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familia cristã P.2
familia cristã P.2

 

 

 

                                 O amor na famíli

 

Deus estabeleceu o casamento para o bem-estar e felicidade dos cônjuges, o que somente será possível pelo vínculo do amor. Sem este, tal união passa a ser uma caricatura sem vida, sem conteúdo, sem realidade. Uma vez que diante de Deus é vitalícia, pela sua natureza e finalidade, essa união depende do amor para persistir por toda a vida. Duas de suas finalidades são: perpetuar a família e ser figura da união entre Cristo e sua Igreja. A lição é evidente: sem amor, a família se degrada e se embrutece, e só o amor realiza a comunhão entre Cristo e a Igreja.

 

                               O AMOR NAS NECESSIDADES DA FAMÍLIA

 

 Necessidades relativas à sobrevivência. São necessidades concentradas na área física: alimentação, descanso, lazer, proteção e auxílio mútuo entre os membros da família, a partir do casal. 0 atendimento dessas necessidades motivado pelo amor pode ser simples e corriqueiro, mas o seu efeito e influência perduram e aumentam a felicidade da família. Por isso, a Bíblia assevera: “Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade” (1Co 16.14). Ou seja, se não pusermos amor em tudo o que fazemos, a vida perde o sentido e torna-se um vazio. Na vida do casal, que é o pilar da família, a realidade do amor viabiliza o suprimento dessas necessidades.

Necessidades psicológicas. Em Gênesis 1.27, está escrito que o homem foi criado à imagem de Deus; então, de certa forma, ele reflete Deus. Deus é uma Pessoa que ama, pensa, sente, tem objetivos e toma decisões; tudo de maneira perfeita, mesmo que não pareça aos homens. Tomando a referência acima e outras semelhantes, o homem também tem personalidade. A Bíblia utiliza vários termos para designar os componentes da personalidade no homem: alma, espírito, mente, memória, coração, sentimento, vontade, conhecimento, etc.

A necessidade primordial dessa personalidade é a de amar e ser amado. É evidente que não estamos falando de amor no sentido popular, mas como atributo e virtude que refletem o Criador, pois “Deus é caridade e quem está em caridade está em Deus, e Deus, nele” (1Jo 4.16). Os cônjuges são os líderes da família e, portanto, com necessidades mútuas profundas, originadas em si mesmos, e oriundas também das grandes responsabilidades dos seus encargos domésticos.

A mulher, como esposa, quer ser valorizada pelo que é e por aquilo que ela proporciona ao marido como sua “adjutora” (Gn 2.18). Seu amor pelo marido manifesta-se através do respeito, da dedicação, da solicitude, das tarefas e dos cuidados no dia-a-dia; tudo pela motivação do amor, da sabedoria mencionada em Provérbios 14.1 e das responsabilidades assumidas (1Co 7.34b).

 

                                        O AMOR DO MARIDO PELA ESPOSA

 

A Bíblia enfatiza este amor de forma imperativa, e sem quaisquer rodeios, para que o marido não tenha desculpa nem invente uma alternativa ou evasiva. “Vós, maridos, amai vossa mulher” (Ef 5.25). Este dever do marido está na forma imperativa. Deus sabe que só o amor puro, total, sincero e leal garante a perpetuidade e felicidade real do casamento. É até possível — por interesses, condições e situações incomuns — um casamento ser estável sem tal amor, mas neste caso é impossível que seja feliz e perpétuo. Se os dois casaram-se de fato por amor, este deverá nortear a vida do casal enquanto viver.

 Amar como Cristo amou a Igreja. Este confronto requer do homem uma reflexão profunda diante de Deus, tendo em vista o seu alcance e responsabilidade, pois o amor de Jesus pela Igreja é supremo, sacrificial, providente, protetor e permanente. Este amor deve ser o objetivo de todo homem casado para com sua esposa. Trata-se de um amor sacrificial, que não busca seus próprios interesses (1Co 13.5). Desta forma, Deus deseja que o marido ame a sua mulher e por isso esteja sempre comprometido e disposto a dar-se por ela, em toda e qualquer circunstância.

