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lições Betel familia 3 trim-2013
lições Betel familia 3 trim-2013

                                    ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 1 

                                           Revista da Editora Betel  


O MODELO DE DEUS PARA A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA

07 de Julho de 2013

Texto Áureo

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto” (Gn 1.31)

Verdade Aplicada

O modo como o Criador cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra deve inspirar e orientar todas as ações dos cristãos na formação de suas famílias.

Textos de Referência


Gn 1.26-29 

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, confor­me a nossa semelhança; e domi­ne sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.

E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semen­te; ser-vos-ão para mantimento.

 

INTRODUÇÃO

Os primeiros capítulos de Gênesis são riquíssimos em moldes que podem e devem ser utilizados na formação da família. Afinal, não há ali nenhuma ação humana, portanto, ninguém pode dizer que são apenas produtos de uma época que há muito está ultrapassada. Todas as providências foram tomadas pelo próprio Deus. O modo como o criador cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra deve inspirar e orientar todas as ações dos cristãos na formação de suas famílias. Voltaremos ao principio de tudo:

 

1. A CRIAÇÃO DO HOMEM

A Bíblia registra três etapas no processo de concepção do homem na mente de Deus. A primeira se relaciona à área da vontade, do desejo, da intenção. A segunda faz referência ao modo como deveria ser o ente que Deus pretendia formar e aponta para o projeto. A terceira se refere aos propósitos de Deus para aquele ser. Assim, vemos que:

 

1.1. Deus desejou fazê-lo

Antes de Deus formar o homem houve em Seu coração a aspiração de fazer um ser especial, diferente de tudo o que Ele já criara. Deus nada fez que não representasse a Sua vontade integral. De fato, muito antes que o Senhor estabelecesse os fundamentos da terra, já pensava em fazer o homem e o escolheu como alvo de seu amor, para o fazer completo e santo. Por isso, enviou Jesus Cristo para consolidar esse desejo – que ficara interrompido por um bom tempo – e adotou os pecadores regenerados em sua família (Ef 1.3-6). E é de Sua vontade que agora todos possam participar da celebração desse presente, que é totalmente de graça (Ef 2.8), dado por meio de seu Filho Jesus Cristo.

 

1.2. Deus projetou em sua mente como seria o homem e a mulher

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gn 1.26). Nesse imperativo divino vemos que Deus, antes de fazer Adão, projetou o modelo de como ele deveria ser. Em termos bem simples, Deus espelhou-se em si mesmo para elaborar o projeto do homem que Ele desejava fazer. Deus nos planejou para sermos parecidos com Ele até ao limite máximo em que a criatura pode se parecer com o criador. Desse modo, poderíamos agradá-lo em tudo (Ef 1.6b). 

 

1.3. Deus definiu os propósitos para o homem

Não era um mero capricho de quem tudo pode e por isto desejou um brinquedo novo, ou de um irresponsável que deseja e projeta coisas grandiosas sem nenhum propósito nobre para elas. Deus os criou macho e fêmea, com o propósito de formar uma grande família com muitos filhos à sua própria imagem e semelhança, e encher com eles a Terra, para expressar através deles a Sua glória e autoridade (Gn 1.27-28). Assim, Sua graça seria louvada e glorificada (Ef 1.4-6). Por conta de tão elevado desígnio, Adão e Eva foram feitos à imagem e semelhança do Criador. Quando se unissem em amor, reproduziriam filhos segundo a sua espécie parecidos com Deus, ou seja: santos, justos, benigno, alegres e etc.

 

2. DEUS CONSTRUIU UM MUNDO PARA O HOMEM

Deus desejou formar o homem, definiu como este deveria ser e estabeleceu para ele um grandioso propósito. Porém, antes de executar o projeto, era necessário preparar uma habitação para o homem, um lugar onde ele pudesse desenvolver todas as suas potencialidades e cumprir o propósito da sua criação. Vejamos as providências que Deus tomou neste sentido:

 

2.1. Recriou e reorganizou a Terra para receber o homem

Deus restaurou a Terra e fez todas as adaptações necessárias para que se tornasse adequada para receber o homem que Ele faria. O criador poderia criar uma habitação completamente nova, mas preferiu restaurar a terra que havia sido transtornada, possivelmente pelo impacto da queda de satanás sobre ela (Gn 1.2; Is 14.12; Lc 10.18), e transformá-la em um lugar belo, agradável e aconchegante. No decorrer deste estudo descobriremos preciosas lições que esta atitude de Deus nos ensina sobre a formação da família.

 

2.2. Criou condições de vida e de crescimento para a humanidade

Deus planejou o homem com capacidade de dominar; governar (Gn 1.26b) e também com uma mente imaginosa e criativa, que estaria em constante e ilimitado progresso. Era necessário, então, criar condições para que ele desenvolvesse estas habilidades e potenciais natos. Assim, antes de formar Adão, Deus reorganizou o reino mineral e criou os animais e os vegetais. Lidando com a natureza, a fim de descobrir as melhores e mais eficientes maneiras de utilizar os recursos naturais e obter deles o mantimento diário (Gn 1.29,30), o ser humano poderia desenvolver a mente, o pensamento e a agilidade física. No trato com a criação inferior, poderia recorrer a Deus sempre que desejasse compartilhar com Ele seus avanços e deleites ou simplesmente informar-se a respeito de algo, mantendo, assim, o desenvolvimento de sua relação com Ele.

 

2.3. Certificou-se de que tudo era de boa qualidade

Depois de restaurar a Terra e tomar todas as providências criadoras para que ela se tornasse habitável, Deus fez o que nós, em muitas ocasiões negligenciadas: inspecionou a própria obra e certificou-se de que tudo era bom. Por ser perfeito em todas as Suas obras, Deus não precisava desta última ação, mas Ele a executou para exemplo nosso. Se quisermos honrar a Deus nunca devemos dar nenhuma obra por acabada enquanto não tivermos certeza de que tudo está de fato bom (Mt 5.48).

 

3. DEUS CAPACITOU O HOMEM PARA VIVER

Seria impossível ao homem cumprir o propósito de sua formação se Deus não o capacitasse para isto. Assim, Ele tomou providências intrínsecas ao homem, que são aquelas relacionadas ao caráter, natureza e potencialidades. Dispôs também de um lugar adequado para o começo de tudo e de um plano de ação pelo qual o homem pudesse se orientar. Observemos as ações de Deus:

 

3.1. Fazendo o homem semelhante Ele

No primeiro tópico vimos que Deus planejou fazer o homem a Sua própria imagem e semelhança. Sabe por quê? Por causa da resolução do Criador para o homem: “Para que sejamos santos., irrepreensíveis, filhos de Deus, para o agrado e louvor de Deus” (Ef 1.4-6). Como seria possível atingirmos tão elevado propósito se Ele não colocasse em nós um pouco de Si mesmo? É maravilhoso constatarmos que Deus não pede de nós coisa alguma que primeiro Ele não nos tenha dado. Isto serve de modelo para aqueles que desejam formar uma família. “Dai e dar-se-vos-á” (Lc 6.38). É um princípio imutável, estabelecido pelo próprio Deus.

 

3.2. Preparando para Adão o lugar onde ele deveria começar a vida

Em Gênesis 2.5, lemos que Deus criou os embriões da vida na Terra, mas os deixou adormecidos, aguardando a presença e a ação da humanidade. Nos versículos 8 e 9, lemos que Deus escolheu um lugar; o Éden, e ali fez brotar tudo o que em outras razões do planeta permanecia apenas como sementes. O jardim foi um presente de Deus, pronto para ser desfrutado (v.15). Seria o lugar onde Adão começaria a vida e onde aprenderia a se relacionar com Deus (Gn 2.16,17; 3.8), com a natureza (Gn 3.19,20), com o outro sexo (Gn 3.23) e com os descendentes. O que temos preparado para dar aos nossos filhos quando chegar o momento de eles iniciarem um novo núcleo familiar?

 

3.3. Fornecendo ao casal um plano de ação

Deus apresentou ao primeiro casal todas as demais criações terrenas e disse-lhe: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28). A frutificação e a multiplicação da espécie humana foram o meio planejado por Deus para que o homem pudesse dominar a Terra. Deus garantiu em Seu plano que a humanidade teria livre acesso aos bens terrestres: “E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento(...) Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra; e toda a arvore em que há fruto que dá semente, ser-vos-á para mantimento” (Gn 1.29-30). Deus planejou também o modo de segurança: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). Assim também devemos orientar nossos filhos para vida, principalmente para que sejam esposos e pais exemplares.

 

CONCLUSÃO

Após estudarmos o modelo de Deus para a formatação da família, ou seja, o modo como Deus cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra, podermos encontrar inspiração e sermos orientados para seguir na direção que o Senhor deseja para cada um de nós. As lições que a Bíblia nos apresenta através do relato da criação devem ser colocadas em prática, com sabedoria e humildade que o Espírito Santo ministrará em cada um, para que nossa família seja para glória e louvor do Senhor!

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 2 - Revista da Editora Betel

 

 

APLICANDO PRINCÍPIOS DIVINOS À DISCIPLINA FAMILIAR

14 de Julho de 2013

 

Texto Áureo
“E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, pro­duz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (Hb 12.11).

Verdade Aplicada
Uma vez aplicada com sabedoria na escolha dos métodos e da ocasião adequados a cada caso e, sendo executada com amor, misericórdia e graça, os resultados da disciplina serão eficientes e duradouros.

Textos de Referência

Gn 3.9 - E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás?
Gn 3.10 - E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, por­que estava nu, e escondi-me.
Gn 3.16 - E à mulher disse: Mul­tiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
Gn 3.17 - E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor co­merás dela todos os dias da tua vida.
Hb 12.11 - E, na verdade, toda cor­reção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.

INTRODUÇÃO

Se perguntarmos a qualquer pessoa o que é planejamento familiar; possivelmente obteremos a seguinte resposta: ‘Planejar a família é fazer os cálculos de quantos filhos o casal pode sustentar e educar sem depender de terceiros ou da caridade pública’. Isto é apenas parte da verdade e representa somente uma das etapas do projeto. Para chegarmos ao tão almejado planejamento, não devemos negligenciar etapas importantes, como veremos a seguir.

 

1. DEFINIÇÃO DE DISCIPLINA

Vem da mesma etimologia da palavra discípulo, de seguidor: cristãos são aqueles que seguem a disciplina de Cristo. Também é chamado de disciplina o conjunto de matérias que formam uma ciência, uma área de conhecimento. Os que se dedicam ao estudo de uma ciência e se graduam nela são chamados pelo nome da disciplina que escolheram: teólogos, matemáticos, geógrafos, médicos, pedagogos, cientistas sociais e etc.

 

1.1. O sentido mais amplo de disciplina

Em sentido amplo, disciplina envolve a formação do caráter, da cidadania e da consciência do ser humano e pode ser percebida no conjunto de princípios, valores, ensinamentos e regras seguidos por uma pessoa, comunidade, instituição, profissão, etc. A disciplina religiosa, a filosófica e a moral são comumente chamadas de doutrina. Os códigos de ética das profissões são a sistematização da disciplina comportamental que os profissionais devem seguir.

 

1.2. Definição de método

É o caminho ou processo racional para atingir um fim especifico. Para aplicar determinado método é necessário prévia análise dos objetivos que se pretende atingir, as situações a enfrentar, os recursos e o tempo disponíveis, e por último, das várias opções possíveis. Trata-se, pois, de uma ação planejada, baseada num quadro de procedimentos sistematizados e de antemão conhecidos. A Pedagogia chama de métodos os diferentes modos de proporcionar uma dada aprendizagem. O método não diz respeito ao fim que se deseja alcançar nem aos vários saberes que são transmitidos, mas sim ao modo como se pode atingir o objetivo pretendido ao realizar a transmissão do conhecimento.

 

1.3. Disciplina e método

A disciplina e os meios de aplicá-la são inseparáveis, a ponto de, como foi dito na introdução deste tópico, muitas vezes ser confundida com os métodos de sua aplicação. Em Jó 36.10, Eliú fala da doutrina de Deus, da disciplina propriamente. Em Provérbios 23.13-14. Salomão aponta um método de levar a criança a obedecer à disciplina que pode livrá-la do inferno. Em Hebreus 12.8 o escritor chama correção de disciplina. Paulo, em Efésios 6.4, refere-se à disciplina e aos métodos de sua aplicação: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos (método errado de aplicar a disciplina), mas criai-os na doutrina (disciplina) e admoestação do Senhor (método correto de aplicar a disciplina)”.

