreditando que a Terra teria bilhões de anos de existência, não seria tempo suficiente para a evolução desses processos. Da mesma forma, a origem dos genes não teria explicação. Mutação de genes não ocorrem com suficiente freqüência para justificar a origem das centenas de milhares de genes que existem. E, de acordo com eles, seria absurdo achar que as mutações aleatórias poderiam jamais produzir genes capazes de escrever as sinfonias de Beethoven e as peças de Shakespeare.

A única coisa que a seleção natural resolve é eliminar os não adaptáveis, ou os menos favoráveis, mas não explica a origem daqueles que são mais adaptáveis ou capazes de sobreviver. Até cientistas incrédulos estão chegando à conclusão de que a única explicação racional é um criador ou projetista inteligente.

Enquanto muitos ainda permanecem em suas infundadas teorias darwinianas, os cristãos já conhecem a resposta a muito tempo. As Escrituras proclamam: “Porque toda casa é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas é Deus” (Hb 3.4). Toda a forma de vida existe, não por acaso, mas pela habilidosa mão de Deus que declara:“Plantarei no deserto o cedro, a acácia, a murta, e a oliveira; e porei no ermo juntamente a faia, o olmeiro e o buxo; para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso, e o Santo de Israel o criou” (Is41.19,20). E ainda:“Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu, não a criando para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o Senhor e não há outro.”(Is 45.18).

fonte revista impacto