Outrossim, a Bíblia ensina que além de amar a esposa, o marido deve também agradá-la (1Co 7.33). Agrado não depende de normas prescritas; é algo espontâneo que flui da vontade inspirada por amizade, afeto, amor, fraternidade, retribuição. De igual modo, a mulher, além de amar o marido e obedecer-lhe, também deve agradá-lo (1Co 7.34). Amor e obediência são deveres (Rm 13.8). O agrado é um fruto que brota espontaneamente do amor, da gratidão e do contentamento.

                                 Características do amor do marido:

a) Puro. Assim sendo, ele é uma demonstração de respeito e honra à esposa. Deve ser desprovido de impureza, e não ser apenas baseado na sensualidade e no erotismo.

b) Sincero. Isto é, amor não fingido, não de aparência, não de conversa, como está escrito em Romanos 12.9a.

c) Constante. O marido não deve permitir que as contrariedades e situações irritantes do dia-a-dia, seja onde for e com quem for, venham influir e interferir na continuidade do amor conjugal. No caso da esposa, mesmo que ela cometa falhas sem querer, o marido deve perdoá-la, em virtude deste amor. É assim que Cristo ama a Igreja.

d) Perpétuo. O amor não tem data de validade para expirar. A Bíblia nada ensina sobre o casal entediar-se um do outro e providenciar o término do casamento. Se voltarmos o pensamento para Cristo e sua Igreja, Ele jamais a renunciará para originar outro povo seu (Ef 5.31,32).

e) Protetor (sacerdotal). A mulher é mais dependente de segurança do que o homem. No casal, essa segurança da mulher está no marido. Por isso ele deve esforçar-se em promover o bem-estar físico e espiritual dela.

f) Provedor. Este amor deve prover à esposa tudo o que lhe é necessário, conforme as posses do casal, a provisão de necessidades da família, a previdência de situações futuras e de imprevistos, e o bom senso dos dois.

 Amar como a seu próprio corpo. Nenhum homem normal (a menos que esteja psicológica ou espiritualmente enfermo) odeia a si próprio; seu corpo é o primeiro objeto de seu amor, para dele cuidar, alimentar, tratar e proteger. É assim que o marido deve considerar e amar sua esposa. Se alguém muito entusiasmado deseja se sacrificar pela igreja a ponto de morrer por ela, em detrimento do seu casamento, não o faça. Faça sempre o melhor e o máximo que puder por sua esposa (Gn 29.18,20). Quem tinha que sacrificar-se pela Igreja até a morte, já o fez — o Senhor Jesus (Ef 5.25).

 

                                     QUANDO O AMOR CONJUGAL REGRIDE

 

 No marido. A mulher que não se sente amada pode ter o seu comportamento no lar distorcido, trazendo danos para si mesma e para toda a família.

a) Ela pode, por decepção, se isolar e tornar-se inútil.

b) Pode, também, tornar-se uma mãe dominadora, controlando ilogicamente os filhos e tornando-os objetos de sua satisfação pessoal, uma vez que não a encontrou em seu marido. Esses filhos podem crescer com problemas psicológicos, bloqueios e serem incapazes de enfrentar a vida.

c) Um outro mecanismo seu de compensação, quando frustrada e desnorteada, é buscar afeto fora do lar.

Na esposa. Quando a mulher se casa por fama, dinheiro, sensualidade, ou necessidade de sobrevivência, esta crise pode instalar-se, partindo dela para o seu marido. Neste caso, os papéis se invertem. O marido vai compensar suas frustrações investindo nos filhos, em segmentos sociais, onde sinta-se valorizado, e às vezes em relacionamentos pecaminosos.