 

2. ACOMPANHAMENTO PRESENCIAL DA DISCIPLINA

Deus preparou o Éden com todo conforto, segurança, abundância de recursos e o entregou a Adão e sua esposa. O casal não tinha necessidade alguma nem corria risco, exceto o de fazer uma escolha equivocada; no entanto Deus os visitava todos os dias. Oferecia-lhes Sua maravilhosa companhia enquanto os ouvia contar de como estavam se saindo e o quanto se deleitavam com cada descoberta (Gn 3.8). Naturalmente o criador não precisava usar nenhum destes expedientes, visto que, sendo Deus, não carecia de se informar através de relatórios, pois é onisciente. Mas Deus não levou em conta a Si mesmo, e sim o Homem, que dada a sua condição de criatura, precisava da assistência do Criador. Assim como a presença divina é necessária à humanidade, a presença dos pais é necessária aos filhos para:

 

2.1. Aplicar e manter a disciplina

Os casais cristãos precisam ter em mente que devem criar a família na disciplina de Cristo, porém, só conseguirão êxito pleno em ensinar e formar de modo satisfatório o caráter dEle nos filhos, se puderem passar com eles boa parte de seu tempo. Precisam considerar também, que a aplicação de métodos e medidas disciplinares é necessária mesmo aos bebês e aos filhos mais dóceis e obedientes. Filhos menos dóceis tenderão a considerar os pais severos e injustos, quando os privarem de algo que eles desejam possuir ou gostam de fazer, ou quando solicitarem a execução de tarefas que eles não gostam de realizar.

 

2.2. Prover os meios necessários para a reabilitação do transgressor

Observamos em Gênesis 3 que Deus não se afastou do Éden, nem manteve incógnita sua presença, nem se tornou inacessível a Adão e Eva depois que eles O desobedeceram. Ao contrário, permaneceu lá em completa disponibilidade. Como o casal não buscou por sua companhia como fazia habitualmente, Ele os procurou e proveu os meios necessários para a reconciliação. Assim também nossos filhos tendem a se afastar de nós quando cometem alguma falta grave, por julgarem que não serão mais aceitos por nós, pais. Além disso, o orgulho impede que haja reconhecimento da falta cometida, a fim de ser confessada e perdoada.

 

2.3. Prover exemplo e referencial

Filhos precisam de exemplos constantes e claros que os pais só poderão oferecer se estiverem presentes na criação e desenvolvimento deles. Tais exemplos só se transformarão em princípios norteadores para suas vidas e caminhos se puderem ser observados com frequência e se as razões das atitudes e comportamentos dos pais lhes forem informadas, a fim de que sejam assimilados, imitados e sedimentados na alma dos pequenos (Jo 13.15). Não podemos, por exemplo, orar somente se estivermos em apuros, falar a verdade somente se não houver alternativa, honestos e fiéis somente quando não tivermos oportunidade e vantagens na desonestidade e na infidelidade, tratar amavelmente e com cortesia somente as pessoas que considerarmos importantes, etc.

 

3. PREPARANDO-SE PARA A DISCIPLINA NO LAR

É um erro deixar para pensar em disciplina depois que os filhos nascem ou quando eles já puderem compreender o sentido da instrução. Na verdade, os jovens devem aplicar-se à disciplina pessoal e ao temor do Senhor antes do namoro e do casamento, e persistir nisso depois de casados, para que tenham condições emocionais, morais e espirituais de se organizarem e manterem a vida do lar. Como fazer isto?

 

3.1. Através da autodisciplina

Muitos casais não têm tempo um para o outro, nem para desfrutar do convívio dos filhos e oferecera eles educação e disciplina presenciais, porque deixaram para depois de casados muitas providências que deveriam ter sido tomadas até mesmo antes de começarem o namoro, como por exemplo, concluir os estudos, aprender uma profissão, buscar uma fonte de renda suficiente para a manutenção da futura família, ou ainda adquirir um imóvel para residência do casal. O resultado do adiamento na tomada destas providências, normalmente é desastroso: com o nascimento das crianças, pai e mãe terão que trabalhar dobrado para atender às necessidades básicas da família, enquanto os filhos crescem sem a presença deles; os cônjuges se distanciam física e emocionalmente, o que pode ocasionar desentendimentos constantes até culminar em divórcio, entre outros.

 

3.2. Preparando-se para acompanhar de perto o crescimento dos filhos

Crianças precisam estar expostas à presença dos pais. Necessitam ver como eles resolvem os problemas, como organizam a casa, o orçamento doméstico, como se relacionam um com o outro, com Deus e com o próximo. Esta exposição constituirá para eles valioso modelo e referencial para toda a vida. Portanto, pais, eduquem seus filhos para serem educadores eficazes dos seus netos, pessoas cujas presenças sejam exemplos de integridade, amor, gozo, paz longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

 

3.3. Lidando positivamente com possíveis fracassos dos membros da família

Não há casais que nunca falhem, não há pais que nunca errem, não há filhos perfeitos, enfim, não humano que não peque (Ec 7.20). Mas isto não é motivo para que o jovem cristão evite se casar e ter filhos, ou que perca a esperança de constituir uma família do agrado de Deus. Ao contrário, o casamento propicia excelentes oportunidades de aperfeiçoamento do caráter, de santificação e de honra ao Nome do Senhor. Portanto, candidatos ao matrimônio, preparem-se para possíveis defeitos, pecados, falhas, erros e imperfeições dos membros da família.

 

CONCLUSÃO

Após sabermos diferenciar método e disciplina, chegou a hora de, com aplicação e paciência, cuidarmos dos nossos filhos à maneira de Deus, não esquecendo que o caminho da disciplina é árduo e muitas vezes demorado, exigindo de quem tem a responsabilidade muito empenho, carinho, amor e muita compreensão. Que Deus nos ajude na aventura de criar filhos aplicando os princípios divinos.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 3 - Revista da Editora Betel

 

 

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO FAMILIAR RESPONSÁVEL

21 de Julho de 2013


Texto Áureo

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?” (Lc 14.28).

 

Verdade Aplicada

Avaliações constantes, minucio­sas e honestas de todas as nossas ações, atitudes e providências tomadas para edificar as bases do lar, são necessárias à tranquilidade, à paz, à segurança e ao sucesso da nossa família.

 

Textos de Referência

 

Lc 14.28 Pois qual de vós, que­rendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as con­tas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

Lc 14.29 Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,

Lc 14.30 dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

Lc 14.31 Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra ou­tro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

 

Introdução

Se perguntarmos a qualquer pessoa o que é planejamento familiar; possivelmente obteremos a seguinte resposta: ‘Planejar a família é fazer os cálculos de quantos filhos o casal pode sustentar e educar sem depender de terceiros ou da caridade pública’. Isto é apenas parte da verdade e representa somente uma das etapas do projeto. Para chegarmos ao tão almejado planejamento, não devemos negligenciar etapas importantes, como veremos a seguir.

 

1. PROJETANDO A FAMÍLIA

Para imitarmos ao Senhor na constituição da família, precisamos abrir mão da maneira de pensar mundana, caso já se tenha instalado em nossa mente, e permitir que o Espírito de Cristo suplante todo nosso entendimento carnal para vivermos inconformados com este mundo. O pensamento terreno acerca da família é frontalmente contra os princípios bíblicos, por isso os filhos de Deus devem se orientar biblicamente:

 

1.1 Quanto ao desejo

Os cristãos não devem esperar que os filhos cresçam para educá-los a respeito da família. É preciso ensinar-lhes desde a mais tenra infância a amar o lar como o melhor lugar do mundo e a que aspirem edificar uma família como sendo a realização mais importante das suas vidas (Pv 22.6). Pais, invistam na espiritualidade, na vida com Deus no aperfeiçoamento do caráter, nos relacionamentos domésticos, nos sentimentos nobres, nos desejos dignos e elevados, nos estudos, no desenvolvimento dos talentos e na vida profissional dos filhos e levem-nos a buscar a estabilidade econômica em função da família que irão formar. Ensinem-nos a conter os desejos carnais de modo a que não cheguem ao casamento contaminados por relacionamentos anteriores, com incontinência sexual, que é a mãe da infidelidade conjugal, ou sem que estejam prontos para levar adiante e com êxito o maior, o mais belo e o mais significativo empreendimento da vida humana: a Família

 

1.2 Quanto ao tipo

Os jovens devem conceber em suas mentes e corações o tipo de família que querem constituir. É a concepção correta do que se deseja que possibilita o planejamento adequado à realização daquilo que se anela . Os moços que querem uma família unida, harmoniosa, disciplinada, bem sucedida e com todos os membros servindo a Deus, precisam fazer uma avaliação do que são, do que fazem e do que têm, para averiguar se é suficiente para a execução do projeto de vida deles. Devem procurar um par que tenha projeto semelhante e que preencha as condições básicas para levá-lo a concretização.

 

1.3 Quanto ao propósito

Os desígnios de Deus para a família já estão determinados (Dt 26.19; Is 43.7). Portanto, os propósitos do crente têm que ser subordinados aos de Deus. Defina os meios como sua família poderá atender àquelas resoluções. Imite, obedeça, honre e glorifique a Deus. Peça a Deus que o transforme, que o faça parecido com Ele. Permita que Cristo o transforme na imagem e semelhança de Deus. Assim você poderá criar filhos que glorifiquem ao Criador: imitando, obedecendo, respeitando e honrando os pais como você aos seus, a seu cônjuge e a seu Deus (1Co 11.1; Ef 5.1). Se já se casou e tem filhos, mas percebe que as coisas não foram ou não estão sendo feitas do modo correto, procure acertar de hoje em diante. Certamente Deus será com você.

 

2. EDIFICANDO AS BASES PARA A FAMÍLIA

Depois que o pecado entrou no mundo, ninguém jamais encontrou condições favoráveis para construir um novo lar. O estrago foi feito e atingiu a todos. A situação piora a cada dia. Mas em Cristo fomos gerados de novo, numa semente incorruptível. Podemos edificar bases solidas para os nossos descendentes, na viva esperança de que nós e eles formaremos famílias do agrado de Deus (1Pe 1.3; 23). Pode ser que você venha de uma estrutura familiar falida, ou tenha crescido fora dos laços familiares, tenha sido abandonado quando criança, ou seus pais não sejam cristãos, conheceu a Cristo depois de já ter constituído um lar, ou, sendo cristão, se tenha descuidado ao seguir os princípios bíblicos na formação e conduta da sua casa... Quem sabe teve a felicidade de haver sido criado por pais crentes e exemplares? Qualquer que seja o caso, quem quiser ter condições de formar uma família e conduzi-la à plenitude de vida, terá que:

 

2.1 Organizar a vida para a formação da família

A organização da vida para iniciar uma família inclui: corrigir possíveis falhas de comportamento e caráter, que certamente poderão ser reproduzidas pelos filhos (lembre-se, uma única semente pode produzir centenas e até milhares de frutos, o mesmo ocorre com a reprodução do pecado e do comportamento pecaminoso); resolver problemas de relacionamento, seja com os pais, irmãos, amigos, vizinhos, namoro ou casamento anterior (descobrir porque acabou, para não incorrer em outro fracasso); rever a relação com o princípio de autoridade de pais que não aprenderam a submissão) e ser um verdadeiro adorador interessado em cumprir os desígnios de Deus.

 

2.2 Criar e/ou reunir condições para a formação da família

A criação e o conjunto de condições para a edificação de uma família abrangem: formação educacional e profissional dos candidatos a marido e pai, esposa e mãe; arrumar e manter um emprego ou outro meio de vida suficiente para o casal e para os filhos que virão; pagar as dívidas... ; aquisição de imóvel para residência da família (pagar as prestações do imóvel é sempre mais seguro e prudente do que pagar aluguel ou morar na casa dos sogros); começar mais cedo possível alguma modalidade de poupança e/ou investimento que possa ser utilizado em alguma emergência, ou nas férias com a família, na educação formal dos filhos e até para deixar uma herança para eles (Pv 13.22). Estas providências, entre outras, devem ser tomadas pelos que temem a Deus, muitas delas até antes de casarem e algumas devem perdurar por toda a vida.

 

2.3 Avaliar se o que foi e está sendo feito é bom o suficiente

Avaliações constantes, minuciosas e honestas de todas as nossas ações, atitudes e providências tomadas para edificar as bases do lar garantirão tranquilidade, a paz, a segurança e o sucesso da família. Imitemos a Deus nisto. Ele só formou o homem depois de cumprir e conferir todas as fases do Seu plano de ação e providências na edificação de bases bem sólidas para o desenvolvimento e frutificação da humanidade (Gn 1.4ª, 10b, 12b, 18b, 21b, 25b). Se Deus o Todo Poderoso conferiu cada etapa da sua criação, por que nós, meras criaturas falíveis e mortais, não faremos o mesmo?

 

3. CAPACITANDO OS FILHOS PARA UMA VIDA COM PROPÓSITO

Precisamos considerar que Deus tem propósitos específicos para nossos filhos. É importante agir como Manoá, que orou ao Senhor para que Ele lhe ensinasse como deveria criar Sansão (Jz 13.8,12). Ainda que não consigam entender completamente a extensão do propósito para o qual estão sendo educados, crianças e adolescentes reagem melhor à educação e à disciplina se forem informados do porquê de cada ação educativa e disciplinar a que forem submetidos. Podemos educar nossa família para fins específicos.

 

3.1 Através da educação espiritual e moral

Candidatos ao casamento precisam receber uma sólida educação espiritual para que sejam capazes de: a) produzirem nos descendentes uma consciência profunda da pecaminosidade humana, através de confiança incondicional no amor e na misericórdia de Deus e dependência total do Espírito Santo; b) levarem os filhos ao desejo e desenvolvimento do caráter de Cristo; c) rejeitarem o mal; d) agirem com justiça e retidão; e) amarem a verdade e dizê-la; f) serem benevolentes, misericordiosos, altruístas, fiéis, leais e equilibrados. Estas, entre outras virtudes cristãs.

 

3.2 Através da educação humana

Esta deve se constituir num dos principais investimentos dos pais em si mesmos e nos filhos. Por ela, as gerações vão legando, uma às outras, as experiências, os conhecimentos, a cultura acumulada ao longo da história, permitindo tanto o acesso ao saber sistematizado, como a produção de bens necessários à satisfação das necessidades humanas. Porém, a educação formal – aquela adquirida na sala de aula – não é neutra em matéria de fé, religião, valores e princípios morais e espirituais e propósito da vida. Por conta disso, pais cristãos devem ser primorosos no cuidado, e acompanhar de perto a educação das crianças, para ensinar-lhes a detectar o mal e rejeitá-lo, a compartilhar a fé, a ética, os princípios e valores cristãos, a fim de levarem os colegas e professores a Cristo e ao conhecimento do propósito de Deus para eles. Lembrem-se: Se a criança, o adolescente ou o jovem cristão não forem ensinados ao ponto de se tornarem capazes de influenciar os colegas não cristãos, certamente serão influenciados por eles, que farão de tudo para desviá-los do propósito de Deus.

 

3.3 Através da reunião de recursos materiais

Isto não significa juntar dinheiro suficiente para que os filhos não precisem trabalhar. Mesmo no Éden, o homem tinha um trabalho a realizar (Gn 2.15). Reunir recursos materiais para os filhos é dar a eles o suficiente para que comecem uma vida independente dos pais. Não será a quantidade destes recursos que determinarão o sucesso deles, mas a capacitação que lhes demos para abraçarem um propósito, definirem as prioridades em função daquele propósito e administrarem a fé, o tempo, às energias, as emoções, o aperfeiçoamento pessoal, os recursos e o dinheiro de modo a alcançarem o alvo.

 

Conclusão

Que cada pai e mãe possam ajudar seus filhos a não dispensarem as etapas fundamentais na formação da família. Que os princípios norteadores aqui discutidos possam ajudar a edificar as bases do lar que são necessárias à tranquilidade, à paz, à segurança e ao sucesso da nossa família.

Poderá também gostar de:

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 da revista da Editora Betel.

 

 

O MODELO DIVINO DE COMUNICAÇÃO

28 de julho de 2013


Texto Áureo
“E o Verbo se fez carne e ha­bitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Jo 1.14

Verdade Aplicada
O ser humano foi criado à ima­gem e semelhança de Deus para receber a revelação divina e para viver uma comunhão de amor com Ele e com os seme­lhantes.

Textos de Referência

Jo 1.1 No princípio, era o Ver­bo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Jo 1.2 Ele estava no princípio com Deus.
Jo 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Jo 1.4 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
Jo 1.5 e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a com­preenderam.
Jo 1.14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de gra­ça e de verdade.

Introdução

Deus sempre procura relacionar-se com a humanidade. Tem sido assim desde o Éden (Gn 3.8-9). Mas, como é possível ao Imortal relacionar-se com o mortal, o Eterno com o efêmero, o Santo com o profano, o Incorruptível com o corruptível, o Justo com o injusto, o Pai das luzes (Tg 1.17) com os que se assentam na escuridão? Os evangelhos respondem a todas estas indagações, apresentam o clímax relacional do divino com o humano e se constituem o único modelo eficiente e confiável de comunicação que deveria ser imitado em todos os relacionamentos humanos. É o que estudaremos nesta lição. Na próxima, aplicaremos os princípios aqui apresentados nas relações familiares.

 

1. DEFININDO A COMUNICAÇÃO

Comunicação é assunto atual. Acha-se presente nos vestibulares, no treinamento do pessoal de Recursos Humanos das empresas, nas campanhas políticas, nos livros e seminários de evangelismo pessoal e de massas, entre outros. Há uma variedade enorme de cursos para líderes, vendedores, professores, etc. Todos destacam a importância de uma boa comunicação. Os temas mais discutidos nos encontros de pais e de casais são os que se relacionam à comunicação. Então, o que é comunicar-se?

 

1.1 Comunicar é a chave do sucesso

Comunicar não é apenas a arte de falar e escrever clara e corretamente, de expressar bem nossas ideias, pensamentos e emoções. Se fosse, os escritores, poetas e romancistas em geral nunca fracassariam no casamento, na criação e educação dos filhos, nem experimentariam derrotas diante de qualquer outro problema relacional, pois comunicação é a chave para o sucesso em qualquer relacionamento (Pv 15.22).

 

1.2 O que não é comunicação

Comunicar não é simplesmente saber utilizar os inúmeros recursos que a tecnologia da informação nos oferece para dar e receber notícias e informações a respeito do que ocorre ao redor do mundo e/ou entrar em contato com uma pessoa em questão de segundos, mesmo que ela esteja no polo oposto ao nosso. A prova disto, é que a “era das comunicações” também é a era dos divórcios, das famílias separadas, das babás eletrônicas, das amizades desfeitas, das pessoas confusas, dos relacionamentos que nunca passam do virtual. Comunicar-se é, principalmente, tornar comum, fazer saber.

1.3 Comunicar é, principalmente, tornar comum

É a arte e a disposição que uma pessoa apresenta de se colocar em pé de igualdade com a outra, para que possa entedê-la e fazer-se entendida por ela (Jo 4.1-26). É buscar um ponto em comum com o outro, e, se necessário, abrir mão de algo acrescentando a si mesmo e ao seu modo de ser, pensar e agir, aquilo que possibilitará o estabelecimento do diálogo, do relacionamento, da comunhão. É a determinação de se fazer pertencer ao universo do outro, ao mesmo tempo em que oferecemos condições favoráveis para que ele se sinta pertencente ao nosso universo.

 

2. DEUS COMUNICOU-SE COM A HUMANIDADE PELA ENCARNAÇÃO

O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus para receber a revelação divina e para viver uma comunhão de amor com Ele e com os semelhantes. O pecado alterou esta capacidade de relacionamento, quer no nível vertical ou horizontal (Rm 3.23). Para tentar resolver os problemas relacionais entre seus pares, os homens inventaram (e continuam inventando), vários meios e recursos de comunicação, quase sempre ineficientes. Para tentar reatar a relação com Deus, desenvolveram várias modalidades de manifestação religiosa. Mas para restaurar a harmonia entre o homem e seu Criador, somente são úteis, eficazes e aceitáveis o meio criado, utilizado e oferecido pelo próprio Deus. Assim, Deus fez-se carne para comunicar-nos a Sua salvação e perfeição (Mt 1.16,20; Lc 1.31).

 

2.1 A encarnação foi o recurso completo utilizado por Deus

A partir da queda, para que a humanidade pecadora não fosse destruída pela presença terrivelmente santa de Deus, este passou a comunicar-se com ela à distância: Mandou juízos, livramentos, profetas, escritos... Como à criatura caída era impossível responder positivamente aos apelos do Criador, Este decidiu encurtar a distância, remover os obstáculos, desfazer as diferenças, fazendo, de si mesmo, a ponte, o caminho, a escada, o conduto por onde a comunicação entre o divino e o humano pudesse fluir livremente de novo. E como Ele fez isto? João responde: “... o Verbo se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1.14).

 

2.2 Na encarnação Deus comunicou vida, exemplo e ensino

Ao fazer-se carne igual a qualquer ser humano (Fl 2.5-8), Deus trouxe até nós e para nós Sua própria vida e natureza. Ao encarnar, Ele agiu diante de nossos olhos do modo como nós mesmos deveríamos agir, mas só poderíamos fazê-lo depois de O receber e participar de Sua perfeição. Ao sujeitar-se a todas as fraquezas e tentações humanas (Hb 4.15), ao ser provado no mais alto grau que um ser humano, nascido de novo, pode suportar e vencer, Deus se fez nosso exemplo. Imitando a Jesus, o verbo feito homem, nos tornamos mais que vencedores. Seus ensinos têm autoridade sobre nossas vidas, porque sabemos que não se trata somente de um “Façam o que Eu mandei”, mas, também de um “Imitem-Me”.

 

2.3 A comunicação feita através da encarnação transformou a Palavra de Deus em fato histórico

Deus se utilizou de várias formas, meios e modulações da comunicação. O escritor da carta aos Hebreus resume, de forma reveladora e graciosa, a história e o ápice das providências comunicativas de Deus em direção à humanidade (Hb 1.1). Por meio da encarnação pudemos ouvi-lo e entendê-lo, porque Deus e Sua Palavra se tornaram, para nós, fato histórico, realidade palpável, verdade tangível. É Deus feito homem, falando-nos em seu próprio Nome, e na linguagem que podemos entender.

 

3. PARA EFETUAR A SALVAÇÃO DO MUNDO DEUS SE FEZ HOMEM

Deus necessitava encarnar-se para redimir a humanidade? Ele não poderia resgatá-la de outro modo? Se poderia salvá-la de outro modo, por que não o fez? Entre as respostas teológicas para a encarnação do verbo, destacaremos apenas as que se relacionam com as providências divinas essenciais à comunicação:

 

3.1 Para efetuar a salvação do mundo Deus se fez homem

Deus é perfeito. Ele não tem necessidade alguma. Ele é o Todo Poderoso (Gn 17.1). Certamente poderia lançar mão de uma infinidade de meios para salvar a sua criação. Mas, Ele se fez homem por amor ao homem (Jo 3.16). Visto que a ofensa cometida contra o Deus santo e infinito tem consequências eternas, uma reparação satisfatória só poderia ser oferecida por um homem igualmente santo e infinito. Porém, na terra não havia quem preenchesse esses requisitos. Então, foi necessário que Deus encarnasse. Ao reunir em um único ser o divino e o humano, Deus proveu, em Jesus, um resgate eficaz. Assim, podemos dizer com alegria e segurança, que Deus se tornou carne para comunicar-se com a humanidade, revelar-se a ela, salvá-la e santificá-la (Jo 17.17-19).

 

3.2 A encarnação era necessária para transculturação do verbo entre nós

Podemos definir como transculturação a manifestação social em que uma cultura se insere em outra, podendo ambas existirem, serem mútua ou unilateralmente influenciadas, fazendo surgir um novo modelo cultural. Através da encarnação, Deus se inseriu na cultura humana, mais precisamente, na judaica. Ele fez isto de forma tão plena, que ficou conhecido como o Nazareno, o filho do carpinteiro. Por causa deste perfeito ato de se comunicar através da transculturação, Ele (o Verbo) alcançou legitimidade para confrontar os declínios morais, sociais, espirituais, éticos e religiosos dos judeus (Mt 7.29; Lc 4.32; Jo 7.46), e propor-lhes um novo nascimento (Jo 3.3). A encarnação do divino no humano possibilitou o nascimento do humano no divino. Fez surgir novas criaturas, com nova mentalidade, nova natureza e vida, passando a constituir um novo povo, com um novo propósito e modo de viver, e um novo destino: a Igreja.

 

3.3 A encarnação foi necessária para que Deus nos demonstrasse sua solidariedade

O homem se distanciou tanto do Criador, que só conseguiria corresponder ao amor de Deus se tal amor fosse provado pela solidariedade, comprovada pelo nascer entre os homens, vivenciar os sentimentos deles, sofrer suas dores, ser tentado do modo como são tentados, morrer como eles morrem... A fim de arrancar-nos da sepultura do pecado e nas fazer ressurgir com Ele, Deus consentiu provar o Seu grande amor para conosco (Rm 5.8). E, motivado, o escritor aos Hebreus convida: “Cheguemos com confiança ao trono da graça...” (Hb 4.16,15).