A falta de amor na mulher normalmente se manifesta pela falta de respeito à autoridade do marido. A Bíblia exige dela este respeito (Ef 5.22; Cl 3.18).

A falta de amor tanto do marido quanto da esposa, se não administrada em tempo hábil, pode levar à desintegração do lar, com prejuízos espirituais, morais e sociais.

 

                                                 COMO MANTER O AMOR

 

 Auto-avaliação. É dever de todo o cônjuge avaliar diariamente a sua conduta dentro do casamento.

 Humildade. É indispensável que ambos tenham a humildade para corrigirem seus equívocos, exageros e omissões no relacionamento.

Diligência. É imprescindível a iniciativa de um procurar o outro para retomada de posições quando qualquer problema surgir, para não incorrer no distanciamento emocional, manifesto em silêncio e/ou agressões verbais.

 Presença no altar. É necessário que o casal reserve um bom período no altar da oração, apresentando-se quebrantado diante do Senhor, a fim de receber dEle a graça necessária à harmonia no casamento. 

O que se espera do leitor é que após esta lição o seu amor conjugal desenvolva-se sobremaneira. Assim, o seu casamento e sua família estarão salvos. “O mandamento do amor é: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ (Mt 22.37,38).

Aqui está a plataforma de toda a ética cristã. A verticalidade e a horizontalidade do amor que tem como marco zero o próprio indivíduo: ‘como a si mesmo’. Jesus não está pressupondo com isso um terceiro mandamento. O amor a si mesmo é um fato, e não um caminho a mais a ser seguido, como sugerem alguns. Isto seria, aliás, a negação da fé cristã, que nos instrui a deixarmos de lado todo o tipo de egoísmo, como: ‘Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros’ (Fp 2.4). Ser cristão é agir como João Batista: ‘Importa que ele cresça e eu diminua...’.

... O amor a si mesmo não é uma exigência escriturística. Jesus parte do pressuposto natural como verdade absoluta em cada ser humano. Usa-o como ponto de partida e também como parâmetro de amor ao próximo. Mais que isto, Jesus impõe um redirecionamento para o amor. Trata-se de uma mudança em que as intenções mais egoístas da vontade são vencidas pelo rompimento desse círculo que faz coabitar o amor sempre em torno de si mesmo.

O amor é centrífugo e não centrípeto, isto é, vai sem a pretensão de voltar. Parte do ‘eu’ para o ‘próximo’. Doa, e não espera recompensa.

Jesus vincula o amor ao próximo ao primeiro mandamento porque sabe da incapacidade humana de praticar a horizontalidade deste amor na independência da sua verticalidade. Não há como amar verdadeiramente o próximo sem amar a Deus primeiro.

Para o homem natural, as formas de amor são inevitavelmente dominadas pelos interesses do ‘eu’. Para praticar um amor altruísta, ele precisa primeiro exercer domínio sobre o amor egoísta.

A prática do ágape se dá numa ética teocêntrica. Este amor só será verdadeiro se for centralizado em Deus.

O amor ágape nos capacita a fazer uma leitura da vida com beleza e esperança. Anula as picuinhas, ignora as mesquinharias e descortina as coisas que estão diante de nós. Ágape é o amor que nos levará mais ao sacrifício do que ao bem-estar; mais a dar do que a receber. Não promete vantagens, mas o poder de um espírito rico e de um caráter marcado pelas insígnias do bem!” (Conhecidos pelo Amor. CPAD, pp.34,35).

 

 

 

 

                    A família e os meios de comunicação

 

Pode a sua família ser enquadrada no Salmo 128? Muitas famílias cristãs, hoje, não mais se reúnem ao “redor da mesa” para fazer o culto doméstico. Pois acham-se escravizadas aos meios de comunicação. Estes, por sua vez, ignorando e desprezando as reivindicações básicas da Palavra de Deus, vão inescrupulosamente destruindo os alicerces morais e espirituais de nossos lares, através de uma programação imoral, ocultista, consumista e comprometida com a cultura anticristã.