 

Conclusão

Hoje aprendemos que comunicar, no sentido mais aprofundado do cristianismo, é entender a doutrina da encarnação, aceitando-a, vivendo-a e testemunhando acerca dela. Assim podemos dizer que o modelo divino para a comunicação com a humanidade é a encarnação.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 8 da Revista da Editora Betel

 

 

Aplicando as parábolas de resgate à família cristã

25 de agosto de 2013

 

TEXTO ÁUREO
"Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento."
Lucas 15:7 

VERDADE APLICADA

Os lares e os casais cristãos tem que funcionar como um refúgio para proteger pessoas, princípios e valores, como redis e pastores para guardar aqueles que podem se perder

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lucas 15.4,7,8,11,12  

 

 

INTRODUÇÃO

A maioria dos crentes, com conhecimento bíblico e vivência cristã, percebe que muitas porções da Bíblia têm um sentido primário e literal, porém possui também sentidos proféticos para cumprimentos futuros e vários sentidos para aplicação prática à vida de seus ouvintes e leitores, bem como à Igreja em geral. Este é o caso das Parábolas de Resgate, por isso, nesta Lição, extrairemos delas os sentidos práticos aplicáveis à Família Cristã.

 

 

1. A ovelha perdida 

 

Em Mateus, a Parábola da Ovelha Perdida é precedida; de ensinamento sobre a humildade; da necessidade de cuidado com aqueles que, entre os judeus, eram considerados “socialmente insignificantes”, “economicamente desprovidos” e “teologicamente ignorantes”, aos quais Jesus chama de “pequeninos” e os compara a crianças tenras e também da necessidade daqueles que se consideravam superiores se comportarem de modo responsável, a fim de não escandalizarem os pequeninos. Em Lucas ela é antecedida da informação de que os fariseus murmuravam contra Jesus, por este receber, ensinar e confraternizar-se com pecadores e é sucedida pela Parábola do Filho Pródigo. Depois desta rápida avaliação, consideremos: 

 

 

1.1. Algumas características da ovelha 

 

A ovelha é o animal mais dócil e de mais fácil trato, embora tenha os seus defeitos. Por exemplo, a mãe abandona a cria para responder ao seu instinto de viver em grupo, visto que os cordeirinhos não têm condição de acompanhar a marcha do rebanho adulto. Sua atenção se dispersa facilmente, podendo ser atraída para uma direção diferente daquela em que o pastor conduz o rebanho, ou simplesmente se deter por conta de alguma distração e ficar para trás. Por ser um animal doméstico, a ovelha depende do pastor para tudo. O pastor que conhece o rebanho e o valoriza, está habituado a estas situações, faz sempre uma vistoria no caminho por onde seguiu o rebanho, além, é claro, de contar as ovelhas, para ter a certeza que não fica para trás alguma cria abandonada ou alguma ovelha desatenta. 

 

1.2. As ovelhas perdidas dos lares cristãos 

Considerando que a família cristã é a comunidade básica da Igreja, o que se aplica a esta, também se aplica àquela. Assim, a família é um pequeno rebanho e o lar é o redil. No lar; a ovelha perdida pode ser aquele filho ou filha que ao chegar à adolescência foi-se deslumbrando com o mundo fora das fronteiras seguras de casa, que inicialmente é apresentada a eles pela TV e depois pelo ambiente escolar ou com o modo de vida de colegas cujas famílias não pertencem ao Grande Rebanho. Ao receber um pouco de autonomia, distancia-se do seu grupo de origem, a família, e aproxima-se de um grupo que atenda e satisfaça a sua curiosidade juvenil e passa a adotar a linguagem, os hábitos, o comportamento e os vícios das “ovelhas” daquele novo “aprisco”. 

 

 

1.3. Perdedores de ovelhas 

 

No aprisco familiar todos são ovelhas, mas os pais representam a Cristo, o Sumo Pastor, no cuidado dos filhos, o marido no cuidado da esposa e esta O representa no cuidado do marido. Os pastores do aprisco familiar são responsáveis diretos pela perda de ovelhas. A mulher que perde o foco de sua principal missão e tarefa, que é a de ser uma boa esposa e criar filhos para Deus, e se fixa em outros objetivos, legítimos e dignos, mas que concorrem contra a sua missão principal, peca contra o lar. O mesmo acontece a homens que negligenciam a missão de maridos e pais, sob o pretexto de que têm que trabalhar duro para cumprir o papel de provedores. Tais mulheres e homens correm o sério risco de verem o cônjuge ou os filhos se transformarem em ovelhas perdidas. Na verdade, muitos já os perderam e não sabem, pois ainda vivem na mesma casa, compartilham a cama, a mesa, a TV da sala, etc. Mas isso é tudo. Não há diálogo, respeito, satisfação, consideração, obediência, cooperação, amor, cumplicidade, carinho, afeto, entre outras coisas próprias do lar. Estas coisas buscam noutros pastos e redis, e, se a situação não mudar, haverá um dia em que não encontrarão mais o caminho de volta, 

 

 

2. A dracma perdida 

 

A dracma, por ser um objeto inanimado, não sente nada pelo seu possuidor. Também não pode tomar a iniciativa de se separar do dono ou de seu grupo e perder-se. Por isto, a Dracma Perdida é totalmente isenta da responsabilidade por sua condição de perdida. Estas características fazem com que a figura da dracma tenha muitos significados e aplicações: 

 

 

2.1. Filhos pequenos 

 

Pode significar nossos filhos pequenos, os quais temos a obrigação de guardar para que seus espíritos, mentes e emoções não sejam contaminados por nada e por ninguém. Porém, muitas vezes, nós mesmos, pai e mãe, manchamos suas almas com brigas de casal, falatórios vãos, murmurações, contendas, malquerença, expondo-os a situações e ambientes impróprios para eles, ou os deixamos à míngua de alimentos espirituais e de apoio na formação emocional; há pais que até abusam sexualmente de seus filhinhos ou enteados. Também negligenciamos seus talentos, habilidades e vocações e, um belo dia, notamos que eles cresceram, mas suas capacidades natas não progrediram junto com seus corpos. Não amadureceram espiritual, moral, intelectual e emocionalmente; porventura foram marcados por traumas, que sequer desconfiávamos que houvessem sofrido. 

 

2.2. Valores e princípios cristãos 

As dez dracmas podem significar ainda a soma total dos valores e princípios cristãos que devem reger nossa vida espiritual, afetiva, conjugal, profissional e social, como também as vocações e ministérios que deveriam ser descobertos e desenvolvidos na disciplina doméstica. A que foi perdida fala daquela parte do valor, vocação e ministério que existe, mas, em algum momento, por falta de fervor, zelo, atenção, dedicação, de uso de investimentos adequados e de prioridades, perdeu-se dentro de nós mesmos e por consequência, dentro da nossa casa, no seio da nossa família e está ausente nas nossas relações: com Deus, com a Igreja, com a sociedade, com parentes e amigos, com nossos colegas de trabalho, patrão, profissão, negócios, com as atividades sociais, com o cônjuge, com os filhos e com a criação e educação que damos a eles. 

 

2.3. O cuidado que devemos ter com tudo o que Deus nos confia 

Cotidianamente temos que contar “nossas dracmas”. Não podemos ficar acomodados quando notarmos uma perda, mesmo que seja aparentemente pequena. O cuidado de infundir em nossos pequeninos os valores que Deus nos deu, os princípios espirituais, éticos e morais aprendidos na Escritura Sagrada; de desenvolver neles os talentos e as vocações, bem como de ensinar-lhes a aproveitar as oportunidades e tudo o mais que Deus nos dá, não somente é útil a conservação de Suas dádivas, mas também à multiplicação delas e à demonstração do quanto somos gratos ao Senhor. Tal cuidado é necessário também para que aprendam a valorizar as coisas mais excelentes, diminuindo assim os riscos de que se tomem “filhos pródigos” ou “Esaús”. 

 

 

3. O filho pródigo 

 

Na Igreja, o pródigo representa aquele crente que pensa que tem maturidade e preparo espiritual suficiente para levar uma vida longe do convívio dos irmãos e da disciplina e proteção pastoral. Decide então se emancipar e romper qualquer vínculo com a congregação. Ao se afastar, porém, do seu ambiente de fé, de doutrina, do cuidado pastoral e do amor dos irmãos, desperdiça seus dons e talentos e se perde nos encantos enganosos do mundo. No que diz respeito à família cristã, o filho pródigo representa: 

 

 

3.1. O membro da família que escolhe se perder 

 

O Pródigo representa aquele filho ou filha que foi criado em um lar onde nenhuma “dracma” se perdeu, onde todos os valores, princípios e cuidados necessários à criação e formação de uma pessoa, bem como o desenvolvimento dos dons e o treinamento para uso adequado dos talentos foram utilizados, para a glória de Deus. Mas quando este filho ou filha tem a oportunidade de escolher, rejeita tudo o que recebeu de sua família, exceto bens e recursos econômicos, e reclama independência completa. Os pais, por respeito à liberdade de escolha do filho, concedem-lhe a desejada emancipação. 

 

 

3.2. Um cônjuge que se afasta do lar sem motivo justificável 

 

O filho pródigo também representa uma pessoa casada, que mesmo tendo um cônjuge dedicado, amoroso, carinhoso, que satisfaz sexualmente, e em tudo o mais, acha que o casamento é uma espécie de prisão. Busca a liberdade e, no uso dela, dá preferência a programas que o cônjuge não pode ou não gosta de participar, diversões impróprias para pessoas casadas e para filhos de Deus. 

 

 

3.3. Um extraviado responsável por seu próprio extravio 

 

O filho que se perdeu não pode ser enquadrado no mesmo molde da ovelha perdida que, por ser irracional, poderia ter sido treinada a agir do modo como o pastor esperava, mas não poderia ser responsabilizada por suas ações. O pastor é o único responsável por seu extravio. Também não se encaixa na forma da dracma que a mulher perdeu dentro de casa, pois a moeda é um objeto inanimado, e como tal jamais poderia fazer coisa alguma, voluntária ou involuntariamente. Seu proprietário é responsável por qualquer coisa que lhe aconteça. Entretanto, o filho pródigo é um ser racional e volitivo. Ninguém, a não ser ele mesmo, é responsável por seu extravio. Assim, os pais, ou o cônjuge (quando é o marido ou a mulher que se afasta sem motivo justificável) não são culpados e nem devem cultivar nenhum sentimento de culpa pelo afastamento deles. Mas, precisam manter o coração aberto, ficar atentos ao menor sinal de retorno e criar no lar um ambiente mais acolhedor possível para receber “o pródigo” quando ele voltar. 

 

 

CONCLUSÃO

 

Para evitar perdas e regatar o que já se perdeu, lembremo-nos de que Deus coloca dentro das nossas relações pessoas para pastorear sobre nós e outras as quais devemos pastorear. Recebamos com gratidão a direção e o amor cuidadoso das primeiras e tratemos com zelo desvelado as últimas, sem jamais desistirmos delas.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 da Revista da Editora Betel

 

 

ABRAÇANDO O MODELO DISCIPLINAR DE JESUS

01 de Setembro de 2013

 

Texto Áureo

“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. Ap 1.3

 

Verdade Aplicada

Todas as verdades e princípios bíblicos referentes ao relacionamento de Cristo com a Igreja são aplicáveis ao relacionamento entre marido e mulher e entre estes e seus filhos na família cristã.

 

Textos de Referência

 

Ap 1.3 - Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

Ap 1.10 - Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,

Ap 1.11 - que dizia: O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.

 

INTRODUÇÃO

Todas as verdades e princípios bíblicos referentes ao relacionamento entre Cristo e a Igreja são aplicáveis ao relacionamento entre marido e mulher e entre estes e seus filhos na família cristã. Com esta convicção tomaremos como texto-chave para o estudo desta lição os capítulos de 1 a 3 da Apocalipse. Eles fornecem modelo singular e infalível de disciplina no lar. Na presente lição traçaremos o perfil dos pais (casal à luz daquilo que o Apóstolo pode ver no do perfil de Cristo).

 

1. A AUTORIDADE DE JESUS CRISTO

Jesus chama os anjos das Igrejas de “estrelas”. Isto significa que a vida dos pastores deve emitir a luz que emana de Deus. Porque a eles Deus coloca em alta posição, delega autoridade e dá do Seu poder e força para que guiem e protejam o rebanho. Ele declara que possui os pastores em Sua mão direita. Sempre que a Bíblia fala de destra, mão direita e braço direito de Deus, estão em vista principalmente a Sua força e Seu poder. Isto mostra que os líderes das Igrejas são sustentados, protegidos e controlados por Deus, a fim de que possam desempenhar bem a missão que lhes foi confiada. Do mesmo modo pais cristãos:

 

1.1. Devem viver debaixo da autoridade de Deus

Pais verdadeiramente cristãos são aqueles que vivem sob a proteção, o controle e a autoridade de Deus. Somente assim conseguirão proteger os filhos. Como as sete estrelas, recebem de Deus autoridade, força, poder, sabedoria e conhecimento. Suas vidas ilibadas resplandecem sobre os filhos de modo a conduzi-los diuturnamente ao propósito estabelecido para eles e a guiá-los na e para a segurança da salvação.

 

1.2. Devem passar o maior tempo possível com os filhos e andar no meio deles

Jesus prometeu aos discípulos que edificaria a Sua igreja e garantiu que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt 16.18). Em que se fundamenta tão extraordinária garantia? Sem dúvida reside no fato de Jesus estar com a igreja e viver no meio dela e de ser Ele mesmo que, através dela. investe contra as portas do inferno (Ap 2.1). Assim como a Igreja precisa unicamente da presença de Cristo para viver neste mundo e da garantia que Ele oferece de que não lhe faltará em sua luta contra as fortalezas do príncipe das hostes espirituais da maldade, filhos precisam mais da presença ativa dos pais do que de brinquedos, roupas e outros objetos.

 

1.3. Devem saber equilibrar elogios e repreensões

Jesus elogiou todos os anjos das Igrejas que apresentavam obras dignas de louvor. Também os repreendeu naquilo que falharam. Assim os pais devem prestar atenção nos filhos e elogiá-los naqueles aspectos em que são merecedores. Porém, não podem descuidar das repreensões quando elas se fizerem necessárias. Filhos necessitam da correção amorosa e constante oferecida diretamente pelos pais. Elogios e reconhecimento são importantes para manter os filhos sempre estimulados e para que saibam que acertaram e que seus acertos alegram e dão prazer aos pais, mas não são suficientes para transformar crianças nascidas no pecado em pessoas capazes de vencer toda e qualquer sorte de tentação, pressões e provocações, tanto de agentes humanos, quanto de agentes espirituais. Por isso, com amor e moderação, repreenda seus filhos e corrija-os quando falharem.

 

2. FILHOS SÃO PRECIOSOS, VIRTUOSOS E ÚTEIS

Jesus considera as sete igrejas como úteis e feitas de material precioso e incorruptível (Ap 2.12). Ah, se aprendêssemos de Jesus no trato com nossa família! Veríamos nossos filhos como ouro e não como qualquer material perecível mediante exposição ao fogo, a água ou a qualquer outra forma de purificação. Assim, lembremo-nos sempre:

 

2.1. Que nossos filhos são capazes de suportar a correção

Nós, pais, não devemos desviar a correção de nossos filhos com receio de que eles não a suportem ou que deixem de nos amar. Ao contrário, precisamos submetê-los, com zelo e amor a métodos disciplinares adequados a cada um, para libertá-los de suas fraquezas e imperfeições. Assim, suas virtudes se levantarão e aparecerão vitoriosas com o ouro que perde suas escorias quando provado no fogo e se torna ainda mais precioso e seu brilho resplandece mais, muito mais. quando lavado e polido.

 

2.2. De destacar as virtudes dos membros de nossa família

Há outro aspecto muito importante de Apocalipse 1.12 que pode ser aplicado às relações familiares e à disciplina doméstica. Trata-se do fato de que Jesus, antes de tudo, mostrou a João a qualidade, o valor e a utilidade das Igrejas. Embora tudo tenha sido dado à Igreja pelo próprio Cristo. Ele permitiu que ela se destacasse a ponto de João ver primeiro a ela, e só depois a Cristo. Quanto sucesso obteríamos se observássemos o método de Jesus na educação de nossos filhos e no trato com nosso cônjuge! Destaquemos e deixemos que as pessoas vejam suas qualidades, o valor e a utilidade que eles têm para nós, para Deus e para a sociedade. Não precisamos temer que eles, brilhem mais do que nós, ao contrário, devemos trabalhar para isso, desejar e esperar que tal aconteça (Jo 14.12; Mt 5.16.). E. quando precisarmos exibir os defeitos, falhas e imperfeições deles e aquilo em que precisam ser corrigidos e aperfeiçoados, o faremos com amor e respeito e no recesso do lar. Então a disciplina será boa, doce e útil, e fara sentido parti eles.

 

2.3. Devemos reconhecer as diferenças entre um filho e outro

No capitulo 1.11 vemos Jesus ordenar a João: “o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso. e a Esmirna. e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.” Quando lemos o que Jesus mandou João escrever nas dedicatórias da carta que enviou às sete Igrejas, observamos que Jesus conhecia bem aquelas congregações. Notava as diferenças entre elas, por isso nada é repetitivo. As repreensões, advertências, elogios, e promessas são todas distintas e baseadas nas circunstâncias e condições de existência de cada uma delas, em particular. Jesus nunca faz comparação entre as Igrejas; não pediu à morna Laodicéia que imitasse a fervorosa Filadélfia. Assim, pais cristãos devem agir com os filhos. Corrigir, castigar, se for necessário, estimular as boas ações e comportamentos, elogiá-los de acordo com as características particulares de cada um. Compará-los ou esperar que se tornem iguais seria um erro grave, pois poderia, entre outras consequências, gerar mágoas, ciúmes e disputas entre eles.

 

3. A INFLUÊNCIA DE JESUS CRISTO

Todas as vezes que Jesus se refere a si mesmo como primeiro e último, fala da Sua preexistência a tudo o que foi criado e da Sua subsistência mesmo em lace do fim da Criação ou da inexistência dela. o que mostra que Ele não é outro senão o próprio Deus. Quando Ele diz que foi morto, mas reviveu, mostra que Sua vida, Seu poder. Sua Palavra, ensinamento e influência resistem e sobrepujam às ações de qualquer inimigo, superando todo obstáculo. Mostra ainda que Ele é o primeiro na vida da Igreja, e esta só subsistirá se Ele também for, para ela, o Último. Seguindo esta linha de pensamento, e comparando o ofício dos pais em relação aos filhos com o de Jesus em relação à Igreja, podemos afirmar que:

 

3.1. Os casais são e devem ser precedentes aos filhos

Ora, espera-se que nas Igrejas que compõem o Corpo do Senhor Jesus, qualquer casal seja precedente aos filhos, mas, além disto, o casal cristão deve subsistir como tal mesmo que não tenha filhos. Pois, as primeiras impressões na alma dos filhos devem ser profundas e feitas pelos pais para marcar-lhes o ser de tal forma, que tudo o que vier posteriormente não tenha o poder de apagar aqueles sinais imorredouros.

 

3.2. Os casais são e devem ser o exemplo dos filhos

Jesus conquistou o direito e a autoridade de pedir aos crentes de Esmirna que se mantivessem fiéis, mesmo com risco de serem mortos (2.10c). porque Ele próprio deu-lhes tal exemplo de fidelidade diante da morte e demonstrou poder de superá-la: Ele foi morto e reviveu, (Ap 2.8). Do mesmo modo. pais cristãos precisam ser destemidos e dar exemplos de fidelidade incondicional ao Senhor diante da passagem e ação de violentas ondas de impiedade e imoralidade movidas por uma sociedade que deseja apagar as marcas de Deus da história. O modo de vida dos casais cristãos, o temor de Deus que os guarda e guia, o poder de seus ensinamentos, de sua fé e influência e de seus princípios e valores, devem manter-se inabaláveis na vida dos seus descendentes e subsistir de geração em geração.

 

3.3. Os casais devem ser referencial de esperança dos filhos

Nem sempre é possível que os filhos vejam, com olhos carnais, a recompensa de seus pais por se terem mantido íntegros e fiéis ao Senhor em tudo. Porém, o fervor e a alegria com que conservam a fé, aliada às obras próprias de filhos de Deus; a perseverança deles na convicção de que, mesmo que não seja nesta vida, receberão a recompensa e a fé inabalável que os mantém e os manterá fiéis até a morte ou até a volta de Jesus, criam e cimentam no coração dos filhos uma viva e boa esperança (Rm 5.2-5).

 

Conclusão

Queridos irmãos, vivamos sob a proteção, controle e autoridade de Deus. Imitemos a Cristo no trato com nosso cônjuge e na educação de nossos filhos. Assemelhemo-nos a Jesus a ponto de podermos marcar as almas de nossos queridos com impressões tão profundas do Senhor que nada do que vier posteriormente tenha o poder de apagar aqueles sinais eternos.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da Editora Betel

 

 

O MODELO BÍBLICO PARA AS RELAÇÕES FAMILIARES

08 de setembro de 2013

 

Texto Áureo

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13)

 

Verdade Aplicada

Para os filhos de Deus, a doutrina bíblica da autoridade e submissão continua atual e praticá-la do modo bíblico é o único meio de salvaguardar a família e conduzi-la com êxito no cumprimento de sua missão.

 

Textos de Referência

 

Ef 5.22 Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;

 

Ef 5.23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.

 

Ef 5.24 De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.

 

Ef 5.25 Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,

 

Introdução

Todo casal cristão, com um pouco de conhecimento bíblico, sabe de cor os deveres dos pais e dos filhos, listados em Efésios 5.22-24 e 6.1-4. Porém, a maioria, ou talvez todos, encontra grande dificuldade em viver o modelo de relacionamento familiar proposto pelo Apóstolo Paulo. Ao que parece, o problema reside em não conseguirem, entender e aplicar o princípio que rege a doutrina paulina destinada a “regulamentar” as relações domésticas. A constatação desta dificuldade é que fez surgir a lição que estudaremos agora.

 

1. ENTENDENDO O MODELO BÍBLICO PARA AS RELAÇÕES FAMILIARES

A Bíblia é um livro escrito por várias pessoas, algumas separadas por período milenar de tempo; possui grande diversidade de conteúdo, porém, nela não há nenhuma informação casual ou isolada (2Pe 1.20). Tudo na Bíblia está inter-relacionado: uma informação leva a outra, um ensino remete a um princípio, que por sua vez faz parte de um conjunto de preceitos fundamentados no tema central das Escrituras Sagradas. Para localizarmos o princípio que rege ou embasa qualquer doutrina, devemos conhecer o tema central e identificar o secundário, procurar a palavra chave, que é aquela capaz de traduzir o sentido global do texto que apresenta a doutrina, e remetê-lo aos seus contextos imediatos e remotos. Estes procedimentos clareiam o texto e o tornam plenamente compreensível Vamos fazer isto agora com Efésios 5.22 - 6.1-4?

 

1.1. O tema central da Bíblia

Cristo está presente em todos os livros da Bíblia, mesmo no Livro de Ester, que sequer faz menção a Deus. Ali podemos ver Mardoqueu preparar Ester para interceder pelos judeus e anunciar-lhes o dia e o modo da salvação preparada para eles. Isto prefigura um dos aspectos do ministério de Jesus: Edificar a sua Igreja e capacitá-la a anunciar o Evangelho da Salvação aos que estão sentenciados à morte. Cada um dos Evangelhos apresenta Jesus por um ângulo específico. Em Mateus vemos a realeza de Jesus; em Marcos, Sua humilhação à forma de servo; em Lucas, Sua humanidade e, em João, Sua divindade. Tudo na Bíblia converge para Cristo. Isto faz dEle o tema central da Escritura e o constitui modelo para todos os aspectos da vida de seus discípulos.

 

1.2. O princípio regente e a palavra chave

Os sub-temas centrais e secundários dos capítulos 4.6 - 6.1-4 são regidos pelo princípio da Autoridade de Deus. A porta que dá acesso ao princípio se encontra em Ef 4.6. É por causa dessa autoridade sobre tudo e todos e de Sua paternidade doada, gratuita e igualitariamente a todos os membros do corpo de Cristo, que deve haver unidade entre os membros da Igreja, pois em Cristo são todos filhos de Deus e, portanto, iguais. Para que a unidade do Corpo, subordinada à autoridade e paternidade de Deus se concretize, como no céu, são dadas instruções aos crentes quanto à vida deles nas sociedades terrenas. A palavra “como” rege essas instruções. Ela aparece 22 vezes de modo direto e uma vez no equivalente “no” Senhor (6.1). Das 23 aparições de "como” e seu equivalente, 13 estão relacionadas à autoridade de Deus e de Cristo. As demais se dividem em declarações, comparações negativas e positivas entre o como eram, como são, como não podem ser e como devem ser os crentes, para que a Unidade pretendida seja alcançada. Portanto, como é a chave que abre a porta à compreensão do nosso texto e se constitui o elemento aferidor das relações sociais dos cristãos.