Que atitudes, pois, deve a família cristã tomar quanto aos meios de comunicação? É o que estudaremos neste domingo. Levando sempre em conta as demandas da Palavra de Deus, mostraremos que, com equilíbrio, bom senso e discernimento, poderemos manter nossas famílias incontaminadas diante do irresistível poder da mídia. Que o Senhor Jesus nos ajude neste propósito!

 

 OS INGREDIENTES PREDILETOS DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

 

Deve a família precaver-se contra os assédios da mídia, pois estes são os seus principais ingredientes: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1Jo 2.16). Tais coisas não podem fazer parte do viver cristão por contrariarem frontalmente a Palavra de Deus, que é a regra de fé e de viver do cristão.

A concupiscência da carne. Desejo anormal de bens ou de prazeres materiais; apetite sexual desordenado. Assim é definida a palavra concupiscência. É exatamente em cima da vontade carnal incontrolada que os publicitários fomentam suas campanhas, induzindo uma audiência passiva e sem discernimento a consumir ideologias e comportamentos nocivos que desagradam a Deus. Quando se anuncia um produto, embute-se neste, via de regra, uma perigosa inversão de valores.

Em todas as propagandas, principalmente as veiculadas pela televisão, deparamo-nos com estes apelos: adultério, prostituição, homossexualismo, glutonaria e bebedice, como se fossem coisas normais e legítimas. Não nos lembra tais coisas os dias de Noé? (Mt 24.38).

Não permita que a sua família seja vítima da concupiscência dos meios de comunicação. Ensine-a como escapar a estas armadilhas. O que dizer dos filmes e das novelas? E dos programas infantis que, sob aquela pretensa inocência, tem como único objetivo desconstruir a cultura cristã na alma de nossos filhos, de forma sutil e ocultista?

Os meios de comunicação arrastam-nos a necessidades irreais e imaginárias, tornando-nos frustrados quando não consumimos os bens anunciados. Cuidado! Isto pode ser fatal (Hb 13.5,6). Confiemos sempre na suficiência divina.

 A concupiscência dos olhos. Cientes de que os olhos não se fartam de ver (Ec 1.8), as empresas de comunicação esmeram-se por apresentar as mais sedutoras sugestões visuais, objetivando, com isto, despertar a cobiça no coração humano (Êx 20.17). Foi assim que Eva provou do fruto proibido (Gn 3.6). Além disso, a concupiscência dos olhos gera um incontrolável descontentamento nas pessoas, levando-as a adquirir o supérfluo em detrimento do essencial. Eis porque muitas famílias acham-se arruinadas por dívidas.

Sabe por que os Dez Mandamentos encerram-se com esta recomendação: “Não cobiçarás”? Porque todo pecado é precedido pela cobiça e soberba. A cobiça tem levado muitos crentes ao fracasso espiritual (1Tm 6.10).

A soberba da vida. Os meios de comunicação têm induzido nossa geração à soberba e a um desmedido orgulho. Os filmes, novelas e desenhos animados instilam-nos a ideia de que o homem pode viver sem Deus (Sl 14.1).

Quem são os heróis apresentados aos nossos filhos? Homens destituídos de Deus, e que repassam a ideia de que a força bruta, bem como o uso do pensamento positivo são mais do que suficientes para resolver todos os problemas do ser humano. Além disso, zombam dos valores cristãos, afirmando explicitamente estarem estes completamente ultrapassados.Por conseguinte, se deixarmos os nossos filhos à mercê da televisão, por exemplo, estaremos permitindo que eles se rebelem contra Deus e contra nós. E depois que apostatam, como fazê-los retornar a fé em Cristo?

 

 POR QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO PREJUDICAM A FAMÍLIA

 

Vejamos por que os meios de comunicação prejudicam a família.