 

1.3. O contexto

Para estudar o contexto, isolaremos os dezesseis versículos que tratam diretamente da Doutrina da Família Cristã. Eles serão nosso texto principal para esta lição. Vão de 5.22 a 6.1-4. O contexto remoto se apresente no capitulo 4, onde encontramos ensinamentos gerais sobre o procedimento dos crentes e em outras referencias bíblicas relacionadas, onde o objetivo principal a ser alcançado através de modo de proceder proposto por Paulo é "que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida de estatura completa de Cristo" (4.13) O contexto imediato vai de 5.1 ate o versículo 22, onde vemos que o principal motivo para que a família cristã se comporte da maneira descrita no texto é que todos os seus membros são filhos amados de Deus (5.1), logo são semelhantes a Deus e a Cristo e, por isso é que devem sujeitar-se uns aos outros em amor, como ao Senhor (5.21).

 

2. AUTORIDADE E SUBMISSÃO NO SISTEMA CELESTIAL

Embora as comparações das coisas celestiais com as terrenas sejam terrenas, elas servem para nos ajudar a entender as doutrinas bíblicas. Portanto, pense no céu como o sistema governado pelo Deus Trino. O Pai, o Filho e o Espírito Santo em perfeita sintonia submetem-se voluntariamente e cooperam para que todas as partes que compõem o sistema celestial funcionem perfeitamente e cumpram a sua missão. Pense na Igreja como uma grande organização, um subsistema, pertencente ao sistema celestial, da qual Cristo é a cabeça. Pense na família cristã como a unidade representativa básica da organização (Igreja). Embora possuam esferas de atuação diferentes, os subsistemas e as unidades representativas possuem valor igual para o sistema e têm a mesma missão. Os sucessos e fracassos de qualquer dos dois refletem um no outro e no cumprimento da missão.

 

2.1. Como são definidas as autoridades no sistema celestial?

Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo formam um único ser divino. Entretanto, diz a Escritura: Deus é a cabeça de Cristo (ICo 11.3). Este é o enviado de Deus (Lc 4.43; Jo 3.17) e o Espírito Santo é o enviado de Cristo (Jo 15.26). Mas, o próprio Jesus diz que o Espírito Santo o ungiu e enviou (Lc 4,18). Assim, vemos Cristo ora enviando, ora sendo enviado. Ora liderando, ora sendo liderado. Logo, entendemos que o critério aplicado é o da igualdade.

 

2.2. Como a autoridade é exercida no sistema celestial?

Não é como nos sistemas autoritários terrenos, em que os governantes e detentores de cargos os exercem como um direito. Exigem o serviço dos governados e agem como se toda a comunidade existisse para promover o bem deles. Olham para o povo de cima para baixo, como se este fosse composto de seres inferiores e incapazes. No sistema celestial, entretanto, o exercício da autoridade é visto como um dever. Os detentores de autoridade são considerados servos (Lc 22.26). A autoridade é exercida como um serviço de amor (Jo 3.16). Exige renúncia, humildade e obediência. Jesus, sendo Deus e Senhor do sistema, cabeça (poder, autoridade e liderança) da Igreja e autoridade suprema do Universo, veio a este mundo para servir e não para ser servido, para dar e não para receber (Mt 20.28; Mc 10.45; F12.5-8).

 

2.3. Como se dá a submissão no sistema celestial

Ela ocorre num ambiente de igualdade. Deus não escolhe quem deve se submeter baseado no critério de superioridade x inferioridade. Ele os escolhe em uma correspondência perfeita entre as partes de um todo. Assim, o sistema inteiro obedece a uma hierarquia pre–determinada por Deus, de modo que tudo e todos obedeçam e sejam obedecidos. Todos os filhos de Deus têm valor igual para Ele. A todos, em algum momento, é dada a oportunidade de liderarem e serem liderados. Por exemplo, o filho que hoje é submisso aos pais e por eles é servido, amanhã servirá aos próprios filhos e estes lhe serão submissos. Todos, liderados e líderes, são importantes e indispensáveis à boa ordem e funcionamento do sistema celestial. Nos sistemas e subsistemas terrenos, mesmo naqueles instituídos por Deus, como a família, liderados se sentem inferiores e injustiçados porque os relacionamentos foram contaminados pelo pecado, as funções são mal definidas e os papéis de cada um têm sido mal interpretados. Porém, quanto maior for o grau de conversão das pessoas a Cristo, tanto maior será a liberdade e a honra que perceberão haver na submissão cristã.

 

3.APLICANDO OS PRINCÍPIOS CELESTIAIS À FAMÍLIA

Em meio à onda de feminismo que varre as sociedades atuais, a doutrina bíblica da autoridade e submissão parece ser, no entender de muitos, polêmica e ultrapassada. Porém, para os filhos de Deus, ela continua atual. Sua prática, subordinada ao elemento aferidor das relações familiares com o padrão utilizado no sistema celestial, é o único meio de salvaguardar a família e conduzi-la com êxito no cumprimento de sua missão. Segundo Paulo, o elemento aferidor é a palavra “como”, o padrão de autoridade é Cristo e o de submissão é a Igreja.

 

3.1. Como o marido deve exercer sua autoridade

Como já vimos no tópico 2, a família cristã não é uma unidade social isolada e independente, pelo contrário, faz parte de um sistema do qual Jesus é a cabeça. Como tal, para que cumpra bem o seu papel, o marido deve seguir o molde que lhe foi proposto por seu líder maior: Jesus. Ora, como é que Cristo exerce Sua autoridade sobre a Igreja? Não a impõe pela força, mas é conquistada pelo amor. Amor que se dá, que entrega a própria vida pelo bem de sua amada (Ef 5.25). A autoridade de Cristo sobre a Igreja é o coroamento da encarnação (Mt 28.18).

 

3.2. De que modo a esposa deve submeter-se ao marido

Em primeiro lugar, precisamos considerar que a submissão da esposa ao marido não significa servidão nem inferioridade, mas uma incumbência, um direito que precisa ser exercido para o bom funcionamento da família como célula básica do Reino de Deus. A esposa cristã não deve agir como empregada do marido, mas como sua companheira, que faz tudo em acordo com ele e procura agradá-lo, como a Igreja age para com o Senhor. Ela sabe que a unidade da Igreja depende de famílias edificá-las e cimentadas no amor de Cristo e na comunhão do Espírito Santo.

 

3.3. Como os filhos devem se comportar nesta cadeia hierárquica

Praticando o mesmo princípio e padrão que os casais devem observar. Enquanto o marido deve cumprir seu papel em casa como Cristo o faz para com a Igreja, a esposa deve cumprir o seu papel no casamento como a Igreja o faz para com Cristo, os filhos devem honrar, obedecer e considerar os pais como ao próprio Deus, aprender com eles como quem aprende com o próprio Deus e receber deles amor, sustento, educação, disciplina como quem recebe do próprio Deus. Eles precisam: servir e submeter-se uns aos outras em amor (Ef 5,21; G1 5.13); considerar, amar e cuidar uns dos outros (Jo 13.34; Rm.10).

 

Conclusão

Portanto, a autoridade e a submissão no corpo social, chamado Família Cristã, serão aplicadas de modo correto e eficaz quando foram regidas pelo mesmo princípio que rege a igreja: a autoridade pertence a Deus e Ele “colocou os membros no corpo, cada um deles como quis” (1Co 12.15). É fundamental entendermos que Deus mesmo deu os maridos para liderar o lar; as esposas para cooperarem e em concordância com o marido e esposa possam juntos exercitar a liderança e o aperfeiçoamento da família ao padrão que nos foi dado.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 11 - Revista da Editora Betel

 

 

 

Sirva a Deus em todo o tempo e com toda a sua família

15 de setembro de 2013

 

 

 

TEXTO ÁUREO

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”. Mt 7.24

 

 

 

VERDADE APLICADA

O lar cristão deve ser um ambiente onde os bons costumes sejam ensinados, devendo vigorar uma liberdade que não é sinônima de ausência de autoridade e de disciplina, mas de consagração para o serviço de Deus.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Mt 7.24 - Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha,

Mt 7.25 - E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

Mt 7.26 - E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.

Mt 1.27 - E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

 

 

INTRODUÇÃO

Nesta e nas próximas lições, serão oferecidas sugestões práticas e ferramentas para aplicação daqueles princípios e métodos que estudamos nas lições anteriores, a fim de que, havendo já sido despertados, fortalecidos e orientados pela Palavra e sabedores do que e como fazer, podermos fechar o trimestre com um brado, seguros e confiantes de que nossa casa está ou será edificada sobre a rocha.

 

 

1. Construa, reforme ou reconstrua sua família

Há muito que a família, edifício mais importante da sociedade, vem sendo construída sobre a areia, inclusive famílias cristãs. Não é de se admirar, portanto, que haja tanta delinquência juvenil, tantas meninas mães, tantos meninos de rua, tantos crimes passionais e muitos outros crimes e mazelas sociais resultantes de lares desfeitos, de pais que não sabem educar filhos, de pais violentos, de abusadores sexuais dos próprios filhos, etc. Precisamos despertar agora e fazer o que tem que ser feito para, daqui por diante, voltarmos aos sólidos fundamentos da Palavra e sobre eles edificar ou reedificar nossas famílias.

 

 

1.1. Transforme seu lar em uma escola

A Bíblia contém exortações objetivas e contundentes aos pais, a que tornem ao seu encargo direto a educação de seus filhos (Dt 6.6-9; Pv 22.6; Ef 6.4), porém, infelizmente, nestes últimos dias, algumas famílias cristãs, assim como as demais, têm terceirizado a educação de suas crianças, adolescentes e jovens. Delegam tão importante tarefa às creches, às escolas, e às Igrejas. Todas as instituições citadas são importantes, porém devem atuar apenas como colaboradoras dos pais e não como substitutas deles. Os cultos de ensino, a EBD e os seminários oferecidos pelas Igrejas são necessários e muito importantes à formação integral da pessoa, mas foi aos pais que Deus entregou a tarefa de educar os filhos.

 

 

1.2. Transforme seu lar em um templo

Não importa se é num palácio, num espaçoso e luxuoso apartamento, ou num “dois quartos” popular, onde vivem seis pessoas ou mais, num barraco de lona, num casebre; o lugar em que a família cristã se abriga precisa ser um templo onde o Senhor é adorado diariamente.

 

 

1.3. Transforme seu lar em uma oficina

Nosso crescimento, formação e aperfeiçoamento implicam em muitos erros e desacertos, na verificação de falhas e defeitos, em tropeções e quedas que nos ferem e traumatizam o corpo e a alma. Façamos do nosso lar uma olaria, uma oficina bem equipada, um hospital bem aparelhado e um consultório psicológico bem aconchegante, onde todos os membros da família possam ser amparados, consertados e curados, de modo a que se transformem em belos e úteis vasos para a glória de Deus (Jr 18.4). Não descarte seu cônjuge por conta das imperfeições e infidelidades dele. Não descarte seu filho em hipótese alguma. Cônjuges e filhos são seres em aperfeiçoamento, os quais Deus nos entregou. Não podemos jamais desistir deles.

 

 

2. As principais regras para a escola do lar

Como os primeiros e os principais mestres responsáveis pela formação integral dos indivíduos que Deus lhes confiou, os pais não devem se conformar com a mentalidade deste mundo, mas buscar a transformação cotidiana pela renovação do entendimento, para que possam experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para si e levar os filhos a experimentá-la também (Rm 12.2). O Ministério da Educação, o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e outros órgãos públicos, estabelecem uma série de normas para a abertura e funcionamento de escolas. Mas é a Bíblia que estabelece as normas para a formação da família, a primeira e mais importante escola da humanidade. Para que os edificadores e mestres desta escola sejam bem sucedidos, é necessário que observem:

 

 

2.1. O lar deve ser fundamentado e desenvolvido sobre o amor bíblico

Em que errei na educação de meus filhos? É a pergunta desesperada de pais que veem seus filhos escolherem andar por um caminho diferente daquele em que esperavam que andassem. Talvez tenham feito tecnicamente tudo certo, mas tenha falhado no amor. Como assim? Amo meus filhos mais que tudo na vida, como posso ter falhado justamente no amor? Este talvez seja o primeiro erro e é o pai dos demais erros, pois o amor bíblico é aquele que é dedicado primeiro e com maior intensidade a Deus (Mt 10.37; 22.37), a fim de que possa permear de modo equilibrado e saudável nossas relações humanas de amor, inclusive com nossos filhos.

 

 

2.2. No lar não pode haver lugar para o medo

O lar cristão deve ser um ambiente onde haja bons costumes (que não ferem nem contrariam a Palavra), onde se cultivam os bons sentimentos (os mesmos que houve em Cristo Jesus), onde se forma o caráter (semelhante ao de Cristo), onde se edificam princípios e se comunicam valores (eternos), onde se forma e se renova a mente (pelo enchimento da mente Cristo). Por isso, nesta escola, a educação não pode ser administrada através da coação, do medo e do temor (1 Jo 4.18), mas pela persuasão do Espírito Santo (Zc 4.6).

 

 

2.3. No lar deve haver liberdade

Deve vigorar no lar uma liberdade que não é sinônima de ausência de autoridade e de disciplina, mas aquela em que os filhos podem se aproximar dos pais para exporem suas dúvidas e curiosidades, pedirem ajuda, dar e receberem carinho, confessarem uma falta ou fraqueza, etc. Além disso, é aquela liberdade que concede aos membros da família condições e espaço para desenvolverem potenciais e habilidades, personalidade própria, gostos e convicções pessoais, fazerem escolhas e assumirem responsabilidades. Liberdade e autoridade são plenamente conciliáveis e complementares no lar em que habita o Espírito de Deus (2Co 3.17).

 

 

3. Conduza sua família ao Senhor

Muitos de nós falhamos com nosso cônjuge e filhos em um aspecto que jamais deveríamos falhar: a salvação deles aliada a uma vida cristã frutífera. Em muitos casos, talvez na maioria deles, isso ocorre porque somos consumidos pelas exigências educacionais deste mundo e não nos damos conta do desequilíbrio em que estamos incorrendo. Na verdade, se não for possível equilibrar o terreno e o espiritual na edificação da família e educação dos filhos, melhor seria que favorecêssemos o aspecto espiritual, porque este mundo milita contra Deus e contra nossa família. Para corrigir possíveis falhas, prevenir outras, e resgatar nossa família, precisamos, entre outras coisas, não negligenciar as três coisas a seguir:

 

 

3.1. Cultuar em casa e frequentar os cultos e demais atividades da Igreja

Ninguém entrava no tabernáculo sem passar pelo pátio externo, pelo altar do holocausto e pelo lavatório (Ex 40.6-8). Estas eram as primeiras etapas percorridas pelo homem para aproximar-se de Deus na dispensação da Lei. Aplicando a nós hoje, é neste estágio da vida espiritual que adquirimos a consciência de que somos escravos do feio e imundo pecado e que precisamos ser resgatados pelo sangue de Jesus, e dia a dia sermos purificados pela lavagem da Palavra, para irmos adquirindo pensamentos, linguagem, hábitos, desejos, relacionamentos e comportamentos cristãos. Os pais precisam construir o pátio, que significa solidificar na família o hábito de adorar a Deus no lar e no templo. Nossos filhos, desde a gestação, precisam ser protegidos pelas cortinas da adoração.

 

 

3.2. Conduzir seus filhos para mais perto de Deus

O pátio externo era um lugar maravilhoso, tanto que Davi diz: “...vale mais um dia nos Teus átrios do que mil em outros lugares”. Entretanto, é no Lugar Santo (uma espécie de pátio íntimo), em que Cristo, o pão da proposição e a luz que alumia as trevas espirituais da mente e do coração do homem, espera por nós. Todos os membros de sua família precisam ser iluminados por Cristo para perceberem, odiarem e abandonarem o pecado, vislumbrando as riquezas celestiais e se alimentando de Cristo para fazerem parte dEle. Conduza-os para mais perto de Cristo, a fim de que possam recebê-Lo como Salvador e viver dEle, nEle e para Ele (Ef 3.17-19). Maridos, esposas, pais, como sacerdotes do lar, para obterem sucesso na incumbência de conduzir a família a Cristo, atendam aos rogos do Apóstolo Paulo (Rm 12.1-2; Ef 5,2).

 

 

3.3. Consagre sua família a Deus

A consagração para o serviço de Deus é uma resposta ao amor que Ele nos tem e que nos foi concedido e mostrado em Cristo (Jo 3.16). Maridos, esposas, se tem consciência do amor de Deus e por conta disso nos entregamos a Ele como sacrifício vivo, santo e agradável, o mesmo deve ocorrer com nossas famílias. Precisamos consagrar ao Senhor todos os membros de nosso lar para que sejam instrumentos de honra nas mãos de Deus.

 

 

Conclusão

Devemos orar constantemente para que nossa família sirva a Deus em todo tempo. As sugestões práticas e ferramentas para aplicação dos princípios e métodos que estudamos, devem ser usados com sabedoria e diligência para honrar ao Senhor, e ao mesmo tempo, proporcionar uma vida de excelência para o nosso lar.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 12 da Revista da Editora Betel

 

 

Culto doméstico: ferramenta eficaz na aplicação dos princípios divinos no lar

 

22 de setembro de 2013

 

 

 

TEXTO AUREO

 

“Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém, quando vir o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas para vos ferir”. Ex 12.23

 

 

 

VERDADE APLICADA

 

A prática do Culto Doméstico produz pessoas bem sucedidas contra o pecado, a carne, o mundo e satanás, além de capacitar os membros da família para reconhecerem oportunidades e armadilhas, para lidarem com revezes e tribulações, saltando ou contornando obstáculos.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

 

Gn 18.17 - E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço,

Gn 18.18 - visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?

Gn 18.19 - Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agirem com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição será apresentado o Culto Doméstico como principal ferramenta de ensino, aplicação, vivência e solidificação daqueles princípios no lar. Cremos que por meio deste culto poderemos abrigar toda a nossa família sob a proteção do Precioso Sangue de Jesus até que Ele venha. Que Deus nos ajude a implantar, reimplantar ou a renovar o Culto Doméstico.

 

 

1. A importância do culto doméstico

 

O culto doméstico é uma prática muito simples, porém poderosa, que pode ser feito de muitas maneiras, dependendo da idade dos filhos, da instrução dos pais ou dos responsáveis pela direção do culto e do tempo disponível, bastando para isso que se observe seus elementos indispensáveis: leitura da Bíblia e oração com os membros da família.

 

 

1.1. E indispensável para conduzir os filhos a Deus

 

O Culto Doméstico contínuo, persistente, oferece a melhor e a mais eficiente maneira de evangelizar. Através dele podemos evangelizar o cônjuge, os filhos, as visitas, os hóspedes, os vizinhos, os parentes, enfim são inúmeras as oportunidades de evangelização que esta prática possibilita. Crianças que crescem em um lar onde se estabelece o Culto Doméstico, serão mais eficientes em rejeitar a mentalidade do mundo quando forem expostas à educação formal, a outros convívios e ambientes fora de casa e em alcançar os companheiros para Cristo.

 

 

1.2. É indispensável para manter a unidade da família, e transformar seus membros em vencedores

 

No lar em que cotidianamente se lê, estuda, comenta e vive a Palavra, em que todos oram juntos, em que se pratica a piedade, em que se aproveita todos os momentos para falar com Deus e acerca dEle, em que se cultiva o hábito de submeter a Deus e à Sua Palavra, os membros da família se tornarão mais aptos para reconhecerem oportunidades e armadilhas, para lidarem com revezes, tribulações, saltar ou contornar obstáculos, superar perdas e tragédias, etc.

 

 

1.3. É indispensável à formação de Igrejas felizes, fortes e poderosas em Deus

 

Moisés repete os mandamentos de Deus a Israel (Dt 5) e em seguida ordena; “Ouve, pois, ó Israel, e atenta que os guardes, para que bem te suceda (seja feliz), e muito te multipliques (seja forte), como te disse o Senhor, Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel (prosperidade econômica)” (Dt 6.3). Sabendo que o povo teria dificuldade em obedecer e que a desobediência traria enfraquecimento e consequente destruição da nação, Moisés manda que cada família faça a sua parte para enraizar definitivamente nas mentes e corações dos israelitas a Lei de Deus (Dt 6.6-8). Moisés tinha consciência de que é impossível formar uma nação feliz, forte e poderosa economicamente, sem que as famílias que a compõem sejam fortes, felizes e poderosas em Deus. Para tal, o único método eficiente que Moisés conhecia era o Culto Doméstico, do qual ele mesmo era produto, e que não se resumia na reunião da família por alguns minutos diários, mas no aproveitamento de todo o tempo disponível para estudo da Palavra, orações, adoração e louvor no lar.

 

 

2. A salvação dos filhos, unidade na família e Igrejas poderosa

 

No tópico anterior foi afirmado que o Culto Doméstico é indispensável para unir e conservar a família, conduzir os filhos a Cristo, transformar os membros da família em vencedores e para a formação de Igrejas felizes, fortes e poderosas em Deus. Agora iremos abordar outros temas:

 

 

2.1. A reunião diária para cultuar no lar derruba barreiras e aproxima os membros da família

 

O Culto Doméstico é a melhor ocasião para removermos as barreiras e restaurar a comunicação e a comunhão da família, pois, enquanto oramos uns pelos outros, podemos dizer a Deus o quanto amamos nossos filhos, nossos pais, os casais podem confessar o quanto se amam. Depois do amor declarado sinceramente diante de Deus e dos demais membros da família, é impossível que permaneçam de pé barreiras, as quais podem quebrar os vínculos afetivos dos membros da família, levantados por mágoas, rancores, tristezas e dores.

 

 

2.2. O Culto Doméstico evidencia o amor dos pais e gera amor a Deus e confiança nEle

 

Crianças entendem o tempo que se gasta com elas como expressão de amor. E não somente elas, mas também adolescentes, jovens e adultos, entendem as horas dedicadas à companhia deles como um: “eu o amo, por isto gosto de ficar perto, conversar e ouvir você. De orar junto com você”. Quando o casal separa um tempo para reunir-se com a família em leves e agradáveis reuniões de estudos bíblicos, orações, cânticos, respostas às dúvidas e questionamentos dos filhos, falar com Deus sobre os problemas, planos e projetos da família, as crianças percebem o quanto são amadas pelos pais e o quanto estes amam a Deus e confiam nEle, e em consequência, O amarão também. Elas desejarão receber a Cristo para, como seus pais, se tornarem filhos de um Deus tão bom e tão amoroso.

 

 

2.3. O Culto Doméstico disciplina o temperamento, transforma o caráter e fortalece a vida espiritual e a fibra moral

 

Ao fazer o Culto Doméstico, além de alimentar nossos filhos com a Palavra de Deus, ensinar-lhes a orar e a temer a Deus, nós os estamos disciplinando pela Palavra. Aprendem a ficar quietos e prestar atenção enquanto ouvem a leitura e a oração dos membros da família, aprendem a esperar a sua vez de participar, aprendem que algumas coisas não devem ser feitas e outras que precisam fazer para com o próximo, aprendem a interpretar textos, a dar e a receber opinião, a verbalizar o aprendizado, a transformar informação em conhecimento e este em ação. Crianças criadas desta maneira são mais obedientes, mas não são subservientes, são mais desenvolvidas no intelecto, mais bem sucedidas nos estudos, têm mais facilidade para escolher uma profissão. Devido à boa disciplina que os torna moralmente mais fortes, graças à boa educação espiritual que receberam e ao fato de estabelecerem cedo o relacionamento pessoal com Deus, se tornam crentes constantes e frutíferos. Todas estas coisas contribuem para o sucesso pessoal e para o fortalecimento da Igreja.

 

 

3. Implante o culto doméstico

 

De uma coisa podemos estar certos: todos os que se lançarem ao Culto Doméstico, seja para reformá-lo, reconstruí-lo ou edificá-lo do ponto zero, receberão graça de Deus para fazê-lo. Portanto, mãos à obra:

 

 

3.1. Comunique seu desejo de implantar o Culto Doméstico

 

Se ambos os cônjuges são alunos da EBD ou leitores desta revista, ótimo. Será bem mais fácil começar. Se for somente o marido, converse com a esposa sobre sua decisão de praticar o Culto Doméstico e peça a ela para ajudá-lo. Se for somente a esposa, explique para o marido da importância desta prática no lar e diga que você gostaria muito que ela fosse feita em sua casa com todos os membros da família sob a direção dele. Se ele se eximir, realize culto com os filhos. Ore. Deus dará estratégias para conseguir que seu marido assuma o papel de sacerdote do lar. Uma sugestão simples e que surte efeito é a esposa, estrategicamente, deixar alguma dúvida das crianças, que tenha surgido em decorrência da leitura bíblica, para o “papai” solucionar quando chegar. Assim, aos poucos, ele vai assumindo seu lugar durante a adoração da Família. A mãe pode realizar o Culto perto do horário em que o marido chega do trabalho, de modo que ao entrar em casa, o momento devocional não tenha ainda terminado.