 Roubam o tempo à devoção familiar. Além dos males apontados no item anterior, os meios de comunicação tiram da família o tempo que ela deveria dedicar à devoção doméstica e ao seu próprio convívio. No Salmo 128, mostra-nos a Bíblia não apenas uma família ideal e, sim, o ideal para uma família: todos, em redor de uma mesa, dedicando-se ao convívio e à adoração ao Senhor. Sua família é assim? Você cuida do culto divino em família? Ou já o substituiu por uma programação qualquer?

 Levam a impureza e o pecado para dentro do lar. Se não vigiarmos e não formos seletivos, acabaremos por permitir que o adultério, a prostituição, o homossexualismo, o uso de drogas e a delinquência, entrem no lar e destruam os valores morais e espirituais (Dt 7.26).

 Impedem a família de ir à casa de Deus. Quantas famílias, além de não mais praticar o culto doméstico, deixaram de frequentar a casa de Deus, por causa dos meios de comunicação. No Salmo 122, mostra-nos o sacro escritor o seu contentamento em frequentar o santuário divino. Hoje, infelizmente, ir à igreja tornou-se um fardo para muitas famílias que, acomodada e passivamente, preferem ficar diante de um vídeo a entrar nos átrios de Deus. É por isto que devemos saber como controlar os meios de comunicação.

 

                COMO DEVEMOS USAR OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

 

Não é fácil controlar os meios de comunicação, porque estes, a cada dia que passa, introduzem-se na vida do homem moderno, tornando o seu uso como que obrigatório. Todavia, como responsáveis pela santidade de nosso lar, empreguemos todos os esforços possíveis, a fim de que a nossa família não venha a sofrer devido à nossa falta de responsabilidade.

 Seja um exemplo no uso dos meios de comunicação. Se quisermos que nossos filhos sejam preservados dos malefícios gerados pelos meios de comunicação de massa, devemos ser um exemplo no uso destes. Não podemos transigir neste particular.

Se assistirmos a filmes e a programas imorais, com que autoridade haveremos de aconselhar nossos filhos? Se nos deixamos contaminar pelos sites impróprios da internet, de que forma poderemos recomendar-lhes a que se abstenham dessas abominações? Se temos falhado neste particular, oremos a Deus, humilhados e arrependidos, para que nos dê autocontrole e autoridade para orientarmos convenientemente nossos filhos. Imitemos ao patriarca Jó (31.1-5).

Seja seletivo e crítico. Selecione os programas que podem ser vistos por você e por sua família sem ferir os princípios cristãos. Isto não é fácil hoje. A recomendação é de Paulo: “Examinai tudo. Retende o bem” (1Ts 5.21). Não aceite passivamente o que os imperadores da comunicação querem nos empurrar.

Seja rigoroso quanto ao horário do culto doméstico. Nada deve substituir ao culto doméstico. Um programa de televisão, um filme ou qualquer outro atrativo, por melhor que seja, não pode ser encarado como substituto da devoção familiar. Lembre-se: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

Enfim, que cada um de nós tenha a necessária sabedoria para manter a pureza e a santidade no lar que, segundo o ideal do Novo testamento, tem de funcionar como uma verdadeira igrejaComo você tem lidado com os meios de comunicação? Não se deixe prender por eles nem permita que eles contaminem sua família. Como servos de Deus, não podemos deixar-nos prender por nada dessas coisas; o nosso compromisso com o Senhor Jesus é inadiável e urgente.Se você tem falhado neste particular, arrependa-se, peça perdão e ore a Deus. Peça-lhe forças para ser um exemplo de autocontrole, moderação e seletividade. E, assim, o nome de Cristo será exaltado em sua vida e na vida de seus entes queridos. 