 

 

3.2. Maridos e esposas de cônjuges inconversos também podem implantar o Culto Doméstico

 

No lar onde um dos cônjuges ainda não se decidiu a Cristo, a responsabilidade pela vida espiritual da família recai sobre aquele que O serve. O cônjuge crente precisa agir com prudência para não causar atritos, mas não deve temer implantar o Culto. Havendo filhos adolescentes e jovens, estes devem ser comunicados da decisão do pai ou mãe em realizar o Culto Doméstico, devem ser convidados, mas não obrigados para dele participarem. É importante começar, mesmo que no início participe somente parte da família.

 

 

3.3. Outros membros da família também podem implantar o Culto Doméstico

 

Na casa onde o tempo de que os pais dispõem é incompatível com o horário das crianças, os avós, irmãos ou irmãs mais velhos, como também tios, podem assumir essa responsabilidade. Serão momentos maravilhosos de comunhão com Deus e de estreitamento dos laços fraternos. Não é uma tarefa difícil, porque, normalmente, as crianças amam os avós e reclamam pela atenção dos irmãos maiores, e, quando esta é dada, se tornam dóceis e prontas para participarem das atividades sugeridas por seus irmãos. Por isso, vovô e vovó, rapaz e moça, titio e titia, alunos da EBD ou leitores desta Revista, edifiquem seus netos, irmãos menores ou sobrinhos por meio do Culto Doméstico. Estarão contribuindo para guardá-los dos males deste mundo, ajudando-os a crescerem no Senhor.

 

 

Conclusão

 

Após a implantação, reimplantação ou a renovação do culto doméstico, você verá que de fato é uma prática muito simples, no entanto, capaz de auxiliar na formação de uma família bem sucedida. No início, talvez, alguns poderão ter dificuldades por inibição ou falta de prática, mas no decorrer das reuniões, perceberão o quanto é eficaz adorar a Deus com a família

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel

 

 

Culto doméstico: como realizar com sucesso

29 de setembro de 2013

 

TEXTO AUREO
“E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. Dt 6.6,7
VERDADE APLICADA
O sucesso do Culto Doméstico depende em grande parte das aplicações práticas para a vida de cada membro da família, de modo a que se atenda a recomendação apostólica: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra, e não somente ouvintes".

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Dt 6.1 - Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, vosso Deus, para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir;
Dt 6.2 - para que temas ao Senhor, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados.
Dt 6.3 - Ouve, pois, ó Israel, e atenta que os guardes, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o Senhor, Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel.

INTRODUÇÃO
Na lição anterior pudemos ver e entender a importância do Culto Doméstico. É possível que muitos o tenham implantado no dia seguinte à lição, outros talvez tenham ficado interessados em realizá-lo, mas não sabem como propor o Culto ao cônjuge ou aos filhos crescidos. Há os que querem, mas não têm ideia do que fazer ou de como começar. E há os que sempre o praticaram, conhecem os excelentes resultados desse hábito abençoado e abençoados mas desejam renová-lo. Portanto, nesta lição serão oferecidas sugestões práticas referentes ao Culto Doméstico.

1. Fatores importantes para o sucesso do culto doméstico
Como já foi dito, o Culto Doméstico é uma ferramenta simples, poderosa e de fácil utilização. Os resultados de sua prática são excelentes e duradouros, porém, seu sucesso depende de alguns fatores, tais como:

1.1. A escolha da hora
O melhor horário para a realização do culto doméstico é aquele em que a família está toda em casa. Seja pela manhã, no horário das refeições ou à noite. Porém, os teóricos do aprendizado insistem em que os últimos pensamentos da noite costumam ser os primeiros da manhã e que os primeiros pensamentos da manhã permanecem na mente durante o restante do dia. Portanto, quando for possível, o culto doméstico deve ser realizado à noite, antes das crianças dormirem. O horário do culto pode ser alternado, por exemplo: nos dias em que a família vai aos cultos noturnos da Igreja, deve ser realizado durante o dia, exceto no domingo, pois a prioridade é para a Escola Dominical. Nos demais dias, à noite. Mas, qualquer que seja o horário escolhido, é importante que seja mantido por tempo suficiente para formar o hábito (1 Co 14.40). Havendo necessidade de mudança de horário, faça-a, mas não permita a extinção do Culto Doméstico.

1.2. A escolha do lugar
O culto doméstico pode ser realizado em qualquer parte da casa, desde que seja o mais agradável, confortável, iluminado e ventilado. Pode ser realizado na sala, sentados nos sofás ou no chão, na cozinha, na varanda, no jardim, enfim, onde a família puder se reunir o mais prazerosamente que for possível. Também pode ser realizado cada dia numa parte da casa, atendendo aos desejos e sugestões dos membros da família (1 Co 14.26).

1.3. A duração do culto
Esta vai depender de como o culto é realizado. Se for uma reunião sem atrativos, monótona e sem a participação das crianças, uns poucos minutos parecerão uma eternidade, mas se for feita de modo criativo e envolvente, os participantes mirins, adolescentes, jovens e adultos nem perceberão o passar do tempo (Ef 5.19). Outro fator que deve ser levado em conta quanto a duração do Culto Doméstico é a disponibilidade de cada um. Melhor é que a família se reúna para cultuar a Deus quinze minutos todos os dias do que deixar de fazê-lo (SI 92.1,2). De qualquer modo, o tempo gasto neste Culto não pode ser tão longo que desestimule sua prática, principalmente nas crianças e adolescentes.

2. O que deve ser evitado no culto doméstico
Alguns casais não o realizam por imaginarem que sua família já participa de cultos suficientes na Igreja. Porém, o Culto Doméstico não deve ser uma miniatura do culto público.

2.1. Evite formalidades
A adoração familiar deve ser viva, espontânea e natural. Um culto onde as criancinhas falam com Deus do mesmo modo que falam com o “papai” e com a “mamãe”. Uma reunião de estudo da palavra, onde todos podem perguntar e procurar respostas na Bíblia com tranquilidade, onde os pequenos podem rir quando algo lhes parecer engraçado, e onde não há sermões. O Culto Doméstico deve possuir os elementos principais do culto público: leitura bíblica, oração e cânticos, mas estes são executados sem formalidade e de modo a atender a todos os participantes, ainda que na mesma reunião haja bebês, crianças, pré-adolescentes, adolescentes, jovens e adultos (At 2.44). Pode começar na sala e terminar na cozinha.

2.2. Evite transformar a oração em alfinetes e em sermões rebuscados
Alguns cônjuges e filhos torcem o nariz quando são chamados para orar em família porque recebem alfinetadas disparadas contra eles através da oração. Trata-se do marido ou esposa, do pai ou mãe aproveitarem a oração para criticar o comportamento dos membros da família ou repreendê-los de forma indireta. Alguns chegam ao extremo de estabelecer comparações entre um filho e outro na oração. Quando termina o culto, ao invés de comunhão, o que se conseguiu foram raiva, constrangimento, insegurança e desunião (1 Co 11.17). Qualquer fraqueza, defeito, pecado ou falha dos nossos filhos ou cônjuges, devem ser levados a Deus em nossas orações particulares, e não como queixas contra eles, mas como súplicas, para que Deus lhes conceda tempo e oportunidade para aperfeiçoamento ou arrependimento (Fl 4.6). Outros oram como se tivessem pregando um sermão cheio de palavras rebuscadas, como se estivessem a dar uma aula de Teologia à família ou ao próprio Deus. Tais práticas devem ser evitadas, não somente no Culto Doméstico, mas em qualquer momento de oração, pois estas não são as finalidades para as quais Deus nos deu a oração (Mt 6.6-13; F1 1.4).

2.3. Não use o culto e seus elementos como punição, castigo ou penalidade
O Culto Doméstico deve ser algo prazeroso, pelo qual os membros da família esperam ansiosamente (SI 92,1; 96.1). Portanto, seus elementos: leitura bíblica e explanação, oração e cânticos, não podem ser associados a castigos e penalidades. Por exemplo, o menino que foi apanhado numa mentira não deve ser posto a ler a Bíblia e a orar de joelhos como punição por sua prática delituosa. Tanto a oração quanto a leitura da Palavra devem ser utilizados para disciplinar a criança, mas o modo correto é o pai ou a mãe ou ambos chamarem o transgressor, mostrando-lhe a natureza e as consequências do seu erro e perdoá-lo e só depois, para confirmar o que foi dito, ler com e para ele a porção bíblica indicada para a situação e em seguida orar pedindo a Deus que o purifique. Também não se deve aumentar o tempo do culto ou acrescentar a ele elementos e atividades com a finalidade de castigar as crianças, qualquer que seja o motivo.

3. A dinâmica do Culto Doméstico
O culto Doméstico constitui um corpo, pois é nele que a família se reúne e se unifica. É também uma ferramenta para ser utilizada pela família e é um projeto a ser implantado e levado a efeito. Portanto, exige dinamismo na proporção, na velocidade e na direção certa. Sugerimos que a dinâmica do Culto Doméstico observe ao menos o seguinte:

3.1. Criatividade e flexibilidade
Quando o casal ainda não tem filhos, o culto doméstico pode consistir em leitura bíblica, cântico, colocação dos problemas relacionais e dos planos e projetos diante de Deus e oração conjunta. Com bebês, os elementos e a forma do culto podem continuar os mesmos, exceto pelos cânticos, que poderão conter hinos infantis, e pela inclusão do nenê nos motivos de oração. Com crianças que já andam e falam, a leitura bíblica precisa ser mais curta: Um Salmo, uma porção dos Evangelhos ou das Epístolas, acompanhada de uma história da Bíblia de temática correspondente à leitura feita. É importante que durante a semana o tema seja o mesmo e que se escolha um versículo para memorizar (SI 119.11).

3.2. Envolvimento e participação
Envolva todos os membros da família com o Culto Doméstico. Crianças a partir de três anos podem e devem ter participação no culto, cantando e fazendo a própria oração. Às que já sabem ler deve ser concedida a oportunidade de participarem da leitura do dia, lerem a história bíblica ou a história que ajudará na compreensão da porção bíblica lida aos irmãos menores, etc. Adolescentes e jovens podem explicar a Palavra, os que souberem tocar algum instrumento devem fazê-lo. A medida que as crianças forem crescendo, temas bíblicos que geram alguma polêmica devem ser introduzidos no culto para estimular a curiosidade; deste modo terão oportunidade de interrogar os pais a respeito do assunto e assim, além de aprenderem, passarão o maior tempo possível ocupadas e envolvidas com a Palavra de Deus (Pv 9.9). A família precisa estar tão envolvida com Deus que os pensamentos e conversas se voltem naturalmente para Ele durante o dia inteiro (Fl 4.8).

3.3. Praticidade
O Culto Doméstico precisa funcionar como uma aula prática. Os ensinamentos dados devem ser simples e aplicáveis à vida diária da família. Devem ser baseados em princípios bíblicos para os quais se deve apontar o máximo possível de situações práticas. Por exemplo: Você escolheu estudar com sua família sobre o Amor. Logo, tudo que tratar durante a semana terá que apontar uma ou mais situações em que sua família possa vivenciar o amor Por exemplo: um irmão não deve agredir o outro, porque a agressão não cabe no pacote do amor (Tg 1.20) e quem faz isso fica de fora daquele “pacotão maravilhoso”; orar pelos amigos que estão passando por dificuldades é manifestação de amor, por isto hoje oraremos por fulano; alimentar os famintos faz parte do “trenzinho do amor”, então na primeira oportunidade que tivermos vamos viajar nesse trem repartindo com os necessitados os alimentos que Deus nos deu amorosamente... As informações bíblicas que a família obtém nos Cultos Domésticos são muito importantes, mas não devem constituir o único objetivo do Culto. O estudo bíblico realizado no devocional do lar deve atingir o coração e promover mudança de vida. O sucesso do Culto Doméstico depende, em grande parte, das aplicações práticas para a vida de cada membro da família, de modo que se atenda a recomendação apostólica: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra, e não somente ouvintes”, (Tg 1.22).

Conclusão
Nunca será demais lembrar que o sucesso do culto doméstico, dependerá em grande parte da forma como será executado e do comprometimento dos seus integrantes. No mais, o Senhor dará o crescimento. Se você tiver, alguma dúvida, converse com o pastor de sua igreja e peça a ele orientações complementares e não se esqueça que o culto doméstico não substitui os cultos semanais na igreja. Deus abençoe a todos.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net