“Um pouco da mesma tecnologia usada no desenvolvimento de bombas teleguiadas está disponível para civis através de computadores pessoais. Os computadores no trabalho e em casa estão revolucionando nossa forma de vida. Desde relatórios de orçamento, edição de textos a jogos educacionais, quase todos os aspectos de nossas vidas podem ser relacionados de alguma forma às habilidades de um computador. Os computadores até mesmo falam uns com os outros através de modems. Eu posso criar um documento em meu computador e enviá-lo para outro computador a milhares de quilômetros de distância. Incrível!...

Mesmo que essa tecnologia seja uma grande bênção, o seu uso imoral é uma maldição. Humanos pecadores, seduzidos pelo príncipe das potestades do ar e incitados pelo lucro, inundaram a Internet com pornografia. Informações úteis são fáceis de serem obtidas via computador, mas o mesmo ocorre com a estimulação sexual explícita. Isto é o sexo virtual, sexo via computador.

A pornografia costumava estar disponível apenas em grandes cidades, nos locais marcados pela ‘luz vermelha’. Como as leis contra a obscenidade abrandaram, esses negócios ligados ao sexo expandiram. Graças ao videocassete, os homens começaram a alugar filmes imorais e levá-los para suas próprias casas. Com o progresso da televisão a cabo, e tecnologia de satélite, a sujeira pode ser levada diretamente para a sala de estar. Com o progresso dos computadores modems, o pecado sexual fica cada vez mais privado e oculto do que nunca. Assim como a superior tecnologia de guerra americana esmagou os iraquianos, Satanás, ao promover a licença para cobiçar e pecar, tem usado tecnologia avançada para destruir muitos homens na privacidade dos seus lares e ambientes de trabalho. Devemos estar alertas” (Pureza Sexual, CPAD, pp.210,211).

 

 

 

                                  A ansiedade pelas coisas temporais 

 

Hoje, estudaremos os malefícios causados pelo homem quando dominado pela ambição e pela cobiça, isto é, por desejos desmedidos de riquezas, posição social, fama e proeminência. Isto, normalmente, decorre da busca incessante do ter em detrimento do ser, trazendo muitas vezes males irreparáveis à família.

 

                                                          O QUE É AMBIÇÃO?

 

 Definição. De modo geral, ter ambição é desejar ardentemente alcançar um objetivo ou objeto, não importando as consequências éticas deste desejo.

 Aspecto negativo da ambição. Este aspecto da ambição fundamenta-se na teoria de que a felicidade está na aquisição de poder, status e riquezas. Jesus em seus ensinamentos assegurou-nos exatamente o contrário: o maior tesouro que o homem pode ter é a salvação de sua alma (Mt 16.26). Não há paz baseada simplesmente na acumulação de bens materiais. Porque, quanto mais a pessoa tem, mais preocupada e insegura ela fica por mantê-los. Feliz é o homem que deposita sua confiança no Senhor (Jr 17.7,8).

A ambição leva o homem a esforçar-se sem limites para obter bens, conforto e luxo. Faz com que ele quase sempre ponha o amor em segundo plano e sacrifique a dignidade de toda a família, às vezes, humilhando-a, constrangendo-a e provocando total desestrutura do lar.

É dever do cristão prover as necessidades do lar e propiciar oportunidades de crescimento para sua família, mas sem perder de vista o equilíbrio e a sensatez na aquisição daquilo que Jesus qualifica como necessário (Mt 6.25-34). Jamais podemos esquecer de que tudo que nos é dado provém das mãos do Todo-Poderoso. Portanto, a Ele seja a honra, o poder e a glória para sempre!

Ambição x Amor. A ambição torna o homem um egoísta, modifica seus valores e transforma a maneira de agir com seus semelhantes: antes, os tratava com dignidade e respeito, mas agora, como meios de se conseguir as coisas. Isso contraria a essência do cristianismo que é o amor (Mt 22.37-40). Os ambiciosos sequer consideram as questões éticas, uma vez que a ética é a ciência que norteia o comportamento humano. Quando se chega a este ponto, certamente, o amor de Deus derramado pelo Espírito Santo não arde mais nos corações (Rm 5.5).

Os crentes ambiciosos são péssimos exemplos para os filhos, principalmente para os adolescentes, cujo caráter está em formação e que invariavelmente confrontam os valores aprendidos com as atitudes dos pais. É importante lembrar que os pais são os principais referenciais dos filhos, quer positivo, quer negativo (2Rs 15.34; 21.19-21).

 

                                                             O QUE É COBIÇA?

 

 Definição. Cobiça é um desejo impetuoso, violento e desequilibrado de adquirir bens materiais. Ela difere da ambição apenas por ser mais forte e mais nociva. Enquanto a ambição restringe-se ao desejo veemente e sôfrego de possuir bens materiais, a cobiça inclui até a tentativa de apossar-se do que pertence ao próximo. Neste padrão de conduta, qualquer sacerdote do lar está fadado a uma desventura inicialmente pessoal e, depois, pelo fato de ser o chefe da família, ensejar o sofrimento de todos os outros membros. A cobiça promove a alienação de Deus, a opressão, a traição, a desonestidade e todo tipo de crueldade contra o próximo. A partir daí entra no coração do homem o orgulho, a arrogância, a presunção e a altivez de espírito. Deus abomina tais coisas (Pv 16.5; Tg 4.6,16).

Amor pelo dinheiro. A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (1Tm 6.10). Nem todo o mal do universo decorre do amor ao dinheiro, mas deste perverso sentimento surge toda a espécie de males. A cobiça ao dinheiro conduz o homem à dívida, às pendências, ao roubo, à desonra, à intemperança, ao egoísmo, à fraude e, até, ao homicídio.

Não é o dinheiro em si que está em questão, mas o amor ao dinheiro. É o desejo desenfreado de adquiri-lo que leva o homem ao pecado, visto que não se faz praticamente nada sem ele.

É importante ressaltar que o excessivo apego ao dinheiro é identificado na Bíblia como idolatria.

 Desprezo pelos valores espirituais. Uma das primeiras consequências perceptíveis na vida do cristão que entra pelo caminho da cobiça é o afastamento dos valores espirituais. Quando ele se encontra num estado de dependência, não consegue mais discernir o conceito de necessidades reais, ou seja, ele as cria para satisfazer seus desejos incontroláveis de posse. O homem se esquece de Deus e passa a depositar sua confiança nos valores materiais. Aos poucos sua fé vai sendo minada e destruída, uma vez que ela está relacionada ao invisível, imaterial (Hb 11.1).

 

                                      CONSEQUÊNCIAS DA AMBIÇÃO E DA COBIÇA

 

 Ló. A ruína da família de Ló teve início em função do apego desenfreado aos bens materiais (Gn 13.6). Enquanto Abraão, demonstrando fé em Deus e altíssimos valores éticos, abriu mão daquilo que lhe era de direito e concedeu a seu sobrinho a prioridade de escolha, Ló não hesitou em optar pelos campos mais férteis, que lhe traria melhores condições de crescimento material. A ambição desmedida torna o homem cego e inconsequente. Ló não consultou a Deus nesta tomada de decisão. Ele se esqueceu do princípio divino de que o melhor para o homem é aquilo que traz benefício à sua alma. Assim, ele partiu com sua família para as paragens de Sodoma e Gomorra, cidades de homens maus e grandes pecadores contra o Senhor (Gn 13.13).

Chegando à Sodoma, instalou-se na cidade e se deixou influenciar pelos valores daquela sociedade pecadora. De fato, Ló enriqueceu com a posse de muitos bens (Gn 14.12; 13.5; 19.3). No entanto, estas riquezas não garantiram a segurança da sua família (Gn 19.6-13). Diante de tudo isso, Deus ainda estava interessado na preservação da família de Ló a ponto de arrancá-la daquela ímpia cidade (Gn 19.16). Todavia, sua esposa estava com o coração nos prazeres de Sodoma, disto resultando sua morte.

 Acã. Este também se deixou levar pela cobiça. Josué havia dado uma ordem: “... guardai-vos do anátema, — toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro são consagrados ao Senhor; irão ao tesouro do Senhor” (Js 6.18,19). Entretanto, quando Acã viu uma capa babilônica entre os despojos, cobiçou-a e desconsiderou esta ordem. Não só tomou-a para si, como também duzentos siclos de prata e cinquenta siclos de ouro, cujo destino exclusivo era a Casa do Senhor. Como consequência dessas atitudes irresponsáveis, pereceu com sua família e todos os seus bens (Js 7.1-26).

 Ananias. Lucas registra um fato que não se constitui modelo para nenhum chefe de família. Trata-se de Ananias que, de comum acordo com sua mulher, resolveu vender uma propriedade e reteve parte do preço, levando aos pés dos apóstolos apenas uma parte do dinheiro. Esta atitude retrata a cobiça enraizada no seu coração, comprovada pelo uso do verbo reter (a mesma palavra utilizada, na Septuaginta, no trecho de Js 7.1, quando Acã reteve parte do despojo consagrado). Neste caso, infelizmente, a ambição, a cobiça e a avareza triunfaram sobre a verdade. O resultado foi a morte (At 5.1-10).Baseado no que estudamos, concluímos que nenhum empreendimento que comprometa o bem-estar espiritual, a integridade e a estabilidade da família deve merecer qualquer atenção do homem e da mulher cristãos. O Senhor perguntou ao rico insensato: “... esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?” (Lc 12.20).

 “Jesus disse que podemos ter apenas um mestre ou senhor. Vivemos em uma sociedade materialista, onde muitas pessoas servem ao dinheiro. Gastam toda a vida acumulando-o, mesmo sabendo que, ao morrer, não o levarão consigo. O desejo de certas pessoas pelo dinheiro e por aquilo que este pode comprar é muito superior a seu comprometimento com Deus e com os assuntos espirituais. Gastam muito tempo e energia, pensando no que têm armazenado (dinheiro e outros bens).

Não caia na armadilha materialista, ‘porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males’ (1Tm 6.10). Você pode dizer honestamente que Deus, e não o dinheiro, é o seu Senhor? Um bom teste é perguntar a si mesmo quem ou o que ocupa mais seus pensamentos, seu tempo e seus esforços.

Jesus contrastou os valores celestiais com os terrenos quando explicou que a nossa vida deve ser direcionada para coisas que não desaparecerão, que não podem ser roubadas ou consumidas e que nunca se desgastam.

Não devemos ficar fascinados por nossos bens, a fim de que eles não nos possuam. Isto significa que podemos ter de fazer alguns cortes se os nossos bens se tornarem excessivamente importantes para nós. Jesus exige uma decisão que nos permita viver satisfeitos com o que temos; para tanto, devemos escolher o que é eterno e duradouro.

Por causa dos efeitos maléficos da preocupação, Jesus recomendou que não fiquemos ansiosos por causa das necessidades que Deus promete prover.

A preocupação pode: (1) prejudicar a nossa saúde; (2) reduzir nossa produtividade; (3) afetar negativamente o modo como tratamos os outros; (4) diminuir nossa confiança em Deus. Quantos destes efeitos maléficos você está experimentando? Aqui está a diferença entre a preocupação e o interesse genuíno: a preocupação nos imobiliza, mas o interesse nos leva à ação.

Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça significa priorizar Deus em nossa vida, de modo que nossos pensamentos estejam voltados para sua vontade, nosso caráter seja semelhante ao do Senhor, sirvamos e obedeçamos a Deus em tudo.

O que é realmente importante para você? Pessoas, metas, desejos e até objetos disputam lugar em nossa vida, qualquer um desses interesses pode ocupar rapidamente o lugar de Deus”. (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, pp.1228,1229).